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D-light-full glass prints &prints on glass

Abstract

Catálogo de exposição, comissariada por Graciela Machado e Teresa Almeida, em partilha com jovem colaboração de Catarina Marques, realizada no âmbito do IJUP ¿13 ¿ Encontro de Investigação Jovem na U.Porto.Os trabalhos apresentados reúnem as varias etapas de ensaios laboratoriais e oficinais de projeto pluridisciplinar dedicado a testar o vidro como estratégia visual de integração de imagem impressa. O projeto expositivo enfatiza uma investigação emergente pretendendo dar a conhecer a grande diversidade de técnicas artísticas criada por este cruzamento tecnológico, do desenho a pintura, da fotografia a impressão, da escultura a instalação, assim como demonstrar o dinamismo subjacente aos contextos colaborativos de criação.A exposição sob o título D-Light-Full realizou-se na Galeria dos Leões, no edifício da Reitoria da Universidade.ESTA EXPOSIÇÃO É DESENVOLVIDA NO ÂMBITO DO PROJETO PLURIDISCIPLINAR VIDRO E IMPRESSÃO PROJETO PLURIDISCIPLINAR 262 IJUP 2011.

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D-LIGHT-FULL Glass Prints & Prints on Glass Exposição Coletiva 13.02–08.03.2013 Galeria dos Leões D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL ÍNDICEÍNDICE FRANCISCO LARANJO DESENHO, LUZ, PROJEÇÃO E OBJETO GRACIELA MACHADO E TERESA ALMEIDA CATARINA MARQUES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS PINTURA/DESENHO DECALQUE ESMALTE DRIPPING IMPRESSÃO DIRECTA SERIGRAFIA AQUATIPIA GRAVAÇÃO HANDBLASTING PONTAS DE DIAMANTE LAPIDAÇÃO CORROSÃO LASER FUSÃO COLOGRAFIA KILNCASTING PÂTE-VERRE CASTING SANDBLASTING SANDCASTING EXPOSIÇÃO ANA MARGARIDA CÉLIA ESTEVES HELENA MANCELOS ISABEL TRABULO JOANA SOARES PROJETO EXPOSITIVO CVS INVESTIGADORES 4 6 12 16 18 20 22 24 26 28 34 40 42 46 48 52 54 58 60 62 66 68 70 72 74 78 94 4 5D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL Com a participação de trabalhos de estudantes dos Cursos de Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão e de Pintura, e ainda de alguns de Licenciatura, expõem-se agora no contexto destas jornadas do IJUP, investigações multidisciplinares com relevante interesse e atualidade entre nós e ainda inéditas na escala das direções de abordagem. Esta exposição mostra-nos como se podem relacionar os suportes vítreos com as técnicas tradicionais de impressão e, ainda, potenciar a investigação das técnicas digitais neste meio, o que, convenhamos, não deixa de ser tarefa auspiciosa quanto complexa. Neste sentido, ao contemplarmos os objetos agora expostos devemos ter presente o universo interdisciplinar das múltiplas tecnologias de que se serve a criação artística por um lado, do domínio de conhecimentos que o estudante de arte deve compreender por outro, quanto do que de rigor científico e manipulação de conceitos e de pressupostos e premissas se compreendem, para que a existência de uma imagem se justifique e faça sentido. Aos criadores e jovens investigadores, os meus melhores votos de muito êxito sob a excelente e generosa coordenação das Professoras Doutoras Teresa Almeida e Graciela Machado a quem agradeço, neste ultimo caso também, a constante e permanente coordenação destas jornadas universitárias e de grande alcance, em nome da Faculdade. FRANCISCO LARANJOFRANCISCO LARANJO DESENHO, LUZ, PROJEÇÃO E OBJETO. 6 7D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL Os trabalhos em exposição resultam de uma série de ensaios que equaciona um princípio simples: de que modo pode o vidro conviver com as técnicas de impressão? A pergunta surge associada a um projeto pluridisciplinar, que serve de enquadramento e contexto propiciador do que agora se passa a mostrar, em catálogo, ou em exposição, como etapa intercalar, e se coloca sob um título D-LIGHT-FULL. Metaforicamente, num cruzamento aberto ao fascínio, à verificação, à dúvida, à aproximação e ao erro, tendo o vidro como matéria plástica de base. Recuemos um pouco no tempo. Para responder à pergunta, vários estudantes de licenciatura e mestrado, integram um grupo de trabalho, que em etapas individuais ou coletivas procedem a uma revisão tecnológica, nas oficinas da Faculdade de Belas Artes ou em estruturas como a Decor Decal, VICARTE (Centro de Investigação de Vidro e Cerâmica para as Artes) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e CENCAL (Centro de Formação Profissional Para a Indústria de Cerâmica - Pólo da Marinha Grande). Os pontos de partida, previamente programados, cedem espaço aos interesses de cada elemento. Segundo uma estrutura cronológica definida, sucedem-se as hipóteses: introdução de métodos experimentais quer em termos tridimensionais quer matriciais. Paralelamente mantem-se em aberto a possibilidade do vidro servir como suporte matricial alternativo às habituais chapas metálicas, de madeira, de seda, assim como se verifica passo a passo, se tais técnicas clássicas de impressão, a calcografia, a xilogravura, a serigrafia, podem ser criadas a partir do vidro ou impressas sobre o mesmo, ou podem beneficiar de materiais e procedimentos específicos desse diálogo entre campos tecnológicos distintos. No mesmo sentido, também as técnicas do vidro plano são testadas kiln casting (e as suas variantes: casting, pâte-de-verre e sandcasting), fusão, lapidação, gravação (com pontas de diamante, jato de areia ou laser) sucedem-se nos testes de modo a servirem precisamente para potenciar novas formas de trabalhar a imagem sobre e a partir do vidro. E se numa fase os meios são acionados para atuar diretaGRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA GRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA 8 9D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL mente, imprimindo ou gravando sobre vidro, noutra são as próprias matrizes que servem de molde para obter já sobre vidro uma matriz que se testa na sua competência. Assim, se o que se encetou foi um estudo enquadrado por projeto pluridisciplinar sobre as soluções e compatibilidade tecnológica que podem potenciar ou auxiliar a transferência de imagens, o que se abriu foi uma interligação oficinal de técnicas artísticas, sem precedentes nas Belas Artes, e que só agora compreendem como podem beneficiar de projetos conjuntos. Os ingredientes foram enunciados, e com naturalidade, passaram a fazer parte das oficinas atraindo novos estudantes à medida que o leque de técnicas tornadas disponíveis, se tornou evidente e foi incorporado nos projetos individuais. Grande parte dos ensaios, são pois, comparativos e verificam até que ponto tal viragem acrescenta qualidades estéticas, novas características na impressão ou incorporação de imagem no vidro. Na revisão e avaliação, vidro e gravura são colocados lado a lado, ao ponto de se executarem projetos editoriais em que a avaliação da sua aplicabilidade é feita em projeto editorial base, com as ferramentas a atuarem sobre os substratos em competição salutar. Tais etapas sistematizam as áreas tecnológicas nas quais o vidro se revela competente como alternativa matricial para as técnicas elencadas, não sem deixar afinal de demonstrar que também os seus limites e desvantagens podem ser criativos. Mas, ainda assim, com um propósito de eficiência, colaboradores do projeto concluem como adaptar e selecionar os métodos, que soluções se enquadram com as oficinas de vidro e impressão da Faculdade de Belas Artes. Paralelamente, tarefas tão essenciais como o levantamento sobre os componentes das tecnologias de impressão compatíveis com a produção em vidro num contexto nacional, o que existe, e o modo como estão a ser aplicadas, executamse com a morosidade implícita mas também com o sentido da sua necessidade para garantir a sustentabilidade de tais práticas em contextos oficinais concretos. Ou seja, repensam-se métodos mais industrializados, possíveis num contexto em função da ausência de equipamentos, com um regresso à manualidade e qualidades estéticas que lhe são intrínsecas. Tanta insistência e persistência demonstram um campo de atuação que afinal permite replicar e adequar métodos expeditos para a integração de técnicas imagéticas, fotográficas e analógicas na prática da produção da gravura contemporânea sobre vidro. Do mesmo modo, compreende-se como as técnicas clássicas coexistem e enriquecem novas tecnologias de acabamentos e fabricação de vidro, proporcionadas pelo emprego de novos moldes para suportes vítreos, técnicas de laminação, técnicas de lapidação, decalque digital, e de gravação possíveis em contextos de produção industriais. Já os vocabulários gráficos criados em contexto tecnológicos mais apetrechados pelas tecnologias do laser, se distintos da gravação por discos de diamante, ou com jatos de areia, ou ainda com pastas de acidulação acessíveis no mercado, apenas acrescentam novas potencialidades criativas a um contexto oficinal extenso e viável para a o vidro como matéria plástica de suporte produção da gravura, ou da impressão sobre vidro. Para chegar a tais conclusões, estabeleceu-se um princípio de atuação: sistematizar e rever hipóteses de concretização, ainda que para cada núcleo de ensaios se verifique que a partir de uma mesma técnica se podem sempre acrescentar inúmeras possibilidades. Afinal, e não esqueçamos que estamos a falar de um campo de atuação que convive bem com a repetição, com a reprodução, isto é, como a impressão admite implicitamente as variantes: de cor, monocromáticas, sem tinta e em relevo, sobre papel ou tecido, sobre vidro, direto ou indireto. Relativamente à construção da matriz, também ela está tocada pela mesma apetência: por adição, por subtração, por decalque, por transferência, a quente, a frio. A proliferação e diríamos mesmo, a necessidade de muitos testes comprova o que se havia previsto: para cada individuo criador só através destes se verifica o que as várias componentes processuais podem aportar as hipóteses de configuração imagética. Pode-se mesmo chegar a concluir que aquele que sempre foi um obstáculo a impressão, a desintegração da matriz vítrea em fragmentos, e para o qual se forGRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA GRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA 10 11D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL mularam métodos e dispositivos que o evitassem, para determinado trabalho pode ser acionado em função de um pensamento criativo que valoriza a irrupção das fissuras brancas por entre as camadas de cargas de tinta impressas. Os processos construtivos procuram a criação de potencial imagético pela modelação da matéria e pela impressão. Ora, o que se verifica, os meios abrem sempre vias alternativas: as que não põem em causa a integridade das imagens a transferir, as que traduzem e interferem ostensivamente na acomodação da imagem ao novo substrato. Num contexto de criação artística, ambas as direções são exemplares e válidas, afinal é a falha criativa, afinal é o erro oportuno. Conclui-se trata-se de uma investigação em arte em aberto, que equaciona formas de produzir e reproduzir imagens com o vidro. As metodologias do projeto, conduzidas e espartilhadas por uma vontade de reter dados, apontam para a marca assertiva e definitiva com que se encerra a ordem especulativa, a linguagem sensorial, bem como para os processos eleitos, estes pretextos oportunos para, ao sabor das regras, dos princípios ou da sua corrupção, proceder à contínua reinvenção das imagens. GRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA GRACIELA MACHADO TERESA ALMEIDA 12 13D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL D -LIGHT -FULL é uma exposição que se instala a partir de uma composição de variadas peças autorais realizadas sobre e a partir de vidro. Tendo lugar na Galeria dos Leões, esta sala surge numa primeira instância como um problema devido à sua intensa, constante e predominante luminosidade. Pensa -se imediatamente que tal luz demasiado forte e homogénea poderá retirar mais -valias às peças com vista a expor, na medida em que o vidro perde claramente os seus traços mais característicos (transparência, reflexos, projecções) quando sujeito a uma iluminação deste género. Face a isto e como solução, desde cedo se sentiu a necessidade provocatória de apagar a luz da sala, passando a gerir a intensidade luminosa por meio da adição de pequenos e controlados pontos de luz estrategicamente distribuídos ao longo do espaço e das peças. Desta forma, cada ponto de luz é controlado em função da(s) peça(s) a que se destina, provocando um jogo de luzes que, além de iluminar organiza e define o espaço, evidenciando os objectos expostos. Quanto ao método ou suporte de exibição opta- -se por pendurar as peças ligeiramente afastadas das paredes, revelando a sua fragilidade e leveza e permitindo as referidas projecções. O ambiente criado pretende pois salientar transparências, sombras, reflexos e movimentos dos corpos dos demais transeuntes que se passeiem pela exposição, deixando rastos de vultos e penumbras efémeras. Uma exposição que não se quer estática, que se move consoante o observador se percorre através dela, acompanhando -o na sua visita. E a luz como artifício que acrescenta, deslumbra, evidencia, transparece, reflecte, projecta… CATARINA MARQUESCATARINA MARQUES D-LIGHT-FULLGLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS D-LIGHT-FULL GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 16 17D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLGLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS PINTURA—DESENHO DECALQUE ISABEL TRABULO Papel de cebola utilizado para transferir a impressão para uma placa de vidro float. Verniz mole de impressão direta da palma da mão sobre chapa de zinco. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS PINTURA—DESENHO DECALQUE ISABEL TRABULO Decalque sobre vidro float com tinta preparada com base num veículo calcográfico e esmalte para vidro. 30 31D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO HANDBLASTING ANA MARGARIDA ROCHA CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Prova sobre papel de matriz em vidro realizada por handblasting com carborundo. Tita Charbonnel Negro Doux sobre papel BFK Rives 100% algodão (em colaboração com Ana Margaridda Rocha) GRAVAÇÃO HANDBLASTING CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES ANA MARGARIDA ROCHA GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 32 33D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO HANDBLASTING HELENA MANCELOS Handblasting (carborundo diversos grãos) sobre vidro. 14,2 x 18,2cm. Impressão em papel e matriz correspondente. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO HANDBLASTING HELENA MANCELOS Handblasting (carborundo grão 80) sobre vidro. 14,2 x 18,2cm. Impressão em papel e matriz correspondente. Handblasting (carborundo grão 40) sobre vidro. 14,2 x 18,2cm. Impressão em papel e matriz correspondente. Handblasting (carborundo grão 250) sobre vidro. 14,2 x 18,2cm. Impressão em papel e matriz correspondente. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 34 35D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO PONTAS DE DIAMANTE ANA MARGARIDA ROCHA Tintagem segundo o método calcográfico, com tinta à base de óleo Winsor & Newton, Winton Oil Colour Lamp Black. Gravação directa com pontas de diamante GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS PONTAS DE DIAMANTEGRAVAÇÃO ANA MARGARIDA ROCHA GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 36 37D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Dremel Einhell Einhell sobre vidro float. Tinta Charbonnel Negro Doux sobre papel BFK Rives 100% algodão. PONTAS DE DIAMANTE GRAVAÇÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Impressão em papel PONTAS DE DIAMANTE 38 39D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO PROJETO EDITORIAL FRÍGIA André Alves. Calcografia e Vitrografia. Matriz de zinco (ponta-seca). Matriz de vidro float 15cm x 21cm. Gravação por ataque direto com carburundo e Dremel Einhell e com lâminas de diamante. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Negro Doux Charbonnel. Papel Velin Arches. Célia Esteves. Calcografia e Vitrografia. Matriz de zinco (água-forte). Matriz de vidro float 15cm x 21cm. Gravação por ataque direto com carburundo e Dremel Einhell e com lâminas de diamante. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Negro Doux Charbonnel. Papel Velin Arches. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO PROJETO EDITORIAL FRÍGIA Cláudia Lopes. Calcografia e Vitrografia. Matriz de zinco (água-forte) e matriz de cartão prensado (relevo seco). Matriz de vidro float 15cm x 21cm. Gravação por ataque direto com carburundo e Dremel Einhell e com lâminas de diamante. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Branco Doux Charbonnel. Papel Velin Arches. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 40 41D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLGLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO LAPIDAÇÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO LAPIDAÇÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES Prova sobre papel de matriz em vidro realizada por lapidação sobre vidro float. Tinta Charbonnel Negro Doux sobre papel BFK Rives 100% algodão. 42 43D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO CORROSÃO ANA MARGARIDA ROCHA Gravação com Etchall – etching cream durante 15m, recorrendo a verniz calcográfico como obturador, raspando o desenho com ponta metálica. Tintagem segundo o método calcográfico com esmalte vítreo fixado a 600º, misturado com óleo de linho refinado. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO CORROSÃO ANA MARGARIDA ROCHA Gravação com Etchall – etching cream, recorrendo a emulsão serigráfica como elemento obturador. Tintagem segundo o método calcográfico, com tinta calcográfica Charbonnel. Gravação com Etchall – etching cream durante 15m, recorrendo a verniz calcográfico como obturador, abrindo o desenho com diluente White Spirit aplicado com pincel. Tintagem segundo o método calcográfico com esmalte vítreo fixado a 600º, misturado com óleo de linho refinado. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 44 45D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO CORROSÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES Etchall – etching cream sobre vidro float. Emulsão fotossensível Dirasol 915 exposta durante 5’’, 10’’, 15’’, 20’’. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Negro Doux Charbonnel. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS GRAVAÇÃO CORROSÃO CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES Etchall – etching cream sobre vidro float. Emulsão fotossensível Dirasol 915 exposta durante 1’. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Negro Doux Charbonnel. Etchall – etching cream sobre vidro float. Emulsão fotossensível Dirasol 915 exposta durante 50’’. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta Negro Doux Charbonnel. GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 46 47D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL GRAVAÇÃO LASER CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Laser Engraving (velocidade 100R) sobre vidro float. Tinta Charbonnel Negro Doux sobre papel BFK Rives 100% algodão. Impressão em papel GRAVAÇÃO LASER CÉLIA ESTEVES JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS 48 49D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL ANA MARGARIDA ROCHA GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS FUSÃO Fusão de duas placas de vidro desenhadas a 750ºC. Ambas as placas foram gravadas directamente com pontas de diamante e tintadas segundo o método calcográfico com tinta de esmalte para vidro misturada com gel orgânico. ANA MARGARIDA ROCHA GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS FUSÃO 62 63D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Sandcasting com casting de matriz de vidro em molde de areia a partir de um positivo de cera microcristalina, desenhada à semelhança de uma matriz de xilogravura mas com instrumentos próprios para o trabalho da mesma. Impressão em papel BFK Rives (280g) com tinta Charbonnel, por meio de prelo vertical Albion, seca por método japonês. SANDCASTING JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS SANDCASTING Impressão em papel 64 65D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLD-LIGHT-FULLPROJETOS EM EXPOSIÇÃO D-LIGHT-FULL PROJETOS EM EXPOSIÇÃO 66 67D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL ANA MARGARIDA ROCHA PROJETOS EM EXPOSIÇÃO O vidro é sem dúvida um objecto de grande fascínio para o seu observador, especial‑ mente quando falamos da poética da luz a ele associada. É um material multifacetado, dotado de grandes potencialidades plásti‑ cas e expressivas. No meu trabalho estou interessada em procurar estabelecer uma interacção e um diálogo entre o suporte vítreo, a imagem, o cromatismo, a luz e o espaço expositivo.Aqui, o vidro é usado como instrumento operativo e conceptual, na tentativa de descobrir as relações que se podem estabelecer com os conceitos de imagem e de representação. Dadas as características particulares deste material, é possível trabalhar o verso e o reverso, ou mesmo a sobreposição de camadas, obser‑ vando as múltiplas realidades em simul‑ tâneo e a possível comunicação e relação entre elas. Ao trabalhar com a superfície vítrea, a imagem sobre vidro prolonga ‑se para além de si, pela sombra e pelo reflexo. A transparência do vidro anula o fundo da imagem e esta surge como que flutuando num espaço imaterial, sem limites e sem barreiras espaciais. Do trabalho de mani‑ pulação da superfície vítrea são testadas as técnicas de gravação directa com pontas de diamante ou ácido; abrasão manual e mecânica (handblastingesandblasting,res‑ pectivamente);kilncasting, slumping, fusão, laminação e pintura com tintas de óleo e esmaltes para vidro.As estratégias de construção de um trabalho artístico partem da conjugação de processos e procedimen‑ tos de várias origens. Partindo do registo da pintura pretendo explorar a expressividade artística dos materiais, incidindo sobre as questões da transparência, opacidade, densidade e variação tonal. As técnicas de impressão surgem então, como uma fonte de procedimentos de criação, transforma‑ ção e transferência da imagem. Do desenho interessa ‑me a questão da performativi‑ dade intrínseca às suas acções (reservar, raspar, apagar, ocultar, revelar, adicionar e subtrair), e a imprevisibilidade, o acidente, o acaso. É crucial a importância do pro‑ cesso para a produção das imagens, que se definem pela existência de vários estados de concretização. EV212013 Gravação com pasta de acidulação, usando como obturador emulsão serigráfica. Aplicação de cor com raquelete, com tinta à base de óleo. 39x55,5x0,5cm. ANA MARGARIDA ROCHA GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS EV19 2013 Gravação com pasta de acidulação, usando como obturador emulsão serigráfica (verso). Handblasting (reto). Aplicação de cor com raquelete e por aquatipia, com tinta à base de óleo. 35x52 x0,5cm. EV20 2013 Gravação com pasta de acidulação nas duas faces do vidro, usando como obturador verniz calcográfico. Aplicação de cor com raquelete e por aquatipia, com tinta à base de óleo. 30,5x38x0,8cm. 68 69D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL CÉLIA ESTEVES A atração presente pela gravura não é só sustentada pelos seus benefícios expressivos, mas também pela manualidade inerente no seu desenvolvimento. Na re‑ lação do corpo com as várias etapas de um processo, o sentimento de envolvimento físico na concretização de algo que vai além do ato de desenhar e no contacto com os materiais refinados que a rodeiam. Esta relação corporal reflete‑se na auto‑representação de “cea”. “cea” absorve sentimentos submersos e representa o autor no seu estado íntimo, como coisa incognoscível. Com base nos conhecimentos adquiridos e ensaiados, e na relação que se pretende testar e criar entre as áreas de investigação – superfícies metálicas e vítreas – ensaiou‑se neste projeto autoral a utilização de ambas as superfí‑ cies em processos planográficos, de maneira a sugerir na sua combinação a complementação por camadas. Tomou‑se o processo de gravação do vidro por pasta de acidulação pela sua semelhança à técnica de água‑ forte e água‑tinta, e as técnicas de água‑forte, água‑ tinta, chine‑collé e monotipia para a matriz metálica de alumínio. Esta introdução de técnicas por camadas sedimentadas no papel acrescenta qualidades escul‑ turais à impressão, reforçadas pela interposição do vidro gravado, criando um objeto em profundidade. A partir dos resultados obtidos sobre a gravação no vidro com pasta de acidulação, onde se identificou a patine e craquelé provocado pela mesma, houve um aproveitamento e combinação desse elemento manipu‑ lado com o desenho, assumindo‑o como parte da obra final. Também se tem em consideração a transparên‑ cia do vidro, pois possibilita a conjugação de ambas as matrizes em sobreposição, atribuindo profundidade e tridimensionalidade à obra. Para intensificar esse fator, a impressão e a matriz de vidro são emoldu‑ rados com caixa de um centímetro entre ambas. PROJETOS EM EXPOSIÇÃO CÉLIA ESTEVES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS cea 2012 1) Calcografia (água-forte e água-tinta), monotipia e chine-collé (papel de jornal iluminado). Matriz de alumínio. Impressão em papel BFK Rives com tinta Negro Doux Charbonnel. 2) Vidro gravado por pasta de acidulação com patine e craquelé. Matriz de vidro float 60cm x 75cm. Tintagem da matriz através do processo calcográfico com tinta negra Charbonnel. Papel BFK Rives 60cm x 75cm. 70 71D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL HELENA MANCELOS JunichiroTanizaki, na obra “O Elogio da Sombra”, distingue a cul‑ tura oriental da ocidental explicitando o deslumbre que os orientais têm pela sombra (presente na arquitectura, literatura...) enquanto a cultura ocidental é seduzida pela luz. Inspirando‑me no livro proponho uma comparação entre culturas opostas, a oriental e a ocidental, usando respectivamente fenómenos de luz e sombra para as descrever. A procura pelos fenómenos de luz e sombra é acompa‑ nhada por um interesse em tornar contemporânea a sacralidade da arte produzida até ao século XVI, oferecendo à actualidade o olhar encantado que caracterizava a produção artística de então. Para a sua execução, a pintura foi readaptada de um modo distinto do tra‑ dicional, usando a impressão como meio de reprodução de imagens. Ao usar um meio que permite alguma reprodutibilidade sobre um conjunto de imagens provenientes de um período muito especifico da história de arte, foi possível a sua reedição de diversas formas, mostrando o quão urgente é a sua mensagem. Foi realizada, a partir do imaginário descrito, uma constante pesquisa tecnológica a partir de novas matrizes (o vidro) e de novos suportes de impressão, o tecido. O uso de suportes pouco comuns não só tornou possível a colocação das imagens em contra‑luz, criando um jogo de sombra e luz muito próprio, como permitiu sobrepô‑las, concebendo efeitos de profundidade e sombra. PROJETOS EM EXPOSIÇÃO HELENA MANCELOS GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Sem título 2013 Prova sobre papel de matriz em vidro realizada por handblasting e colografia com carborundo e verniz de ferro sobre vidro. 39,8 x40,8cm. Sem título 2013 Handblasting sobre vidro e colografia com carburundo e verniz de ferro. Vidro fundido sobre vidro. 39,8x40,8cm. 72 73D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL ISABEL TRABULO Este trabalho parte da ideia de máscara mortuária. Tenta criar imagens como sendo ou representando memórias, querendo docu‑ mentar rostos e expressões faciais, através de moldes e impressões directas de partes do corpo, que eram usualmente escolhidas para este comportamento social e que nos remete para as práticas usadas pelos antigos romanos nas cerimónias fúnebres. Usando derma‑ tóglifos como “substitutos” de alguém, consegue‑se a partir da ob‑ servação destes reconhecer a sua presença, funcionando assim este trabalho como uma espécie de relicário. Escolhe‑se como matéria principal o vidro, pela sua transparência e fragilidade, conferindo ao trabalho o aspecto “fantasmagórico” pretendido. PROJETOS EM EXPOSIÇÃO ISABEL TRABULO GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS Relicário 2013 Serigrafia sobre casting em vidro, madeira, lâmpadas. 53x43x15cm 74 75D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL JOANA SOARES La mort du cygne 2012 Colografia com pasta de cola branca e carborundo (grão 80) aplicada sobre placa de vidro (10mm). Matriz 15x20cm. Impressões em papel BFK Rives (280g) em relevo seco e com tinta Charbonnel, por meio de prelo vertical Albion, seca por método japonês 25x25cm. La mort du cygn 2012 Fusão sobre vidro float, composta por três tipos de granulometria (0.6, 1 e 2mm), com uma curva de recozimento elevada aos 750ºC. Matriz 15x20cm. Impressões em papel BFK Rives (280g) em relevo seco e com tinta Charbonnel, por meio de prelo vertical Albion, seca por método japonês 25x25cm. PROJETOS EM EXPOSIÇÃO JOANA SOARES GLASS PRINTS & PRINTS ON GLASS “Sem título.” convida a uma viagem entre os processos vítreos e as técnicas de impressão, no que será a sua interligação mais próxima. Através da dança pretende‑se desvendar alguns resultados de um trabalho breve e complexo, tão técnico quanto emotivo, tão inde‑ pendente quanto colectivo. Assim, dele se regista e revela a nostal‑ gia do que foi e do que virá, traduzida na escolha de uma imagem particularmente seleccionada: o solo “Le Cygne”, ou a Morte do Cisne, que serve tanto de motivo como de meio, surgindo não pela necessidade mas pela pertinência bem como pelo contexto que con‑ fere. Este projecto incitará a novos modos de fazer pelo intercâmbio técnico entre as mais diversas áreas tecnológicas, com vista a resul‑ tados não necessariamente superiores mas distintos. Dele resultam as provas impressas, consequentes de uma selecção que se pauta pela qualidade de impressão e viabilidade técnica e processual de uma transferência para papel de imagens obtidas por processos vítreos, constituindo‑se, assim, uma documentação curta e concisa dos objectivos concretizados. La mort du cygne 2012 Sandblasting com carborundo (grão 150) a partir de máscara de fita-cola de papel. Matriz 15 x 20 cm. Impressão em papel BFK Rives (280g) com tinta Charbonnel, por meio de prelo vertical Albion, seca por método japonês 25 x 25 cm. 76 77D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLD-LIGHT-FULLPROJETO EXPOSITIVO D-LIGHT-FULL PROJETO EXPOSITIVO 78 79D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLPROJETO EXPOSITIVO PROJETO EXPOSITIVO 80 81D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL 1 2a 2b2c3a/c 5a/c 4a 4b 2a5a/c 4b 2c2b3a/c 6 PROJETO EXPOSITIVO 1 Célia Esteves CEA Calcografia, monotipia, chine-collé e vidro gravado e tintado 2a/c Joana Soares La mort du cygne 2a) Fusão 2b) Colografia 2c) Sandblasting (matrizes em vidro e respectivas impressões em papel) 3a/c Ana Margarida Rocha EV19, 20 e 21 Gravação em vidro com aplicação de cor 4a/b Isabel Trabulo Relicário e Vestígios 4a) Serigrafia sobre casting em vidro 4b) Serigrafias sobre vidro 5a/c Helena Mancelos Sem título 5a/c) Handblasting e colografia sobre vidro 5b) Impressão em papel a partir de matriz de vidro 6 Ana Margarida Rocha, Célia Esteves, Helena Mancelos, Isabel Trabulo e Joana Soares Estudos experimentais sobre as variadas técnicas elencadas na presente exposição PROJETO EXPOSITIVO 94 95D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULLCVS Ana Margarida de Moura Oliveira Parreira Rocha nasce no Porto, Portugal, em 1990. É licenciada em Artes Plásticas, ramo de Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde actualmente frequenta o Mestrado de Pintura. Desde 2010 tem participado em exposições colectivas: “Intocável/Untouchable” e “Variações de Temperatura”, no Palácio das Artes, Porto; “International Prize Marche D’Acqua Fabriano Watercolour”, em Fabriano, Itália; “XXV Salão de Primavera”, no Casino Estoril, “Match Point”, na Galeria da Biblioteca Almeida Garrett, Porto e “Futuro não Futuro” no Palacete Pinto Leite, no Porto. Em 2012, apresentou a comunicação: “Painting and Printing Techniques: intersections and contaminations” no IJUP’12 – 5º Encontro de Jovens Investigadores da Universidade do Porto e frequentou dois workshops de gravura. Para além da especialização em Pintura, tem privilegiado as áreas das Técnicas de Impressão e das Técnicas do Vidro e Cerâmica. ANA MARGARIDA ROCHACATARINA MARQUES Catarina Marques é arquitecta pela FAUP (2001-2007) e Mestre em Técnicas de Impressão pela FBAUP (2009-2011). Em 2011 frequentou ainda a cadeira de Design Editorial do Mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais. Estudou em Milão (2005-2006) e trabalhou em Cambridge MA, EUA (2006-2007) na conceituada empresa de arquitectura e urbanismo Single Speed Design, onde desenvolveu trabalhos de arquitectura, editoriais e expositivos. Trabalhou também com os Corarquitectos no Porto (2008-2009) executando projectos e acompanhando obras. Actualmente encontra-se a desenvolver variadas tarefas junto da FBAUP, entre elas a realização do projecto expositivo e a assistência a curadoria da exposição D-LIGHT-FULL, inaugurada a 13 de Fevereiro de 2012 na Galeria dos Leões, no edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Entre 2009 e 2012 participou como formadora e formanda em variados workshops de serigrafia e xilogravura na FBAUP. Em 2011 integrou uma residência de artistas no Le Quai de la Batterie, em Arras, França, onde expôs juntamente com os restantes residentes. Entre 2009 e 2012 expôs também regularmente na Galeria dos Leões, juntamente com outros alunos da FBAUP. CVS CÉLIA ESTEVES Célia Esteves nasceu em Viana do Castelo a 1981. É licenciada em Design de Comunicação pela Escola Superior de Arte e Design de Matosinhos e mestre em Desenho e Técnicas de Impressão pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde trabalha actualmente como técnica nas oficinas de técnicas de impressão. Paralelamente, desenvolve trabalho gráfico de ilustração e impressão, participando em vários projectos de edição de autor, residências artísticas e dando apoio técnico em diversos workshops com artistas internacionais. Tem vindo a desenvolver e a apresentar trabalho artístico em exposições nacionais e internacionais, colectivas e individuais, onde se destaca “After 3.11” exposição de intercâmbio entre o Japão e Portugal no Japão, “Au Front//Na Frente” em Arras, França, "Pôr os pés à parede" na Cooperativa Gesto, Porto, e “Secas e Becas” inserida no “Inauguro” na Galeria Objectos Misturados em Viana do Castelo. Também é co-fundadora do estúdio TousTous, onde desempenha funções de curadoria e imagem gráfica da Galeria TousTous. Graciela Machado, Porto 1970. Membro integrado Núcleo de Investigação em Desenho do I2ADS (Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade), sediado na FBAUP. Licenciada pela ESBAP em Artes Plásticas Pintura em 1993, mestrado em Gravura pela Slade School of Fine Art em 1996 e doutorada em Desenho pela Facultad de Bellas Artes Universidad del Pais Vasco em 2007. Enquanto docente e investigadora da Subunidade Orgânica de Desenho da FBAUP tem se debruçado sobre a criação de estruturas académicas adequadas à criação nas práticas contemporâneas da impressão. Paralelamente tem vindo a desenvolver projetos pluridisciplinares de investigação industrial sobre aplicação de processos de impressão a suportes não convencionais. Na mesma área de atuação, tem encetado várias colaborações em regime de curadoria editorial com investigadores e indústria de edição independente, de modo a desenvolver novos produtos e processos aplicáveis ao contexto da auto-edição. A sua atividade artística está centrada sobre a prática da impressão e questões de exploração do tempo, tecnologia e paisagem. Paralelamente desenvolve um reconhecimento de processos, metodologias e suportes específicos de outros contextos de geográficos de produção da gravura, assim como o seu relacionamento com outros suportes mediáticos. O projeto de pós doutoramento, em fase de arranque, visa sistematizar uma abordagem tecnológica de suporte a prática artística, que revê histórica e tecnicamente os processos fotomecânicos da gravura, testa experimentalmente a sua atualidade e analisa criticamente a sua permanência no campo da gravura contemporânea. GRACIELA MACHADO 96 97D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL Helena Mancelos nasceu no ano de 1983 no Porto. Em 2006 conclui a licenciatura em “Professora do 1º ciclo” pela Escola Superior de Educação do Porto. A sua relação com o ramo artístico esteve sempre presente na sua vida. Frequentou durante cinco anos os cursos livres de desenho e pintura na “ÁRVORE – Cooperativa de Actividades Artísticas, crl”, estando a frequentar a licenciatura em Artes Plásticas, ramo Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Esteve presente na exposição de alunos “Intocáveis”. Integrou, em 2012 a exposição “Lote 256” associada ao Vinho do Porto com o projeto “Dourando”. Já o projeto “Terzo Paradizo” surge a partir de uma proposta do escultor Michaelangelo Pistoleto para discentes das Belas Artes do Porto. Com colegas da faculdade integrou também o grupo cultural GEADA. Ilustrou com Maria de Castro o projecto INTER, apresentado no evento “Bairro dos Livros”, criado a partir do livro de Mines Castanheira “Inter-Cidades”. Foi professora de Expressão Plástica e Dramática em diversas escolas de 1º ciclo do Porto. Manteve também, desde cedo, uma estreita relação com a literatura e o teatro. Desde os 13 anos que frequenta ateliers de teatro, tendo realizado no ano de 2012 o curso livre de interpretação do Teatro Universitário do Porto, frequentando cursos livres da escola “Balleteatro”, e integrando a companhia Eclipse Arte, realizando também uma série de outros workshops. Trabalhou como actriz e guia durante a exposição que a Casa-Museu Guerra Junqueiro fez sobre a violoncelista Guilhermina Suggia. Desde pequena que se interessa pela literatura, tendo efectuado um estágio voluntário na Biblioteca Almeida Garrett, divulgando a poesia aos mais novos e frequentando voluntariamente as disciplinas de Literatura Portuguesa e Literatura para a Infância, leccionada pelo professor doutor José António Gomes. Frequentou numerosos workshops associados à literatura, entre eles o curso livre “Grandes Livros, Grandes Obras”, leccionando na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. HELENA MANCELOS CVS ISABEL TRABULO Isabel Trabulo nasceu em Janeiro de 1989 em Viana do Castelo e vive e estuda actualmente na Cidade do Porto. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2012) frequenta agora o mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão na mesma instituição. No âmbito do programa Erasmus em 2010 frequentou as oficinas de gravura e xilogravura da Universitat Politècnica de València. Frequentou o workshop de Cerâmica em Fornos de Papel (2008) e o workshop Atracttive Woodcut: a Matter of Expression (2011). Teve formação em técnicas de produção de vidro soprado, no Cencal, na Marinha Grande (2011) e em técnicas de casting e fusing, orientada pela Professora Teresa Almeida, no Crisform, na Marinha Grande (2012). Em 2009 participou na exposição colectiva Vidro: Matéria Transparente e em 2011 e na exposição colectiva Cerâmica nas Belas Artes, ambas na Galeria dos Leões na Reitoria do Porto. Em 2011 participou na Exposição de finalistas das licenciaturas no museu da FBAUP. Em 2012 Participou também na exposição colectiva Variações de Temperatura, no Palácio das Artes, numa iniciativa da fundação da juventude e da Faculdade de Belas Artes do Porto, bem como na 7ª Bienal de Arte Jovem de Vila Verde. Por último participou na exposição colectiva Match Point, na Galeria Almeida Garrett do Palácio de Cristal. JOANA SOARES A Joana nasce no Porto, em 1988, e conclui os seus estudos no ano de 2012, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com o Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão. Designer de profissão, Joana incursa pelas Belas Artes numa procura de novos contextos, novos desafios, novas formas de olhar um amplo universo envolvente. CVS 98 99D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL TERESA ALMEIDA Licenciada pela FBAUP, realizou duas Pós graduações, Vidro e as Artes Plásticas e o Vidro e a Arquitectura na Central Saint Martins College of Art and Design, Londres, e o mestrado em Arte|vidro na Universidade de Sunderland, Inglaterra. Em 2011 completa o doutoramento em Estudos de Arte na Universidade de Aveiro. Desde 2006 íntegra a Unidade de Investigação VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes) situada no campus da FCT/UNL onde coopera em vários projetos financiados pela FCT. Pertence também ao I2ADS (Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade), sediado na FBAUP. Tem participado em vários workshops internacionais e expõe regularmente em território nacional e no estrangeiro. É docente e investigadora da Subunidade Orgânica de Pintura da FBAUP. A sua investigação está centrada na exploração do vidro, enquanto suporte e material artístico contemporâneo, com um especial enfoque nos vidros luminescentes, assim como, um estudo teórico/prático do panorama artístico onde o vidro tem um papel predominante, estabelecendo várias colaborações de curadoria em exposições internacionais. No seu pojeto de Pós doutoramento o estudo alarga-se estabelecendo uma relação entre o vidro e cerâmica, onde procura explorar esmaltes vítreos luminescentes. CVS CVS 100 101D-LIGHT-FULL D-LIGHT-FULL FICHA TÉCNICA ORGANIZAÇÃO Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto COORDENAÇÃO Graciela Machado CURADORIA Graciela Machado e Teresa Almeida ASSISTENTE DE CURADORIA Catarina Marques MONTAGEM Catarina Marques e Tiago Cruz TEXTO Francisco Laranjo Graciela Machado e Teresa Almeida Catarina Marques FOTOGRAFIA João Lima DESIGN DE COMUNICAÇÃO Gabinete de Comunicação ESTA EXPOSIÇÃO É DESENVOLVIDA NO ÂMBITO DO PROJETO PLURIDISCIPLINAR “VIDRO E IMPRESSÃO” – PROJETO PLURIDISCIPLINAR 262 IJUP 2011.