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Os idosos e as novas tecnologías: perspectivas para uma maior qualidade de vida

Correia da Costa, Joaquim Feliciano

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UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA FACULDADES DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Depa amen o de Teo ia da Educação, His ó ia da Educação e Pedagogia Social Tese de Dou o amen o OS IDOSOS E AS NOVAS TECNOLOGIAS: PERSPECTIVAS PARA UMA MAIOR QUALIDADE DE VIDA Aluno: JOAQUIM FELICIANO CORREIA DA COSTA Di ec o : D . AGUSTÍN REQUEJO OSORIO SANTIAGO DE COMPOSTELA, 2010 UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA FACULDADES DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Depa amen o de Teo ia da Educação, His ó ia da Educação e Pedagogia Social Tese de Dou o amen o OS IDOSOS E AS NOVAS TECNOLOGIAS: PERSPECTIVAS PARA UMA MAIOR QUALIDADE DE VIDA Aluno: JOAQUIM FELICIANO CORREIA DA COSTA Di ec o : D . AGUSTÍN REQUEJO OSORIO SANTIAGO DE COMPOSTELA, 2010 UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA Faculdades de Ciências da Educação Depa amen o de Teo ia da Educação, His ó ia da Educação e Pedagogia Social OS IDOSOS E AS NOVAS TECNOLOGIAS: PERSPECTIVAS PARA UMA MAIOR QUALIDADE DE VIDA TESE DE DOUTORAMENTO Tese ap esen ada à Faculdade da Educação, Depa amen o de Teo ia da Educação, His ó ia da Educação e Pedagogia Social pa a ob enção do í ulo de Dou o P epa ada sob o ien ação do P o esso Dou o Agus ín Requejo Oso io Uni e sidade de San iago de Compos ela Joaquim Feliciano Co eia da Cos a San iago de Compos ela, 2010 O P o esso D . AGUSTIN REQUEJO OSORIO Do Depa amen o de TEORIA DA EDUCAÇÃO, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA SOCIAL (Faculdade de Ciências da Educação) na Uni e sidade de SANTIAGO DE COMPOSTELA. Na qualidade de DIRETOR da Tese de Dou o amen o que ap esen a a Licenciada Dom JOAQUIM FELICIANO CORREIA DA COSTA abaixo o í ulo: OS IDOSOS E AS NOVAS TECNOLOGIAS: PERSPECTIVAS PARA UMA MAIOR QUALIDADE DE VIDA FAZ CONSTAR: Que o abalho ealizado cump e os equisi os cien í icos, me odológicos e o mais que são pe inen es pa a a lei u a e de esa an e o co esponden e ibunal que de e julga a di a in es igação. Em consequência, es ima-se p oceden e au o iza a sua ap esen ação pa a ob enção do í ulo de DOUTOR. San iago de Compos ela, 23 de Ab il de 2010 Fdo. P o . D . Agus ín Requejo Oso io ÍNDICE INTRODUÇÃO..........................................................................................................14 CAPÍTULO 1 - Modos como a sociedade ac ual enca a o idoso 1.1. In odução.....................................................................................................22 1.2. En elhecimen o demog á ico: passado e u u o......................................23 1.3. Es ado-P o idência em Po ugal................................................................34 1.3.1. Poli icas sociais pa a a e cei a idade.....................................................36 1.3.2. Si uação em Po ugal..............................................................................42 1.4. Mi os e ealidades sob e o en elhecimen o..............................................43 1.5. Es e eó ipos ace ca da idade e sua in luência nas elações in e ge acionais............................................................................................48 CAPÍTULO 2 - Qualidade de ida do idoso e elhice bem sucedida 2.1. Qualidade de ida ........................................................................................54 2.2. Qualidade de ida do idoso e concei os elacionados.............................56 2.3. O concei o de elhice bem sucedida .........................................................60 2.3.1. His ó ia, de inição e delimi ações............................................................60 2.3.2. Modelos de en elhecimen o bem: o con ibu o das a i udes posi i as e das ciências sociais..............................................................64 2.3.3. Relações, ínculos e legado amilia .......................................................69 2.4. Família, doença e cuidados na elhice......................................................75 2.5. O idoso, uma mais- alia na amília: a elação a ós-ne os e a solida iedade amilia ...................................................................................80 2.6. No os papéis dos idosos na sociedade, animação sócio-cul u al e o mação de idosos: as uni e sidades da e cei a idade .........................83 CAPÌTULO 3 – O idoso como u ilizado das no as ecnologias 3.1. Desa ios, pa a o en elhecimen o, de uma sociedade ecnológica de in o mação e comunicação..........................................................................91 3.2. A sociedade po uguesa e as ecnologias de in o mação e comunicação..............................................................................................98 3.3. A amília o idoso e as no as ecnologias de in o mação e comunicação......................................................................105 3.4. As no as ecnologias, um elo ou um osso en e ge ações?................107 CAPÍTULO 4 – Mo i os de exclusão dos idosos ace às no as ecnologias 4.1. Di iculdades a ní el senso ial...................................................................111 4.2. Di iculdades a ní el cogni i o...................................................................115 4.3. Di iculdades emocionais e psicossociais................................................120 4.4. Os es e eó ipos ace ca da idade como di iculdade c ucial na u ilização das no as ecnologias pelo idoso...........................................123 CAPÍTULO 5 – Um meio de acesso do idoso às no as ecnologias: a pe cepção de au o-e icácia 5.1. His ó ia e de inição....................................................................................130 5.2. Fon es componen es e dimensões ..........................................................133 5.3. A au o-e icácia na elhice e seu impac o na o mação pe manen e.....139 5.4. E icácia colec i a pe cebida e au o-e icácia do idosos pa a as no as ecnologias ......................................................................................147 CAPÍTULO 6 – Ou o meio de acesso: a capaci ação ou empowe men do idoso 6.1. De ini “Empowe men ”.............................................................................153 6.2. O “empowe men ” do idoso: o pa adigma da e a ização e os di ei os das pessoas idosas......................................................................156 6.3. O “empowe men ” do idoso e pelo idoso................................................161 6.4. O “empowe men ” do idoso a a és das no as ecnologias de in o mação e comunicação........................................................................166 6.5. Empowe men ecnológico do idoso pa a a cidadania...........................170 CAPÍTULO 7 – Um meio de acesso especí ico: a e gonomia 7.1. A E gonomia...............................................................................................173 7.2. E gonomia na in e acção do idoso com a in o má ica...........................175 CAPÍTULO 8 – A impo ância das no as ecnologias na ida do idoso 8.1. Relação do idoso com as no as ecnologias..........................................180 8.2. Inclusão digi al do idoso e ap endizagem ao longo da ida..................185 8.3. No as ecnologias em o dem a uma elhice bem sucedida..................186 CAPÍTULO 9 – Es udo Empí ico 9.1. Objec i os...................................................................................................193 9.2. Me odologia................................................................................................194 9.3. Ins umen os de ecolha de dados...........................................................195 9.3.1. Escala WHOQOL-HOLD.......................................................................195 9.3.1.1. Elabo ação da Escala ...................................................................195 9.3.1.2. Es u u a e desc ição da escala WHOQOL-HOLD........................196 9.3.1.3. In e p e ação e aplicações.............................................................202 9.3.2. Escala de a i udes ace às no as ecnologias (ANT/25).......................203 9.3.2.1. Elabo ação da Escala....................................................................204 9.3.2.2. Es u u a e desc ição da Escala (ANT/25).....................................204 9.4. População e amos a.................................................................................208 9.5. P ocedimen os na colhei a de dados.......................................................210 9.6. T a amen o es a ís ico...............................................................................211 CAPÍTULO 10 – Es u u a concep ual e análise dos dados 10.1. Hipó ese expe imen al.............................................................................213 10.2. Va iá eis ...................................................................................................213 10.3. Dados demog á icos da amos a............................................................214 10.4. Análise explo a ó ia dos dados..............................................................224 10.5. Ve i icação de P essupos os..................................................................228 10.5.1. Condições e e i icação da aplicação dos es es pa amé icos .........229 10.6. Tes e da hipó ese expe imen al..............................................................232 10.7. Análises complemen a es.......................................................................235 CAPÍTULO 11 – Discussão Discussão..........................................................................................................246 CAPÍTULO 12 – Conclusões Conclusões........................................................................................................255 Bibliog a ia .......................................................................................................268 Si og a ia .......................................................................................................277 Anexos ...................................................................................................... 279 Índice de igu as Figu a 1.2.1 - E olução da p opo ção da população jo em e idosa no o al da população (%), Po ugal, 1960 – 2050....................... 24 Figu a 1.2.2 - Taxa média anual de c escimen o da população po g andes g upos e á ios, Po ugal 1960/2005 e 2005/2050..... 25 Figu a 1.2.3 - Taxa média anual de c escimen o da população po g upos e á ios, NUTSII e III, 2010 2050 ................................. 26 Figu a 1.2.4 - Pi âmides e á ias da população em pe cen agem o al da população esiden e ............................................................... 27 Figu a 1.2.5 - P opo ção da população com 65 ou mais anos/ Índice de en elhecimen o 2000 – 2050.................................................. 28 Figu a 1.2.6 - E ec i os populacionais 2000-2050 (segundo di e en es cená ios, em milha es) ...........................................................29 Figu a 1.2.7 - População de jo ens e de idosos 2000-2050 (segundo di e en es cená ios, em pe cen agem) ................................... 30 Figu a 1.2.8 - Em idade ac i a 2000-2050 .....................................................30 Figu a 1.2.9 - Índice de Dependência de Idosos, 2000-2050 (nos di e en es cená ios) .................................................................. 31 Figu a 1.2.10 - Índice de En elhecimen o 2000 20050 (nos di e en es cená ios)................................................................................... 31 Figu a 7.2.1 – Moni o .................................................................................. 178 Figu a 7.2.2 – Supo e ..................................................................................178 Figu a 9.1.1 - Qualidade de ida.................................................................. 193 16 qualidade de ida e de elhice bem sucedida, bem como de ou as ealidades ligadas à ida do adul o mais elho, como a amília e os no os papéis sociais dos idosos. Vi e-se hoje mais empo, mas o que impo a é i e melho , is o é, e uma ida de qualidade, com es ilos de ida e compo amen os saudá eis. Re e imos as á ias dimensões des e concei o, que o in e ligam com ou os de igual impo ância, como a elicidade, a sa is ação com a ida, o bem-es a psicológico, a mo i ação in ínseca, a in eg idade e a sabedo ia. Ap esen amos uma b e e his ó ia e de inição do concei o de elhice bem sucedida, elacionando-a com compo amen os básicos do dia-a-dia. Não nos esquecemos de abo da , com algum po meno , o impo an e con ibu o da amília pa a uma elhice de sucesso e com qualidade, começando pelas elações, ínculos e legado amilia . Na e dade, podemo-nos in e oga : com a c ise que a ins i uição amilia a a essa, o que espe a os idosos no u u o? Abo damos ambém alguns emas elacionados, como a íade amília, doença e cuidados na elhice, bem como o do idoso como uma mais- alia na amília, en e ou as coisas pela sua elação com os ne os e ilhos, numa lógica de solida iedade amilia . Te minamos, azendo menção dos no os papéis sociais desempenhados pelos idosos, bem como da sua inclusão num es o ço de educação pe manen e desen ol ido, po exemplo, pelas uni e sidades da e cei a idade. No e cei o capí ulo, p ocu amos enca a o idoso como um u ilizado especí ico das no as ecnologias, começando po chama a a enção sob e os desa ios, que uma sociedade ecnológica de in o mação e comunicação, como a nossa, ap esen a quo idianamen e ao idoso, seja a ní el indi idual, amilia , social ou polí ico. P ocu amos e o modo como as TIC es ão implan adas na sociedade po uguesa, ao ní el do ensino, da cul u a e de alguns se iços já in o ma izados, e analisa o 17 impac o das no as ecnologias na ida e elações amilia es, com seus pe igos, mas ambém com p omisso as opo unidades. Explicamos as azões que a as am os idosos das no as ecnologias, que ao ní el da audição e da isão, que ao ní el mo o , que ainda ao ní el cogni i o e emocional, em especial no que se e e e à e iciência e bal e à memó ia, apon ando, pa a cada caso, alguns modos de as compensa ou a enua . Também aqui, os es e eó ipos ace ca da idade, que aqui eunimos em duas eo ias ou discu sos, não ajudam o idoso, nem co espondem à ealidade. Re e indo-nos aos aspec os posi i os, ocamos, em po meno , um meio pode oso de acesso do idoso às no as ecnologias, a pe cepção de au o-e icácia, apon ando as suas on es e componen es p incipais. Passando em e is a a au o-e icácia na elhice, concluímos que, se bem que os adul os idosos di i am mui o en e si, eles não e elam, em no ma, qualque declínio na e icácia in elec ual pe cebida nem na pe o mance in elec ual, p ese ando, ambém, um sen ido a o á el de e icácia pessoal. Também en amos e idencia as an agens da ap endizagem, pelo idoso, da u ilização do compu ado , já que é pon o assen e que as c enças de e icácia no domínio das no as ecnologias a ec am o bem-es a e a p odu i idade do idoso. Ou o aspec o acili ado do acesso do idoso às no as ecnologias é a sua capaci ação ou empowe men , an o do lado psicossocial, cí ico e ju ídico, como do lado ins umen al e ecnológico. “Capaci a ” é da pode ao idoso pa a que esol a os seus p oblemas i ais, no seu p óp io meio en ol en e, po meio do desen ol imen o de ce as compe ências pessoais e de g upo. Re e imos p ojec os que elacionam o mundo dos idosos com as no as ecnologias, num p ocesso de empowe men com esul ados comp o ados, já que os põe em con ac o com os desen ol imen os da sociedade dos nossos dias, pondo ao seu dispo mui os conhecimen os que lhes possibili am aze ale os seus di ei os, e lhes con e em independência, eino e comunicação com o mundo ex e io ao espaço a que, mui as ezes se encon am con inados. 18 Abo damos, depois, um ou o meio de acesso, mui o especí ico e in imamen e elacionado com as ecnologias, a e gonomia, em especial a que se e e e à in e acção do idoso com a in o má ica. Re e imos os es o ços le ados a cabo po á ios in es igado es no sen ido de con abalança ou, pelo menos, mino a as debilidades causadas pela idade ao ní el da diminuição da in ensidade e elocidade das eacções do o ganismo aos es ímulos ex e nos, bem como ao ní el da adap ação e de concen ação cogni i a na in e acção com o compu ado , p ocu ando-se uma adap ação da linguagem in o má ica ao idoso, de o ma a es imula -lhe o in e esse em lida com a máquina. P ocu a-se, ambém, eduzi -lhe á ios obs áculos e ba ei as, an o ao ní el da acessibilidade como da usabilidade. Po im, discu imos, nes a pa e eó ica, a impo ância das no as ecnologias na ida do idoso. Nele des acamos como impo an e a lu a con a a chamada ecno obia, es e eó ipo que e e e os en a es psicológicos à ap endizagem do uso dos compu ado es e de ou as ecnologias pelos idosos, com os e ei os dele é ios no seu au o-concei o, com pe cepções nega i as sob e a elhice em ge al, c enças nega i as de au o-e icácia e impo ência ísica e uncional. Assinalamos á ios es udos que apon am a i udes bas an e posi i as dos idosos em elação às ecnologias, a i udes essas que desempenham um papel mui o bené ico no seu au o-concei o e qualidade de ida. São ais a i udes que possibili am uma au ên ica inclusão digi al, po meio de uma educação inclusi a, digi al, pe manen e e con ínua. Te minamos com conside ações que apon am pa a a ce eza de que a ecnologia in o má ica é um ac o que con ibui pa a uma elhice bem sucedida, de endo inclui ecnologias no as e melho adas que p omo am e o neçam mais dignidade aos idosos, além dos compu ado es: apa elhos que ajudem os idosos e seus cuidado es a en en a em os desa ios do quo idiano, den o das denominadas ecnologias casei as e ecnologias de assis ência, cujo sucesso depende, em g ande pa e, da sua adap ação à si uação conc e a de cada pessoa. Na pa e empí ica do nosso abalho, os sujei os ou pa icipan es no es udo são adul os idosos com a iados ní eis de escola idade e li e acia, a iando no seu g au de ac i idade, mobilidade, e bosidade e saúde ísica e cogni i a. Os c i é ios de inclusão a u iliza são a idade (a pa i dos 65 anos), e a exis ência de uma 19 compe ência cogni i a e linguís ico-comunica i a su icien e pa a inicia e man e uma con e sação den o de pa âme os mínimos de acei abilidade. A população ou uni e so do nosso abalho cen ou-se nas cidades de Ama an e Felguei as e Lixa e é cons i uída po um conjun o de 168 idosos, com 65 ou mais anos de idade, que esidem no seu domicílio ou es ão ins i ucionalizados, po exemplo, em Cen os de Dia. Não oi possí el acede a odos os elemen os da população, po azões de doença ou indisponibilidade, po pa e deles. Des a o ma, o nosso es udo em po base uma amos a olun á ia de sujei os, em unção da sua disponibilidade. P e ende-se uma amos a o mais possí el homogénea e ep esen a i a, a pa i de cujos esul ados se possam aze gene alizações pa a oda a população, o que ambém passa pela obse ância dos c i é ios de inclusão acima e e idos. A amos agem não pôde se ei a alea o iamen e, dadas as ca ac e ís icas especí icas da população, podendo conside a -se uma amos agem po con eniência. Respei amos a con idencialidade dos esul ados e sal agua damos aspec os de o dem me odológica e é ica deco en es do ac o de o nosso objec o de es udo se o se humano idoso, com oda a sua iqueza e limi ações, com e iden es di e enças quali a i as e de di ícil compa ação, no odo ou em pa e. A colhei a de dados eco e a escalas, sendo a écnica da sua aplicação adap ada às ca ac e ís icas da amos a (escola idade, idade, es a u o social e mesmo saúde), pelo que, semp e que possí el, se u iliza o au o-p eenchimen o, eco endo-se, oda ia, ao p eenchimen o com ajuda pa cial ou o al de um p o issional, em casos de baixo ní el de escola idade (ou mesmo anal abe ismo, incluindo o uncional) ou a di iculdades na in e p e ação das ques ões. Aplicamos o mé odo expe imen al con olado, elacionando causas com e ei os, con olando as di e sas a iá eis e explo ando as dimensões e pa âme os de uma a iá el complexa. A abo dagem se á empí ica, quan i a i a, es ando-se as hipó eses p e iamen e a en adas, num ipo de in es igação que se deseja aplicada, is o é, des inada à 20 esolução, a médio p azo, de p oblemas p á icos, con ibuindo, ao mesmo empo, pa a o en iquecimen o do co po eó ico na á ea da pesquisa. Ap esen amos a hipó ese ge al: os idosos que u ilizam as no as ecnologias de in o mação e comunicação ap esen am a i udes mais posi i as ela i amen e à u ilização das no as ecnologias e gozam de uma melho qualidade de ida do que aqueles que as não u ilizam. Como ins umen os de colhei as de dados eco emos, p imei o, a um inqué i o de dados sócio-demog á icos, ela i os a ac o es sociais que pensamos se em impo an es pa a a ca ac e ização dos idosos pa icipan es no es udo, como o sexo, a idade, o es ado ci il, a escola idade, e c. Reco emos, de seguida, a duas escalas, elacionadas com a emá ica em ap eço, sob e as quais se ap esen am dados de alidação, jus i icação e de âmbi o psicomé ico: a Escala WHOCOL-OLD, da au o ia da O ganização Mundial de saúde, que p e ende es a a a aliação da qualidade de ida pa a pessoas mais elhas e a Escala A i udes ace às no as ecnologias de in o mação: adap ação e alidação da Escala ANT/25 pa a a língua po uguesa, median e a qual es amos as a i udes dos idosos pa a com a u ilização das no as ecnologias. Fa emos, depois, um c uzamen o dos dados p o enien es das duas escalas e e idas. Ha e á uma análise dos dados e o espec i o a amen o es a ís ico. Os dados ob idos a pa i do Inqué i o de dados sócio-demog á icos, de g ande in e esse pa a a ca ac e ização da amos a, são colocados em abelas em que cons am dis ibuições de equências, endo igualmen e sido calculadas medidas de endência cen al e de dispe são. No a amen o es a ís ico dos dados, é u ilizado o p og ama in o má ico SPSS 15.0.0 pa a o Windows. No que espei a a es a ís icas in e enciais, oi u ilizado o es e de S uden pa a con i mação, ou não, da nossa hipó ese. Se ão ambém u ilizados ou os es es, como o es e de Kolmogo o -Smi no , que 21 a alia a no malidade de dis ibuição da a iá el dependen e, p essupos o pa a u ilização de es es pa amé icos que p e endemos u iliza e Análises da Va iância (ANOVAS) pa a análises complemen a es e c uzamen o de a iá eis. Ap esen amos os esul ados do es e da nossa hipó ese, dos quais podemos i a a conclusão de que ais esul ados con i mam as hipó eses colocadas no início e es ão, de um modo ge al, em con e gência com as eo ias e conclusões dos es udos ap esen ados na e isão bibliog á ica da pa e eó ica des e abalho, se bem que ambém possam e ela di e gências em á ios pon os. As nossas conclusões são elacionadas, na u almen e, com a eo ia ap esen ada na pa e eó ica des e abalho e com os dados ob idos na espec i a pa e empí ica. 22 CAPÍTULO 1 - Modos como a sociedade ac ual enca a o idoso 1.1. In odução De um modo ge al, a sociedade nossa con empo ânea ac edi a que os idosos êm a i udes mais nega i as que os jo ens em elação à ecnologia, o que a é ce o pon o é e dade, pois e i ica-se nos idosos menos con o o, e icácia e con ole sob e os compu ado es, mas is o a ia, ambém, em g ande pa e, com o sexo e as a e as a execu a . Sob e o assun o, duas eo ias ou discu sos se de on am, de aco do com Ca adec (2001:71) a ese da incompa ibilidade e a ese da amilia idade que, mais adian e, e e i emos com mais de alhe. Na e dade, nem uma nem ou a são exac as nem co espondem à ealidade. Ambas são demasiado ge ais e não en am comp eende a di e sidade eal de u ilizações das ecnologias pelos e o mados e idosos que, na g ande pa e dos casos, não são abe amen e hos is às ino ações ecnológicas, mas que, po ou o lado, só as adop am se lhes a ibuí em um signi icado de u ilização posi i o e se lhes encon a em u ilidade no âmbi o do modo de ida em que hoje se mo em. Con ém, em p imei o luga , in e oga mo-nos sob e a elação dos idosos e e o mados com as ecnologias, o que passa po cons a ações empo ais e calenda izadas. Te in e anos no ano 2000 é e nascido ao mesmo empo que o compu ado po á il e e sido educado na “cul u a do ec ã”, pe ence à “ge ação In e ne ”. Te cem anos em 2000 é e nascido ao mesmo empo que o au omó el ou o cinema óg a o; é e ido in e anos em 1920, nos inícios da adiodi usão. Te nascido a meio caminho en e as duas ge ações e e idas, endo sessen a anos no ano 2000, é e ido in e anos em 1960, aquando da p oli e ação de mui os elec odomés icos, como a ele isão, a máquina de la a e o igo í ico, po exemplo. 23 O que se pode conclui daqui? É que, às ge ações de pessoas, co espondem ge ações de apa elhos ecnológicos. O a, a e dade é que algumas dessas ecnologias azem pa e do ambien e amilia desde a nascença das pessoas, sendo, pa a elas, e idências ou p essupos os. Ou as, só apa ecem um pouco mais a de no ciclo i al, e as pessoas ap endem a lida com elas ao longo dos seus anos de o mação, ou po o ça da sua ac i idade p o issional. Ou as ainda, só apa ecem na idade adul a a ançada ou na e o ma. De e á conclui -se que os jo ens e os elhos i em em mundos di e en es e que o uni e so se o na cada ez mais es anho à medida que se en elhece? An es de esponde mos a is o, amos ocupa -nos das a i udes da sociedade em ge al, sob e o idoso e sob e os p ocessos do en elhecimen o e, se possí el, sepa a aí, os mi os e os es e eó ipos mais ou menos es abelecidos, das ealidades ace ca do que de ac o acon ece quando se en elhece. Em seguida a emos o mesmo ela i amen e à elação dos idosos com as no as ecnologias, em ge al, e com as de comunicação e in o mação em pa icula . No en an o, pa ece-nos impo an e, como pano de undo, ece algumas conside ações sob e o en elhecimen o demog á ico. 1.2. En elhecimen o demog á ico: passado e u u o Como diz Ca ilho e Gonçal es (2004:177), “O en elhecimen o demog á ico é o enómeno mais ele an e do século XXI nas sociedades desen ol idas, de ido às suas implicações na es e a socioeconómica, pa a além das modi icações que se e lec em a ní el indi idual e em no os es ilos de ida.” Segundo es as au o as, pode exis i en elhecimen o se os e ec i os idosos (idade supe io a 65 anos) diminuí em a um i mo in e io das classes e á ias mais baixas, de o ma a que os idosos, no o al da população, aumen em, o iginando um en elhecimen o pela base. 24 O en elhecimen o assen a na maio longe idade dos indi íduos, ou seja, no aumen o da espe ança média de ida. Mas, não só o aumen o da espe ança de ida de ine o en elhecimen o da população: é necessá io que exis a uma (…) ansição demog á ica, no malmen e de inida como a passagem de um modelo demog á ico de ecundidade e mo alidade ele ados pa a um modelo em que ambos os enómenos a ingem ní eis baixos, o iginando o es ei amen o da base da pi âmide de idades, com edução de e ec i os populacionais jo ens e o ala gamen o do opo, com ac éscimo de e ec i os populacionais idosos. DECP (2002:188) O INE (Ins i u o Nacional de Es a ís ica), na sua publicação de 1999, p e ia que a população idosa com mais de 65 anos ul apassasse a dos jo ens com menos de 15 anos en e 2010 e 2015. Mas, na sua publicação ecen e INE, (2007:24) mos am-nos que a população idosa já ul apassou a população jo em, como podemos cons a a pela isualização do g á ico a segui ep esen ado (Figu a 1.2.1). Figu a 1.2.1 - E olução da p opo ção da população jo em e idosa no o al da população (%), Po ugal, 1960 - 2050 Fon e: INE (2007) - Censos de População, Es ima i as e P ojecções de População Residen e A população po uguesa de pessoas com 65 ou mais anos duplicou nos úl imos 45 anos, passando de 8% no o al da população em 1960, pa a 17% em 2005. E, de aco do com as p ojecções demog á icas mais ecen es, elabo adas pelo INE, es ima-se que es a p opo ção ol e a duplica nos p óximos 45 anos, ep esen ando, em 2050, 32% do o al da população1. 1 Es e cená io assen a em hipó eses que êm subjacen e um aumen o g adual da ecundidade (1,7 c ianças po mulhe em 2050, ní el ainda in e io ao de subs i uição das ge ações: 2,1 c ianças po mulhe ), numa hipó ese mode ada de ac éscimo de espe ança de ia à nascença (79,0 anos pa a os homens e 84,7 anos pa a as 25 Em pa alelo, a população jo em diminui de 29% pa a 16% do o al da população en e 1960 e 2005 e pode á a ingi os 13% em 2050. O i mo de c escimen o da população idosa e da população mui o idosa é bas an e supe io ao da população o al, que no pe íodo e ospec i o, que no pe íodo de p ojecção. Con o me se pode isualiza no g á ico (Figu a 1.2.2), en e 1960 e 2005, a população o al c esceu em média 0,4% ao ano, um i mo mui o p óximo do obse ado no g upo da população em idade ac i a dos 15-64 anos (0,5%). No en an o, nes e mesmo pe íodo des acam-se, desde logo, g andes con as es nas dinâmicas de e olução da população jo em, que diminui a um i mo médio de 1% ao ano e a população idosa que egis a axas de c escimen o anual de 2,1%. Figu a 1.2.2 - Taxa média anual de c escimen o da população po g andes g upos e á ios, Po ugal 1960/2005 e 2005/2050 Fon e: INE (2007) - Censos de População, Es ima i as e P ojecções de População Residen e mulhe es, em 2050), bem como num saldo mig a ó io posi i o, dec escen e e igual a 10 mil indi íduos a é 2010, ní el que se man ém cons an e a é ao inal do pe íodo de p ojecção. 32 ecundidade, de mo alidade e o sen ido das co en es mig a ó ias, de e mina am os di e sos g aus de en elhecimen o nas á ias egiões do país. As desigualdades e á ias u u as dependem do modo como: um enca go, mas sim • , an o a expe iência, como as É necessá io ainda que se in is a em medidas pa a a inclusão social, apon ando-se, xis e uma as a gama de se iços dedicados aos idosos que ão desde cuidados ela i amen e à pe cepção que êm os idosos pe an e os cuidados de en e magem e um modo ge al, os idosos acham que os seus cuidado es de iam se mais ais pe cepções dos idosos sob e os seus cuidado es es ão bem pa en es nas • As sociedades enca em o en elhecimen o: não como como um desa io e uma opo unidade. Se po encia em inicia i as que isem capacidades das pessoas idosas, de modo a da -lhes opo unidades pa a in e i em na ida em sociedade. como de i al impo ância, a in eg ação das pessoas idosas no seio da amília, cons i uindo um in e câmbio de o ças e po encialidades a o á el a odas as pa es. Segundo Gonçal es (2003:43), em 2001, ce ca de 57 mil pessoas idosas encon a am-se ins i ucionalizados em con i ências de apoio social, saúde e eligiosas, ep esen ando quase 4% da população idosa o al. E de saúde, ope ado es de u ismo, p odu os de cosmé ica, banca, segu ado as, elecomunicações, imobiliá ias, esidências em condomínios echados que incluem odos os se iços de apoio ais como saúde, laze , limpeza, alimen ação e a é cabelei ei o. R que ecebem, e i ica-se que ela é, de um modo ge al, posi i a, na á ea psicobiológica e menos posi i a nas á eas psicossocial e psico-espi i ual. D ca inhosos, que lhes de iam o nece mais in o mações sob e os cuidados p es ados, os quais, apesa das azões menos a o á eis apon adas, são a aliados como sendo azoá eis. T queixas ou desaba os que se seguem: “é p eciso pe gun a á ias ezes pa a da em escla ecimen o sob e os cuidados”; (…) “de iam se mais ca inhosos”; (…) “despem- 33 nos e i am-nos udo” Sil a (1996:100). Os cuidado es de em se sensí eis e alo iza as necessidades dos idosos, pois os ollinge -Samson, (2000), es uda as elações en e a dep essão do idoso in e nado dep essão, segundo o mesmo es udo, é signi ica i a nes e ipo de ins i uições e As pessoas nas ins i uições não êm, no malmen e, qualque con olo no que Ou o ac o con ibu i o, segundo os mesmos au o es, pa a o isco de dep essão é a é mui o impo an e e em especial conside ação o impac o no compo amen o e empa ia, na e dade, o na possí el pensa e sen i como se nós p óp ios cuidados apenas se ão e icien es se os seus ecebedo es pa icipa em na a aliação dos mesmos cuidados. H em la de idosos e a empa ia que pe cepciona nos seus cuidado es. A con ibui pa a uma incapacidade ac escida en e os idosos com pa ologias dos mais di e sos o os, sendo unção, não só de ais pa ologias, como de aspec os con ex uais do p óp io la : espei a às decisões sob e as ac i idades diá ias básicas, ais como com quem pa ilham o qua o, o que comem e quando comem, que objec os podem e consigo, quando ão do mi e quando se le an am, quando podem ecebe isi as e o que podem es i . Hollinge -Samson (2000:56) o das pe das e eduções dos con ac os sociais, bem como as in e acções en e cuidado es e esiden es, pois, mais do que as isi as de amilia es ou amigos, são os cuidados em si mesmos a p incipal, p imei a e mais po encial on e de in e acção social na ins i uição. Os auxilia es de en e magem, com e ei o, passam me ade do seu empo em ac i idades de cuidado di ec o com os idosos in e nos. O bem-es a emocional dos idosos esiden es, da empa ia demons ada pelo pessoal cuidado , esse aspec o pa icula do apoio emocional, o qual, segundo o e e ido es udo de Samson, es á o emen e ligado aos ní eis de dep essão dos idosos esiden es. A ôssemos a pessoa com que nos elacionamos, expe ienciando, de modo subs i u o, o es ado psicológico dessa pessoa. Ela em, po consequência, e ei os posi i os em con ex os de p es ação de cuidados: 34 A empa ia po pa e dos médicos é conside ada como p omo o a da acei ação necessá io que se a i me, que o que se disse acima só es á ao alcance de um 1.3. Es ado-P o idência em Po ugal dos egimes e apêu icos pelos pacien es, e a empa ia po pa e dos en e mei os é conside ada como edu o a da ansiedade e hos ilidade dos mesmos pacien es.” Hollinge -Samson (2000:57) É de e minado g upo de pessoas que, pa a além da idade, êm em comum o acesso à in o mação, usu uindo de de e minados bens e equipamen os, ge almen e si uados apenas nas g andes cidades. Mas, como diz Gonçal es (2004), uma as a pe cen agem de pessoas idosas es á longe des a ealidade, que po que cons i uem um g upo bas an e ulne á el à pob eza, especialmen e as que esidem em zonas u ais, ou po que, segundo ainda Gonçal es (2003), é nas idades mais a ançadas que su gem em maio núme o de e minadas incapacidades, mo o as ou do o o psicológico. O isolamen o social e geog á ico omen a sensações de solidão e abandono, com e ei os g a es e di íceis de ul apassa po quem as sen e. As p o undas al e ações que as sociedades mode nas a a essam e lexo dos con ex os eu opeus e mundiais, onde as poli icas de odos os es ados êm como p eocupação cen al a op imização da economia. Es a op imização é conseguida a a és de al os índices de p odu i idade p i ilegiando apenas os cidadãos que acompanhem es a mesma p odu i idade. Es es no os concei os que egem as sociedades ac uais, e lec e-se nega i amen e nas amílias, bem como nos g upos mais ulne á eis dos quais des acamos os idosos. Pe an e es e cená io acilmen e se pode deduzi , que o idoso é apidamen e excluído de unções labo ais e ansmissão de conhecimen os. Des e modo, o idoso é eme ido a um isolamen o, e es e possa da o igem a si uações de dependência. Tudo o que a ás oi di o az ealça o p oblema do en elhecimen o como um ac o que p eocupa a sociedade em ge al, endo-o como um p enuncio de di iculdades elacionadas com o enca go dos idosos sob e as ge ações u u as, a alência dos sis emas de e o ma, o iginando di iculdades pa a as sociedades. Os países do sul da Eu opa segundo Fe e a (2000:458), “Espanha, Po ugal, G écia 35 e (em meno medida) na I ália o Es ado social desen ol eu-se mais a diamen e”. O Es ado-P o idência po uguês, (…) “ap esen a, simul aneamen e, picos de gene osidade (pelo menos em e mos de ó mulas legais) pa a de e minados g upos ocupacionais e lacunas mac oscópicas de p o ecção pa a ou os” em odas as á eas sociais, à excepção das á eas de saúde e de p o ecção social a idosos. Fe e a (2000:460-464) apon a se e ca ac e ís icas que dis inguem o sis ema de sa aos sec o es nuclea es da o ça labo al, localizados • buição desequilib ada da p o ecção social pelos escalões de iscos Es e desequilíb io apon ado po Fe e a, em como causas: a ele ada despesa com dos de saúde (…) apesa de ap esen a em uma ele ada Es ado-P o idência po uguês assen a na concepção de que os bene ícios • Exis e (…) uma combinação al amen e a iculada (mas ocasionalmen e p o ecção social po uguês: • (…) p o ecção gene o den o do me cado de abalho egula ou ins i ucional; po ou o lado, concedem apenas uma aca subsidia ização aos sec o es si uados no me cado de abalho di o i egula ou não ins i ucional. (…) Só mui o ecen emen e o am in oduzidos planos locais que ga an em um endimen o mínimo. (…) dis i pad onizados e, de um modo mais ge al, pelas di e sas unções da polí ica social. pensões de e o ma ela i amen e a ou os ipos de despesa; os p ecá ios bene ícios e se iços pa a a amília e o subdesen ol imen o da habi ação social e subsídios pa a a habi ação. • (…) os cuida agmen ação ins i ucional ao ní el das linhas ocupacionais dos seus sis emas de manu enção de endimen os, (…) são ca ac e izados po uma abo dagem uni e salis a no que oca aos seus se iços de saúde. O mone á ios de em se di igidos a posições labo ais ( inanciados pelos con ibuin es), mas os cuidados de saúde de em es a , pelo con á io, unicamen e ligados à cidadania uni e sal e sob o mas descen alizadas. conluiada) en e ins i uições e ac o es públicos e não públicos. Es a ca ac e ís ica é pa icula men e e iden e no campo da saúde e dos se iços sociais. 36 • sis ência do «pa icula ismo ins i ucional», se não mesmo do pu o e • m o e ido a es e sis ema de p o ecção social as amílias po uguesas, êem-se pe an e elacionados com o Es ado-P o idência es ão os p og amas de ing essos o en an o, de ido sob e udo ao cada ez meno a io en e abalhado es ac i os e 1.3.1. Poli icas sociais pa a a e cei a idade s idosos dão g ande alo a um ce o núme o de di ei os, na maio pa e não (…) a pe simples clien elismo, e, em ce os casos, à o mação de elabo adas «máquinas de p o ecção» pa a a dis ibuição dos subsídios mone á ios. As duas úl imas ca ac e ís icas (…) êm essencialmen e que e co inanciamen o da segu ança social. Aqui o p oblema é cons i uído po (a) uma dis ibuição al amen e desequilib ada dos cus os pelos di e sos g upos ocupacionais de ido a dispa idades legais e (b) uma ele ada incidência da «economia pa alela» e, assim, da e asão iscal. D um peso excessi o com a p o ecção dos seus memb os dependen es. Es e modelo assim o ganizado, que de e ia se p omo o de bem-es a social não esponde às necessidades das amílias, p o ocando exclusão social. R económicos, eduzindo os cus os dos se iços ou dando às pessoas idosas uma e o ma ou ou a a ibuição mone á ia. Des inam-se aos mais des a o ecidos, como iú as, incapaci ados ou idosos. A Segu ança Social é o sis ema que supo a as e e idas ajudas económicas, numa base assis encial, solidá ia e de acção social. N pensionis as, a es u u a da Segu ança Social so e de debilidades c escen es: “os enca gos inancei os com a e cei a idade, nomeadamen e com as pensões de e o ma, assumem p opo ções insupo á eis pa a o Es ado, o nando a manu enção do Es ado-P o idência quase uma u opia” Ma in e al., (2007:165). O sa is ei os, como a assis ência na doença, a g a ui idade dos se iços, a au onomia e a p i acidade, a in eg idade ísica e psicológica, o se a ado como pessoa, o di ei o à amília, ao sigilo, os cuidados no domicílio, a escolha dos se iços p es ados, a segu ança social. 37 Na e dade, de ido ao seu gene alizadamen e baixo ní el económico e à o que p ocu am os idosos os Cen os de Saúde e qual a sua pe cepção sob e os es udo de Pin o (1998) sob e es e assun o conclui que os cuidados de saúde Os idosos pe cepcionam as necessidades de saúde como sendo de na u eza om a uni e salização do di ei o à e o ma, a elhice passa a es a iden i icada, e o ma não se di ige apenas aos que não êm ou o modo de sob e i e em na en elhecimen o é unção do aumen o da espe ança de ida e baixo índice de a e dade, há uma g ande elação en e a o ganização dos se iços o mais de inadequação das es u u as de apoio, bem como, igualmen e, à g ande ca ência no que espei a ao di ei o à amília e à segu ança social, impõem-se medidas de in e enção dos o ganismos socialmen e esponsá eis: “as elações pob eza- doença- elhice ap esen am-se como o e i ó io em que impo a in e i , conjugadamen e, dado que a conjugação dos ac o es po encia os e ei os ci cula es e nega i os” Cos a (2005:264). P se iços aí p es ados? O p ocu ados são de e minados po azões de pu a sob e i ência, o iginando cuidados cu a i os g andemen e inespecí icos e sem espos as a iculadas: di e si icada, nas quais in e e em, de o ma in e elacionada, ac o es ísicos, psíquicos, sociais, económicos, amilia es e habi acionais, sendo ge ado es de desequilíb ios e, consequen emen e, se ap esen am como necessidades não sa is ei as ou pa cialmen e sa is ei as, o que nem pode ia se de ou a o ma, em elação a algumas necessidades e idenciadas. Con udo, o que se e ela nes a si uação, é a ca ência quase gene alizada dos idosos e a sua elação com a não exis ência de espos as sociais adequadas; pa a além disso, há ainda a ele ada desa iculação dos se iços sócio-sani á ios. Fal am as espos as e as que exis em, na isão dos idosos, não es ão coo denadas, o que, em e mos de saúde e de bem-es a e ec i o, é in e samen e p opo cional à p oli e ação de leis, no mas e egulamen os de ins i uições, que não uncionam. Pin o (1998:194) C endo luga a “passagem do abalho emune ado ao não- abalho emune ado. A elhice in isí el ai sendo uma elhice socialmen e iden i icada” Guillema d (1992). A elhice, mas é “enca ada como deco en e do abalho em si, e da condição de cidadania. Enquad a-se nos p incípios de um Es ado-P o idência, onde se c ia am as condições pa a uma ges ão pública da elhice” Fe nandes (1999:140) O na alidade/ e ilidade, endo como esul ado al e ações no sis ema de inanciamen o das e o mas, sis emas de saúde e se iços sociais. N 38 p es ação de cuidados e as polí icas de cuidados in o mais: Na na análise des as polí icas e des as es a égias conc e as adop adas pelas sociedades ociden ais, encon a emos simul aneamen e undamen os de ca iz lém do mais, como diz Requejo, a ques ão dos idosos não se limi a ao núme o e à Assim, o objec i o não é uma concepção assis encial dos idosos, mas pe mi i que odas as pessoas, pa icula men e as de idade mais a ançada, de uma polí ica social s p oblem lí ica da elhice só começam a se m 1974, no p og ama do II Go e no P o isó io, são indicadas medidas de polí ica es e mesmo P og ama que con i ma a c iação do sis ema de Segu ança Social, a Cons i uição de 1976 ais p incípios são consolidados. No seu A igo 63 cons a polí ico e económico, ainda que possamos desde já apon a um dos objec i os das polí icas de cuidado in o mal: e i a a ins i ucionalização de longo p azo de pessoas uncionalmen e dependen es. Ma ín (2005:179) A demog a ia, mas é eminen emen e social e uma sua análise enquan o enómeno social não se de e limi a aos gas os, mas de e incidi no seu papel social: desempenhem um papel p óp io na sociedade, assumindo li emen e os seus de e es e di ei os como cidadãos de odas as idades. Es as p e ensões exigem a espos a e a manu enção desen ol ida e con igu ada no denominado “Es ado de Bem-Es a ”, que aglu ina os cidadãos a a o da solida iedade e coesão social, assegu ando-lhes uma sé ie de p es ações. Requejo (2007:24) as da população idosa e da poO a ados em Po ugal nos anos se en a. E social, de ca ác e co ec i o, po exemplo “a c iação de pequenas unidades esidenciais pa a acolhimen o dos idosos sem amília e a o al emodelação dos asilos da e cei a idade” (P og ama de acção do Minis é io dos Assun os Sociais, Ou ub o de 1974, Cen o de Documen ação e In o mação do Minis é io do Emp ego e Segu ança Social). É a i mando, como seu ec o undamen al”o di ei o à ida e não a capacidade de p oduzi abalho”; elimina-se, po consequência, o concei o de assis ência pública como o ma ins i ucionalizada de ca idade, a elação en e as con ibuições dos abalhado es e o bene ício social, conside ado uma o ma de “segu o”, e o ínculo abalho-p o ecção social como base do esquema da segu ança social. N que “o Es ado p omo e á uma polí ica de e cei a idade na ida da comunidade”. 39 No passado ha ia ins i uições pa a indigen es, mendigos e elhos, chamados asilos s a imagem nega i a do asilo, com oda a seg egação social e cons ução de uma s ins i uições e e idas são especialmen e o ien adas pa a a elhice, e no eiam-se s la es ou esidências pa a idosos des inam-se ao alojamen o exclusi o dos odas es as ins i uições se egem pelo p incípio básico do espei o pelo meio de o en an o, o quad o mais ecen e é bem mais animado , pois “segundo a Ca a ma o ma pa icula de acolhimen o em Po ugal é o chamado Acolhimen o e hospícios, onde os indi íduos de si uação semelhan e, em o al sepa ação da sociedade, inham uma ida echada e o malmen e adminis ada, em up u a com as elações sociais do mundo ex e io , sendo as suas ac i idades impos as segundo um plano único. E iden idade e uma au o-imagem de pessoa idosa, pe sis e simbolicamen e, em especial no que se e e e às ca ac e ís icas da sua população, sob designações como Cen os de Dia, Cen os de Con í io, La es de Idosos, Uni e sidades da Te cei a Idade ou Se iços de Apoio Domiciliá io. A pelos p incípios de p e enção da dependência e in eg ação dos idosos na comunidade. O idosos. O Cen o-de-dia ou de con í io e os se iços de apoio domiciliá io êm como p incípio o ien ado a manu enção da pessoa na sua p óp ia casa. Os p imei os Cen os-de-dia em Po ugal são de 1976, sendo ins i uições de acolhimen o pa cial, ao con á io dos La es, ins i uições o ais. T in eg ação. No en an o, como se disse, a imagem ou alo simbólico é ma cadamen e nega i a. N Social (2002) a espos a de La pa a Idosos obse ou uma e olução posi i a de 28 po cen o no pe íodo de e e ência de 1998-2002. Nes e sen ido, a e olução dos la es em Po ugal é semelhan e à endência in e nacional de c escimen o des e ipo de espos as sociais” Ma in e al. (2007:143). U Familia , da esponsabilidade dos Cen os Dis i ais de Solida iedade e Segu ança Social, em amílias es u u adas e compe en es, de idosos incapaci ados de i e 40 sós na sua casa po al a de apoios sociais ou amilia es. Ou a é o denominado P og ama de Apoio In eg ado a Idosos, o necendo apoio o âmbi o dos cen os de a enção a idosos, em Po ugal exis em os Cen os de Dia, o que se e e e aos agen es sociais, eles su gem, em consonâncias com as egundo Fe nandes (1999:154): ciais con ibui pa a p omo e e e o ça uma ce a abalho des es agen es sociais ap esen a um ce o g au de ambi alência, pois se, ão obs an e udo is o, a solida iedade man ém-se como elemen o de base. e en e educa i a do abalho social e ela-se po ce as in e enções des es domiciliá io, se iços médicos e de en e magem e a é um se iço de Teleala me, possibili ando um apoio ápido pelo ca ega num bo ão. N que con e em se iços de apoio, po exemplo a ac i idades básicas da ida diá ia, con ibuindo pa a que o idoso possa subsis i no seu meio social e amilia , e os Cen os de Con í io, p opo cionando meios de animação sócio-cul u al, uma “ espos a social desen ol ida num equipamen o, de apoio a ac i idades sócio- ec ea i as e cul u ais, o ganizadas e dinamizadas com pa icipação ac i a dos idosos” Ma in e al. (2007:151). N polí icas sociais, g andemen e como p odu o de oda uma si uação de ela i a ma ginalidade social e de aqueza, ou mesmo ausência, de elações amilia es. S A acção dos agen es so imagem da elhice e legi ima as acções e as posições alcançadas pelos agen es. As concepções que os abalhado es sociais, agen es enca egues da ges ão da elhice, em sen ido la o, êm das pessoas idosas, incidem sob e dois aspec os: isolamen o ísico, social e amilia ; ca ências ao ní el ma e ial, de saúde e a ec i as. O po um lado, as suas unções se iden i icam com p á icas missioná ias, adicadas na ca idade c is ã, po ou o lado, ais unções exigem oda uma p o issionalização a a és de uma o mação especializada, ga an indo um desempenho p o issional emune ado e socialmen e alo izado. Is o implica, ob iamen e, conhecimen os especí icos sob e a saúde, e apias e animação cul u al. N A agen es sociais, sendo o seu al o p e e encial a amília, an as ezes ausen e ou em culposa al a no auxílio e solida iedades de idas ao amilia idoso. 41 A a és de p og amas de apoio ao idoso e de acções comuni á ias, po exemplo, o ambém Requejo (2007), ala de uma polí ica social implemen ado a de p incípios s á p o ado ha e uma elação o e en e o isolamen o social do idoso e os s a posição é con a iada, segundo Blaze (2005) pelos es udos empí icos das elo con á io, o isolamen o social e a al a de apoio social es ão associados, no expe iência dos cuidado es sociais de e mina, e ec i amen e, que a dep essão é abalhado social con ibui pa a a cons ução social da iden idade do idoso, como ca ego ia social excluída e cheia de ca ências, numa en a i a de se econquis a a dignidade da pessoa idosa, com a ajuda de odos e a solida iedade de oda a comunidade. T que ajudem os idosos e p omo idos pela ONU, ais como a independência, o espei o pelas condições de ida p óp ias des e g upo e á io, pela sua pa icipação p ó-ac i a nas polí icas esponsá eis pelo seu bem-es a , e que digam espei o à sua saúde, au o- ealização, dignidade de ida, sem maus a os ou explo ação de qualque espécie. Es e au o conclui que es as polí icas sociais que es amos a ando se ão ge ado as de uma mudança pessoal e social que, apesa das limi ações impos as pela idade, impo á p og essi amen e um concei o de elhice posi i o, ac i o, o ien ado pa a o desen ol imen o, abe o a uma maio acção e comunicação in e ge acional, como e e en e de uma sociedade mais solidá ia que apoia as pessoas de odas as idades. E es ados de dep essão, bem isí el no es udo de Blaze (2005) que e e e a hipó ese an iga de alguns cien is as sociais de que há um a as amen o p og essi o en e a sociedade e o indi íduo que en elhece, que cada ez se p eocupa mais com o seu eu e menos com os objec os e o meio ci cundan e. E úl imas duas décadas que p o am que a ac i idade é o seg edo da elhice bem sucedida e que um es ilo de ida ac i a, an o ísica como socialmen e, é o melho meio de consegui uma sa is ação com a ida na idade a ançada. P idoso, segundo o mesmo au o , com sin omas dep essi os. A bas an e comum no idoso e es á em g ande pa e, como se disse, elacionada com o 48 esponsá el po dep essões e a é suicídios, ambém é e dade que mui os idosos man êm cadeias de amizades, con ac am in imamen e com a sua amília e se empenham em ac i idades sociais. Ainda segundo Fe nandes, o modo como a sociedade enca a o idoso conco e pa a a imagem que es e az de si mesmo: o cunho nega i o da imagem dominan e do idoso como pe encen e a um g upo social p oblemá ico unciona como um “ il o neg o” inibido da pe cepção dos aspec os posi i os. É, pois, u gen e co igi a imagem dominan e, melho ando a au o-imagem e aumen ando, em igual medida, a au o-es ima, elicidade e sa is ação com a ida numa ase i al mui o sensí el e ulne á el à opinião dos ou os e à a enção p es ada aos seus ges os e ealizações. O idoso que conside e a elhice como um enómeno na u al é mais eliz, dá mais sen ido à ida, implica-se mais no meio e na sociedade. Reconhecendo em si os aspec os posi i os, como a es abilidade de alo es, a sensa ez, o juízo c í ico, bem como ce as “ an agens” do en elhecimen o, como menos abalho e esponsabilidades, menos compe ição, o idoso pode ap ecia mais a ida e eme menos a mo e, u ilizando os conhecimen os acumulados e as expe iências pa a ajuda os ou os, cons i uindo-se como o ça e ese a social, cul u al, num in e câmbio ge acional, implicando ac i idade cons an e, incluindo o in es imen o, na “ e o ma”, em á eas da sua compe ência ou pa a que demons e alguma ape ência, numa enaz en a i a de “ e o ma a e o ma”. 1.5. Es e eó ipos ace ca da idade e sua in luência nas elações in e ge acionais Os es e eó ipos ace ca da idade êm um acen uado papel na in e acção e comunicação dos idosos, incluindo a in e ge acional. Tais es e eó ipos êm ca ac e ís icas complexas, incluindo uma isão posi i a e nega i a dos idosos, sendo igualmen e complexa a elação que se es abelece en e os e e idos es e eó ipos e a comunicação. Não é apenas a idade objec i a que ac ua nos bas ido es do p ocesso comunica i o 49 in e ge acional, mas é sob e udo odo um p ocesso de ca ego ização den o dessa in e acção, além do p ocesso de iden i icação social, p opo cionando os papéis de elho ou de no o. Um ac o in luen e ope ando em conjun o com os e e idos p ocessos de iden i icação social e de ca ego ização é os p econcei os ou es e eó ipos ace ca de ce os g upos sociais, nes e caso o g upo “idoso”. Uma unção cen al nes a iden i icação social e ca ego ização e e ida é a e e ência equen e, explíci a ou implíci a, à idade, que a a és da desc ição de dé ices pessoais, que pela nomeação da idade em núme os. Es a ema ização da idade nas con e sas inclui ambém a possibilidade de, a a és de cump imen os ou de ou as demons ações posi i as e i ualizadas da in e acção, como ce as no mas de co esia com idosos, con ex ualiza a iden idade do idoso de um modo posi i o. Qual a na u eza de ais es e eó ipos? A pe spec i a cogni i a é hoje a abo dagem p edominan e no seu es udo. Eles são enca ados como esquemas pe cep i os de uma pessoa que usa a idade como p incípio de ca ego ização p imá ia, sendo a noção de adul o idoso a ca ego ia supe o denada, con endo ca ego ias ou sub ipos subo dinados de adul os idosos. Tais esquemas aba cam subca ego ias ou es e eó ipos, an o posi i as como nega i as, de adul os idosos. Humme , e al., (2004:92), pedi am a g upos de jo ens, pessoas de meia-idade e idosos, pa a e e i em aços que associassem à ca ego ia adul o idoso. Concluiu-se que os esponden es de odas as idades e ela am es e eó ipos posi i os e nega i os, e que a complexidade dos esquemas de es e eó ipos aumen a a a a és dos ês g upos e á ios. Apesa de ha e di e enças de complexidade, como e e ido, há ambém e iden es semelhanças nos esul ados dos ês g upos, de cujos esul ados su gem se e es e eó ipos. T ês são posi i os: pessoa na idade de ou o, a ô pe ei o, John Wayne conse ado (com as ine en es implicações ipo “cow-boy”). Qua o são nega i os: se e amen e a ec ado, desanimado, isolado, i ascí el. Na elabo ação dos es e eó ipos ligados à idade, é de e e i a impo ância dos 50 indícios aciais na pe cepção das pessoas. Se é e dade que a apa ência mais salien e pa a a pe cepção ísica é a aça e a idade, a exp essão acial em logo a segui . Há sinais isionómicos de idade a ançada que incluem o amanho e colocação dos olhos, na iz e boca, o amanho do queixo, bochechas e da es a em elação com o amanho do c ânio, o es ado da pele e do cabelo. Quando es es indícios isionómicos de idade a ançada são p ocessados de modo inconscien e pela pe cepção das pessoas, podem o ma a base de uma es e eo ipização implíci a nega i a: “De um modo ge al, es a pesquisa depa ou-se com o ac o de que as pessoas com ca ac e ís icas aciais jo ens e am associadas com aços e compo amen os mais posi i os pelos seus colegas e po es udan es e c ianças, do que o e am as pessoas com aços aciais mais elhos”. Humme (1997) Há es e eó ipos implíci os sob e a idade, is o é, a ec ando a pe cepção de modo au omá ico, inconscien e, e a ec ando os julgamen os e compo amen os. Pe due e Gu man, (2004:93), encon a am p o as de ais es e eó ipos em dois es udos. Num es udo, os pa icipan es e e enciados pa a a pala a elho lemb a am-se mais de aspec os nega i os em a e as de e ocação, ao passo que os que se con on a am com a pala a no o e oca am mais aços posi i os. No ou o es udo, os pa icipan es ize am julgamen os semân icos sob e aços nega i os de um modo mais céle e quando con on ados com “ elho”, e sob e aços posi i os quando con on ados com “no o”. Es es es udos usam o Tes e de Associação Implíci a (IAT, em inglês) pelo qual se apu ou que exis e um p econcei o nega i o sob e as pessoas idosas em compa ação com as no as. Con udo, a co elação des as a i udes implíci as com as e eladas em medidas de ques ioná ios es anda izados sob e a i udes ace ca da idade é baixa ou não- signi ica i a e, em ce os casos, é di e en e: “Po exemplo, as espos as dos jo ens adul os ao Tes e de Associação Implíci a mos a am a i udes mais a o á eis ela i amen e às pessoas jo ens do que às idosas, mas as suas espos as em ques ioná ios de a i udes e am mais a o á eis em elação aos mais elhos do que aos mais no os. Como Humme e al. conclui am, a úl ima descobe a con i ma o alo do IAT em a alia a i udes que os pa icipan es possam hesi a exp imi em ques ioná ios”. Humme (2004:94) 51 No que espei a à comunicação in e ge acional, g ande pa e dos esul ados da pesquisa suge e que os es e eó ipos nega i os podem in lui mais o emen e que os es e eó ipos posi i os no compo amen o comunica i o, is o é, podem conduzi a comunicações pa e nalis as. Num inqué i o a jo ens, pessoas de meia idade, elhos e mui o elhos, Humme e al. (2004) chega am à conclusão que as pessoas dos qua o g upos e e idos inham es e eó ipos implíci os equi alen es dos jo ens como abe os e dos elhos como echados, mas só os indi íduos pe encen es aos ês g upos mais idosos inham um es e eó ipo implíci o posi i o de elho como sábio e de jo ens como insensa os. Mas, mesmo assim, o seu es e eó ipo implíci o de elho como sábio e a bas an e mais aco que o seu es e eó ipo de jo em como abe o. A azão pa a is o é al ez o ac o de que os es e eó ipos posi i os pa a as pessoas idosas es a em menos acessí eis do que aqueles pa a as pessoas mais jo ens, em especial pa a os mais no os. De qualque modo, es e achado em implicações pa a o papel dos es e eó ipos e á ios na comunicação in e pessoal. LEVY, (1996:71), com a sua pesquisa sob e a memó ia no adul o, oi dos p imei os a es uda a elação en e os es e eó ipos de idade implíci os e os au o-es e eó ipos nos adul os idosos, a aliando o uncionamen o da memó ia an es e depois de uma exposição sublimina de es e eó ipos posi i os ( elhos como sábios) ou nega i os ( elhos como senis). Os pa icipan es idosos con on ados com es e eó ipos nega i os e ela am uma pe o mance mais pob e da memó ia, e os con on ados com os es e eó ipos posi i os demons a am uma memó ia melho ada. Pelo con á io, o endimen o da memó ia dos pa icipan es mais no os não oi a ec ado pela di e ença e e ida. Além disso, os es e eó ipos posi i os e ela am aze bene ícios ao compo amen o dos idosos, deles esul ando uma calig a ia mais con olada, uma in e io espos a ca dio ascula ao s ess, e melho acei ação das medidas pa a p olongamen o da ida ( endo os es e eó ipos nega i os um e ei o con á io). Num es udo em que se examinam as pe cepções de adul os jo ens, de meia-idade 52 e idosos sob e o en elhecimen o, chegou-se à conclusão que, endo odos os g upos ideias pa ecidas sob e o assun o, os adul os idosos e os de meia-idade êm ideias mais icas e complexas que os adul os jo ens: “Em pa icula , os g upos adul os mais idosos iam mais aumen os de desen ol imen o nas ca ac e ís icas posi i as e nega i as que oco em com o a anço da idade do que iam os adul os jo ens, e aziam disc iminações mais inas no que espei a ao início desses aumen os e dec éscimos desen ol imen ais do que os adul os mais jo ens”. Humme (1994:241) As azões dis o são que os indi íduos endem a e esquemas mais complexos pa a o seu p óp io g upo que pa a memb os de ou o g upo, em elação à idade, aça ou ou a dimensão social; ou a azão é que ais di e enças de complexidade e lec em a in eg ação de expe iências de ida em esquemas ace ca do en elhecimen o, ou, po ou as pala as, os seus esquemas o am modi icados e ala gados à medida que eles p óp ios negocia am o seu p óp io p ocesso de en elhecimen o: à medida que inco po am a he e ogeneidade do en elhecimen o que podem obse a , nos seus p óp ios esquemas indi iduais, esses esquemas o nam-se mais di e enciados e mais complexos. Es as obse ações são especí icas da idade, e não das dimensões sociais da aça e do sexo. Em elação en e es es es e eó ipos e a comunicação é de e e i o modelo elabo ado po Ryan, e al., (1995), que demons a que nas elações in e ge acionais, quando há es e eó ipos e á ios nega i os, desen ol e-se uma espi al de eedback nega i o en e os pa icipan es. A explicação dada é a de que, quando um idoso in e age com um jo em, ele pode p o oca o econhecimen o de ce os aços e á ios como aspec o ísico, ipo de oz, con ex o, e c., o nando e iden es es e eó ipos e á ios nega i os que aca e am com eles con icções ace ca de dé ices ísicos como a su dez, ou cogni i os como a di iculdade em eco da nomes. Em consequência dis o, os jo ens podem se le ados a adap a a sua comunicação ao idoso pa a da uma espos a a esses p esumí eis dé ices, o que p o oca, não a as ezes, que haja uma sob e-acomodação linguís ica a ais es e eó ipos e á ios nega i os, que pode consis i , po exemplo, em ala mais al o, em ez de en a em adap a a comunicação às eais compe ências comunica i as desses idosos. Tais e o ços podem le a a um e acção das opo unidades de comunicação, baixa au o-es ima e mesmo num declínio de capacidades ísicas e men ais elacionadas 53 com ais es e eó ipos. Em oposição aos es e eó ipos sob e as pessoas idosas de que emos indo a ala , de e e i o concei o de “en elhecimen o ac i o”, que oi o mo e do documen o de deba e da II Assembleia Mundial sob e o En elhecimen o, e e ido po Tame e Pe iz, (2007), concluindo pela u gência de se al e a em os es e eó ipos e ideias ei as que são g andemen e unção de uma ideia educionis a dos idosos como “ elhos, pob es e doen es”, alo izando, po ou o lado, uma ideia de en elhecimen o como conquis a da humanidade. Segundo es as au o as: “Exis e um amplo consenso na acei ação do ac o de que o concei o de en elhecimen o ac i o se e e e ao p ocesso de op imização do po encial de bem-es a social, ísico e men al das pessoas ao longo da ida, pa a que es e pe íodo de idade madu a, cada ez mais comp ido, seja i ido de o ma ac i a e au ónoma”. Tame e Pe iz, (2007) 54 CAPÍTULO 2 - Qualidade de ida do idoso e elhice bem sucedida. 2.1. Qualidade de ida Vi emos num con ex o en elhecido, onde não só impo a ac escen a anos à ida como ac escen a ida a esses anos e is o melho ando a qualidade de ida dos idosos. Law on, (1991), ap esen a um impo an e modelo, de ca iz ecológico, de qualidade de ida do idoso, que de ine como um juízo ou uma alo ação do sis ema pessoa- ambien e ela i amen e ao passado, p esen e e u u o, e que pode se medido a a és da compe ência compo amen al do idoso, do modo como ele pe cepciona a qualidade de ida, pelo ambien e objec i o que o odeia e pelo g au de sa is ação e bem-es a global. Na e dade, pode dize -se, com Fe e , (2000:5), que a p incipal a e a da ge on ologia é hoje: “(…) op imiza aquellas si uaciones, condiciones y compo amen os a a és de los que se pueda consegui una calidad de ida azonable”. Vi e mais empo é, hoje, uma ealidade assegu ada, impo a, ago a, e pa a além disso, i e melho , e uma ida de qualidade, pelo que odas as polí icas sócio- sani á ias de em desen ol e in e enções em o dem a omen a em es ilos de ida e compo amen os saudá eis. Como diz Fe nández – Balles e os, (2004:18), o concei o de qualidade de ida, apesa de ela i amen e ecen e, em ido eno me expansão nas úl imas décadas nas ciências sociais, na u ais e biomédicas, sendo um concei o mul idimensional que inco po a condições sócio-ambien ais e pessoais, objec i as e subjec i as. Walke , (2004:39), na sua pesquisa sob e a qualidade de ida do idoso, p opo ciona- nos uma desc ição compa a i a da qualidade de ida em países da União Eu opeia, ela i amen e a algumas dimensões suas componen es. 55 Uma dessas dimensões é a saúde, ísica e men al. Exis e aqui uma eno me di e ença en e a alo ação objec i a da saúde e a pe cepção que dela êm os idosos que, po ezes, a i mam goza de boa saúde, ainda que enham doenças c ónicas; es a alo ização subjec i a do seu es ado de saúde in luencia a qualidade de ida. Ou as dimensões são o emp ego e a aposen ação. Não há p o as de que a ausência de emp ego a ec e necessa iamen e a qualidade de ida nem que a aposen ação se associe com um declínio do es ado de saúde, ainda que seja impo an e, pa a o bem-es a du an e a aposen ação, que haja uma a i ude posi i a em elação à en ada na e o ma, uma ansição pa a a e o ma olun á ia e não con li uosa, bem como um al o g au de bem-es a , de op imismo, es abilidade emocional e uma pe spec i a posi i a ela i amen e ao en elhecimen o. Ou os ac o es impo an es são os endimen os au e idos na e o ma e o pa imónio, pois uma si uação económica a o á el pode ajuda mui o nes a época da ida. A habi ação é ambém mui o impo an e, pois es á, mui as ezes, associada à his ó ia indi idual e amilia , es ando eple a de signi icado e de sen ido de iden idade, sendo, além disso, o local onde o idoso passa a maio pa e do seu empo. Igualmen e impo an e é ha e uma boa izinhança, uma boa qualidade do bai o onde se i e, um sen imen o de segu ança. Impo an e é, ainda, o anspo e e icaz, que indi idual que colec i o, pa a p eenche as necessidades de mobilidade do idoso. Ou os ac o es impo an es são a amília e as edes de apoio, as elações pessoais e a solida iedade amilia in e ge acional. Te um con iden e, e amigos, é essencial. O que mais impo a nas elações sociais e edes de apoio é a pe cepção da p oximidade e o signi icado que lhes a ibuem, signi icado emocional e manu enção de alo es impo an es como a ecip ocidade, a au onomia e a au o-su iciência. T a a-se aqui de uma concepção de qualidade de ida de ipo compo amen al pa a a qual al qualidade de ida não depende só do bem-es a psicológico ou da sa is ação, mas sob e udo daquilo que cada um de nós az pa a i e uma ida de 56 qualidade: o que azemos e como expe imen amos, como i emos o que azemos, is o é, a qualidade da nossa expe iência, é que é o objec o de es udo da qualidade de ida, pa a a eo ia de Law on. Se azemos o que que emos ou podemos aze , a qualidade de ida da nossa expe iência é p o a elmen e plena e em êxi o. É cla o que a saúde, as c enças posi i as, os ecu sos ma e iais, as compe ências sociais, o p óp io apoio social, são impo an es, mas não de e minan es pa a uma ida de qualidade. A pe sonalidade desempenha um papel igualmen e impo an e na elicidade pessoal e na quan idade e qualidade de ida: “la pe sona eliz es p oduc o de disposiciones empe amen ales, es ue zos compo amen ales adap a i os y es a égias d a on amien o adequadas; la pe sona eliz posee un empe amen o posi i o, iende a mi a el lado posi i o de las cosas (…) iene con iden es sociales, y posee ecu sos adecuados pa a pode es o za se en consegui me as alo adas”. Reig, (2000:8) 2.2. Qualidade de ida do idoso e concei os elacionados Fala de qualidade de ida do idoso eme e pa a uma cons elação de alo es que lhe es ão elacionados, ou de me as a a ingi , pa a se log a uma elhice bem sucedida, concei o ambém elacionado e que, pela sua impo ância, deixa emos pa a úl imo luga . En e ais dimensões, con am-se a elicidade, o p aze , a sa is ação com a ida, o bem-es a psicológico ou subjec i o, a in eg idade e a sabedo ia. Já desde A is ó eles que a p ocu a da elicidade p e alecia sob e odas as ou as - saúde, beleza, dinhei o, pode - que se alo a am po e e ência a ela. Desde en ão, pouco se em e oluído na comp eensão do que é a elicidade e dos meios pa a a a ingi . Apesa de odas as conquis as cien í icas e ecnológicas, mui as pessoas, sob e udo quando chegam a elhas, man êm a mesma sensação de que a sua ida oi um 57 imenso despe dício, cheia de édio e ansiedade, em ez da ão espe ada elicidade. De e emos esponsabiliza a na u eza humana, na u almen e insa is ei a, ou se á que a elicidade é p ocu ada nos locais e ados? Quando é que as pessoas, e en e elas as pessoas idosas, se sen em mais elizes? A elicidade não é algo que simplesmen e acon eça, não esul a da so e ou do alea ó io acaso; não se pode comp a nem impo . Na e dade, ela não depende de acon ecimen os ex e nos, mas do modo como in e p e amos ais acon ecimen os. Além disso, a elicidade é algo de p i ado, dependen e e elacionado com o con olo da expe iência in e io e dos con eúdos da consciência. É algo que se a inge a a és de uma p ocu a conscien e, de um en ol imen o comple o com cada de alhe das nossas idas O cons uc o “bem-es a psicológico” ou “expe iência psicológica óp ima” opõe-se à ideia a alis a de que somos go e nados po o ças e ac o es que nos ul apassam, como a cons i uição ísica, o empe amen o e a his ó ia, pondo a ónica no con olo, po nós p óp ios, das nossas acções e do nosso des ino, com a esul an e e p o unda sensação de bem-es a e de uição do que a ida nos o e ece. Tais momen os óp imos da nossa ida oco em, que em si uações a o á eis, que em si uações des a o á eis, não sendo o çosamen e passi os, ecep i os e elaxan es, mas oco endo, com equência, quando o co po de alguém se es o ça a é aos seus limi es, num es o ço olun á io pa a ealiza algo de di ícil e de alioso. O que ealmen e sa is az as pessoas, incluído as idosas, é sen i em-se bem com as suas idas: pa a al é necessá io con ola o que acon ece na consciência, na ida in e io , com base no es o ço e na c ia i idade de cada um. Dois g andes obs áculos se colocam ao alcança da elicidade: a us ação, como algo cona u al à p óp ia ida (o uni e so não oi ei o pa a a ende às nossas necessidades), e a na u al insa is ação do se humano. Pa a lida com ais obs áculos e nos p o ege em do caos, á ios mecanismos de p o ecção o am sendo desen ol idos ao longo dos empos, como as eligiões, as iloso ias e as a es, ou, na ausência des as, de e minados p aze es mais comezinhos, como a iqueza, o pode e o sexo. 64 Nos úl imos in a anos em sido no ma conside a o idoso com os es e eó ipos nega i os que desen ol emos nou o local e que o colocam no luga opos o ao do jo em, numa a i ude idadis a e disc imina ó ia que in luencia o p óp io concei o que o idoso az de si p óp io. 2.3.2. Modelos de en elhecimen o bem sucedido; o con ibu o das a i udes posi i as e das ciências sociais O p imei o modelo a conside a é o do en elhecimen o biológico bem sucedido. Há aqui dois ac o es impo an es: diminuição da mo bilidade e longe idade. O empo médio de ida em aumen ado, u o de ac o es ambien ais a o á eis, como o es a u o sócio-económico, o es ado nu icional, as condições sani á ias, en e ou os. Um dos ac o es do en elhecimen o biológico bem sucedido é a comp essão da mo bilidade. Is o e a g ande p e alência das chamadas doenças da e cei a idade, como as a ecções ca dio- ascula es, o canc o, a diabe es e a demência, c ia am a ideia de que a doença é uma pa e necessá ia do en elhecimen o. Cabe aqui e e i as in e enções baseadas na p e enção p imá ia, no comba e ao abagismo, coles e ol, seden a ismo. A es abilidade dos ac o es gené icos em in luência na longe idade indi idual que em associados ac o es como o me abolismo, unção imuni á ia, massa co po al, ac o es de isco ca dio ascula e unção cogni i a. No que se e e e a o segundo ipo de modelos, os do en elhecimen o psicológico bem sucedido, odos eles en a izam a in e acção social, a sa is ação com a ida e o bem-es a . Já que en elhece en ol e a pe da de papéis, como a e o ma e a iu ez, pa a que o idoso e enha um sen ido posi i o de si, p ecisa de encon a sa is ação nou os 65 papéis. De g ande impo ância pa a um en elhecimen o bem sucedido é, ambém, o apoio social, a in eg ação social, com bene ícios pa a a saúde. Mais laços sociais co elacionam com iscos mais baixos de mo alidade e melho es epe cussões na saúde men al e ísica, desde doenças ca dio- ascula es à hipe ensão e à dep essão, elacionadas com o declínio cogni i o, bem como nos pad ões do uncionamen o cogni i o, p o egendo, en e ou as coisas, da ins alação da demência. Tan o o en elhecimen o bem sucedido como a sa is ação com a ida con ibuem pa a o bem-es a subjec i o, de que alámos a ás. O e mo “en elhecimen o bem sucedido” e lec e, aos olhos do idoso, uma o ien ação a i udinal ou adap a i a, ao passo que o e mo “sa is ação com a ida” e e e an es as necessidades básicas, sendo desc i a em e mos de expec a i as passadas e si uações p esen es; o “en elhecimen o bem sucedido”, po seu u no, liga-se mais a necessidades de uma o dem supe io , como o au o-conhecimen o e a ajuda aos ou os, sendo mais o ien ado pa a es a égias de esis ência à us ação e na manu enção de uma pe spec i a posi i a. De i al impac o e p edi o es de um en elhecimen o psicológico de sucesso, sa is ação com a ida e bem-es a psicológico são ambém os aços da pe sonalidade, de g ande maleabilidade, com mudanças, al ez mais na idade a ançada, e com ela i a consis ência e es abilidade, ao longo de oda a ida, das suas dimensões, como o neu o icismo, a ex o e são, a abe u a à expe iência, o ca ác e ag adá el e a consciência mo al, de ido a ac o es á ios como o au o- concei o e as a i udes. Os es udos de Cos a e McC ae e e idos po Lupien e Wan, (2004:1418), demons am que os aços da pe sonalidade e elados bem cedo du an e a ida humana são p edi o es de bem-es a nos anos subsequen es. Re e e, po exemplo, que os a ec os nega i os es ão associados com o ac o de pe sonalidade “neu o icismo” e com baixos ní eis de bem-es a , ao passo que os 66 a ec os posi i os se associam com o ac o “ex o e são” e com um ele ado bem- es a . Assim, os caminhos pa a um en elhecimen o bem sucedido são de e minados mui o cedo na ida. Há, po úl imo, os modelos mul ic i e iais de en elhecimen o bem sucedido. São modelos que omam em con a, conjun amen e, aspec os biológicos, cogni i os e psicossociais do en elhecimen o, baseados no econhecimen o da he e ogeneidade en e os idosos, de que alámos a ás. O p imei o modelo é de Rowe e Kahn, (1998:143-149). Conside a o en elhecimen o com sucesso como um es ado do se , uma condição que pode se medida a um dado momen o, e que pode se de inido como a iá eis isiológicas e psicossociais, das quais um en elhecimen o de sucesso es á no ex emo posi i o daquilo que se conside a um en elhecimen o no mal. São ês, pa a es es au o es, os componen es de um en elhecimen o bem sucedido: e i amen o de doença e incapacidade, manu enção da capacidade cogni i a e en ol imen o ac i o na ida. Es es au o es en a izam, ambém, o impac o do s ess na unção cogni i a. As mulhe es idosas são mais eac i as ao s ess que os homens, sendo o ní el de au o- es ima um po encial p edi o da eac i idade ao s ess. Tal eac i idade, com a espec i a p odução de co isol, a ho mona do s ess, em impac o nega i o nas pe o mances da memó ia e da ap endizagem. O segundo modelo é o de Bal es e Bal es, (1993:1-36). O en elhecimen o de sucesso é conside ado, pa a es e modelo de op imização selec i a com compensação, um p ocesso de adap ação con ínua, en ando explica a dinâmica de ocas de ganhos e de pe das ao longo de oda a ida e o modo como as mudanças elacionadas com a idade e au o-p oduzidas se podem conside a um exemplo da plas icidade da men e que en elhece. A op imização selec i a com compensação en a explica o modo como os 67 indi íduos azem adap ações semp e que são con on ados com mudanças o iginadas pelo p ocesso de en elhecimen o. Pa a es e modelo de Bal es e Bal es, há ês p ocessos que demons am a capacidade que as pessoas êm de se em esilien es no pensamen o, sen imen os ou compo amen os pa a que a injam as me as desejadas a a és do desen ol imen o e do p ocesso de en elhece . O p imei o p ocesso é o de selecção, is o é, as opções es i as dos domínios uncionais disponí eis, de ido a uma pe da causada pela idade no domínio do po encial adap a i o. Pela selecção, as pessoas ajus am as suas expec a i as, de modo a o na em possí el a expe iência subjec i a da sa is ação e con ole pessoal. O segundo ac o , a op imização, que inclui aspec os como o eino, a p á ica e a educação, em a e com o ac o de que as pessoas escolhem compo amen os que os ajudem a alcança ní eis de uncionamen o mais ele ados e mais desejá eis. A op imização man ém o po encial de desen ol imen o que su ge quando nós somos capazes de domina as ince ezas e as mudanças da idade a ançada. Uma elhice com sucesso é, assim, enca ada, como “(…) o p ocesso pelo qual as pessoas idosas alcançam os seus objec i os indi iduais em ace de pe das simul âneas”. Lupien e Wan, (2004:1421) O e cei o ac o , a compensação, acon ece quando as capacidades compo amen ais de dado indi íduo se pe dem ou são eduzidas abaixo do ní el necessá io ao seu uncionamen o adequado, sendo mais sen ida em si uações mais exigen es em ac i idade e pe o mance. O modelo o nece es a égias con ibu i as pa a um en elhecimen o indi idual de sucesso. O bem-es a e uma isão posi i a sob e o en elhecimen o são os ac o es p o ec o es maio es con a os e ei os da idade no o ganismo. Rela i amen e ao con ibu o das ciências sociais, é ób io que uma abo dagem ao en elhecimen o ei a pelas ciências sociais se cen a, na u almen e, na 68 comp eensão humana, ou seja, na consciência de nós mesmos e do mundo social em que i emos. As ciências sociais podem o nece conhecimen os que nos ajudem a c ia um mundo social que melho e as expe iências de ida pa a pessoas de odas as idades. Podemos ap ende a aumen a as opo unidades de en elhece com sucesso e a supe a os cons angimen os que limi am ais opo unidades. As ciências sociais o necem e amen as ú eis pa a a comp eensão do que se chama o en elhecimen o socie al. Os alo es e as adições cul u ais p ecisam de se comp eendidos pois são eles que guiam as nossas p io idades quan o às g andes inalidades da ida, enquan o que o desen ol imen o económico o nece os meios pa a as consegui . Os nossos pad ões de ida o ganizam-se po es u u as amilia es, pad ões egionais e p ocessos mig a ó ios. Os es a u os e papéis sociais, baseados na idade e nou os ac o es, de inem as expec a i as de ida, os ecu sos e as ulne abilidades nas di e en es sociedades. Como a i ma Kending, H., (2003:5): “Não há um p ocesso uni o me de mode nização social, pois cada país em as suas p óp ias adições e os seus p óp ios caminhos de desen ol imen o. Con udo, em odas as cul u as, o en elhecimen o e a mudança social eque em adap ações indi iduais e sociais impo an es. Os p incipais pon os de ensão podem se en e os alo es de base e as compe ências sociais ap endidas na in ância, as p essões subsequen es pa a muda de uma economia e o ganização social em ans o mação, e as di e en es expec a i as e in e esses das coo es mais jo ens.” O géne o é um ac o impo an e, pois é uma das bases mais signi ica i as da di e ença social. A educação, po seu u no, pode con e i opo unidades sociais e económicas subs anciais du an e oda a ida. As ciências sociais con ibuem com conhecimen os mui o ú eis quando se a a de melho a as expe iências i ais pa a as pessoas idosas e pa a as sociedades que en elhecem. 69 2.3.3. Relações, ínculos e legado amilia En e os ac o es do ambien e e da ida social com mais impac o no desen ol imen o de uma elhice bem sucedida, des aca emos a amília, a que dedica emos uma a enção de alhada. Com a c ise que a ins i uição amilia a a essa, o que espe a os idosos no u u o? A amília e as ins i uições êm o de e de olha pelos seus idosos, bem como os que di igem o Es ado, como diz o a igo 72 da Cons i uição Po uguesa: “1º. As pessoas idosas êm o di ei o à segu ança económica e a condições de habi ação e con í io amilia e comuni á io que espei em a sua au onomia e e i em e supe em o isolamen o e a ma ginalização social. 2º. A polí ica da e cei a idade engloba polí icas de ca ác e económico, social e cul u al enden es a p opo ciona às pessoas idosas opo unidade de ealização pessoal, a a és de uma pa icipação ac i a na ida da comunidade”. Po ém, sem um apoio amilia e ec i o e e icien e, udo is o não passa do papel e de boas in enções. Po sua ez, o apoio ou abandono ecebidos pelo idoso dependem do ipo de amília em que es á inse ido. Começando pela es u u a amilia , e i icamos que a di e sidade e plu alidade de modelos que se colocam à amília ac ual êm sido on e de alguma deso ien ação, concluindo, a é, alguns, que a amília es á mo a. Mas não: o que mo e am o am de e minadas concepções de amília, pa a da em o igem a concepções no as, mais democ á icas, mais laicas e menos pa ia cais, alo izando mais os a ec os e a mani es ação da sexualidade, mais abe as e lexí eis em dimensões como a p og amação da na alidade, mas ambém mais exigen es em e mos de alo es, de c ia i idade, de gene osidade e abe u a nas elações in e pessoais. Sendo a amília um conjun o es u u ado de pessoas em in e acção, com uma ealidade bem supe io à simples soma das suas pa es, com limi es cul u ais e c i é ios ag egado es de sangue e sob e udo de a ec o, de con i ência e de 70 in imidade, a sua a e a p incipal é a de man e o equilíb io en e es abilidade e mudança, em demanda da ha monia de ida possí el. O sis ema amilia é um sis ema abe o e inse ido no sis ema social. Em cons ução e modi icação con ínuas, mas buscando semp e o equilíb io e a es abilidade in e na, in e essa nele menos a o ma que o undo. A ecen e ecupe ação da amília po pa e das polí icas sociais, inclusi amen e nos cuidados a p es a a amilia es idosos é algo mais que uma ei indicação da amília como unidade básica de con i ência, sendo igualmen e a ec iação de um modelo de o ganização que se iden i ica com o la e com a ida em amília. É um modelo que se baseia no econhecimen o e na di e ença, que es á associado à comunicação do dia-a-dia, às elações in e subjec i as, à cons ução da in imidade e iden idade. A unidade de con i ência inclui no malmen e duas ge ações, mas mui as ezes incluiu ês ge ações, du an e os anos em que pais ou sog os i em com o casal, de ido à impossibilidade (po azões de saúde, de iu ez e ou as) em i e em sós. Es e ac o az bene ícios, esul an es do in e câmbio in e ge acional, com e o ço das e e ências e do legado amilia , em especial no ocan e à sabedo ia e aos a ec os, ainda que po ezes ambém ge e alguns con li os elacionais, de ido a de e io ação p og essi a po doença de o o neu ológico ou ou o. Ou as pessoas que, po ezes, in eg a am (hoje, cada ez menos) a unidade de con i ência dos la es o am as emp egadas domés icas, po ezes, elas p óp ias idosas, que, du an e décadas i iam com o casal e ilhos p a icamen e como pessoa de amília, como “memb o da ede de pa en esco anexa in o mal”. McGold ick, (1996:61). Nas elações amilia es exis em ínculos de ap oximação como o a ec o e alguns sen imen os ine en es, como a con iança, o apoio e a empa ia, que con ibuem g andemen e pa a a ap oximação en e os memb os da amília. 71 O a ec o pode se de inido como “aquilo que mani es amos ou sen imos em elação a um objec o ou si uação”, Damásio, (2000:389). “Amo ” e “paixão” são ealidades di icilmen e ope acionalizá eis, sendo de p e e i , po an o, a pala a “a ec o” pa a nomea esses sen imen os. Há quem opine que o “amo não se á uma condição necessá ia pa a o casamen o ideal, que implica ia uma união li e en e duas pessoas elizes, cujo elacionamen o e a gumen os ossem complemen a es e, em úl ima ins ância, cons u i os”. Be ne, (1985:200). O a ec o é e o çado mui as ezes po um apego segu o; po ezes, o apego ans o ma-se em sob ep o ecção e dependência, podendo p opicia alguma ensão e mesmo con li o en e o casal. O a ec o e o apego segu o implicam mani es ações de a ec os posi i os, de p o ecção, de alo ização pessoal, que po ezes passam po mani es ações ísicas de p oximidade (beijos, ca ícias, con e sas, con í io, e c.). A mu ualidade é ou a emoção posi i a, de ap oximação, mais madu a e “adul a” e mais limi ada ao casal, mais du adou a e lexí el e ambém mais adap a i a e cons u i a pa a os memb os do casal. To na-se mui o ú il em casos de ameaça de dis anciamen o e des inculação, de in e esses di e gen es, pois “pa e do econhecimen o da ine icácia dos pad ões exis en es e busca uma esolução conjun a e negociada que cos uma se mui o explíci a”, Gimeno, (1999:72). Es a elação de mu ualidade é ga an ia do apoio mú uo, de uma boa de inição de papéis e do espei o mú uo en e os memb os do casal. Ou a elação de ap oximação, sob emanei a impo an e, é a elação de in imidade. Sendo um concei o mui o u ilizado na linguagem comum, sob e udo como sinónimo de “expe iência amo osa”, o e mo o nou-se de ope acionalização di ícil, de ido à mul iplicidade dos discu sos que sob e ele se p oduzem. “In imidade” p o ém do adjec i o “ín imo”, do la im “in imus” (“que es á mais no in e io ”), o que apon a pa a a “subjec i idade e a na u eza in apsíquica da expe iência a ec i a”. Ca alho, (1999:733). As in e p e ações indi iduais e colec i as des e concei o êm a iado com as épocas 72 e as cul u as e se “o sen imen o amo oso é quase e e no ou uni e sal naquilo que ele con ém, (...) “as o mas e as ca ego izações p óp ias do amo dependem dos códigos e da semân ica p óp ia de uma época”. (Ca alho, 1999). A in imidade implica pa ilha do que é in e io , a a és da au o- e elação, da exposição mú ua dos es ados pessoais, dos sen imen os e dos pensamen os, das espe anças e dos p ojec os, de oda uma his ó ia e iloso ia de ida. A pa ilha é impo an e na cons ução da iden idade do casal, sendo como um pad ão ou uma eia do seu ecido elacional, cujos ios cons i uin es podem se a “qualidade de comunicação, os modos de exp essão dos sen imen os, a pe cepção da exp essão dos sen imen os, a pe cepção de empa ia, de apoio, da qualidade e quan idade dos empos li es amilia es e sociais e dos empos li es exclusi os do casal”. Na ciso, (2002:54). A in imidade implica apoio emocional, empa ia, acei ação e alo ação, po cada memb o do casal, dos sen imen os do ou o, a capacidade de descen ação, de escu a ac i a, o nando-nos mais sensí eis aos sinais e bais e não- e bais e elado es dos sen imen os e desejos do ou o, “olhando-se nos olhos e emi indo as indicações silenciosas ao in e locu o de que es á a se ou ido”. Goleman, (2000:288). Implica igualmen e con iança mú ua, pois “aquele que se descob e, a a és da au o- e elação, ica em si uação de ulne abilidade que apenas é sus en á el numa elação de con iança”. Na ciso, (2002:55). Es a e lexão e consciencialização da impo ância das emoções de ap oximação na ida do casal podem, sem dú ida, con ibui pa a o seu melho amen o. Há, ambém, ínculos de dis anciamen o nas elações amilia es, emoções nega i as que a ec am a amília, e que passam po di iculdades de comunicação com os ilhos na sua ase de adolescência, ou com os ne os, em ce os casos, com sen imen os de incomp eensão, com mani es ações de incon o mismo e a é, po ezes de ag essi idade, ou de ejeição. 73 A exis ência, no seio de uma amília, de ce as emoções nega i as, como a in eja, o ciúme, o medo, po exemplo, di icilmen e se pode impedi . O impo an e é econhece a sua exis ência, da -lhes nome, localizá-las pa a as con ola e não as deixa c esce . Po ezes impõe-se uma e apia amilia e, den o des a, uma e apia do casal., enca ado como um sis ema, uma ede in e accional. Tal e apia p opõe-se modi ica as eg as de in e acção p esen es no casal em ques ão, sendo o doen e enca ado “como um dos elos da cadeia in e ac i a dis uncional de um odo, esse sim pe u bado, no qual se assume como po ado do sin oma (pacien e iden i icado). (…) A pa i dos anos 80 (…) há cada ez mais a endência pa a “sai ” da amília, e conside á-la como um con ex o en e ou os signi ica i os (…) a escola, a emp esa, o bai o. Digamos, en ão, à laia de conclusão, que, na e apia amilia , se a ançou da “despa ologização” pa a a “des amilia ização”. Rel as, (2002:19-20). Conside a-se “legado amilia ” udo o que uma amília i eu e expe imen ou em comum, e que inclui as no mas consolidadas, as c enças compa ilhadas e ambém os es ilos de ida e de comunicação desen ol idos ao longo do empo. De udo is o esul a um sen ido de pe ença e de iden idade, uma sabedo ia, ansmi ida e depu ada com o empo. Tudo is o pode, ao mesmo empo, le a uma amília a ques iona posi i amen e o seu sis ema de c enças e a ela i iza as suas “ e dades”: “a e isão da his ó ia ajuda-nos a dis ancia mo-nos emocionalmen e dos con li os he dados e a econcilia mo-nos com o passado e ab e-nos a possibilidade de cons ui ealidades amilia es mais conscien es e mais nossas”. Gimeno, (1999:116-117). O “ u u o o ma pa e do p esen e e dá sen ido e signi icado às nossas ac i idades quo idianas”. Gimeno, (1999:117). É, po ém, no p esen e que é p eciso ac ua , e lec indo sob e o passado e elendo nele a nossa p óp ia his ó ia amilia , seleccionando dele os elemen os ú eis e eliminando os inú eis. 80 A maio ia dos cuidado es são pessoas casadas, en e os 45 e os 69 anos, com baixo ní el de escola idade e coabi ando com o idoso dependen e. Os cuidado es, em especial os que cuidam du an e mui o empo, so em al e ações impo an es na sua ida amilia e social, económica e labo al, mui as ezes es ando sujei os a cansaço e desgas e ísico p olongados, an o ísico como psíquico, p oblemas de sono e hipe ensão, dep essão e ansiedade. No que se e e e à necessá ia in e enção sob e os amilia es cuidado es, eles p óp ios necessi ados de cuidados, os ac o es de idade, sexo e aça, g upo é nico, ipo de elações p é ias e ede social de apoio exis en e, e ão de se le ados em con a pa a se de ini em as linhas de in e enção, sendo necessá io comp eende , nes a ac uação sob e o indi íduo e sua amília, as suas ci cuns âncias únicas, o seu sis ema de c enças e alo es. Quaisque p og amas de in e enção di igidos aos p es ado es de cuidados a amilia es idosos agi ão de um modo di ec o sob e a sua saúde men al, melho ando a sua qualidade de ida e, po consequência, a dos idosos a seu ca go, com bene ícios económicos, humani á ios e sociais. 2.5. O idoso, uma mais- alia na amília; a elação a ós - ne os e a solida iedade amilia Uma das aleg ias da pe manência do idoso no seio amilia são os ne os e a in e enção dos a ós na sua educação, o que é, ambém, logicamen e, acompanhado de esponsabilidade, exigindo um mínimo de compe ências, saúde e abe u a. Pode ambém se uma on e de con li os, que se ão apidamen e sanados se os a ós não se sob epuse em, a a és de c í icas, con adições ou de um agi acin osamen e con á io às linhas pedagógicas ad ogadas e es abelecidas pelos pais. Há á ios es ilos e modos de se a ós, e a sua unção e as expec a i as a es e 81 espei o êm mudado mui o ul imamen e. De des aca a impo ância, nalgumas amílias, dos a ós como co- esponsá eis, jun amen e com os pais, pelo inculca de alo es é icos e mesmo eligiosos nos ne os. A sua p esença no la e na educação dos ne os em sido de endida ou con a iada. Na e dade os a ós são, hoje em dia, cada ez mais a as ados dos seus ne os e ilhos. A in luência dos a ós na educação depende, como e emos, de aspec os ão impo an es como a idade, o mação e pe sonalidade dos mesmos a ós, idade e pe sonalidade dos ilhos, bem como do g au de necessidade da ajuda dos a ós. O es udo da ealidade “se a ô/a ó” é ecen e na in es igação dos es udos amilia es e le a em linha de con a aspec os de socialização, mas ambém aspec os de ansmissão in e ge acional e de mudanças de ca iz his ó ico-cul u al na base da ge acionalidade. Passou a ha e um g ande in e esse pelos a ós, po pa e da psicologia do desen ol imen o. Con o me a i ma Quei ós e Ba bosa, (2004:98): “Se a ô/a ó ep esen a uma expe iência no ma i a: ce ca de 70% dos indi íduos de meia-idade e idosos são a ós; a idade média pa a se o na a ô ap oxima-se dos 50 anos pa a o sexo eminino e de ce ca de 52 anos pa a o sexo masculino; os indi íduos i em a sua condição de a ós numa média de in e e cinco anos (ce ca de um e ço da ida).” Pelo que a ás se disse, ácil se á conclui que os ne os dispõem dos a ós pelo menos du an e as duas p imei as décadas das suas idas. Assim o a ô/a ó ep esen a uma expe iência da maio impo ância, que ao ní el pessoal, pelo seu papel no ciclo de ida, que pela in luência exe cida na ida dos seus ne os. Há, com e ei o, um duplo con ibu o dos a ós no desen ol imen o dos seus ne os. Um con ibu o di ec o, na sua condição de pa cei os in e ac i os, p es ado es de cuidados p imá ios, como companhei os e con iden es, como agen es de apoio emocional, o necendo aos seus ne os oda uma es imulação cogni i a e a ec i a e ansmi indo-lhes odo um legado amilia . Um con ibu o indi ec o, como o igem de apoio ma e ial e social aos pais. Aliás, como acen uam Quei ós e Ba bosa, (2004), a con i ência com os a ós cons i ui uma expe iência impo an e e in luen e na cons ução do signi icado e na acção dos 82 ne os adul os ela i amen e aos seus p óp ios pais e a ou os amilia es. A dis ância geog á ica em um impo an e papel mediado nas elações en e a ós e ne os, pois os que i em mais p óximos uns dos ou os são ob iamen e os que man êm uma elação mais p óxima. Ou o ac o a e em con a é a equência dos con ac os, que es á elacionada com a qualidade das in e acções a ós-ne os, pois condiciona a pe cepção cons uída dessa elação. Impo an e papel é ambém o desempenhado pela saúde e idade dos a ós nas ca ac e ís icas da e e ida elação. Quan o à na u eza dos con ac os, o ipo de con ac o a ia con o me a idade, em especial dos ne os, mas o que é ce o é que o apoio emocional e a ansmissão da his ó ia amilia são comuns e con ibuem pa a a manu enção da con inuidade. Além disso, os a ós podem, po ezes, assumi o papel de pais po a iadas azões. No que se e e e à combinação en e a linha de descendência dos a ós e o g au de p oximidade des es na elação com os ne os, as au o as e e idas a i mam que os a ós ma e nos êm maio p oximidade com os ne os do que os a ós pa e nos e as a ós ap esen am maio p oximidade com os ne os do que os a ôs. Daqui que os ne os man enham, como eg a ge al, uma elação de p oximidade maio com as a ós ma e nas; po ém, o sexo dos ne os pode se de e minan e e, se o ne o o do sexo masculino, pode á e uma maio ap oximação ao a ô. Tudo somado, a opinião p e alecen e pa ece se a de que a p esença dos a ós em casa é bené ica e salu a , pa a uma an ajosa educação e solida iedade amilia in e ge acional. Tal solida iedade assume uma componen e es u u al, po enciando ou diminuindo a opo unidade de in e acção social en e as ge ações e endo en e os seus ac o es aspec os em pa e já e e idos, como a dis ância geog á ica, a idade, a saúde, o g au de ac i idade e o núme o de ne os. Es a solida iedade assume ambém uma 83 componen e associa i a, con endo ac o es como a equência dos con ac os sociais e as ac i idades pa ilhadas pelas ge ações em con on o. Na sua ou a componen e, a solida iedade uncional, al solida iedade con empla o apoio e a assis ência en e as ge ações, incluindo a assis ência e o apoio inancei o e ins umen al, bem como o emocional, a a és, po exemplo, de conselhos e de a ec o. Há ambém, po úl imo, a componen e da solida iedade ac i a, que em a e com o g au de p oximidade emocional en e as ge ações, as pe cepções de p oximidade, e a sa is ação com a elação, bem como a mu ualidade de sen imen os po pa e de cada um. Pa a Fe nandes, (1997:103), az ainda sen ido dize que a amília é o ga an e da solida iedade necessá ia aos amilia es idosos, pois só uma pequena pa e des es i e em ins i uições, coabi ando, na sua esmagado a maio ia, de um modo egula ou empo á io, com os seus ilhos e ne os. 2.6. No os papéis dos idosos na sociedade, animação sócio-cul u al e o mação de idosos; as uni e sidades da e cei a idade Um dos objec i os da ge on ologia educa i a é o de acul a aos idosos papéis signi ica i os na es u u a social: “a in e enção socioeduca i a na elhice p ocu a aumen a os ní eis de au onomia pessoal e de pe ença social, e i ando o dis anciamen o g adual e p og essi o, e a diminuição dos ní eis de dependência amilia e social, a a és do desen ol imen o de no os papéis e unções sociais, como aquelas que de i am da pa icipação social, cul u al e educa i a.” Ma in, (2007:63) Con a iando um pouco a ideia de que os papéis sociais desempenhados pelas pessoas idosas se esumem à p odução de se iços eligiosos, aos p og amas de olun a iado ou às in e acções en e ge ações, ou, ainda mais adicionalmen e, aos papéis de p es ação de cuidados a amilia es, o que hoje se e i ica é que os idosos desempenham, na ealidade, ou os papéis, ac i amen e, na sociedade em que se incluem. 84 Desde logo, no âmbi o amilia , o idoso p es a cuidados aos ilhos e aos ne os, dando o seu empo a cuida dos ne os, pa a que os seus ilhos o possam u iliza pa a abalha em e dando ambém, mui as ezes, uma ajuda ins umen al e inancei a, assim assegu ando ou p omo endo o bem-es a e o equilíb io emocional na sua amília es i a. A p omoção social é ou o dos papéis que o idoso desempenha hoje em dia, a a és de um olun a iado sénio pa a o qual de ém hoje mais capacidade e compe ências, pela sua idade meno e pela sua melho saúde, bem como melho o mação. Exemplo de p omoção social são os p og amas in e ge acionais, p opiciando elações de ca ác e indi idual, en e duas ge ações mui as ezes con li uan es, a dos jo ens e a dos idosos: “Os objec i os basila es des es p og amas são as al e ações de a i udes in e ge acionais, que es ão mui as ezes en iesadas; a p omoção e ga an ia da ansmissão de adições cul u ais; o enco ajamen o da colabo ação ac i a en e ge ações; a pa ilha de ecu sos e a esolução de p oblemas sociais, como o abandono escola , abuso de subs âncias e andalismo” (Unesco, 2004). Ma in, e al., (2007:212) O abalho sénio é ou o papel social ac i o desempenhado po idosos. No sec o p imá io, como ag icul u a e pescas, mais de me ade da o ça de abalho é cons i uída po senio es, ao con á io do que sucede no sec o dos se iços, em que há disc iminação e desincen i ação quan o ao abalho dos senio es, mui as ezes empu ados pa a uma e o ma ou p é- e o ma não desejadas, pelo simples ac o de que se sen em mais ú eis, mais ealizados, e mais sa is ei os no ac i o do que na e o ma. Os idosos desempenham cada ez mais papéis na polí ica, que em campanhas elei o ais, polí icas ou pa idá ias: “A pa icipação cí ica é ambém uma o ma de en elhecimen o p odu i o, uma ez que é uma ac i idade imbuída de alo social (…). Na e dade, a pa icipação olun á ia dos cidadãos é imp escindí el pa a a con inuidade da democ acia. Des e modo, a pa icipação dos senio es na ida polí ica é conside ada um ac o essencial pa a a con inuidade do uncionamen o polí ico”. Ma in, e al., (2007:215) As Uni e sidades da Te cei a Idade (UTIs), po sua ez, são o modelo de o mação de adul os com mais sucesso no mundo e em Po ugal. 85 “Conside amos as Uni e sidade da Te cei a Idade (UTIs) como a espos a social que isa c ia e dinamiza egula men e ac i idades sociais, cul u ais, educacionais e de con í io, p e e encialmen e pa a e pelos maio es de 50 anos. Quando exis i em ac i idades educa i as se á em egime não o mal, sem ins de ce i icação e no con ex o da o mação ao longo da ida. (…) As UTIs são uma espos a social po que comba em o isolamen o e a exclusão social dos mais elhos, p incipalmen e a segui à e o ma; incen i am a pa icipação dos senio es na sociedade; di ulgam os di ei os e opo unidades que exis em pa a es a população; eduzem o isco de dependência e são um pólo de con í io”. Jacob, (2007:2-4) As UTIs são ambém um p ojec o social e de saúde, isando a melho ia da qualidade de ida dos senio es e p e enindo o isolamen o e exclusão social. As UTIs pe encem, aliás, ao p ojec o eu opeu de o mação ao longo da ida (educação pe manen e), des inada a possibili a que cidadãos eu opeus passem li emen e de um ambien e de ap endizagem pa a um emp ego ou ice- e sa, ou de um país pa a ou o, usando adequadamen e as suas compe ências e quali icações, numa ap endizagem que ai do p é-escola à pós- e o ma, aba cando uma educação o mal e/ou não- o mal. Exis e po pa e dos idosos uma demanda da cons ução de laços de socialização di e en es, com a dispe são da g ande amília, e a pe da dos laços in o mais de izinhança, pelo que su giu a necessidade de se c ia em edes sociais al e na i as, papel mui o bem desempenhado pelas UTIs. As Uni e sidades da Te cei a Idade êm po p incipais objec i os incu i o gos o pela pa icipação e o ganização dos senio es em ac i idades cul u ais, cí icas, de ensino e de laze , bem como o gos o pela his ó ia, adições, a es, e, de um modo ge al, po odos os aspec os sócio-cul u ais, cons i uindo-se como um pólo de in o mação e di ulgação de se iços, de e es e di ei os dos senio es. Ou os objec i os se ão ainda o desen ol imen o de elações in e ge acionais, de pesquisa sob e os emas ge on ológicos e, de um modo ge al, a p ocu a da alo ização e a in eg ação do idoso”, e i ando o seu isolamen o e ma ginalização, a o mação da população sénio pa a a sua inse ção social e pa icipação comuni á ia, con ibuindo pa a um no o modo de i e a e cei a idade. A p imei a UTI chegou a Po ugal em 1976 com a c iação da Uni e sidade In e nacional da Te cei a Idade de Lisboa (UITIL), indo depois a Uni e sidade 86 Popula do Po o, a Uni e sidade de Lisboa da Te cei a Idade (ULTI) e a Uni e sidade do Au odidac a e da Te cei a Idade do Po o (UATIP). O núme o de UTIs no nosso país pe maneceu mui o eduzido e limi ado a Lisboa e ao Po o e oi apenas em ins da década de 90 que se deu uma explosão de UTIs pelo país, com o nascimen o de dezenas de no as uni e sidades, de ido à consciencialização do papel do idoso e do en elhecimen o da população, com a ealização de seminá ios e cong essos sob e o ema, como o Ano In e nacional da Pessoa Idosa em 1999, bem como uma di ulgação mais in ensa das UTIs pelos meios de comunicação de massas. A educação pe manen e, que acompanha o indi íduo du an e oda a ida, possibili a ao idoso p omo e acções de in eg ação, de pa icipação, como cidadão p odu i o, nas ac i idades da sociedade. De des aca , po ém, que es a aixa e á ia ap esen a especi icidades a e em con a, ob igando a uma me odologia e uma pos u a de p o esso di e enciadas. A educação assume papel de ele o, como condição necessá ia pa a pe mi i ao idoso i e e acompanha as cons an es e oluções da sociedade em cons an e mudança. Uma educação pe manen e de e oco e a a és de cu sos de ac ualização em di e sas a á eas, mas endo semp e como público-al o a e cei a idade. Aliás a educação con ibui g andemen e pa a a au o-es ima, au o-con iança e qualidade de ida des a aixa e á ia. Os p ocessos educa i os, nas sociedades indus iais, de e iam, poios, alo iza o capi al cul u al e as ac i idades dos idosos. Mas não é isso que, em g ande medida, se e i ica: “A sociedade se ca ac e iza pela desigualdade e po con li os. No sis ema capi alis a, o abalho es á con olado e o ganizado pelas classes supe io es pa a p o ege seus in e esses sócio-económicos, ge ando uma alienação das classes in e io es. Os idosos si uam-se em uma posição ma ginal den o da sociedade capi alis a. Esse pano ama com elação ao idoso não é exclusi idade do capi alismo, essa si uação desp i ilegiada dos anciãos, e e en e aos aspec os económicos e sociais, pe meia a his ó ia da humanidade em mui as sociedades. A educação pode muda esse con ex o desp i ilegiado dos idosos e em, de ac o, despon ando nessa a ealidade social com acções de g ande impo ância pa a al segmen o da população”. F. & Oli ei a, (2002:9) 87 Os p og amas de o mação pa a idosos não de em e um ca iz assis encialis a ou de pu o laze , que co esponde a uma o ma sub il de ma ginaliza e aliena essa aixa da sociedade. Pelo con á io, de e se p i ilegiada a ap endizagem, con a iando o es e eó ipo de que os idosos possuem meno capacidade de ap endizagem e, po ou o lado, de e eme gi a ap endizagem como conquis a, ele ando, des e modo, a au o-es ima e au o-imagem do idoso. Os p og amas ol ados pa a a e cei a idade di igem-se a um público he e ogénea quan o à escola idade, mas, pa a e em bons esul ados, de em p ocu a p ocedimen os me odológicos adequados, pe mi indo um en endimen o do con eúdo nas di e en es abo dagens, pelo que o p o esso de e elaciona odos os conhecimen os no os e odas as in o mações ap esen adas com o quo idiano, assim despe ado o in e esse e a pe cepção da impo ância dos con eúdos ensinados, semp e espei ando o i mo do idoso no p ocesso ensino-ap endizagem. O ambien e de leccionação de e á se aleg e e acolhedo , oda ia não p ocu ando unicamen e man e os idosos ocupados, mas, an es, o ná-los p odu i os, espicaçando-lhes a c ia i idade e o desen ol imen o do seu po encial. “Pa a isso, é papel ambém do p o esso p opicia uma pa icipação e ec i a dos idosos na sociedade a a és de se iços olun á ios, despe ando neles o sen ido de u ilidade, desen ol endo-lhes a capacidade c í ica e a libe dade de exp essão. É impo an e en ende que a idade madu a e a elhice são, na ida humana, anos de p odu i idade, sabedo ia e disce nimen o, pa a assim se consegui supe a o es igma de que a capacidade de ap endizagem no idoso diminui.” F. & Oli ei a, (2002:16) As Uni e sidades da Te cei a Idade – UTI - uncionam o a do sis ema escola , man endo-se iéis aos p incípios básicos da ap endizagem in o mal. A idade é uma a iá el, en e ou as, que nos le a a conside a que as o e as das UTI não podem se uni o mes; os seus modelos/p ojec os di e gem de país pa a país mas ambém, e, den o de cada país, de egião pa a egião, ajus ando-se os seus p og amas e p ojec os às condições pa icula es das populações, mui o di e en es en e si, com di e sos pe cu sos de ida e expe iências. As UTI apa ece am na década de 70 em F ança, p opagando-se pelo es o da Eu opa e chegando, como já oi e e ido, a Po ugal em 1976, mui o de ido ao ac o de se dedica uma maio a enção ao idoso e à educação ao longo da ida. 88 As causas pa a a c iação das UTIS são a iadas, mas a p incipal é o en elhecimen o da população e seus e ei os numa adequada adap ação a no os es ilos de ida depois da e o ma. As UTI es ão espalhadas po odo o e i ó io nacional, sob e udo no No e e no Alga e, excep uando ob iamen e as á eas me opoli anas de Lisboa e do Po o. As UTI po uguesas não azem pa e do ensino escola egula , nem das uni e sidades adicionais, ainda que possam e p o ocolos com elas, seguindo, assim, os p incípios básicos do ensino in o mal, não a aliando nem ce i icando. Os seus alunos podem escolhe cu sos li es, da á ea das humanidades, da sociologia, das línguas es angei as, da lei u a e esc i a c ia i as, da saúde e das a es (plás icas), bem como das no as ecnologias da in o mação e da comunicação, com ac i idades di e sas, como ginás ica, na ação, ea o, can o co al, música e abalhos manuais. Algumas publicam e is as ou ou os ipos de pe iódicos. “A di e sidade de ní eis de escola idade dos alunos que equen am es as ins i uições, desde licenciados ou de en o es de ou os g aus académicos a indi íduos que possuem unicamen e ou “à peine” a an iga 4.ª classe, condiciona á na u almen e os espec i os p ojec os. Dep eende-se, po ém, do elenco de o e as expos o que os alunos das UTI es ão ão in e essados em ap ende como em con i e .” Pin o, (2007:7) Os p o esso es das UTIS são p o issionais e au e em o denados simbólicos, mas na maio ia, são olun á ios. Algumas UTI são au ónomas e ou as es ão ligadas à San a Casa da Mise icó dia ou a associações, cen o pa oquiais ou cen os sociais, podendo ecebe apoios da Segu ança Social, dos pode es locais, da Ig eja ou mesmo de en idades p i adas. Da i alidade das UTI po uguesas a es a a c iação, em 1998, da Fede ação Po uguesa das Uni e sidades, Academias e Associações pa a a Te cei a Idade (FEDUATI). A ealidade em Po ugal é dis in a de ou as ealidades e é a sociedade ci il a esponsá el pelo que em sido ei o pa a que a nossa si uação ac ual seja o que é. Na e dade, no nosso país, não oi o Es ado, ao con á io do que se e á passado nou os países, que omou a inicia i a de chama a si a “educação” dos idosos, 89 c iando, po exemplo, p og amas uni e si á ios pa a essa população nas uni e sidades públicas adicionais. As uni e sidades p i adas ambém não o e ece am, po seu lado, quaisque ipos de p og amas uni e si á ios pa a es e público. “Es a a i ude da uni e sidade adicional po uguesa pode encon a jus i icação no ac o de a pa i de 1974, em i ude da si uação educacional he dada, se elege como p io i á ia a educação das populações mais jo ens (…). Po ou o lado, o núme o de idosos em Po ugal não e a en ão – nos anos 70 do século XX – signi ica i o ao pon o de le a a acciona com alguma p io idade polí icas educa i as que i essem os senio es como público-al o. No início do século XXI, a si uação o nou-se o almen e dis in a. O núme o de aposen ados não só aumen ou mas ambém se e i icou que a aposen ação começou a se eque ida po uma população menos idosa”. Pin o, (2007:9) Além disso, es es aposen ados que não ap esen em, na sua maio ia, uma escola idade baixa, con ando-se, en e eles, licenciados, ou pessoas com habili ações académicas supe io es, além de uncioná ios pe encen es a quad os écnicos. O a es a população, pelo seu ní el de ins ução, exige uma espos a de p og amas pa a senio es mui o mais exigen e. Pa alelamen e, as uni e sidades adicionais começam a e que se ab i a públicos no os, em esul ado das no as endências demog á icas, e es a ecen e aga de aposen ados, mais jo ens e ins uídos, pode ão i a o ma um no o ipo de público uni e si á io, demandando uma no a pedagogia e no os p og amas. Podem dis ingui -se ês ge ações de modelos de p og amas o e ecidos a é hoje po es as ins i uições. A p imei a ge ação, dos anos 60, é a de um modelo de se iços educa i os mais da o dem do con í io cul u al, endo como objec i o ocupa os idosos, acili ando-lhes as elações sociais, não o e ecendo um ensino e uma o mação de ní el uni e si á io. A segunda ge ação, dos anos 70, des ina a-se a melho a o bem-es a men al e a 96 maio dependência das pessoas pelas no as ecnologias. O uni e so de in o mações e i ualidade disponibilizada pela In e ne seduz cada ez mais a sociedade con empo ânea. Os cien is as conside am a ecnologia um con li o mo al e a sua aplicabilidade pode causa consequências p o undas na humanidade e no plane a. Já os sociólogos êem o p oblema pelo aumen o da complexidade e elocidade das mudanças que a ecnologia es á a o igina na sociedade. De e minismo Tecnológico é ac ualmen e a eo ia mais popula sob e a elação en e ecnologia e sociedade. Chandle , (2006) e e e que: “Os de e minis as ecnológicos in e p e am a ecnologia em ge al e as ecnologias de comunicação em pa icula , como a base da sociedade no passado, p esen e e mesmo no u u o. Eles dizem que as ecnologias, ais como a esc i a, a imp essão, a ele isão ou o compu ado “muda am a sociedade”. Na sua o ma mais ex ema, oda a o ma da sociedade é enca ada como es ando de e minada pela ecnologia: as no as ecnologias ans o mam a sociedade a odos os ní eis, incluindo as ins i uições, a in e acção social e os indi íduos. No mínimo, uma as a gama de enómenos sociais e cul u ais são is os como es ando ma cados pela ecnologia. Os “ ac o es humanos” e as disposições sociais são conside ados secundá ios.” A hipó ese adical do De e minismo Tecnológico é al ez ex emis a mas, o seu adicalismo ajuda a i a -nos da nossa condescendência e di igi a nossa a enção pa a um conjun o de ac os e possí eis ligações causais p e iamen e negligenciadas. Da mesma o ma que a e olução indus ial p o ocou p o undas al e ações na sociedade, a e olução das ecnologias de in o mação e comunicação es á a ope a ans o mações ao ní el da descen alização da economia, das p á icas cul u ais, ede inição dos mé odos de abalho e na democ a ização da in o mação, laze e consumo, a ec ando a pe cepção do homem mode no, impondo a sua p esença nas di e sas ac i idades como a i ma De ouzos (1997:153): “Es á ans o mando a manei a de como i emos, abalhamos e nos di e imos, como aco damos pela manhã, azemos comp as in es imos dinhei o, escolhemos nossos en e enimen os, c iamos a e, cuidamos da saúde, educamos os ilhos, abalhamos e pa icipamos ou nos elacionamos com as ins i uições que nos emp egam, endem algo ou p es am se iços à comunidade.” A so is icação ecnológica a que assis imos hoje, es á ge a uma sociedade de 97 exclusão con olada pela bu oc acia de 0 e 1 (linguagem digi al), num sis ema o ali á io do so wa e. Só quem domina o so wa e pode ap esen a p odução ou ealiza a e as básicas pa a a sua ida diá ia. Nes e con ex o se á in o-excluído odo aquele que não possua compe ência in o macional (in o ma ion li e acy) de inido pela Ame ican Lib a y Associa ion, como compe ência que exige das pessoas habilidades de uso do pensamen o c í ico pa a localiza , a alia e usa in o mação o nando-as ap endizes independen es. Es es no os desa ios impos os pela sociedade da in o mação alice çada nas no as ecnologias implicam que os cidadãos se ap op iem da ecnologia na ob enção e p odução da in o mação. Só que, nem odos possuem meios económicos nem ma e iais pa a aze ace a es a no a exigência. Ainda exis em aqueles que aquando jo em lhes oi pedido a o ça dos seus músculos ago a, já com a idade a ançada em-se pe an e uma ealidade pa a a qual já não possuem uma “memó ia de abalho” e icaz nem agilidade necessá ia pa a en en a em as no as exigências do me cado de abalho. Es es abalhado es que se encon am a um passo da e o ma, bem como aqueles que já nela en a am são uma das anjas da sociedade que mais sen e os e ei os pe niciosos das ecnologias de in o mação e comunicação exis indo “(…) pouco espaço pa a os que não es ão amilia izados com a in o má ica, pa a os g upos que não consomem e pa a os e i ó ios onde a comunicação global não in e ém”. Cas ells, (2005:29). Pa a além da pouca amilia idade dos idosos com os no os meios de comunicação exis e ainda a ac escen a ou o obs áculo que ab ange não só idosos como as es an es aixas e á ias que é a ques ão da língua de comunicação que, “(…) con inua a se essencialmen e o inglês, a língua anca da nossa e a. E que (…) duas e ças pa es das páginas wo ld wide web são em inglês”. Ca doso, e al., (2005:137). O baixo endimen o dos idosos é ainda ou o ac o disc imina ó io o qual con ibui pa a a exclusão digi al. Pensamos se a e a de odos na de esa da democ acia e no comba e às 98 desigualdades sociais exigi o con olo do cidadão sob e o uso das ecnologias de in o mação e comunicação. A omada de decisões nes e uni e so – seja em que con ex o o – de e necessa iamen e le a em conside ação os anseios, as necessidades e p io idades dos cidadãos. O impac o dos no os meios de comunicação da sociedade dos sabe es e do conhecimen o es á ligado à possibilidade de uma maio ap op iação de quem os usa, seja como indi íduo, como comunidade ou g upo ac i o. 3.2. A sociedade po uguesa e as TIC Sob o pon o de is a concep ual e linguís ico, Sociedade da In o mação, Sociedade do Conhecimen o, Economia Global, são exp essões concebidas no in e io do mesmo enómeno e que, se não eco em exac amen e aos mesmos signi icados, pe encem, con udo, ao mesmo campo semân ico es endido na planície eloquen e eden o is a da globalização. Nes a pe spec i a, Po ugal, an es mesmo da ap op iação da ma e ialidade abs ac a da globalização, pe soni icada na li e ci culação do capi al inancei o, oi- se ap op iando de p ojec os e p og amas echeados de e ó ica de inclusão que cons i uem ma cos das aspi ações da sociedade mundializan e. As conclusões dos senho es da no a dou ina compõem alegações que, pela eci ação insis en e, se ão cons i uindo em e dades p o e izado as: no o pa adigma ecno-económico, libe aliza o comé cio, cons i ui uma no a o dem social, diminui a exclusão, economia assen e na in o mação, no conhecimen o e no ap endizado, e i a que se c ie classe de "in o-excluídos", al abe ização digi al, luidez em ecnologias de in o mação e comunicação, ap ende a ap ende , jus iça social e inclusão social como p io idade absolu a, democ a ização dos p ocessos sociais pelas ecnologias da in o mação, ence a cli agem social en e o o mal e o in o mal, igualdade de opo unidades de acesso às no as ecnologias, condição indispensá el pa a a coesão social em Po ugal. Es es concei os p econcebidos en am espelha , de uma o ma cla a, o pensamen o 99 simplis a que cons i ui a u opia ambiciosa da sociedade global da in o mação e que en am impe cep i elmen e con adize a opinião “espe em pela jus iça social, a é que sejamos mais icos”. S igli z, (2002:12). Po ugal, no seu Li o Ve de (1997) pa a a Sociedade da In o mação, exp essa as ideias p og amá icas, bem como as me as e objec i os a a ingi pa a a sua sociedade da in o mação. Mais ecen emen e Em Ma ço de 2000, no Conselho Eu opeu de Lisboa, oi de inida uma es a égia pa a a UE, elegendo o emp ego, as e o mas económicas e a coesão social como pa es in eg an es de uma economia baseada no conhecimen o. Nes a Cimei a de en e ou as o am consag adas as seguin es decisões: • Polí ica pa a a sociedade da in o mação - cen ada na melho ia da qualidade de ida dos cidadãos em e mos de educação, se iços públicos e comé cio elec ónico – democ a ização do acesso à In e ne e p odução de con eúdos que alo izem o pa imónio cul u al e cien í ico eu opeu, en e ou os; • Polí ica de In es igação e Desen ol imen o (I&D) - c iação, a é 2001, de uma ede anseu opeia de al a elocidade pa a as comunicações cien í icas po ia elec ónica, in e ligando ins i u os de in es igação, uni e sidades, biblio ecas cien í icas, cen os cien í icos e p og essi amen e escolas. Não obs an e o mau desempenho global da UE, o p og esso ealizado po Po ugal desde a in eg ação eu opeia, embo a apoiado com undos es u u ais, não dá sinais de con e gência com a UE, ap esen ando uma das mais baixas capi ações do PIB assim como das mais baixas axas de a ec ação do PIB a I&D e das mais baixas axas de in es igado es na população ac i a – os p incipais objec i os pa a a sociedade do conhecimen o. Exis em á ios p og amas implan ados e em desen ol imen o pa a o uso das ecnologias da in o mação e comunicação na educação, com a in odução de compu ado es nas escolas do 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundá io, bem como o acesso à In e ne e mais ecen emen e em banda la ga (ADSL). Ao ní el do Ensino Supe io , c iam-se pa ce ias com uni e sidades es angei as na 100 p odução e di usão de con eúdos digi ais e mul imédia, dão-se os p imei os passos no e-lea ning, e o ça-se o acesso à in o mação a a és de edes wi eless. Na cul u a, in ensi ica-se a c iação de Redes de Lei u a Pública, Tea os, Museus e A qui os. Mas es amos ainda mui o a asados na ou a dimensão essencial das edes, como a iculação dos equipamen os e se iços e dos seus p og amas. Alguns minis é ios êm indo a disponibiliza uma sé ie de se iços in o ma izados que an es eque iam, em ge al, longas ias bu oc á icas de di iculdades a iadas: • Ca ão comum do cidadão, eunindo as in o mações de iden i icação ci il, do con ibuin e, do u en e de saúde, do elei o e odas as demais que possam se associadas nos e mos cons i ucionais; • Documen o único au omó el, eunindo o egis o au omó el e as in o mações da Di ecção-Ge al de Viação; • In o mação P edial única, econciliando e condensando sis ema icamen e a ealidade ac ual da p op iedade imobiliá ia com o egis o p edial, as insc ições ma iciais e as in o mações cadas ais; • Ex inção das ci cunsc ições e compe ências e i o iais, nomeadamen e em ma é ia de egis os, endo em con a a desma e ialização e a in o ma ização de p ocedimen os; • Po al da Jus iça na In e ne , pe mi indo-se o acesso ao p ocesso judicial digi al e a se iços on-line; • Núme o Tele ónico Nacional e Call-cen e da Segu ança Social, a a és do qual os cidadãos pode ão e escla ecidas as suas dú idas, e minimizadas as deslocações desnecessá ias aos se iços. Exis e, no país, uma g ande quan idade de o necedo es de acesso à In e ne e aos seus con eúdos a a és de ligação po cabo ou ia sa éli e e um sis ema bancá io al amen e in o ma izado bem como uma ampla disseminação de elemó eis, hoje u ensílio indispensá el ao cidadão/emp esa. Tudo is o é ac o de inclusão de Po ugal no mundo digi alizado da in o mação e da comunicação, o que nos le a a pe gun a : En ão, Po ugal es á den o? Es á den o 101 e o a ao mesmo empo. É incluído pela mode nidade dos p og amas e pela ambição das me as a a ingi , sus en ado em ep esen ações de pós-mode nismo que ão bem deco a e ep oduz. É excluído, con udo, quando se apu am os esul ados alcançados e se e i ica um pequeno a anço social no domínio das ecnologias da in o mação e comunicação a é ao momen o. Con o me se pode e i ica pelo es udo do Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE)4, com a colabo ação da UMIC - Unidade de Missão Ino ação e Conhecimen o, ap esen ado ecen emen e os esul ados do Inqué i o à U ilização de Tecnologias da In o mação e da Comunicação nas Famílias. Os esul ados do inqué i o sob e a u ilização das TIC (Tecnologias de In o mação e Comunicação), dos ag egados domés icos po ugueses mos am o seguin e: • Uma p edominância da ele isão/Telemó el/Tele one ixo/Lei o po á il de áudio e que só possuem compu ado 48% ( e Tabela 3.2.1); 4 Dados es a ís icos ac ualizados sob e a Sociedade da In o mação em Po ugal 2007. Es a compilação, p epa ada sob coo denação da UMIC – Agência pa a a Sociedade do Conhecimen o, IP e em colabo ação com o INE – Ins i u o Nacional de Es a ís ica, no âmbi o do Conselho Supe io de Es a ís ica, ap esen a as p incipais es a ís icas na á ea da Sociedade da In o mação p oduzidas pelas seguin es en idades: UMIC – Agência pa a a Sociedade do Conhecimen o, IP, INE – Ins i u o Nacional de Es a ís ica, ICP-ANACOM – Au o idade Nacional de Comunicações, Gabine e de Es a ís ica e Planeamen o da Educação (GEPE) do Minis é io da Educação, Di ecção de Se iços de In o mação Es a ís ica em Ensino Supe io (DSIEES) do Gabine e de Planeamen o, Es a égia, A aliação e Relações In e nacionais (GPEARI) do Minis é io da Ciência, Tecnologia e Ensino Supe io . 102 Tabela 3.2.1 - Ag egados domés icos que possuem TIC (16 e os 74 anos) 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Tele isão 87 99 99 99 100 99 Telemó el 69 80 79 83 86 87 Tele one (ope ado ixo) x x 75 74 71 71 Compu ado 27 38 41 42 45 48 Desk op 26 x x 39 40 41 Consola de jogos x x 14 19 18 20 Compu ado po á il 3 x x 12 15 20 Lei o de áudio digi al x x x x x 71 Palm op 0 2 2 1 2 3 Fon e: INE/UMIC – (x Dado não disponí el) • Dos 46% ( e Tabela 3.2.2) de indi íduos com idade en e os 16 e os 74 anos que u ilizam compu ado só 6% das pessoas en e os 65 e 74 anos é que u ilizam compu ado ( e Tabela 3.2.3); Tabela 3.2.2 - U ilizado es de compu ado 2002 2003 2004 2005 2006 2007 U ilizado es de compu ado 27 36 37 40 42 46 Fon e: INE/UMIC Tabela 3.2.3 - U ilizado es de compu ado , po escalão e á io (%) Idade 2002 2003 2004 2005 2006 2007 16-24 55 71 73 78 83 90 25-34 40 51 54 57 63 66 35-44 28 36 38 42 44 49 45-54 19 28 29 30 32 33 55-64 8 13 13 15 17 21 65-74 3 4 4 3 4 6 Fon e: INE/UMIC • Ao ní el da escola idade exis e um aco ní el de u ilização po pessoas com o 3º Ciclo (38%), subindo es e alo pa a 88% com o ní el Secundá io e 94% pa a aqueles que possuem Ensino Supe io ( e Tabela 3.2.4); 103 Tabela 3.2.4 - U ilizado es de compu ado , po ní el de escola idade (%) Ní el de Ensino 2002 2003 2004 2005 2006 2007 A é ao 3.º ciclo 15 22 22 24 27 30 Ensino secundá io 72 81 83 86 87 88 Ensino supe io 82 90 92 90 91 94 Fon e: INE/UMIC • A u ilização da In e ne é p eponde an e das camadas mais jo ens com alo es de 85%, e i icando-se uma diminuição aconselhá el nos escalões e á ias seguin es, eduzindo-se pa a uns míse os 4% pa a pessoas com mais de 65 anos ( e Tabela 3.2.5); Tabela 3.2.5 - U ilizado es de In e ne , po escalão e á io Idade 2002 2003 2004 2005 2006 2007 16-24 43 56 64 70 75 85 25-34 30 37 43 46 54 58 35-44 18 22 30 34 36 41 45-54 12 18 20 21 24 26 55-64 4 7 8 10 12 17 65-74 1 1 2 2 3 4 Fon e: INE/UMIC • Compa ando u ilizado es de compu ado ao ní el da União Eu opeia e i ica- se que Po ugal se encon a mui o p óximo do im da lis a. Tabela 3.2.6 - U ilizado es de compu ado , na União Eu opeia 2002 2003 2004 2005 2006 2007 UE27 x x 52 58 59 63 UE25 x x 55 58 61 65 UE15 51 56 58 62 63 67 Suécia 76 81 86 84 87 88 Países Baixos 73 x x 83 84 87 Dinama ca 72 78 81 83 86 84 Finlândia 74 73 75 76 80 81 Luxembu go 50 61 74 77 76 80 Alemanha 63 66 70 73 76 78 Reino Unido 67 68 69 72 73 78 Áus ia 48 56 60 63 68 73 Bélgica x x x x 67 70 F ança x x x x 55 69 Es ónia x x 53 60 62 65 Eslo áquia x x 58 63 61 64 I landa x 40 41 44 58 62 Eslo énia x x 48 52 57 58 104 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Hung ia x x 41 42 54 58 Le ónia x x 41 47 53 58 Espanha 20 46 49 52 54 57 República Checa x 38 42 42 52 55 Polónia x x 40 45 48 52 Li uânia 28 36 37 42 47 52 Chip e x x 42 41 44 47 Po ugal 27 36 37 40 42 46 I ália 37 40 39 41 43 43 G écia 24 26 26 29 38 40 Bulgá ia x x 23 x 30 35 Roménia x x 16 x 30 34 Fon e: EUROSTAT - Su ey on ICT Usage in Households and by Indi iduals 2002 - 2007. Po ugal no seu Li o Ve de chama a a enção pa a “(…) o isco de as ecnologias da in o mação con ibuí em pa a e o ça o pode dos mais o es e en aquece aqueles que já se encon am numa posição debili ada”, o que em nosso en ende se em indo a e i ica , con o me se pode le nos dados das abelas acima ep esen adas. A exp essão exclusão social: “É hoje uma exp essão de uso gene alizado, embo a não es eja segu o de que odos quan os a u ilizam enham a ideia cla a do que signi ica. (…) a Comissão Eu opeia, po azões cien í icas discu í eis e azões polí icas comp eensi as, (…) p e endeu que a exp essão subs i uísse o e mo e noção de pob eza (…) e designou po exclusão social não apenas a ase e minal de um p ocesso, mas o p óp io p ocesso de ma ginalização.” Cos a, (2002:9-10) Pa a desag ado nosso, e i icamos que as desigualdades sociais se êm indo a ag a a -se no nosso país, como e e e o P esiden e da República, Aníbal Ca aco Sil a, Po ugal é “iden i icado como uma sociedade de p o undas desigualdades sociais” no qual as “si uações de pob eza e exclusão social que ainda abundam no país e que a odos de em en e gonha ”. Ca aco Sil a disse ou igualmen e sob e o en elhecimen o associado à p essão pa a a inac i idade p ecoce, em especial a esul an e do “ ecu so a e o mas an ecipadas ou desemp ego de milha es de abalhado es que não são mui o no os pa a se em aposen ados, mas já demasiado idosos pa a e oma em uma ac i idade p o issional”. 105 3.3. A amília, o idoso e as no as ecnologias de in o mação e comunicação É conhecido o impac o das no as ecnologias na ida e elações amilia es, que inclui pe igos, mas ambém no as opo unidades. Á medida que os compu ado es e os ele ones mó eis icam mais ba a os e que mui as amílias se deslocam on-line, podemos pe gun a -nos de que modo a ecnologia es á a da o ma à ida amilia e de que modo as amílias es ão, po seu u no, a da o ma ao uso da ecnologia. En e os emas-cha e a es e espei o, podemos e e i a melho ia da comunicação e das elações amilia es, po exemplo a a és da In e ne , cujo exemplo máximo é al ez o das amílias mig an es, que bene iciam po es a em sepa adas geog a icamen e. Quan o aos pe igos, os elemen os mais elhos da amília de em ale a os mais no os pa a a necessidade de usa em a In e ne e a ele isão de um modo c í ico e encon a em um equilíb io en e o uso do compu ado e as ou as ac i idades. Ou o ema cha e é a p eocupação de que as amílias que não êm condições económicas pa a comp a em um compu ado ou acesso à In e ne , iquem pa a ás, ela i amen e às amílias que as êm, no que se e e e a compe ências e conhecimen os compu acionais, icando ma ginalizadas numa sociedade cada ez mais digi al. Quan o à cibe segu ança, ou o ema canden e, há quem a i me que se pode p o ege os mais no os de con eúdos o ensi os, colocando os compu ado es em locais públicos e moni o izando o uso da In e ne , mas, acima de udo, discu indo em amília o uso ap op iado da In e ne , papel em que os mais elhos êm, pela sua expe iência e exemplo, um papel pode oso. O mesmo se pode aplica ao uso dos jogos pela In e ne , que de em se ap op iados pa a cada g upo e á io. O compu ado é, ambém, um elemen o compensado pa a os adul os dependen es. A u ilização do compu ado az bene ícios adap a i os aos idosos agilizados pela doença, mas en ando man e 112 pad ões, ac o es que de em se idos em con a quando os idosos usam os compu ado es e ou as ecnologias. O a io da sensibilidade binocula pa a a sensibilidade monocula pa a o olho em melho es condições é mais baixo nas pessoas idosas que nas mais no as; pelo con á io, não se encon a am di e enças com a idade na isão es e eo ípica. Há ambém uma pe da, de ida à idade, da sensibilidade e desc iminação da co , al ez de ida à pe da, com a idade, de o o- ecep o es na e ina K a e We ne (1999:223-230). Bal es & Lindenbe ge , (1997:12-21), encon a am uma elação o e en e a acuidade isual, os limia es audi i os de ons pu os e á ias medidas de uncionamen o in elec ual, sendo as co elações maio es nos adul os mais elhos, mas igualmen e posi i as e signi ica i as em g upos mais jo ens, o que, segundo esses au o es, e lec e um pad ão comum de en elhecimen o do cé eb o a ec ando esses á ios ipos de medidas. Pa a, em pa e, compensa es as di iculdades são apon ados á ios ac o es compensa ó ios po an de Wa e ing, como conjun os de ins uções de design pa a in e aces, incluindo websi es, ecomendações sob e co es, ipos, na egação, som, con eúdo, layou e es ilo. Recomenda-se que se p opo cionem al e na i as ex uais pa a odo o con eúdo sem ex o, que se usem amplas á eas de espaço em b anco e pequenos blocos de ex o, ou que se maximise o con as e en e as co es do p imei o plano e do plano de undo. No que espei a à audição, a pa ologia conhecida po p ebiacusia es á in imamen e ligada ao en elhecimen o. Nela há que dis ingui a de ipo senso ial, a ec ando as onalidades agudas, que, se a ingi as equências da linguagem alada, pode a ec a mui o a comp eensão linguís ica. Há ambém a de ipo ne oso, que a ec a a disc iminação das equências globalmen e, al e ando d ama icamen e a comp eensão linguís ica, e a de ipo 113 me abólico, menos p oblemá ica, pois ge a uma pe da de audição média, sem dis o ção. Po úl imo, exis e a p esbiacusia mecânica, com pe da de audição em odas as equências e bem co igida com apa elho audi i o. Alguns es udos sob e o declínio audi i o, e e idos em F aquelli, (2008:22), dizem que há uma diminuição do pode da audição, com a idade em ambos os sexos, mais acen uada nas equências agudas. O zumbido é equen e a pa i dos 60 anos. Há ambém, elacionadas com o en elhecimen o, pe u bações de in eg ação cen al, is o é, de usão das in o mações ecolhidas em sepa ado po cada ou ido, bem como pe u bações associadas com zumbidos e sil os, de idos a al e ações impânicas ou do ou ido médio e in e no e, mais pe u bado as, as e igens, de ido a modi icações, ligadas à idade, do sis ema es ibula . Os es udos compo amen ais e elec o isiológicos são elucida i os quan o aos p oblemas das pessoas idosas, cuja maio queixa e e en e à comunicação é a di iculdade em en ende o discu so, especialmen e em meios de audição/escu a deg adados. A causa é em g ande pa e uma pe da de sensibilidade elacionada com a idade, mas os dé ices na capacidade de p ocessamen o audi i a cen al e o declínio cogni i o ac uam em conjun o pa a diminui a comp eensão do discu so em si uações do quo idiano. Além disso, exis em g andes a iações indi iduais e di e enças de géne o nes as mudanças, elacionadas com a idade, na sensibilidade audi i a, nas eacções às pe das de audição e nos p oblemas de comp eensão do discu so. O ce o é que os p oblemas da audição são “o mais equen e ipo de a ecção ela ado po indi íduos com 65 ou mais anos. (…) Idosos com p oblemas de audição ligei os a mode ados e e em um impac o subs ancial na comunicação em si uações sociais e uma eacção emocional signi ica i a como esul ado das di iculdades de comunicação”, Foza d, & Go don-Salan , (2001:251). 114 A p esbiacusia, pe da de audição de ida aos e ei os da idade, já e e ida, não se dis ingue da pe da de audição de ida a ac o es he edi á ios, à exposição a uídos, a p ocessos pa ológicos, à o o oxicidade e a ou os aspec os exógenos, pelo que os esul ados encon ados e lec em e ei os cumula i os da idade e des es ou os ac o es. As mudanças de idas à idade mais bem documen adas são as do ou ido in e no e ne o audi i o, po exemplo uma pe da de células ciliadas in e nas e ex e nas e de células de supo e no gi o basal da cóclea, o que eduz a ansmissão neu al a e en e dos sinais de al a equência (no caso das in e nas) e o eedback ac i o, com pe da de audição e selec i idade de equências limi ada (no caso das ex e nas). Também a população de neu ónios do ne o audi i o é ma cadamen e eduzida nos idosos, eduzindo a ansmissão a e en e dos sinais acús icos e a ec ando a selec i idade de equências e a esolução empo al. No que se e e e ao sis ema ne oso audi i o cen al, o seu en elhecimen o ca ac e iza-se po uma edução no núme o de neu ónios em cada núcleo do onco ce eb al audi i o, um d amá ico declínio na população neu onal do có ex audi i o, a ec ando o p ocessamen o dos es ímulos acús icos complexos. Quan o à pe cepção do discu so com uído de undo, oi demons ado que os mais elhos inham pio es esul ados em es es de econhecimen o de pala as monossilábicas, em especial os homens. É cla o que o econhecimen o do discu so pelo idoso com mais ou menos p oblemas de audição ou de uído de undo ou de in e upções empo ais, é eduzido ou aumen ado pela ausência ou pela p esença de ac o es cogni i os coadju an es, como pis as linguís icas, semân icas ou con ex uais, que in e e em com a sua memó ia, em especial com a memó ia de abalho, ão a ec ada pela idade. Go don- Salan & Fi zgibbons, (1997:423-431). No que espei a às elações en e os dé ices audi i os e a manipulação das ecnologias, e uma ez que, como e e imos, as maio es di iculdades dizem espei o 115 aos sons de maio equência (mais agudos), no design de um in e ace ou de um websi e des inado a idosos, quando se usa o som, es e de e se em zonas de equências mais baixas que o habi ual. No aspec o mo o , há igualmen e mudanças de ido à idade, como uma len i icação dos mo imen os, pos u a mais lec ida, pa ologias ósseas, como a a i e, pe da de o ça e de esis ência, de equilíb io e coo denação de mo imen os, e a é apa ecimen o de mo imen os in olun á ios e emu as, num quad o ge al de declínio do empo de eacção e do igo de mo imen os. Todas es as mudanças nas habilidades mo o as do idoso a ec am o modo como usa o compu ado , pelo que as mudanças acima e e idas de em se idas em con a quando se a a de concebe adap ações no uso dos compu ado es po pessoas de idade. Van de Wa e ing, e e e algumas adap ações: 1. Remo e , semp e que possí el, a necessidade de execu a a e as complexas usando o a o, ap esen a al os mais amplos e emo e menus. 2. Ap esen a opções de ajus e de al os, como, po exemplo, usa uma “bacia a ac i a” (“a ac i e basin”), que consis e numa egião ci cula em ol a do al o do ec ã, que ob iga o cu so a ica sujei o a uma o ça que o puxa pa a o cen o, des e modo ajudando os u ilizado es idosos com mo imen os in olun á ios. 3. Ap esen a disposi i os de inpu modi icados, usando a ecnologia de o ce- eedback pa a ajuda os u ilizado es idosos com g andes p oblemas de mo imen o. 4.2. Di iculdades a ní el cogni i o Em mui os abalhos sob e a “ e cei a idade” em ha ido o p essupos o que es a ase é um empo de pe das, de cada ez pio uncionamen o, de eg essão, dependência, agilidade e declínio. 116 Po ém, as ecen es descobe as em in es igação ge on ológica suge em se o en elhecimen o uma expe iência mais posi i a do que o que se ac edi a a, e com meno axa de doença e dep essão : “A in es igação ge on ológica em indo a dissipa os es e eó ipos do idoso enquan o se ágil, dependen e, pob e, assexuado, esquecido e in an il e, só mais ecen emenm e, em con ibuído pa a a desc ição do que é o adul o na ma u idade a dia”. Lima, (2006:9) No campo da cognição, o idoso conse a ou, so e um ligei o declínio na e iciência e bal e na in eligência c is alizada, mas em um acen uado declínio nas suas unções pe cep i o-espaciais (com elocidade de ealização eduzida) e na in eligência luida, udo se somando numa diminuição da e iciência cogni i a global, em pa e de ido à len i icação do p ocesso de in o mação e espos a. Como explicações pa a es e declínio da in eligência des aca-se a chamada eo ia do desuso, ou não u ilização das compe ências cogni i as que em anos an e io es e a no malmen e usada, bem como uma maio len idão no uncionamen o men al po p oblemas neu ológicos, ambém ligados à a enção e concen ação. Também no campo da linguagem há pe das, elacionadas com o e e ido declínio audi i o e isual (di icul ando a audição e a lei u a) e uma pe da da mo i ação: “O idoso, pa icula men e quando a saúde es á debili ada, con ac a menos com o mundo ex e io , pe dendo desempenho na linguagem. As limi ações na linguagem o al e esc i a podem de e -se ou ossim a al e ações da in eligência ( luida), po sua ez mui o elacionadas com o es ado neu onal do sujei o; mas ambém são de idas a meno mo i ação”. Oli ei a, (2005:52) Oli ei a, (2005:43-44), iden i ica “uma sé ie de ac o es suscep í eis de eduzi o isco de um declínio cogni i o p ecoce, como não so e a ecções ca dio ascula es ou doenças c ónicas, e ido um al o ní el de escola idade, con inua a pa icipa em ac i idades in elec uais es imulan es, eina a lexibilidade, conside a -se sa is ei o com o passado.” A cognição ou a in e p e ação de in o mações ecebidas pelos idosos ambém so em com a idade e, mesmo no en elhecimen o no mal, há a pe cepção de declínio na habilidade em adqui i e eco da in o mações. 117 En e as ca ac e ís icas do declínio cogni i o da memó ia podemos salien a , com F aquelli, (2008:25), “a capacidade de a mazena in o mações ap eendidas ecen emen e e a capacidade de lemb a -se de ac os dis an es”. Po causa des e declínio cogni i o, os idosos, segundo a mesma au o a, “podem ap esen a di iculdades no desempenho em ac i idades que exijam inicia i a, planeamen o e a aliação de compo amen os complexos.” O en elhecimen o a ec a odas as o mas de memó ia, como e e e Backman, L. e al., (2001:349). Desde logo a memó ia episódica ( esponsá el pela aquisição e eco dação da in o mação adqui ida num dado empo e luga , e cujo declínio começa mui o an es da elhice, e de um modo len o e con ínuo). A ec a ambém a memó ia não episódica, que a semân ica (ligada ao signi icado de pala as e símbolos, o ganizada hie a quicamen e e que pe manece, no malmen e, bem conse ada a é a ançada idade, no que espei a a es u u a, ainda que com p oblemas de acesso ápido à in o mação lexical), que ainda a memó ia de cu o p azo. Es a úl ima é o mada, não só pela memó ia p imá ia - e endo a in o mação na consciência e pouco a ec ada pelo en elhecimen o – como pela memó ia de abalho – que p ocessa a in o mação ao mesmo empo que man ém a um ní el conscien e ou a in o mação, jun amen e com objec i os e es a égias impo an es pa a a a e a a execu a em, e que é mui o a ec ada pelo en elhecimen o. A memó ia p ocessual, esponsá el pela aquisição de habilidades e ou os aspec os menos conscien es do conhecimen o, mo o es, pe cep i os e cogni i os, é pouco in luenciada pelo en elhecimen o. Ligada à memó ia e ambém a ec ada pela idade es á a capacidade de ap endizagem; as duas são as p incipais esponsá eis pelas di iculdades sen idas pelos idosos no uso dos compu ado es. Especialmen e a ec ada pela idade es á a chamada “memó ia luida”, esponsá el 118 pelo soluciona dos p oblemas cujas soluções não deco em de eino o mal ou de p á icas cul u ais e que é jus amen e o ipo de memó ia necessá io à ap endizagem da u ilização dos compu ado es. As di iculdades que os idosos demons am em econs i ui e pe co e (na ega ) uma o a ou i ine á io são do mesmo géne o das habilidades de na egação necessá ias ao uso da In e ne . No en an o, seguindo ainda an de Wa e ing, (2001), os idosos usam es a égias de compensação adqui idas pela expe iência, como: 1. Uso de um modelo men al elacionado com ou o ipo de ecnologia que o idoso domina. Po exemplo, quando usa um compu ado , o idoso pode pensa num g a ado ídeo, ou quando p ecisa de se lemb a de uma sequência de acções, esc e e-as num papel, o que pode le a algum empo, mas em bons esul ados. 2. No caso de a ecções da memó ia de abalho, há que abalha com maio len idão e um an o alea o iamen e, sem g andes possibilidades de a mazena conclusões num modelo men al. Não obs an e, os idosos com p oblemas na memó ia de abalho ainda são capazes de ap ende , u ilizando um ou o ipo de in e acção e aspec os da cognição menos sujei os a se em a ec ados pelo en elhecimen o. 3. Cu sos de ap endizagem on line são ou a possibilidade de ap endizagem pa a idosos, sob e udo se, na aquisição de habilidades compu acionais, se mis u a em u ilizado es jo ens e idosos. 4. Os jogos de compu ado , são um exemplo de como o uso do compu ado ele a o ní el da capacidade cogni i a e mo o a dos idosos. Além de se em uma ac i idade de ec eio, es á demons ado que joga es es jogos em e ei os posi i os no p ocessamen o da in o mação, na lei u a, na comp eensão e na memó ia, con ibuído, ambém, pa a um mais ápido empo de eacção, aumen o 119 do alcance da a enção e da coo denação mão-olho, udo is o consis indo numa impo an e ajuda pa a o quo idiano das pessoas. Es es jogos de em, logicamen e, obedece a ce as condições, como aspec os isuais, eedback imedia o, pa a es imula as capacidades de ap endizagem, sendo seleccionados com base em ais equisi os e nos e ei os com eles desejados. Ou o concei o impo an e na cognição humana é a a enção, que, segundo Roge s, & Fisk, (2001:267): “é um cons uc o mul idimensional que en ol e p ocessos que ocam, seleccionam, di idem, sus êm e inibem”. Os seus ês p incipais componen es são a selecção, a igilância e o con ole. Fo am obse ados dé ices de idos à idade na a enção sus ida e na a enção selec i a. Es a úl ima consis e em dois p ocessos: e enção de in o mação ele an e e inibição de in o mação i ele an e. Os adul os idosos são menos ap os que os mais no os em a e as de a enção selec i a, bem como em p ocessos de inibição. No que se e e e à igilância, ambém chamada a enção sus ida, e que implica a manu enção da a enção ao longo do empo, o seu declínio com a idade depende das ca ac e ís icas da a e a, dos objec i os do indi íduo e da na u eza dos es ímulos. Rela i amen e ao con ole da a enção, ou seja à capacidade de o indi íduo oca , muda e di idi a sua a enção, há pe das com a idade, sob e udo pa a a e as mais exigen es. Quando se concebe e desenha web si es acessí eis a u ilizado es idosos, de em oma -se em linha de con a odas as capacidades e limi ações no campo da a enção e a ás e e idas. 120 Roge s, & Fisk, (2001:281), azem as ecomendações seguin es no que se e e e a compensações pa a declínios, de idos à idade, da a enção selec i a: 1. Não coloca undos pad onizados po de ás do ex o. 2. E i a odos os g á icos e oda a animação desnecessá ios. 3. Limi a o conjun o da in o mação que se ap esen a po página. 4. E i a usa menus que su gem inespe adamen e (“pop-up menus”) e lis as ecob indo ou os elemen os da in e ace. 5. U iliza idên icos links names, ipos e g á icos pa a odos os links da mesma página. 6. Ma ca odos os links com um sublinhado ou ou o dado con encional. 4.3. Di iculdades emocionais e psicossociais Segundo Lima, (2006:16), “Emocionalmen e, os es udos indicam que os adul os mais elhos endem a o na -se menos impulsi os e menos a ec ados pela ansiedade, com maio iqueza a ec i a e com eacções mais p o undas aos acon ecimen os e com maio con olo emocional”. Ao ní el da pe sonalidade, há maio es abilidade na idade adul a a ançada. Há ambém po encial pa a um maio au oconhecimen o. Mas exis em, ambém os aspec os nega i os ípicos des a ase da ida. O sen imen o de solidão, os es ados dep essi os, as endências suicidas, as doenças men ais p óp ias da e cei a idade, como a doença de Alzheime , assim como oda a espécie de abusos e maus a os a que o idoso es á sujei o, que na sociedade, que na p óp ia amília, ep esen am, em si mesmas, mo i os de o dem sócio-emocional que podem exclui o idoso do acesso às no as ecnologias, pelas mesmas azões que o excluem do acesso a no os conhecimen os, no as elações sociais e no os emp eendimen os. Sabe-se, ambém, que a solidão é um dos p oblemas mais g a es en e idosos. 121 Pa a Gie eld, (2001), há uma ín ima elação en e solidão e as ca ac e ís icas do cu so i al dos indi íduos, como a his ó ia ma imonial, a composição do ag egado amilia , o es ado de saúde p é io e ac ual, o subs ac o e nocul u al e o sexo. No espei an e às di e enças en e os sexos, os a igos de Gie eld, (2001), são unânimes ao a i ma que há, no que espei a à solidão, pouca di e ença en e os sexos no seu p imei o casamen o; po ém, as di e enças su gem en e os que se encon am numa segunda ou e cei a elação: aqui a solidão é maio en e as mulhe es. En e os não casados há igualmen e di e enças de solidão con o me o sexo, com um maio peso nos homens que nas mulhe es. No que se e e e à elação en e si uação geog á ica e solidão, o am encon ados maio es ní eis de solidão nas cidades do no e da Eu opa e meno es ní eis na Eu opa u al do sul. A solidão é dada como p incipal esponsá el pelos males ísicos e psíquicos do idoso (es ados dep essi os, suicidá ios, eg essi os, demenciais, de desnu ição, po exemplo). Há, po ém, que dis ingui “isolamen o”, is o é, si uação de sepa ação ísica, de “solidão”, ou seja, o sen imen o de se es a sepa ado dos ou os. Enquan o o isolamen o é, po ezes, p ocu ado como ocasião de e lexão e eencon o, a solidão elacional é sinónimo de inquie ação e angús ia. Consequen emen e, uma in e enção sob e o isolamen o não ga an e uma modi icação do sen imen o de solidão. O essencial é encon a o ac o ge ado da descompensação. É que cada pessoa eage à sua manei a à si uação de i e só, desde a se enidade e op imismo ao so imen o e à dep essão. Como ac o es p ecipi an es de so imen o ace ao isolamen o podem ci a -se o es ado de celiba á io, de iu ez e de lu o em ge al, de doença ou incapacidade, de localização domiciliá ia de di ícil acesso, bem como um baixo ní el sociocul u al. 128 cada ez menos e de di e en e na u eza. O idoso em medo do compu ado , de aze expe iências com ele, inicialmen e po que eceia es agá-lo e, mais a de, po que eme da e os que depois não saiba co igi . Mas ambém esse sen imen o muda, à medida que os e os se o nam menos equen es e mais ípicos. No en an o, ambém se e i ica que as di e enças de idas à idade, no que se e e e às a i udes sob e os compu ado es, são pequenas e que os e ei os do eino e da expe iência de pesquisa são posi i os e semelhan es pa a elhos e jo ens: com um b e e eino, bem concebido, os idosos ap endizes em bons esul ados Nas suas pesquisas na Web êm, além disso, a i udes e eacções posi i as às suas expe iências com a Web. A na u eza da expe iência que o idoso e e com o compu ado em g ande impac o na mudança de a i ude. De um modo ge al, pode a i ma -se que os idosos enca am as conquis as ecnológicas a uma luz posi i a, na medida em que ac edi am que essas conquis as lhes ão con e i uma melho qualidade de ida, a eles e à sociedade em que se inse em. Is o es á elacionado com a c ença de que é possí el que o idoso adop e as habilidades especializadas necessá ias pa a que u ilize as no as ecnologias. Também se e i ica que a maio ia dos idosos em desejo de ap ende ais habilidades, ainda que ainda não enha iniciado o p ocesso de ap endizagem. A a i ude dos idosos sob e a ecnologia a ançada é, po an o, mui o a ec ada, pela posi i a, pelo seu uso do compu ado . Es a a i ude posi i a em elação à ecnologia, e lec ida no con o o e na on ade em expe imen a , em como p edi o es, além do uso do compu ado , a capacidade audi i a, e é ela i amen e insensí el a a iá eis como a idade, sexo, educação, endimen os, e c. 129 Na e dade, o ní el de con o o ao usa objec os ecnológicos, como o elemó el, sis ema de au omação e de moni o ização de saúde no domicílio e ou os, é mui o maio en e os idosos que usam o compu ado . O mesmo de pode dize pa a a a i ude posi i a ou on ade de expe imen a as ecnologias, mui o maio ambém en e idosos que usam o compu ado . A explicação pa a o ac o pa ece se a de que aqueles idosos in e essados em ecnologia usam mais o compu ado , mas ambém o uso do compu ado lhes dá a sensação de um domínio inicial da ecnologia que os ab e pa a o uso de ou os apa elhos de al a ecnologia. O ce o é que, uma equência olun á ia num cu so básico de compu ado es p edispõe o idoso pa a a i udes mais posi i as. Independen emen e da população idosa como um odo, os idosos mais desejosos de ap ende assumi ão, logicamen e, a i udes posi i as pa a com as ecnologias in o má icas. Pa a que a sua ap endizagem enha sucesso, é p eciso que os idosos não sejam a ados como p incipian es mais jo ens e mui o menos compa ados com eles em a e as compu acionais especí icas. É que, um ing edien e undamen al pa a uma ap endizagem de sucesso po pa e de alunos senio es é uma expe iência inicial posi i a com os compu ado es, pa a comba e a chamada alienação ecnológica, o que, em pa e, se consegue com um cu so especialmen e concebido pa a idosos, des inado a ensina os concei os e as manipulações básicas. 130 CAPÍTULO 5 - Um meio de acesso do idoso às no as ecnologias: a pe cepção de au o-e icácia 5.1. His ó ia e de inição A au o-e icácia em uma his ó ia cu a, mas um longo passado, pois ela inse e-se numa já longa adição de eo ias de compe ência, e icácia pessoal e seu impac o na adap ação e bem-es a psicológico. Como nos diz Fa ia & Simões, (2002:179): “É de salien a que o es udo das a iá eis ligadas ao sel so eu um eno me desen ol imen o na década de 60, depois de Allpo e a i mado que um dos acon ecimen os mais es anhos na his ó ia da Psicologia e a o modo como o sel ha ia sido igno ado a é en ão”. Em 1977 in oduziu Bandu a o cons uc o denominado au o-e icácia na in es igação em Psicologia, com o se es udo Sel -e icacy: owa d a uni ying heo y o beha iou al change. Em 1988, Bandu a e-si uou o concei o de au o-e icácia numa eo ia sociocogni i a do compo amen o humano, concep ualizando a abo dagem do sel numa eo ia mais ampla que a an e io men e expos a, na qual assume que somos capazes de molda os ambien es em que i emos pela au o- e lexão e au o- egulação, não sendo me os agen es au ónomos ou ansmisso es mecânicos das in luências ambien ais. Em 1997, em Sel -e icacy: he exe cise o con ol, o mesmo au o engloba a au o- e icácia em oda uma eo ia de acção pessoal e colec i a, ope ando, conjun amen e com ou os aspec os sociocogni i os, na egulação e na p omoção do bem-es a . É den o des e úl imo quad o concep ual que se êm ealizado as mais di e sas in es igações em ciências como a psicologia, educação, medicina e despo o. Con a iando, a é ce o pon o, a con icção gene alizada, pa a as ciências psicológicas e do compo amen o, de que as di e enças do desempenho en e os 131 indi íduos e am unção di ec amen e p opo cional dos es ímulos do meio ambien e, bem como das di e en es capacidades indi iduais, a psicologia ac ual econhece que as ealizações compo amen ais não e lec em unicamen e os es ímulos ex e nos, as capacidades e a on ade de cada pessoa, mas são mediadas pela sua cognição, pela a aliação que az das sua p óp ias capacidades, ou seja, pelas c enças ou expec a i as de au o-e icácia po ela nu idas. Pa a uma melho comp eensão da cognição, da emoção e da acção do homem mui o con ibuiu a eo ia social cogni i a de Bandu a e is o mui o de ido à sua ónica na noção undamen al de agência humana, is o é, da capacidade de não nos limi a mos, como e e imos, a se simples eac o es aos es ímulos do meio ambien e que nos ce ca, como p e endiam as eo ias condu is as, mas, em luga disso, se mos cons u o es desse mesmo meio ci cundan e: o a as c enças de au o- e icácia são a ped a basila dessa agência ou in e enção. De aco do com o au o que mais a ou es e assun o, Bandu a, (1994:1), a au o- e icácia pe cebida pode de ini -se como: “ (…) as c enças das pessoas ace ca das suas capacidades de p oduzi ní eis de pe o mance que exe çam uma in luência sob e os acon ecimen os que a ec am as suas idas”. As c enças de au o-e icácia são a con icção pessoal de que se pode le a a cabo uma acção de um modo bem sucedido, de modo a p oduzi , numa dada si uação da ida, os esul ados desejados. As c enças na au o-e icácia in luenciam o modo como se pensa, sen e, se mo i a e ac ua. O sen imen o de e icácia, com e ei o, aumen a a ealização e o bem-es a , pois as pessoas que con iam nas suas possibilidades enca am as a e as di íceis como desa ios e não como ameaças, o que p omo e um in e esse in ínseco, eduzindo o s ess e baixando a endência pa a a dep essão. As c enças, no sen ido gené ico do e mo, são ideias que a pessoa conside a como e dades absolu as, sendo noções p é-exis en es sob e a p óp ia na u eza da ealidade, que con ibuem pa a a pe cepção que emos de nós p óp ios, dos ou os 132 e do meio ambien e. Que sejam e dadei as ou alsas, adap a i as ou não, as c enças podem o na -se a ealidade in e na que con ola o compo amen o das pessoas e a sua uncionalidade ísica e psíquica. A chamada Teo ia Compo amen al de Bandu a demons ou que a ap esen ação, conse ação ou anulação dos compo amen os se elacionam, de um modo mui o di ec o, com as consequências de al compo amen o: se, pa a quem em esse compo amen o, as consequências dele o em posi i as e lhe aca e a em p aze , al ac o se á um e o ço posi i o e al compo amen o man e -se–à; se as consequências, pelo con á io, o em nega i as, al compo amen o ende á a desapa ece . A e e ida eo ia mui o con ibuiu pa a que se passasse a comp eende melho o ac o de que os p ocessos da cognição se em de in e mediá ios na elação que exis e en e os compo amen os e as suas consequências, sendo de p imei a impo ância pa a a aquisição e manu enção dos pad ões de compo amen o. Segundo Bandu a, mais impo an e do que as consequências é o signi icado, posi i o ou nega i o, que se a ibui a ais consequências, is o é, o p ocesso cogni i o que de e mina á se al compo amen o i á se man ido, e o çado ou eliminado. A aquisição ou manu enção dos nossos compo amen os em ambém como in e mediá io a mo i ação. A mo i ação em como o igem a ep esen ação cogni i a dos esul ados que ad êm dos nossos compo amen os, an ecipando os bene ícios ou ad e sidades esul an es desses compo amen os. Ou a o igem da mo i ação é o ipo de objec i o almejado e espec i a au o- a aliação de desempenho. A pe cepção de que há disc epância en e o objec i o p opos o e a au o-a aliação do desempenho em unção desse mesmo objec i o, conduz a insa is ações e 133 us ações que, po sua ez, podem le a a ajus es e co ecções desse mesmo compo amen o, com o im de se consegui a ingi os esul ados desejados. Po ou o lado, essa mesma pe cepção de disc epância pode le a a compo amen os de e i ação e uga de ido ao medo de se pode se con on ado com si uações excedendo a capacidade de coping, is o é, de lida com as di iculdades e us ações. A au o-e icácia é, po an o, um componen e undamen al da mo i ação e, consequen emen e, da aquisição e al e ação do compo amen o. 5.2. Fon es componen es e dimensões A on e p incipal das expec a i as de au o-e icácia são as expe iências bem sucedidas, expe iências de ealização e desempenho pessoal, sob e udo se en ol em esiliência e pe se e ança na ul apassagem dos obs áculos. A sua impo ância ad ém de se basea em em expe iências das p óp ias pessoas, expe iências eais i idas e a aliadas pelas p óp ias pessoas num domínio especí ico. Tais expe iências eúnem odas as i ências de sucesso e de insucesso an e io es, on es i as de in o mação sob e a compe ência pessoal pa a ealizações, em si uações idên icas. A i ência de expe iências de sucesso o igina i os sen imen os de e icácia pessoal, ao passo que a i ência de insucessos o na mais aco al sen imen o. Es a elação não é, po ém, linea , em especial no que se e e e aos sucessos, que não cons i uem uma on e de au o-e icácia se o em alcançados acilmen e, pelo que a con ínua i ência de sucessos áceis não e o ça o sen imen o de e icácia pessoal, já que não cons i ui uma on e de in o mação sob e as eais capacidade de uma pessoa. 134 Como a i mam Pina & Fa ia, (2004:393): “Nes e sen ido, pa ece se pe inen e salien a a elação que se pode es abelece en e o cons uc o de au o-e icácia e as pe cepções a aliações dos sujei os ace ca das causas e dos ac o es que podem explica os esul ados da sua acção (a ibuições causais), nomeadamen e no que espei o ao ní el de di iculdade pe cebida das a e as ealizadas, pois es as explicações de e minam o modo como o sucesso e o insucesso são pe cebidos e a aliados enquan o on e de in o mação sob e as capacidade e a mes ia pessoais”. Vis o que o sucesso melho a a a aliação de e icácia e o insucesso a diminui, os indi íduos que con iam nas suas capacidades acei am melho , como causas de insucesso, ac o es si uacionais como um es o ço insu icien e e o emp ego de es a égias inadequadas, gene alizando, além disso, os ganhos em au o-e icácia pa a ou as si uações em que o seu desempenho es a a p ejudicado de ido a uma pe cepção de inadequação. Ou a on e de au o-e icácia é a obse ação da expe iência, ou expe iências ica ian es, que eúnem in o mações e obse ações sob e a ealização e o desempenho dos ou os, con ibuindo pa a a o mação de expec a i as de au o- e icácia, po modelagem ou ans e ência de compo amen o, ou seja, o ac o de e mos ou as pessoas, semelhan es a nós, e em sucesso, a a és do es o ço, az- nos ac edi a que ambém nós emos capacidade pa a o mesmo. As expe iências ica ian es são uma on e menos in luen e de au o-e icácia dos que as an e io men e e e idas expe iências de ealização e desempenho pessoal, po que o sujei o apenas es emunha a expe iência e não em opo unidade de a i e . As expec a i as de au o-e icácia assim o madas são menos o es, mais ulne á eis e mais sujei as à mudança. A semelhança que, a es e espei o, se es abelece en e o modelo obse ado e a ealização pessoal u u a é um ac o que em g ande in luência na génese das expec a i as de e icácia pessoal, e que lhe con e em o ça e esis ência à mudança. Nes a o dem de ideias, podemos a i ma que, quan o maio o o núme o de semelhanças com o modelo obse ado, maio in luência e ão as in o mações ecolhidas, dando luga a mais in ensas expec a i as de au o-e icácia. In luenciando ambém a o ça das expec a i as, es ão o núme o e a di e sidade dos 135 modelos obse ados, bem como o pode pe cebido ou que se a ibui a esses mesmos modelos, bem assim como a sua pe inência e impo ância pa a o sujei o. A e cei a o ma de e o ça as c enças de au o-e icácia é a a és da pe suasão e bal e pessoal de que emos capacidades pa a domina ce as ac i idades, pondo de lado as dú idas e medos ce ca disso. Enquan o que as duas on es de au o-e icácia an e io es se epo am a in o mações o ganizadas e a aliadas pelo p óp io sujei o, na pe suasão encon amos uma manipulação ex e na da in o mação. Tal manipulação incide sob e as pe cepções de capacidade pessoal dos sujei os, po meio de uma suges ão o ganizada sob e e o ços ace ca da sua capacidade, e sob e o ac o de ac edi a em que de êm as compe ências necessá ias pa a uma boa ealização de uma a e a, ou pa a lida com a si uação de modo e icaz, assegu ando que são bem sucedidos. Pela pe suasão, podemo-nos sen i es imulados a en en a ce as si uações que a aliamos como excedendo as nossas capacidades, o que pode conduzi a desempenhos com sucesso, sob e udo se o e o ço o o e ecido den o de limi es ealis as e se a expe iência o o ganizada de modo a que as pessoas enham mesmo sucesso. Os esul ados da pe suasão e bal sob e os sen imen os de au o-e icácia não se no am de um modo ão ní ido como os da ealização pessoal ou os das expe iências ica ian es. Es ão, além disso, dependen es de ce os ac o es, como a na u eza, pe inência e ealismo dos e o ços, bem como da capacidade de pe suasão da pessoa que induz a suges ão. A qua a on e de au o-e icácia é a dos es ados e eacções isiológicas e emocionais. Incluem a iados sen imen os e emoções, como o humo , a ansiedade, a sensação de bem ou de mal-es a , e es ados e eacções isiológicas como o i mo ca díaco e a ensão a e ial, a adiga e o con ole mo o , que oco em an es ou du an e a a e a 136 ealizada, e que a ec am as expec a i as cons uídas quan o à capacidade em lida de manei a e icaz com as si uações com que nos con on amos, e alcança os objec i os em is a. Sen imen os de s ess e de ansiedade, ou aumen os do i mo ca díaco ou da p essão a e ial, são pe cebidos como aspec os nega i os em si uações de ealização, diminuindo as c enças de e icácia pessoal no sujei o, en aquecendo a ealização e diminuindo o g au de desempenho, ge ando desânimo pe an e as di iculdades e le ando, não poucas ezes, ao abandono da a e a. É que a ansiedade e o s ess são i idos como aspec os nega i os, di icul ando ou in iabilizando a é a ealização, e p oduzindo emoções e pe cepções nega i as no sujei o e na si uação de ealização, conduzindo ao que Ne es & Fa ia, (2004:394), chamam “a mani es ação de um pad ão de desis ência”. Pelo con á io, sen imen os de bem-es a , calma e bom humo azem le an a as expec a i as de au o-e icácia, os ní eis de ealização, a pe sis ência em ace de di iculdades e à inalização da a e a. Impõe-se, pois, domina ou, pelo menos, eduzi o desgas e emocional, a ansiedade, o medo e ou as espos as emocionais nega i as, se se que melho a a pe cepção do desempenho e au o-e icácia. A au o-e icácia em como componen es a expec a i a de au o-e icácia e a expec a i a de esul ados. A expec a i a de au o-e icácia é a c ença ou con icção de que somos capazes de ealiza um ce o compo amen o de modo a alcança de e minados esul ados. Po sua ez, a expec a i a de esul ados é a c ença ou con icção de que um compo amen o de e minado le a á a ce os e de e minados esul ados. As expec a i as de e icácia es ão ligadas a ac o es in e nos, indi iduais, elacionados com o sen imen o de compe ência pessoal, ao passo que as expec a i as de esul ado se ligam a ac o es ex e nos ou ambien ais. 137 As duas expec a i as e e idas são conside adas po Bandu a como componen es bipola es, pois a combinação dos á ios ní eis de cada uma az consequências e compo amen os especí icos. Des e modo, quando exis em expec a i as de esul ados nega i as, is o é, quando o meio ambien e não pe mi e ou, pelo menos, di icul a a ealização da acção almejada, pode ha e luga a sen imen os de esignação e apa ia po pa e dos sujei os com expec a i as de e icácia nega i as, o que le a à não ealização, po abandono, da acção p e endida, ou a sen imen os de essen imen o e de p o es o po pa e dos sujei os com expec a i as de e icácia mais posi i as, o que os le a a assumi em compo amen os de pe sis ência pe an e as si uações e ci cuns âncias ou a é a eo ganiza em a sua acção no sen ido de uma eadap ação de es a égias. No caso con á io ao an e io , quando o ambien e acili a a acção, ha endo, po an o, expec a i as de esul ado posi i as, podem, ainda assim, ge a -se sen imen os de desânimo e des alo ização pessoal, em pessoas com acas expec a i as de e icácia, o que as le a a e compo amen os de e i amen o ou abandono da acção. Pelo con á io, ge a -se-ão sen imen os de con iança e de segu ança, ela i amen e à acção e si p óp ios, em pessoas com expec a i as de e icácia mais posi i as, o ien ando-as pa a a pe secução e inalização da acção. Relacionando-se, assim, a au o-e icácia com o compo amen o humano, Bandu a ope acionalizou-a como um cons uc o assumindo uma unção o ien ado a da acção humana. Tan o a au o-e icácia como as expec a i as que se lhe associam e que acabámos de e e i , a ec am a iniciação e pe sis ência das ealizações humanas, o g au de es o ço e de in es imen o pessoal nas a e as e ac i idades, o que le a a que as pessoas, po um lado, escolham aquelas si uações nas quais ac edi am pode e sucesso, cons uindo, desse modo, expec a i as posi i as pa a ais si uações, e e i a aquelas si uações que sen em que es ão pa a além das suas po encialidades e que não êm condições de le a a cabo com sucesso, o mando, des e modo expec a i as nega i as pa a ais si uações. 144 O a a memó ia é, como já e e ido, um domínio suscep í el, de ido às p eocupações, en e os homens, ace ca da pe o mance da sua p óp ia memó ia, da qual ce ca de 80% se queixa, sinal de que es ão p eocupados com a sua sanidade cogni i a. O que es e es udo o e ece de mais in e esse são p o as de que as c enças de au o- e icácia ins umen al são uma ca ac e ís ica po encialmen e modi icá el, que pa ece in luencia pad ões de mudança na pe o mance da memó ia e bal po acção da idade. As p o as suge em que, pelo menos no homem, as c enças na e icácia ins umen al in luenciam signi ica i a e posi i amen e as mudanças no desempenho da memó ia e bal. Quan o à o mação pe manen e, incluindo a de adul os idosos, é, hoje em dia, de indiscu í el impo ância, donde a impo ância do cons uc o, com ela elacionado, de au o-e icácia educa i a. A psicologia es uda as di e enças de desempenho en e os di e en es indi íduos, que não são uma me a unção dos es ímulos ex e nos, ap idões ou on ade, mas são mediadas pela cognição, e e lec em as a aliações subjec i as que os indi íduos azem das p óp ias capacidades, o que equi ale a dize , as c enças ou expec a i as de au o-e icácia. As expec a i as de au o-e icácia, sendo as c enças de um indi íduo na capacidade de planea e plani ica planos de acção pa a ge i com e icácia acon ecimen os e si uações, “in luenciam a escolha de a e as, o es o ço e o empo que ai se dispendido ace a e en uais obs áculos na ealização dessas a e as, assim como as eacções emocionais que acompanham a mesma”. Coimb a & Fon aine, (1999:1061). No que espei a à ap endizagem e o mação, as c enças de au o-e icácia in luenciam, assim, os p ocessos mo i acionais e au o egula ó ios. Mas es a eo ia expandiu-se a á ios campos da acção humana, à clínica ao despo o, à psicologia in e cul u al e ocupacional. Des e modo, as eo ias de Bandu a o am desen ol idas po Schwa ze & Je usalém, numa escala unidimensional de au o-e icácia 145 gene alizada, p óxima do concei o de op imismo, onde a p óp ia au o-e icácia e a concebida como sendo o conjun o das c enças op imis as de se consegui lida com uma gama a iada de ac o es que podem induzi s ess. Ao con á io daquilo que habi ualmen e se concebia como c enças de au o-e icácia, “es e cons uc o pa e do p essupos o de que exis e uma con iança mais global na capacidade p óp ia pa a um leque mais ala gado de domínios ou si uações de uncionamen o. Assim, a au o- e icácia gene alizada é is a como um ac o de ecu so pessoal em, elação a expe iências de dis ess como as pe cepções de ameaça ou de pe da, que são sen idas de o ma mais ápida e mais in ensa pela pa e de sujei os com baixas expec a i as de au o-e icácia gene alizada”. Coimb a & Fon aine, (1999:1062). Pa a Fa ia & Simões, (2002:182), “A au o-e icácia desempenha um papel impo an e no desen ol imen o in elec ual e na ap endizagem au o-di eccionada (ou au o- ap endizagem), ca ac e ís ica undamen al pa a a ac ual “e a de in o mação”, o que o na p emen e a necessidade de um dos p incipais objec i os de uma educação o mal de e se equipa os es udan es com as e amen as in elec uais, c enças de e icácia e in e esses in ínsecos pa a que eles possam educa -se ao longo da ida.” Segundo os mesmos au o es, as opções po es a ou aquela, a e a ou ac i idade, mesmo nos idosos, o es o ço e pe sis ência in es ido na ealização das mesmas, é unção das au o-pe cepções de e icácia, pois ende a e i a -se as ac i idades que se pensa excede as capacidades indi iduais e a empenha -se nas ac i idades em que há uma a aliação posi i a de au o-e icácia, es ando, assim o desempenho elacionado signi ica i amen e com a au o-e icácia. Ainda sob e a au o-e icácia académica, de cen al impo ância da educação pe manen e dos idosos, de e e e i -se que os bons esul ados em cu sos de o mação se de em mais às ca ac e ís icas mo i acionais dos alunos do que ao seu coe icien e in elec ual, azão pela qual se pode dize que as pe cepções de e icácia pessoal, na medida em que êm mui o a e com a mo i ação, pa ecem se melho es p edi o es do compo amen o e ealização escola e o ma i a do que o ní el indi idual de capacidade in elec ual. Como diz Pina & Fa ia, (2004:391): “ (…) o es udo e a a aliação das c enças de au o-e icácia e, mais pa icula men e, das c enças de au o-e icácia académica, assumem um papel impo an e, pois pe mi em, po um lado, conhece melho as ca ac e ís icas mo i acionais dos alunos (pe cepções de compe ência e de mes ia, sen imen os 146 de alo pessoal, a ibuições causais e expec a i as pa a ealização u u a), e, po ou o lado, comp eende a in luência dessas ca ac e ís icas no desempenho escola e nos espec i os esul ados.” Na e dade, ainda pa a os mesmos au o es, o cons uc o de au o-e icácia e e e-se às c enças e expec a i as sob e a p óp ia capacidade e mes ia pessoal, cuja o mação depende de ci cuns âncias e con o nos pa icula es de ealização. No seu in e essan e es udo sob e as c enças de au o-e icácia dos p o esso es, Polydo o, S. e al., de inem-na como o julgamen o das suas capacidades em alcança os esul ados desejados de empenho e ap endizagem do aluno, mesmo se di ícil e desmo i ado. Segundo es es au o es: “Den e as a iá eis que in e e em no ensino e icaz, iden i ica-se o papel da au o-e icácia pe cebida. (…) esul ados de es udos sob e au o-e icácia no cená io educacional suge em que a e icácia do aluno e a do p o esso são posi i amen e elacionadas, o que já sinaliza a impo ância de es udos sob e au o-e icácia docen e”. Polydo o, e al., (2004:330) Es udos como o e e ido podem cons i ui uma impo an e achega na o mação dos docen es, aumen ando a sua mo i ação no p ocesso educa i o dos alunos, incluindo os de mais idade. Os desa ios na educação que se colocam pe manen emen e aos docen es são uma jus i icação su icien e pa a que se in is a na comp eensão da sua au o-e icácia pessoal pa a a acção docen e. Sendo a au o-e icácia um elemen o essencial da comp eensão do compo amen o e uncionamen o psicológico e podendo de ini -se como o julgamen o sob e a capacidade pessoal pa a ealiza uma a e a ou ac i idade, é in e essan e o es udo de Teixei a & Ca mo, (2004:198): “A in es igação em demons ado a in luência signi ica i a da au o-e icácia nas escolhas ocacionais (…). Os es udos êm e idenciado ambém uma elação posi i a en e a in ensidade do es o ço implicado nas ac i idades e o ní el de au o-e icácia, bem como as elações signi ica i as en e o ní el de aspi ação e a au o-e icácia.” Na denominada au o-e icácia pa a o sucesso académico, p esen e, em maio ou meno g au, em odos os es udan es, incluindo os idosos, há os aspec os mais p op iamen e cien í icos dos á ios amos do sabe , como a Ma emá ica, a His ó ia, e c., e as c enças pessoais da ap endizagem au o- egulada, os aspec os da 147 p io idade dada ao es udo, ela i amen e a ou as ac i idades, da concen ação no es udo, e as compe ências de memó ia pa a os con eúdos escola es, bem como a in e enção ac i a na ap endizagem. 5.4. E icácia colec i a pe cebida e au o-e icácia do idoso pa a as no as ecnologias A c ença colec i a, pa ilhada, das pessoas, no seu pode combinado pa a alcança em os esul ados desejados, é um ac o de e minan e dos emp eendimen os e ac i idades colec i as. Como nos indica Bandu a, (2002), a e icácia colec i a pe cebida aumen a a pe spec i a que as pessoas êm daquilo que desejam consegui , a sua mo i ação pa a aquilo que emp eendem e a sua esis ência à us ação e ad e sidade. A complexidade c escen e das ecnologias, os sis emas sociais e a economia mundial exigem ipos de compe ências de o dem supe io . A ansição da idade indus ial pa a a idade da in o mação, com as suas no as opo unidades, eque compe ências cogni i as de al o ní el e capacidades de au o- egulação que log em p eenche os complexos papéis ocupacionais e ge i as di íceis exigências da ida con empo ânea. É p io i á io o desen ol imen o de uma li e acia de In e ne , pois 50% da in o mação já é alcançá el unicamen e sob o ma elec ónica e quem não i e es a o ma de li e acia es a á p i ado de impo an e quan idade de in o mação, com e ei os nega i os na ges ão da sua p óp ia ida. As c enças de e icácia no domínio das no as ecnologias a ec am o bem-es a e a p odu i idade. No âmbi o da saúde, c ucial nos adul os idosos, o compu ado é u ilizado como sis ema coo denado e pos al, o ien ando as pessoas, idosas ou não, na p e enção e cu a as doenças, onde que que eles i am. 148 Os se iços de ele-saúde e a p omoção in e ac i a online da saúde pe mi e às pessoas ecebe em consul a médica di ec amen e em sua casa. Des e modo, a In e ne es á ans o mando as elações médicas adicionais e o modo e local onde a medicina é exe cida. As pessoas es ão assumindo papéis mais ac i os na sua p óp ia saúde. Podemos conclui , com Bandu a, (2002), que as ecnologias digi ais es ão de e minando a p óp ia na u eza da sociedade. As no as ecnologias uncionam como um elemen o impo an íssimo den o dos sis emas socie ais, pene ando p o undamen e no quo idiano das pessoas. Num e ei o e acção ecíp ocos, a ecnologia in luencia e é in luenciada pela na u eza da ida social. São necessá ios es o ços de capaci ação dos aspec os sociais das p óp ias sociedades pa a que se assegu e que as no as ecnologias de comunicação e in o mação, bem como o p óp io p ocesso de globalização, pa a que ais ecnologias mui o con ibuem, si am como o ças posi i as, e não como o ças de di isão, na ida dos homens. A in o má ica e as ecnologias digi ais e oluciona am a sociedade, mas, no que espei a aos idosos, o am al o de p econcei os sob e a sua aquisição de no os conhecimen os, em pa icula os elacionados com as no as ecnologias. Po ém, es á p o ado que, apesa de so e am mudanças ao ní el da cognição, essa ap endizagem con inua a se possí el. Pa a al ap endizagem, con ibuem aspec os subjec i os como o au o-concei o e a au o-e icácia do idoso a espei o das ecnologias e e idas. Pa a que al ap endizagem seja possí el é necessá io cons ui -se uma es a égia que pe mi a melho a a au o-e icácia ela i amen e às ecnologias, is o é, uma p es ação de o mação especí ica em in o má ica, com á ios ní eis de complexidade e pa a g upos in eg ados de adul os idosos, o que, es imulando e 149 ac i ando a dinâmica psíquica, pe mi a às pessoas idosas pa icipan es melho a em a sua au o-pe cepção ace ca das suas eais capacidades, con ibuindo pa a elimina os p econcei os sociais e indi iduais sob e essas capacidades. Pode a i ma -se que uma g ande pa e dos idosos dos nossos dias não em ní eis médios de educação, nem e e qualque con ac o com as no as ecnologias, não possuindo, ambém, um ní el sócio-económico que lhe pe mi a adqui i ecnologia digi al. Pa a além dis o, g ande pa e da população idosa e e ida conside a o compu ado como um ins umen o de uso complexo, au o-pe cebendo-se como incapazes de o manipula . Po odas as azões apon adas, se ia de pensa que é mui o di ícil ou a é impossí el ensina in o má ica a idosos. Na e dade, o p oblema pode o na -se meno se se emp ega em es a égias enden es a modi ica no idoso a pe cepção que em da sua au o-e icácia pa a as ecnologias. Nes a o dem de ideias, de e começa -se o cu so com ac i idades amilia es pa a o idoso, como esc e e e pin a , pa a se a ingi o objec i o de en ada, que é que o idoso pe ca o medo aos compu ado es, ge ado de ansiedade e que, a p incípio de a ibuía à idade, mas que hoje se c ê se ão comum aos adul os jo ens como nos idosos. Em ez da idade su gem, como esponsá eis po es a ecno obia, ac o es como as a i udes, as expe iências e a au o-e icácia. Ac escen e-se que a me a expe iência com compu ado es não é su icien e pa a se ul apassa a di a ecno obia. Como asse e am Luque, & Bu ba, (2005), é impo an e que es a p imei a expe iência seja co oada de êxi o, de endo e -se com ela um cuidado mui o g ande, em especial na sua p og amação e ealização. Se al p imei a expe iência o nega i a, é impe ioso que as expe iências 150 subsequen es sejam su icien emen e posi i as pa a compensa e aze e e e o mau e ei o dessa p imei a expe iência. É que, se os idosos não se sen i em segu os a manipula a ecnologia in o má ica, e so e em expe iências ad e sas quando a en am abo da , a sua au o-e icácia diminui á po ce o e as suas a i udes nega i as aumen a ão p opo cionalmen e. O p o esso ou o ien ado dos cu sos de in o má ica em um papel de p imei o ele o, sendo esponsá el pelo êxi o ou alha dos alunos, bem como pela sua ap oximação ou a e são à ecnologia digi al. Á medida que o medo aos compu ado es ai diminuindo, ou a é desapa ece, nos casos mais a o á eis, de em modi ica -se as c enças que se elabo a am ela i amen e ais compu ado es, e a oda a ecnologia, modi icando-as, pouco a pouco, nas aulas. De em, p imei o que udo, modi ica -se as c enças ace ca dos compu ado es em ge al, como, po exemplo, a c ença de que se se oca na ecla e ada, se des ói oda a in o mação a mazenada, a c ença de que os compu ado es o iginam p á icas con á ias à é ica, a de que os compu ado es nos e i a am a p i acidade. De em u iliza -se exe cícios conc e os que mos em a ealidade al como ela é. Po ou o lado, de em ambém modi ica -se as c enças sob e as p óp ias capacidades dos u ilizado es ela i amen e à ap endizagem e à u ilização das ecnologias, como a c ença de que não se pode ap ende a u iliza qualque ipo de p og ama, a c ença de que se podem usa os compu ado es, mas semp e sem demasiadas expec a i as, a c ença que se de e e i a usa os compu ado es, com medo de se come e em e os que não se possam, depois, co igi . Pa a se modi ica em es as c enças nega i as sob e o uso compu ado es, de em ealiza -se, logo desde o início do cu so, sessões de abalho que aumen em, aos poucos, a complexidade das ma é ias, espei ando os empos de ap endizagem p óp ios des e g upo e á io e inco po ando ac i idades que aumen em a mo i ação pelos assun os ensinados, como o uso da In e ne , o desenho g á ico e o desenho Web. 151 As ac i idades u ilizadas des inam-se, além disso, a eac i a , no idoso, unções que podem es a ado mecidas, como o ní el de concen ação, diminuído pela ausência de ob igações labo ais, de modo a que as es u u as cogni i as, como a memó ia, a a enção, a compe ência linguís ica e comunica i a e a c ia i idade, se conse em ac i as. As ac i idades p og amadas de em, além disso, adequa -se às necessidades e aos in e esses conc e os dos alunos, ao seu ní el cul u al e de in eg idade cogni i a, bem como à aplicação que possam da aos con eúdos ap endidos no cu so. Se não se consegui mo i a odos os alunos do cu so pa a a ança em pa a cu sos mais adian ados, ou se nem odos log a am modi ica as suas c enças sob e o uso dos compu ado es, pelo menos mui os al e am a sua pe cepção sob e as suas capacidades de manipula em e domina em os ins umen os ecnológicos. O que man e e os idosos mo i ados pa a con inua em nes es p og amas de ap endizagem e a busca em no as opções o am as suas pe cepções de au o- e icácia. Tais ap enden es mo i ados, ansmi em a sua mo i ação a colegas seus de ou os cu sos, a amigos e a amilia es, que, a é aí, nu iam au o-pe cepções de incapacidade pa a ap ende a u iliza compu ado es, o e ecendo-se a si mesmos como exemplos de sucesso. Como conclusão, pode emos a i ma que as no as ecnologias de in o mação e comunicação o e ecem ins umen os po en es pa a o desen ol imen o de aplicações em odos os ní eis de p e enção, de modo a conse a um máximo de expec a i as de uma ida ac i a e de um ní el uncional óp imo. Como a i mam Luque & Bu ba, (2005), es e ipo de cu sos que acabámos de e e i e que denominam psico-ac i ação compu acional, é, ao mesmo empo, um mé odo que con ibui pa a o aumen o da qualidade de ida, especialmen e na idade adul a a ançada. 152 Es es cu sos in o má icos e e idos, a o ecendo e habili ando os idosos com no os conhecimen os, a o ecem, além disso, as elações in e ge acionais e in age acionais, a saúde, a cul u a, o ge i dos empos de ócio, e c. Sendo ce o que o en elhecimen o da população o igina, en e ou os e ei os unes os, o aumen o da incapacidade, e o p opo cional aumen o dos gas os com a saúde e assis ência social, impe ioso se o na que haja, como compensação, um aumen o das pe cepções posi i as de au o-e icácia, ge ando, po sua ez, um aumen o da au o-es ima, do au o-concei o e do espei o po si p óp io, udo is o o iginando um ac éscimo de qualidade de ida, que em, comp o adamen e, uma elação in e samen e p opo cional com a incapacidade. Den o da p ocu a de soluções pa a os p oblemas de i ados do en elhecimen o populacional e e ido, os cu sos de in o má ica nos p og amas pa a adul os idosos, po ado as das ca ac e ís icas adequadas e acima desc i as, são uma impo an e con ibuição e de e iam se implemen ados como p io idades, pelas polí icas sócio- educa i as e sani á ias. É que, na e dade, o conhecimen o e a modi icação posi i a da au o-e icácia do idoso pa a com as no as ecnologias, o igina um impo an e eposicionamen o social des e g upo e á io, con ibuído pa a se pô cob o, de uma ez po odas, aos mi os e es e eó ipos sob e o en elhecimen o, de que alámos nou a alínea, e aumen ando a qualidade de ida das pessoas, nes a ase da sua ida. 153 CAPÍTULO 6 - Ou o meio de acesso: a capaci ação ou empowe men do idoso 6.1. De ini “Empowe men ” Vi e-se numa sociedade pós-indus ial, pós-mode na, e o p óp io p e ixo “pós” nos eme e pa a um queb a de espelhos, de pa adigmas que se julga a sólidos, sem que se lhes encon e subs i u os pa a o azio que nos deixam, compa á el, al ez, à sociedade do ba oco ainda não “iluminado”, só que ago a a ingida pela pe usão de uma in o mação supe abundan e e di icilmen e in e io izá el num “ iming” cul u almen e su icien e, e ge ado a de bi-pola ização económico-cul u al, de compe i i idade desumanizan e, de exclusão social po azões polí icas, sociais e económicas, de pob eza, de ma ginalização, cul u al e psicossocial. É nes e cená io que o “empowe men ” se oi desen ol endo, como o ma p i ilegiada de in e enção psicosssocial e comuni á ia. O “empowe men ” é de inido como “un medio pa a hace en e a los p oblemas de comunidades mino i a ias y media iza el ol que la inde ensión juega en la c eación de p oblemas sociales, especialmen e en el ámbi o de la exclusión labo al y social”. Amo ós & Aye be, (2003:308). Fishe , ci ado po Tubbs, concebe mesmo uma ó mula pa a es e aumen o do assumi e do implemen a de decisões a que chamamos “empowe men ”: Empowe men = (AxRxIxA) , sendo: A = au ho i y R = esou ces I = in o ma ion A = accoun abili y Tubbs & Moss, (1994:357). O que a ó mula p e ende simboliza é que, aquilo de que os abalhado es de uma o ganização, ou ou as pessoas sujei as a “empowe men ”, necessi am, pa a oma em decisões ( ac o cen al de quem é “empowe ed”), é que lhes seja a ibuído 256 é apanágio da elhice, an es se e i ica em qualque ase da ida, os idosos não ma me a a a ingi pelo idoso e de cen al impo ância no nosso abalho, a pon o de ade, a au onomia e a au o-su iciência. , como a elicidade, o p aze , a sa is ação com a ida, o bem-es a sicológico ou subjec i o, a in eg idade e a sabedo ia. ciência, as nossas acções e do nosso des ino, com a esul an e e p o unda sensação de são, po de inição, a essos à mudança, podendo adap a -se a si uações no as, como o es o das pessoas; à medida que se en elhece, as idiossinc asias de cada um acen uam-se, aos mais di e sos ní eis (das ideias, con icções, aços da pe sonalidade, do humo , e c.), man endo, mui os idosos, cadeias de amizades, con ac ando in imamen e com a sua amília e empenhando-se em ac i idades sociais. U unciona como a iá el dependen e, é a ob enção de um ní el ele ado de qualidade de ida. Es e concei o de qualidade de ida, po nós desen ol ido na pa e eó ica, é ela i amen e ecen e, endo ido eno me expansão nas úl imas décadas nas ciências sociais, na u ais e biomédicas, como um concei o mul idimensional que inco po a condições sócio-ambien ais e pessoais, objec i as e subjec i as. Es e cons uc o em á ias e impo an es dimensões, como a saúde, ísica e men al, a alo ização subjec i a, pelo idoso, do seu p óp io es ado de saúde, o emp ego e a aposen ação, os endimen os au e idos na e o ma e o pa imónio, em suma, a si uação económica, a habi ação, mui as ezes associada à his ó ia indi idual e amilia , cheia de signi icado e de sen ido de iden idade, uma boa izinhança, um sen imen o de segu ança, um anspo e e icaz, a amília e as edes de apoio, as elações pessoais e sociais, com odo um signi icado emocional, e alo es como a ecip ocid Há, con udo, como ambém isámos, alguns concei os essenciais elacionados com a qualidade de ida das pessoas e necessá ios pa a se log a uma elhice bem sucedida p A elicidade não é algo que simplesmen e acon eça, não depende de acon ecimen os ex e nos, mas do modo como in e p e amos ais acon ecimen os, is o é, depende do con olo da expe iência in e io e dos con eúdos da cons d 257 bem-es a e de uição do que a ida nos o e ece, le ando-nos a sen i mo-nos bem com as nossas idas. Como a i mámos ambém, a elhice bem sucedida signi ica ausência de doença e manu enção de um bom uncionamen o ao ní el ísico e men al, mas ambém sa is ação com a ida, na pa icipação social e no uncionamen o dos ecu sos psicológicos, incluindo o c escimen o pessoal, o zelo, a de e minação, a o aleza, a elicidade, as elações en e os objec i os desejados e os alcançados, o au o- oncei o, a mo al, o humo e o bem-es a ge al. De especial impo ância é ambém o , po ém, a uma cons an e c ualização de p á icas e sabe es pa a os quais o idoso não es á p epa ado, sendo no os meios de comunicação, o ac o de a língua de omunicação se , em g ande medida, o inglês e o baixo endimen o dos idosos. clínio nas suas unções pe cep i o-espaciais e a in eligência luida, além de uma diminuição da e iciência cogni i a global, de ido c uncionamen o social con inuado, as in e acções posi i as, a in eg ação social e a pa icipação ecíp oca na sociedade. A ac ual sociedade das no as ecnologias ob iga a excluído da pa icipação e cons ução do p óp io p ocesso social. Como a i mámos no início do capí ulo 3, só uma mino ia das pessoas usu ui dos seus bene ícios, sendo a maio ia colocada à ma gem, com os p oblemas de saúde que isso aca e a. Há ac o es de e minan es des a in o-exclusão dos idosos, como a pouca amilia idade com os c Ou os ac o es limi a i os são as al e ações no campo da isão, audição e desempenho mo o , que, como a i mámos, mui as ezes são pouco ele an es sepa adamen e, mas que, combinadas, podem le a a impo an es incapacidades, p o ocando um a as amen o p og essi o do indi íduo em elação ao meio em que i e, ge ando o isolamen o, a dep essão, o declínio cogni i o. Nes e campo cogni i o, po sua ez, há um pequeno declínio na e iciência e bal e na in eligência c is alizada, e um mais acen uado de n à len i icação do p ocesso de in o mação e espos a e ao desuso, ou não u ilização das compe ências cogni i as e aos dé ices de a enção e concen ação. Felizmen e, há ambém impo an es meios de acesso, ou aspec os acili ado es, pa a o idoso, do acesso às no as ecnologias, sendo o p imei o a pe cepção de 258 au o-e icácia. uas apacidades e on ade, mas são mediadas pela sua cognição, pela a aliação que au o-e icácia é, como ambém e e imos, um componen e undamen al da o i ado, pode inco e em dep essão, sob e udo se desmo i ado de i e . e de sucesso an e io es, o iginando sen imen os de e icácia pessoal. ácia, po modelagem ou ans e ência e compo amen o: na e dade, o ac o de e mos ou as pessoas, semelhan es a Con o me e e imos, e segundo a psicologia ac ual, as ealizações compo amen ais de uma pessoa não são apenas uma unção dos es ímulos ex e nos, das s c az das sua p óp ias capacidades, is o é, pelas c enças ou expec a i as de au o- e icácia po ela nu idas. Is o enquad a-se na eo ia social cogni i a que con e e um ele o especial à noção de agência humana, is o é, à capacidade de não nos limi a mos a eagi aos es ímulos do meio ambien e, como p e endiam os beha io is as, mas a in e i mos e a cons ui mos esse mesmo meio ambien e. A au o-e icácia é cons i uída pelas c enças das pessoas ace ca das suas capacidades de p oduzi ní eis de pe o mance que exe çam uma in luência sob e os acon ecimen os mais ele an es pa a si.. A mo i ação e, consequen emen e, da aquisição e al e ação do compo amen o. A mo i ação é, po sua ez, mui o necessá ia pa a o bem-es a psicológico do idoso, o qual, se desm A e dadei a mo i ação, exp essão úl ima da in eligência emocional, é a mo i ação in ínseca, que ge a e p omo e sen imen os de en usiasmo, zelo, con iança, pe sis ência, espe ança e op imismo, ão impo an es na e cei a idade. A on e ou componen e p incipal das expec a i as de au o-e icácia são as expe iências bem sucedidas, expe iências eais i idas e a aliadas pelas p óp ias pessoas num domínio especí ico, eunindo odas as i ências de sucesso in A au o-e icácia pode, ambém, esul a da obse ação da ealização e desempenho dos ou os, ge ando expec a i as de au o-e ic d nós, e em sucesso, a a és do es o ço, az-nos ac edi a que ambém nós emos capacidade pa a o mesmo. 259 Ou a causa pode se a pe suasão e bal e pessoal de que emos capacidades pa a domina ce as ac i idades, azendo-nos a as a as dú idas e medos sob e isso. A au o-e icácia gene alizada é um ac o compensado em elação a si uações de s opções po es a ou aquela, a e a ou ac i idade, mesmo nos idosos, o es o ço e nho elacionado igni ica i amen e com a au o-e icácia. pela qual se pode dize que as pe cepções de e icácia í el di idual de capacidade in elec ual. dade. domina em os ins umen os ecnológicos, e que pe mi iu que os idosos es i essem mo i ados pa a con inua a ap ende o am con li o, como as pe cepções de ameaça ou de pe da, equen es en e as pessoas de idade. A pe sis ência in es ido na ealização das mesmas, é unção das au o-pe cepções de e icácia, pois ende a e i a -se as ac i idades que se pensa excede em as capacidades indi iduais e a empenha -se nas ac i idades em que há uma a aliação posi i a de au o-e icácia, es ando, assim, o desempe s No que espei a à au o-e icácia académica, de cen al impo ância da educação pe manen e dos idosos, e e imos que os bons esul ados em cu sos de o mação se de em mais às ca ac e ís icas mo i acionais dos alunos do que ao seu coe icien e in elec ual, azão pessoal, na medida em que êm mui o a e com a mo i ação, pa ecem se melho es p edi o es do compo amen o e ealização escola e o ma i a do que o n in A au o-e icácia no âmbi o das no as ecnologias em mui o a e com o bem-es a e a p odu i i A in o má ica e as no as ecnologias, o am, como imos, al o de es e eó ipos e p econcei os sob e a sua aquisição po pa e dos idosos. Po ém, es á p o ado que, es es, embo a so am mudanças ao ní el da cognição, podem acede a essa ap endizagem possí el. Mui os al e am a sua pe cepção sob e as suas capacidades de manipula em e o as suas pe cepções de au o-e icácia: es e aumen o das pe cepções posi i as de au o-e icácia o igina um aumen o da au o-es ima, do au o-concei o e do espei o po si p óp io, e, po an o, uma melho ia da sua qualidade de ida. 260 Ou o aspec o e e ido, acili ado do acesso do idoso às no as ecnologias, é o empowe men ou capaci ação do idoso. Capaci a é da pode às pessoas pa a que esol am os seus p oblemas i ais, no eio que os odeia, a a és do desen ol imen o de ce as compe ências pessoais e os, a p eocupação c escen e em in o ma , o social. a a aze em ale os ezes se encon am es ingidos po azões a iadas. e de ida e lhes acili a a ida na sua p óp ia casa, omo a abe u a de po as e janelas ou a clima ização po con olo mecânico, nsina as no as ecnologias a idosos, com as necessá ias adap ações na m en ol imen o olí ico e de cidadania po ia elec ónica, o nando-o um cidadão digi al, numa m do g upo em que se inse em. A in ensi icação de uma cul u a de di ei consag a e e ec i a os di ei os dos cidadãos mais idosos, econhece que, sem essa dimensão, nunca se pode á ob e uma o al in eg açã E aqui isamos, mais uma ez, o concei o de empowe men , dizendo que, pa a que não se inclua excluindo, ao idoso, que se sen e isolado de ido à sua idade, é p eciso es imulá-lo pa a os seus di ei os e pa a as suas esponsabilidades. Relacionámos o mundo dos idosos com as no as ecnologias, num p ocesso de empowe men bem sucedido, que os põe em con ac o com os desen ol imen os da sociedade dos nossos dias, acul ando-lhes conhecimen os p seus di ei os, o necendo-lhes maio independência, eino e comunicação com o mundo ex e io ao espaço a que, mui as Ou o exemplo ap esen ado de empowe men ao idoso é o dos se iços da In e ne pa a lhes melho a a qualidad c acili ação da assis ência médica, conselhos e cu sos sob e saúde, ecupe ação ísica e da mobilidade. E pedagogia e nos objec i os, é capaci á-los pa a pa icipa em mais ac i amen e nos momen os his ó icos que i emos, e em um acesso às no ícias, às comp as e aos mo imen os bancá ios, po exemplo, bem como capaci á-los pa a u p e dadei a e-democ acy e num e-poli ical empowe men . 261 Rela i amen e à pa e empí ica, alidamos e cla i icamos o p essupos o de que os idosos que u ilizam as no as ecnologias possuem uma maio qualidade de ida do que aqueles que as não u ilizam e es ão p edispos os a possui a i udes mais a o á eis em elação às TIC. HOQOL-OLD p e endeu desen ol e e es a a a aliação da qualidade de ida do es e na e icácia do seu so. da ap endizagem do uso dos compu ado es e ou as cnologias. Pa a a alia mos a nossa hipó ese, u ilizámos duas escalas: WHOQOL-OLD, da O ganização Mundial de Saúde, pa a es a a qualidade de ida dos idosos e a Escala de A i udes ace às no as ecnologias de in o mação e comunicação ANT/25, pa a a e i as a i udes dos idosos em elação às no as ecnologias. W pa a pessoas mais elhas, a a és da colocação de ques ões (i ens) ele an es. A segunda escala, “Escala de a i udes ace às no as ecnologias” (ANT/25), insc e e-se numa linha de in es igação que se cen a no es udo das ep esen ações e a i udes ace às no as ecnologias de in o mação, incluindo as dos idosos, de ido à in luência que es as êm nos compo amen os dos u iliza u Tais a i udes são, ge almen e, mais nega i as que as dos jo ens em elação à ecnologia, sendo os idosos mui o equen emen e e e idos como so endo de ecno obia, que os desincen i a e Pelos esul ados es a ís icos esul an es das espos as às escalas, podemos, com alguma ma gem de segu ança, a i ma que a nossa hipó ese oi con i mada. Tabela 12.1 – Valo es es a ís icos dos g upos U iliza os no os apa elhos de in o mação e comunicação N Mean S d. De ia ion S d. E o Mean Sim 84 93,55 11,414 1,245 Qualidade de Vida Não 84 83,62 7,786 ,850 Sim 84 96,37 10,507 1,146 A i udes ace às TIC Não 84 85,14 7,487 ,817 262 Pelos alo es ap esen ados na abela acima, e e en e às medidas desc i i as, á pa a as A i udes Face às TIC e pa a os mesmos g upos, as di e enças en e as Numa p imei a an ão de encon o hipó ese po nós o mulada, no en an o, não são ainda su icien es pa a que se ossa desp eza a o s a a és do es e -S uden pa a ambas as a iá eis dependen es pe mi em-nos a i ma que a hipó ou seja, exis e in luência da a iá el independen e ( a as das a iá eis dependen es (Qualidade de Vida e A i udes Face às TIC). a uma melho a ac e ização da nossa amos a e pa a, ao mesmo empo, p o a mos que as no as ilizando o es e Ano a (Tabela 12.2) na compa ação das a iâncias ela i as en e ção in e sa da subida da idade dos idosos, an o a a a a iá el QV26 como pa a a a iá el ANT27. e i icou-se que os idosos que u ilizam os no os apa elhos de in o mação e comunicação, no que se e e e à a iá el dependen e Qualidade de ida, possuem em média de mais 9,93 pon os do que aqueles que os não u ilizam. J médias a ingem ce ca 11,23 pon os a o á eis ao g upo que u iliza as no as ecnologias. álise, as médias que se ob i e am en e os g upos à p hipó ese nula. Os esul ados b ido ese po nós a en ada es á co ec a U iliz TIC) nos sco es Ten ámos, complemen a men e aos es e e e idos e u ilizando ANOVAS, explo a ao máximo as a iá eis sócio-demog á icas, c uzando-as com as a iá eis dependen es Qualidade de Vida e A i udes Face às TIC pa c ecnologias são p edi o as de uma melho qualidade de ida, bem como de a i udes a o á eis ace às TIC. U as a iá eis dependen es Qualidade de Vida e A i udes Face às TIC e a a iá el independen e Idade, e i icou-se que os sco es das médias ela i as às aixas e á ias ão dec escendo na p opo p 26 Qualidade de Vida 27 A i udes Face às Tecnologias de In o mação e Comunicação 263 Tabela 12.2 – Idade / QV / ANT Idade Qualidade de Vida A i udes ace às TIC 65 a 70 Mean 91,32 94,09 71 a 75 Mean 89,58 91,55 + 75 Mean 85,23 86,88 Com alguma p ecaução podemos a i ma que a idade em in luência na Qualidade la idade (Tabela 12.3), e i ica-se que os sco es das médias ução dos indi íduos idosos. de Vida do idoso e que essa mesma idade in luencia as suas A i udes Face às TIC. Rela i amen e à signi icância da in luência do sexo na QV e ANT, e i icamos que não exis e, nelas, in luência des a a iá el independen e. No que conce ne à esco ão aumen ado com o g au de ins Tabela 12.3 – Escola idade / QV / ANT Escola idade Qualidade de Vida A i udes ace às TIC Ens_Básico Mean 87,24 89,84 Ens_ á ean 5,53 ,58 Secund io M 9 96 Ens_ Supe io Mean 98,89 101,21 Ou ean 0,95 ,71 a M 8 82 A ausência ou a baixa escola idade são um obs áculo a a i udes a o á eis em elação às no as ecnologias e, ao mesmo empo, pe spec i am uma meno Ve i icou-se que o g au de escola idade em uma o e in luência na QV e ANT, ela i amen e à si uação labo al, e i icamos que dos 168 idosos inqui idos, 148 já se encon a am na ela i amen e a es a a iá el sócio-demog á ica são supe io es pa a os idosos que se enc m ac i idad o T. No en an o, e emos que e alguma p ecaução men e à a iá el dependen e QV, uma ez que os alo es são mui o ap oximados, indicando-nos, à pa ida, que enças signi ica i as nas a iâncias en e g upos. Já no que diz qualidade de ida. egis ando-se ní eis de signi icância ele ados. R condição de aposen ado. Os sco es das médias ob idas on am ainda e e labo al, possuind uma maio QV e AN ela i a não exis em di e 264 espei lue 01), e i icou-s quem se encon e ainda em ac i idade exp essa a i udes mais a o á eis às no as ecnologias, pois o alo ANT ão acompanhando a subida dos ní eis de endimen o su uídos pelos idosos da nossa amos a. = 0,000 e 0,000 pa a QV e ANT spec i amen e demons am que exis e uma o e in luência da a iá el Reco endo a uma a iá el de “Con olo d Saúde”, na qual se c ia am apenas duas es que possuem “Boa” saúde an o pa a V como pa a ANT. ilização das TIC com as a iá eis dependen es Qualidade de ida e A i udes ace 0,000 de signi icância, ob idos no es e -s uden , pa a ambas as o às ANT ( p- a = 0,0 e que ob ido é < α=0,05. Pa a a a iá el sócio-demog á ica “Rendimen o”, obse amos que os alo es das médias pa a QV e u Pode-mos e i ica que os alo es de p- alue e independen e nas a iá eis dependen es Qualidade de Vida e A i udes Face às TIC. Rela i amen e ao “Es ado de Saúde Ac ual”, dos idosos inqui idos apu ámos que as médias dos alo es ob idos pa a a QV e ANT ão subindo em elação à melho ia desse mesmo es ado de saúde; no en an o não podemos a i ma que exis e in luência da a iá el dependen e “Es ado de Saúde Ac ual” na QV e ANT, uma ez que exis em g andes dispa idades no núme o de elemen os que cons i uem cada g upo, o que nos é p o ado pelos alo es não signi ica i os de p- alue = 0,206 e 0,132 > α=0,05. e condições “Boa” - englobando as condições “Sa is a ó io”, “Bom” e “Mui o Bom” e “Má” - ag upando as condições “Mui o Mau” e “Mau”, apu ámos que as médias en e g upos con inuam a se maio es pa a aquel Q No que espei a à pa e empí ica, podemos apon a algumas conclusões, deco en es da a aliação que izemos do c uzamen o da a iá el independen e U às TIC. Foi possí el obse a que exis e uma co elação en e a u ilização das no as ecnologias ( a iá el independen e) e a qualidade de ida do idoso (p imei a a iá el dependen e), po um lado, p edispondo-o, po ou o lado, pa a melho es e mais a o á eis a i udes em elação às TIC (segunda a iá el dependen e): na e dade, os esul ados de 265 a iá eis dependen es com uma p obabili e alhado podemos a i ma que, ao a alia mos os ac o es ep esen a i os da escala WHOQOL-OLD da O ganização Mundial de Saúde, pa a s Habilidades Senso iais, pois es as di am o seu g au de dependência; is o po que o modo como uncionam os seus sen idos, ou, nou a pe spec i a, a • O ac o Ac i idades Passadas, P esen es e Fu u as desc e e a sa is ação do • Mo e e que es a é ine i á el, iona a sua qualidade de ida; é que o medo da mo e e do mo e é um e lexo do dade de e o de 5%, apon am pa a o ac o de que a di e ença en e as médias (ce ca de 10 pon os) não se de e a casos ocasionais, o ui os, mas an es à exis ência de uma o e p obabilidade de in luência da nossa a iá el independen e. De um modo mais d , es a a qualidade de ida dos idosos, concluímos que: • O idoso sen e pa icula men e que a sua qualidade de ida depende mui o da pe da das habilidades senso iais, em uma o e in luência na sua qualidade ida diá ia, nas ac i idades do seu dia-a-dia, na in e acção social, bem como no modo como o idoso pe cepciona udo isso; • O idoso ê na independência pa a oma as suas p óp ias decisões, con ola o seu u u o, alcança as coisas que gos a ia de aze , ac edi a que as pessoas ao seu edo espei am a sua libe dade, algo de essencial pa a a conquis a da sua p óp ia Au onomia; idoso pelas ealizações que conseguiu ao longo da sua e pelas que deseja ainda ealiza , bem assim como pelo econhecimen o me ecido que ecebeu po ia de ais ealizações; • O idoso alo iza de uma o ma pa icula a Pa icipação Social, demons ando sa is ação com as suas ac i idades pessoais, em pa icula as ac i idades na comunidade, de ido ao con í io e à manu enção dos laços sociais; O idoso, sabendo que não pode con ola a sua sen e-se impo en e com es e ac o, o que, de ce a o ma, pode condic modo como i emos e como pe cepcionamos o p esen e, e ambém dos 272 HOLL e esiden , Aging and men al Hea h, Vol. 4, Nº 1, USA. 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Alguns dados pessoais se ão solici ados idade, es ado ci il, ...) mas não se ão pedidas in o mações que pe mi am a sua iden i icação (nome, ende eço, …) sal agua dando assim a con idencialidade de quem esponde. Todos os dados ecolhidos são di in ansmissí eis. o a o , leia com a enção as ins uções de cada ques ioná io an es de inicia as uas espos as. ão exis e um modo ce o ou e ado de esponde . O impo an e é a sua opinião Mui o ob igado pela a enção dispensada. n ( igidos ao p esen e es udo e se ão P s N since a. 281 Anexo 2 FICHA DE INFORMAÇÃO SÓCIO-DEMOGRÁFICA com os seus dados pessoais. 1. Idade: ____ Po a o , p eencha 2. Sexo: M □ □ F □ □ 3. Es ado Ci il: Casado □ □ Sol ei o □ □ Viú o □ □ Di o ciado □ □ Sepa ado □ 4. Escola idade: Ensino Básico □ □ Ensino Secundá io □ □ Ensino Supe io □ □ Ou a ____________________ 5. Aposen ado: Sim □ □ Não □ □ 6. Rendimen o: Menos de 350€ 501€ e 1000 Mais de 100 7. Como de ini ia o seu es ado de saúde? ui o mau □ 351€ e 500€ € 0€ M □ □ au M □ □ a is a ó io S □ □ □ □ o bom □ □ . Com quem esid o □ □ cônjuge □ □ om ilhos □ □ njuge, ilho(s) □ □ , (s) e ne o(s) □ □ e ne (s) □ □ om ou os pa e Bom Mui 6 e? Sozinh Com o C Com o cô Com o cônjuge ilho Com ilho(s) os C n es □ □ om amigos □ □ u os: ____________________ C O 288 19 Es á eliz com as coisas com que con a daqui pa a en e? c d e g 20 Como a alia ia o uncionamen o dos seus sen idos (po exemplo, audição, isão, palada , ol ac o, ac o)? c d e g 21 Em que medida acha que exis e companhei ismo na sua ida? c d e g 22 Em que medida acha que exis e amo na sua ida? c d e g 23 A é que pon o sen e que exe ce esse amo ? c d e g 24 A é que pon o ecebe esse mesmo amo ? c d e g 289 Anexo 5 Cen os incluídos no desen ol imen o do módulo WHOQOL-HOLD Cen o País Es udo pilo o (n) Tes e de campo (n) Edimbu go Escócia 303 116 Ba h Ingla e a 331 145 Leipzig Alemanha 433 354 Ba celona Espanha 302 271 Copenhague Dinama ca 467 384 Pa is F ança 130 164 P aga Rep. Checa 350 325 Budapes e Hung ia 304 333 Oslo No uega 372 324 Vic ó ia Canadá 430 202 Melbou ne Aus ália 364 376 Sea le EUA 235 295 Bee -She a Is ael 312 250 Tóquio Japão 410 188 Umea Suécia 315 455 Guangzhou China 478 - Hong Kong China 319 - Po o Aleg e B asil 339 328 Mon e idéu U uguai 256 248 Izmi Tu quia 345 327 Geneb a Suíça 161 139 Vilnius Li uânia 445 342 W HOQOL-OLD GROUP Global 7401 5566