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Atualização de material de apoio para a unidade curricular 2EGI01 (Multinacionais e Internacionalização)

Rosa Maria Forte

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Mestrado em Economia e Gestão Internacional Multinacionais e Internacionalização Capítulo IMultinacionais e internacionalização: enquadramento, conceitos, factos e tendências 1 IDE no mundo 2 Fonte: Peter Dicken (2011, p.42) Global Shift Inflows de IDE, globais e por grupos de países 1995-2012 (mil milhões USD) 3 Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013: p.3 Outflows de IDE por grupo de países (%) 4 Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013: p.4 Os principais investidores mundiais, 2012 United States 24% Switzerland 3% British Virgin Islands 3% France 3% Other 18% 5 Fonte: UNCTAD, FDI/TNC database (www.unctad.org/fdistatistics) Other European Union 10% Japan 9% China 6% Hong Kong, China 6% United Kingdom 5% Germany 5% Canada 4% Russian Federation 4% 3% Os principais recetores de IDE, 2012 Other European Union 12% United States 12% China Other 27% 6 Fonte: UNCTAD, FDI/TNC database (www.unctad.org/fdistatistics) China 9% Hong Kong, China 6% Brazil 5% British Virgin Islands 5% United Kingdom 5% Australia 4% Singapore 4% Russian Federation 4% Canada 3% Chile 2% Ireland 2% Stocks de IDE recebido como % PIB 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 50,0 World - 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 World Developed economies European Union Developing economies Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013 7 Stocks de IDE realizado como % PIB 40,0 50,0 60,0 70,0 World Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013 - 10,0 20,0 30,0 World Developed economies European Union Developing economies 8 Repartição setorial do IDE Inward FDI Stock, 2003 9 Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2004 Inward FDI stock, 1990 As 100 maiores dominam Em 2011 foram responsáveis por: 9,3% dos ativos detidos no estrangeiro por multinacionais; 21% das vendas de subsidiárias no estrangeiro; 16  21% das vendas de subsidiárias no estrangeiro; 14,4%% do emprego em subsidiárias estrangeiras; Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013, p.23. As 20 maiores MNEs não financeiras (por ativos detidos no estrangeiro, 2012) Ranking Corporation Home economy Industry 1General Electric Co United States Electrical & electronic equip. 2Royal Dutch Shell plc UK Petroleum expl./ref./distr. 3BP plc UK Petroleum expl./ref./distr. 4Toyota Motor Corporation Japan Motor vehicles 5Total SA France Petroleum expl./ref./distr. 6Exxon Mobil Corporation United States Petroleum expl./ref./distr. 7Vodafone Group Plc UK Telecommunications 8 GDF Suez France Utilities (Electricity, gas and water) 17 8 GDF Suez France Utilities (Electricity, gas and water) 9Chevron Corporation United States Petroleum expl./ref./distr. 10 Volkswagen Group Germany Motor vehicles 11 Eni SpA Italy Petroleum expl./ref./distr. 12 Nestlé SA Switzerland Food, beverages and tobacco 13 Enel SpA Italy Electricity, gas and water 14 E.ON AG Germany Utilities (Electricity, gas and water) 15 Anheuser-Busch InBev NV Belgium Food, beverages and tobacco 16 ArcelorMittal Luxembourg Metal and metal products 17 Siemens AG Germany Electrical & electronic equip. 18 Honda Motor Co Ltd Japan Motor vehicles 19 Mitsubishi Corporation Japan Wholesale trade 20 EDF SA France Utilities (Electricity, gas and water) Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013 As maiores entidades económicas Fonte: Global Trends - Corporate Clout: The Influence of the World’s Largest 100 Economic Entities Rank País/Empresa PIB/Vendas (milhões USD, 2009) 1 United States 14,256,275 2 Japan 5,068,059 3 China 4,908,982 4 Germany 3,352,742 5 France 2,675,915 6 UK 2,183,607 7 Italy 2,118,264 8 Brazil 1,574,039 9 Spain 1,464,040 Rank País/Empresa PIB/Vendas (milhões USD, 2009) … 227,855 42 Ireland 227,781 43 Hong Kong SAR 210,731 44 TOYOTA MOTOR 204,106 45 JAPAN POST 202,196 46 Czech Republic* 194,828 47 Israel 194,825 48 Malaysia 191,463 49 Egypt 187,954 18 Das 100 maiores, 44 são empresas 9 Spain 1,464,040 … 22 WAL-MART STORES 408,214 23 Sweden* 405,440 24 Norway 382,983 25 Austria 381,880 … 287,219 34 ROYAL DUTCH 285,129 35 EXXON MOBIL 284,650 36 Thailand 263,889 37 BP 246,148 38 Finland 238,128 39 United Arab 229,971 40 Columbia* 228,836 41 Portugal 227,855 49 Egypt 187,954 50 SINOPEC 187,518 51 STATE GRID 184,496 52 Singapore 177,132 53 AXA 175,257 54 Nigeria* 173,428 55 Pakistan* 166,515 56 CHINA NATIONAL 165,496 57 CHEVRON 163,527 58 ING GROUP 163,204 59 Chile* 161,781 60 Romania 161,521 61 Phillipines 160,991 62 GENERAL ELECTRIC 156,779 63 TOTAL 155,887 Nº de empresas - mãe, PVDs 19 Fonte: UNCTAD (2006), World Investment Report 2006, p. 122. Uma visão geral das economias emergentes emergentes 20 Economias emergentes/ economias desenvolvidas 21 “The shift in economic power from West to East is accelerating. The rich world will lose some of its privileges.” The Economist, Sep 24th 2011 O que são economias emergentes? Potências económicas regionais Elevada população, grandes bases de recursos e mercados de grande dimensão Adotaram políticas mais liberais, substituindo as suas políticas tradicionais (que não conseguiram produzir um crescimento económico sustentável)  Economias com o mais rápido crescimento do mundo  Economias com o mais rápido crescimento do mundo Prevê-se que, em 2020, a participação dos cinco maiores mercados emergentes na produção mundial represente o dobro da registada em 1992. Tornar-se-ão compradores mais importantes de bens e serviços do que os países industrializados. Participantes críticos nos grandes assuntos políticos, económicos e sociais do mundo. 22 Estão a crescer em importância, tanto no que diz respeito ao investimento motivado pela procura de mercados como pela procura de recursos. São fortemente controladas pelos governos: agências governamentais desempenham um papel central na negociação com investidores estrangeiros e na definição das “regras do jogo”. Economias emergentes com investidores estrangeiros e na definição das “regras do jogo”. Mercados menos previsíveis e mais arriscados do que os desenvolvidos e que os investidores tendem a subestimar. Fonte de novos concorrentes, à medida que empresas locais sobem na cadeia de valor, tornando-se mais sofisticadas e internacionais. 23 Empresas de economias desenvolvidas e empresas de economias emergentes: porquê o interesse mútuo? Para multinacionais de economias desenvolvidas: • Crescimento lento destas economias em relação aos grandes mercados emergentes, como a Índia, China e Brasil. • Estas regiões também tendem a ser mais caras (em termos de custos do trabalho, infraestruturas, terras, materiais e indústrias de apoio) em relação às regiões emergentes. 24 às regiões emergentes. Como resultado, há fortes incentivos para empresas baseadas nestas economias: • Venderem produtos, serviços e outros outputs nesses mercados em crescimento; • Procurarem inputs, desde trabalho barato, componentes ou serviços, nesses mercados. Empresas de economias desenvolvidas e empresas de economias emergentes: porquê o interesse mútuo? Para as multinacionais com origem em economias emergentes: • Grandes mercados maduros, como os EUA, a UE e o Japão, 25 • Grandes mercados maduros, como os EUA, a UE e o Japão, oferecem oportunidades para vender os seus produtos. • Muitas empresas também olham para esses países para preencher lacunas nos seus ativos, recursos e capacidades, desde know-how a marcas. O caso chinês (Hill, 2007, pp. 242-243] Razões (óbvias) para o IDE na China: Maior mercado do mundo [mais de mil milhões de habitantes] Elevadas tarifas à importação tornavam difícil servir este mercado através da exportação 32 mercado através da exportação Trabalho barato Incentivos em termos de impostos Sul da Ásia 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Inflows (Share in world total) 1,9 1,7 3,1 3,5 2,0 2,7 2,5 Outflows (Share in world total) 1,0 0,8 1,1 1,4 1,1 0,8 0,7 33 Fonte: WIR, 2013, p.49 A crescente importância da Índia enquanto recetora e investidora: 1,9% dos inflows globais de IDE e 0,6% dos outflows em 2012 Ásia Ocidental 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Inflows (Share in world total) 4,6 4,0 5,2 5,9 4,2 3,0 3,5 Outflows (Share in world total) 1,6 1,5 1,9 1,6 0,9 1,6 1,7 Os países ricos em petróleo do Médio Oriente também recebem IDE, mas quase exclusivamente relacionado com as suas indústrias petrolíferas. 34 WIR, 2013, p.53 América Latina e Caribe 35 WIR, 2013, p.57 Em 2012, 18,1% do IDE global foi para a região da América Latina e Caribe. •Uma onda de privatizações durante os anos 1990 impulsionou o IDE para estas economias. •Primeira década do séc. XXI não foi tão favorável ao IDE: década difícil em termos de crescimento económico para as 3 maiores economias (Argentina, Brasil e México); fim do processo de privatizações. Brasil e Chile receberam a maior quantidade de IDE (excluindo os centros financeiros offshore). Maior parte do IDE na região tem origem nos EUA. Muitos países latino - americanos enfrentam, atualmente, o América Latina e Caribe Muitos países latino - americanos enfrentam, atualmente, o aumento da concorrência pelo investimento americano. 36 WIR, 2013, p.57 Inflows (%) 1990 2012 Brasil 0,5 4,8 Chile 0,3 2,2 Colombia 0,2 1,2 México 1,3 0,9 África Em 2012, menos de 4% dos fluxos globais de IDE tiveram como destino países africanos. 37 WIR, 2013, p.39 África Maioria dos países menos desenvolvidos do mundo estão neste continente. África tem registado baixos níveis de IDE devido: 38 África tem registado baixos níveis de IDE devido: • Relativa falta de estabilidade política • Infraestruturas precárias • Reduzidas qualificações do trabalho • Fragilidade macroeconómica Grande parte do IDE destina-se a um pequeno nº de países África pequeno nº de países •Economias ricas em recursos naturais: petróleo, diamantes, ouro e platina 39 WIR, 2013, p.39 Europa Central e de Leste (Economias em transição) Apesar de anos de mudanças políticas e económicas, a região Central e do Leste Europeu ainda atrai uma percentagem relativamente pequena dos fluxos globais de IDE (cerca de 6,5%). 40 WIR, 2013, p.63 Europa Central e de Leste (Economias em transição) Inflows e outflows de IDE permanecem concentrados num número reduzido de 41 WIR, 2013, p.63 número reduzido de economias. Inflows (%) Outflows (%) 1990 2012 1990 2012 Federação Russa 0 3,8 0 3,7 Inflows de IDE (milhões USD): ‘Trio periférico’ 40 000,0 60 000,0 80 000,0 100 000,0 Ireland Portugal 48 Fonte: UNCTAD, WIR (vários anos) - 40 000,0 - 20 000,0 - 20 000,0 1990 - 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Portugal Spain Portugal vs Europa de Leste Inflows de IDE (milhões USD) 15 000,0 20 000,0 25 000,0 Czech Republic Poland Fonte: World Investment Report (várias edições) - 5 000,0 - 5 000,0 10 000,0 1990-2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Poland Portugal Slovakia Hungary 49 Surpresa… 25 000,0 30 000,0 35 000,0 40 000,0 45 000,0 50 000,0 Portugal Fonte: World Investment Report (várias edições) - 5 000,0 10 000,0 15 000,0 20 000,0 25 000,0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Portugal India 50 Influxos de IDE – Portugal (1997-2012) 30000000 35000000 40000000 45000000 milhares € Investimento Directo do Exterior em Portugal - Bruto Fonte: Banco de Portugal 0 5000000 10000000 15000000 20000000 25000000 30000000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 51 Influxos de IDE – Portugal (1997-2012) 7000000 8000000 9000000 10000000 milhares € Investimento Directo do Exterior em Portugal - Líquido Fonte: Banco de Portugal 0 1000000 2000000 3000000 4000000 5000000 6000000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 52 Influxos de IDE – Portugal (1997-2012) 25000000 30000000 35000000 40000000 45000000 Investimento Directo do Exterior em Portugal milhares € Investimento Directo do Exterior em Portugal milhares € Fonte: Banco de Portugal 0 5000000 10000000 15000000 20000000 25000000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 IDE Bruto Desinvestimento IDE Líquido 53 Importância da UE no IDE recebido por Portugal 1996-2012 Resto Mundo 12% IDE Bruto em Portugal por zona económica de origem, 96-2012 Resto IDE Líquido em Portugal por zona económica de origem, 96-2012 Fonte: Banco de Portugal EU 88% EU 76% Resto Mundo 24% 54 IDE Bruto em Portugal por países de origem, 1996-2012 Espanha 14% França 14% Bélgica PALOP 0% Estados Unidos da América 2% Brasil 1% Itália 1% Outros 18% IDE bruto em Portugal por países de origem, 1996-2012 Fonte: Banco de Portugal 55 14% Reino Unido 15% Holanda 15% Alemanha 13% Suiça 4% Bélgica 3% IDE Líquido em Portugal por países de origem, 1996-2012 Itália Estados Unidos da América Suiça Irlanda 56 Fonte: Banco de Portugal 0 2000000 4000000 6000000 8000000 10000000 12000000 14000000 16000000 18000000 Espanha Holanda Canadá Luxemburgo França Reino Unido Milhares de € IDE bruto em Portugal por países de origem, 2012 Espanha 18% Estados Unidos Brasil 0% Itália 0% Outros 21% 57 França 16% Reino Unido 16% Holanda 9% Alemanha 8% Suiça 6% Bélgica 4% PALOP 1% Estados Unidos da América 1% Fonte: Banco de Portugal Investimento Direto de Portugal no Exterior (IDPE) Total e Líquido 10.000.000 15.000.000 20.000.000 milhares € Investimento Direto de Portugal no Exterior, 1997-2012 Fonte: Banco de Portugal -10.000.000 -5.000.000 0 5.000.000 10.000.000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Desinvestimento IDPE Bruto IDPE Líquido 64 Inv. Direto de PT no Exterior A relevância da UE 1996-2012 Resto Mundo IDPE Bruto por zona económica de destino, 96-2012 Fonte: Banco de Portugal União Europeia 65% Mundo 35% 65 Inv. Direto bruto de PT no Exterior (Por país de destino , 19962012) Holanda 32% Alemanha 1% Bélgica Outros 29% 66 Espanha 15% Brasil 13% PALOP 4% Estados Unidos da América 2% Reino Unido 2% França 1% Itália 1% Suiça 0% Bélgica 0% Fonte: Banco de Portugal Inv. Direto bruto de PT no Exterior (Por país de destino , 2012) Alemanha 0% Bélgica 0% Brasil 7% Espanha 13% Estados Unidos da América 1% França Itália 1% Reino Unido 1% Suiça 0% PALOP 5% Outros 11% Fonte: Banco de Portugal 67 França 1% Holanda 60% Inv. Direto líquido de PT no Exterior (Por país de destino , 19962012) França Itália Suiça Bélgica 68 0 5000000 10000000 15000000 20000000 Holanda Brasil Espanha Reino Unido Estados Unidos da América Alemanha Milhares de € Fonte: Banco de Portugal Inv. Direto líquido de PT no Exterior, Por país de destino, 2012 Bélgica Suiça França Alemanha PALOP 69 Fonte: Banco de Portugal -500000 0 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 Holanda Brasil Espanha Reino Unido Estados Unidos da América Itália 69 Milhares de € Inv. Direto de PT no Exterior Por sector – 1996-2012 60,5% 4,9% 3,4% 2,0% 0,3% 5,7% Actividades financeiras e de seguros Actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares Actividades de informação e de comunicação Comércio por grosso e a retalho; reparação de IDPE Bruto por sector, 96-2012 Fonte: Banco de Portugal 13,6% 4,8% 4,9% Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos Indústrias transformadoras Construção Electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio Actividades imobiliárias Outras actividades 70 Perspetivas de Futuro – IDE Mundial Perspetivas de Futuro – IDE Mundial 71 Crise? Fluxos de IDE tiveram um máximo histórico em 2007, e ressentiram-se com a crise, tendo diminuído em 2008 e 2009; Em 2010 voltaram a subir, e estima-se que em 2011 tenham ultrapassado a média dos 3 anos pré - crise tenham ultrapassado a média dos 3 anos pré - crise (2005-2007); Contudo em 2012 tiveram nova queda (fragilidade económica e incerteza em termos de políticas em várias economias tornaram os investidores mais cautelosos); Previsão para 2013 próxima dos valores de 2012. 72 Projeções 2013-2015 73 Fonte: UNCTAD, World Investment Report 2013: p.19