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Trabajo fin de Grado Estudio de impacto ambiental de una planta de obtención de energía a partir de biomasa agrícola y tres parques eólicos en Sariñena (Huesca). Promotor: Comunidad de Regantes de Lasesa. Autor: Tania Guajardo Director: Jesús Guillén Torres. Escuela Politécnica Superior de Huesca Junio, 2013.
1 Agradecimientos. A mi director de trabajo, Jesús Guillén, por su dedicación, ayuda y paciencia a lo largo de la realización de este trabajo. A mis padres, por darme la oportunidad de estudiar y apoyarme incondicionalmente. A todas mis amigas y amigos, en especial a Natalia Marqués, Natalia Villanueva, María, Cristina, Sandra y Silvia, por hacer increíbles los pocos momentos en los que nos veíamos durante la realización de este trabajo. A mis compañeros de clase y a mis compañeros de piso, en especial Sofía y Iago, por ser mi familia en Huesca. A Álex, por aguantarme y alegrarme cada día.
2 Índice. 1. Introducción ............................................................................................ pág. 7 1.1. Planificación y política energética: Contexto Europeo ...................... pág. 7 1.2. Planificación y política energética: Contexto Nacional...................... pág. 10 1.2.1. Planificación energética anterior al año 2005 ...................... pág. 13 1.2.2. Plan de Energías Renovables (PER) 2005-2010..................... pág. 16 1.2.3. Plan de Energías Renovables (PER) 2011-2020..................... pág. 25 1.3. Planificación y política energética: Contexto Autonómico ................ pág. 35 1.3.1. Plan Energético de Aragón (PEA) 2005-2012 ........................ pág. 37 2. Fuentes de energía renovable ................................................................. pág. 42 2.1. Biomasa ............................................................................................ pág. 42 2.1.1. Definición y tipos .................................................................. pág. 42 2.1.2. Métodos de aprovechamiento ............................................. pág. 46 2.1.3. Aspectos tecnológicos .......................................................... pág. 49 2.1.4. Aspectos normativos ............................................................ pág. 50 2.1.5. Aspectos medioambientales ................................................ pág. 51 2.1.6. Datos del sector ................................................................... pág. 52 2.2. Energía eólica .................................................................................... pág. 52 2.2.1. Definición y tipos .................................................................. pág. 52 2.2.2. Métodos de aprovechamiento ............................................. pág. 54 2.2.3. Aspectos tecnológicos .......................................................... pág. 58 2.2.4. Aspectos normativos ............................................................ pág. 59 2.2.5. Aspectos medioambientales ................................................ pág. 61 2.2.6. Datos del sector ................................................................... pág. 62 3. Estudio de impacto ambiental ................................................................. pág. 65 3.1. Introducción ...................................................................................... pág. 65 3.1.1. Justificación .......................................................................... pág. 65 3.1.2. Objeto .................................................................................. pág. 67 3.1.3. Antecedentes ....................................................................... pág. 67 3.2. Marco legal ....................................................................................... pág. 71 3.2.1. Legislación comunitaria ........................................................ pág. 71 3.2.2. Legislación estatal ................................................................ pág. 71 3.2.3. Legislación autonómica ........................................................ pág. 72 3.3. Localización ....................................................................................... pág. 73 3.3.1. Situación ............................................................................... pág. 73 3.4. Alternativas propuestas .................................................................... pág. 75 3.5. Descripción del proyecto .................................................................. pág. 76 3.5.1. Descripción del proceso y planta de gasificación ................. pág. 76 3.5.2. Descripción de los parques eólicos....................................... pág. 78 3.6. Descripción del medio ....................................................................... pág. 81 3.6.1. Medio abiótico ..................................................................... pág. 81
3 3.6.2. Medio biótico ....................................................................... pág. 83 3.6.3. Figuras de protección ........................................................... pág. 88 3.6.4. Paisaje .................................................................................. pág. 90 3.6.5. Medio socio-económico ....................................................... pág. 90 3.7. Identificación y valoración de impactos ............................................ pág. 94 3.7.1. Identificación de las acciones del proyecto sobre el medio . pág. 94 3.7.2. Metodología de valoración de impactos .............................. pág. 97 3.7.3. Factores del medio que pueden verse afectados ................. pág. 98 3.7.4. Valoración de impactos ........................................................ pág. 104 3.7.5. Valoración de afecciones...................................................... pág. 113 3.8. Propuesta de medidas preventivas, correctoras y compensatorias .. pág. 115 3.8.1. Introducción ......................................................................... pág. 115 3.8.2. Medidas preventivas y correctoras ...................................... pág. 116 3.8.3. Medidas compensatorias ..................................................... pág. 118 3.9. Plan de Vigilancia Ambiental ............................................................. pág. 119 3.9.1. Introducción ......................................................................... pág. 119 3.9.2. Programa de Vigilancia Ambiental ....................................... pág. 119 3.10. .................................................................................................. pág. 121 4. Documento de síntesis ............................................................................ pág. 123 5. Conclusiones generales del trabajo ......................................................... pág. 130 6. Bibliografía .............................................................................................. pág. 132 Conclusiones del Estudio de Impacto Ambiental
4 Índice de figuras. Figura 1: Cuadro de estudio de los escenarios del PER 2005- 2010 ...................... pág. 17 Figura 2: Consumo de biomasa en España desagregado por sectores (2004) ...... pág. 18 Figura 3: Residuos forestales en España por Comunidad Autónoma.................... pág. 19 Figura 4: Residuos agrícolas leñosos en España por Comunidad Autónoma ........ pág. 20 Figura 5: Residuos agrícolas herbáceos en España por Comunidad Autónoma.... pág. 21 Figura 6: Residuos de industrias forestales y agrícolas en España por Comunidad Autónoma ............................................................................................................................. pág. 22 Figura 7: Cultivos energéticos en España por Comunidad Autónoma .................. pág. 23 Figura 8: Potencia eólica instalada por Comunidades Autónomas, a 31/12/2004 ............................................................................................................................. pág. 24 Figura 9: Consumo de energía primaria en 2010.................................................. pág. 26 Figura 10: Estructura de producción eléctrica en 2010 ........................................ pág. 28 Figura 11: Inversión y apoyo previsto para el periodo 2011-2020 ........................ pág. 31 Figura 12: Balance económico de efectos directos PER 2011-2020 ...................... pág. 31 Figura 13: Residuos forestales .............................................................................. pág. 43 Figura 14: Plantación de olivos. Las podas de los olivos son residuos agrícolas leñosos ............................................................................................................................. pág. 44 Figura 15: Campo de cereal cuya paja es ejemplo de residuos agrícola herbáceo ............................................................................................................................. pág. 45 Figura 16: Residuo de industria forestal (serrín) y residuo de industria ................ pág. 45 Figura 17: Cultivos energéticos ............................................................................ pág. 46 Figura 18: Partes de un aerogenerador ................................................................ pág. 55 Figura 19: Aerogeneradores de eje vertical .......................................................... pág. 56 Figura 20: Aerogenerador multipala .................................................................... pág. 57 Figura 21: Eólicas rápidas ..................................................................................... pág. 57 Figura 22: Mapa de la ubicación del término municipal de Sariñena, mapa de la ubicación del municipio de Lastanosa con respecto a Sariñena y plano del embalse ................. pág. 74 Figura 23: Curva del aerogenerador ..................................................................... pág. 79 Figura 24: Mapa de localización aproximada de los distintos componentes del proyecto ............................................................................................................................. pág. 80
5 Figura 25: Variables climáticas de la zona de implantación del proyecto ............ pág. 82 Figura 26: Características de las diversas etapas de regresión de esta serie vegetal ............................................................................................................................. pág. 84 Figura 27: Fauna ornitológica (aves nidificantes) presentes en la zona del proyecto ............................................................................................................................. pág. 86 Figura 28: Especies catalogadas en la zona de actuación del proyecto ................ pág. 88 Figura 29: Zonas próximas a la zona de actuación con catalogación ................... pág. 89 Figura 30: Distancia de la zona de actuación a las zonas protegidas más cercanas ............................................................................................................................. pág. 89 Figura 31: Pirámide de población de Sariñena ..................................................... pág. 91 Figura 32: Mapa de cultivos y aprovechamientos ................................................ pág. 92 Figura 33: Número de afiliados en la seguridad social en la comarca de Los Monegros ............................................................................................................................. pág. 94 Figura 34: Acciones de los parques eólicos impactantes en el medio ................... pág. 95 Figura 35: Acciones de la planta de biomasa impactantes en el medio ............... pág. 96 Figura 36: Factores del medio que pueden verse impactados .............................. pág. 98 Figura 37: Matriz preliminar de valoración de impactos para los parques eólicos ............................................................................................................................. pág. 99 Figura 38: Matriz preliminar de valoración de impactos para la planta de gasificación de biomasa................................................................................................................ pág. 100 Figura 39: Impactos significativos en la fase de construcción .............................. pág. 101 Figura 40: Impactos significativos en la fase de explotación del parque eólico .... pág. 102 Figura 41: Impactos significativos en la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa................................................................................................................ pág. 103 Figura 42: Tabla resumen de la valoración de los impactos ................................. pág. 113 Figura 43: Plan de Vigilancia Ambiental ............................................................... pág. 120 Figura 44: Matriz preliminar de valoración de impactos para los parques eólicos ............................................................................................................................. pág. 124 Figura 45: Matriz preliminar de valoración de impactos para la planta de gasificación de biomasa................................................................................................................ pág. 125 Figura 46: Tabla resumen para la fase de construcción ....................................... pág. 126 Figura 47: Tabla resumen para la fase de explotación de los parques eólicos ..... pág. 127 Figura 48: Tabla resumen para la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa ............................................................................................................................. pág. 128
6 Introducción.
7 1. INTRODUCCIÓN. El cambio climático es uno de los mayores desafíos a que deberá responder la humanidad en los próximos años. Incremento de las temperaturas, deshielo de los glaciares, multiplicación de las sequías y de las inundaciones: todo apunta a que el cambio climático ha comenzado. Los riesgos son inmensos para el planeta y las generaciones futuras, lo que nos obliga a actuar de forma urgente. A pesar de la incertidumbre actual respecto de la evolución de la economía mundial y su recuperación en el futuro, la demanda energética mundial sigue creciendo a un ritmo considerable: un 5% en el año 2010 (Plan de Energías Renovables (PER) 2011-2020, 2011). Según prevé la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) los combustibles fósiles seguirán teniendo un papel preponderante, sobre todo en el sector de los transportes. Dado que la población mundial se estima que siga creciendo y las reservas de petróleo se van agotando, se necesitan otras fuentes de energía que permitan una independencia energética de los países que no poseen este tipo de fuentes energéticas en su territorio, además de una reducción en el impacto ambiental producida por el uso de este tipo de energías. A la luz de estos hechos, las políticas energéticas de los países desarrollados se desarrollan alrededor de tres ejes: la seguridad de suministro, la preservación del medio ambiente y la competitividad económica. Para cumplir estos requerimientos, la mayoría de los países aplican dos estrategias: promoción del ahorro y la mejora de la eficiencia energética por un lado, y el fomento de las energías renovables por otro. (PER 2011-2020, 2011) 1.1. PLANIFICACIÓN Y POLÍTICA ENERGÉTICA: CONTEXTO EUROPEO. La existencia de un mercado único es el marco propicio para el desarrollo de la política energética europea, y constituye una prioridad comunitaria desde hace tiempo, con el objetivo de dotar a la Unión Europea de un mercado energético más eficaz, seguro y competitivo. La dependencia energética del exterior de la Unión Europea se pone de manifiesto en la publicación del Libro Verde “Hacia una estrategia europea de seguridad del abastecimiento energético”, en el año 2000, que prevé para el año 2030, que el 70% de las necesidades energéticas sea cubiertas con productos importados. Con el fin de avanzar hacia la
8 diversificación de las fuentes energéticas para garantizar la seguridad en el abastecimiento y la sostenibilidad, las energías renovables juegan un importante papel. (Plan Energético de Aragón (PEA) 2005-2012, 2005) En 1997, el Libro Blanco para una Estrategia y un Plan de Acción Comunitarios, ya contemplaba duplicar las cuotas de energías renovables en el consumo interior bruto de energía en la UE, llevándola del 6% en ese año, al 12% en 2010. Posteriormente, la Directiva 2009/28/CE del Parlamento Europeo y del Consejo, de 23 de abril de 2009, relativa al fomento del uso de energía procedente de fuentes renovables, la cual establece objetivos mínimos vinculantes para el conjunto de la Unión Europea y para cada uno de los Estados miembros. Concretamente, la Directiva establece como objetivo conseguir una cuota mínima del 20% de energía procedente de fuentes renovables en el consumo final bruto de energía de la Unión Europea, y una cuota mínima del 10% de energía procedente de fuentes renovables en el consumo de energía en el sector del transporte en cada Estado miembro para el año 2020. Además, la Directiva requiere que cada Estado miembro elabore y notifique a la Comisión Europea (CE), a más tardar el 30 de junio de 2010, un Plan de Acción Nacional de Energías Renovables (PANER) para el periodo 2011-2020, con vistas al cumplimiento de los objetivos vinculantes que fija la Directiva. La Directiva 2009/28/CE es parte del denominado Paquete Europeo de Energía y Cambio Climático, que establece las bases para que la UE logre sus objetivos para 2020: un 20% de mejora de la eficiencia energética, una contribución de las energías renovables del 20% y una reducción de las emisiones de gases de efecto invernadero (GEI) del 20%. (PER 2011-2020, 2011) Otra Directiva que tiene como objetivo fomentar la eficiencia energética, concretamente en edificios, es la Directiva 2010/31/CE, que fomenta la eficiencia energética de los edificios de la UE, teniendo en cuenta las condiciones climáticas exteriores y las particulares locales, así como las exigencias ambientales interiores y la rentabilidad en términos coste-eficacia. Por otro lado, la Directiva 2004/8/CE, relativa al fomento de la cogeneración sobre la base de la demanda de calor útil en el mercado interior de la energía, tiene como objetivo establecer un marco común transparente para fomentar y facilitar la instalación de centrales de cogeneración en los lugares donde existe, o se prevé, una demanda de calor útil. Además de consolidar las instalaciones existentes y fomentar las nuevas, la Directiva tiene como
15 El PAEE se estructura en cuatro programas de actuación: - Programa de ahorro. Supone disminuir la demanda manteniendo el nivel de bienestar. - Programa de sustitución. Supone cambiar de productos como petróleo o carbón a gas. - Programa de cogeneración: Supone aprovechar el calor residual para producción de energía eléctrica. - Programa de energías renovables. Que supone una mejora medioambiental por la sustitución de energías fósiles un impulso de nuevas tecnologías y una contribución al autoabastecimiento y por tanto a la dependencia energética. Las instituciones europeas en colaboración con los gobiernos de los países de la Unión crean programas a nivel Europeo para fomentar el desarrollo de las fuentes de energías renovables. Uno de los mayores problemas de las energías renovables es su elevado coste, que las hacen en muchos casos, inaccesibles. Por ello desde el Instituto de Diversificación y Ahorro Energético (IDAE) se pretende informar y concienciar de la necesidad del uso de este tipo de energías para potenciar su uso y por tanto aumentar su demanda y conseguir unos precios más competitivos con las energías tradicionales. Posteriormente el Ministerio de Ciencia y tecnología, en colaboración con el IDAE, elabora el Plan de Fomento de las Energías Renovables 2000-2010. Este plan recoge los elementos y orientaciones para que el uso de energías renovables crezca lo suficiente como para que en su conjunto, las energías renovables cubran como mínimo el 12% del consumo de energías primaria en 2010. Este documento se estructura a lo largo de nueve capítulos a lo largo de los cuales se explica tanto la situación actual y las previsiones de los años de consumo de energías renovables y los mecanismos y fuentes de financiación que sustentan los objetivos de crecimiento, así como las tecnologías de aprovechamiento de las energías renovables y las barreras que limitan la entrada de estas fuentes de energía en el mercado. El Plan comienza exponiendo la necesidad del mismo por tres motivos principales, el primero garantizar el suministro energético, disminuyendo la dependencia del exterior y respetando el medio ambiente; el segundo la obligación establecida por el protocolo de Kioto a reducir las emisiones de CO2; y la tercera los beneficios sobre el empleo y el tejido industrial que supone la introducción de energías renovables en el sistema económico.
16 Sin embargo, los objetivos marcados en este Plan de Fomento estaban asociados a una evolución energética que no se cumplió en la realidad ya que, aunque desde la entrada en vigor de este Plan hasta el año 2004 el consumo de energías renovables había aumentado mucho no era lo suficiente para alcanzar los objetivos fijados y, durante ese periodo de tiempo, el consumo de energía primaria y la intensidad energética habían crecido muy por encima de lo previsto. En este sentido, se procedió a revisar este Plan de Fomento de Energías Renovables con la creación de un nuevo Plan: El Plan de Energías Renovables (PER) en España. Con esta revisión se pretende conseguir el objetivo marcado por el anterior Plan: Cubrir con fuentes renovables al menos el 12% del consumo total de la energía en 2010. 1.2.2. Plan de Energías Renovables (PER) 2005-2010. Además de continuar con el objetivo marcado por el Plan anterior el PER añade otros dos objetivos a conseguir en el año 2010: Un 29,4% de generación eléctrica producida con energías renovables y, un 5,75% como mínimo de venta de biocombustibles para el transporte a final de 2010. El análisis detallado del consumo de energía y de los factores que inciden en él, junto a la formulación de escenarios, resultan básicos para vislumbrar la posible evolución futura y establecer e integrar los objetivos de la política energética de acuerdo con las perspectivas de evolución de la estructura energética general. (PER 2005-2010, 2005) A lo largo de la ejecución de este plan, se realizó un análisis exhaustivo de las posibilidades de desarrollo de cada área renovable y para ello se establecieron tres escenarios posibles de evolución para cada una de estas áreas: Escenario actual (que resulta insuficiente para alcanzar los objetivos marcados), escenario probable (que considera la evolución más probable durante los próximos años, teniendo en cuenta la adopción de una serie de medidas que permite superior barreras) y escenario óptimo (considera unos umbrales de crecimiento muy altos, dentro de lo potencialmente alcanzable. Supone la adopción de medidas inmediatas que consiguen alcanzar esas altas tasas de incremento). Posteriormente se definieron posibles escenarios de evolución energética general que quedaron resumidos en dos: Escenario tendencial (perspectiva futura más probable sin cambios sobre la política
17 energética actual) y escenario de eficiencia (considera las mejoras de eficiencia en los sectores de consumo final que contempla la Estrategia de Ahorro y Eficiencia Energética en España 2004-2012). Para comparar escenarios y para realizar la planificación se considera la producción teórica, correspondiente a un año medio, calculada a partir de las potencias reales de cada área energética y no la producción real. De esta manera se consiguen eliminar los fallos que introduciría la mayor o menor disponibilidad de recursos eólicos, solares o hídricos del año de referencia en los sucesivos años para los que está planteado el plan. Tras realizar un análisis exhaustivo de todos los escenarios en cada una de las áreas renovables se obtiene la conclusión de que: Para el escenario energético tendencial, el desarrollo de las áreas energéticas en el escenario probable alcanza el 12% de cobertura, por tanto se cumple el objetivo marcado. Esto quiere decir que el escenario probable y el escenario energético tendencial son el escenario del PER. Figura 1: Cuadro de estudio de los escenarios del PER 2005- 2010. Fuente: PER 2005-2010. Posteriormente se realiza un análisis de los objetivos a alcanzar por cada una de las áreas técnicas, o tipo de energía renovable, que propone este plan. Sin embargo, y para centrar el trabajo, tan sólo se va a mencionar lo relativo a energía eólica y biomasa.
18 1.2.2.1. Área de biomasa. A finales de 2004 en España, el consumo de biomasa ascendió hasta 4167 ktep (tep: toneladas equivalentes de petróleo), siendo uno de los sectores de mayor consumo el doméstico, con casi la mitad de total: Figura 2: Consumo de biomasa en España desagregado por sectores (2004). Fuente: PER 2005-2010. Las comunidades autónomas que en 2004 registraban un mayor consumo eran Andalucía, Galicia y Castilla y León, debido a, por ejemplo, presencia de empresas consumidoras de grandes cantidades de biomasa o al gran desarrollo del sector forestal. El sector de la biomasa se puede analizar también por tipo de aplicación: térmica o eléctrica. El Plan de Fomento anterior tenía como objetivo un incremento de la aportación de los usos térmicos en 900000 tep durante el periodo 1999-2010. Este objetivo era demasiado optimista puesto que, en 2004, según refleja el PER 2005-2010, sólo se habían alcanzado 69446 tep. En aplicaciones eléctricas, los datos eran todavía más pesimistas, el Plan de Fomento establecía un incremento de 5100000 tep para 2010, aunque, en 2004 se había alcanzado un incremento total de 468856 tep. En 2004, el recurso mayoritariamente empleado en los proyectos que utilizan biomasa (tanto con aplicaciones eléctricas como térmicas) son los residuos de industrias forestales y agrícolas, frente a otros recursos como los residuos forestales, agrícolas o los cultivos energéticos.
19 La explotación de la biomasa difiere tanto en el tipo de biomasa usada (cuyas características se explicarán más adelante) como en la zona del país en la que esta explotación es viable: a) Residuos forestales: La explotación de este tipo de recurso debe centrarse en las Comunidades Autónomas de Castilla y León y Galicia, ya que, su elevado porcentaje de superficie forestal y la gran actividad de la industria maderera permiten que se instalen proyectos de aprovechamiento de la biomasa. Entre estas dos Comunidades Autónomas superan el 40% del potencial nacional de biomasa procedente de residuos forestales. (PER 2005-2010, 2005) Figura 3: Residuos forestales en España por Comunidad Autónoma. Fuente: PER 2005-2010.
20 b) Residuos agrícolas leñosos: Las Comunidades Autónomas definidas como zonas prioritarias de utilización de este tipo de recurso, son aquellas que destinan gran parte de su superficie al cultivo de especies leñosas dentro del sector agrícola en comparación con el resto de España. Estas Comunidades son: Cataluña, Valencia, Castilla La Mancha y Andalucía; que generan cerca del 68% del potencial nacional de biomasa procedente de residuos agrícolas leñosos. (PER 2005-2010, 2005) Figura 4: Residuos agrícolas leñosos en España por Comunidad Autónoma. Fuente: PER 2005-2010.
21 c) Residuos agrícolas herbáceos: Las comunidades que se establecen como prioritarias para el uso de este tipo de residuos agrícolas son: Castilla y León, Castilla La Mancha y Andalucía. En estas Comunidades Autónomas se genera más del 65% del potencial nacional de biomasa procedente de residuos agrícolas herbáceos. (PER 2005-2010, 2005) Figura 5: Residuos agrícolas herbáceos en España por Comunidad Autónoma. Fuente: PER 2005-2010. d) Residuos de industrias forestales y agrícolas: Dada la importancia de la industria del aceite de oliva en este tipo de residuos, las Comunidades Autónomas que deben utilizar este tipo de residuos son las que condensan la mayoría de la producción de aceite de oliva, como por ejemplo: Andalucía (en concreto la provincia de Jaén) (PER 2005-2010, 2005).
22 Figura 6: Residuos de industrias forestales y agrícolas en España por Comunidad Autónoma. Fuente: PER 2005-2010.
23 e) Cultivos energéticos: Las Comunidades Autónomas que son aptas para la producción de este tipo de cultivos son aquellas en las que la superficie agrícola destinada a cultivos supone un porcentaje importante del total como Andalucía, Castilla La Mancha, Castilla y León y Aragón (PER 2005-2010, 2005). Figura 7: Cultivos energéticos en España por Comunidad Autónoma. Fuente: PER 2005-2010.
24 1.2.2.2. Área de eólica. La energía eólica es el área que se desarrolló con mayor rapidez en España en el periodo de validez de este PER debido a una importante iniciativa empresarial en un mercado que presentaba excelentes expectativas y unas buenas perspectivas de evolución en un futuro muy próximo. Los siguientes factores son los que impulsaron este rápido desarrollo: - Amplio potencial eólico sin explotar. - Normativa favorable a conseguir una mayor penetración eólica que permitió consolidar la confianza y el interés de los promotores. - Existencia de tecnología y capacidad de desarrollo de fabricación a nivel nacional. - Las planificaciones de los Gobiernos autonómicos eran capaces de soportar los objetivos planteados en el Plan. - Se incorporaron mejoras tecnológicas en el comportamiento de los aerogeneradores frente a la red, que permitía una gran penetración de la energía eólica sin afectar a la seguridad de abastecimiento eléctrico. Durante 2004, se pusieron en explotación en España 1920 MW, cifra que supera notoriamente el valor medio anual previsto en el Plan de Fomento para el periodo 2000/2006, cifrado en 597 MW. En la siguiente figura se representa la potencia eólica instalada por Comunidades Autónomas a finales de 2004: Figura 8: Potencia eólica instalada por Comunidades Autónomas, a 31/12/2004. Fuente: PER 2005-2010.
31 Figura 11: Inversión y apoyo previsto para el periodo 2011-2020. Fuente: Elaboración propia. Un Plan de las características además de los beneficios económicos que pueda reportar, también presenta ventajas entre las que cabe destacar las sociales y las ambientales, que es preciso considerar para hacer un balance de los efectos del Plan. Es lógico pensar que el Plan presenta una serie de ventajas económicas que podrían denominarse directas y que son cuantificables aunque, al hablar de perspectivas de futuro siempre hay que comprender que éste está sujeto a posibles cambios por la evolución de la situación en la que se desarrolla. Estas ventajas son la reducción de importaciones de energía, de especial importancia las de gas natural y las de gasóleo; y los ahorros derivados por la reducción de emisiones de CO2. Como se puede observar en el siguiente cuadro los beneficios superan a los costes. Beneficios (millones de euros) Costes (millones de euros) Menor importación de gas natural 17412 1037 Ayudas públicas a la inversión Menor importación de gasóleo 7125 155 Costes de financiación Ahorros por reducción de consumo de gasolina 981 67 Otros gastos Ahorros por reducción de emisiones de CO2 3567 23235 Prima equivalente a régimen especial 191 Sistema de incentivos al calor renovable 99 Menor recaudación en Impuesto de Hidrocarburos (*) TOTAL 29085 24784 TOTAL (*) Menor recaudación en Impuesto de Hidrocarburos correspondiente a biocarburantes. Partida que proviene del PER anterior y finaliza en 2013. Figura 12: Balance económico de efectos directos PER 2011-2020. Fuente: Elaboración propia.
32 Otros beneficios a considerar, aunque su cuantificación sea más complicada son los sociales y ambientales. Por ejemplo se estima que en el periodo de vigencia del PER se creen 302865 empleos vinculados a las energías renovables, y se eviten alrededor de 170 Mt de CO2. Actualmente, las energías renovables son muy caras por lo que no resultan una alternativa competitiva frente a las energías convencionales en el mercado eléctrico. Se espera que el precio de las energías renovables baje para que comiencen a ser rentables, aunque esto depende de la evolución y precio de dichas tecnologías así como de la evolución del mercado, por lo que no se puede determinar la fecha en la que comenzarán a ser una alternativa viable. Algunas energías renovables más consolidadas como la eólica, ya resultan competitivas a día de hoy. Sin embargo, otras menos desarrolladas como la geotérmica o biomasa de aprovechamiento de residuos de industrias forestales se espera que lo consigan a partir de 2020. Sin embargo, para alcanzar los objetivos que pretende este plan se necesita intensificar los esfuerzos en el ámbito de I+D+i energética. En este sentido, el Plan recoge los ámbitos prioritarios de actuación divididos sectorialmente. Más adelante se detallan los objetivos concretos para cada una de las áreas. Los objetivos que plantea la Directiva 2009/28/CE, y que se pretenden conseguir con la implantación de este PER 2011-2020, deben ser vigilados por la Administración y por tanto, el Plan contiene un sistema de seguimiento y control que garantice que se está llevando a cabo lo necesario para conseguir los objetivos marcados. Para ello el PER propone analizar cada área para determinar los objetivos logrados, los medios utilizados para el desarrollo de dicha área y las desviaciones producidas; de éste modo se conocen las posibilidades de mejora que se plantean para cada área renovable y por tanto, si es posible realizar dicha mejora, conseguir una mayor eficiencia en cada área. El PER 2011-2020 dispone de una Oficina del Plan, constituida por el IDAE, que se encarga del seguimiento del Plan. Su presidente es el Secretario de Estado de Energía del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio. Este Ministerio establece el programa de seguimiento del Plan que consiste en:
33 1) Una memoria anual en la que se recoge el cumplimiento de los objetivos y el análisis de evolución por área renovable. 2) Un informe de sostenibilidad ambiental que establece unos indicadores para poder identificar efectos ambientales derivados del Plan y recogerlos en la Memoria. Esta memoria será elaborada el primer semestre de cada año por la Oficina del Plan y contendrá, al menos: La evolución del plan del ejercicio anterior y una revisión y propuesta de todas las actuaciones necesarias y soluciones técnicas aplicables para el cumplimiento de sus objetivos. Una vez redactada la memoria se remite a la Secretaría de Estado de Energía, ésta la aprueba y se publica. Para realizar un adecuado seguimiento de este Plan y ejercer la elaboración de la Memoria anteriormente mencionada, se prevé la convocatoria de dos reuniones anuales (el primer y último trimestre de cada año) de seguimiento en la que participarán el grupo de trabajo de energías renovables de la Administración General del Estado/IDEA y las comunidades autónomas. La Comisión Europea recibirá cada año la memoria y cada dos años un informe de progresos. Cuando las medias bianuales de las memorias entre 2012-2018 reflejen una trayectoria menor de la esperada se llevará a cabo una revisión del Plan y por tanto, se llevarán a cabo nuevas propuestas para la consecución de los objetivos. Además, según la Ley de economía sostenible (Ley 2/2011) cada 4 años hay que revisar todos los instrumentos de planificación recogidos en la misma: Plan de Energías Renovables, Planes nacionales de Ahorro y Eficiencia Energética… 1.2.3.1. Área de biomasa. Para alcanzar los objetivos fijados para el área de biomasa en el PER 2011-2020, se definen una serie de propuestas destinadas a cada una de las fases de aprovechamiento de la misma. Las propuestas para el desarrollo de un mercado maduro de suministro de biomasa se centran principalmente en la movilización del recurso. El apoyo al desarrollo de aplicaciones térmicas, especialmente en edificios, se realizará mediante campañas de difusión, desarrollo normativo y nuevos sistemas de apoyo financiero. El crecimiento de la producción eléctrica con biomasa se conseguirá mediante la generación distribuida a través de pequeñas cogeneraciones y centrales eléctricas en el entorno de los 15 MW, para los que se establecen
34 mejores programas de financiación y mejoras en el sistema de retribución. Se recogen tres cadenas de valor por su interés, todas ellas basadas en procesos termoquímicos de conversión de materia prima: - Biometano y otros combustibles gaseosos a partir de biomasa vía gasificación. - Generación de energía eléctrica de alta eficiencia mediante gasificación de biomasa. - Vectores bioenergéticos a partir de biomasa mediante procesos termoquímicos distintos a la gasificación. A nivel nacional el BIOPLAT (Plataforma Tecnológica Española de la Biomasa) identifica los retos tecnológicos encuadrados en dos cadenas de valor: utilización de biocombustibles sólidos mediante combustión directa y la producción y utilización de biocombustibles sólidos para gasificación. Tras el periodo de vigencia del PER la energía eólica será la fuente renovable con la participación más importante y el conjunto de tecnologías que permiten el aprovechamiento de la energía solar continuará extendiendo su aportación. Energías como la biomasa o el biogás confirmarán su despegue con aportaciones significativas en la estructura de abastecimiento eléctrico. Respecto a la biomasa térmica, el consumo en 2020 se repartirá de forma bastante equitativa entre el sector industrial y el sector doméstico y edificios. El sector solar térmico se verá afectado debido a la crisis inmobiliaria y en el sector del transporte, para el año 2020, se espera que el coche eléctrico sea una alternativa competente a los transportes tradicionales, el consumo y producción de biodiesel seguirá ascendiendo y el bioetanol se espera que duplique su consumo debido en parte a la probable desaparición de la gasolina de protección. 1.2.3.2. Área de eólica. Para la consecución de los objetivos fijados en el Plan, aparte de propuestas de carácter general, se incluyen diversas propuestas para eliminar las barreras identificadas en cada subsector eólico, especialmente en la Eólica Marina y Eólica de Pequeña Potencia, que como se ha dicho anteriormente están claramente menos desarrolladas que la Eólica Terrestre de mayor potencia, en España. En particular destacan, las propuestas relacionadas con la simplificación de las tramitaciones administrativas para las repotenciaciones de parques eólicos, para las nuevas instalaciones de I+D+i, y el tratamiento regulatorio específico para las máquinas de pequeña potencia.
35 Los ejes prioritarios de actuación en I+D+i son: - Nuevas turbinas y componentes: diseño de nuevos aerogeneradores y utilización de nuevos materiales; desarrollo y prueba de prototipos de aerogeneradores de gran tamaño (10-20 MW). - Estructuras marinas: desarrollo y prueba de nuevas infraestructuras y demostración de nuevos procesos de fabricación en serie para estructuras. - Integración en red. - Evaluación de recursos y planificación espacial. 1.3. PLANIFICACIÓN Y POLÍTICA ENERGÉTICA: CONTEXTO AUTONÓMICO La planificación energética, desde el nivel regional, supone una importante actividad para la consecución de los objetivos energéticos y para obtener un adecuado y equilibrado desarrollo del territorio. La cercanía aporta un mayor conocimiento de la realidad energética y, además, el nivel competencial de la Administración Autonómica permite un elevado margen de actuación en la promoción de diferentes tecnologías y áreas energéticas. La Comunidad Autónoma de Aragón tiene una superficie total de 47,7 miles de km2, que representa el 9,4% sobre el total del territorio español. Se sitúa en el centro geométrico de las principales zonas de actividad económica del país: Cataluña, País Vasco, Comunidad Valenciana y la Comunidad de Madrid. Esta privilegiada ubicación contribuye a que sea recorrida por importantes infraestructuras de carácter nacional, incluidas las energéticas. Junto a los excelentes recursos energéticos que tiene, unos explotados desde hace muchos años y otros más recientes con una muy prometedora evolución, hacen de la energía un factor clave en el desarrollo de Aragón, tanto tecnológicamente como social y económicamente. (PEA 2005-2012, 2005). La Comunidad Autónoma de Aragón se caracteriza por la abundancia de recursos energéticos, tradicionalmente el agua y el viento, y en los últimos años el elevado potencial eólico. Estos recursos han sido aprovechados mediante sistemas de transformación que, incorporando las sucesivas innovaciones y desarrollos tecnológicos, han convertido a Aragón en una de las regiones que más apuesta por este tipo de energía tanto dentro de España, como fuera de ella, siendo aproximadamente un 14% del consumo total de energía primaria en Aragón proveniente de fuentes de energía renovables (en España y la Unión Europea este
36 valor se encuentra en torno al 6%). Hay que nombrar también que de los aproximadamente 24000 GWh que se producen en Aragón, prácticamente el 60% son exportados a otras regiones (Breto, 2009) La generación eléctrica en esta Comunidad Autónoma, en la actualidad, tiene fuentes muy diversas: un centenar de centrales hidroeléctricas; centrales convencionales de carbón, también de ciclo combinado y de cogeneración; aproximadamente setenta parques eólicos e instalaciones solares fotovoltaicas; estas fuentes son las más representativas en Aragón aunque hay otras muchas. Principalmente, la estructura de producción de energía primaria en Aragón se asienta en dos fuentes: la producción de las energías renovables y el consumo del carbón procedente de las Cuencas Mineras. En 2004 alcanzó los 1849 ktep, siendo el 43,5% de origen renovable y el 56,5% procedente del carbón autóctono. En el año 1998 la producción registrada de energías renovables era de 490695 tep, con un peso del 29,8% sobre el total de la producción de energía primaria en Aragón. Estos datos revelan el fuerte crecimiento de este tipo de energía en el periodo comprendido entre 1998 y 2004, y además, supone que este crecimiento ha supuesto mayor participación de las energías renovables en la producción de energía. Por provincias, en el año 2005, Zaragoza producía el 57% de la energía renovable de la Comunidad Autónoma, menor que su consumo; Huesca el 35,7% y Teruel el 7,3%, ambas con un producción superior a su consumo. (Soto, 2005) En la Comunidad Autónoma de Aragón hace bastantes años que se trabaja en tareas de planificación. Concretamente, en el año 1994, el entonces Departamento de Economía, Hacienda y Fomento elaboró el Plan Energético de Aragón, con el objetivo de fortalecer un desarrollo económico y social geográficamente equilibrado en la Comunidad, además de disminuir la dependencia energética del exterior mediante la diversificación energética y promocionando el uso de energías renovables. Para ello, se estudió la evolución y la situación energética del momento, planteando escenarios energéticos con un horizonte de planificación de 10 y 20 años para el periodo 1994-2013. Cuatro años más tarde, en 1998, el mismo Departamento publicó el Plan de Acción de las Energías Renovables de Aragón (PAERA), en colaboración con el IDAE. Este Plan constituía el marco de referencia donde se recogía las actuaciones y medidas a tomar hasta el año 2005 en materia de energías renovables. En objetivo del Plan era dar a conocer las posibilidades en relación con la explotación de las energías renovables que ofrece la Comunidad Autónoma de Aragón y sentar las bases a para realizar dicha explotación. (PEA 2005-2010, 2005)
37 El desarrollo de las diferentes planificaciones energéticas regionales, se ha adecuado a las directrices y requerimientos de la planificación y legislación tanto de ámbito nacional como comunitario de aplicación a esta Comunidad Autónoma. No obstante, haber rebasado en Aragón algunos de los objetivos concretos establecidos para el conjunto nacional, indican que el camino que se está siguiendo en esta Comunidad es el correcto, y que por tanto es en el que se debe de seguir trabajando, teniendo en cuenta que esto contribuye a la consecución de los objetivos marcados para España. Tal es el caso del objetivo general del Plan de Fomento de las Energías Renovables en España (2000-2010) que establecía una aportación de las fuentes de energía renovables del 12% sobre el consumo de energía primaria que en Aragón, antes del año 2004, ya estaba sobrepasado. Sin embargo, se siguen concentrando esfuerzos para mejorar la situación y colaborar en el desarrollo de energías renovables dentro del panorama nacional. (PEA 2005-2012, 2005) 1.3.1. Plan Energético de Aragón (PEA) 2005-2012. El Plan Energético de Aragón 2005-2012 elaborado por el Departamento de Industria, Comercio y Turismo del Gobierno de Aragón recoge la necesidad de conjugar la atención de las necesidades energéticas con la liberalización del sector, la garantía de suministro y el respeto al medio ambiente. El Plan se estructura en cuatro estrategias prioritarias: - Promoción de las energías renovables: Se apuesta por el desarrollo de las energías renovables, tanto para aplicaciones térmicas como eléctricas. Una vez estudiada la situación de las Energías Renovables en Aragón, se evalúa el potencial de las mismas en 2012 y detectan las posibles barreras que se podrían encontrar. - Generación de energía eléctrica: El PEA plantea como una de sus prioridades continuar consolidando el carácter exportador de energía eléctrica por el cual Aragón es protagonista. - Ahorro y eficiencia energética: El Plan Energético de Aragón apuesta por una estrategia en la que se fomente el ahorro y la eficiencia energética, primordial en la sociedad actual. La importancia estratégica de la eficiencia energética para la competitividad de la economía por un lado, y por otro, el impacto ambiental que supone el uso de la energía, hace imprescindible tomar medidas en este campo.
38 - Desarrollo de las infraestructuras: El ampliar y optimizar el suministro de energía pasa indiscutiblemente por la existencia de unas infraestructuras adecuadas. Esto implica una correcta planificación de redes de transporte y distribución que atienda a la futura presión de consumo y a la futura generación. (PEA 2005-2012, 2005) Estas estrategias, dentro de la formulación de la política energética de Aragón, incluyen los siguientes objetivos generales: la vertebración y reequilibrio territorial; la optimización y desarrollo de las infraestructuras energéticas; la promoción y desarrollo de las energías renovables; el ahorro, diversificación y usos eficiente de la energía; la mejora de la calidad de suministro; la minimización del impacto ambiental; investigación, desarrollo e innovación de las tecnologías energéticas. El fomento del ahorro, la diversificación y el uso eficiente de la energía es un propósito esencial en la elaboración del Plan Energético. Para ello, es preciso llevar a cabo acciones que persigan la contención de la demanda, lo que implica el fomento de hábitos, comportamientos cotidianos domésticos y laborales que supongan una disminución del consumo energético, sin que ello deba suponer una recesión en el crecimiento económico ni en la calidad de vida. En este sentido es evidente la necesidad de fomentar pautas de producción, abastecimiento y consumo compatibles con un desarrollo sostenible, que empiezan por promover modificaciones en la tendencia de la oferta y la demanda de energía, fomentado el uso de las energías renovables. El uso de este tipo de energía, además reporta una serie de beneficios de carácter socioeconómico como son la generación de empleo o la formación de un tejido industrial especializado. (Soto, 2005) En este plan energético, como en todos los demás, se plantea la necesidad de conjugar la atención de las necesidades energéticas con la liberalización del sector, la garantía de suministro y el respeto al medio ambiente. Además, dada la situación actual de los mercados, se hace necesario adoptar medidas para reducir la dependencia energética del exterior, como es por ejemplo, la diversificación de las fuentes de energía. En este sentido es evidente la exigencia de fomentar pautas de producción, abastecimiento y consumo compatibles con un desarrollo sostenible, que empiezan por promover modificaciones en la tendencia de la oferta y la demanda energética, fomentando el uso de energías de origen renovable.
39 Dado que las energías renovables son muy variadas y que cada una sigue una evolución, al igual que en los anteriores planes tratados en este trabajo, se va a centrar la atención en la biomasa y la energía eólica, en este caso concreto, en la Comunidad Autónoma de Aragón. 1.3.1.1. Área de biomasa. La biomasa es la fuente con mayor potencial de crecimiento, en usos térmicos, en generación eléctrica y en aplicaciones actualmente en desarrollo como son los biocarburantes y el biogás. El carácter renovable y no contaminante que tiene la biomasa, y el papel que puede jugar en la generación de empleo y aceleración o activación de la economía de las zonas rurales, hacen que sea considerada una alternativa de futuro, que puede contribuir al reequilibrio territorial y a hacer más sostenible el modelo socioeconómico de Aragón. (PEA 2005-2012, 2005) - Biomasa térmica: El consumo de biomasa en el sector industrial en 2004 representaba el 40% del consumo final de biomasa en Aragón, predominando el uso de biomasa de origen forestal generados en los propios procesos industriales. Por su parte, en el mismo año, el consumo en el sector Residencial, Comercial y de Servicios representa aproximadamente el 60% del consumo final de biomasa en Aragón. En 2004, se consumían en Aragón más de 130 ktep de biomasa final, y se esperaba alcanzar en 2012 un valor de casi 200 ktep. (PEA 2005-2012, 2005) Sin embargo, aunque no se tienen datos exactos del consumo de biomasa térmica en 2012, este valor de 200 ktep está lejos de alcanzarse ya que, según el Instituto Aragonés de Estadística (IAEST), en el año 2010, el consumo de biomasa, solar térmica y biocarburantes, son de 160 ktep, por tanto, y haciendo un cálculo lógico, es poco probable que en 2012 sólo la biomasa alcance los 200 ktep. - Biomasa eléctrica: En el PEA 2005-2012 se contemplan distintas vías para el aprovechamiento energético de la biomasa para producción de energía eléctrica. En 2004, había 21 MW de potencia instalada de centrales de cogeneración con biomasa y se pretendían instalar en los años de vigencia de este plan 50 MW más. Además, en este periodo se pretendían instalar 60 MW de
40 nuevas plantas de biomasa; y la producción de electricidad mediante plantas de gasificación de biomasa, instalando 6 MW hasta 2012. (PEA 2005-2012, 2005) Sin embargo, y dado que el año 2013 acaba de entrar, no se conocen los datos del año 2012 y por tanto, al igual que en el caso anterior, no se puede aseverar si estas previsiones se han alcanzado o no. El único dato que se puede aportar, extraído del IAEST, por dar una idea de la situación de la producción de energía eléctrica mediante biomasa en Aragón, es una instalación de potencia eléctrica de 4,4 MW en plantas de aprovechamiento de biomasa y residuos urbanos, en el año 2010. Este dato puede ser comparado con los 60 MW que se pretendían alcanzar en 2012 en nuevas plantas de biomasa. 1.3.1.2. Área de eólica. La energía eólica ha crecido de forma significativa en los últimos años en Aragón, y representa una de las opciones de mayor penetración a medio plazo de las energías renovables. A finales de 2004, la potencia instalada en el conjunto de parques eólicos en Aragón era de 1168 MW, lo que representaba el 25,7% de la potencia total instalada en Aragón y el 15,1% de la producción de energía eléctrica en este mismo año. (PEA 2005-2012, 2005) La Comunidad Autónoma de Aragón tiene unos excelentes recursos cuyo aprovechamiento exige la compatibilización con el medio ambiente, el desarrollo de ciertas infraestructuras eléctricas, fundamentalmente de transporte, y la mejora de la gestión del sistema eléctrico en general y de los nudos eléctricos, en particular. Además de un desarrollo tecnológico de los aerogeneradores. En el año de creación del Plan Energético de Aragón se estimaba, debido al potencial energético de la región y por la cantidad de proyectos que se estaban poniendo en marcha, como factible una potencia instalada total de 4000 MW en parques eólicos. (PEA 2005-2012, 2005) Debido a la crisis actual, la cantidad de proyectos que se preveían construir hasta 2012 son mucho menores, y por tanto la potencia instalada total en parques eólicos es considerablemente menor, siendo de 1811 MW a fecha de 31 de diciembre de 2011. (SICRE et al, 2012)
47 Generando una buena variedad de subproductos (metano, alcoholes, humus…) con aplicaciones muy diversas. En segundo lugar, los procesos termoquímicos se basan en someter a la biomasa a la acción de altas temperaturas y pueden dividirse en tres amplias categorías, dependiendo de que el calentamiento se lleve a cabo con exceso de aire (combustión), en presencia de cantidades limitadas de aire (gasificación) o en ausencia total del mismo (pirolisis). La combustión directa consiste en una reacción química de oxidación no controlada en la que un elemento arde (combustible, en este caso, biomasa) y otro elemento produce la combustión (comburente, generalmente oxígeno). Los productos de la combustión son dióxido de carbono y agua, si ésta es completa, y también monóxido de carbono si no lo es. Además, dependiendo de la naturaleza del combustible pueden aparecer productos como dióxido de azufre y óxidos de nitrógeno. La gasificación es un proceso en el cual la energía contenida inicialmente en un sólido combustible se transfiere a los productos primarios del proceso (gases, líquidos y hollín (sólidos)), logrando una máxima conversión a gases combustibles. Es una oxidación incompleta o parcial que tiene lugar entre un elemento combustible (biomasa) y un agente gasificante (aire) a elevadas temperaturas (superiores a 700°C). Durante el proceso se producen gran cantidad de reacciones en serie y en paralelo tanto sólido-gas como en fase gas, de extensión variable puesto que depende del tiempo de contacto y de las condiciones de operación. Los productos principales de la gasificación son H2, CO, dióxido de carbono, H2S, amoníaco, metano, y productos no deseados: alquitranes, hollín, etc. (Nogués, 2005) La pirolisis es la descomposición química de la materia orgánica causada por el calentamiento en ausencia de oxígeno. Esta descomposición se produce a través de una serie de reacciones químicas y de procesos de transferencia de materia y calor. Se considera que la pirolisis comienza en torno a los 250°C y se completa prácticamente a los 500°C. Los productos de la pirolisis son muy diversos dependiendo del material que se esté sometiendo al proceso. La quema de biomasa produce carbón vegetal y productos de desecho como CO, H2 o CH4. Por tanto, la pirólisis es una forma de aprovechamiento indirecto de la energía de la biomasa ya que, la energía no se extrae directamente de la biomasa sino que se extrae del carbón vegetal que produce la misma. También, cabe resaltar la diferencia entre aplicaciones térmicas de la biomasa, o lo que es lo mismo, utilización de la biomasa para producir calor; y aplicaciones eléctricas, o
48 producción eléctrica mediante biomasa. Una vez realizada esta diferenciación se estudiarán cada uno de los tipos de transformaciones que puede sufrir la biomasa. Las aplicaciones térmicas con producción de calor y agua caliente sanitaria son las más comunes y, en un nivel menor de desarrollo se sitúa la producción de electricidad. La producción térmica sigue una escala que comienza en las calderas o estufas que calientan una sola estancia, hasta calderas diseñadas para calentar todo un bloque de viviendas sustituyendo a la caldera de gasóleo C o gas natural, que provee a las viviendas de calefacción y agua caliente. En algunos lugares del centro y norte de Europa se está utilizando algo mucho más sofisticado conocido como district heating. Estas instalaciones de aprovechamiento térmico de la biomasa suponen que el agua caliente no solo llegue a edificios y urbanizaciones, sino también a centros deportivos, comerciales… etc. En general, los equipos que existen en el mercado para el aprovechamiento de la energía de la biomasa pueden alcanzar el 85% si cuentan con sistemas de recuperación de calor. Las materias más utilizadas para las aplicaciones térmicas son los residuos de industrias agrícolas y forestales y los residuos de actividades selvícolas y de cultivos leñosos. La producción de electricidad precisa de un sistema más complejo dado el bajo poder calorífico de la biomasa, su alto porcentaje de humedad y su gran contenido en volátiles. La producción de electricidad se puede realizar de dos maneras, la más común es generar vapor mediante la combustión de biomasa, produciendo energía mecánica a través de unas turbinas que finalmente se transforma en energía eléctrica en los alternadores. Las tecnologías relacionadas con la gasificación consisten en que el gas producido tras la quema de biomasa puede ser utilizado en turbinas de gas o motores de combustión interna, limpiado previamente, lo que proporciona un mayor rendimiento que con la combustión directa de la biomasa. El rendimiento medio de la producción de electricidad mediante combustión directa de biomasa es del 21,6% y para el proceso de gasificación Entre los combustibles más utilizados en aplicaciones eléctricas se encuentran los residuos de la industria del aceite de oliva, como el orujillo y el alperujo. Otro método de aprovechamiento de la biomasa que hay que tener en cuenta es la cocombustión, proceso en el que se produce una combustión conjunta de biomasa y otro combustible fósil en centrales ya existentes. En el caso de España, el combustible fósil que se recomienda es el carbón, debido a que hay numerosas centrales térmicas para el aprovechamiento del mismo ya instaladas. Sin embargo, esta alternativa no se desarrolla en el
49 presente trabajo debido a que se necesitan usar combustibles fósiles y por tanto no se considera una energía estrictamente renovable. (IDAE, 2007) 2.1.3. Aspectos tecnológicos. Entre los problemas ligados a la gestión del recurso de la biomasa destacan la recogida del recurso, la adecuación a la aplicación energética y la logística de suministro. La recogida del recurso supone un problema porque la mecanización es especialmente complicada debido a las características especiales de las masas forestales españolas. Esto hace que se necesite mucha mano de obra lo que supone un encarecimiento del precio final del residuo. Por su parte en los cultivos energéticos la problemática radica en la insuficiencia de las máquinas agrícolas tradicionales para el cultivo de estos y por tanto, la necesidad de maquinaria especializada. La adecuación a la aplicación energética es la disponibilidad del recurso con unas características (humedad, granulometría, densidad…) óptimas para la aplicación energética. Supone un aspecto fundamental para asegurar un desarrollo fiable de los proyectos de valorización energética, sin embargo, está ausente en la mayoría de los proyectos por motivos económicos. Dependiendo del tipo de recurso, esta adecuación varía: por ejemplo para residuos agrícolas leñosos y cultivos energéticos leñosos la adecuación es básicamente astillado y compactación. En relación con la logística del suministro el reto es crear canales de comercialización de biomasa que garanticen a los consumidores un suministro regular y de calidad a un precio aceptable. Es este último punto, la logística de suministro, el primer problema al que se debe enfrentar un proyecto de aprovechamiento energético de la biomasa, para que el empleo de biomasa para usos térmicos sea una alternativa competente a los combustibles tradicionales y en especial para el gas natural. En relación con la aplicación de la biomasa para usos eléctricos el problema son los bajos rendimientos para la producción eléctrica basada en un esquema caldera-turbina con ciclo de vapor que, además, requiere altos niveles de inversión para pequeños rangos de potencia.
50 2.1.4. Aspectos normativos. En España son dos las regulaciones que afectan al posible uso de la biomasa: La Ley 43/2003, que recoge en su Disposición Adicional Cuarta “el Gobierno elaborará, en colaboración con las comunidades autónomas, una estrategia para el desarrollo del uso energético de la biomasa forestal residual, de acuerdo con los objetivos indicados en el Plan de Fomento de las Energías Renovables en España”; por otro lado, todas las disposiciones que corresponden a la organización de la Política Agrícola Común, de extraordinaria importancia en lo referente al posible uso energético de la biomasa proceden de residuos agrícolas o cultivos energéticos. Respecto a este último punto es importante señalar lo recogido en el Reglamento (CE) nº 1782/2003 del Consejo, donde incluye por primera vez una línea de ayudas encaminada al desarrollo de los cultivos energéticos, ayuda que es desarrollada más ampliamente en dos reglamentos, el Reglamento (CE) nº 2273/2003, y el Reglamento (CE) nº 1973/2004. (PER 2005-2010, 2005) El Reglamento (CE) nº 1782/2003, queda derogado por el Reglamento (CE) nº 73/2009 que recogen en su consideración número 42 que la ayuda específica a los cultivos energéticos con objeto de favorecer el desarrollo del sector ya no es necesaria debido a la evolución del sector de la bioenergía, aunque si se mantendrán las primas hasta 2009. Los Reglamentos 2273/2003 y 1973/2004 también quedan derogados por el Reglamento (CE) nº 1121/2009, de la Comisión, en el que se establecen unas disposiciones transitorias para ayudar a los agricultores tras la supresión de las ayudas. Siguiendo en la línea de la normativa referida al recurso en sí mismo, y en lo que afecta a los cultivos energéticos forestales, hay que nombrar el Reglamento (CE) nº 1257/1999 del Consejo, transpuesta a la legislación española por el Real Decreto 6/2001, sobre fomento de la forestación en tierras agrícolas, en el que se recoge la ayuda del Fondo Europeo de Orientación y Garantía para la Agricultura (FEOGA) para la implantación de cultivos forestales. (PER 2005- 2010, 2005) En lo relacionado con el uso energético de la biomasa lo primero es diferenciar entre el uso térmico y el eléctrico. En el primero de los casos el avance normativo más reseñable es la reforma del RITE para incluir en su ámbito instalaciones de calefacción con biomasa. Para el uso eléctrico, como se ha señalado anteriormente, hay que nombrar la Ley 54/1997, del Sector Eléctrico, y el Real Decreto 436/2004, de 12 de marzo, por el que se establece la metodología
51 para la actualización y sistematización del régimen jurídico y económico de la actividad de producción de energía eléctrica en régimen especial. (PER 2005-2010, 2005) El Real Decreto 661/2007, sustituye al Real Decreto 436/2004, de 12 de marzo, por el que se establece la metodología para la actualización y sistematización del régimen jurídico y económico de la actividad de producción de energía eléctrica en régimen especial y da una nueva regulación a la actividad de producción de energía eléctrica en régimen especial, manteniendo la estructura básica de su regulación. 2.1.5. Aspectos medioambientales El uso energético de la biomasa dentro de un esquema sostenible de producción supone una alternativa beneficiosa para el medio ambiente. Dentro de la fase de producción del recurso combustible, tal vez los efectos más positivos para el medio sean la reducción de plagas e incendios forestales asociados a la gestión del residuo forestal, y la disminución de vertidos y riesgos ambientales derivados de la gestión de los residuos de industrias agrícolas y forestales. En lo que respecta a la producción de cultivos energéticos, debe destacarse la minimización de riesgos de contaminación por la escasez de laboreo asociado a esta actividad agraria. En cuanto a la fase de aplicación, y en lo que respecta a las emisiones a la atmósfera de instalaciones de aprovechamiento energético de la biomasa, hay que tener en cuenta la baja peligrosidad debido a la composición de la biomasa en la que apenas se encuentran productos como el cloro o el azufre. Además, en un esquema sostenible de producción de biomasa, el balance de CO2 será neutro (o incluso negativo) ya que se emite a la atmósfera una cantidad de carbono equivalente o inferior a la fijada por la biomasa durante su formación (PER 2005- 2010, 2005). Si tenemos en cuenta este último principio, un balance general de una central eléctrica de 5MW de potencia eléctrica alimentada con biomasa ofrece los siguientes datos: Una producción de 37500 MWh/año, lo que equivale al consumo de unas 11400 familias españolas. Por otro lado, con esa misma producción, se evita la emisión de unas 14000 toneladas anuales de CO2. (Este cálculo se ha realizado por comparación con la emisión de una central de ciclo combinado de gas natural para obtener la misma producción).
52 2.1.6. Datos del sector. En la actualidad la mayor parte de los 3655 ktep de consumo térmico final de biomasa en España proviene del sector forestal, utilizándose en el sector doméstico mediante sistemas poco eficientes, como la quema de leña en estufas, y en industrias forestales para consumo térmico o cogeneración. En los últimos años se está iniciando el desarrollo de los cultivos energéticos y de la mecanización específica para la recogida, extracción y tratamiento de la biomasa. Este desarrollo, unido a la implantación de tecnologías modernas para la biomasa térmica en edificios y los desarrollos tecnológicos en gasificación, que proporcionan una mayor eficiencia, hacen prever una importante expansión de la biomasa, tanto por la mejora en la eficiencia del cultivo y recogida, como por la mejora de las tecnologías para su aprovechamiento. El potencial de la biomasa en España se sitúa en torno a 88 millones de toneladas de biomasa primaria en verde, incluyendo masas forestales existentes, restos agrícolas, masas existentes sin explotar… A estas 88 toneladas hay que sumar más de 12 millones de toneladas de biomasa secundaria seca obtenida de residuos de industrias agroforestales. Estos datos suponen un volumen de biomasa considerable y por tanto, a tener en cuenta a la hora de realizar proyectos de obtención de energía a partir de fuentes renovables. (PER 2011-2020, 2011). 2.2. ENERGÍA EÓLICA. 2.2.1. Definición y tipos La energía eólica es la energía obtenida del viento. La existencia del viento en el planeta es consecuencia de la acción del Sol, pues es la radiación de esta estrella, en combinación con otros factores como la inclinación y desplazamiento de la Tierra en el Espacio o la distribución de los continentes y los océanos, lo que activa la circulación de las masas de aire en el globo al calentar de forma desigual las distintas zonas de la superficie y de la atmósfera terrestres. El procedimiento es muy simple: el aire que más se calienta se vuelve
53 más ligero y se desplaza hacia arriba, siendo ocupado su lugar por una masa de aire más frío. (IDAE, 2005). Los tipos de energía eólica son los siguientes: - Eólica terrestre: Actualmente es el tipo más desarrollado, y por ello, normalmente cuando se habla de energía eólica terrestre se denomina tan solo energía eólica. La potencia eólica instalada en España durante el año 2010 rondó los 1750 MW, todos ellos emplazados en tierra. - Eólica marina: Las instalaciones eólicas marinas presentan características diferenciadas frente a las instalaciones en tierra, principalmente: - El recurso eólico existente en el mar es superior que en las costas más próximas. - El impacto visual y acústico es menor que el de los parques eólicos en tierra, lo que permite un mayor aprovechamiento del recurso eólico existente, con máquinas más grandes y mayores velocidades de rotación. - Supone una mayor creación de empleo en las fases de construcción, montaje y mantenimiento, debido a la mayor complejidad durante la instalación y explotación. - Posibilidad de integración en complejos marinos mixtos. A finales de 2010 se encontraban en operación 45 instalaciones eólicas marinas, totalizando unos 2950 MW, todos ellos en el Norte de Europa. Comparándolo con el desarrollo de la eólica terrestre, los parques eólicos marinos representan un 1.5% de la potencia eólica mundial. (PER 2011-2020, 2011) - Eólica de pequeña potencia: Los parques eólicos de gran potencia son fundamentales para aumentar la contribución de la energía de origen renovable en el sistema eléctrico nacional. Sin embargo, todavía no se ha aprovechado en España la capacidad de la tecnología eólica para aportar energía renovable de forma distribuida, mediante su integración en entornos urbanos, semi-urbanos, industriales y agrícolas, especialmente asociada a puntos de consumo de la red de distribución. (PER 2011-2020, 2011) Las características propias de las instalaciones eólicas de pequeña potencia las dotan de ventajas específicas que se suman a las de los parques eólicos de gran potencia: - Generación de energía próxima a los puntos de consumo.
54 - Versatilidad de aplicaciones y ubicaciones, ligado al autoconsumo, con posibilidad de integración en sistemas híbridos. - Accesibilidad tecnológica al usuario final, facilidad de transporte de equipamientos y montaje. - Funcionamiento con vientos moderados, sin requerir complejos estudios de viabilidad. - Aprovechamiento de pequeños emplazamientos o de terrenos con orografías complejas. - Suministro de electricidad en lugares aislados y alejados de la red eléctrica. - Optimización del aprovechamiento de las infraestructuras eléctricas de distribución existentes. - Bajo coste de operación y mantenimiento y elevada fiabilidad. - Reducido impacto ambiental, por menor tamaño e impacto visual, y por su integración en entornos humanizados. 2.2.2. Métodos de aprovechamiento. Hay dos formas bien diferenciadas de aprovechamiento de la energía eólica: - Aerobombas: utilizan la energía del viento para extraer agua de los pozos. - Aerogeneradores: son los aparatos empleados para transformar la fuerza cinética del viento en electricidad. Dado que este tipo de aprovechamiento de la energía es el más común y la que se trata en este proyecto, se va a centrar la información en este tipo de aprovechamiento. Los aerogeneradores funcionan de la siguiente manera: Al incidir el viento sobre las palas de una aeroturbina se produce un trabajo mecánico de rotación que mueve a su vez un generador para producir electricidad. La cantidad de energía que contiene el viento antes de pasar por un rotor en movimiento depende de tres parámetros: la velocidad del viento incidente, la densidad del aire y el área barrida por el rotor. El primero de estos parámetros resulta determinante puesto que, la energía cinética del viento aumenta proporcionalmente al cubo de la velocidad a la que se mueve; el segundo de ellos es importante ya que, la energía contenida en el viento aumenta de forma proporcional a su densidad; el tercero de los
55 parámetros se explica debido a que cuánto más aire en movimiento sea capaz de capturar un aerogenerador, más energía cinética encontrará. (IDAE, 2006). A continuación se muestra una imagen de las partes de un aerogenerador: Figura 18: Partes de un aerogenerador. Fuente: www.renovables-energia.com Además, cabe destacar que los aerogeneradores pueden producir energía eléctrica de dos formas distintas: - Las aplicaciones aisladas: por medio de aparatos de pequeña o mediana potencia (potencia de salida en torno a los 1,5 MW) se utilizan para usos domésticos o agrícolas. También se utilizan los de gran potencia en usos específicos como pueden ser la desalinización de agua marina, producción de hidrógeno, etc. - La conexión directa a la red viene representada por la utilización de aerogeneradores de gran potencia (Los más poderosos poseen una potencia nominal de salida de más de 4 MW). Se denominan parques eólicos cuando varios aerogeneradores de gran potencia se sitúan agrupados para aprovechar de un modo mayor el potencial eléctrico de una zona, reducir los costes y evacuar la energía desde un solo punto y así reducir el impacto ambiental. (Devesa, 2009)
56 Cuando se piensa en un aerogenerador, siempre imaginamos un tipo en concreto, por ser el más común en los parques eólicos: de eje horizontal con rotor tripala a barlovento. Sin embargo, hay más tipos y la clasificación de los mismos se realiza en función del eje de trabajo, según el número de palas y según la posición del rotor (se denomina rotor al conjunto formado por el buje y las palas). - Aerogeneradores según el eje de trabajo: - Eje vertical: el eje de trabajo es perpendicular al suelo y las hélices giran en torno a ese eje. Su diseño no les permite girar a altas velocidades y por ello tienen un rendimiento muy bajo para la generación de electricidad. Los más comunes son: el tipo Savonius y el tipo Darrieus. Figura 19: Aerogeneradores de eje vertical. A la izquierda tipo Savonius. A la derecha tipo Darrieus. Fuente: www.cerpch.unifei.edu.br y www.opex-energy.com - Eje horizontal: el eje de trabajo es paralelo al suelo. Son los más usados porque permiten una mayor captación de la energía del viento. Se pueden clasificar en eólicas lentas o multipala y eólicas rápidas. - Aerogeneradores según el número de palas: - Aerogeneradores multipala o eólicas lentas: Se utilizan en la extracción de agua. Las palas suelen ser de acero galvanizado y cubren la totalidad de la rueda. Funcionan con velocidades de viento muy bajas y tienen un tamaño limitado debido al peso de las palas.
63 El potencial eólico es altamente sensible a la evolución del nivel tecnológico, por lo que no se trata de un valor estable en el tiempo, estimándose en España superior a los 330 GW en tierra y próximo a los 8 GW en mar en aguas no profundas (la tecnología eólica marina está mucho menos desarrollada que la terrestre, y por tanto, el potencial eólico es significativamente menor). (PER 2011-2020, 2011). En relación a la eólica de pequeña potencia, todavía no se ha aprovechado en España su capacidad para aportar energía renovable de forma distribuida, mediante su integración en entornos urbanos, semi-urbanos, industriales y agrícolas, especialmente asociada a puntos de consumo de la red de distribución. Estas instalaciones tienen una serie de ventajas adicionales respecto a la gran eólica, como una mayor eficiencia potencial global por las pérdidas evitadas en las redes de transporte y distribución, y que permiten la integración de generación renovable sin necesidad de crear nuevas infraestructuras eléctricas.
64 Estudio de impacto ambiental.
65 3. ESTUDIO DE IMPACTO AMBIENTAL. 3.1. INTRODUCCIÓN. Desde un punto de vista medioambiental, cualquier proyecto debe conseguir, bajo los condicionantes que impone el entorno y con los recursos disponibles en el mismo, satisfacer las necesidades existentes con el menor consumo posible de dichos recursos, minimizando (sino evitando) los impactos negativos sobre el sistema socio-ecológico. La Evaluación de Impacto Ambiental (EIA, en adelante) introduce las primeras formas de control de las intervenciones humanas sobre el medioambiente, mediante instrumentos y procedimientos dirigidos a prever y evaluar las consecuencias de dichas intervenciones. Todo ello con la intención de reducir, mitigar, corregir y compensar los impactos (Conesa, 2010). Provee un procedimiento analítico orientado a formar un juicio objetivo sobre los impactos derivados que sirva como base a la decisión. Sin embargo, la EIA no se configura únicamente como un procedimiento, sino como un marco jurídico-administrativo para la aprobación, modificación o rechazo de un proyecto por parte de la Administración. Este marco jurídico-administrativo tiene un ensamblaje competencial complejo, participando diferentes administraciones, desde la comunitaria hasta la autonómica. 3.1.1. Justificación. El presente estudio de impacto ambiental se realiza a petición del promotor del proyecto, la Comunidad de Regantes LASESA, que quiere conocer el impacto que la realización de este proyecto tiene para tenerlo en cuenta en su futura construcción. Según estipula la Ley 7/2006, de 22 de junio, de protección ambiental de Aragón, y el Decreto 74/2011, de 22 de marzo, por el que se modifican los anexos de la Ley nombrada anteriormente, este proyecto requiere de una EIA, ya que así se recoge en el artículo 24, apartado 1, de la Ley 7/2006:
66 “1. Deberán someterse a una evaluación de impacto ambiental, en la forma prevista en la presente Ley y demás normativa que resulte de aplicación, los proyectos, públicos o privados, consistentes en la realización de las obras, instalaciones o de cualquier otra actividad comprendida en el Anexo II de esta Ley, que se pretendan llevar a cabo en el ámbito territorial de la Comunidad Autónoma de Aragón.” En el Anexo II, del Decreto que modifica los Anexos nombrado anteriormente, este proyecto se recoge de la siguiente manera (Grupo 3, proyectos de industria energética): “3.3. Instalaciones de combustión: a. Instalaciones de producción de energía eléctrica en régimen ordinario o en régimen especial, en las que se produzca la combustión de combustibles fósiles, residuos o biomasa, con una potencia térmica de combustión superior a 50 MW. 3.12. Instalaciones para la utilización de la fuerza del viento para la producción de energía (parques eólicos) que tengan 15 o más aerogeneradores cuya potencia unitaria sea superior a 100 KW, o que se encuentren a menos de 2 kilómetros de otro parque eólico.” Para el cumplimiento con lo establecido en el artículo 27 de la Ley 7/2006, el estudio de impacto ambiental de los proyectos que deben ser sometidos a evaluación de impacto ambiental, debe tener como mínimo los siguientes puntos: a. La descripción general del proyecto y exigencias previsibles en el tiempo en relación con la utilización del suelo y de otros recursos naturales. Estimación de los tipos y cantidades de residuos vertidos y emisiones de materia o energía resultantes. b. La exposición de las diferentes alternativas estudiadas y la justificación de la elección de la solución adoptada, teniendo en cuenta los efectos ambientales. c. La evaluación de los efectos previsibles directos e indirectos del proyecto sobre la población, la flora, la fauna, el suelo, el aire, el agua, los factores climáticos, el paisaje y los bienes materiales, incluido el patrimonio histórico-artístico y el arqueológico. Asimismo, se atenderá a la interacción entre todos estos factores. d. Las determinaciones del planeamiento urbanístico vigente en el ámbito de influencia del proyecto, detallando, en especial, las referentes a usos permitidos y prohibidos, condiciones de uso y cualesquiera otras que pudieran tener relación con la actuación.
67 e. Las medidas previstas para reducir, eliminar o compensar los efectos ambientales significativos. f. El programa de vigilancia ambiental. g. Un documento de síntesis del estudio redactado en términos comprensibles. Informe, en su caso, de las dificultades informativas o técnicas encontradas en la elaboración del mismo. 3.1.2. Objeto. El objeto del documento es, analizar los impactos ambientales derivados y proponer las medidas correctoras y compensatorias, para paliar en la medida de lo posible las afecciones ocasionadas por la instalación del proyecto. 3.1.3. Antecedentes. La Comunidad de Regantes de LASESA situada en la zona sur del Somontano de Barbastro y lugar donde se localiza el proyecto de la planta de gasificación de biomasa y de los tres parques eólicos, es una comunidad de base incorporada a la Comunidad General de Riegos del Alto Aragón que toma las aguas de riego de la acequia Pertusa, acequia derivada del canal del Cinca. Como tal comunidad de regantes, es una corporación de derecho público, no tiene constituido capital social y no tiene accionistas, así como tampoco tiene ninguna empresa filial. Esta comunidad de regantes abarca un total de 10853 hectáreas, de las cuales 9756 son regables. La superficie dominada por dicha comunidad de regantes se encuentra ubicada en los términos municipales de Lastanosa (término municipal de Sariñena), Sariñena, Sena, Villanueva de Sigena y Castejón de Monegros. Esta superficie se encuentra dividida en 1253 parcelas pertenecientes a 624 propietarios e, hidráulicamente hablando, se encuentra dividida en cinco sectores independientes, cada uno de los cuales dispone de toma independiente de la acequia Pertusa y de su propia red de tuberías; estando al cargo de la comunidad una red hidráulica de aproximadamente 700 kilómetros de tuberías de presión, 1654 hidrantes de parcela compuestos de válvula de compuerta o de mariposa, regulador de presión y limitador
68 de caudal; y cinco estaciones de bombeo de diferentes potencias y caudales incluyendo la correspondiente instalación eléctrica en cada una de ellas. (Nogués, 2005). La Comunidad de Regantes de Lasesa, una de las zonas más dinámicas de todo el sistema de Riegos del Alto Aragón, inicia su funcionamiento como tal en el año 1982, y desde entonces, la preocupación por las diferentes juntas de gobierno ha sido la misma, dar el mejor servicio posible a los diferentes regantes, por lo que, ha sido imprescindible dotarse de las infraestructuras necesarias dada la cantidad de terreno dominado. Desde el primer momento el esfuerzo inversor fue inmenso debido a que la transformación de la comunidad fue muy rápida en sus inicios, detectándose deficiencias de funcionamiento en la red hidráulica muy pronto. Así mismo, al llevarse a cabo una diversificación de cultivos demasiado rápida, las premisas con las que las redes de tuberías habían sido calculadas no sirvieron, y la red de tuberías tuvo que soportar unas condiciones muy distintas, forzando al personal de la comunidad a llevar un control que permitiera atender las demandas de los regantes. Así mismo, esto ha obligado a la comunidad a estudiar en profundidad su propia red de tuberías para poder definir y acometer las diferentes modificaciones en las mismas que permitan garantizar la misma dotación de agua a toda la superficie dominada. (Nogués, 2005.) Las características agroclimáticas de esta zona del Somontano, el desarrollo de sus instalaciones de riego y el ingenio de sus regantes ha traído consigo el cultivo de producciones hortícolas de alto valor añadido. Dichos cultivos se caracterizan por un elevado aprovechamiento de recurso hidráulico que, debido a su tipología, demanda agua en momentos concretos y estrictos en el desarrollo de las plantaciones. Dadas las características de un sistema de riegos amplio como es el Sistema de Riegos del Alto Aragón: longitud de sus canales, elevado número de sus obras de fábrica y las características variables de los terrenos que atraviesa; las labores de conservación y mantenimiento a realizar son importantes. Estas labores se realizan fuera de la campaña de riegos, en el periodo comprendido desde mitad de octubre hasta primeros de marzo. En este periodo de corte, los canales se abrían durante pequeños periodos de tiempo para atender las demandas de abastecimiento de los núcleos urbanos que se abastecen de ellos, así como las necesidades de los cultivos hortícolas con demanda de agua en dicho periodo. El agua que se abastecía en el periodo de corte era insuficiente para cubrir todas las necesidades, teniendo en cuenta las demandas de los cultivos hortofrutícolas y las pérdidas en
69 el sistema de riego, por ello se estableció la necesidad de la creación de un embalse que solventara la demanda establecida. Dicho embalse, con un volumen de 9,85 hm3 está situado en las cercanías del núcleo de Lastanosa, en el paraje denominado “barranco de Valdeprimicia”. El barranco se encuentra en el término municipal de Sariñena (Huesca), y la acequia de Pertusa lo atraviesa a la altura del P.K. 22 de su recorrido. La junta de la Comunidad de Regantes de Lasesa optó por ponerse en contacto con el Área de Proyectos de la Ingeniería del Departamento de Ingeniería de Diseño y Fabricación de la Escuela Politécnica Superior de Huesca para que solucionara la financiación tanto de las obras del embalse como de la renovación y modernización de la red de riegos de la Comunidad de Regantes. El primer problema que se planteó fue que las obras del embalse, con un coste en torno a los 25 millones de euros, suponían que durante 50 años, cada regante perteneciente a dicha comunidad tenía que aportar 126 euros por año y hectárea. Dado que la cifra era muy elevada se planteó la utilización de energías renovables para financiar las obras del embalse ya que, en ese año las primas a la utilización de este tipo de energías todavía estaban vigentes. En principio, teniendo en cuenta la situación en la que se desarrolla el proyecto, la primera opción fue la utilización de la fuerza del agua (energía hidroeléctrica) como productor de energía, pero esta opción fue rápidamente descartada puesto que la acequia Pertusa no dispone de ningún salto. Posteriormente se comenzó a barajar la posibilidad de utilizar la biomasa como fuente de energía eléctrica, dado que la actividad de la comunidad está directamente relacionada con la agricultura y por tanto, con la producción de biomasa. Los residuos agrícolas de utilización energética están constituidos por los restos de cosechas de cultivos herbáceos, principalmente la paja de los cereales. A pesar de los inconvenientes de la utilización de biomasa (falta de seguridad en el abastecimiento, producción dispersa y estacional) no impidieron llevar a cabo el proyecto ya que la biomasa está abastecida por los miembros de la comunidad de regantes y, si el aporte de éstos no fuera suficiente, se podría adquirir de las zonas colindantes. Como se puede ver el uso de la biomasa como fuente de energía renovable encabezada a la generación eléctrica es una buena oportunidad. El sistema de aprovechamiento eléctrico de la misma fue elegido en función de las características del recurso, la cuantía y del tipo de demanda energética requerida. Tras estudiar todas las
70 posibilidades se optó por la implantación de una planta de gasificación de biomasa debido a que, este tipo de aprovechamiento, presenta un mayor rendimiento cuando se trabaja con potencias reducidas o muy elevadas. Sin embargo, la construcción de una planta de gasificación de biomasa requiere una elevada inversión inicial y una inercia hasta que empieza a funcionar a pleno rendimiento (de 3 a 4 años de maduración), dado que la Comunidad de Regantes pretendía generar ingresos adicionales se tuvo que pensar en otro tipo de energía que aportase una rentabilidad inmediata. Por esto se apostó por el aprovechamiento de energía eólica dado que los datos de viento y el potencial de la zona de emplazamiento de los aerogeneradores eran óptimos para ello. (Nogués, 2005) Dado que en el año de creación del proyecto la construcción de parques eólicos se encontraba bloqueada debido al agotamiento de la potencia concedida por REESA (Red Eléctrica Española S.A.) se optó por la creación de un pequeño “parque eólico”, ya que según el Decreto 93/1996 del Gobierno de Aragón, se autorizan las Instalaciones Singulares cuyo objetivo sea la investigación y el desarrollo de aerogeneradores. Según dicho decreto el número de aerogeneradores que se permiten instalar debe ser igual o inferior a tres y la potencia unitaria de los aerogeneradores que compongan la instalación no puede ser mayor de 5 MW. El proyecto propuesto por el Área de Proyectos de la Ingeniería del Departamento de Ingeniería de Diseño y Fabricación de la Escuela Politécnica Superior de Huesca (parque eólico y planta de gasificación de biomasa) iba acompañado además por la construcción de una planta solar fotovoltaica. Dicha planta solar si se llegó a construir porque se consiguieron diferentes fuentes de financiación para la misma; sin embargo, el proyecto compuesto por el parque eólico y la planta de gasificación de biomasa no comenzó su construcción por la supresión de las primas a la utilización de energías renovables. Sin embargo, se espera que cuando la dotación de dichas primas se retome, este proyecto se lleve a cabo. Con esto, se conseguiría disminuir la cantidad de dinero a aportar por cada regante ya que, la instalación del parque eólico proporciona ingresos directos a la Comunidad de Regantes, y porque la biomasa aportada por los regantes (de forma voluntaria) sería retribuida disminuyendo la deuda del regante en cuestión.
71 3.2. MARCO LEGAL. A continuación se detallan algunas de las principales disposiciones que pueden ser aplicables tanto en el ámbito europeo, como nacional o autonómico. 3.2.1. Legislación Comunitaria. - Directiva 2001/81/CE del Parlamento Europeo y del Consejo, de 23 de octubre de 2001, sobre techos nacionales de emisión de determinados contaminantes. - Directiva 2008/1/CE del Parlamento Europeo y del Consejo, de 15 de enero de 2008, relativa a la prevención y al control integrados de la contaminación (también conocida como Directiva IPCC) - Directiva Hábitat (Directiva 92/43/CEE del Consejo, de 21 de mayo de 1992, relativa a la conservación de los hábitats naturales y de la fauna y flora silvestres, modificada por la Directiva 97/62/CE, de 27 de octubre, que adapta al progreso científico y técnico la anterior Directiva) - Directiva de Aves 79/409/CE, de 2 de abril, relativa a la conservación de las aves silvestres (ampliada por la Directiva 91/294/CE. 3.2.2. Legislación estatal. - Real Decreto Legislativo 1/2008, de 11 de enero, por el que se aprueba el texto refundido de la Ley de Evaluación de Impacto Ambiental. - Real Decreto 1131/1988, de 30 de septiembre, por el que se aprueba el Reglamento para la ejecución del Real Decreto Legislativo 1302/1986, de Evaluación de Impacto Ambiental. - Ley 9/2006, de 28 de abril, sobre la evaluación de los efectos de determinados planes y programas en el medio ambiente. - Ley 26/2007, de 23 de octubre, de Responsabilidad Medioambiental.
72 - Real Decreto 2090/2008, de 22 de diciembre, por el que se aprueba el Reglamento de desarrollo parcial de la Ley 26/2007 de Responsabilidad Medioambiental. - Ley 42/2007, de 13 de diciembre, del Patrimonio Natural y de la Biodiversidad. - Real Decreto 439/1990, de 30 de Marzo, por el que se regula el Catálogo Nacional de especies amenazadas (actualizado por la Orden de 10 de marzo de 2000; Orden MAM/2734/2002; Orden MAM/2784/2004, de 28 de mayo y Orden MAM/2231/2005, de 27 de junio). - Ley 16/2002, de 1 de julio, de prevención y control integrados de la contaminación. - Real Decreto 430/2004, de 12 de marzo, por el que se establecen nuevas normas sobre limitación de emisiones a la atmósfera de determinados agentes contaminantes precedentes de grandes instalaciones de combustión, y se fijan ciertas condiciones para el control de las emisiones a la atmósfera de las refinerías de petróleo. - REAL DECRETO 833/1988, de 20 de julio, por el que se aprueba el Reglamento de Residuos Tóxicos y Peligrosos, modificado por el REAL DECRETO 952/1997, de 20 de junio. - Ley 22/2011, de 28 de julio, de Residuos y suelos contaminados. - Real Decreto 212/2002, de 22 de febrero, por el que se regulan las emisiones sonoras en el entorno debidas a determinadas máquinas de uso al aire libre. - Ley 37/2003, de 17 de noviembre, del Ruido. 3.2.3. Legislación autonómica. - Decreto 74/2011, del Gobierno de Aragón, por el que se modifican los anexos de la Ley 7/2006, de protección ambiental de Aragón. - Ley Autonómica 7/2006, de 22/06/2006, de Protección Ambiental de Aragón (BOA nº 81, de 17/07/2006). Corrección de errores publicada en el BOA nº 106, de 13/09/2006. - Orden 4 de abril de 2006, por el que se establecen los criterios generales, de carácter técnico, sobre el procedimiento de Evaluación de Impacto Ambiental relativo a las instalaciones de proyectos eólicos.
79 El siguiente parque eólico tiene el objetivo de cubrir las necesidades de consumo de energía eléctrica de la Comunidad de Regantes producidos por las estaciones de bombeo que tienen para elevar y embalsar agua y así poner en regadío las casi 10000 hectáreas que poseen. Para ello se precisa implantar un nuevo sistema de regulación entre los aerogeneradores y las estaciones de bombeo para adecuar las demandas a la producción de energía eléctrica. El nombre que se le da en el proyecto de instalación del parque eólico es “Parque Eólico La Ventosa”. El último parque, denominado “Parque Eólico el Montico”, tiene como objetivo principal desarrollar un nuevo sistema de regulación de suministro de energía eléctrica que permita una integración de la energía eólica producida por los aerogeneradores, y la energía producida por la planta de gasificación de biomasa diseñada en este mismo proyecto, garantizando el suministro entre ambas. Para conseguir esto, se proyecta un sistema de regulación entre los tres aerogeneradores que forman parte de este último parque eólico y los catorce equipos que forman la planta de gasificación. (Nogués, 2005) Todos los aerogeneradores son de la marca VESTAS, fabricados por la empresa danesa VESTAS EÓLICA, modelo NM82, de 1600 kW de potencia, excepto los que forman parte del Parque Eólico Multipolar que serán de 3 y 2 MW de potencia respectivamente. A grandes rasgos los aerogeneradores se pueden describir como: formados por un rotor tripala de eje horizontal con posición a barlovento. El diámetro del rotor es de 82 metros y este rotor está elevado del suelo 78 metros. (Nogués, 2005) La curva del aerogenerador es la que representa la siguiente figura: 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 Potencia Potencia (kW) Velocidad media del viento (m/s) Figura 23: Curva del aerogenerador. Fuente: Proyecto de Marta Nogués.
80 Estos aerogeneradores presentan una velocidad de arranque (Vc) de 3 m/s, una velocidad nominal (Vr) de 10,2 m/s y una velocidad de recogida (Vf) de 25 m/s. Tras la toma de medidas de la velocidad del viento en la estación meteorológica de Sariñena a 10 metros y la posterior extrapolación para obtener la velocidad del viento a 30 metros (altura media) y 78 metros (altura del buje) se concluyó que la velocidad media del viento en 2004 era de 3,91 m/s a la altura de 10 metros, 4,74 m/s a 30 metros de altura y 5,49 m/s a 78 metros. Los vientos predominantes en la zona son el Cierzo (W-NW) y el Bochorno (E- SE), con predominancia del primero, lo que se tendrá en cuenta para la disposición de los aerogeneradores. Por último, se recogieron datos de la frecuencia con la que soplaba el viento a las distintas velocidades. La gráfica obtenida con los datos anteriores, se ajustó a la distribución de Weibull, y resolviendo una serie de funciones matemáticas se obtuvo que la producción neta anual será de 31,436 GWh/año, lo que corresponde a 2381,49 horas equivalentes por aerogenerador. La localización aproximada de la construcción de los diferentes parques eólicos y de la planta de gasificación de biomasa se muestra a continuación: Figura 24: Mapa de localización aproximada de los distintos componentes del proyecto. Fuente: Elaboración propia.
81 3.6. DESCRIPCIÓN DEL MEDIO. A continuación se presentan las características del emplazamiento y del entorno próximo donde se quiere llevar a cabo el proyecto de instalación de tres parques eólicos y una planta de biomasa para la obtención de energía eléctrica. La zona de actuación se encuentra situada en las inmediaciones del barranco de Valdeprimicia, relativamente próximo al municipio de Sariñena. Este terreno está al norte de la Sierra de Alcubierre, enclavado en una zona de transición entre la parte central del valle del Ebro y las últimas estribaciones del somontano oscense. 3.6.1. Medio abiótico. 3.6.1.1. Geología. El proyecto está situado administrativamente en la provincia de Huesca, concretamente en el término municipal de Sariñena. El proyecto, se ubica en la hoja nº 357, correspondiente a Sariñena, del Mapa Geológico de España, IGME. El territorio donde se proyectan las infraestructuras para la obtención de energía eléctrica presenta una topografía ligeramente ondulada y cuya altitud está comprendida entre los 200 y 300 metros sobre el nivel del mar salvo en los “sasos” donde se alcanzan cotas próximas a los 450 metros sobre el nivel del mar. La hoja se encuentra dominada por el Cuaternario y el Mioceno. El Cuaternario se extiende por los diversos niveles de terraza y “sasos” que encontramos a lo largo de los ríos que surcan la Hoja y en los fondos coluviales procedentes de la erosión del mioceno circundante. El resto de la Hoja se encuentra ocupado por terrenos miocénicos. En cuanto a la litología, predominan la alternancia de areniscas y margas, con predominancia de estas últimas, excepto en la zona de los ríos que obedecen a una litología de gravas, conglomerados y arcillas y los “sasos” donde predominan las brechas y conglomerados. (Mapa de cultivos y aprovechamientos, hoja 357, 1978)
82 3.6.1.2. Clima. La zona está caracterizada con un clima intermedio entre el Mediterráneo templado y el Mediterráneo continental hecho que queda reflejado en los valores medios de sus variables climáticas. En cuanto al régimen de humedad, dada la duración y la intensidad del periodo seco, y su localización en el transcurso del año, se le puede definir como Mediterráneo seco, con ciertas características “esteparias” al noreste dada la distribución estacional de la pluviometría. (Documento de proyecto de construcción del embalse, 2003) Variable climática Valor medio Temperatura media anual 14-15 °C Temperatura media mes más frío 3-5 °C Temperatura media mes más cálido 23-26 °C Duración media del periodo de heladas (*) 7 meses ETP media anual 850-950 mm Precipitación media anual 350-500 mm Déficit medio anual 450-500 mm Duración media del periodo seco 4-5 meses Precipitación de invierno 21% Precipitación de primavera 25% Precipitación de otoño 31% Figura 25: Variables climáticas de la zona de implantación del proyecto. Fuente: Elaboración propia. 3.6.1.3. Hidrología. Los ríos que predominan en la Hoja son, el río Alcanadre, que recibe, especialmente por su margen derecha una serie de barrancos de régimen torrencial y que constituye la red de drenaje de esta zona; y el río Cinca, que presenta un régimen pluvio-nival actualmente regulados por los embalses situados en su curso superior. Debido al régimen de lluvias, a la compacidad y escasa permeabilidad del sedimento margoso, se originan en el centro y norte de la Hoja pequeñas cuencas de avenamiento cerradas en donde son frecuentes los fenómenos endorréicos. (Mapa de cultivos y aprovechamientos, hoja 357, 1978)
83 3.6.2. Medio biótico. 3.6.2.1. Vegetación. Vegetación potencial: Se define la vegetación potencial, como aquella que se asentaría en unas condiciones ambientales específicas, si se dejase evolucionar una tesela del territorio de forma natural, sin intervención del hombre. Hasta alcanzar ese óptimo se sucederían una serie de etapas representadas por diferentes asociaciones vegetales crecientes en complejidad con el tiempo. En estas hipotéticas condiciones, se desarrollaría un encinar con un cierto número de arbustos esclerófilos en el sotobosque (Quercus coccifera, Rhamnus alaternus var. Parvifolia, Rhamnus lycioides subsp. lycioides, etc.) que, tras la total o parcial desaparición o destrucción de la encina, aumentan su biomasa y restan como etapa de garriga. Según Salvador Rivas-Martínez, estos carrascales que constituirían la formación arbórea más característica, pertenecen a la serie mesomediterránea castellano-aragonesa de la encina (Quercus rotundifolia o Quercus ilex subsp.ballota). (Documento de proyecto de construcción del embalse, 2003) La siguiente tabla recoge las características de las diversas etapas de regresión de esta serie vegetal:
84 Serie mesomediterránea aragonesa de la encina Árbol dominante: Quercus rotundifolia o Q. ilex ssp ballota (Encina) Bosque Quercus rotundifolia o Q. ilex ssp ballota (Encina) Bupleurum rigidum (Oreja de liebre) Teucrium pinnatifidum Thalictrum tuberosum Matorral denso Quercus coccifera (Coscoja) Rhamnus lycioides (Espino negro) Jasminum fruticans (Jazmín silvestre) Retama sphaerocarpa (Retama común, retama de bolas) Matorral degradado Genista scorpius (Aliaga) Teucrium capitatum (Poleo de monte) Lavandula latifolia (Lavanda, espliego) Helianthemum rubellum Pastizales Stipa tenacissima (Esparto) Brachypodium ramosum Bachypodium distachyon Figura 26: Características de las diversas etapas de regresión de esta serie vegetal. Fuente: Elaboración propia. Vegetación actual: El área afectada por el proyecto se caracteriza por sus condiciones de extrema aridez, factor que limita y determina la abundancia, calidad y capacidad regenerativa de los recursos naturales bióticos. Se trata de una zona fuertemente antropizada, en la que debido a la mala calidad de los suelos y a la falta de agua, se ha producido una progresiva degradación y abandono. Por estos motivos, de la vegetación clímax o vegetación potencial, sólo queda en las zonas circundantes al embalse una banda en los terrenos más elevados de la
85 margen izquierda, como consecuencia de las transformaciones generadas por el hombre (cultivos principalmente). En esta zona se desarrollan las siguientes especies: Quercus ilex Subsp. ballota (encina), Juniperus communis (enebro), Juniperus thurifera (sabina), Pinus nigra (Pino negral), Rhamnus lycioides (Espino negro), Retama sphaerocarpa (Retama de bolas), Quercus coccifera (Coscoja), Genista scorpius (Aliaga), Lavandula latifolia (Lavanda) y Thymus sp. (Tomillo). (Documento de proyecto de construcción del embalse, 2003) En la margen derecha del embalse, pese a que hay algunas zonas de matorral bajo y pastizal, la mayor parte del terreno son cultivos. Según el atlas de flora de Aragón, en la cuadrícula UTM de 10x10 km. correspondiente a la zona de implantación del proyecto (UTM 30TYM34) no existe ninguna especie catalogada. 3.6.2.2. Fauna. El área de estudio está constituida fundamentalmente por cultivos, algunos de ellos arbóreos (olivos), existiendo también zonas más naturales cubiertas por pastizal y matorral ralo, así como una zona de vegetación natural (carrascal) en la margen izquierda del embalse. En cuanto a la presencia de mamíferos, se pueden citar en la zona los siguientes: musaraña común (Crocidura russula), comadreja (Mustela nivalis), turón común (Mustela putorius), tejón (Meles meles), zorro (Vulpes vulpes), rata negra (Rattus rattus), ratón de campo (Apodemus sylvaticus), topillo común (Pytymys duodecimcostatus), ratón moruno (Mus spretus), rata común (Rattus norvegicus), rata de agua (Arbicola sapidus), erizo europeo occidental (Erinaceus europaeus), lirón careto (Elyomys quercinus), liebre común (Lepus capensis) y conejo común (Oryctolagus cuniculus). Entre los anfibios cabe citar el sapo común (Bufo bufo), sapo corredor (Bufo calamita) y la rana común (Rana perezi). Entre los reptiles cabe destacar la existencia de la lagartija ibérica (Podarcis hispanica), lagartija cenicienta (Psammodromus hispanicus), lagartija colirroja (Acanthodactylus erythrurus), lagartija colilarga (Psammodromus algirus), lagarto
86 ocelado (Lacerta lepida), culebra viperina (Natrix maura), culebra bastarda (Malpolon monspesulanus) y salamanquesa común (Tarentola mauritanica). (Documento de proyecto de construcción del embalse, 2003) Respecto a la fauna ornitológica (especies de aves nidificantes) se encuentran, en el área de estudio las siguientes especies: Abejaruco Abubilla Aguilucho cenizo Aguilucho lagunero Alcaraván Alcaudón común Alcaudón real Alcotán Alimoche Autillo Avión común Avión roquero Bisbita campestre Búho real Buitrón Calandria Carbonero común Carricero común Carricero tordal Cernícalo vulgar Chorlitejo chico Chova piquiroja Cigüeña blanca Codorniz Cogujada común Cogujada montesina Collalba gris Collalba negra Collalba rubia Corneja negra Cuco Cuervo Curruca cabecinegra Curruca carrasqueña Curruca mirlona Curruca rabilarga Escribano soteño Estornino negro Golondrina común Gorrión chillón Gorrión común Gorrión molinero Grajilla Jilguero Lavandera blanca Lechuza común Mirlo común Mochuelo Mosquitero Papialbo Paloma doméstica Paloma torcaz Paloma zurita Pardillo común Perdiz común Pito real Polla de agua Sisón Ratonero común Ruiseñor bastardo Ruiseñor común Triguero Tarabilla común Terrera común Tórtola común Zarcero común Urraca Vencejo común Vencejo real Figura 27: Fauna ornitológica (aves nidificantes) presentes en la zona del proyecto. Fuente: Elaboración propia. En la lista que se detalla a continuación se incluyen únicamente aquellas especies contenidas en el Catálogo de Especies Amenazadas de Aragón. Este catálogo es un registro público abierto, creado por Decreto 49/1995, de 28 de marzo, de la Diputación General de Aragón; y modificado parcialmente por el Decreto 181/2005, de 6 de septiembre del Gobierno de Aragón, por el que se modifican todos los Anexos del anterior Decreto y se añade un quinto Anexo para las especies extintas. El Catálogo de Especies Amenazadas de Aragón está integrado por las especies, subespecies o poblaciones cuya protección exige medidas específicas. La inclusión en el Catálogo de una especie, subespecie o población de fauna o flora, conlleva su
87 clasificación dentro de una Categoría de Amenaza, así como unas normas de protección y la redacción de un Plan para su gestión en particular. Las categorías de amenaza hacen referencia a: - En Peligro de Extinción: reservada para aquellas especies, subespecies o poblaciones de fauna o flora cuya supervivencia es poco probable si los factores causales de su actual situación siguen actuando. - Sensibles a la alteración de su hábitat: referidas a aquéllas cuyo hábitat característico está particularmente amenazado, en grave regresión, fraccionado o muy limitado. - Vulnerables: destinadas a aquellas que corren el riesgo de pasar a las categorías anteriores en un futuro inmediato si los factores adversos que actúan sobre ellas no son corregidos. - De interés Especial: en la que se podrán incluir las que, sin estar contempladas en ninguna de las categorías precedentes, sean merecedoras de una atención particular en función de su valor científico, ecológico, cultural o por su singularidad. - Extinguidas: destinada a aquel taxón del que, no habiendo sido localizado con certeza en estado silvestre en los últimos 50 años, se tiene constancia de que está extinguido. Así se tiene que, de las especies inventariadas en la zona, catorce de ellas están incluidas en el Catálogo de Especies Amenazadas:
88 Especie Categoría de Amenaza Musaraña común (Crocidura russula) De interés Especial Turón común (Mustela putorius) De interés Especial Tejón (Meles meles) De interés Especial Erizo europeo occidental (Erinaceus europaeus) De interés Especial Sapo común (Bufo bufo) De interés Especial Alimoche (Neophron percnopterus) Vulnerable Aguilucho cenizo (Circus pygargus) Vulnerable Chova piquiroja (Pyrrhocorax pyrrhocorax) Vulnerable Sisón (Tetrax tetrax) Vulnerable Cigüeña blanca (Ciconia ciconia) De interés Especial Triguero (Miliaria calandra) De interés Especial Jilguero (Carduelis carduelis) De interés Especial Pardillo común (Carduelis cannabina) De interés Especial Cuervo (Corvus corax) De interés Especial Figura 28: Especies catalogadas en la zona de actuación del proyecto. Fuente: Elaboración propia. 3.6.3. Figuras de protección. La zona objeto de estudio no está incluida en ningún espacio natural protegido en ninguna de sus variantes o catalogaciones. (Documento de proyecto de construcción del embalse, 2003) Las zonas más próximas, con alguna catalogación son las siguientes:
95 3.7.1.1. Identificación de las acciones de los parques eólicos sobre el medio. Elementos de la obra Fase Acciones Aerogeneradores y elementos auxiliares Construcción Movimiento de tierras: Desbroce y excavación Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Ocupación del espacio por elementos construidos Producción de residuos de construcción y demolición Excedentes de excavación: áridos. Explotación Ruidos de los aerogeneradores Presencia de los nuevos elementos Efecto barrera sobre la fauna voladora Creación de accesos a aerogeneradores Construcción Movimiento de tierras: Desbroce y excavación Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Excedentes de excavación: áridos. Explotación Presencia de los nuevos accesos Aumento de accesibilidad a la zona Préstamos Construcción Movimiento de tierras Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Explotación Presencia del préstamo de áridos. Ocupación del suelo Línea de evacuación de energía Construcción Movimiento de tierras Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Efecto barrera sobre la fauna voladora Figura 34: Acciones de los parques eólicos impactantes en el medio. Fuente: Elaboración propia.
96 3.7.1.2. Identificación de las acciones de la planta de gasificación de biomasa sobre el medio. Elementos de la obra Fase Acciones Planta de gasificación de biomasa Construcción Movimiento de tierras: Desbroce y excavación Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Ocupación del espacio por elementos construidos Producción de residuos de construcción y demolición Excedentes de excavación: áridos. Explotación Producción de ruido Producción de emisiones a la atmósfera y residuos Presencia de los nuevos elementos Transporte de biomasa desde el lugar de producción a la planta Creación de accesos a la planta Construcción Movimiento de tierras: Desbroce y excavación Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Excedentes de excavación: áridos. Explotación Presencia de los nuevos accesos Aumento de accesibilidad a la zona Préstamos Construcción Movimiento de tierras Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Explotación Presencia del préstamo de áridos. Ocupación del suelo Línea de evacuación de energía Construcción Movimiento de tierras Producción de ruido Emisión de polvo Actividad de la obra: presencia de máquinas y personal Efecto barrera sobre la fauna voladora Figura 35: Acciones de la planta de biomasa impactantes en el medio. Fuente: Elaboración propia.
97 3.7.2. Metodología de valoración de impactos. Una vez definidos las acciones del medio potencialmente impactantes, se va a proceder a definir cómo se valorarán los impactos que estas acciones tienen en el medio. Para ello, primero se divide el medio en tres grandes bloques: - Medio inerte o abiótico: Comprende el clima, el suelo, y el régimen hídrico superficial. - Medio biótico: Comprende la vegetación, la fauna, la calidad ecológica del entorno y el paisaje. - Medio Humano o Socio-económico: Comprende la calidad de vida de la población y el patrimonio histórico social. Con objeto de establecer el valor de los impactos ambientales significativos del proyecto, en primer lugar se expone el sistema de criterios de valoración adoptado: - Incorporar a la magnitud del impacto, en cuanto a su extensión, la recuperabilidad del mismo. - Determinar las acciones que favorecen el impacto, puesto que se considera importante conocer la raíz del problema. - Determinar las medidas preventivas y correctoras necesarias para que no se produzca o se minimice el impacto desde la raíz del problema. A continuación, se va a determinar la metodología a seguir, para determinar cuáles son los impactos ambientales significativos y que escala, o grado, se establece a los mismos: En primer lugar, y como se verá en el siguiente apartado, se van a realizar dos matrices preliminares (una para los parques de energía eólica y otra para la planta de gasificación de biomasa) en las que se identificarán, qué acciones del proyecto tienen influencia en los diferentes factores ambientales y cuáles de ellas son significativas de estudio. Para ello se creará una matriz de doble entrada con las acciones del proyecto en la vertical y los factores ambientales en la horizontal. En dicha matriz se marcará con rojo o verde cada interacción (casilla) entre acción y factor que sea considerada negativa o positiva, respectivamente. Si se considera el impacto significativo, la casilla se marcará con un asterisco.
98 Posteriormente, para los impactos negativos, se indicará su equivalencia con la escala establecida por la normativa nacional (Real Decreto Legislativo 1302/86 de Evaluación de Impacto Ambiental y su aprobación mediante el Real Decreto 1131/88): - Impacto compatible: Aquel cuya recuperación es inmediata tras el cese de la actividad y no precisa prácticas protectoras o correctoras. - Impacto moderado: Aquel cuya recuperación no precisa prácticas protectoras o correctoras intensivas y en el que la consecución de las condiciones ambientales iniciales requiere cierto tiempo. - Impacto severo: Aquel en el que la recuperación de las condiciones del medio exige la adecuación de medidas protectoras o correctoras y en el que aún con esas medidas, la recuperación precisa un periodo de tiempo dilatado. - Impacto crítico: Aquel cuya magnitud es superior al umbral aceptable. Con él, se produce una pérdida permanente de las condiciones, sin posible recuperación, incluso con la adopción de medidas protectoras o correctoras. 3.7.3. Factores del medio que pueden verse afectados. Tanto para la planta de gasificación de biomasa, como para los parques eólicos, se considera que los factores del medio que pueden verse afectados son los siguientes: Medio Abiótico Ruido Aire Suelo Agua Medio Biótico Vegetación Fauna Espacios Protegidos Paisaje Medio Socio-cultural Patrimonio Usos del suelo Población Economía Figura 36: Factores del medio que pueden verse impactados. Fuente: Elaboración propia. A continuación se muestran las matrices preliminares para identificar los impactos de cada acción en cada factor ambiental, y se determinan los que se consideran significativos. La primera matriz corresponde a los parques eólicos y la segunda a la planta de gasificación de biomasa.
99 MEDIO ABIÓTICO MEDIO BIÓTICO MEDIO SOCIO-CULTURAL Ruido Aire Suelo Agua Vegetación Fauna Esp. Protegidos Paisaje Patrimonio Usos suelo Población Economía FASE ACCIONES A B C D E F G H I J K L Construcción Movimiento de tierras 1 -* -* -* -* - - -* -* Desbroce 2 -* - - -* -* -* -* Trasiego de maquinaria 3 -* -* -* - -* - - Cimentaciones 4 - - -* - -* - - - Construcción infraestructuras 5 -* - - -* - Generación de residuos 6 -* - -* -* Personal de obra 7 +* +* Explotación Funcionamiento de eólicos 8 -* -* -* Operaciones de mantenimiento 9 - - +* +* Generación de electricidad 10 +* +* +* Vías de acceso 11 -* - -* - -* -* +* Simbología: Impacto positivo: + Impacto positivo significativo: +* Impacto negativo: - Impacto negativo significativo: -* Figura 37: Matriz preliminar de valoración de impactos para los parques eólicos. Fuente: Elaboración propia.
100 Figura 38: Matriz preliminar de valoración de impactos para la planta de gasificación de biomasa. Fuente: Elaboración propia
101 A modo de resumen, se recogen todos los impactos significativos en el siguiente cuadro. Dado que los impactos en las fases de construcción para los dos proyectos de obtención de energía son los mismos, se van a agrupar en la misma tabla, y se evaluarán posteriormente en conjunto. Sin embargo, para la fase de explotación, se van a realizar dos tablas y los impactos significativos se evaluarán por separado, ya que no son los mismos. Además, cabe destacar, que los impactos en la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa se han estudiado teniendo en cuenta el proceso descrito en el proyecto de construcción de la misma, y por tanto, contando con todas las medidas de minimización de residuos que se incluyen en él (ciclones, lavado de gases, etc.). Impactos significativos en la fase de construcción Acción Factor del medio Tipo de impacto Código Movimiento de tierras Ruido Negativo A1 Aire Negativo B1 Suelo Negativo C1 Agua Negativo D1 Usos del suelo Negativo J1 Economía Negativo L1 Desbroce Ruido Negativo A2 Vegetación Negativo E2 Fauna Negativo F2 Usos del suelo Negativo J2 Economía Negativo L2 Trasiego de maquinaria Ruido Negativo A3 Aire Negativo B3 Suelo Negativo C3 Fauna Negativo F3 Cimentación Suelo Negativo C4 Vegetación Negativo E4 Construcción de infraestructuras Ruido Negativo A5 Fauna Negativo F5 Generación de residuos Suelo Negativo C6 Vegetación Negativo E6 Fauna Negativo F6 Personal de obra Población Positivo K7 Economía Positivo L7 Figura 39: Impactos significativos en la fase de construcción. Fuente: Elaboración propia.
102 Impactos significativos en la fase de explotación del parque eólico Acción Factor del medio Tipo de impacto Código Funcionamiento de eólicos Ruido Negativo A8 Fauna Negativo F8 Paisaje Negativo H8 Operaciones de mantenimiento Población Positivo K9 Economía Positivo L9 Generación de electricidad Aire Positivo B10 Población Positivo K10 Economía Positivo L10 Vías de acceso Suelo Negativo C11 Vegetación Negativo E11 Paisaje Negativo H11 Usos del suelo Negativo J11 Población Positivo K11 Figura 40: Impactos significativos en la fase de explotación del parque eólico. Fuente: Elaboración propia.
103 Impactos significativos en la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa Acción Factor del medio Tipo de impacto Código Transporte de material Población Positivo K8 Economía Positivo L8 Almacenamiento de material Paisaje Negativo H9 Alimentación de digestores Ruido Negativo A10 Fauna Negativo F10 Paisaje Negativo H10 Quemado de gas de síntesis Paisaje Negativo H11 Operaciones de mantenimiento Población Positivo K12 Economía Positivo L12 Generación de electricidad Aire Positivo B13 Población Positivo K13 Economía Positivo L13 Generación de residuos Suelo Positivo/Negativo C14 Agua Negativo D14 Vegetación Positivo/Negativo E14 Fauna Positivo/Negativo F14 Población Positivo K14 Economía Positivo L14 Vías de acceso Suelo Negativo C15 Vegetación Negativo E15 Paisaje Negativo H15 Usos del suelo Negativo J15 Población Positivo K15 Figura 41: Impactos significativos en la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa. Fuente: Elaboración propia.
104 3.7.4. Valoración de impactos. 3.7.4.1. Impactos en la fase de construcción. Impacto nº1. Ruidos por el uso de maquinaria. Este impacto se puede definir como las molestias causadas por los ruidos que origina la maquinaria durante las labores de excavación, los movimientos de tierras, el desbroce o por el propio proceso de construcción. Dado que el núcleo urbano más cercano, Lastanosa, se encuentra a una distancia aproximada de un kilómetro y medio de la zona de actuación más cercana (el parque eólico “La Ventosa”) y que entre ellos no hay ninguna barrera arquitectónica que mitigue el impacto del sonido, éste puede resultar molesto para los habitantes de la zona. Para la fauna, también podría resultar molesto este ruido, incluso podría afectar a sus hábitos tanto de alimentación como reproductivos. Esto es de especial interés para las especies catalogadas como vulnerables en el Catálogo de Especies Amenazas de Aragón, y que sabemos que están presentes en la zona. Sin embargo, éste ruido cesará al acabar la fase de construcción, por lo que su carácter además de estar localizado en las zonas de actuación, es un impacto temporal corto. Por lo que se valora este impacto como: COMPATIBLE. Impacto nº2. Disminución de la calidad del aire. Este impacto se puede definir como la disminución de la calidad del aire debido a la suspensión de partículas debido al movimiento de tierras y al trasiego de maquinaria, tanto por el polvo que levanta, como por la emisión de partículas contaminantes. La cantidad de polvo y de emisión de partículas emitidas, dependerán del número de maquinaria que circule en la zona y de las condiciones atmosféricas reinantes.
111 de electricidad (como una central térmica). Por todo este se considera este impacto como MODERADO. Impacto nº16. Ruido provocado por la alimentación de gasificadores. La alimentación de los gasificadores se produce mediante tolvas y cintas transportadoras que pueden producir ruidos y vibraciones. Además, la compactadora o el molino también pueden provocar ruidos mientras realizan su función. Estos ruidos pueden provocar molestias, sobre todo a la fauna, ya que no hay núcleos de población cercanos a la planta de biomasa. Las molestias a la fauna pueden provocar problemas en épocas reproductivas y de anidación, e incluso, provocar desplazamientos poblacionales. Por ello este impacto se considera MODERADO. Impacto nº17. Impacto sobre la población y la economía. Al igual que en el caso de los parques eólicos, la construcción de la planta de gasificación de biomasa implica la generación de empleo, tanto como se ha dicho anteriormente, para el transporte de material, como para las labores de mantenimiento. La generación de electricidad con energías renovables y la producción de residuos generados por las mismas, son mucho más limpios que lo que podría generar otra energía. Además, esta generación de electricidad, sufraga las obras del embalse, lo que supone un desembolso de dinero mucho menor para los regantes de la Comunidad. La población, así mismo, se beneficiará de las vías de acceso construidas o mejoradas para acceder a la planta de gasificación de biomasa. Por todas estas razones, se considera que el impacto sobre la población y la economía de la construcción de la planta de biomasa es POSITIVO. Impacto nº18. Impacto sobre la atmósfera. La construcción de una planta de gasificación de biomasa supone la producción de una cantidad de energía, aunque en su producción libere gases como el dióxido de
112 carbono, no consume combustibles fósiles y por tanto, se considera que no contribuye a la generación de efecto invernadero. La producción de energía limpia supone el ahorro de una buena cantidad de combustibles fósiles y, por tanto, de la emisión de gases de efecto invernadero y otros contaminantes. El impacto, por tanto, es POSITIVO. Impacto nº 19. Impactos derivados de la generación de residuos. Durante el funcionamiento de la planta de gasificación de biomasa se producen una serie de residuos como son cenizas y alquitranes, además del vapor de agua y el dióxido de carbono que se producen durante el quemado de gas de síntesis. Como se ha podido observar en la matriz preliminar de valoración de impactos, se ha marcado el impacto de la generación de residuos sobre el suelo, fauna y flora como positivo significativo y negativo significativo. Esto se debe a que, uno de los residuos producidos, las cenizas, son muy útiles como abono. Dada la estrecha relación entre la flora y la fauna con el suelo, se entiende que, si el suelo está abonado, las especies vegetales crecerán a una mayor velocidad y, además, podrán servir de alimento y cobijo a las especies de fauna que se encuentren en la zona. Por tanto el efecto de las cenizas en el suelo, y por extensión sobre fauna y flora, se considera POSITIVO. Sin embargo, el otro residuo, los alquitranes, son muy contaminantes para el suelo, porque contienen ácidos y otras sustancias utilizadas en el proceso de lavado de gases; y por tanto, perjudiciales para la flora y la fauna. Por ello el efecto de los alquitranes sobre el suelo, flora y fauna se considera MODERADO. Impacto nº20. Alteración de las aguas. La generación de residuos, tanto de cenizas como alquitranes, puede alterar la calidad de las aguas superficiales y subterráneas. La administración de cenizas en el suelo, puede provocar la contaminación de las aguas, por una cantidad de partículas en suspensión, tanto por percolación en el caso de las aguas subterráneas como de las aguas superficiales por escorrentía. No obstante, la generación de los alquitranes es más contaminante, por la cantidad de productos químicos que contienen. Estos alquitranes pueden contaminar
113 las aguas superficiales y las subterráneas por los mismos mecanismos explicados en el caso de las cenizas. Por lo explicado anteriormente, se considera el impacto como MODERADO. Impacto nº21. Afección al suelo y a los usos del mismo. La explotación de las vías de acceso construidas puede acarrear problemas en el suelo y en el uso del mismo. El paso de los vehículos por las vías produce la compactación del suelo (en el caso de que no sean caminos asfaltados) y, en el lugar donde se encuentren las vías no se podrá usar el suelo de la forma que anteriormente se usaba (como se ha dicho anteriormente, principalmente uso agrícola). Sin embargo, este impacto no se considera demasiado importante, puesto que las vías de acceso no son muchas, por ello se considera este impacto como COMPATIBLE. 3.7.5. Valoración de afecciones. Como se puede apreciar en la siguiente tabla, la construcción del proyecto, y posterior puesta en marcha del proyecto, se puede valorar como IMPACTO COMPATIBLE. Por ello, y para minimizar en la medida de lo posible este impacto, habrá que realizar una serie de medidas preventivas, correctoras y compensatorias (que se recogen en el siguiente apartado). Fase del proyecto Impacto Valoración Construcción Ruidos por el uso de maquinaria COMPATIBLE Disminución de la calidad del aire COMPATIBLE Alteración de procesos geomorfológicos COMPATIBLE Alteración de la calidad de las aguas superficiales y subterráneas COMPATIBLE Alteración del uso habitual de los suelos COMPATIBLE
114 Afección directa sobre la vegetación MODERADO Afección directa sobre la fauna MODERADO Afección medio socioeconómico COMPATIBLE (pérdida de suelo para agricultura)/POSITIVO (contratación personal) Explotación del parque eólico Emisión de ruido por la actividad de los aerogeneradores COMPATIBLE Riesgo de colisión de aves con aerogeneradores en funcionamiento MODERADO Impacto sobre el paisaje MODERADO Impacto producido por la generación de electricidad POSITIVO Impacto sobre el empleo y la economía POSITIVO Explotación de la planta de gasificación de biomasa Impacto derivado del transporte de material POSITIVO Impacto sobre el paisaje MODERADO Ruido provocado por la alimentación de gasificadores MODERADO Impacto sobre la población y la economía POSITIVO Impacto sobre la atmósfera POSITIVO Impactos derivadores de la generación de residuos POSITIVO (en el caso de las cenizas)/MODERADO (en el caso de los alquitranes) Alteración de las aguas MODERADO Afección al suelo y a los usos del mismo COMPATIBLE Figura 42: Tabla resumen de la valoración de los impactos. Fuente: Elaboración propia.
115 3.8. PROPUESTA DE MEDIDAS PREVENTIVAS, CORRECTORAS Y COMPENSATORIAS. 3.8.1. Introducción. El proceso de Evaluación de Impacto Ambiental tiene, como una de sus últimas etapas, la consideración de las oportunas medidas preventivas, correctoras y compensatorias que atenúen o eliminen el valor final de los impactos esperados. La elección de las medidas se basa en el análisis del medio y la definición de los impactos, pretendiendo actuar en las primeras fases de la generación del impacto para, además de conseguir disminuir las consecuencias negativas, se minimicen los costes de la operación de restauración. Antes de comenzar con la redacción de las distintas medidas aplicadas en este proyecto, es importante conocer las diferencias entre una medida preventiva, correctora y compensatoria: - Medidas preventivas: Son las entendidas como aquéllas encaminadas a evitar o minimizar las afecciones generadas en la construcción o explotación de un proyecto. - Medidas correctoras: Aquéllas cuyo objetivo es la recuperación, total o parcial, de las condiciones existentes antes de la realización del proyecto, mediante actuaciones concretas no contempladas inicialmente en el mismo. - Medidas compensatorias: Son las dirigidas a compensar los efectos irreversibles, en relación a los cuales, no es posible la aplicación de medidas correctoras.
116 3.8.2. Medidas preventivas y correctoras. 3.8.2.1. Medidas preventivas. Las primeras medidas preventivas aplicadas serán para minimizar el impacto nº2, disminución de la calidad del aire: - Se deberán mojar los caminos de acceso y zonas de obra para reducir el impacto de la dispersión del polvo. La frecuencia e intensidad de los riesgos se realizará en función de las condiciones atmosféricas y el tráfico de vehículos. - Se evitarán los trabajos de movimiento de tierras los días de fuerte viento. La siguiente medida preventiva se aplicará en relación con el impacto nº4, alteración de la calidad de las aguas superficiales y subterráneas: - Los acopios provisionales se situarán en zonas de baja pendiente, evitando depositarlos en puntos de circulación de aguas de arroyada. A continuación se presenta la medida preventiva en relación con el impacto nº7, afección directa sobre la fauna: - Se limitarán las obras que ocasionen mayor ruido a aquel periodo que no interfiera con la época de reproducción y cría de las especies faunísticas protegidas, intentando ocasionar las mínimas molestias. Otra medida preventiva que hay que tener en cuenta es en relación con el impacto nº10, riesgo de colisión de aves con aerogeneradores en funcionamiento: - Los eólicos se situarán separados entre sí y separados de otros parques eólicos de forma que creen un corredor seguro para evitar el choque de aves contra los aparatos. La siguiente medida preventiva se realizará para minimizar el impacto nº15, impacto sobre el paisaje: - La planta de gasificación de biomasa, se construirá en una zona poco elevada, dentro de la situación delimitada en el proyecto, para evitar que se observe desde muchos puntos.
117 La última medida preventiva específica para uno de los impactos, es la correspondiente al impacto nº16, ruido provocado por la alimentación de los gasificadores: - El ruido provocado por la planta de gasificación de biomasa no va a poder evitarse, sin embargo, dado que el mayor ruido se produce en la zona de la compactadora y el molino, se propone insonorizar esa zona para evitar gran parte de los ruidos que se producirán con el funcionamiento de la planta. Para terminar, se van a enumerar una serie de medidas preventivas, más generales, para evitar daños tanto en aguas, como en flora, fauna y paisaje: - No podrán abandonarse escombros, ni arrojarlos por las laderas. Los excedentes de excavación, residuos y otros materiales deberán ser tratados correctamente (serán llevados a un vertedero autorizado o lugares que el ayuntamiento tenga dispuestos al efecto). - Quedará prohibido el tránsito y estacionamiento de vehículos y maquinaria fuera de las zonas afectadas por la obra. Se habilitarán zonas especiales para el estacionamiento de maquinaria. 3.8.2.2. Medidas correctoras. Medida correctora para el impacto nº10, riesgo de colisión de aves con aerogeneradores en funcionamiento: - Para impedir la concentración de aves carroñeras en la zona de influencia directa de los parques eólicos, quedará prohibido, al menos en un radio de 1 km alrededor de los parques, el abandono de cadáveres de ganado o de animales domésticos. - A fin de reducir el riesgo de atropellos, los vehículos que circulen por los viales circundantes a los parques eólicos, para realizar labores de mantenimiento, servicio o control, no deberán rebasar la velocidad máxima de 40 km/h. Medida correctora para el impacto nº11, impacto sobre el paisaje (parques eólicos):
118 - Los aerogeneradores y demás infraestructuras se construirán con materiales de colores poco visibles que se confundan, en la medida de lo posible, con el entorno, intentando que los materiales sean mates para evitar los brillos y destellos. Medida correctora para el impacto nº15, impacto sobre el paisaje (planta de gasificación de biomasa): - La planta de gasificación de biomasa, y cualquier construcción circundante necesaria, se pintará de un color que se mimetice con el ambiente. Medida correctora para el impacto nº16, ruido provocado por la alimentación de los gasificadores: - Se engrasarán periódicamente las cintas y las tolvas, así como cualquier otro engranaje que pueda ocasionar ruidos durante el funcionamiento de la planta. Medida correctora para los impactos nº19, impactos derivados de la generación de residuos, y nº20, alteración de las aguas: - Ambos impactos se dan por la producción de alquitranes y el riesgo de que los mismos contaminen el suelo y las aguas (y por consiguiente afecten a fauna y flora), por ello, la medida que propone es que los alquitranes se gestionarán mediante un gestor autorizado. - Los alquitranes se almacenarán hasta su recogida tal y como determina la ley en este tipo de residuos. 3.8.3. Medidas compensatorias. Únicamente un impacto requiere de medidas compensatorias. Este impacto es el nº6, afección directa sobre la vegetación durante la construcción de ambos proyectos. Como medida compensatoria para este impacto, se propone, la restauración de la cubierta vegetal destruida durante las labores de construcción una vez acabadas las mismas. La restauración se llevará a cabo con especies de la zona y se realizará en zonas donde el funcionamiento, tanto de los parques eólicos como de la planta de biomasa, no afecte a su crecimiento.
119 3.9. PLAN DE VIGILANCIA AMBIENTAL. 3.9.1. Introducción. El Plan de Vigilancia Ambiental se realiza para obtener los siguientes objetivos: - Controlar la correcta ejecución de las medidas previstas en el apartado de medidas preventivas, correctoras y compensatorias. - Verificar el grado de eficacia de las medidas establecidas, una vez ejecutadas. Cuando tal eficacia se considere insatisfactoria, determinar las causas y establecer los remedios adecuados. - Detectar impactos no previstos en este documento y prever las medidas adecuadas para reducirlos, eliminarlos o compensarlos. 3.9.2. Programa de Vigilancia Ambiental. El Programa de Vigilancia Ambiental (PVA) será realizado por un agente ajeno a la realización del proyecto, sin intereses económicos ni de otro tipo en el mismo, para garantizar la mayor objetividad a la hora de evaluar los objetivos del PVA. Para la realización del PVA, se han establecido los parámetros que hay que vigilar y la frecuencia con la que hay que hacerlo: Calidad atmosférica Parámetro a vigilar Método de vigilancia Periodicidad Ruido Medida de los decibelios en el municipio de Lastanosa y en las zonas cercanas a la obra Cada tres días durante el periodo de construcción y cada mes durante el periodo de explotación Partículas en el aire Medida de las partículas de polvo en el aire Cada tres días durante el periodo de construcción y cada mes durante el periodo de explotación
120 Calidad del suelo Parámetro a vigilar Método de vigilancia Periodicidad Residuos Comprobar que no quedan residuos en el suelo (alquitranes, residuos de obra…) Una vez al mes, tanto en la fase de construcción como en la de explotación. Vegetación Comprobar que tras las obras de construcción, la vegetación crece en las zonas afectadas. Al mes de finalización de las obras, comenzar con la vigilancia una vez al mes Calidad de las aguas Parámetro a vigilar Método de vigilancia Periodicidad Partículas en el agua Medir las partículas en suspensión en el agua Una vez al mes durante las obras y una vez cada tres meses durante la fase de explotación Sustancias en el agua Controlar las distintas sustancias del agua para evitar que haya filtraciones de algún tipo Una vez mes, tanto en la fase de construcción como en la fase de explotación Flora Parámetro a vigilar Método de vigilancia Periodicidad Vegetación Comprobar que la replantación se ha realizado correctamente Tras la replantación una vez al mes Fauna Parámetro a vigilar Método de vigilancia Periodicidad Fauna en general Controlar las poblaciones de especies Una vez al mes durante las obras y una vez cada tres meses durante la fase de explotación Aves Controlar las poblaciones de aves para verificar que no hay choques contra los eólicos Una vez cada dos semanas durante la explotación del parque eólico. Figura 43: Plan de Vigilancia Ambiental. Fuente: Elaboración propia Nota: La periodicidad de la vigilancia podrá ser modificada si así lo requiere el agente que lo realiza.
127 Figura 47: Tabla resumen para la fase de explotación de los parques eólicos. Fuente: Elaboración propia.
128 Figura 48: Tabla resumen para la fase de explotación de la planta de gasificación de biomasa. Fuente: Elaboración propia.
129 Conclusiones generales del trabajo.
130 5. CONCLUSIONES GENERALES DEL TRABAJO. La realización de este trabajo me ha supuesto mucho esfuerzo y quebraderos de cabeza porque nunca me había enfrentado, ni a un trabajo de estas dimensiones, ni con un tema parecido. He intentado, en la primera parte del trabajo, realizar un estudio de todos los planes energéticos que ha habido en este país y en la Comunidad Autónoma de Aragón, porque me parecía interesante conocer el contexto en el que se desarrollan los proyectos relacionados con el medio ambiente. Al redactarlo, me he dado cuenta de dos cosas: la primera, que el cuidado del medio ambiente por parte de todos, pero en su mayor parte por parte de las empresas (ya que son las más contaminantes y las que más pueden hacer por mejorar las cosas), no es sólo cuestión de moral o de las opiniones acerca del medio ambiente, sino que hay unos objetivos, marcados por Europa, que hay que cumplir. La segunda de las cosas de las que me he dado cuenta, es que, se llevan haciendo planes y poniendo objetivos desde hace años, pero siempre se permite no cumplirlos, como si esos planes fueran menos importantes que los que pueda haber en relación con otros temas. En la segunda parte del trabajo, he intentado aproximarme, en la medida de lo posible a un estudio de impacto ambiental real, pero me he dado cuenta de que, la realización de éste es algo muy complicado, hay que conocer mucho el medio en el que se sitúa el proyecto y, por supuesto, se requieren profesionales de diferentes sectores, como geólogos, biólogos, botánicos… para que, todos los aspectos a los que afecte el proyecto queden cubiertos, y para que sea lo más objetivo posible. Sin embargo, a pesar de la dificultad de la realización de este trabajo, me ha gustado mucho redactarlo, porque he visto una posibilidad en la que me gustaría trabajar en un futuro, sin tengo la posibilidad.
131 Bibliografía.
132 6. BIBLIOGRAFÍA. - AENOR. Biocombustibles sólidos – Terminología, definiciones y descripciones. UNE- EN 14588. Madrid: AENOR, 2011. - AZCÁRATE, B.; MINGORANCE, A. (1996). “La contribución de las energías renovables en la planificación energética española”. Espacio, Tiempo y Forma, serie VI, pp. 39-51. - BRETO, S. (2009). “El Plan Energético de Aragón 2005-2012 y las energías renovables”. Aragón exterior, nº 29. Departamento de Economía, Hacienda y Empleo, Gobierno de Aragón. - CEYGES, GRUPO PROGEA (2009). Agenda 21 Local de Sariñena. Huesca, Diputación de Huesca. - CONESA, V. (2010). Guía metodológica para la evaluación de impacto ambiental. Madrid, Ediciones Mundiprensa. - DEVESA, A. (2009). Energía eólica. El viento, fuente de energía. Murcia. - España. Ley 7/2006, de 22 de junio, de protección ambiental de Aragón. Boletín Oficial de Aragón, 17 de julio de 2006, nº 81. - España. Decreto 74/2011, de 22 de marzo, del Gobierno de Aragón, por el que se modifican los anexos de la Ley 7/2006, de 22 de junio, de protección ambiental de Aragón. Boletín Oficial de Aragón, 5 de abril de 2011, nº 68. - España. Decreto 49/1995, de 28 de marzo, de la Diputación General de Aragón, por el que se regula el Catálogo de Especies Amenazadas de Aragón. Boletín Oficial de Aragón, 7 de abril de 1995, nº 42.
133 - España. Decreto 181/2005, de 6 de septiembre, del Gobierno de Aragón, por el que se modifica parcialmente el Decreto 49/1995, de 28 de marzo, de la Diputación General de Aragón, por el que se regula el Catálogo de Especies Amenazadas de Aragón. Boletín Oficial de Aragón, 23 de septiembre de 2005, nº 144. - EUROESTUDIOS - BS INGENIERÍA (2003). Modernización riego C.R. Lasesa (presa Lastanosa), Informe medio ambiental. Zaragoza, Euroestudios, S.A. - GOBIERNO DE ARAGÓN: DEPARTAMENTO DE INDUSTRIA, COMERCIO Y TURISMO. (2005). Plan Energético de Aragón 2005-2012. Zaragoza, Gobierno de Aragón. - INSTITUTO ARAGONÉS DE ESTADÍSTICA (IAEST) (2012). Datos Básicos de Aragón, 2012. Zaragoza, Gobierno de Aragón. - INSTITUTO PIRENÁICO DE ECOLOGÍA (IPE-CSIC) (2010). Herbario de Jaca. [en línea] <http://proyectos.ipe.csic.es/floragon/index.php> [Consulta: 15 de diciembre de 2012] - MINISTERIO DE AGRICULTURA (1978). “Mapa de cultivos y aprovechamientos”. Evaluación de recursos agrarios, Hoja 357 (Sariñena). Madrid, FERLIBE. - MINISTERIO DE INDUSTRIA, TURISMO Y COMERCIO; INSTITUTO PARA LA DIVERSIFICACIÓN Y AHORRO DE LA ENERGÍA (IDAE). (2005). Plan de Energías Renovables en España 2005-2010. Madrid, Gobierno de España. - MINISTERIO DE INDUSTRIA, TURISMO Y COMERCIO; INSTITUTO PARA LA DIVERSIFICACIÓN Y AHORRO DE LA ENERGÍA (IDAE). (2011). Plan de Energías Renovables en España 2011-2020. Madrid, Gobierno de España. - MINISTERIO DE INDUSTRIA, TURISMO Y COMERCIO; INSTITUTO PARA LA DIVERSIFICACIÓN Y AHORRO DE LA ENERGÍA (IDAE). (2007). “Energía de la Biomasa”. Manuales de energías renovables, nº2. Madrid, Gobierno de España.
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