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A segmentación do contínuum xeolingüístico no noroeste da Península Ibérica

Dubert García, Francisco

Abstract

In this work, I will defend a dialectology based on the study of the extension of individual linguistic items, against another vision that groups local varieties into supralocal entities like dialectal blocks or languages. The former orientation considers geolinguistic areas as open and relative entities; it seeks the items shared by different varieties, since they show the historical and social relationships that speakers stablish between them. The later orientation considers languages as closed and absolute entities; it promotes an investigation isolating the languages. I will defend that the study of individual dialectal features possesses a greater explicative power that the drawing of boundaries between dialectal blocks or languages. Neste traballo defenderei unha dialectoloxía centrada no estudo da extensión de ítems lingüísticos illados, fronte a outra que agrupa as variedades locais en unidades supralocais coma bloques ou linguas. A primeira orientación contempla as áreas xeolingüísticas como entidades abertas e relativas; busca os ítems que comparten as variedades lingüísticas, pois mostran as relacións históricas e sociais que establecen uns falantes con outros. A segunda orientación contempla as linguas como entidades pechadas e absolutas; promove unha investigación que illa unhas linguas das outras. Defenderei que o estudo de ítems individuais posúe maior valor explicativo có trazado de fronteiras entre bloques, dialectos ou linguas.

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Estudos em variação linguística nas línguas românicas 1 Estudos em variação linguística nas línguas românicas Coordenação Lurdes de Castro Moutinho Rosa Lídia Coimbra Elisa Fernández Rei Xulio Sousa Alberto Gómez Bautista 2 Estudos em variação linguística nas línguas românicas FICHA TÉCNICA TÍTULO Estudos em variação linguística nas línguas românicas EDITORES Lurdes de Castro Moutinho, Rosa Lídia Coimbra, Elisa Fernández Rei, Xulio Sousa, Alberto Gómez Bautista COMISSÃO CIENTÍFICA DO VOLUME Alexsandro Rodrigues Meireles (Universidade Federal do Espírito Santo), Antonio Romano (Universidade de Turim), Francisco Dubert (Universidade de Santiago de Compostela), Helena Rebelo (Universidade de Madeira), Izabel Christine Seara (Universidade Federal de Santa Catarina), Leandra Batista Antunes (Universidade Federal de Ouro Preto), Maria Teresa Roberto (Universidade de Aveiro), María Victoria Navas Sánchez-Élez (Universidade Complutense de Madrid), Paolo Mairano (Université de Lille), Regina Célia Fernandes Cruz (Universidade Federal do Pará), Rosa Maria Lima (Escola Superior de Educação Paula Frassinetti), Sandra Madureira (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Valentina De Iacovo (Universidade de Turim), Vanessa Gonzaga Nunes (Universidade Federal de Santa Catarina) e os editores desta publicação. EDITORA UA Editora Universidade de Aveiro Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia 1.ª edição – julho 2019 ISBN 978-972-789-600-4 IMAGEM DA CAPA Pixabay Estudos em variação linguística nas línguas românicas 3 APOIOS AO EVENTO 4 Estudos em variação linguística nas línguas românicas Les études que nous menons ne sont jamais achevées, comme n’est jamais achevée l’analyse de langues que les hommes parlent, depuis des centaines de milliers d’années, et de l’univers culturel qu’elles véhiculent et qui nous émerveille chaque jour tout le long de notre existence. Michel Contini, 2015 Nota de abertura Nos dias 2, 3 e 4 de maio de 2018, realizou-se o Congresso Internacional em Variação Linguística nas Línguas Românicas na Universidade de Aveiro, Portugal (disponível em http://congresso.varialing.eu). Conferências, comunicações orais, pósteres, uma mesa redonda e uma oficina fizeram parte deste evento. As linhas temáticas, sempre relacionadas com Variação Linguística nas línguas românicas repartiram-se pelas seguintes áreas: geoprosódia, dialectometria e cartografia linguística, contacto e mudança linguística, linguística contrastiva, variação e aquisição da linguagem, línguas ameaçadas e minoritárias, variação linguística diatópica, diafásica e diastrática. A edição da presente publicação é da responsabilidade dos mesmos elementos que integraram a Comissão Organizadora do evento: Lurdes de Castro Moutinho (Professora Associada, Universidade de Aveiro), Rosa Lídia Coimbra (Professora Auxiliar, Universidade de Aveiro), Elisa Fernández Rei (Professora Contratada Doutora, Universidade de Santiago de Compostela), Xulio Sousa (Professor titular, Universidade de Santiago de Compostela), Alberto Gómez Bautista (Professor Adjunto Convidado do ISCA de Lisboa. Instituto Politécnico de Lisboa). Da Comissão Científica do evento, para além dos organizadores, fizeram ainda parte os professores Michel Contini (Universidade de Stendhal, Grenoble), Aldina Quintana (Universidade Hebraica de Jerusalém), Alexsandro Rodrigues Meireles (Universidade Federal do Espírito Santo), Antonio Romano (Universidade de Turim), François Wioland (Université de Strasbourg), Helena Rebelo (Universidade da Madeira), Izabel Christine Seara (Universidade Federal de Santa Catarina), Jean-Pierre Zerling (Universidade de Strasbourg), João Manuel Nunes Torrão (Universidade de Aveiro), Josefa Dorta Luis (Universidad de La Laguna), Leandra Batista Antunes (Universidade Federal de Ouro Preto), Maria Teresa Cortez (Universidade de Aveiro), Regina Célia Fernandes Cruz (Universidade Federal do Pará), Rosa Maria Lima (Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, Porto) e Sandra Madureira (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). As comunicações apresentadas, após uma revisão científica duplamente cega, deram origem a duas publicações: o presente ebook e um número temático da Revista Intercâmbio, intitulado “A prosódia das línguas românicas”. O evento e as publicações dele decorrentes são dedicados, pelos editores desta publicação, ao professor Michel Contini. Os editores Estudos em variação linguística nas línguas românicas 5 Índice Michel Contini En guise d’introduction .......................................................................................................... 7 Parte I – Conferências plenárias Francisco Dubert A segmentación do contínuum xeolingüístico no noroeste da Península Ibérica ......... 14 François Wioland Singularités phonétiques du français parlé par rapport aux autres langues romanes .................................................................................................................................... 40 Izabel Christine Seara Algumas observações sobre características segmentais da variedade dialetal florianopolitana ........................................................................................................................ 49 Parte II – Painel temático sobre línguas minoritárias Alfredo Cameirão Froles mirandesas: sembrar para poder colher ................................................................... 70 Maria Victoria Navas El barranqueño, lengua amenazada y minoritaria .............................................................. 76 Vera Ferreira Minderico: da vitalidade à revitalização ............................................................................... 96 Parte III – Comunicações Carla Marques & Rosa Maria Lima Variação na Aquisição da Fonologia Infantil: perceção auditiva e desempenho verbal ......................................................................................................................................... 119 Carmen Widera & Georg A. Kaiser Astérix e os pronomes sujeitos – uma análise contrastiva do emprego dos pronomes sujeitos no português europeu e brasileiro ....................................................... 143 6 Estudos em variação linguística nas línguas românicas Ernestina Carrilho & Costanza Aliverti Piuri Cartografagem motivacional e áreas lexicais no território português – variação em nomes de insetos no ALiR e no ALE .................................................................................. 167 Ewa Urbaniak & Marek Baran La reduplicación del imperativo en español e italiano ....................................................... 179 Júlia Langer de Campos, Priscilla Mouta Marques & Maria Maura da Conceição Cezario Falando sério e falando seriamente: análise das construções com adjetivo adverbial e com advérbio em -mente no português ............................................................................ 199 Leila Figueiredo de Barros, Cristina Normandia dos Santos & Maria Teresa Tedesco Villardo Abreu Aspectos da referenciação em textos orais de idosos do sítio urbano do Rio de Janeiro ....................................................................................................................................... 219 Lorena da Silva Rodrigues & Aline Bazenga Variação linguística dos pronomes pessoais de terceira pessoa no português falado no Brasil e na Madeira ............................................................................................................ 236 Lurdes de Castro Moutinho et al. Análise dialectométrica e cartográfica da variação linguística .......................................... 249 Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu & Márcia Aparecida Campos Furtado O rotacismo na fala e na escrita de alunos quilombolas ................................................... 260 Marilucia Barros de Oliveira & Fábio Luidy de Oliveira Alves Línguas em contato na Amazônia: contornos diatópicos e diastráticos ......................... 286 Marizete Liamar Grando Garcia A variação diastrática no discurso de idosos ....................................................................... 303 Michael Gradoville A variante pa no português brasileiro .................................................................................. 317 Roberta Pires-de-Oliveira, Izabel Christine Seara & Juan Manuel Sosa Contorno entonacional declarativo com upstep no falar manezinho e seu significado: uma abordagem crítica ...................................................................................... 338 Sandra Madureira, Plinio Barbosa, Mario A S Fontes & Paulo Menegon Comparação entre características respiratórias e fonético-acústicas em fala e canto: um estudo de caso .................................................................................................................. 357 Valentina Colonna & Antonio Romano Variazioni intonative del “Congedo” – Analisi comparativa di dodici letture ............... 375 Zhihua Hu & Maria Teresa Roberto Análise das Instâncias de Tradução da Conjunção “Aunque” do Espanhol para o Português com Base num Corpus Paralelo ........................................................................... 394 Francisco Dubert-García 15 A SEGMENTACIÓN DO CONTÍNUUM XEOLINGÜÍSTICO NO NOROESTE DA PENÍNSULA IBÉRICA Francisco Dubert-García (Instituto da Lingua Galega, Universidade de Santiago de Compostela) Resumo Neste traballo defenderei unha dialectoloxía centrada no estudo da extensión de ítems lingüísticos illados, fronte a outra que agrupa as variedades locais en unidades supralocais coma bloques ou linguas. A primeira orientación contempla as áreas xeolingüísticas como entidades abertas e relativas; busca os ítems que comparten as variedades lingüísticas, pois mostran as relacións históricas e sociais que establecen uns falantes con outros. A segunda orientación contempla as linguas como entidades pechadas e absolutas; promove unha investigación que illa unhas linguas das outras. Defenderei que o estudo de ítems individuais posúe maior valor explicativo có trazado de fronteiras entre bloques, dialectos ou linguas. Palabras chave Dialectoloxía, contacto lingüístico, contínuum xeolingüístico, galego, ástur-leonés, portugués Abstract In this work, I will defend a dialectology based on the study of the extension of individual linguistic items, against another vision that groups local varieties into supralocal entities like dialectal blocks or languages. The former orientation considers geolinguistic areas as open and relative entities; it seeks the items shared by different varieties, since they show the historical and social relationships that speakers stablish between them. The later orientation considers languages as closed and absolute entities; it promotes an investigation isolating the languages. I will defend that the study of individual dialectal features possesses a greater explicative power that the drawing of boundaries between dialectal blocks or languages. Keywords Dialectology, Language Contact, Geolinguistic Continuum, Galician, Astur-Leonese, Portuguese 16 Estudos em variação linguística nas línguas românicas 1. INTRODUCIÓN É ben coñecida (Gargallo Gil, 1995; Penny, 2007; Santamarina, 1994; Veny, 1982) a distinción aplicada ás variedades románicas faladas na Península Ibérica entre dialectos constitutivos e dialectos substitutivos. Os primeiros ocupan o terzo norte da Península, conteñen moita variación dialectal e presentan isoglosas soltas, xeralmente orientadas de norte a sur. Por iso se fala de fronteiras graduais entre eles, ou mesmo de falta de fronteiras. As terras ó noroeste do Douro nunca foron invadidas polos árabes, nin despoboadas nin reconquistadas; mantiveron os seus modos de vida a pesar da invasión musulmá (López Carreira, 2008). Deste xeito, os romances do noroeste da Península levan sendo usados ininterrompidamente des que rematou a romanización. Pola contra, os dialectos consecutivos resultaron de levar durante a Reconquista as falas constitutivas a zonas onde se usaban variedades mozárabes e/ou árabes. Estes dialectos ocupan os terzos central e sur da Península, conteñen menos variación dialectal interna, pois foron sometidos procesos de nivelación, e presentan feixes de isoglosas con fronteiras claras que distinguen netamente os territorios de fala portuguesa, castelá e catalá. Vou reflectir sobre como mellor estudar os dialectos constitutivos do noroeste ibérico, concretamente as falas que hoxe clasificamos como galegas, portuguesas, ástur-leonesas e castelás. Defenderei unha dialectoloxía baseada nos ítems individuais que evita trazar fronteiras entre linguas ou crear agrupacións de variedades supralocais tales coma áreas, bloques, dialectos etc. Para iso en § 2 comento o método da dialectoloxía baseada nos trazos individuais; en § 3 analizo a dialectoloxía baseada nas variedades aplicada ó galego e ó portugués; en § 4 presento a relación entre áreas xeolingüísticas e variedades locais; en § 5 achego unhas conclusións. 2. A DIALECTOLOXÍA BASEADA NO ÍTEM: O MÉTODO CLÁSICO DA XEOGRAFÍA LINGÜÍSTICA Sostén Boller (1997, p. 7) que os dialectólogos dividíronse en dous grupos separados polos seus principios teóricos e pola súa práctica. Un grupo defendeu “el concepto de un continuum dialectal”, en canto o segundo dedicouse “a la clasificación de dialectos individualizados con sus subdialectos divididos por su parte en sus variedades y subvariedades”. Esta diferenza é antiga e parece remontar a un enfrontamento entre G. Paris, P. Francisco Dubert-García 17 Meyer e Gilliéron, dun lado, e Ascoli, do outro. Andrés Díaz (2011, p. 126) denomina estas dúas visións como: a) Tipófila: agrupa variedades locais en macrovariedades supralocais, sexan bloques, dialectos, linguas...; para os tipófilos, estas macrovariedades poden conformarse dun xeito racional e coherente por medio de feixes de isoglosas máis ou menos compactos; aínda que non haxa fronteiras bruscas, si existen masas lingüísticas compactas máis ou menos homoxéneas separadas por áreas borrosas de transición 1 . b) Tipófoba: describe a distribución xeográfica de ítems lingüísticos individuais; os tipófobos, de orientación atomista, chegan a negar que se poidan compor ou detectar macrovariedades supralocais, ou que existan fóra do acto clasificador dos lingüistas; só aceptan a existencia de ítems lingüísticos individuais estendidos ó longo dun territorio. Aínda que ámbalas visións poden asumir a crenza no contínuum xeolectal, diferéncianse en se se acepta ou non que ese contínuum sexa fragmentable en macrovariedades supralocais dun xeito coherente e teoricamente adecuado. O método tradicional da xeografía lingüística é tipofóbo; este método: No debe entenderse, pues, como relaciones entre el contexto geográfico y la lengua, sino como relaciones entre el espacio geográfico y la difusión (o disposición espacial) de los hechos lingüísticos. Ni se ocupa, por consiguiente, de las fronteras entre comunidades idiomáticas, sino de la extensión y distribución geográficas de fenómenos particulares (fonemas, lexemas...), dentro de una o más comunidades, y de los límites entre las áreas ocupadas por tales fenómenos, los cuales sólo en casos especiales pueden coincidir con los límites de la lengua o lenguas estudiadas. (Gimeno Menéndez, 1993, pp. 80-81) 2 Aínda que xa en 1959 Vidos (1973, pp. 275-284) quixo mostrar que a visión tipófoba fora superada pola dialectoloxía posterior, esta orientación segue viva (como mostran os traballos de Penny, 2007, 2009). De feito, a xeografía lingüística tradicional non é o único método que trata da distribución das variantes dunha variable lingüística ó longo dunha escala extralingüística: tamén a sociolingüística variacionista estuda a distribución das variantes dunha variable nos diferentes grupos sociais dunha comunidade (Chambers, 2009). 1 “Nadie duda que existen límites de rasgos (allí donde los dialectos mantienen su vigor), pero es cierto también —y me baso en mi experiencia de catalán— que es posible hablar de fronteras aproximativas de conjuntos de rasgos que, basados en su «simultanea presenza» y su «particolar combinazione», como quería Ascoli, permiten hablar de dialectos o variedades. Tratándose de hechos humanos, sociales, de extrema complejidad, no existen entre ellos fronteras matemáticas —como tampoco existen entre registros o entre niveles de lengua— sino franjas variables de transición que también pueden constituir dialectos” (Veny 1992: 237). 2 Tamén: “a) la dialectología es estudio de la «configuración» espacial de las lenguas, o sea la variedad diatópica y de las relaciones interdialectales, y b) que es esencialmente «gramática comparada». Lo primero implica que la investigación dialectal debe establecer la extensión (las «áreas») y por ende, los límites de los hechos que registre. Lo segundo, que tal investigación debe registrar materiales espacialmente comparables” (Coseriu, 1981, pp. 25- 26). Eses materiais comparables son feitos lingüísticos individuais, polo que “el único método enteramente adecuado para la dialectología es la geografía lingüística” (Coseriu, 1981, p. 18). 24 Estudos em variação linguística nas línguas românicas correspondente identidade colectiva de cadanseu reino, ao seu cultivo literario na época clásica e ao labor dos gramáticos e codificadores renacentistas—, aínda tendían a ser consideradas dúas modalidades cultivadas dunha entidade maior confusamente definida, que se adoitaba chamar ‘hespanhol’ ou ‘lengua vulgar de España’. (Monteagudo, 2017a, p. 23) Como este historiador sinala, “a individuación do castelán e o portugués só culminou de xeito definitivo entre os finais do século XVII e os comezos do século XVIII” (Monteagudo, 2017a, p. 24). O mesmo vale para as falas do noroeste da Península Ibérica, cuxa lingüificación é máis tardía aínda (Monteagudo, 2017b, p. 15); non hai moito tempo que o galego se consideraba dialecto e segue a haber quen lle nega ó asturiano o carácter de lingua independente. Curiosamente, no método tipófilo cualitativo que vimos de explorar, as linguas xorden da elevación a fronteiras dun número limitado de isoglosas concretas (i.e., de fenómenos lingüísticos individuais) seleccionadas polos lingüistas seguindo criterios convencionais (Veny 1992, p. 205). Estas convencións poden variar de autor a autor, e iso explica as diferentes segmentacións dialectais que se teñen efectuado, por exemplo, sobre o galego (Sánchez Rei, 2011). Estas isoglosas transubstáncianse en fronteiras entre as macrovariedades: Dando al término «frontera» todo el valor relativo que se quiera, no hay duda que existen fronteras, más claras o más borrosas, más nítidas o más difusas. Y la prueba la tenemos en la búsqueda insistente, por parte de los especialistas, de las causas que las hayan podido generar. (Veny, 1992, p. 207) Porén, o estudo da historia dunha isoglosa non é proba da existencia dunha fronteira; é simplemente a procura dunha explicación para a súa extensión xeográfica. A transformación da isoglosa en fronteira é unha operación diferente (que non é lingüística) á identificación da propia isoglosa. Realmente, non só precisan explicación histórica a extensión da (a)ditongación de Ĕ/Ŏ, ou a caída de -N- intervocálico, isoglosas seleccionadas como fronteiras: tamén precisan explicación as isoglosas que non se usan para trazar fronteiras (Dubert García, 2017), coma a da perda de -/o/ final en -INUM (VICINUM > vecín), que penetra en Galicia; a da conservación de /it/ < -CT-, -LT- (MULTUM > muito), que abarca Galicia e a metade occidental de Asturias; a de simplificación de -NN- en -[n]-, que aparece en galego, portugués e a zona occidental e o centro sur do asturiano (García Arias, 2003). Estas isoglosas tamén poderían estar condicionadas por factores históricos, que non se buscan, dado que estas isoglosas non conforman fronteiras. Polo tanto, a necesidade de explicar a historia dunha isoglosa non xustifica que esta se transforme en fronteira, sobre todo cando vemos que moitas outras isoglosas aparentemente non coinciden con fronteira extralingüística ningunha. Francisco Dubert-García 25 3.2. O imperialismo filolóxico, as áreas lingüísticas predefinidas e a árbore xenealóxica No fondo, esta visión baseada nas variedades ten tamén unha historia explicable en termos de socioloxía da ciencia: a suma das tradicións investigadoras e as crenzas políticas dos lingüistas. Comecemos pola ideoloxía: ¿por que Menéndez Pidal seleccionou a isoglosa de (a)ditongación de Ĕ/Ŏ tónicos, e non outra? Segundo Fernández-Ordóñez (2006, p. 3), así Pidal integraba como base do español as variedades ástur-leonesas, castelás e aragonesas. E iso provoca, claro está, que nos preguntemos por que quería iso. Canto ás tradicións investigadoras, posiblemente estamos tamén ante outra expresión do que Moreno Cabrera (2012, 2013) denomina imperialismo filolóxico, i.e., “tomar la lengua escrita como patrón de referencia fundamental a la hora de describir las lenguas habladas, lo cual supone subordinar la lingüística a la filología” (Moreno Cabrera, 2013, p. 72). Por exemplo, hoxe podemos considerar que A e B son linguas distintas porque teñen escritas distintas. Neste caso, o imperialismo filolóxico expresaríase por medio da nosa tendencia a pensar “en términos de las lenguas nacionales de hoy, y a articular la historia de las lenguas en términos de historias individuales de esas lenguas de carácter nacional” (Bernárdez, 2008, p. 291). É o que Monteagudo denomina doutrina dos espazos lingüísticos preconfigurados: As filoloxías nacionais tomaron como obxecto de estudo as linguas nacionais –preferentemente, da súa variedade modelo–, e en consecuencia o seu relato está orientado cara á situación contemporánea. Así, tenden a aplicar de xeito máis ou menos mecánico operacións de retroproxección das realidades actuais, sobreimpoñéndoas ás situacións do pasado. Destarte, as linguas nacionais aparecen xa configuradas como tales desde as súas orixes medievais, mentres que os respectivos espazos lingüísticos (significativamente denominados dominios) se dan como xa delimitados ab initio precisamente porque, nun razoamento circular, desde o comezo estaban predestinados a un porvir nacional. (Monteagudo, 2017a, p. 22) 6 Segundo esta doutrina (tamén Bernárdez, 2008; Fernández-Ordóñez, 2011, 2012; Lüdtke, 1996; Moreno Cabrera, 2012), o galego-portugués xa existía con fronteiras lingüísticas claras co ástur-leonés na Idade Media (véxase Dubert-García, 2017). Ora ben, o proceso polo que se crea o galego-portugués medieval separado do ástur-leonés consiste en: a) Trazamos hoxe convencionalmente a fronteira actual entre galego-portugués e ásturleonés pola isoglosa de (a)ditongación de Ĕ/Ŏ (ou outras, coma o comportamento de -N- intervocálico); b) Levamos ó pasado esta fronteira lingüística que trazamos hoxe e convertémola na fronteira medieval entre galego-portugués e ástur-leonés; 6 “A romanística e a hispanística tradicionais traballaron co presuposto de que os espacios lingüísticos recoñecidos na actualidade estaban preconfigurados desde o momento de fragmentación do latín, e podían considerarse constituídos na Idade Media. Así, danse como daquela xa definidos un espacio lingüístico castelán, outro ásturleonés e outro galego-portugués” (Monteagudo, 1999, p. 87). 26 Estudos em variação linguística nas línguas românicas c) Aceptamos que ástur-leonés e galego-portugués xa estaban formados e divididos na Idade Media, grazas a esta fronteira..., que trazamos no presente! d) Buscamos na historia as razóns das fronteiras entre as linguas (as tribos celtas, o reino suevo, a Reconquista). Isto torna evidentemente un problema a existencia de textos medievais coma os recollidos por Cintra (1959), en que aparecen mesturadas formas que hoxe consideramos galego-portuguesas e ástur-leonesas. Cabe preguntarse se para os autores dos textos estas mesturas eran tan problemáticas. A doutrina dos espazos lingüísticos preconfigurados apóiase tamén na metáfora da árbore xenealóxica: o galego e o portugués proveñen do galego-portugués, que provén do latín, que provén do indoeuropeo... Ora ben, como xa sinalou Lüdtke, esta metáfora non resulta facilmente aplicable ós dialectos constitutivos do noroeste ibérico: El árbol genealógico sugiere, además, que la historia de las poblaciones y de sus idiomas se despliega en línea recta hacia una meta preestablecida; ello es gratuito y no corresponde en absoluto con la realidad. Un ejemplo: en el año 1000 aún no existían lenguas románicas sino sólo un conglomerado de dialectos; y nadie hubiera sido capaz de prever entonces la situación de 1000 años después, ni cuántas lenguas románicas habría, ni cuáles serían. (Lüdtke, 1996, p. 50) Efectivamente, ninguén no ano 1000 podía prever que os territorios que hoxe chamamos Galicia se ían separar dos que chamamos norte de Portugal, nin que o Bierzo se separase de Galicia, nin que Galicia quedase politicamente asociada sucesivamente a León, a Castela e a España: ninguén prevía, polo tanto, que hoxe existisen como linguas distintas o galego, o portugués e o ástur-leonés nin as súas fronteiras. Pero, ademais, ¿como casa esta busca de fronteiras coa afirmación de que “no encontramos lenguas diferentes, sino un continuum lingüístico, «un latín vulgar» del siglo XX” (Fernández Rei, 1985, p. 85)? Como sinala Lüdtke, o latín non morreu nin foi substituído por outros idiomas, “sino que continúa funcionando, aunque bajo la etiqueta de «románico». El cambio de nombre fue un hecho meramente ideológico y cultural” (1996, p. 52) 7 . A metáfora da árbore xenealóxica tamén é problemática porque: A juzgar por el modelo del árbol genealógico y de la fragmentación, la constitución de fronteras lingüísticas es un deus ex machina que imposibilitaría la futura comunicación. En realidad, las fronteras lingüísticas —donde las hay— son una secuela de la actuación comunicativa de los hablantes. (Lüdtke, 1996, p. 51) 7 Dun xeito parecido conclúe Varvaro tras analizar a fragmentación do latín vulgar nos diversos romances: “fragmentation is nothing other than the delayed consequence of a profound restructuring of the sociolinguistic system of the community. But everyone can continue to believe that the system is unchanged until lack of understanding, the acid test of linguistic functionality, shows that it not so” (Varvaro, 1991, p. 50). Ora ben, segundo sabemos, un falante de galego pode comprender un falante de asturiano, de xeito que intercompresión segue a ser posible entre ámbalas linguas. O mesmo vale para un falante de galego e outro de español. Francisco Dubert-García 27 O imperialismo filolóxico, a combinación da metáfora da árbore xenealóxica, da doutrina dos espazos lingüísticos preconfigurados e da visión baseada nas variedades implican que se poida escribir a historia dunha lingua, ou mesmo describila, sen prestar atención ás outras que están ó seu redor (Dubert García, 2010, 2017, para unha crítica). Porén, xa nos avisa Fernández-Ordóñez de que: Ninguno de los reinos medievales dispuso de una variedad lingüística homogénea y [...] todos los territorios, de fronteras móviles y permeables, compartieron rasgos lingüísticos. [...] No puede pensarse que esta permeabilidad haya finalizado en época posterior a la Edad Media. [...] La historia de las lenguas no depende de una proyección simple de las fronteras políticas, ni medievales ni posteriores, ni puede acotarse sobre ellas. Las estructuras lingüísticas se difunden y circulan igual que lo hacen las palabras, los conceptos o los hombres. (Fernández-Ordóñez, 2011, p. 90) As fronteiras que hoxe trazamos para individualizarmos linguas non impiden hoxe nin impediron no pasado os desprazamentos de ítems lingüísticos a través delas. A extensión de cada trazo só reflicte áreas de interacción entre falantes. Son estes trazos lingüísticos o obxecto de estudo da xeografía lingüística tradicional. 4. A DIALECTOLOXÍA BASEADA NOS ÍTEMS INDIVIDUAIS: ÁREAS XEOLINGÜÍSTICAS E VARIEDADES LOCAIS Polo tanto, sabemos que os fenómenos lingüísticos viaxan de xeito individual, con vida propia, mostrándonos lugares xeográficos en que se produce algún tipo de interacción social. Este avance individual dos trazos provoca e explica alternancias gramaticais interesantes dentro das variedades, como vemos na Táboa 2, en que se combinan a caída de -o final nos resultados de -ĪNUM, a caída de -N- e a xeración dunha consoante nasal antihiática. Táboa 2. Resultados romances actuais de VICĪNU/VICĪNA variedades A variedades B variedades C variedades D variedades E veciño vecín vecín vecín vecino veciña veciña vecía vecina vecina Neste traballo propoño distinguir entre variedades locais e áreas xeolingüísticas. As variedades locais son, claro está, as falas que aparecen nunha localidade concreta. A identificación e segregación destas variedades requiren xa abstracción e construción por parte do lingüista: na vila de Muros (A Coruña), a maioría dos falantes presenta seseo (pronuncian con [s ] palabras coma caza e casa); porén, en Muros tamén existen falantes sen seseo (distinguen caza [θ] de casa [s ]) ou que o presentan con variación estilística. Con todo, dado que o seseo é un trazo maioritario, propio dos basilectos e mesolectos locais (Dubert García, 28 Estudos em variação linguística nas línguas românicas 2002), consideramos que o galego desta vila é seseante. Xa Penny (2007) comenta esta selección dos trazos lingüísticos por sociolectos e estilos: entre varios puntos xeográficos, só son comparables os datos tomados de sociolectos e estilos paralelos. Polo tanto, moitas formas quedan excluídas das análises deseñadas polo investigador e por iso falo de abstracción e construción dunha variedade local. Por outra parte, unha área xeolingüística é un espazo xeográfico en que se localizan variedades locais caracterizadas por compartiren un ou máis trazos lingüísticos (Dubert 2004, 2017). As áreas xeolingüísticas defínense polos trazos que esteamos analizando. Desde este punto de vista, o galego falado en Muros pertence a: a) unha área caracterizada polo seseo (Fernández Rei, 1990, p. 55), b) unha área caracterizada pola gheada (Fernández Rei, 1990, p. 53), c) unha área caracterizada polas formas ti cantastes (Fernández Rei, 1990, p. 88). Máis aínda, as áreas xeolingüísticas non conteñen variedades locais homoxéneas, que compartan o resto dos trazos. Como se mostra na Táboa 3, a área xeolingüística seseante contén variedades locais en que se usan formas diverxentes. Táboa 3. Variedades locais agrupadas na área xeolingüística seseante Fisterra Carnota Muros Brión batiu/comiu batiu/comiu bateu/comeu bateu/comeu muito/nuite muito/nuite moito/noite moito/noite vén onte vén onte veu onte veu onte queira quira queira queira estón estou estou estou vinche onte vinche onte vinche onte vinte onte Nos continua xeolectais, os límites das linguas non coinciden cos das areas xeolingüísticas, pois, como acabamos de ver, son entidades establecidas con criterios diferentes. As áreas xeolingüísticas son entidades deseñadas, localizadas, polos lingüistas; as linguas son entidades creadas e identificadas polos falantes, por medio da convención social: as primeiras son entidades etic, en canto as segundas son entidades emic (Dubert García, 2004) 8 . 8 “A proba da adecuación das descricións e análises emic é a súa correspondencia cunha visión do mundo que os participantes nativos aceptan como real, significativa e apropiada. Ó levar a cabo a investigación no modo emic, os antropólogos tratan de adquirir un coñecemento das categorías e regras necesarias para pensar e actuar coma un nativo. [...] A proba da adecuación das descricións etic é, sinxelamente, a súa capacidade para xerar teorías frutíferas desde un punto de vista científico sobre as causas das diferenzas e semellanzas socioculturais. En vez de empregar conceptos que sexan necesariamente reais, significativos e apropiados desde o punto de vista do nativo, Francisco Dubert-García 29 4.1. Areas xeolingüísticas rexionais e áreas xeolingüísticas suprarrexionais Polo tanto, cada área xeolingüística ten a súa extensión territorial e unhas áreas son maiores cás outras. Debido ó seu tamaño e á relación que teñen unhas áreas coas outras, Catalán (1956-57/1957-58) distingue áreas xeolingüísticas rexionais e áreas xeolingüísticas suprarrexionais: Conviene que separemos netamente las soluciones características sólo de una limitada región dentro del dominio leonés, de aquellas que son propias de comunidades lingüísticas muy amplias. Estas soluciones supra-regionales, aun en aquellos casos en que dividen en dos zonas el asturiano occidental, podemos, con seguridad, considerarlas como impuestas a las hablas locales, y no desarrolladas en ellas; sus fronteras son el resultado de la inmovilización de grandes frentes de onda que un día avanzaron a todo lo ancho de la Península en dirección Este-Oeste (u Oeste-Este). (Catalán, 1956-57/1957-58, p. 76) En última instancia, a diferenza entre unhas e outras xorde da extensión acadada por unha mudanza lingüística desde a súa área focal orixinaria (Hock, 1991). Algunhas mudanzas avanzaron pouco e deron lugar a áreas rexionais; outras avanzaron enormemente (as que Catalán denomina grandes frontes de onda) e crearon áreas suprarrexionais. Como cada mudanza avanza independentemente desde a súa área focal, poden existir solucións rexionais no interior dunha área suprarrexional ou solucións rexionais que se estenden entre dúas ou máis áreas suprarrexionais (Dubert García, 2010). Son exemplos de solucións ou áreas suprarrexionais: • Preservación/perda de F-: fariña/farina vs. harina. • Preservación de consoantes palatais como resultado de -LJ-, -K’L-: allo/ayu vs. ajo. • (a)ditongación de Ĕ/Ŏ tónicos: dente vs. diente. • Preservación/perda de sibilantes ápico-alveolares: [s ]al vs. [s]al. • Preservación/perda da consoante africada postalveolar xorda: [tʃ]apa vs. [ʃ]apa. • Caída/preservación de -L- intervocálico: quente vs. calente/caliente. • Dexeminación/palatalización de -LL-: aquela vs. aquella. • Caída/preservación de -N-: cans/cas/cais/cães vs. canes. • Dexeminación/palatalización de -NN-: pano vs. pañu/pano. • Africación/lateralización de PL-, CL-, FL- iniciais: [tʃ]ave, [tʂ]ave vs. [ʎ]ave. • Preservación/palatalización de -it- < -KT-, -KS-...: dereito vs. derechu/derecho. • Preservación/fusión dos ditongos -ei-/-ou-: mad[éj]ra vs. mad[é]ra, mat[ów] vs. mat[ó]. • Perfectos fracos tipo comeu/comeo/comiu/comío vs. tipo comió. • Perfectos fortes tipo fixo/fezo/hizo, houbo/hubo vs. fez, houve. o antropólogo emprega categorías e regras derivadas do vocabulario da ciencia —categorías e regras que, con frecuencia, non son familiares ó nativo” (Harris, 1988, p. 175). 30 Estudos em variação linguística nas línguas românicas A preservación de finicial deseña unha área en que entran tódolos dialectos galegos, portugueses e gran parte dos asturianos; a preservación dos ditongos -ei- e -ou- dáse en galego, portugués no norte e ástur-leonés occidental, mentres que a monotongación dáse en portugués central e meridional, en asturiano central e oriental e en castelán; os perfectos fortes tipo fixo, houbo (coa 3sg rematada en -o) caracterizan o galego, ástur-leonés e o castelán, fronte ó portugués (Dubert García, 2013); a dexeminación de -LL- non coincide coa de -NN-, pois a segunda chega máis ó oriente, de modo que caracteriza unha parte do asturiano; os perfectos fracos comeu/comiu aparecen en galego, portugués e ástur-leonés occidental e os tipo comió no resto do ástur-leonés e no castelán (véxanse, por exemplo, García de Diego, 1959; Zamora Vicente, 1967; García Arias, 2003; Martínez Álvarez, 1996; Alarcos, 1996; Borrego Nieto, 1996). Parecen solucións rexionais: • Perda de -o en -ĪNUM: camín vs. caminho/camiño/camino. • Perda de -o en -ĒNUM. centén vs. centeo/centeio/centeno. • Palatalizacións de L-: lleite vs. leite. • Africación de L-, -LL-: [tʂ]obu, [dʐ]obu, [t]obu, [d ]obu vs. lobo. • Diferentes resolucións dalgúns hiatos nasais medievais: irmão > irmán/irmá/irmao; vezĩa > veciña, vecía; a vs. unha/uma/úa. • Pretéritos fracos tipo comeu/parteu, vs. comiu/partiu, vs. comeu/partiu. • Abaixamento de vogais altas iniciais por influencia do alomorfo [j] da conxunción e: jɔ sol ‘e o sol’. • Consoante nasal en eu batín, eu partín, eu falén. • Formas de perfecto fraco tipo eu andí(n), eu cantí(n). Por exemplo, as formas tipo camín ‘camiño’ aparecen no ástur-leonés e no galego oriental, a un lado e a outro das isoglosas de caída de -N-, -L-, de dexeminación de -NN- e de - LL-, de (a)ditongación de Ĕ/Ŏ tónicos ou de preservación de -ei- e -ou-; a área de africación de L-, -LL- vese recortada no leste pola área suprarrexional de preservación de -ei- e -ou- (Martínez Álvarez, 1996); a consoante nasal na 1sg dos Pretéritos Perfectos de Indicativo fracos aparece, de diversas formas, en dialectos galegos e portugueses non conexos (Dubert García, 2014) e hai dialectos galegos que, coma os portugueses e os asturianos, non presenta a nasal (Fernández Rei, 1990); as formas tipo eu andí(n) ou eu cantí(n) aparecen en dialectos non conectados de Galicia e Portugal (Fernández Rei, 1990; Diéguez González, 2009); a disimilación jɔ sol ‘e o sol’ aparece no centro e leste de Galicia e no norte de Portugal (Diéguez González, 2002; Segura, 2013). Francisco Dubert-García 31 Como vemos, as áreas suprarrexionais non coinciden coas fronteiras de lingua, a pesar da grande amplitude xeográfica que acadan. As áreas suprarrexionais caracterizadas pola preservación de -ei- e -ou- ou a dexeminación de -NN- esténdense ó longo de territorios galegos, portugueses e asturianos; as áreas deseñadas pola preservación do -L- intervocálico ocorre dentro de dialectos catalogados como galegos: quente vs. calente. As áreas rexionais tamén poden cabalgar, agrupando variedades atribuídas linguas diferentes: formas tipo camín ‘camiño’, que aparecen en galego e ástur-leonés. Por outra parte, unha isoglosa simplemente separa dúas variantes dunha variable xeográfica; o seu carácter rexional ou suprarrexional, depende da súa extensión xeográfica. Neste sentido, desde un punto de vista estritamente dialectal, tódalas isoglosas son iguais: corren de norte a sur, de leste a oeste, entrecrúzanse etc., con independencia de como as clasifique o lingüista. Pola contra, a fronteira resulta da atribución por convención dunha propiedade a unha isoglosa (ou a un conxunto de isoglosas); pero recordemos, esta propiedade non é inherente nin consubstancial, senón atribuída. As motongacións de -ei- e -ou- producen isoglosas que ninguén decidiu usar como fronteira de lingua, a pesar de que afecta a tódolos verbos regulares da primeira conxugación, ó futuro de tódolos verbos de tódalas conxugacións, ó sufixo produtivo -eir- (obreiro) e a centos de palabras. A nasal final de batín, partín, que conforma áreas rexionais dentro do galego, foi usada como fronteira de lingua por Fernández Rei (1990), a pesar de que algúns dialectos galegos non presentan ese segmento nasal (e si o presentan algúns dialectos portugueses: Dubert García, 2014). 4.2. A práctica da dialectoloxía por medio da análise de áreas xeolingüísticas Se cada ítem dialectal se estende individualmente ó logo do espazo e do tempo desde a súa área focal, a análise da extensión dos fenómenos nunha aproximación atomista ou itembased ilumina á vez a historia interna e externa das linguas, pois alén de fornecer ferramentas para describir os cambios lingüísticos (recordemos veciño/veciña, vecín/veciña/, vecín/vecía/, vecín/vecina/, vecino/vecina), mostra as interaccións dos falantes e das comunidades de que forman parte 9 . As áreas xeolingüísticas que xorden ó analizar os fenómenos individuais fundaméntanse na historia, nos contactos entre os habitantes dun territorio, que se producen a pesar das fronteiras culturais, políticas, económicas (como ben saben os investigadores en áreas 9 No fondo, creo que esta é a mellor interpretación posible dos resultados do método dialectométrico de Hans Goebl, que cuantifica diferenzas ou similitudes entre os puntos dun atlas lingüístico, dándolles o mesmo valor a tódolos trazos detectados en cada punto e agrupando os puntos polo seu grao de similitude. Os diferentes tipos de agrupamentos de falas que se producen (sempre relativos), poden indicar zonas de maior interacción entre falantes..., pero non necesariamente dialectos, nin moito menos límites de dialectos (Dubert García, 2011). 32 Estudos em variação linguística nas línguas românicas xeolingüísticas: Heine/Kuteva 2006; Haspelmath, 2001). Véxase unha boa ilustración deste modo de traballo aplicado ó léxico en toda a Península Ibérica en Fernández-Ordóñez (2011). Por exemplo, vemos nas Táboas 4, 5, 6, 7 e 8 que galego e ástur-leonés comparten formas verbais irregulares que agrupan estas variedades fronte ó portugués e ó castelán (para unha análise pormenorizada, Dubert García, 2017; véxase ALGa 1; Rodríguez Castellano, 1954; Cano González, 1981). Táboa 4. Presente de Indicativo do verbo facer galego fago, faigo fas, fais fai facemos, faemos, femos facedes, faedes, feis fan, fain asturiano faigo fais fai facemos, fademos, faemos, femos facéis, fadéis, fedes, féis fan, fain Táboa 5. Imperfecto de Indicativo do verbo facer galego facía, faía facías, faías facía, faía faciamos, faiamos faciades, faiades facían, faían asturiano faía, fía faíes, fías faía, fía faíamos, fíamos faíais, fíais faían, fían Táboa 6. Presente de Subxuntivo do verbo dar galego e asturiano occidental dea, día deas, días dea, día deamos, diamos deades, diades, deáis, diáis dean, dían Táboa 7. Perfecto de Indicativo de facer galego fixen ficen fixeches ficeches fixo fizo fezo fixemos ficemos fixestes ficestes fixeron ficeron fixeno asturiano occidental fixi fixisti fixo fiximus fixisti(s) fixenu(n) Táboa 8. Perfecto de Indicativo de querer QUERER Pretérito Perfecto de Indicativo galego quixen quixeches quixestes quixo quixemos quixestes quixeron asturiano occidental quixi quixesti quixo quixemos quixesti(s) quixenu(n) Como se ve, os radicais dos verbos mostran todos unha evolución converxente de galego e ástur-leonés occidental. Algunhas destas similitudes poden ser antigas, de aí das formas día, días do Presente de Subxuntivo no verbo dar, que quizais se remontan xa ó latín vulgar; outras deben ser máis modernas, coma os radicais palatalizados quixdo perfecto de QUERER e, sobre Francisco Dubert-García 33 todo, fix-, de FACER (cunha consoante radical fonoloxicamente imprevisible /ʃ/, pois o esperable de FECI era /fiθ/, tamén recollido en galego e ástur-leonés). O que vemos aquí son os restos actuais dunha rexión xeolingüística histórica, a Gallaecia Magna, que Piel estableceu con datos toponímicos, no curruncho máis noroccidental da vella Gallaecia, na que entran territorios do noroeste portugués, Galicia e oeste de Asturias (ata Oviedo). Para Castro, esta Gallaecia Magna é: Aquele território cujos dialectos, no plano fonético e no lexical, apresentam de modo exclusivo as características que individualizam o português e o galego ainda hoje. Constituem-no as actuais províncias portuguesas do Douro Litoral, Minho, ocidente de Trás-os-Montes, quase toda a Galiza (com excepção da província de Orense) e a parte ocidental da província de Oviedo (Castro, 1991: 167). Esta rexión, vén compartindo, intercambiando ou preservando todo tipo de trazos, coma por exemplo (García de Diego, 1959; Zamora Vicente, 1967; Martínez Álvarez, 1996; Borrego Nieto, 1996): • Xénero masculino en substantivos coma sal, leite, labor, ubre, mel, cal, lume/llume, cume, etc.; un numeral feminino dúas, dúes. • Posesivos tipo meu, mieu, sou, seu, tou, teu, noso/nuesu fronte ó tipo mio, to, so, nuestru. • Posesivos tónicos antepostos precedidos de artigo: o meu can, el mieu can. • Verbos da segunda conxugación coma firver/ferver, bater, morrer, finder/fender ou na C3 verbos coma tusir. • Sufixo -no(n) de 3pl no Pretérito Perfecto de Indicativo: quixeno/quixenon. • Sufixo -des/-de para a 2pl. • Formas imos, ides para as 1pl e 2pl do Presente de Indicativo do verbo ir. • Ausencia de formas compostas dos verbos (tipo haber + participio). • Valores do pluscuamperfecto expresados co sufixo -ra: cantara, saltara. • Colocación enclítica dos pronomes átonos. • Construcións sen reflexivos indirectos ou posesivos: lavó las manos. • Perífrase inminencial (Álvarez/Xove, 2002, p. 356) hubo de caer co mesmo valor ca en galego: ‘case cae, estivo a piques de caer’. Vemos non só trazos fonéticos, senón tamén trazos morfolóxicos ou sintácticos (deixando de lado as similitudes lexicais). A estes cómpre engadir os trazos prosódicos, de entoación, que mostra Fernández Rei, 2016, no prelo; e Fernández Rei, Moutinho & Coimbra,