scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Análise socioeconómico e laboral do Concello de Allariz

Gómez Conde, Adrián

Abstract

O presente traballo de fin de grado está dedicado á análise da situación socio económica e laboral do municipio de Allariz. Municipio galego situado na Provincia de Ourense. A través de indicadores demográficos, laborais e empresariais tentarase xustificar as modificacións producidas durante o período crítico que sufre a sociedade allaricense no ano 1.989 e das súas repercusións na vida da vila para localizar as distintas intervencións que se levaron a cabo dende o consistorio ata a actualidade e de como interactúan cos diferentes indicadores. Poranse en contraposición certos apartados do traballo cos índices que rexistran as vilas lindeiras con Allariz co obxectivo de identificar ou vincular certos procesos sufridos ao longo da serie histórica.

Full text

TRABALLO DE FIN DE GRAO GRAO EN RELACIONS LABORAIS E RECURSOS HUMANOS Análise socioeconómico e laboral do Concello de Allariz. Autor/-a: Adrián Gómez Conde. Titor/-a: Pilar Torrens Calle. Santiago de Compostela Ano académico 2021/2022- oportunidade de XULLO. GRAO EN RELACIÓNS LABORAIS E RECURSOS HUMANOS Título Análise socioeconómico e laboral do Concello de Allariz. Título Análisis socioeconómico y laboral del Ayuntamiento de Allariz. Título Socioeconomic and labor analysis of the town council of Allariz Alumno/a: Adrián Gómez Conde Titor/a: Pilar Torrens Calle Santiago de Compostela, Ano académico 2021 /2022, oportunidade de XULLO. Para Marta, ese canón imparable capaz de disparar sen pólvora e da que estou seguro que logrará todas as metas que se fixe e eu feliz de compartilo e desfrutalo. Es vida. A Alberto e Pura protagonistas directos dos meus acertos nos derradeiros anos e aos que todo lle debo. A meu pai co que por desgraza deixei de compartir gráfica dentro do período de referencia. A Nerea vítima e cómplice de cada parágrafo. Faro da calma e forza da tormenta. Conseguiralo. A Daniel, máis cómplice que vítima destes 5 anos de Santiago nos que tivemos tempo de voar, pero sobre todo tempo dalgún “fo” que te empurrará cara un ser excepcional. Allariz é a Arzúa o mesmo que Xan ao Boi. A Pilar, que lle gardo unha fermosa admiración. ÍNDICE. 1. Resumo. .................................................................................................................................................... 1 2. Introdución. ............................................................................................................................................... 2 3. Situación histórica e xeográfica ............................................................................................................. 3 3.1. Orixe ....................................................................................................................................................... 3 3.2. Séculos X-XVI ........................................................................................................................................ 4 3.3. Séculos XVII-XX ....................................................................................................................................13 3.4. Período crítico, “A Revolta” ................................................................................................................13 4. Poboación, principais indicadores e movementos naturais ...............................................................17 4.1. Poboación xeral. Padrón municipal 1842 ata o 2021 ........................................................................17 4.2. Situación Comarcal ..............................................................................................................................19 4.3. Grupos de Idade ...................................................................................................................................20 4.4. Taxa de Natalidade, mortalidade, movementos naturais e os seus principais indicadores..........23 4.5. Taxa de mortalidade .............................................................................................................................25 4.6. Movementos naturais da poboación e os seus indicadores ............................................................26 5. Movementos migratorios ........................................................................................................................29 5.1. Determinantes da Migración. ............................................................................................................. 29 5.2. Emigrados. ............................................................................................................................................31 5.3. Inmigrados. ...........................................................................................................................................35 5.4. Saldo Migratorio. ..................................................................................................................................38 5.5. Diferenzas en canto ao Xénero. ..........................................................................................................39 5.6. Diferenzas en canto á idade. ...............................................................................................................39 5.7. Vantaxes e desvantaxes das correntes migratorias .........................................................................44 6. Análise dos sectores de actividade allaricenses .................................................................................45 6.1. Agricultura. ...........................................................................................................................................45 6.2. Industria. ...............................................................................................................................................46 6.3. Construción. .........................................................................................................................................47 6.4. Sector servizos. ....................................................................................................................................48 7. Estrutura empresarial de Allariz. ...........................................................................................................50 7.1. Definicións e principais figuras xurídicas. .........................................................................................50 7.2. Ranking de facturación. .......................................................................................................................52 7.3. Empresas por número de traballadores. ............................................................................................53 8. Poboación allaricense e a súa relación co traballo. .............................................................................54 8.1. Afiliación á Seguridade Social en Alta por réxime e sector. ...........................................................54 8.2. Autosuficiencia no emprego. ..............................................................................................................56 8.3. Evolución da sinistralidade laboral e índice de incidencias de accidentes de traballo. ................58 8.4. Contratos rexistrados segundo nivel de formación e modalidade do contrato. ............................60 8.5. O paro en Allariz. ..................................................................................................................................64 8.6. Número de parados por sector. A súa evolución. .............................................................................67 9. Benestar. ..................................................................................................................................................68 9.1. Distribución territorial e urbanística de Allariz. .................................................................................69 9.2. Nivel de renda. ......................................................................................................................................74 9.3. Saúde.....................................................................................................................................................75 9.4. Servizos básicos. .................................................................................................................................79 9.5. Zonas verdes. .......................................................................................................................................79 10. Situación e participación política. .........................................................................................................81 10.1. Censo electoral, votantes e abstencións. ..........................................................................................81 10.2. Votos e escanos obtidos polas principais candidaturas. .................................................................83 11. Conclusións. ............................................................................................................................................84 12. Lexislación. ..............................................................................................................................................84 13. Índice de Ilustracións, táboas e gráficas. .............................................................................................85 14. Bibliografía e webgrafía. .........................................................................................................................87 1 1. Resumo. O presente traballo de fin de grado está dedicado á análise da situación socio económica e laboral do municipio de Allariz. Municipio galego situado na Provincia de Ourense. A través de indicadores demográficos, laborais e empresariais tentarase xustificar as modificacións producidas durante o período crítico que sufre a sociedade allaricense no ano 1.989 e das súas repercusións na vida da vila para localizar as distintas intervencións que se levaron a cabo dende o consistorio ata a actualidade e de como interactúan cos diferentes indicadores. Poranse en contraposición certos apartados do traballo cos índices que rexistran as vilas lindeiras con Allariz co obxectivo de identificar ou vincular certos procesos sufridos ao longo da serie histórica. Resumen: El presente trabajo de fin de grado está dedicado al análisis de la situación socio económica y laboral del municipio de Allariz. Municipio gallego situado en la Provincia de Ourense. A través de indicadores demográficos, laborales y empresariales se intentará justificar las modificaciones producidas durante el período crítico que sufre la sociedad allaricense en el año 1.989 y de sus repercusiones en la vida de la villa para localizar las diferentes intervenciones que se llevaron a cabo desde el consistorio hasta la actualidad y de cómo interactúan con los diferentes indicadores. Se pondrán en contraposición ciertos apartados del trabajo los índices que registran las villas colindantes con Allariz con el objetivo de identificar o vincular ciertos procesos sufridos a lo largo de la serie histórica. Abstract: This study is dedicated to the analysis of the socio-economic and employment situation of the municipality of Allariz. Galician municipality located in the province of Ourense. In order to locate the various interventions that were made from the consistory until the present and how they interact with the various indicators, we will try to justify the modifications produced during the critical period suffered by the Allariz society in 1989 through demographic, labor, and business indicators. Certain sections will be contrasted with the indices recorded by the villages nearby Allariz with the aim of identifying or linking certain processes suffered throughout the historical series. 2 2. Introdución. Como allaricense, e despois da formación universitaria cursada, adquirín coñecementos e habilidades que me levaron a concluír este Traballo de Fin de Grao, para o Grao en Relacións Laborais e Recursos Humanos da Universidade de Santiago de Compostela. A preocupante situación do despoboamento e envellecemento que sufre Galicia, é un motivo máis polo que me interesa a “Saúde” demográfica de Allariz. “Análise socioeconómico e Laboral do Concello de Allariz” chega como complemento ás funcións que executo como Xuíz de Paz substituto da vila (2016-2022); proporcionándome a oportunidade de poder obter unha visión máis ampla e rica do meu entorno que será froito da análise de series históricas de datos. Estes datos visualizaranse co fin de comprender a realidade das diferentes áreas de coñecemento impartidas durante o grao e coas que se pretende realizar unha radiografía económica, social, demográfica, xeográfica e laboral da vila de Allariz, a través de indicadores coma os referentes á poboación (Taxas de natalidade, mortalidade, saldo vexetativo...), migratorios (analizando as correntes migratorias, as idades ás que se producen...), a estrutura empresarial (facturación, número de traballadores...), os sectores de actividade, a relación da poboación co traballo ou o benestar na vila de Allariz. Exporanse dentro dun ámbito temporal o máis extenso posible para facilitar a comprensión dos datos, facendo especial fincapé no período crítico A Revolta onde a sociedade allaricense no ano 1989 decidiu por fin a tantos anos de abandono institucional e co conxunto dos corazóns dos veciños decidiuse por fin e tomar o Concello de xeito pacífico pechándose e facendo resistencia no mesmo onde se chegaron a establecer grupos de vixilancia veciñais que facilitasen a información necesaria no momento preciso para poder implantar calquera tipo de medidas de contención ou de resposta rápida e naturalmente, pacífica, que lograse conter calquera continxencia que estivese en contra do ben dos veciños, é dicir, do ben de toda persoa que pertenza ao mundo dos vivos. O obxectivo principal deste estudo é observar as distintas tendencias que se debuxan a través das series de datos para comprobar as repercusións do imaxinado e feito no verán do 89 no presente máis inmediato e de como o groso das políticas locais en coordinación, se procedese, co conxunto de institucións ou entes público e privados foron os adecuados. En certos indicadores, a comparativa con vilas da contorna do municipio allaricense facilitan en gran medida a labor de identificación de patróns que debuxan tendencias semellantes no conxunto das localidades para comparar as diferentes evolucións históricas das vilas e interpretar se o “Modelo Allariz” é o suficientemente competente como para lograr transformar 3 o alarmante abandono do rural e catapultar a vila a ser referente e ter voz propia cando algo ou alguén con capacidade ou poder sexa capaz ou queira por fin a tan lamentable e hipócrita perda. 3. Situación histórica e xeográfica de Allariz. Allariz é unha vila situada na metade occidental da provincia de Ourense e integrada na comarca Allariz-Maceda, dentro da Comunidade Autónoma de Galicia. Xeograficamente atópase no val do Arnoia, onde nace, no concello de Vilar de Barrio, o Río Arnoia que tamén baña á Vila nun percorrido de 6, 4 km , ata por fin, desembocar no río Miño no concello de A Arnoia, deixando un percorrido total de 84,5 km, sendo o máis longo da provincia e un dos principais protagonistas deste traballo. O xentilicio dos habitantes da vila é alaricana/alaricano 1 , que no ano 2021 compárteno 6.314 2 habitantes. En termos topográficos, a vila, atópase a 390 metros sobre o nivel do mar, sendo o monte de Penamá o pico máis alto do concello cuns 927 metros. 3.1. Orixe. Allariz presenta vestixios do mil antes de Cristo (a partir de agora a.C.) onde podemos atopar restos petróglifos coma os de “A Padela” e restos castrexos na comarca, sendo dos máis salientables os localizados na parroquia de Santa Mariña de Augas Santas e que están datados na Idade de Ferro 3 ,unha sauna castrexa datada no S.I a.C 4 ou o asentamento celta que posteriormente foi romanizado coñecido como a “Cibdá de Armea”, en proceso de estudo pola Universidade de Vigo no ano dous mil oito 5 . Diversos historiadores afirman a súa función como cidade administrativa 6 e que o seu abandono veu precedido do descubrimento de ouro no río Miño, desprazando toda a 1 Costas, X. H. (2016). Os xentilicios de Galicia e dos outros territorios de lingua e cultura galegas. Vigo. Ed. Universidade de Vigo. 2 I.G.E. Censos de poboación. Padrón Municipal de Habitantes. Consultado o 17/03/2022 3 Quintela, M. V. G., & Seoane-Veiga, Y. (2011). “La larga vida de dos rocas orensanas”. Archivo Español de Arqueología, nº 84. 4 Lago Cerviño, M., Fernández Fernández, A., Rodríguez Nóvoa, A. A., & Valle Abad, P. (2022). “Lost Heritage. Architectural Replacement of an Atrium and a Courtyard of the Roman Houses of Armea (Allariz, Ourense)”. Heritage vol. 5, nº 1. 5 Ibid. 6 Fernández, A. F., Nóvoa, A. A. R., Abraira, R. B., Abad, P. V., Losada, F. E. P., & Álvarez, N. R. (2021). “Caracterización dos espazos domésticos culinarios da época romana en Galicia”. Cuadernos de estudios gallegos. Fonte: www.Allariz.gal. Ilustración 1. Monte do Castro (fondo esq.) e o Casco Histórico. 4 poboación cara o que denominaron coma a “Auria” (S.I d.C), a actual Ourense, e que, afirman, é un dos asentamentos romanos amurallados máis grandes da Gallaecia 7 , despois da cidade de Lugo e que se sitúa como a “probable capital na época romana do pobo dos interamnicos” 8 . Encádrase entre os séculos S.II a.C.- VI d.C. onde se manifesta o período coñecido como a “Romanización” 9 , afectando de cheo á cultura da Vila. Esta nova sociedade comeza a medrar ao redor do Monte do Castro, un antigo asentamento Celta, que actualmente se sitúa no corazón da vila. Chegadas as invasións suevas no século VI, o máis destacable desta etapa histórica, que fina cara a segunda metade do século IX ,é o nacemento do nome da Vila: “Vila Aliaricii” evolucionando o grupo -li- coma dobre -l-: “Allariz”. 3.2. Séculos X-XVI. Non é ata o século XI, onde a vila se consolida como referente, coa chegada do rei Afonso VI á mesma, moi probablemente atendendo á situación estratéxica con respecto ao seu reino e a influencia da Vía da Prata, xa que tiña ao río Miño como fronteira do que, trala súa morte, sería o condado de Galicia e o condado de Portugal. Será o responsable do levantamento das murallas e do castelo, transformándoa así nunha vila-fortaleza 10 . Nese momento o seu reinado penetraba ata a actual cidade portuguesa de Viseu, a uns douscentos vinte e un quilómetros do sur de Allariz 11 . Foi o responsable de introducir o Feudalismo na Península Ibérica e promotor do Camiño de Santiago e, consciente do atractivo, ordenou comezar a primeira ampliación da Catedral de Santiago de Compostela, coa construción da actual planta de tres naves. É un momento clave para o Bispo Xelmírez (n. 107?, d.1140) que abandona Iria Flavia, o actual Padrón, para converterse no primeiro arcebispo compostelán 12 . No reinado de Alfonso VII e como recolle Francisco J. Pérez Rodríguez nos seus estudos: “en 1131, Afonso VII menciona los bonos foros de que gozan los burgenses 7 La Voz de Galicia: “Del castro a la cibdá de a Armea”. Consultado 17/03/2022 . 8 Fernández, A. F., Nóvoa, A. A. R., Abraira, R. B., Abad, P. V., Losada, F. E. P., & Álvarez, N. R. (2021). Op. Cit. 9 Blanco Rodríguez, A.(2016): “Historia”. consultado o 17/03/2022. 10 Aspres, A. L. (2016). “Experiencias innovadoras para la puesta en valor del patrimonio industrial: el caso de Allariz (Ourense)”. In I Congreso Internacional de Patrimonio Industrial y de la Obra Pública: Nuevas estrategias en la gestión del Patrimonio Industrial. 11 Google maps consultado 17/03/2022. 12 López Alsina, F. , Monteagudo, H. Villares, R., Yzquierdo Perrín, R. (2013). O século de Xelmírez. Ed.: Grafisant. 11 Como consecuencia pérdense parte dos máis de 1.100 metros de tramos amurallados nos que en algúns puntos acadaron unha anchura de dous a catro metros e unha altura de 20 metros. As once torres desaparecen e na actualidade tan só se pode apreciar o asentamento dalgunhas delas. Desaparecen tamén as sete portas de entrada e a ponte da Zapatería en San Isidro. A entrada do século XX chega lastrada pola catástrofe ás dez da mañá dun 24 de Xuño de 1902, na igrexa de San Salvador do Piñeiro no momento de celebrásese un funeral e no que se atopaban no templo máis de 50 persoas 38 entre sacerdotes, familiares e labregos que acudían ao acubillo da igrexa para protexerse da forte treboada que formara ese día. O que provocou tal gravidade foi, precisamente, que os alí reunidos estaban coa roupa mollada, sendo un factor que co tempo foi xerando unha atmosfera húmida no templo que foi a chave para que un raio, caído no campanario sobre as 10:30 da mañá, acabase coa vida de 25 persoas e deixa 40 feridos graves 39 , dos que algún pereceu a consecuencia das feridas ou a consecuencia dos traumatismos recibidos polo impacto das pedras da fachada da igrexa. No que a infraestruturas se refire, podemos destacar a central eléctrica de O Rexo, a instalación do primeiro teléfono interurbano en 1924 40 , e a construción da estrada que conecta Allariz e Celanova entre os anos 1923 e 1930, que lonxe de ser un factor de crecemento da poboación, serán as vías polas que se producirá un éxodo da poboación a mediados de século (consultar gráfica 1). Mentres tanto, en 1920 na cidade de Ourense, reside un ilustre da política e cultura galega, Vicente Risco que tristemente, logo da súa contribución ao Nacionalismo Galego chegado o Golpe de Estado de 1936, sufre un cambio radical na súa ideoloxía 38 Fernández Álvarez, R., Mira Pérez, J., & Blanco Rodríguez, A. (2021). “A asfixia branca: mito e realidade de vintecinco mortes por un raio”. Cadernos de Atención Primaria. Vol.: 27. 39 Gándara Pumar, F. (2010). Ob. Cit. 40 Gil, M. (2009). Allariz, 1989. Crónica dunha revolta. Ed. Difursora. Fonte: www.Turismo.gal Fonte: Sánchez, L. Ilustración 9. Restos da muralla primitiva SXII e da Muralla final S.XV. Ilustración 10. Familiares do defunto momentos antes de celebralo enterro. 12 colaborando co Réxime de Franco, fito que o leva ser repudiado polos seus compañeiros e autores galeguistas coma Castelao, que o menciona no seu texto máis coñecido, Sempre en Galiza, coma: “dicía Risco, cando Risco era alguén” nunha clara alusión ao seu cambio de bando. Vicente casa con María del Carme Fernández Gómez veciña da Vila 41 e establece unha das súas residencias temporais en Allariz, no que actualmente é a Casa Museo Vicente Risco, xestionada pola fundación que leva o mesmo nome. Aparecen os primeiros sindicatos obreiros en 1933, abandonando así o sindicalismo eclesiástico que se viña mantendo ata a época. Na provincia de Ourense destacan a forza obreira socialista “Federación Nacional de Trabajadores de la Tierra”(FNTT), que obtén unha representatividade case simbólica na Vila 42 , onde tamén actúa a comunista “Confederación General de Trabajo Unitario”(CGTU), coa única delegación en Galicia adherida á dos “Oficios varios y Agricultores de Allariz” e, por último, os sindicados anarquistas como a “Confederación Regional Galaica” con catro sociedades e Verín, O Carballiño, Viana do Bolo e Allariz. En solidariedade cos obreiros de Asturias e cataláns, prodúcense tanto en Allariz coma na súa veciña Taboadela, cortes nas estradas, nos cables de telefonía e telégrafos, tal e como recollen os responsables do Xulgado 43 ,que atribúen os feitos a actos coordinados por sindicatos de ideoloxía comunista e socialista. Coa chegada da Guerra Civil (1936-1939), aséntase ata 1975 un Réxime Ditatorial, amplamente coñecido polo número de vítimas, a represión, a Igrexa Católica e a fame. Se ben Galiza xa coñecía de preto o que é sufrir ataques constantes cara a súa cultura, coma a xa vivida nos coñecidos Séculos Escuros (S:XVI-XVII), nin de lonxe estaba preparada para afrontar os case corenta anos de barbarie a mans do Xeneralísimo. Este período deixa certas pegadas por Allariz, coma o constante fluxo migratorio que emprendía a viaxe principal cara Europa, pero principalmente para Euskadi onde destacan as cidades de Ermua e Eibar coma principais destinos dos emigrados. As cifras que nos deixa esa migración son, cando menos preocupantes, como recolle Mar Gil no seu libro Allariz, 1989. Crónica dunha Revolta: “a poboación en 1887 era de 8.767 persoas, en 1940 de 9.894 e de 4.852 en 1988, diminuíndo un 49% nun espazo de corenta anos.” 41 Nieto, M. C. (1984). “Vicente Risco, o home”. Grial, Vol.: 22. Nº 86 42 Rodríguez, J. P. (2004). “De la explosión societaria a la destrucción del asociacionismo obrero y campesino. Ourense (1934-1939)”. Historia del presente. Vol. 3. 43 ibid. 13 O forte da decadencia vívese despois do peche nos anos 60, da última fábrica de curtidos, ferida pola esca produtividade, exceso de competitividade con outras rexións e polo obsoleta que quedaba a tecnoloxía empregada fronte a doutras rexións moito máis industrializadas (Catalunya principalmente) . Neste século, Allariz tamén perde o Xulgado cara o ano 1966, deixando así de ser o referente xudicial na comarca. É en mil novecentos setenta e un cando se produce un feito clave para o futuro inmediato de Allariz coa publicación do “Decreto 1319/1971, de 20 de mayo, por el que se declaran conjuntos histórico-artísticos varias zonas de la villa de Allariz (Orense).”, co que se logra que aumente o aprecio dos veciños cara a vila e que comecen a involucrarse directamente no seu futuro. novamente, en mil novecentos setenta e un recibe a distinción urbanística que a declara como conxunto Histórico Artístico. Todo isto introduce na vida social e administrativa de Allariz, plans de recuperación e rehabilitación do seu conxunto histórico que son acollidos con gran expectación polas veciñas e veciños. Coa transición, chegaron as primeiras eleccións municipais, en concreto nas dos anos 79-83, as primeiras da democracia, o resultado foi amparado por unha notable maioría absoluta para o bando de dereitas e conservador, Unión Centro Democrático (UCD) representado por Leopoldo Pérez Camba. 3.4 Período crítico, “A Revolta”. A primeira lexislatura municipal e democrática preséntase marcada polas irregularidades do alcalde, como a auto-concesión de dereitos de abastecemento de augas, chegando a ser el quen emitía os permisos en calidade de alcalde e de xeito verbal para o seu uso particular 44 , a suspensión dos plenos municipais e eliminación no propio pleno de puntos da orde do día coma os apartados de rogos e preguntas infrinxindo gravemente a Lei 7/1985, de 2 de abril, Reguladora das Bases do Réxime Local, a fixación dos horarios dos plenos coincidindo cos plenos da Deputación de Ourense, para evitar así que certos membros da oposición acudisen aos da Vila o que, xunto co malestar das parroquias e as accións fuxitivas e autoritarias que mantiña o alcalde, fixeron que aumentase a crispación cidadá. Entran en escena Francisco García e Anxo Quintana como concelleiros do Bloque Nacionalista Galego (a partir de agora BNG), establecendo unha estratexia política, social e ecolóxica que será chave para o xa inminente levantamento popular. 44 La Voz (2019). “1989: El alcalde de Allariz piratea el agua para llevarla a su granja.”. Visto 24/03/2022 14 Chegadas as eleccións de mil novecentos oitenta e sete, e como veremos na gráfica trinta e nove. O BNG incrementou os seus votos nun 138%, non sendo suficientes para acadar a maioría, polo cal repetiría como alcalde Celestino Bouzas do PSOE. Podemos identificar este ano como o comezo da deriva do Goberno Local, xa que as presións ás que eran sometidas os concelleiros da alianza PSOE e AP por parte dos concelleiros do BNG, levaron a que Celestino Bouzas manifestase as intencións de deixar a alcaldía, e nun primeiro momento, nomear a Anxo Quintana como edil. As militancias provinciais do PSOE e Alianza Popular viron nesta inestabilidade municipal unha oportunidade para postularse e asentarse como partido, comezando así unha operación política orquestrada dende Ourense e na que se recupera a figura de Pérez Camba despois duns catro anos de “exilio político”, que rematará con el como Tenente Alcalde da Vila, e posteriormente será nomeado nun pleno de abril de mil novecentos oitenta e nove, como Alcalde, sendo o terceiro en menos de tres anos e quedando a vila nas mans dunha persoa “incontrolable (sic)” 45 . Nese momento, as cidadáns/-as xa estaban padecendo as consecuencias de ter un río fortemente contaminado que impedía facer uso das augas. O malestar era tan notable que os veciños crearon o “Comité de defensa do río” e comezaron a facer estudos sobre a contaminación do mesmo, chegando a presentar en abril do oitenta e nove un “Plan para o saneamento do Arnoia” que prevía un orzamento de cincuenta millóns de pesetas (trescentos mil euros) e que foi completamente esquecido por Leopoldo coma tantas outras propostas. O un de Agosto mil novecentos oitenta e nove, Allariz érguese cun cento de troitas mortas no seu río. De inmediato a Consellería de Medio Ambiente encárgase da elaboración dun informe medioambiental e da analítica das augas; acto parello, o Comité de defensa do río convoca o día 4 unha asemblea de veciños nos baixos do Concello, mentres o Alcalde vinculaba os feitos cun “envelenamento provocado”, afirmación que contrasta cos informes da Consellería de Sanidade nos que se especifica que o río estaba a padecer uns vertidos incontrolados procedentes de granxas ou industrias da zona. 45 Gil, M. (2009). Allariz, 1989. Ob. Cit. Páx.37. Fonte: Díaz pardo, C. Ilustración 11. Faixa da primeira manifestación "Salvar ao río e salvar o futuro de Allariz 15 Comeza a Revolta. O día dez de agosto a primeira manifestación sae á rúa convocada polo Comité de defensa do río; nela participaron máis de mil persoas, solicitando un pleno extraordinario para atallar o problema da contaminación fluvial, sendo rexeitado polo alcalde. Na mañá do 11 de Agosto, o alcalde volve a negarse a convocar a sesión extraordinaria, recolléndoo nun decreto co que involuntariamente xerou dúas vías para atallar o problema: a primeira, a vía Contenciosa-Administrativa, na que tanto o BNG coma o PSOE, presentaron un recurso de reposición ante o decreto firmado polo alcalde esa mesma mañá, e a vía social, que sen dúbida foi a máis simbólica, coa ocupación pacífica da Casa do Concello, nacendo a “Asemblea Popular de Veciños” que exercerá de órgano de goberno nos vindeiros tres meses . Vívense os primeiros momentos de tensión pola chegada das forzas de seguridade: nun primeiro lugar as propias do Concello, é dicir Policía Local que acudía coa orde de D. Leopoldo de identificar e intentar desaloxar aos veciños que ocupaban o Concello e, posteriormente, da Garda Civil (consultar ilustración 13), sendo ambos corpos incapaces de achegarse á Praza Maior, nese momento tomadas fisicamente polos allaricenses (moito máis numerosas que as concentracións que reflexa a ilustración 12). Neste punto é onde se fortalece a seguridade dos veciños e se comezan a empregar códigos, contrasinais e quendas de vixilancia para evitar que entrasen as forzas de seguridade no edificio. O dezasete de Agosto de mil novecentos oitenta e nove a vila organiza unha Folga xeral co peche de establecementos e coa parada total da actividade. O día vinte e dous o Gobernador Civil da provincia mobiliza un amplo número de efectivos da Garda Civil equipados con materiais antidisturbios coa clara finalidade de desaloxar a Praza Maior e o Concello, pero sen éxito. Fonte: TV3 Fonte: TV3. Ilustración 12. A ocupación do Concello baixo os lemas “Alcalde ou razonas ou non pasas” e o xa mencionado na ilustración 11. Ilustración 13. Primeiros intentos de desaloxo en Agosto de 1989. 16 O vinte e oito de Agosto, a Revolta chega ao ámbito autonómico e Manuel Fraga, acude a Ourense coa intención de entrevistarse con algúns veciños de Allariz. En concreto son chamados Francisco García e Anxo Quintana que acudiron acompañados por catro autobuses e corenta turismos repletos de veciños implicados coa causa. Non se acorda ningún avance significativo. O 10 de novembro, apiques de cumprir os tres meses de peche, prodúcese un fito transcendental na loita, xa que Leopoldo comeza unha batalla xudicial na que involucra a sete veciños. O feito que entra en consonancia aquí é a suposta agresión física ao transcurso de abandonar o Concello despois de asinarlle as nóminas aos traballadores. Trátase dunha incongruencia xa que nese espazo de tempo estivo escoltado por dous policías locais e a prensa, coa que chegou a confesar que “non sufrira ningunha agresión”. Ao día seguinte sete veciños deixan a ocupación do Concello e diríxense cara os xulgados de Ourense. Neste momento asínase un acordo AP-BNG, no que se comprometen ambas partes a fixar unha asemblea e desocupar o Concello a cambio da retirada das denuncias; acordo que se rompe no momento en que dende os Xulgados de Ourense informan do ingreso en prisión de catro veciños e o concelleiro do BNG Anxo Quintana 46 (sairán o día dezaseis), producíndose unha nova ocupación e o que para min foi o máis importante e sentimental desta revolta: setecentas veciñas e veciños firmaron nunha campaña de autoinculpación de xeito individual, un texto que dicía que “eran tan culpables como Anxo Quintana, Jorge Bouzas, Delmiro Suarez, Ángel Fernández e Eulogio Cid, dos delitos de sedición, desacato e agresión” ante a xuíza Domínguez Viguera. Pese aos innumerables intentos de chegar a xuízo con esta situación por parte de Pérez Camba, o seu paso polos tribunais non foi nada proveitoso como se recollen na sentenza do 10 de decembro de 1991 da Audiencia provincial 47 , onde recoñecían que “no puede olvidarse que la situación de conflicto se debió a una actitud ilegal de Leopoldo Pérez Camba que se negó, injustificada e indebidamente, a convocar un pleno extraordinario para tratar un asunto de vital importancia para el pueblo”; tamén afirma que “solo cabe concluír ante estos acontecimientos que la grandeza cívica de 46 Vicepresidente da Xunta de Galicia nos anos 2005-2009 (BNG). 47 Gil, M. (2009). Ob. Cit. Fonte: TV3 Ilustración 14. Os veciños nunha das manifestacións en Ourense con M. Fraga. 17 un pueblo resulta de la generosidad, como expresión de solidaridad que proclama la Constitución y se manifiesta en el respeto y la comprensión hacia los que muestren posturas contrarias como ocurre (...)en los meses vividos en la villa de Allariz en el año 1989”. O 20 de Novembro de 1989 preséntase a dimisión en bloque de toda a corporación de AP ante o Goberno Civil e nomeaban a Anxo Quinta (sae do cárcere o dia trece) como alcalde en funcións e a outros tres concelleiros do Bloque como tenentes de alcalde, pondo así un punto e final nesta revolta que marcará a historia e a vida de Allariz. É neste punto no que comeza realmente a parte analítica do “Estudo Socioeconómico e Laboral do Concello de Allariz” que se vai a centrar na análise dos anos inmediatamente anteriores á Revolta ata a actualidade para tentar concluír cun argumento científico-técnico e divulgativo sobre a sorte ou infortunio á que se enfronta a Vila despois de case trinta e tres anos da Revolta. 4. Poboación. Principais indicadores e movementos naturais de Allariz. Neste apartado vaise a tratar de presentar os principais indicadores demográficos que nos axudaran a ter a primeira visión da poboación allaricense onde non só se exporá o número de habitantes se non que se engadirán indicadores coma a natalidade, mortalidade e o saldo vexetativo que nos darán esa imaxe do presente da Vila. 4.1. Poboación xeral. Padrón municipal anos 1842-2021. Agora, podemos observar dun xeito moito máis visual as consecuencias do exposto no contexto histórico, en concreto debemos de focalizar o descrito a mediados do Século XIX. No ano 2020 Allariz contaba cunha densidade de poboación de case 73 habitantes por quilómetro cadrado, a maior cifra dende o ano 2012. De 1842 ao ano mil oitocentos sesenta, coincidindo coa edificación e posta en marcha das fábricas de curtido, a poboación crece un sesenta por cento nun período de dezaoito anos. Esta tendencia á alza manterase durante cen anos, ata 1960. A falta de traballo non só afecta directamente Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos do I.G.E. e I.N.E. Gráfica 1. Número de habitantes da Vila de Allariz. 18 ás fábricas de curtidos, se non ás de todo o tecido empresarial que estaba vinculado con esa actividade coma xastres, zapateiros, toneleiros... que comezaron a ver que as súas ventas diminuían considerablemente debido á escaseza derivada do éxodo de poboación e da consecuente escaseza de recursos económicos. Neses anos 1960-1990, o País Vasco vivía unha auténtica revolución industrial cos Altos Fornos de Vizcaya , grazas a que as infraestruturas non foron derruídas durante a Guerra Civil e o protagonismo indirecto que tivo en Europa na I e II Guerra Mundial. As necesidades de man de obra nesa gran factoría leva a que parte da poboación decidise emigrar no sentido estrito e buscar sorte no emerxente mercado da siderurxia e das industrias auxiliares que a sustentaban. Esta corrente migratoria e outras tamén coñecidas coma a Suízo, provocaron un efecto chamada da man de obra, e a galega, en xeral, precisaba traballar para sobrevivir nunha terra que tan só lles permitía a mera alimentación familiar. Por mor disto, a vila perde en 1981 ata un 43,4% de poboación en 21 anos. Entre os anos oitenta e un e oitenta e oito, prodúcese un aumento da poboación en mil novecentos oitenta e seis. Lonxe de mantela tendencia (entre o oitenta e un e oitenta e seis aumenta en seiscentas setenta e dous habitantes, un 11% máis con respecto ao ano anterior) en 1988 márcase o mínimo histórico do período analizado, 4.852 habitantes, unha caída do 50,3% en comparación co 1960 . Comezará a estabilizarse e incluso a adquirir valores positivos no incremento desa porcentaxe dende o ano 1999 ata a actualidade, onde o ritmo de crecemento medio anual é de preto dun 1%, lento, pero como nos arroxa a tendencia da gráfica, constante. No ano 2021, rexístranse 6.314 habitantes. 19 4.2. Situación Comarcal. Para poder ter unha referencia e incluso, buscar nexos entre os fenómenos que se producen nun lugar cos que se producen na súa periferia, faise necesario analizar a tendencia que experimenta a poboación das nosas vilas veciñas. Nun primeiro treito, entre 1981 e 1986, experimentan ao igual que Allariz unha repunta da poboación Xunqueira de Ambía e Baños de Molgas. Maceda e Celanova chegan a ese ano cunha tendencia negativa bastante pronunciada, a diferenza da de Xinzo de Limia, que pese a ter valores negativos, consigue un efecto máis aplanado. Do ano oitenta e seis ao noventa e un, son períodos alarmantes polo efecto de baleirado que se produce na comarca. Tan só Allariz e Xinzo de Limia logran manter un crecemento positivo, polo menos Xinzo logra mantelo ate o 2011 cun crecemento do 0,66% 48 de media anual, pero a partir de 2012 vai sufrir unha perda da súa poboación a un ritmo de case un 1% anual ata a actualidade coa consecuente perda no número de compoñentes do Pleno Municipal. No caso de Celanova, dende a estabilización de mil novecentos noventa e nove, presentaba un crecemento medio ata o ano 2004 dun 0,52% anual. Entre 2017-2018, logra crecer un 1,4% e un 2,09% respectivamente. Pese ao aumento deses dous anos os resultados xerais non son positivos para este Concello, xa que mantén un media negativa de crecemento marcada por un menos 0,28% anual. O Concello máis danado desta serie é Xunqueira de Ambía, cunha perda de poboación dun menos dous coma dezanove por cento anual de media, o que implica 48 Allariz crece nese mesmo período a unha media dun 1,27% anual. Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos polo I.G.E. Gráfica 2. 20 perder cen habitantes ao ano. Sígueo de preto Baños de Molgas cunha caída media dun 2% anual, perdendo dende o ano 200-2020, 723 habitantes. En definitiva, a tendencia da comarca é a que está a vivir xa non só o rural galego se non a comunidade autónoma como tal (incluso a Nación). A motivación principal que desencadea esta perda na vida dos concellos galegos ten un claro móbil económico. Nos últimos sesenta anos, tal e como afirma Laura María Pedreiras Pérez no seu traballo de fin de grado Visión ocupacional de las últimas seis décadas en el ámbito rural de Galicia para a Universidade De A Coruña, o constante abandono do traballo no campo e da gandería, sustituído por maquinaría que permite axilizar tempos e diminuír significativamente a man de obra, así como as constantes migracións cara Europa e certas comunidades españolas son as principais responsables desta lacra que persigue á comunidade. Consultados os datos do Instituto Galego de Estadística, a cifra de aldeas abandonadas en galicia é de mil oitocentas sesenta e tres, cincuenta máis que o ano pasado. Esta dinámica que experimenta o rural galego é unha condea de morte segura para o rural, xa que, en Galicia actualmente cóntase con mil sesenta aldeas que teñen entre un e dous veciños, non debendo de sorprendernos que a cifra de abandono continúe crecendo sen control a unha media de nada máis e nada menos que corenta e unha aldeas ao ano. 4.3. Grupos de Idade. Divididos en tres grupos de idade: menores de 16 anos, entre 16 e 64 anos e maiores de 64 anos, podemos obter unha visión máis depurada da composición social de Allariz. A necesidade de chegar ata esta táboa xurde á hora de relacionar os distintos fenómenos que serán analizados nos vindeiros puntos para elaborar unha correcta opinión social, económica e laboral da situación da Vila de Allariz. Eses tres grupos de idade defínense: Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. Gráfica 3. 27 demográfico dunha determinada rexión. O I.N.E. defínea coma a diferencia que hai entre os nacementos e as mortes. Este indicador reflexa a existencia dunha tendencia negativa que fomente o deterioro dunha comunidade ou ao contrario, unha tendencia positiva que faga que permita sustentarse no tempo cos seus habitantes 51 . Atendendo aos resultados apréciase como dende o ano 1988 ao 2001 sufre un dos episodios máis críticos dentro dos datos obtidos 52 . Xa exposto, podemos ver as súas consecuencias e como afectou no saldo vexetativo do Allariz deses anos. No período de referencia a taxa non descendeu de menos dez, chegando en mil novecentos noventa e oito ao seu máximo, menos doce 53 . A tendencia dese tramo temporal implicaría a progresiva degradación da súa poboación e a falta de novos individuos que fagan crecer en número á Vila. No período 2002-2005, prodúcese un recorte de cinco coma nove puntos con respecto ao ano anterior no saldo. O ano 2002 coincide co terceiro ano con menor número de mortalidade dentro da serie estudada 54 . Marca a entrada dun período no que a tendencia mantén un crecemento positivo e incluso, para os vindeiros anos en función dos resultados do prognóstico manterá a mesma tendencia, asegurando o camiño cara crecemento demográfico positivo. 51 Obviando o accesos a alimentos, sanidade, hixiene, guerras, enfermidades, etc... 52 Ver punto: 4.4 Taxa de Natalidade e mortalidade e 4.5 movementos naturais e os seus principais indicadores. 53 Como se pode apreciar observando as gráficas número 4 e 6, no ano mil novecentos noventa e oito, tanto o rexistro de falecidos e o número de nacementos experimentan unha caída significativa onde precisamente o número de falecidos experimenta o seu peor dato dentro da serie histórica. 54 Ver: Gráfica 4 e 6. 28 ➢ Comparación territorial. A gráfica 8 mostra nunha primeira visión xeral, tres tramos que comparte os catro territorios suxeitos a análise. Dende o ano 1981-1998, o conxunto do territorio padecen unha precipita perda no crecemento natural da poboación, é dicir, non se logran manter unha natalidade forte entre a poboación en idade biolóxica e (disposición) fronte ao número de mortes sitúanse moi por riba dos nacementos. Dende 1998 ata o ano 2008 a tendencia apunta cara unha lenta recuperación nas que se logran coma no caso de España, recuperar un crecemento natural da poboación con valores positivos. Os demais territorios pese a manter un valor negativo recuperan entre 1,2 puntos no caso de Galicia e un 0,4 na Provincia de Ourense. A chegada da crise económica provoca que dende o ano dous mil oito ata a actualidade marca claramente un punto de inflexión para os resultados do saldo vexetativo. A falta dun horizonte económico estable para a xuventude, parellas e familias provocan que un gran número de persoas, pese a que desexan ter descendentes, a realidade económica non lles permitise manter un aluguer ou unha hipoteca, entre outros. Será interesante consultar as exposicións dos puntos 6.3 Construción e 8.4 Paro en Allariz, para comprobar dende outros sectores como esta crise financeira conseguiu afectar á sociedade non só a nivel económico, se non laboral, demográfico, familiar, educativo, sanitario, administrativo, etc. Sen esquecer algo xa exposto no punto 4.4 Taxa de Natalidade e Mortalidade na análise do período de 2003-2008, salientaba as mortes derivadas a consecuencia de trastornos mentais que pese a non ser o motivo principal dese descenso si que representa Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos polo I.G.E Gráfica 8. 29 algo significativo por ser un recurso que se comezou a valorar recentemente e do que no século pasado non se recollían datos oficiais. En comparación coas demais unidades xeográficas, podemos ver como Allariz é a única da serie en lograr reverter a tendencia e dirixila cara o saldo positivo nos últimos tres anos. 5. MOVEMENTOS MIGRATORIOS. Galicia é unha comunidade que ten moi presente tanto os determinantes como as consecuencias do alto número de emigrados que rexistrou e nos que algúns estudos referencian á emigración coma a responsable de aportar entre un e dous terzos do fluxo nacional de emigrados 55 entre os anos mil oitocentos trinta e mil novecentos sesenta. 5.1. Determinantes da Migración. Como recollen os autores McConnell, C. R., Brue, S. L., & Rabasco, E. (1997) no seu libro Economía Laboral contemporánea establecen seis factores principais que motivan a determinación mentres os demais factores se manteñan constantes (Ceteres Parivus) por decantarse por tomar o camiño da migración: • Idade: como veremos nas Táboas 5 e 6, o grupo de idade maior de cincuenta e cinco anos é dos menos representativos motivados en parte polo que recollen os autores como a antigüidade dos traballadores nos seus lugares de traballo que fan que aumente o seu salario e que, noutro empresa ou centro de traballo foráneo non conseguirá; en consecuencia, dispoñen dun menor número de anos para recuperar a inversión (custo migratorio). Por último, sinalan tamén o maior arraigo que teñen pola súa comunidade como unha barreira psicolóxica. En canto á xuventude, sinalan que dispoñen de maior facilidade para trasladarse xeograficamente, debido en parte á facilidade que lles supón desprazarse polo pouco volume de pertenzas dos que dispoñen; sinalan a franxa dos vinte e cinco e trinta anos como a idade na que principalmente emigran e inmigran os máis xoves e en concreto, os titulados universitarios, que veremos a súa relación co traballo no punto 8.3 Contratos rexistrados segundo o nivel formativo e modalidade do contrato. • Distancia: como reflexan as seguintes gráficas o 65% dos movementos migratorios recollidos apuntan cara as correntes internas de migración. Estes individuos comunmente optan por camiños nos que os familiares e amigos percorreron porque dispoñen dunha maior información. A medida que aumenta a distancia tamén o fai o factor psicolóxico. 55 Bertrand, J. R. (1999). “La emigración gallega, ¿sistema original?”. SEMATA, Ciencias Sociais e Humanidades, Vol. 11. 30 • Taxas de desemprego: o que primeiro cabe matizar é que non sempre se cumpre que se nun determinado lugar existe unha taxa alta de desemprego significa que a un traballador “x” lle resulte laborioso atopar un determinado emprego, pero non sempre reflexa esa probabilidade pese a estar comunmente asentado entre a sociedade. Así mesmo, certos traballadores como os expostos a continuación (maiores de 55 anos) con un perfil académico básico e co perfil laboral de pouco tecnicismo e responsabilidade, prefiren aceptar a situación da taxa en lugar de Emigrar. Os autores afirman que o perfil dos afectados por esta categoría é: familias (...) de las cuales está uno desempleado tienen más probabilidades de emigrar que otras y la tasa de desempleo en el lugar de origen afecta positivamente a la emigración 56 . • Factores familiares: en principio e mantendo os demais factores constantes, a afirmación de que ter descendentes diminúe a posibilidade de Emigrar é lóxica xa que os proxenitores actúan antepondo en numerosas ocasións a saúde mental das crianzas coa hipotética corrente de ganancias que percibirían Emigrando cara outro ámbito xeográfico. As persoas que están solteiras teñen unha maior probabilidade para tomar a decisión de Emigrar. No caso das familias, e coa maior introdución da muller no mercado laboral, tamén se describe unha tendencia a non emigración no caso de que a muller este traballando e cunha corrente de ganancias polo menos suficiente para sustentar as cargas persoais e da familia que finalmente non emigran pese a ter a un dos seus membros en situación de desemprego. • Nivel de estudos: os estudantes universitarios de grao, máster, doutoramento, etc. Presentan unha maior tendencia cara a Emigración, xa que de xeito moi particular posen unha ampla información sobre a actualidade do mercado de traballo tendo unha gran capacidade para analizala e clasificala. As diferencias salariais entre os empregados non universitarios e os postos de Dirección provocan que teñan que Emigrar polas expectativas salariais, corren a mesma sorte os traballadores moi cualificados que empregan as vías migratorias con maior facilidade pola diferencia de ganancias entre territorios. Retornando aos estudantes universitarios, estes adoitan mudar xeograficamente para acceder ao Sistema Universitario estando máis familiarizados co custe psicolóxico que supoñen os cambios xeográficos. 56 McConnell, C. R., Brue, S. L., & Rabasco, E. (1997). Economía laboral contemporánea. McGraw- Hill. Páx 132. 31 • Outros factores: as políticas tanto nacionais coma municipais poden favorecer a aparición de movementos migratorios, as linguas dos lugares de destino, os chamados “refuxiados climáticos”, situacións de Guerra. 5.2. Emigrados. A Real Academia Galega define o verbo emigrar como: “Deixar o propio país ou o lugar de orixe, para establecerse noutro, en particular por razóns de traballo.”. Para o I.G.E emigrar é: “aquela migración que ten orixe nese ámbito e destino fóra do mesmo. Fálase de emigración interna cando o destino é outro concello de Galicia e emigración externa cando o destino é outro concello do resto de España ou o estranxeiro.” En termos xerais podemos observar que neste período o fluxo migratorio principal rexistrado entre a poboación da Vila ten como destino algunha localidade ou cidade da Provincia de Ourense (emigración interna). Dende o comezo da serie ata o ano dous mil catro e incluso dous mil cinco, logrouse manter un perfil no fluxo interno emigratorio inferior que de media rexistra a sesenta e unha emigradas/-os ao ano. Nos sete anos posteriores (2005-2013) acádase unha media de cento vinte e catro emigradas-os/ano rexistrando un notable incremento no fluxo que se pode denominar coma: “a primeira onda da crise económica”. 0 50 100 150 200 250 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 EMIGRACIÓN INTERNA E EXTERNA 1992 A 2020 Emigración interna .. .. Emigración externa .. .. Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. Gráfica 9. 32 A seguinte suba destacable producida no fluxo interno da emigración localízase no período de 2014 a 2020 mostra unha certa tendencia cara un novo equilibro nas correntes do propio fluxo que nos deixan unha media de preto de duascentas persoas anuais. Esta situación reflexa a “nova normalidade” que deixou a crise económica dentro dos diferentes mercados e que produce un incremento no número de desprazados motivado pola busca de oportunidades noutras zonas. Como se expón no punto 5. 4. Saldo Migratorio, veremos que pese a que a corrente emigratoria non acada o un por cento da poboación total da Vila, as entradas que rexistra (inmigración) son consecuentemente maiores que a das saídas (emigración), podendo chegar á conclusión de que Allariz, máis que “foco emisor” de emigración é un gran receptor de Inmigrantes. A gráfica 10 móstranos como o oitenta e dous por cento dos que emigran de xeito interno non van a traspasar os límites da propia provincia. Volta a coller forza a hipótese de que o factor que provoca o groso do emigración sexa por motivos económicos, onde podemos atopar a chave para xustificar tal afirmación no escaso número de emigrantes (un 3%) que van a fixar a súa nova residencia na mesma comarca, xa que se non son capaces de atopar ningunha oportunidade na vila de Allariz, e consideran que tampouco o farán na comarca. Agora como reflexa a táboa 1, hai que mencionar que as dúas variables comprendidas na emigración externa (outro concello do resto de España e ao extranxeiro) non son as vías preferidas pola poboación que decide ou se ve na obriga de emigrar. 43% 3% 39% 15% Á mesma provincia Á mesma comarca A outra comarca da mesma provincia A outra provincia de Galicia Gráfica 10. Preferencia do destino dos emigrados internamente en Allariz entre os anos 1992 a 2020. Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. 33 No 2010 prodúcese o primeiro gran aumento nesta tendencia migratoria e xéranse os principais picos no conxunto dos indicadores; liderada pola emigración a cidades de outras provincias esta pódese ver motivada polas consecuencias da crise económica que afectou en gran medida aos principais sectores de produción da provincia que serán abordados no punto 7. estrutura empresarial de Allariz. Así mesmo, tamén pode presentar un nexo co aumento no número de persoas con cualificacións profesionais cun perfil moi técnico ás que xa non só Allariz e a súa comarca son capaces de retelos se non que nin a provincia nin a propia Comunidade Autónoma o logra, entre algúns factores, pola falta dun tecido industrial forte que sexa capaz de competir cun mundo cada vez máis globalizado; a raíz da globalización tamén se ten que facer mención a que na actualidade un número determinado deses desprazamentos vanse a producir pola facilidade coa que hoxe en día nos podemos comunicar tanto pola rede de infraestruturas e de transporte como pola tecnoloxía que en definitiva axudan a que gran parte dos custos tanto económicos, persoais (nos que se inclúen os psicolóxicos), etc... diminúan. Táboa 1. Emigración externa en Allariz nos anos 1992 a 2020. Fonte: Elaboración propia a partir dos datos do I.G.E. Anos A outra CCAA Ao estranxeiro Porcentaxe respecto ao ano anterior a outra CCAA Porcentaxe respecto ao ano anterior ao estranxeiro Total 1992 18 .. .. 18 1993 14 .. -22,2 .. 14 1994 22 .. 57,1 .. 22 1995 23 .. 4,5 .. 23 1996 15 .. -34,8 .. 15 1997 21 .. 40,0 .. 21 1998 34 .. 61,9 .. 34 1999 28 .. -17,6 .. 28 2000 24 .. -14,3 .. 24 2001 58 .. 141,7 .. 58 2002 37 5 -36,2 .. 42 2003 44 7 18,9 40,0 51 2004 30 5 -31,8 -28,6 35 2005 50 5 66,7 0,0 55 2006 50 6 0,0 20,0 56 2007 45 6 -10,0 0,0 51 2008 49 10 8,9 66,7 59 2009 41 13 -16,3 30,0 54 2010 78 45 90,2 246,2 123 2011 46 20 -41,0 -55,6 66 2012 70 21 52,2 5,0 91 2013 75 24 7,1 14,3 99 2014 87 13 16,0 -45,8 100 2015 77 15 -11,5 15,4 92 2016 83 11 7,8 -26,7 94 2017 62 7 -25,3 -36,4 69 2018 53 16 -14,5 128,6 69 2019 80 23 50,9 43,8 103 2020 41 36 -48,8 56,5 77 34 Pese ao imparable crecemento da emigración externa, unha vez superado o pico mencionado no parágrafo anterior do ano 2010, fixo que tanto a emigración a outra Provincia e a outra Comunidade Autónoma continuasen crecendo. Así mesmo, os emigrados ao estranxeiro case se cuadriplican en comparación aos do ano 2009. Pese as considerables diferenzas cuantitativas das dúas correntes de emigración externa, dedúcese a importancia das circunstancias económicas e sanitarias (Covid-19, ano 2020) coma factores chave para o individuo á hora de fixar o seu destino migratorio, podendo afirmar que nos períodos “críticos” que deixan estas crises, os individuos deixan de percibir incluso a nación coma un destino no que non van atopar oportunidades económicas 57 . De xeito xeral, podemos concluír que nos últimos vinte e oito anos o número de emigrados mantén unha dinámica de crecemento positivo que reflexan de xeito notorio os períodos comprendidos entre os anos 2009 a 2020 nos que emigran de media ao anos o un coma catro por cento da poboación total, acadando máximos nos anos 2015, 2019 e 2020 nos que emigrou preto do tres coma catro da poboación da Vila onde o principal receptor vai a ser a Provincia de Ourense. Interprétase que na actualidade o/a cidadán/-a de Allariz que está disposto a emigrar considera que as vías polas que antes logrará cubrir as súas necesidades é emigrando ou ben no interior da Provincia de Ourense ou noutra cidade das dezasete comunidades autónomas. A emigración a outra Provincia e ao estranxeiro perden o atractivo a consecuencia da pandemia da Covid-19, onde ten sentido que se producisen eses descensos debido en parte á normativa que prohibía 58 certos tipos de desprazamentos tanto a nivel local, provincial, autonómico e estatal e con certos países do estranxeiro. 57 É una variable na que se inclúen os custos directos: Aluguer, SMI, Inflación, Custo Enerxético, Hidrocarburos, impostos ou o IPC. Custos indirectos: renuncia á corrente de rendas polo mesmo ou diferente traballo noutra comunidade ou país, vantaxes económicas e fiscais ás que se renuncian ao non residir noutros territorios. 58 Real Decreto 463/2020, de 14 de marzo, por el que se declara el estado de alarma para la gestión de la situación de crisis sanitaria ocasionada por el COVID-19. 35 5.3. Inmigrados. A R.A.G. define o verbo inmigrar coma: “o que inmigrou ou veu do estranxeiro.” Como se aprecia na gráfica, as principais canles de entrada de inmigrados proporciónaos a propia provincia de Ourense e as demais provincias galegas. Na década dos noventa, sitúanse case en igualdade de condicións os dous fluxos de recepción de inmigrados. Xa entrados os anos dous mil podemos apreciar como as diferentes series comezan a distanciarse entre si. Destaca o ritmo de crecemento que experimentou a inmigración interna ata o dous mil oito na que se ve superada pola inmigración externa. É probable que coa chegada a crise económica, que como é sabido afectou principalmente ao sector da construción (en gran medida pola dependencia co sistema financeiro) , este adquire un peso importante dentro do tecido empresarial que analizaremos no punto 6. Análise de sectores de actividade de Allariz. O que se observa é unha certa desmotivación na intención da sociedade da Provincia de Ourense para inmigrar pola provincia en Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos do I.G.E. 44% 3% 41% 12% Da mesma provincia Da mesma comarca Doutra comarca da mesma provincia Doutra provincia de Galicia Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 0 50 100 150 200 250 300 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Inmigración interna Inmigración externa Gráfica 11. Inmigrados en Allariz nos anos 1992-2020. Gráfica 12. Fluxo da inmigración interna en Allariz anos 1992 a 2020. 36 busca de oportunidades o que xustifica en parte no ano dous mil oito como recolle a gráfica 11. Dende o ano 201., a inmigración interna non deixou de crecer, o que quere dicir que a percepción dos inmigrantes sobre a vila en canto aos niveis de vida, económicos e laborais lles resultan moito máis atractivos que os doutros núcleos de poboación coma a cidade de Ourense. Coa chegada da pandemia da Covid- 19 prodúcese un récord na aportación de inmigrantes internos que chegan á vila motivados en parte pola vinculación da vila co entorno natural e a proliferación e coidado das zonas verdes da vila de vida e a posibilidade de atopar traballo nalgúns dos sectores que serán expostos no apartado 6, nos que destaca principalmente a suba continuada do sector servizos, compostos na súa maioría polo sector da hostalaría. Esta entrada de récord, diferenciase na da crise do 2008 en que esa crise afectou gravemente a sectores que empregaban a un gran número de traballadores e a un gran número de empresas producindo a destrución de miles de postos de traballo; pese a que os primeiros meses da pandemia comezaron con un peche de todos os sectores que non fosen considerados como esenciais tiveron a posibilidade de pasados uns tres meses do confinamento puideron reabrir ao público e 2 anos despois baten récords de facturación que están moi por enriba dos rexistrados nos períodos anteriores aos da crise sanitaria 59 . 59 La Región (2021): “Récord de facturación en Allariz en un año “excepcional” consultado o 29/04/2022. 43 ➢ Inmigradas/-os: Unha vez analizados os datos da Emigración, toca valorar as cifras que nos deixa o Instituto Galego de Estatística en canto a seguinte corrente migratoria, a Inmigración: ➢ Menores de 16 anos: este grupo representa un 15% do total de Inmigrados dentro do período analizado (1992-2020). Como vemos na táboa, Allariz recibe un sesenta e seis por cento desta franxa de idade a través do movemento migratorio producido tanto no interior da Provincia de Ourense coma da Comunidade Autónoma e o trinta e catro por cento restante doutras Comunidades Autónomas e do Estranxeiro. ➢ De 16 a 29 anos: é o grupo principal en canto a recepción interna de individuos dende Galicia e a Provincia de Ourense e unha menos significante Inmigración Externa dun trinta e dous por cento. Representan o vinte e catro por cento dos Inmigrados e pertencen xunto coa franxa de 30 a 54 anos, de media ao seis coma tres por cento do total da poboación de Allariz de entre 16 a 64 anos. Veremos nos apartados seis e sete, como inflúen os principais motores económicos da Vila e a súa xustificación con este predominio da Inmigración fronte a Emigración e cales son as súas fortalezas e debilidades. Volve a ser unha franxa na que predomina a Inmigración Interna fronte a Externa. ➢ De 30 a 54 anos: Comparte a tendencia cara ese fluxo de Inmigración Interno que se ve nas franxas de idades que se analizan neste punto. Son a franxa que maior volume de individuos concentra. A maior presenza desta corrente migratoria na vila fainos pensar en que se produce un pequeno éxodo de poboación das cidades, principalmente con cargas familiares e que teñen o seu posto de traballo nun radio inferior a trinta quilómetros, coma por exemplo na Cidade de Ourense e que lles permite conciliar mellor tanto as tarefas familiares coma as laborais. Dende a axilidade en atopar unha praza nunha gardería, ampliada no 2007 cun total de oitenta e tres pazas para nenas en nenos de entre 0 e 3 anos, e no 2017 se lle tivo que propor ao Parlamento de Galicia a súa nova ampliación 65 ; a maiores, a áxil conexión coa Autovía das Rías Baixas A-52, permiten desprazarse ata Ourense ou Xinzo de Limia en menos de vinte minutos, co cal, no caso de acudir cara o seu traballo na cidade de Ourense non supón unha perda significativa de tempo no desprazamento. No punto nove deste traballo, abordaremos a calidade de vida na Vila e poderemos enlazala tamén con estes episodios. 65 La Voz de Galicia (2017): “Reclaman en el Parlamento gallego más plazas de guardería para Allariz”. Visto 29/04/2022. 44 ➢ De 55 e máis anos: practicamente en equilibrio entre a Inmigración Interior e exterior. Neste caso e igual que aos Emigrados, ocupan o penúltimo lugar en representatividade, por diante da franxa dos > de 16 anos. Como xa se recolle no punto 5. 1. Determinantes da migración é unha franxa de idade na que os individuos non están tan predispostos a emprender unha corrente migratoria. A pertenza de inmobles, propiedades mobles, parcelas, etc. Diminúen a predisposicións dos individuos a emigrar. 5.7. Vantaxes e desvantaxes das correntes migratorias. Vantaxes Desvantaxes A lexitimación dos Sindicatos para negociar un aumento no salario pode reducir dentro do seu ámbito de actuación pode reducir a tendencia Emigratoria. Os problemas da desinformación poden favorecer que as correntes migratorios aumenten as taxas de desemprego do lugar de destino. As nacións e as distintas ordenacións territoriais poden ver aumentada a súa poboación activa grazas á recepción dunha corrente migratoria que tamén produce efectos aumento do consumo, maior recadación... En certas rexións pódense dar tendencias políticas que rocen a vulneración de certos Dereitos Fundamentais, podendo fomentar a radicalización na visión dos cidadáns cara este fenómeno. Tanto os principais emisores como o receptores de correntes migratorias van a poder convivir con novas fontes de costumes, un aumento dos coñecementos culturais, etc... Xeración de expectativas que co tempo non coinciden coa realidade das necesidades individuais e que poden chegar a ter un custo tanto económico coma psicolóxico moi alto. A ampla taxa de retorno facilítalles aos migrantes obter máis información sobre os lugares de destino. A dificultade para interpretar os mercados e a información imperfecta provocan unha elevadísima taxa de retorno. Incorporación de traballadores moi ben cualificados procedentes de outras rexións. A brecha salarial reduce o incentivo da muller para traballa e emigrar. 45 6. Análise dos sectores de actividade allaricenses. Neste apartado exporanse os distintos datos que reflexan as fontes oficiais nos principais motores económicos instalados na vila. Así mesmo, serán analizados e comparados para coñecer a importancia dos diferentes sectores para coñecer o seu número e a proporción que representan en comparación cos demais sectores e as principais figuras xurídicas escollidas polos empresarios allaricenses no período 2014-2020 comezada xa a recuperación da crise económica do 2008. 6.1. Agricultura. Hai que facer referencia á falta de datos dende os anos 1999 ao 2014, co cal o período no que se fai a análise é menos representativo que no caso dos demais sectores. No ano 2015 prodúcese o pico desta serie contabilizando un total de 49 empresas que traballan no sector da agricultura, principalmente derivadas da actividade gandeira e da produción apícola. Dentro deste sector resaltan unha serie instalacións que son chave no atractivo turístico que actualmente rexistra a vila e que sobre todo, permiten fixar poboación no rural a través do desenvolvemento de actividades económicas que permiten o sustento de varias familias, entre elas destacan: • Ecoespazo e Centro Medioambiental “ O Rexo”. Situado na parroquia de Valverde (Allariz), está composto por unha granxa de Ovina de leite e unha queixería así coma un contorno artístico que se integran co medio ambiente e do cal o gando é o principal protagonista, xa que coa súa presencia lógrase establecer un equilibrio ecolóxico capaz de facer fronte a fenómenos naturais coma os incendios. • Ecoleia. Nace coma un proxecto de explotación de leite vacún artesán situada na parroquia de San Miguel de Torneiros e que nutre de leite fresca pasteurizada tanto a veciños coma a diferentes locais de hostalería da Vila. • Briugu Allariz. Fixan a súa actividade na cría de exemplares de Boi autóctono. Está composta por varios gandeiros que distribúen a súa actividade por diferentes parroquias do Concello e que cunha estrutura loxística propia achegan os produtos Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. Gráfica 19. Agricultura. Allariz. 2014-2020. 46 cárnicos obtidos da cría en liberdade dos exemplares tanto para a hostalería da Vila coma para particulares que a demanden. • Petelo. Empresa familiar de nova xeración especializada principalmente na colleita e transformación da castaña así coma da elaboración de comestibles artesáns. Chegan a cubrir mercados internos e internacionais. A maiores dos exemplos expostos tamén destacan certas explotacións de gando ovino e caprino que manteñen os métodos tradicionais de pastoreo e que son os responsables de manter as extensas áreas de pasto nas que se van desprazando libres de maleza, que é a responsable da rápida propagación dos incendios, permitindo así que se xeren corta-lumes naturais. Así mesmo, cabe mencionar tamén certas explotacións gandeiras especializadas tanto no sector cárnico coma leiteiro que tamén contribúen en gran medida a conter eses fenómenos naturais grazas ao coidado dos montes con plantacións tanto herbáceas coma de cereais, tubérculos, etc. fundamentais tamén, para a alimentación do gando e coas que se contribúe a manter unha maior autonomía coa exportacións de materias primas e un aforro considerable nas emisións de gases de efecto invernadoiro. Como se menciona ao principio deste punto, a falta de un maior período temporal, impiden facer un análise rico sobre as tendencias, a situación actual e pasada e demais factores que afectan a este sector. 6.2. Industria. Allariz non destaca por ter un tecido industrial amplo como se analizará no punto 8.3 Tecido empresarial e 8.4 Ranking de facturación. Os principais sectores industrias que ten a Vila resúmense en 4 categorías principais que, en función da súa representatividade son: Industria da alimentación cun vinte e dous por cento do total, confección de roupa para vestir cun vinte por cento, a fabricación de produtos metálicos cun quince por cento, e a reparación e instalación de maquinaria industrial cun dez por cento. Dentro da serie 1999-2007, obsérvase un aumento no número de industrias dentro dese período, en concreto de quince. Nos anos 2004 e 2007 é onde se atopa o maior crecemento anual de industrias, máis en concreto rexistran un crecemento do 8,3% e 9,15% respectivamente. Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. Gráfica 20. Industria Allariz. 1999-2020. 47 Coa chegada da crise económica do 2008, prodúcese unha degradación do tecido industrial cun descenso medio entre os anos 2007 e 2014 do -2,4% anual sendo nos anos 2009 e 2011 onde se producen as perdas máis acusadas que se rexistran neste período. Por último dende o 2014 ao 2020, prodúcense dous grandes movementos en canto á recuperación desa tendencia que se estendía durante xa sete anos. O crecemento rexistrado entre os anos 2014 e 2015 ( un 8, 2%) vese solapado pola caída no peso deste sector no seguinte ano. Entre o 2017 e o 2018 volve a recuperarse a dinámica non crecemento que de novo se verá solapado polas caídas rexistradas no 2019 e o impacto da Covid-19 no 2020 que despois das medidas sanitarias xa coñecidas e recollidas no Real Decreto-ley 8/2020, de 17 de marzo, que afectaron principalmente á mobilidade e á economía que tamén repercutiron nos hábitos de consumo dos axentes sociais e que provocou que moitos sectores volvesen a atoparse nunha situación semellante que na da crise económica de 2008. Pese a presentar unha perda moi pronunciada e pese a non ser a maior caída que experimentou a Vila dentro deste período (tan só superada polos anos 2011 e 2016) non debemos de subestimar este dato xa que nos deixa cunhas cifras semellantes ás do ano 2000 e 2002, provocando unha involución grave neste sector de actividade. Pese a tendencia negativa que persiste no sector agrario, este sector é o que presentou as peores cifras dentro deste epígrafe, demostrando que é un dos sectores máis vulnerables ou dependentes en temos de recesións económicas sexan ou non provocadas pola propia economía ou por unha enfermidade coma a do Covid-19. 6.3. Construción. Como é de imaxinar, este debería de ser os sector que máis notou o impacto da crise económica que tamén recibe o nome de crise do ladrillo debido a como afectou no sistema de financiación das principais construtoras e a súa dependencia coas diferentes fontes de financiación máis recorridas polo sector na época. Esta gráfica non reflexa un impacto tan directo como por exemplo o do sector industrial que se recolle no punto anterior. A gráfica divídese en 4 franxas das que: 48 • 1999-2009: nestes dez anos podemos observar como case se duplican o número de empresas do sector. Dende o 99 ata o 2006 recóllese unha tendencia positiva na creación de novas empresas que presentan unha taxa de crecemento media anula do seis coma un por cento, destacando os anos 2007 e 2008 nos que dun ano a outro se incrementan o número de empresas deste sector nun 25% anual o que xustifica o pronunciado ascenso que se rexistra na gráfica. Pese ao significativo da cifra tan só de 2008 a 2009 se perde un 11% anual de todo o tecido do sector. • 2010-2019: este período ven marcado polas continuas flutuacións rexistradas no número de empresas que se crean no sector. É un período no que en xeral se pode falar de recuperación xa que a súa taxa de crecemento anual ronda o cero coma seis por cento, que pese a ser escasa, está compensada polos períodos de crecemento rexistrados entre os anos 2011 e 2014 que compensan as perdas derivadas das caídas no número de empresas do sector rexistradas na gráfica. • 2020: pese ao pouco actualizados que están os datos que acumulan un retraso de dous anos e tamén en parte polas situacións derivadas da pandemia do Covid-19, podemos afirmar que a pandemia repercutiu negativamente no crecemento que estaba a experimentar o sector, en tan só un ano prodúcese unha caída do seis coma nove por cento no crecemento en comparación co mesmo período do ano anterior. Pese a reflexar unha caída moi pronunciada non é das maiores que se rexistraron na serie histórica, destacando os picos xa mencionados anteriormente. 6.4. Sector servizos. É o sector que mellores cifras en canto ao crecemento se refire presenta na Vila. Isto amosa a realidade económica da Vila e cal é a principal corrente económica, polo menos en número da realidade económica de Allariz. Tense que por en manifesto que pese a ser o sector maioritario en canto a número non ten porque ser necesariamente o sector con maior volume de facturación nin que proporcione o principal nicho de emprego da Vila, pese a ser en base ás cifras un sector pleno auxe e que podemos cualificar de oportunista, xa que se adaptou dun xeito moi positivo á tendencia que arrastraba a crise económica nos demais factores de Fonte: Elaboración propia en base aos datos do I.G.E. Gráfica 21. Construción. Allariz. 1999-2020. 49 produción, xa que esta non foi capaz de dobregar a tendencia que en canto a crecemento viña rexistrando. Para unha mellor análise podemos dividir o período temporal en tres que comprendan os anos: • 1999-2009: cunha taxa media de crecemento anual ata o ano 2008 dun catro coma un por cento anual, estancándose esa cifra entre ese mesmo ano e o 2009 debido á falta de información nos mercados, á falta de crédito bancario e á paralización da economía española derivada do gran número de traballadoras e traballadores que compuñan o sector. • 2010-2019: Agás no caso do sector agrario, no resto de sectores os anos 2012 e 2013 están marcados pola recesión na unidade de empresas que compoñen os distintos sectores produtivos; as constantes políticas de recortes 66 ditadas dende o Goberno Central para tentar frear a taxa de débeda pública no conxunto do Estado. Provocaron un estado de desinformación que repercutiu na percepción subxectiva en canto a viabilidade económica dese tipo de negocio por parte dos individuos que pretendían emprender dentro deste sector e que debido ao contexto nese ano preferiron non abrir novos negocios e incluso se degradaron parte dos xa existentes. Superada esa pequena recesión dende o ano 2014 ao 2019 o crecemento volve acadar cifras positivas e presenta un crecemento anual medio do dous coma dous por cento, que pese a ter un ritmo de crecemento da metade do que experimentou no período dos anos 1999 a 2007, é un dos maiores crecementos que se experimentaron en todos os sectores produtivos dende que sufrimos as consecuencias da crise económica. • 2020: é o ano no que comeza a pandemia de Covid-19. En Allariz é unha Vila na que o sector servizos está composto maioritariamente por establecementos do pequeno comercio e a venda ao por menor, estas representan o trinta por cento do total deste sector, a hostalería; representa o quince por cento do total do sector e as actividades 66 El Mundo (2012): “España sufrirá en 2013 lo peor de la crisis con el paro al borde del 27%”. Consultado o 03/05/2022. Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos polo I.G.E. Gráfica 22. Servizos. Allariz. 1999-2020. 50 profesionais, científicas e técnicas cunha representatividade do doce coma dous por cento. Á hora de identificar quen sufriu máis pola caída rexistrada no 2020 dun dous coma dous por cento, destacan os servizos de informática e telecomunicacións perden un trinta e tres por cento da súa masa en comparación co mesmo período do ano anterior seguido pola hostalería. Os servizos de transporte e os estudos de arquitectura perden en conxunto un sete por cento da súa masa en comparación ao ano anterior. Pese ao número de peches, tamén hai sectores que creceron a un ritmo o suficientemente alto como para que fose capaz, en parte, de situar a caída anual no dous por cento, estes servizos foron os da educación e outros servizos, que creceron a un ritmo do seis por cento anual e os servizos sanitarios cun catro por cento de crecemento. 7. Estrutura empresarial de Allariz. Xa exposta a natureza do tecido empresarial de Allariz en función da súa evolución histórica, a representatividade de cada un dos sectores e o papel que teñen nos períodos de recesión e crecemento económico. Neste apartado a análise centrarase na análise das figuras xurídicas que escollen principalmente os empresarios da Vila, o nivel de competitividade que teñen dentro do mercado e a representatividade que adquiren en función do número de traballadoras e traballadores. 7.1. Definicións e principais figuras xurídicas. Para formalizar esta análise defínense as principais figuras xurídicas en base á normativa vixente para facilitar a comprensión da escala executiva que compoñen as principais actividades económicas da Vila. • Autónomos: a Ley 20/2007, de 11 de julio, del Estatuto del trabajo autónomo define esta figura coma todas as “personas físicas que realicen de forma habitual, personal, directa, por cuenta propia y fuera del ámbito de dirección y organización de otra persona, una actividad económica o profesional a título lucrativo, den o no ocupación a trabajadores por cuenta ajena”. • Sociedades Anónimas: Son sociedades de capital de carácter mercantil constituídas por persoas físicas, xurídicas ou “en forma sucesiva por suscripción pública de acciones 67 ” nas que o seu capital está distribuído polos 67 Real Decreto Legislativo 1/2010, de 2 de julio, por el que se aprueba el texto refundido de la Ley de Sociedades de Capital. Art. 19.3 51 socios en forma de accións que terán que ser aportadas polos mesmos antes da súa constitución 68 que cubran un capital mínimo de 60.000€. • Sociedades de responsabilidade Limitada: Son sociedades de capital de carácter mercantil constituídas por persoas físicas, xurídicas vanse a constituír por contrato entre dúas ou máis persoas. Precisan un capital social para a súa constitución de 3.000€ e dividen o seu capital social en participacións. • Sociedades Cooperativas: Son sociedades de capital de carácter mercantil constituídas por persoas físicas, xurídicas deberán estar integradas, polo menos, por tres socios 69 e que “que se asocian, en régimen de libre adhesión y baja voluntaria, para la realización de actividades empresariales, encaminadas a satisfacer sus necesidades y aspiraciones económicas y sociales, con estructura y funcionamiento democrático” según recolle o Art. 1. . da Ley 27/1999, de 16 de julio, de Cooperativas. As principais figuras xurídicas que están detrás dos sectores de actividade son: 68 Tendo en conta o mesmo RD agora cabe facer mención dos Art. 1.3 e art. 2. 69 Ley 27/1999, de 16 de julio, de Cooperativas. Art. 8. 1. Autónomos Sociedades anónimas 342 5 364 5 363 5 385 5 386 5 384 5 372 5 Sociedades de responsabilidade limitada Sociedades cooperativas 140 4 141 5 136 4 136 4 138 4 134 5 124 5 Táboa 7 Rexistro das principais figuras xurídicas da Vila. Fonte: Elaboración propia en base aos datos obtidos polo I.G.E. 52 Unha vez definidas as diferentes figuras xurídicas, cabe comezar coa análise da representatividade que posúen entre a totalidade das mesmas. Como se pode apreciar na táboa e dentro do período de 2014-2020 a personalidade xurídica máis escollida é a da Traballadora/-or Autónoma/-o que representa no ano 2020 o sesenta e oito por cento dos empregadores alaricanos, seguidas polas Sociedades de responsabilidade Limitada cunha representatividade do vinte e tres por cento. Tanto as Sociedades Anónimas coma as Sociedades Cooperativas son as Personalidades Xurídicas menos escollidas, co un por cento do total. 7.2. Ranking de facturación. As empresas que desenvolven a súa actividade na vila non destacan polo capital social necesario para a súa constitución. Despois do traballador autónomo a segunda figura xurídica máis empregada é a da Sociedade Limitada. Pese o menor esforzo económico á hora da constitución nas dez primeiras empresas que máis facturan e expostas na táboa 7 os seus volumes de negocios oscilan entre os trinta millóns de euros e os seiscentos mil euros. Na cabeceira desta lista atópase Incalplas S.L, unha empresa asentada no polígono Industrial de Chorente e especializada na fabricación de pezas plásticas para a industria do automóbil, a falta dos datos de 2021 2 do primeiro trimestre de 2022 vese que veñen experimentando unha precipitada variación negativa no seu capital. Nos seguintes catro postos e agrupadas entre os tres millóns de euros e os seis millóns de euros, atopamos o G.E.V. S.L situada no Polígono industrial de Roiriz sendo a súa actividade principal a venda de repostos de vehículos e desmantelamento dos mesmos; E. J. B. Situada no Polígono Industrial de Chorente, a súa actividade principal é o sector do transporte por estrada. Xa fora dos tres primeiros postos están S. A. C. A. S.L cun supermercado Eroski, Allarluz S.A empresa municipal de xestión de biomasa para a transformación en enerxía eléctrica, S. M. T. P. S.L empresa de transportes por estrada, A. S. A. S.L Estación de Servicio Galp, Ebanistería Allariz S.L mantén como actividade principal a ebanistería e carpintería. Nos dous últimos postos deste ranking das dez organizacións que presentan unha maior facturación están M.C.S.H. S.L ten como principal actividade á elaboración de produtos cárnicos e Artavia Solutions S.L que participa no mercado comerciando con ataúdes. 59 Neste caso o I. G. E. Fai unha pequena discriminación do concepto da L. P. R. L. e recolle os datos dos accidentes leves, moi graves e mortais. O que mostra a táboa número 10 é que o noventa e seis coma dous por cento dos accidentes laborais que producen algún tipo de dano nos traballadores son de carácter leve e que de media cada mes do ano se produciran dúas baixas laborais de carácter leve. Por sorte, a gravidade dos accidentes laborais e dos pasamentos a causa así coma a súa frecuencia distan enormemente das cifras que acada o carácter leve; lonxe de celebrar unhas cifras moito máis significativas, son maiores das que pretenden as leis en materia de seguridade laboral ou hixiene e saúde no traballo a L.P.R.L., que buscan acadar un cifra o máis preto do cero posible, pese a soar utópico. En función dos datos e do período analizado falamos de que tanto os accidentes moi graves coma os que producen a morte representan un tres coma sete e cero coma tres por cento respectivamente. Con isto, pódese afirmar que se producen aproximadamente un accidente moi grave ao ano e un falecido por mor dun accidente laboral aproximadamente unha vez cada dez anos. ➢ Índice de incidencia de accidentes de traballo: O I. G. E. define o índice de incidencia de accidentes de traballo coma “o cociente entre os accidentes en xornada de traballo con baixa e a media anual dos traballadores afiliados en situación de alta laboral nos réximes que teñen cuberta a continxencia de accidente de traballo.” 74 É interesante facer a comparación para coñecer o grado de representatividade ou no caso de que sexan un problema coñecer o grado derivado da alta incidencia destes accidentes laborais entre o total dos afiliados. 74 I.G.E.: http://www.ige.eu/igebdt/esq.jsp?idioma=ga&paxina=001&c=0204037002&gnp=0&ruta=definiciones/d efcod.jsp?C=02040370020000. Consultado 25/05/2022. 60 Como se pode apreciar na táboa número 11 o índice de sinistralidade acada pouco máis do un por cento anual co cal podemos descartar calquera hipótese que recoñeza o contrario. O mantemento destas cifras implica unha correcta interpretación e aplicación tanto por parte dos traballadores por conta allea e dos empresarios, que ambos deben de velar pola seguridade nos centros ou lugares de traballo pese a que a distribución das responsabilidades derivadas dos accidentes de traballo tal e como recolle a normativa vixente (L.P.R.L.) sexan considerablemente diferentes. 8.4. Contratos rexistrados segundo nivel de formación e modalidade do contrato. Táboa 11. Índice de sinistralidade en Allariz no período de 2006 a 2020. Allariz Accidentes laborais Afiliacións á S. S. Índice sinistralidade 2006 37 1825 2% 2007 36 1948 2% 2008 56 2006 3% 2009 30 1990 2% 2010 38 1979 2% 2011 22 2031 1% 2012 18 1999 1% 2013 20 1959 1% 2014 24 2005 1% 2015 26 2052 1% 2016 35 2100 2% 2017 35 2134 2% 2018 30 2216 1% 2019 30 2269 1% 2020 27 2216 1% Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Total Analfabetos Estudos primarios Estudos secundarios Estudos superiores Sen clasificar 2002 765 4 3 660 98 0 2003 755 5 4 641 105 0 2004 700 7 7 564 122 0 2005 752 523 617 107 0 2006 891 222 719 148 0 2007 1142 14 27 907 194 0 2008 1056 15 34 859 148 0 2009 792 746 572 167 0 2010 717 848 532 129 0 2011 747 18 32 572 125 0 2012 895 9117 645 116 8 2013 955 14 162 650 128 1 2014 964 6260 544 154 0 2015 1092 5251 680 150 6 2016 1186 1256 752 177 0 2017 1284 5259 845 175 0 2018 1581 7318 1078 176 2 2019 1474 2274 995 202 1 2020 1147 4172 772 198 1 2021 1439 5252 890 291 1 Sumatorio 20334 143 2567 14494 3110 20 Representatividade 1% 13% 71% 15% 0% Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Táboa 12. Contratos rexistrados segundo o nivel de formación. 61 Co obxectivo de coñecer o nivel de formación principal esixido na meirande parte dos contratos executados nun ano formulouse a táboa número 12 que nos mostra o total dos contratos producidos en Allariz nun ano comprendido entre os da serie de dous mil dous a dous mil vinte e un e os principais graos educativos. Na serie rexistrada na Vila de Allariz destacan con enorme diferencia, xa que son preto das tres cuartas partes do número de contratos rexistrados tan só eran esixibles por contrato haber cursado e dispor do título de Educación Secundaria Obrigatoria (E.S.O.). As ensinanzas inferiores á E.S.O. en conxunto suman o oitenta e cinco por cento do total das contratacións o que nos indica o pouco técnico que está o mercado laboral en Allariz por mor de que as principais demandas de traballadores chegan con postos que non requiren dunha formación académica superior e que está vinculado en gran medida ao disposto no apartado 5.2 Emigrantes. Movementos xeográficos cando se fala da necesidade de emigrar daqueles que están en posesión de títulos de ensinanzas superiores pero que debido á falta de ofertas laborais deciden en emigrar 75 . No caso das modalidades de contratación imos facer referencia principalmente ás modalidades máis significativas, en concreto son catro e definirémolos coa correspondente redacción que se establece no Estatuto dos Traballadores (a partir de agora E.T.) e demais medios recoñecidos polo Dereito: ➢ Indefinido ordinario: son todos os contratos que se van a celebrar cunha duración indeterminada, é dicir, non van a reflexar ningunha fecha na que se rescinda o mesmo 76 . Admite tres celebracións compatibles co disposto no E.T. contrato a tempo parcial e de relevo (art.12 E.T.), fixo-descontinuo (Art. 16 E.T.) e a xornada completa. ➢ De obra ou servizo: o réxime xurídico atópase na redacción do art. 2 do RD 2720/1998, de 18 de decembro onde nos día que é un contrato que pese a estar limitado no tempo, ten unha duración incerta. Coa entrada en vigor da recente reforma laboral reflexada no Real Decreto-lei 32/2021, de 28 de decembro desaparece este tipo de contratación e tan só permite a celebración dos contratos eventuais por circunstancias da produción. 75 Cabe facer fincapé ao exposto no apartado 5.2 Emigración. Movementos xeográficos. Sobre o factor psicolóxico determinante para dar o paso e emigrar, fálase de que a maioría destes estudantes tiveron que abandonar a residencia familiar para residir de xeito temporal noutra cidade mentres realizan os seus estudos e esa experiencia ou información (en termos económicos) facilita que o traballador se decante polo camiño da emigración. 76 S.E.P.E. https://www.sepe.es/HomeSepe/que-es-el-sepe/comunicacioninstitucional/publicaciones/publicaciones-oficiales/listado-pub-empleo/guia-contratos/guia-contratos- introduccion/contrato-indefinido. Consultado o 25/05/2022. 62 ➢ Eventual por circunstancias da produción: o réxime xurídico está suxeito ao disposto art. 15. 2 E.T. sendo modificado parcialmente recentemente polo Real Decreto-lei 32/2021, de 28 de decembro, que o fixa como o contrato marco da temporalidade. ➢ Interinidade: atópase recollida no Real Decreto 2720/1998, de 18 de decembro, que no art. 4, no paragrafo un expón que este celebrase cando se precise realizar unha substitución dalgún traballador durante o tempo que sexa necesario con dereito a reserva do posto e por xornada completa (art. 5. Real Decreto-lei 32/2021, de 28 de decembro) ➢ Prácticas: o Real Decreto-lei 32/2021, de 28 de decembro asume unha nova redacción que dispón os tipos de contratos en prácticas que se poden obter no art. 1.1 coma o contrato de prácticas para obter unha acreditación profesional, contrato de formación en alternancia e o contrato de prácticas para obter unha acreditación profesional en función ao nivel de estudos. Fíxase unha duración mínima de seis meses, e unha duración máxima de un ano. Agora, exporanse de forma detallada en función do nivel de estudos cales son os tipos de contratos que son máis frecuentes para cada un dos niveis académicos xa reflexados na táboa 12. Como reflexan as gráficas 25 e 26 para eses dous niveis académicos o tipo contractual co que se atopará con maior probabilidade será o contrato eventual por 7% 26% 55% 12% Indefinido ordinario De obra ou servizo Eventual por circunstancias da produción Interinidade Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 7% 34% 53% 7% Indefinido ordinario De obra ou servizo Eventual por circunstancias da produción Interinidade Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 26. Figuras contractuais para analfabetos en Allariz. anos 2002 a 2021. Gráfica 27. Figuras contractuais para graduados en estudos primarios en Allariz. Período 2002 a 2021. 63 circunstancias da produción. Tanto os traballadores analfabetos coma os traballadores que tan só teñen estudos primarios, van a padecer aproximadamente nun noventa e tres por cento dos casos un contrato laboral de duración determinada. Como se pode apreciar na táboa 12, ambos niveis de estudos tan só representan un catorce por cento do groso da contratación, non chegando a ser os máis significativos nin relevantes, pero contribúen coas súas cifras tanto no número das contratacións coma no tipo ou clase das mesmas para coñecer a situación dos grupos dentro do mercado laboral da vila de Allariz. Como xa mencionamos con anterioridade, pero se volve a recalcar pola novidade e actualidade das modificacións que sufriron en concreto os contratos de obra e servicio e os eventuais por circunstancias da produción a través do Decreto-lei 32/2021, de 28 de decembro, pasarán a ser coñecidos baixo a única denominación de contratos por circunstancias da produción como unha medida máis para reducir a temporalidade xa no mercado laboral nacional. A consecuencia disto na actualidade os diferentes medios de recompilación de datos seguirán empregando as dúas figuras xa que a figura dese contrato, pese a que non se vai a seguir empregando, o mesmo Real Decreto di que van a continuar perdurando xa que permite manter os contratos de obra e servizo que no momento da entrada en vigor do real decreto estaban constituídos conforme ao dereito e durante o tempo. No caso dos estudos secundarios e superiores presentan diferencias entre eles xa que mudan claramente no tipo de contratos que experimenten. En liñas xerais vese como os traballadores con estudos superiores son o grupo ao que menos se contrata baixo a modalidade de eventual por circunstancias da produción e os que máis se contrata baixo a modalidade de obras e servizos e a Elaboración propia cos datos do I.G.E. Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 6% 38% 42% 13%1% Indefinido ordinario De obra ou servizo Eventual por circunstancias da produción Interinidade En prácticas 6% 31% 56% 6% Indefinido ordinario De obra ou servizo Eventual por circunstancias da produción Interinidade Gráfica 29. Figuras contractuais para os estudos superiores en Allariz. Período de 2002 a 2021. Gráfica 28. Figuras contractuais para os estudos secundarios en Allariz. Período de 2002 a 2021. 64 modalidade de interinos coa que case coinciden en representatividade coa franxa dos analfabetos máis non se traduce nunha coincidencia numérica. Pese a variación nas modalidades de contratación mantense un patrón bastante claro dunha temporalidade que non descende do noventa por cento das contratacións nos tipos de contratos que priman para os diferentes niveis de estudos. A consecuencia disto tradúcese nunha falta de expectativas e de oportunidades para os cidadáns da Vila que ou ben se ven na situación de estar encadeando contratos temporais xa expostos antes ou decide centrar a busca dun emprego estable fora do Municipio, chegando en ocasión a ter que empregar o camiño da emigración, sexa calquera modalidade exposta no apartado 5.2 Emigración. 8.5. O paro en Allariz. O paro ven definido pola Organización Internacional do Traballo (O.I.T. a partir de agora) como recolle o art. 11.20 do Reglamento (CE) núm. 2223/96 del Consejo, de 25 de junio de 1996, relativo al sistema europeo de cuentas nacionales y regionales de la Comunidad., define o paro como “ Según las directrices de la Organización Internacional del Trabajo (Decimotercera Conferencia Internacional de Estadísticos del Trabajo), los «parados» comprenden todas aquellas personas que, habiendo superado una determinada edad, se hallaban durante el período de referencia: a) «sin trabajo», es decir, no desempeñaban un empleo ni como asalariados ni como trabajadores autónomos; 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 Paro total Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 30. Paro total rexistrado en Allariz nos períodos de 1999 a 2022 65 b) «disponibles para trabajar», es decir, estaban disponibles para desempeñar un empleo como asalariados o como trabajadores autónomos durante el período de referencia; c) «buscando trabajo es decir, habían realizado determinadas gestiones durante un período reciente y concreto de tiempo con la finalidad de buscar un empleo como asalariados o como trabajadores autónomos. Las gestiones a las que se hace referencia pueden incluir: inscribirse en una agencia privada o pública de empleo; ponerse en contacto con empleadores; buscar trabajo en granjas, fábricas, mercados y otros lugares en que suelen realizarse contrataciones; poner anuncios en los periódicos o responder a ellos; requerir la colaboración de amigos o familiares; buscar terrenos, edificios, maquinaria o bienes de equipo para establecer una empresa propia; buscar recursos financieros; solicitar permiso y licencias, etc.” Unha vez definido, é momento de interpretar os datos que temos recollidos na serie, dividida en tres tramos: 1999 a 2001, 2002 a 2013 e de 2014 a 2019 xa que se fará mención do período comprendido entre os anos dous mil vinte e dous mil vinte dous será interpretada no seguinte apartado deste mesmo epígrafe. o Anos 1999 a 2001: en cifras representan o mínimo histórico dende que hai datos, en concreto é no ano dous mil un onde se rexistra o menor número de desempregados da serie. Non é posible facer unha comparación deste sector co número de empresas e sectores de actividade xa que o I.G.E. non rexistra datos neses período. o Anos 2002 a 2013: como se expuxo anteriormente esta franxa está caracterizada pola Crise Económica que xa analizamos os movementos cuantitativos que producen tanto no mercado de traballo e demais mercados, o impacto nos movementos migratorios, etc. Como se pode ver na gráfica 29 os períodos previos a dous mil oito xa aparecen caracterizados por un ascenso no número de parados que atopa un equilibrio entre os anos dous mil cinco e dous mil sete que se disparan a partir do ano seguinte e deixan o máximo histórico no dous mil trece con catrocentos corenta parados. o Anos 2014 a 2019: claramente reflexa un período de recuperación na que de media se reducen anualmente o número de parados un oito por cento rexistrando o menor número de parados dende a crise económica no dous mil dezanove. 66 ➢ Actualidade. 2020-2022. Unha vez comentadas as características principais da serie histórica anterior, farase unha interpretación do período entre os anos dous mil vinte e dos dous primeiros meses do segundo trimestre do ano dous mil vinte e dous. A intención é observar máis ao detalle como influíu e inflúe no mercado laboral a actual crise sanitaria do Covid-19. É significativo como no ano dous mil vinte na gráfica 29 sufre un incremento no número de parados que rompe a tendencia de recuperación económica que se viña mantendo dende o ano dous mil catorce. A información está agrupada por trimestres coa intención de observar dun xeito máis preciso se se producen variacións significativas ou non na serie. O sector que sufriu unha maior impacto económica a consecuencia da crise sanitaria foi o sector servizos, máis en concreto a hostalaría; os contratos que se producen no sector dependen en gran medida da época do ano na que nos atopemos, habitualmente corresponden a épocas estivais. Esta afirmación xustifícase no incremento no número de parados ata o segundo trimestre do ano dous mil vinte, onde pese a existencia de contundentes medidas sanitarias non implicou que se producisen certa presencia de turismo que desafogou o número de parados no terceiro trimestre dese mesmo ano. Unha vez comezado o cuarto trimestre e ante a menor demanda de man de obra o paro volta crecer acadando o seu máximo no primeiro trimestre do ano dous mil vinte e un onde encamiña unha tendencia cara o descenso no número de parados que permite situar 0 50 100 150 200 250 300 350 400 Paro total Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 31. Paro total na actualidade. Período de 2020 a 2022. 67 a vila por debaixo dos trescentos parados nos dous primeiros meses do ano dous mil vinte e dous. 77 8.6. Número de parados por sector. A súa evolución. No presente punto móstrase como evolucionou o número de parados no período de 1998 a 2022 dentro da Vila de Allariz. A través da interpretación dos datos e coas pecualirades que xa se teñen trato de certas franxas temporais da serie, preténdese comprender cuan estable chega a ser a contratación da vila en función dos diferentes nives educativos. Como mostra a táboa 13 en función aos catro principais sectores de actividade pódese observar con maior detalle e grazas á escala de cores os períodos críticos nos que se incrementa (vermello) o seu valor. O sector da agricultura e gandaría continúa a ser dos menos representativos do total. Rexistra un número de parados considerablemente estables no tempo nos que as variacións no número de parados que experimenta non son o suficientemente representativas co total. O sector da industria xunto co sector da construción presentan un comportamento similar na evolución do número de parados a consecuencia da crise económica e son capaces de manter esa recuperación nos dous primeiros anos de crise sanitaria pese a experimentar un incremento no ano 2020. O gran grupo deste epígrafe é o sector servizos, de feito, nos dous primeiros meses do ano 2022, concentra o setenta e tres por cento do total de parados. Devido ao amplo número de parados é o que experimenta os cambios máis significativos no 77 Cabe volver facer mención de: La Región (2021): “Récord de facturación en Allariz en un año “excepcional” consultado o 29/04/2022. Táboa 13. Evolución do número de parados por sector. Allariz período 1999 a 2022. Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Allariz Agricultura/Gandería Industria Construción Servizos 1999 548 39 71 2000 740 34 64 2001 542 22 59 2002 844 20 67 2003 647 23 82 2004 357 31 86 2005 669 28 101 2006 464 24 106 2007 565 24 105 2008 372 34 118 2009 487 44 135 2010 797 52 153 2011 798 61 170 2012 697 70 203 2013 5108 67 238 2014 6112 54 238 2015 9100 47 215 2016 675 39 197 2017 466 30 209 2018 257 24 198 2019 346 27 194 2020 649 30 230 2021 648 25 225 2022 937 25 194 68 número de parados durante tempos de recesión económica como reflexan os datos entre o ano 2008 e 2014 cun incremento entre os dous anos de preto dun 49%. Cabe facer mención da gráfica número 22 onde se ve que nos primeiros dous anos da crise de 2007-2008 o número de empresas que desenvolven a súa actividade no sector servizos estáncase despois de encadear un período de crecemento continuo que non remontará ata pasado o ano 2010 no que o sector comeza a crecer, pero como reflexa a táboa 12 ese crecemento non é capaz de xerar o suficiente emprego ata o ano 2015, onde comeza o primeiro síntoma de recuperación. Tan só cinco anos despois de comezar a súa recuperación en canto á demanda de man de obra, chega a crise sanitaria do ano 2020 e produce que as cifras de paro recuperen as cifras dos períodos máis críticos da crise económica. Ao fío do exposto no parágrafo anterior, a gráfica 33 mostra como o sector servizos é o responsable do 54% da cifra total de parados rexistrados. Síguelle o sector da industria que concentra case 1/4 do total de parados e de xeito moito menos representativo o sector da construción e o da agricultura e gandería. 9. BENESTAR. Non fai falla pensar en que na actualidade, os individuos temos un maior número e dun xeito máis accesibilidade os servizos que demandamos para poder cubrir as súas necesidades. Nun marco inferior a cen anos, sábese que o nivel de vida na Galicia de principios do S. XX, a economía estaba caracterizada por ser unha economía de subsistencia na que os individuos tan só acadan un nivel de renda conforme a poder obter bens que cubran as súas necesidades máis básicas como individuos. 2% 24% 13% 54% 8% Agricultura/Gandería Industria Construción Servizos Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 32. Paro rexistrado por sectores en Allariz no período de referencia 1999 a 2020. 75 9.3. Saúde. Exporanse tres variables que repercuten directamente nos índices sanitarios. Lonxe de empregar parámetros coma a transmisión de enfermidades, a presenza ou ausencia das mesmas, ou as causas dunha morte que xa foron interpretadas no punto 4. 5 Taxa de mortalidade. Tales variables a estudo son a idade media da poboación allaricense, o índice de envellecemento e a evolución dos recursos sanitarios que facilita o S.E.R.G.A.S con maior ou menor acerto. Dentro da serie de estudo, a primeira variable que será analizada é a idade media da poboación allaricense. Como se pode apreciar na táboa 16 a idade media vai diminuíndo a un ritmo moi lento na meirande parte dos anos esta tendencia cara a baixa que permitiu en 19 anos (acada o mínimo no ano 2014) que a poboación “rexuvenecese” en un ano, rexistrado no ano 2021 unha idade media de 47 anos. Feita unha comparación comarcal coas cifras do I.G.E e comparando as mesmas vilas que no punto 4. 2. Situación comarcal. Interprétase que no ano 2021 Allariz é unha das vilas coa idade media máis baixa; destacan Baños de Molgas cunha idade media de 59 anos, Xunqueira de Ambía con 57 anos de media, Celanova con 53 anos de media, Maceda con cincuenta e dous anos e por último Xinzo de Limia con 48 anos de media. No caso do índice de envellecemento vai a mostrarnos o número de persoas maiores de 64 anos que hai por cada 100 persoas menores de 20 anos. Como se aprecia na serie , no total da evolución histórica, redúcese en 77 puntos o número de persoas maiores de 64 anos por cada 100 menores de 20 anos. A nivel autonómico, o índice sitúase nos 163,6. Facendo tamén unha alusión á situación comarcal e referíndose exclusivamente aos datos do ano 2021 que recolle o I.G.E. vese que o Concello de Celanova rexistra un índice de 325, o de Xunqueira de Ambía 582.21, o de Xinzo de Limia 175.2 , o de Maceda é de 284.78 e o de Baños de Molgas 825.86. Táboa 16. Idade media e índice de envellecemento en Allariz. Ano Idade Índice 2002 48,29 225,75 2003 48,36 231,84 2004 48,11 223,84 2005 48,15 221,5 2006 48,37 224,84 2007 48,24 221,94 2008 47,85 205,5 2009 47,51 194,11 2010 47,6 192,05 2011 47,38 182,89 2012 47,3 174,29 2013 47,19 170,94 2014 46,92 162,41 2015 47,14 162,39 2016 47,52 167,51 2017 47,57 166,6 2018 47,47 162,37 2019 47,16 153,24 2020 47,04 150,58 2021 47,01 148,17 Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 76 A singularidade deste índice acláranos que Allariz, a nivel Autonómico e coa xusta comparación das vilas do arredor logra manter un índice inferior aos antes expostos. Lonxe de achegarse a un índice positivo no que se rexistre unha maior representatividade os menores de 20 anos que o número de maiores de 64 anos, o que permitiría falar dunha mocidade forte que garanta unha correcto funcionamento dos instrumentos financeiros que mantén o Estado para sanear as arcas da Seguridade Social, o chamado “peto das pensións”, ou os demais dereitos constitucionais que recolle a Carta Magna en materia de Dereitos Fundamentais. En relación coas fontes de financiamento do Estado e a posterior posta a disposición nos Presupostos Xerais do Estado entre eles recóllese a adxudicación presupostaria da Sanidade, que ao estar centralizada nas Comunidades Autónomas, no caso de Galicia a entidade responsable da xestión deses paquetes financeiros será o S.E.R.G.A.S. Esta entidade é a responsable de nutrir tanto con medios humanos, técnicos e materiais os diferentes puntos nos que ofrece o seu servizo, ven sexa dende un hospital, un quirófano de urxencias ou os centros de Atención Continuada (P.A.C a partir de agora). No caso concreto de Allariz, o pobo conta cun P.A.C. que tamén está dotado con un único médico que atende o servizo de urxencias. O acceso á asistencia sanitaria é fundamental para garantir unha rápida e eficaz intervención do doentes, os erros e acertos dentro deste ámbito están en gran medida vinculadas coas gráficas 6 e7, onde dependendo da calidade da atención fará que un individuo este nun lado da gráfica ou do outro. Centrándose tan só na análise e interpretación dos datos e sen caer na emisión de xuízos obxectivos pódese asegurar que o único recurso humano que crece dentro do cadro é o persoal Médico que dende o comezo ao fin da serie histórica aumentou en cinco Ano Médico xeral Auxiliar de enfermería Asistente social Odontólogo Pediatra 2004 4 1 0 1 1 2005 4 0 0 0 1 2006 4 0 0 0 1 2008 8 0 0 0 1 2010 7 0 0 0 1 2012 8 0 0 0 1 2013 8 0 0 0 1 2014 8 0 0 0 1 2015 8 0 0 0 1 2016 8 0 0 0 1 2017 8 0 0 0 1 2018 8 0 0 0 1 2019 8 0 0 0 1 2020 7 0 0 0 1 2021 9 0 0 0 1 Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Táboa 17. Evolución dos recursos humanos no Punto de Atención Continua do S.E.R.G.A.S. 77 facultativos dos que dispón o P.A.C. Pese a o incremento que rexistra a gráfica 3. Grupos de idade en Allariz nos anos 1998 a 2021 o grupo de idade de menores de 16 anos (coinciden cos pacientes de atención pediátrica) non deixa de crecer do mesmo xeito que acontece na gráfica 4. Taxa de natalidade en Allariz 1981-2020 onde a tendencia xeral é o crecemento positivo, pois ben, como amosa a Táboa 17 o servizo de pediatría non se viu reforzado dende o comezo da serie, e por sorte non foi tratado coma os odontólogos ou auxiliares de enfermería os mesmos que a entidade xestora decidiu retirar de xeito máis ou menos acertado. 9.4. Servizos básicos. Como recolle o diario “El País” no artigo de Maeusto J. E Gómez, M. 78 O acceso á auga, a enerxía, e a xestión de residuos é algo do que mencionando o propio artigo, non dispoñen máis de 800 millóns de persoas no mundo e son fundamentais para garantir un desenvolvemento humano, industrial, tecnolóxico, etc.. Neste apartado compararanse a cobertura de servizos públicos esenciais coma o alumeado público, habitantes con e sen servizo de alcantarillado, núcleos de poboación con recollida selectiva de lixo, habitantes con e sen servizo de depuración de augas residuais e os habitantes con e sen servizo de abastecemento de auga. Considero que son uns bos indicadores para coñecer a cobertura das necesidades máis básicas da cidadanía que son responsabilidades as entidades públicas locais (dentro do ámbito deste estudo). Algo se falou no punto 3. Situación histórica e xeográfica de Allariz, que aló polo S.XVIII un arquitecto compostelán chegará a Allariz como responsable de construír entre outras, un certo sistema de canalización de auga potable para Allariz que se situaría no Convento das Clarisas e polo que a través dunha fonte se lle achegaba o acceso á poboación de auga potable para os habitantes do casco histórico. Nos anos noventa leváronse importantes reformas no conxunto da canalización das augas residuais (nas que se inclúen as pluviais nas que se forma un sistema de cloacas combinado). A primeira manifestación dun sistema de drenaxe de augas principalmente pluviais maniféstase ao construír a sexta porta da muralla no barrio de Santo Estevo enfocada para evitar inundacións na parte alta da muralla e que data do S. XV. 78 El PAÍS: https://elpais.com/elpais/2014/01/13/planeta_futuro/1389606854_541241.html. CONSULTADO 30/05/2002 78 Como nos adianta a Táboa 18. Evolución da cobertura dos servizos públicos en Allariz. Vemos como dende o comezo do período de referencia no ano 2.000 a tendencia xeral que logra o concello de Allariz é a de cubrir nun espazo relativamente curto de tempo as necesidades máis básicas que rodean aos veciños. O espazo empregado para contextualizar os sistemas de saneamento adquiren aínda maior relevancia ao ser os habitantes que teñen acceso a un servizo público de saneamento, o acceso á depuración de augas residuais e os servizos de abastecemento son os por un lado os que máis demandan este servizo e aos que se lle proporciona dun xeito moito máis áxil, tendo en conta a peculiaridade e dificultade nalgúns casos de facilitar o acceso ao servizo. Os habitantes que teñen dispoñible o acceso ao servizo de abastecemento de auga potable cabe mencionar o deterioro no número de vivendas que dispoñen captacións propias de augas e se nutren exclusivamente delas co cal é lóxico pensar que non van ter acceso ao servizo de abastecemento de auga potable pese a non ser incompatibles estas dúas vías de acceso á auga entre si. No caso do alumeado público, as cifras mostran unha cobertura total do servizo entre a cidadanía. Para o servizo da recollida selectiva de lixo, podemos ver como ata o ano 2015 existe un estancamento no número de núcleos de poboación aos que se lles brinda o servizo pese a axilidade rexistrada no ano 2.000. No eixo dos núcleos que non teñen servizo, vemos como se estanca entorno aos 17 núcleos que non dispoñen do servizo. Ao fío disto hai que facer mención dos múltiples artigos e fontes de información alleas ao I.G.E. coma os datos municipais ofrecidos por Ecoembes empresa xestora dos residuos depositados no contedor amarelo e azul. En base aos datos da mesma no ano 2.021 prodúcese un pequeno descenso na porcentaxe de cidadáns que empregan a recollida selectiva, pero como recolle o Concello nunha publicación, durante o ano 2.020 acadáronse máximos históricos na cantidade destes materiais dun 13,6% 79 , iso si, a base de datos de Ecoembes, sitúa a porcentaxe de impropios nun 31,7% fronte ao 2.021, no que se acada un 26,4% 80 , mellorando de xeito significativo en comparación ao ano anterior. 79 Concello de Allariz: https://www.allariz.gal/xornal/allariz-recicla-un-136-mais-de-envases-durante-o- 2020/ consultado o 01/06/2022 80 ECOEMBES: https://www.ecoembes.com/es/el-proceso-de-reciclaje/datos-de-reciclaje-de-envases- domestico-en-espana/recogida-selectiva-de-envases-domesticos/barometro Consultado o01/06/2022 79 9.5. Zonas verdes. Como recolle a autora Gil, M.(2014) o 3, 21 % da superficie do núcleo urbano de Allariz é unha zona verde pública e cifra o total das zonas verdes públicas en 119.01 m2, tan só no casco de Allariz en comparación cos 18.146 m2 dos que dispuña o Concello no ano 1989. Ano Con servizo Déficits totais ou parciais Con servizo Sen servizo Con recollida selectiva Sen recollida selectiva Con servizo Con servizo Sen servizo 2000 2923 6.. .. 160 4294 4879 87 2005 3522 04708 343 29 27 4759 4992 59 2008 3522 05078 168 29 27 5132 5210 36 2009 3522 05273 162 29 27 5320 5400 35 2010 3522 05404 162 29 27 5458 5534 32 2011 3530 05509 158 29 26 5566 5632 35 2012 3554 05604 160 29 28 5708 5750 14 2013 3993 05690 157 29 28 5794 5837 10 2014 3993 05680 157 29 28 5784 5827 10 2015 3993 05695 155 29 28 5799 5841 9 Habitantes con e sen servizo de depuración de augas residuais Núcleos de poboación con e sen recollida selectiva de residuos Servizo público de iluminación e déficit Habitantes con e sen servizo público de abastecemento de auga Habitantes con e sen servizo público de alcantarillado Habitantes 108 101 56 53 53 51 Habitantes 672 292 Sen servizo 114 115 Vivendas Habitantes Núcleos Táboa 18. Evolución da cobertura dos servizos públicos en Allariz Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 80 A creación das grandes superficies verdes coma a aclimatación de zonas coma O Arnado a Acearrica, Vilanova ou o ferradal son claros exemplos de zonas rehabilitadas nas que os veciños e visitantes empregan para o seu uso constante para realizar diversas actividades, sendo unha parte indispensable do atractivo que reflexa a Vila. Como alertan Andrade, J.M. y Vázquez, M.X. (2016) , ante a constante ameaza que producen os incendios forestais para o noso medio, estes autores, urxen na necesidade de empregar recursos contra a prevención activa de incendios “cunha xestión activa e preventiva da biomasa xunto a diferentes accións que manteñan unha agricultura e un sector forestal vivos, así como que sensibilicen á poboación sobre este problema.” 81 E facilitando a creación de postos de traballo directos no municipio grazas ao aprobeitamento forestal. Unha vez exposto o parágrafo anterior, faise necesario incluír nesta análise a central térmica de biomasa Allarluz S. A. creada polo Concello co fin de previr os incendios a través do aproveitamento da materia forestal existente no monte. Como nos falan Soliño Millán, M., Vázquez Rodríguez, M. X., & Prada Blanco, A. (2009) esta central foi deseñada para empregar como combustible matorrais e materiais de poda pero que na actualidade tamén emprega restos do sector da madeira. Así mesmo tamén xustifican o emprego dun material ou outro por a diferencia no custo dos dous combustibles, en concreto fixan o prezo do KW hora con matorrais e materiais de poda en 18,1 céntimos de euro e no caso dos residuos do sector da madeira 7.37 céntimos de euro incluíndo os custos de persoal, co cal, como recollen , empregar un material ou outro dependerá exclusivamente do mercado enerxético e das subvencións que perciban pola limpeza de matorrais e de podas. No ano 2005 Allariz é nomeada pola Organización das Nacións Unidas pola Ciencia, Educación e a Cultura (UNESCO a partir de agora) Reserva da Biosfera. 81 Andrade, J.M. y Vázquez, M.X. (2016) “Novas demandas para o rural galego”. Foro económico de Galicia. Doc. 18/2016. Páx. 22. 81 Táboa 19. Evolución das zonas verdes en Allariz. Como se ve na gráfica 19, as áreas que máis creceron foron os xardíns e os parques infantís e mostran un crecemento moito menos relevante as áreas de natureza os parques urbanos e as zonas recreativas, que sofren unha significativa perda en número no transcurso do período de referencia. 10. SITUACIÓN E PARTICIPACIÓN POLÍTICA. Este estudo conclúe coa última gran peculiaridade que ten Allariz e que foi descrita tamén no punto 3. Situación histórica e xeográfica deste mesmo estudo. Como se pode deducir, esa peculiaridade é a persistencia no tempo do B.N.G. gobernando a alcaldía de Allariz. Os acertos e erros producidos durante A Revolta rematan con Anxo Quintana na alcaldía e posteriormente a Francisco García 82 , asentando as bases dunha estrutura política forte que permite que se sustente no tempo. 10.1. Censo electoral municipal, votantes e abstencións. A continuación exponse a evolución histórica do número de votantes que teñen recoñecido o dereito a sufraxio e de como é o seu comportamento primario nas furnas, é dicir, se acoden ou non e se o fan, observaremos se se decantan por votar por un determinado partido, se votan en branco ou se o seu voto é declarado como nulo. 82 Na actualidade e dende o ano 2018 (despois de que Francisco deixara a corporación local) goberna a alcaldía Cristina Cid que logrou aumentar un dous por cento o número de votos que recibiu o B.N.G. na lexislatura anterior do ano dous mil quince. Ano Áreas de natureza Xardíns Parque infantil Parque urbano Zonas recreativas 2000 0 3 0 1 5 2005 0 3 1 1 7 2008 0 3 1 1 7 2009 0 3 1 1 7 2010 0 3 1 1 7 2011 0 3 1 1 7 2012 1 5 8 2 2 2013 1 5 8 2 2 2014 1 5 8 2 2 2015 1 5 8 2 2 Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 82 ➢ Censo electoral municipal. Está composto pola poboación municipal que ten recoñecido o dereito ao sufraxio 83 . Como se aprecia na gráfica entre o período de mil novecentos noventa e cinco a dous mil once onde experimenta unha flutuación significativa que estabilizarse entorno ás cinco mil veciñas que poden votar. ➢ Votantes e abstencións. En primeiro lugar hai que facer mención de como o número de abstencións presenta unha tendencia moito menos regular e estable que a que debuxa o número de votos nulos ou brancos e incluso se pode facer a comparación coa tendencia que rexistra o número de votantes. De media o número de votantes que acude ás furnas para os eleccións municipais e o número de abstencións rexistradas, reflexan que de media, tendo en conta os rexistros da serie histórica a participación en Allariz é do sesenta e sete por cento en comparación do trinta e dous por cento de abstencións. 83 Son electores todo aquel que cumpla os requisitos do Art.2 da Ley Orgánica 5/1985, de 19 de junio, del Régimen Electoral General. 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 1987 1991 1995 1999 2003 2007 2011 2015 2019 Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 1987 1991 1995 1999 2003 2007 2011 2015 2019 Votos brancos e nulos Votantes Abstencións Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 38. Censo electoral en Allariz. Gráfica 39. Votos e abstencións nas eleccións municipais en Allariz. 83 Tendo en conta os datos de participación obtidos pódese afirmar que Allariz, mantén unha taxa de participación dezaoito puntos 84 superior á rexistrada nas últimas eleccións ao Parlamento de Galicia no ano dous mil vinte, e un punto superior á participación rexistrada nas eleccións Xerais do ano dous mil dezanove. 10.2. Votos e escanos obtidos polas principais candidaturas. A presente gráfica xustifica en parte o descrito no punto 3. 4. Período crítico “A Revolta”, onde se rexistra a minoría do B.N.G. no ano mil novecentos oitenta e sete e como na lexislatura inmediatamente posterior, e xa con Anxo Quintana como Tenente Alcalde do Concello de Allariz, o Bloque Nacionalista Galego mantén unha superioridade representativa que lle permite manter unha maioría absoluta que non descendeu nunca dos nove escanos dentro da corporación local. É complicado xustificar a lonxevidade do goberno municipal sen facer unha enquisa a cada unha das súas votantes, máis durante os anos nos que se tomou a alcaldía de Allariz na Revolta ata o día de hoxe son considerables as reformas materiais producidas e sobre todo a posta en valor e aproveitamento dende un punto que aposta polo desenvolvemento rural e coidado do entorno dende un punto de vista ecolóxico e social que conforma o municipio. Como se describe no punto 9. Principais indicadores do nivel de vida, todas as restauracións, os negocios promovidos dende o Concello, a adquisición de bens para a súa posta en valor e explotación ou a delicadeza e importancia coas que se xestionan as zonas verdes, sendeiros, ou a materia forestal coa xa mencionada Allarluz; poden ser indicadores que nos arroxen pistas sobre o éxito que acada esta 84 Xunta de Galicia: https://resultados2020.xunta.gal/resultados/0/galicia. Consultado o 02/06/2022. 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 1987 1991 1995 1999 2003 2007 2011 2015 2019 PP PSG-PSOE BNG Fonte: Elaboración propia cos datos do I.G.E. Gráfica 40. Evolución nos votos das diferentes candidaturas nas eleccións municipais de Allariz. 84 corporación local en Allariz e de como se xestionan e coidan as necesidades e inquedanzas veciñais. 11. Conclusións. O percorrido ofrecido por todas as variables que forman o conxunto deste estudo, logran aclarar as inquedanzas iniciais sobre o estado de “Saúde” no que se atopa Allariz unha vez asentadas as bases da Revolta. Lógrase contradicir a tendencia que desertiza o rural galego logrando fixar unha poboación anual que non deixa de crecer, un índice de envellecemento que se atopa por debaixo dos índices da contorna e do galego, no caso da renda bruta dispoñible, tan só unha das poboacións logra acadar uns valores prudentemente achegados aos do caso alaricano. Logra ofrecerlle oportunidades laborais a un porcentaxe moi alto de veciños dos que naturalmente se pode discutir sobre o tipo e a calidade do mesmo máis o número de parados achégase ao rexistrado no 2008 tendo en conta que a poboación sufriu un incremento considerable no número de individuos. O que deixa claro é que a perigosidade física do traballo xunto co correcto uso dos dispositivos de protección e prevención deixan unha incidencia do 1% na sinistralidade laboral. Como conclusión xa de “Análise socioeconómico e Laboral do Concello de Allariz” destaca o esforzo que fixo Allariz nos posteriores anos da Revolta cun órgano de control maduro e dilixente que comprende o público coma sinónimo de todos e todas e que a forza do desexo do conxunto dos habitantes sexa a responsable directa da perpetuidade do “Modelo Allariz” como referente do motor demográfico que precisa o rural galego potenciando a e apostando polo que en palabras de Fernández, M. F., López-Penabad, M. C., & Casal, A. I. (2020) describen como “La riqueza de estas grandes áreas rurales vacías es incalculable en términos de patrimonio, sostenibilidad y calidad de vida” 85 e do que Allariz comparte todo, menos o de valeira. 12. Lexislación. Real Decreto Legislativo 1/2010, de 2 de julio, por el que se aprueba el texto refundido de la Ley de Sociedades de Capital. Ley 7/1985, de 2 de abril, Reguladora de las Bases del Régimen Local. Ley 27/1999, de 16 de julio, de Cooperativas. Real Decreto 463/2020, de 14 de marzo, por el que se declara el estado de alarma para la gestión de la situación de crisis sanitaria ocasionada por el COVID-19. 85 Fernández, M. F., López-Penabad, M. C., & Casal, A. I. (2020). “Desafíos socioeconómicos del cambio demográfico”. Revista Galega de Economía, vol. 29 nº2, páx. 2. 91 Portal de archivos españoles (PARES), Archivo histórico de la Nobleza “Árbol de los señores de Allariz, desde Alonso Pimentel, III conde de Benavente; hasta Gaspar Silvestre Pimentel, conde de Luna.”. ES.45168.AHNOB/1//OSUNA, C.515,D.7. Consultado 18/03/2022. http://pares.mcu.es/ParesBusquedas20/catalogo/description/3923623 Portal de archivos españoles (PARES), Archivo general de Simanca. “Demanda de Juan de Pimentel, desterrado, contra vecinos de sus villas.” (1490). ES.47161.AGS//RGS,LEG,149002,282. Consultado 18/03/2022. Pedreiras Pérez, L. M.; “Visión ocupacional de las últimas seis décadas en el ámbito rural de Galicia” para a Universidade De A Coruña. http://hdl.handle.net/2183/11600 Pintos Barreiro, M. G.( 2006); “Allariz, Vila Abrideira. A rehabilitación paradigmática dun casco histórico”, Porta da aira, vol. 11. Páx. 533-546. https://bit.ly/3npaFWj Puga Brau, X., Allariz recupera-lo pasado para proxectar-lo futuro, ed. Dep. Ourense, 2003. ISBN 84-96011-49-6. Quintela, M. V. G., & Seoane-Veiga, Y. (2011). “La larga vida de dos rocas orensanas”. Archivo Español de Arqueología. Nº 84. Pax. 243-266. https://doi.org/10.3989/aespa.084.011.010 Rodríguez, A. B. (2000). “A presencia xudía en Allariz”. Raigame: revista de arte, cultura e tradicións populares, vol. 11. Páx: 20-28. https://bit.ly/3ONuYc5 Rodríguez, E. B. (2001). “A provincia de Ourense nas viaxes do padre Sarmiento”. Raigame: revista de arte, cultura e tradicións populares, vol. 15, páx. 25. https://bit.ly/3ugGxA3 Rodríguez, F. J. P. (2015). “La provincia de Ourense en la época del románico”. In Ourense: Enciclopedia del Románico en Galicia. Centro de Estudios del Románico. Páx. 19-31. https://bit.ly/3NvNSTc Rodríguez, J. P. (2004). “De la explosión societaria a la destrucción del asociacionismo obrero y campesino. Ourense (1934-1939)”. Historia del presente. Vol. 3. Páx 11-28. https://bit.ly/3Ozuxlh Soliño Millán, M., Vázquez Rodríguez, M. X., & Prada Blanco, A. (2009). “Diseño de incentivos públicos para la producción de electricidad. Con biomasa forestal.” Economía Industrial. Nº 374, páx. 179-191. https://bit.ly/3I0uoVA Vázquez, J. H. (2011). “Diccionario de Arquitectura: maestros canteros que trabajaron en el actual Partido Judicial de Allariz”. Porta da aira: revista de historia del arte orensano, vol. 13. Páx. 317-335. https://bit.ly/3ucUteB Vicetto, B.(1873) Historia de Galicia, vol. 6-7. Montevideo, Imprenta de la Colonia Española. http://biblioteca.galiciana.gal/es/consulta/registro.cmd?id=8500 http://biblioteca.galiciana.gal/es/consulta/registro.cmd?id=8500 92