A relevancia política das figuras mediáticas do deporte e o seu tratamento nos medios de comunicación
Abstract
Política e deporte son dous mundos presentados como <<incompatibles>>, malia que ao longo do tempo existisen manifestacións que poñen en dúbida esta afirmación. O seguinte documento trata de indagar nesa idea a través das figuras mediáticas deportivas, analizado os casos de Rafa Nadal e Gerard Piqué, para comprender o nivel de importancia que teñen as súas manifestacións políticas, sendo os medios de comunicación a canle utilizada para comprobar dita cuestión.
Full text
Autor: Cea Rama, Duarte Titor: Losada Trabada, Antonio A relevancia política das figuras mediáticas do deporte e o seu tratamento nos medios de comunicación. La relevancia política de las figuras mediáticas del deporte y su tratamiento en los medios de comunicación. The political relevance of sports celebrities and their treatment in the media. Curso 2019/2020 (Setembro, 2020) Traballo de Fin de Grao presentado na Facultade de Ciencias Políticas e Sociais da Universidade de Santiago de Compostela para a obtención do Grao en Ciencias Políticas e da Administración Traballo de fin de grao
[1] Resumo: Política e deporte son dous mundos presentados como <<incompatibles>>, malia que ao longo do tempo existisen manifestacións que poñen en dúbida esta afirmación. O seguinte documento trata de indagar nesa idea a través das figuras mediáticas deportivas, analizado os casos de Rafa Nadal e Gerard Piqué, para comprender o nivel de importancia que teñen as súas manifestacións políticas, sendo os medios de comunicación a canle utilizada para comprobar dita cuestión. Palabras clave: Deporte, Medios de comunicación, Periódicos, Celebridades, Figuras Mediáticas, Piqué, Nadal. Resumen: Política y deporte son dos mundos presentados como <<incompatibles>>, a pesar de que a lo largo del tiempo existiesen manifestaciones que ponen en duda esta afirmación. El siguiente documento trata de indagar en esa idea a través de las figuras mediáticas deportivas, analizando los casos de Rafa Nadal y Gerard Piqué, para comprender el nivel de importancia que tienen sus manifestaciones políticas, siendo los medios de comunicación el canal utilizado para comprobar dicha cuestión. Palabras clave: Deporte, Medios de comunicación, Periódicos, Celebridades, Figuras Mediáticas, Piqué, Nadal. Abstract: Politics and sport are two worlds presented as <<incompatible>>, even though over time there have been manifestations that cast doubt on this statement. The following document tries to investigate this idea through the sports media figures, analysing the cases of Rafa Nadal and Gerard Piqué, to understand the level of importance that their political manifestations have, being the media the channel used to verify this issue. Key words: Sports, Media, Newspapers, Celebrities, Media Figures, Pique, Nadal.
[2] Índice de Contidos Introdución ............................................................................................................................... 4 Contexto ............................................................................................................................... 7 Obxectivos .......................................................................................................................... 10 Preguntas de investigación ...................................................................................................... 13 Hipóteses ................................................................................................................................ 15 Marco Teórico ........................................................................................................................ 16 Marco teórico: Deporte e política ........................................................................................ 20 Marco teórico: Figuras mediáticas do deporte ...................................................................... 28 Marco teórico: Medios de comunicación ............................................................................. 38 Apuntes para un modelo ...................................................................................................... 46 Metodoloxía............................................................................................................................ 50 Tratamento dos datos .............................................................................................................. 57 Bloque Deportivo Español .................................................................................................. 61 Bloque Deportivo Catalán ................................................................................................... 68 Bloque Xeralista Español .................................................................................................... 74 Bloque Xeralista Catalán ..................................................................................................... 80 Análise global dos datos .......................................................................................................... 84 Conclusión: Hipóteses............................................................................................................. 93 Conclusións finais ................................................................................................................... 96 Bibliografía ............................................................................................................................. 99 Anexos ................................................................................................................................. 101
[3] Índice de Gráficos Gráfico 1 Esquema utilizado na creación do marco teórico do deporte. ............................................................. 20 Gráfico 2 Características diferenciais entre celebridade e heroe. ........................................................................ 33 Gráfico 3 Esquema-resumo do modelo teórico a utilizar. ................................................................................... 47 Gráfico 4 Interrelación dos piares estudados. ..................................................................................................... 48 Gráfico 5 Variables a estudar das noticias seleccionadas. .................................................................................. 54 Gráfico 6 Medios de comunicación a estudar. .................................................................................................... 56 Gráfico 7 Número de lectores por periódico en 2019, en miles. ......................................................................... 57 Gráfico 8 Liña de tempo dos acontecementos do traballo. ................................................................................. 59 Gráfico 9 Temas máis repetidos – Bloque Deportivo Español. .......................................................................... 62 Gráfico 10 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Deportivo Español. ................................. 64 Gráfico 11 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Español. ................................. 64 Gráfico 12 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Español. ............................... 65 Gráfico 13 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Deportivo Español..................................................... 65 Gráfico 14 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Español. .................................................... 66 Gráfico 15 Temas máis repetidos – Bloque Deportivo Catalán. ......................................................................... 69 Gráfico 16 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Deportivo Catalán. ................................. 70 Gráfico 17 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Catalán. .................................. 70 Gráfico 18 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Catalán................................. 71 Gráfico 19 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Deportivo Catalán. .................................................... 72 Gráfico 20 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Catalán. ..................................................... 72 Gráfico 21 Temas máis repetidos – Bloque Xeralista Español. .......................................................................... 75 Gráfico 22 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Xeralista Español.................................... 76 Gráfico 23 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Español. ................................... 76 Gráfico 24 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Español. ................................. 77 Gráfico 25 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Xeralista Español. ..................................................... 78 Gráfico 26 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Catalán. ..................................................... 78 Gráfico 27 Temas máis repetidos – Bloque Xeralista Catalán. ........................................................................... 80 Gráfico 28 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Xeralista Catalán. ................................... 81 Gráfico 29 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Catalán. .................................... 81 Gráfico 30 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Catalán. ................................. 82 Gráfico 31 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Xeralista Catalán. ...................................................... 82 Gráfico 32 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Catalán. ..................................................... 83 Gráfico 33 Comparativa das características entre a prensa deportiva e xeralista. ............................................... 85 Gráfico 34 Comparativa das características entre a prensa española e catalá. .................................................... 85 Gráfico 35 Temas máis repetidos – Análise Global. ........................................................................................... 86 Gráfico 36 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Análise Global. ................................................... 86 Gráfico 37 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Análise Global. .................................................... 87 Gráfico 38 Extensión das novas segundo a figura mediática – Análise Global. ................................................. 88 Gráfico 39 Presencia de multimedia nas novas – Análise Global. ...................................................................... 88 Gráfico 40 Porcentaxe de aparición en portada– Análise Global. ....................................................................... 89 Gráfico 41 Verbos máis utilizados para Gerard Piqué e Rafa Nadal – Análise Global. ...................................... 90 Gráfico 51 Adxectivos máis utilizados para Gerard Piqué e Rafa Nadal – Análise Global. ............................... 91 Gráfico 43 Número de visualizacións dos Xogos Olímpicos de Río 2016 en Televisión. ............................... 101 Gráfico 44 Ratings televisivos das últimas cinco edicións da Super Bowl, en millóns. ................................... 101 Gráfico 45 Audiencias por canle oficial das finais da NBA na temporada 2018-2019 ..................................... 102 Gráfico 46 Ranking das cinco franquías da NFL en función do seu valor estimado ......................................... 102 Gráfico 47 Ranking das cinco franquías da NBA en función do seu valor estimado ........................................ 102 Gráfico 48 Reparto en millóns de euros dos ingresos por dereitos televisivos na Primeira División de LaLiga Santander na temporada 2018/2019 .................................................................................................................. 103 Gráfico 49 Reparto en millóns de libras dos ingresos por dereitos televisivos da Premier League na temporada 2018/2019 ......................................................................................................................................................... 103 Gráfico 50 Ranking dos deportistas con maiores ingresos no ano 2019 ........................................................... 104
[4] Introdución A política é un elemento vital nas sociedades contemporáneas. Achégase a case todos os ámbitos da vida humana, influíndo dunha forma ou doutra naqueles contextos nos que se introduce. A economía, a administración, os medios de comunicación ou mesmo as artes son algúns exemplos, e para a maioría de persoas non é difícil comprender tal fenómeno, sendo incluso as veces entendido coma algo <<natural>> 1 . Está asumido que os poderes dun Estado sexan xestionados polos partidos que acadan o poder, que as políticas comerciais varíen segundo quen as elabora, que exista prensa cunha ideoloxía definida e que moitos movementos culturais ao longo da historia ían acompañados dun pensamento claro e definido. Pero o matiz co que este documento comezaba non é produto dos adornos literarios, senón dunha realidade social que, sobre todo nos anos que corren, é cada vez máis palpable. Se falamos de que a política se achega <<a case todos>> os ámbitos da vida humana, é porque aínda existe certo distanciamento xeneralizado sobre algúns temas, e un que esperta bastante controversia é o mundo do entretemento pois, a fin de contas, é simplemente iso, <<entretemento>>. Para poder manexalo, definiremos este coma o acto destinado a pasar o tempo de forma agradable e distanciado das responsabilidades formais 2 . Entendéndoo deste xeito, múltiples son as aparencias que pode tomar, dende un simple paseo para relaxarse, ata a lectura dunha obra clásica. Pero de igual forma que esta acepción recolle actividades sinxelas, tamén acada algunhas máis complexas, e hai unha en particular que goza dun peso extremadamente grande 3 na actualidade, que non é outra que o deporte. Este, como outras das formas do entretemento, intenta ser desligado o máximo posible da política, pero o que observamos na literatura é que está máis próximo á economía ou á administración que a dar unha volta pola rúa cun grupo de amigos. O seguinte documento ten como fin afondar nesta idea, na relación que existe na actualidade entre a política e o deporte, onde observaremos nun primeiro lugar cal é a situación da disciplina politolóxica con respecto ao tema, para a continuación afondar nun punto en concreto, aquel que da nome a este traballo. Este apartado introdutorio ten como fin presentar a investigación, as motivación que a provocaron, explicar o valor que posúe, o contexto do que partimos, cales son os piares fundamentais para comprender este tema, as preguntas de interese que tentarán ser resoltas e a estrutura que seguiremos para poder acadalas Seguindo pois con este esquema, o que aquí afrontamos é, como xa dixemos, unha investigación destinada a comprender e analizar o valor político que posúe o deporte, utilizando 1 Argumento xerado en base a Castoriadis, C. (1997). Poder, política, autonomía (p. 8). Buenos Aires, Argentina; Morin, E. Fronteras de lo Político [Ebook]. e Freund, J. (1968). La esencia de lo político. Madrid, España: Ed. Nacional. 2 Definición propia en base á definición de “Entretemento” que fai a Real Academia Galega. 3 Afirmacións construída en base aos datos de audiencias e ingresos que posúe o deporte nos últimos anos, tema tratado neste apartado introdutorio.
[5] aos deportistas de máis alto nivel como obxecto de análise, pois é principalmente con estes onde que o estigma de non relacionar ambos mundos predomina. Para levar isto a cabo, utilizaremos os medios de comunicación, máis concretamente a prensa na súa versión dixital, para estudar como se presentan as opinión dos mesmos, entendendo que esta é a vía principal de difusión do tema a tratar. 4 En primeiro lugar, poremos en contexto o estudado, xa que o paso inicial que debemos dar é o de poder afirmar con seguridade que deporte e política están dalgunha forma relacionados, pois será a base sobre a que construiremos o resto da argumentación. Exporase como está o ámbito da Ciencia Política con respecto ao tema, cales son os enfoques existentes e que puntos se consideran cruciais. Asentado isto, en segundo lugar pasaremos a analizar aos actores de interese, que neste caso son os deportistas, resolvendo cal é o seu poder de influencia, a súa posición e a construción de ambas, é dicir, o proceso polo cal acadaron o seu posto dentro da xerarquía establecida. Para iso, focalizaremos o estudo sobre dúas personaxes mediáticas, que estean involucradas con frecuencia en debates políticos e que posúan puntos de vista enfrontados, feito que non necesariamente significa que eles teñan ideas contrapostas. Para esta investigación os casos usados serán os de Rafael Nadal e Gerard Pique, considerados idóneos, pois cumpren as condicións, que serán abordadas dunha forma máis extensa na metodoloxía. Tras iso, en terceiro lugar, analizaremos o papel que xogan os medios de comunicación, entendendo que son a vía principal pola que os consumidores do deporte coñecen a realidade do mesmo, intentando responder á capacidade que teñen de xestionar a información, de presentala e, especialmente, de conducila cara unha postura ideolóxica ou outra. 5 Este traballo, xa no apartado práctico, afondará nas novas deportivas de varios medios dixitais co fin de recoller datos cuantitativizables, a partir dos cales poderemos sacar unhas conclusións. Retomando o esquema anterior, é necesario remarcar cal foi a orixe da temática e a motivación detrás da investigación. A mellor forma de expresar de onde nace a idea de analizar a relevancia política das figuras mediáticas do deporte é amosando a secuencia de preguntas que desembocaron nela, comezando cunha cuestión sinxela e pouco profunda, ata chegar ao que aquí nos interesa. Todo comeza coa seguinte formulación: “é a deporte influínte na vida política?”. Igual que acontece noutras areas da sociedade, como os mercados, as administracións ou os medios de comunicación, dos cales si existe unha postura clara xeralizada, a cuestión está en se o deporte posúe esa capacidade ou, se pola contra, é puro entretemento sen un transfundo máis alá. Neste punto, os termos aínda non están definidos nin delimitados, polo tanto cando falamos de 4 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [Ebook] (p. 107). 5 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [Ebook] (pp. 120-121).
[6] <<política>> facémolo dende unha concepción ampla, que inclúe dende decisión políticas ata o voto, pasando por movementos cidadáns, a forma de exemplo. Desa primeira pregunta pasamos á segunda, que se relaciona cun dos actores. Formulamos pois: “a opinión dun deportista inflúe na política?”. Cando pensamos en deportistas o que realmente facemos é relacionalo con dous elementos, que son os seus actos e as súas palabras, entendendo que ambos son diferenciais o non parte do mesmo. É dicir, que o interese reside en se o que fan ten unha repercusión no mundo que os rodea, se posúe capacidade de influencia. A motivación de focalizar no deportista en particular e non no deporte, ven pola concepción xeralizada de que “un deportista ten que dedicarse a xogar” e non debe saír dese marco, estando mal visto polos consumidores que se exprese publicamente, en especial sobre cuestións políticas. Pero, malia isto, moitos deportistas expresáronse e exprésanse, dunha ou doutra forma, con respecto a diversos temas, e isto ten un impacto dada a súa posición social. Seguindo co proceso, considerando que efectivamente teñen influencia, “cal é o poder de influencia dun deportista na política?” é a seguinte pregunta a formular. Interesaranos saber canta capacidade teñen, e sobre todo en que ámbitos pode importar a súa opinión e en cales non. Isto trae consigo a seguinte pregunta, case de forma obrigada, “como inflúe esa opinión?”, pois de xeito máis profundo, temos que considerar as formas nas que se representa esa influencia, como é percibida e que reacción produce na cidadanía. Chegados a este punto, se o que nos estamos a cuestionar é como chegan as opinións dunha figura mediática do deporte, é necesario pensar nas vías de transmisión, formulando “que papel xogan os medios de comunicación en todo este proceso?”, partindo de que actúan como intermediarios entre deportista e espectador, podendo moldear a forma na que é percibida a opinión da que estamos a falar. Son os medios pois, un camiño crucial na influencia da que falamos. Xa por último, resultado da unificación de todas as preguntas anteriores, obtemos o tema da investigación e a pregunta principal a resolver, que é: “cal é o impacto político dun deportista nos cidadáns, estudando este a través dos medios de comunicación”. Por suposto, non será a única abordada neste traballo, pero si a central, da cal nacerán as demais. Ata aquí está o proceso de nacemento da temática, pero é relevante coñecer que motiva a esta a seguir adiante e cales son as razóns que fan posible a investigación. Principalmente, as causas son de carácter académico, pois considero que este traballo pode aportar novo contido á ciencia política en xeral e ao estudo social do deporte en particular, xunto con algunha contribución á análise dos medios de comunicación. Ademais, como se verá máis adiante, o contexto deportivo, malia ser estudado dende a nosa disciplina dende os anos 80 6 , non 6 Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. [Ebook] (p. 4).
[7] conta cunha literatura especialmente extensa e unhas ópticas ben definidas. Xunto con isto, existe unha clara motivación persoal por indagar a influencia política do deporte, dada a súa relevancia no mundo actual, a súa influencia na vida das persoas e, especialmente, as connotacións sociais que contivo ao longo da historia. Para poder facer estas afirmación debemos dar un contexto. Deixando o estado da disciplina para o marco teórico, onde se explorará en profundidade, é importante comprender a dimensión que posúe o deporte no mundo contemporáneo, e para iso debemos coñecer dúas cuestións: primeiramente, o motivo da relevancia e, en segundo lugar, o estado no que se atopa o obxecto a estudar. Contexto Para comezar, non podemos falar de importancia sen falar de datos. En materia de audiencias e consumo, os Xogos Olímpicos de Río 2016 foron os máis visualizados da historia, contando con 356,924 horas de proxección entre televisións (113,455) e plataformas dixitais (243,469), obtendo 2.6 mil millóns de espectadores en todo o mundo, se seleccionamos a aquelas persoas que conectaran polo menos 15 minutos a retransmisión 7 . <<VER ANEXO: Gráfico 43. Número de visualizacións dos Xogos Olímpicos de Río 2016 en Televisión.>> O último Mundial de Fútbol, o celebrado en Rusia no ano 2018, foi visto por 3.5 mil millóns de persoas, contando unicamente aquelas que consumiron a emisión oficial, das cales 3.2 mil millóns fixérono a través da televisión. A final dese mesmo torneo disputada entre as seleccións de Francia e Croacia, tivo 1.12 mil millóns de espectadores totais, dos cales 517 millóns viron o partido nas súas casas. E malia iso, nin se quera superou á final anterior, disputada en 2014, no Mundial de Brasil, entre Alemaña e Arxentina, que tivo un 5.1% máis de televidentes, para un total de 545 millóns 8 . Outro tipo de eventos de menor duración, como a Super Bowl, celebrada en febreiro do 2020 a súa última edición, contou con 102 millóns de espectadores de media, dos cales 99.9 millóns viron o partido a través da Fox, canle que contaba cos dereitos oficias. Pero o que máis resalta é que é unha das peores audiencias dos últimos anos, como podemos comprobar na seguinte gráfica que aporta a CNN, sendo a cuadraxésima novena edición, acontecida no ano 2015, a máis vista da historia con 114.4 millóns de espectadores. <<VER ANEXO: Gráfico 44. Ratings televisivos das últimas cinco edicións da Super Bowl, en millóns.>> Outro exemplo, as finais da NBA, que as do ano 2019 foron un total de seis partidos, tiveron unhas audiencias moi baixas en comparación coas anteriores. O primeiro xogo entre os Golden State Warriors e os Toronto Raptors tivo o peor rating da década, pero só se temos en conta os 7 International Olympical Comitte, 2016. GLOBAL BROADCAST AND AUDIENCE REPORT. 8 FIFA. (2018). 2018 FIFA World Cup Russia™ - Global broadcast and audience summary.
[8] medios estadounidenses, pois se atendemos aos canadenses, ese encontro chegou a 7.7 millóns de persoas só nese país, o que representa un 20% da poboación total que alí reside, converténdose no partido de baloncesto máis visto na historia de Canadá 9 . Pero ata agora so describimos eventos puntuais, de maior ou menor duración, pero que polas súas características poden atraer a un maior público. 10 Para poñer isto en contraste, podemos indagar nas audiencias de competicións de larga duración, como poden ser as ligas. No caso de España, La Liga Santander obtivo 170.3 millóns de contactos acumulados na temporada 2018/2019, sendo a media por partido de 487.000 espectadores, datos recollidos por Kantar Media a través da consultora Strock, que atenden só a datos de visualización en fogares, excluíndo pois aquelas persoas que acoden a locais. E hai que destacar que, segundo a fonte consultada, isto representou unha baixada da audiencia dun 13% con respecto á temporada anterior. Outro exemplo é a Premier League, liga de fútbol inglesa, a cal obtivo 3.2 mil millóns de espectadores acumulados entre toda a súa programación, aumentando un 6% a súa anterior marca 11 . Como no caso precedente, seguimos a falar da temporada 2018/2019, para poder facer unha comparación. Se imos a outro dos deportes máis consumidos, o baloncesto, observando a liga con maior capacidade, a NBA, recolleu ao longo dese mesmo ciclo 6.9 millóns de videntes unicamente nas catro cadeas que posúen os dereitos a nivel nacional (ABC, TNT, ESPN e NBA TV), excluíndo polo tanto a televisións internacionais e estatais. 12 <<VER ANEXO: Gráfico 45. Audiencias por canle oficial das finais da NBA na temporada 2018-2019>> Ata agora só estabamos atendendo ás audiencias, pero para comprender o peso que posúe o deporte, temos que observar tamén os ingresos obtidos das mesmas. Para seguir cun fío condutor, amosaranse os cartos xerados polas competicións antes mencionadas e nos períodos de tempo utilizados. Seguindo pois estas directrices, o Comité Olímpico Internacional ingresou entre os anos 2013 e 2016, 5.7 mil millóns de USD polos dereitos de emisión e comercialización dos seus eventos e produtos, xunto con outros dereitos, cartos que non cobren só as Olimpíadas de 2016 senón tamén Xogos Olímpicos de Inverno de 2014 13 . Desa cantidade, o 73% é exclusivamente procedente dos broadcasting rights. En canto ao Mundial de Fútbol, utilizando os datos aportados pola propia organización, “os ingresos da FIFA acadaron un novo máximo de 6.4 mil millóns de dólares, dos cales 5.3 mil millóns de dólares, o 83%, entregáronse na Copa Mundial de la FIFA de 2018 9 Reynolds, T. (2019). NBA Finals ratings released, Canada sets records. NBA.com. 10 É compresible que un evento puntual teña maior número de audiencia, pois a súa relevancia é maior, atraendo non só ao público tradicional, senón a novos espectadores. 11 Carp, S. (2019). Premier League global audience climbs to 3.2bn for 2018/19 season. SportsPro. 12 Referido aos estados de EEUU, non aos países. 13 IOC - International Olympic Committee. (2016). Recuperado o 7 de abril de 2020, de https://www.olympic.org/funding
[15] Hipóteses En relación ás nosas preguntas de investigación, este traballo ten como finalidade última a comprobación dunha hipóteses que formularemos a continuación. Coñecidas e delimitadas as inquietudes, o seguinte paso é crear unha serie de afirmacións para a súa posterior confirmación ou rexeitamento. Antes de enuncialas, como pasaba co apartado previo, é necesario facer unha serie de matizacións. En primeiro lugar, consideramos necesaria a formulación de hipóteses, pois a nosa técnica de investigación así o require. Recordemos que o fin último deste traballo é estudar unha serie de fenómenos relacionados co tema central, que é a influencia das figuras mediáticas deportivas. Ademais, estas serven tanto como guía para a exploración de contidos como de pautas á hora de elaborar o estudo práctico. En segundo lugar, a selección das nosas hipóteses está en consonancia coas preguntas de investigación, polo que tanto a enumeración como a formulación estarán relacionados. Aclarar, que tanto neste apartado como no anterior, a orde escollida é totalmente arbitraria e non implica ningún tipo de clasificación ou rango de relevancia. En terceiro e último lugar, a diferencia das preguntas, dada a que as aquí presentes están derivadas das mesmas, non realizaremos unha explicación para cada unha das hipóteses, entendendo que o motivo que as da lugar é o mesmo ou moi similar. Feitas as aclaracións, as hipóteses seleccionadas para a nosa investigacións son as seguintes: a. A presencia de opinións políticas das figuras deportivas é algo común nos medios de comunicación actuais, formando parte dos diferentes contidos que estes ofrecen. b. O contexto común e a profesión compartida non son condicionantes o suficientemente fortes como para que os deportistas posúan opinións comúns, existindo pois diversidade nas declaracións. c. Os medios de comunicación presentan as opinións dos deportistas de formas dispares en función de certas características definitorias como a liña editorial ou a comunidade de orixe do medio. d. A opinión dun deportista é relevante con respecto á sociedade dada a súa posición privilexiada con respecto á media. e. Os deportistas teñen a capacidade de influenciar e crear opinión que son asumidas pola cidadanía dada a súa posición social.
[16] Marco Teórico Este apartado está destinado a explorar a literatura existente con respecto ao tres piares que foron previamente seleccionados. Inicialmente, antes de afondar nos temas escollidos, explicaremos a situación da disciplina e as súas ramas, onde a continuación tocaremos de forma particular o deporte, as figuras mediáticas e os medios de comunicación. Para isto, utilizaremos diferentes investigacións nas cales apoiaremos todas aquelas conclusión que poidamos obter. Para comezar, en referencia á situación actual do estudo da materia, o primeiro que podemos dicir, en base á búsquea de bibliografía que se realizou para elaborar este traballo, é que, malia existir un número considerable de estudos con respectos ao deporte dende unha óptica sociolóxica ou politolóxica, os enfoques do mesmo non están definidos, polo menos dunha forma clara e concisa. Referímonos a que os traballos son variados e tocan o tema dende concepcións distintas, sen previamente especificar cal é o concepto que están a utilizar, facendo que <<deporte>> sexa unha idea dispar dependendo do autor que consultes. Consideramos pois que é preciso cualificar as variacións que existen ao redor do termo. En tanto, podemos enunciar que existen áreas diferenciadas, pero que ninguén decidiu delimitalas de forma concreta, en consecuencia, a división que incluirá este traballo será de orixe propio, sempre tendo en conta as distintas perspectivas que foron analizadas na literatura recompilada, co fin de delimitar o concepto e aportar o que consideramos máis apropiado. Para a nosa selección incluiremos só enfoques das ciencias sociais, xa que a maioría de traballos competen ao ámbito das ciencias naturais, pois o deporte, antes que espectáculo, é actividade física, pero non estamos a tratalo coma exercicio, senón coma fenómeno, provocando que os traballos pertencentes a outros campos sexan descartados. En consecuencia, remarcando que o exposto a continuación é unha clasificación propia creada en base ás temáticas máis repetidas na nosa búsquea, e centrándonos nas ciencias políticas sen esquecer á economía, a socioloxía ou á historia, os principais enfoques do estudo do deporte considerados neste traballo son: 1) xestión administrativa do deporte, 2) deporte como elemento administrativo e 3) deporte como elemento cultural. O primeiro céntrase en estudar as entidades deportivas como un grupo humano. O elemento mínimo que posúen todos os clubs do mundo son as persoas que o conforman, e como un dos requisitos necesarios para ser considerado como deporte, e non como mero exercicio, é contar cunha federación propia 19 , inevitablemente este non se pode practicar de forma individual. Non estamos a falar de competicións nas que un único individuo se enfronta a outro nas mesas condicións, como poden ser tenis ou boxeo, senón a que todo deportista, polo mero feito de selo, 19 Ley Orgánica 3/2013, de 20 de junio, de protección de la salud del deportista y lucha contra el dopaje en la actividad deportiva. (2013). España.
[17] ou ben conta cun grupo de compañeiros que tamén se dedican a esa actividade, ten un adestrador que lle proporciona os coñecementos e técnicas necesarios, ou ben está por debaixo dunha serie de directivos que conforman a cúpula que ordena o deporte en cuestión. En consecuencia, existe un transfundo de relacións interpersoais que pode ser analizado, igual que se estudan as interaccións entre os compoñentes dunha empresa. E, aproveitando a comparativa, este enfoque tamén inclúe a xestión das entidades deportivas como organizacións que son, pois teñen un fin definido, posúen uns recursos para acadalos e estes deben ser administrados dalgunha forma, para o cal se delimitan unha serie de áreas. Os equipos non deixan de ser sociedades, e canto máis subamos na escala de importancia e influencia, maior será o paralelismo cunha gran empresa, e chegado a certo punto, directamente estaremos a falar de organizacións empresariais. Pero, ao final, este enfoque non se axusta ao que buscamos, pois detense máis na análise interna dunha organización que no que esta implica no contexto que habita, entendendo pois a política como equivalente de xestión. Nós estamos a falar de influencia, a cal implica estudar tanto a un emisor, coma a un receptor, non podendo deternos unicamente nun deles. En canto ao segundo, cando falamos de deporte como elemento administrativo, facémolo no sentido dun activo a considerar polos gobernos. Igual que pode existir certo interese en potenciar un sector comercial ou a inversión en elementos do estado de benestar, o deporte trae consigo unha serie de beneficios para os gobernos que deciden apostar por el. Hai que remarcar que este enfoque trata a disciplina a distintos niveis, dende fomentar as prácticas saudables nos centros educativos e dotar ás novas xeracións de coñecementos sobre a actividade, ata a inversión de orzamento no que os autores denominan high performance sport, ou deporte de alto rendemento 20 , e é aquí onde nos debemos deter con maior detalle. Hoxe en día, as competicións internacionais son unha forma de confrontación non bélica entre estados 21 , impliquen estes seleccións nacionais ou clubs. Gañar unha medalla nun Xogos Olímpicos non é simplemente un logro dun deportista ou equipo concreto, senón que pode ser percibido coma un éxito nacional. Cada vez son máis os países que adoptan enfoques estratéxicos para o desenvolvemento de atletas de elite, aumentando así as posibilidades de gañar campionatos. 22 E este fenómeno non fai máis que medrar, ata o punto no que os autores Oakley e Green 23 crearon o termo de global sporting arms race, que podería ser traducido como carreira armamentística deportiva global. Créase polo tanto unha relación deporte-estado, dando lugar a unha simbiose 24 , pois acadar éxitos deportivos reforzará a posición internacional do país, mentres 20 Kikulis, L. (2013). Contemporary Policy Issues in High Performance Sport. In Sport Policy in Canada (pp. 97-145). 21 Kikulis, L. (2013). Contemporary Policy Issues in High Performance Sport. In Sport Policy in Canada (p. 99). 22 Kikulis, L. (2013). Contemporary Policy Issues in High Performance Sport. In Sport Policy in Canada (p. 99). 23 Oakley, B., & Green, M. (2001). The production of Olympic champions: International perspectives on elite sport development systems. European Journal for Sport Management, (pp. 83-105) 24 Entendendo o termo como a unión de dous suxeitos que se benefician mutuamente, partido do concepto orixinal de Symbiosis. Recatado o 1 de abril 2020, de https://en.wikipedia.org/wiki/Symbiosis#Definition
[18] que as organización das disciplinas exitosas aumentaran os seus recursos e capacidade de influencia. Para poder obter unha subvención pública, precisas especificar o “valor para a sociedade” 25 que ese deporte posúe, polo que a túa posición como entidade dependerá da capacidade que teñas para facer valer o teu fin con respecto aos obxectivos do Estado. Esta idea referencia principalmente a un concepto nacional pero, como comprobamos, tamén posúe unha repercusión inevitable con respecto ao resto de países, creando así un fenómeno internacional. Nun primeiro momento, os estudos que analizaban o deporte dentro das relacións intergubernamentais ían constituír un enfoque propio neste traballo, pero finalmente, entendendo que non deixa de ser unha forma en distinto nivel da relación deporte-estado, e que a óptica anterior xa contempla de por si aos países nunha competición global, decidimos incluílo nesta categoría. Afondando na cuestión, a utilización do deporte é comprendida tamén como unha expresión de autoridade, pero entendendo esta como un soft power, ou poder brando, o que significa que é unha forma indirecta de amosar as capacidades que posúe un estado. 26 A literatura pon o foco na organización de eventos a gran escala, como os que estudamos no apartado introdutorio, sendo exemplos os Xogos Olímpicos de Pequín 2008 ou o Mundial de Fútbol de Rusia 2018 27 . Os obxectivos cos cales se utilizan, inclúen elementos como a redistribución masiva de recursos financeiros, a transferencia de privilexios a unha elite reducida, o reforzo das políticas de seguridade e control, a creación dunha narrativa de <<imperio>> con capacidade de inversión con respecto á competencia e, por último e o máis interesante, pois será de utilidade no noso caso práctico, o fomento de sentimentos nacionais e a elevación do sentido patriótico. 28 Ademais de sinónimo de éxito e poder, tamén posúe outras connotacións, como por exemplo o desvío da atención. Un goberno pode poñer o foco sobre un evento deportivo concreto para que outros temas de, a priori, maior relevancia non sexan abordados pola maioría de xente, efecto que pode ser transmitido ao exterior. 29 Exemplos disto poden ser a consecución por parte de España da Eurocopa de 2008 e 2012 ou o Mundial de 2010, en plena crise económica e con manifestacións contra a clase política; ou os Xogos Olímpicos de Río 2016, que trataban de ocultar a situación das favelas brasileiras mentres proxectaba unha imaxe de país avanzado 30 . 25 Kikulis, L. (2013). Contemporary Policy Issues in High Performance Sport. In Sport Policy in Canada (p. 107). 26 Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. (p. 1). 27 Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. 28 Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. (p. 2). 29 Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. (p. 3). 30 Lusardi, G. (2016). Los polémicos carteles con los que están "ocultando" las favelas para los Juegos Olímpicos de Río 2016. BBC. Recuperado de https://www.bbc.com/mundo/noticias-america-latina-36842318
[19] Pero como pasaba co primeiro enfoque, este tampouco se axusta ao que buscamos, malia que si pode aportar terminoloxía de utilidade. Descártase porque comprende o deporte como unha ferramenta sen ir máis alá. Explica que existe un potencial nel, que ten unhas características que poden ser aproveitadas polos grupos de poder, pero non trata como o resto de poboación pode percibilo nun sentido máis directo, ou de onde nace esta posición. Polo tanto, consideramos que non da explicación á orixe da cuestión, e para poder obter resultados de valor neste traballo, precisamos resolver se o deporte ten un contido político, e que un estado faga uso do mesmo non lle da contido, senón utilidade. Polo tanto, será necesario abordar o último enfoque para ver se este se achega máis ás nosas necesidades. O nome que se lle adxudicou foi o de deporte como elemento cultural. O cualificativo escollido aparece en diversas obras correspondentes a esta óptica, e consideramos que, malia non aparentar ser o suficientemente específico, é o mellor termo co que definir o fenómeno. A selección baséase na definición aportada por Grimson (2008), que explica que “todas as actividades e pensamentos humanos son aspectos da cultura” 31 . Esta é, a priori, excesivamente xeral, pois segundo aquí o estamos a construír, todo o que faga un grupo de persoas é <<cultural>>, pero é precisamente isto o punto ao que se pretende chegar. Recordemos que un dos motivos que da lugar a este traballo, é que o deporte posúe un aura de rexeitamento da política, considerándose mundos que non deben confluír, baixo o lema de <<o deportista ten que dedicarse a xogar>>. Polo tanto, o enfoque recolle que estamos a tratar cun fenómeno que forma parte dos elementos propios dunha sociedade e, polo tanto, vese afectado polas influencias do contexto no que habita, e viceversa. Non se valora que se trate dalgo externo e inmutable, que poida convivir de forma illada con outros compoñentes da sociedade, xa que os actores que conforman esta, son tamén os que conforman o deporte, dotándoo deste xeito dun compoñente emocional e, sobre todo, de identificación, pois os éxitos e fracasos son concibidos como algo persoal. 32 Tendo isto en conta, estamos ante a mellor forma de abordar o tema segundo os nosos parámetros, pois se adecúa á perfección coas nocións que previamente se estableceron para poder estudar o obxecto que nos incumbe. Polo tanto, será este terceiro enfoque o escollido para a nosa investigación. O motivo polo cal a introdución do mesmo é máis breve que a dos anteriores, é porque o contido que lle corresponde será o que compoña a explicación teórica do primeiro piar, para o cal, construiremos un fío narrativo que explique a condición política do deporte, froito da unión das conclusións previas acadadas por autores da materia. 31 Grimson, A. (2008). Diversidad y cultura. Reificación y situacionalidad (p. 48). Bogotá, Colombia: Tabula Rasa. 32 Wasserman, H. (2006). Fans, Free Expression, and the Wide World of Sports (p. 555). Florida, Estados Unidos: Florida International University College of Law.
[20] Marco teórico: Deporte e política Neste momento pasamos xa a afondar na teoría de forma directa, seguindo a secuencia dos tres piares nomeados no inicio do traballo. Comezamos pois co deporte e as súas características como elemento cultural, base deste documento e paso previo a tratar aos actores involucrados nel. O primeiro que hai puntualizar é que este tema pode ser abordado dende moitos puntos de vista, incluso tendo claro o enfoque co que o imos tratar. O deporte non debe ser entendido como algo unidimensional. Estaríamos cometendo un erro se comezamos a estudalo dando por sentado que é unha cousa propia e única, pois o que estaríamos a facer realmente sería outorgarlle unha connotación derivada dos nosos prexuízos, dando por sentado que o lector posúe o mesmo concepto de deporte ca nós. O observado na literatura é que, malia estar todos baixo un mesmo paradigma, cada autor toca un punto concreto do deporte, provocando que este posúa connotacións distintas e derive en conclusións dispares, dende, por exemplo, o significado que ten para o seguidor, ata utilizalo como unha ferramenta de identificación cultural. Con isto non estamos a dicir que as investigacións previas a este documento estean mal ou non estean correctamente plantexadas, e que este sexa a solución ás mesmas, senón que basear a noso estudo sobre as figuras mediáticas pasando por alto certos puntos non sería correcto. Polo tanto, para este traballo, elaboramos un guión que pretende tocar o tema dende unha maior número de perspectivas, facendo que a concepción do mesmo sexa a máis correcta posible. Gráfico 1 Esquema utilizado na creación do marco teórico do deporte. Fonte: Elaboración propia. Para seguir un fío explicativo, creouse o seguinte gráfico en base aos puntos comúns da bibliografía consultada. A secuencia escollida é a de inputs, entendendo este como o punto de partida da relación entre deporte e política; proceso, asimilándoo como un conxunto de cambios que transforman un produto inmaturo nalgo máis complexo e; produto, estado final que adopta o obxecto. Os apartados que a compoñen están nomeados dunha forma breve e sinxela, co fin de ser o máis esquemáticos posibles e, na análise correspondente serán explicados. Facer a aclaración de que este modelo está destinado a estudar o primeiro piar, pero que nel aparecerán de forma case obrigatoria os outros dous e, malia ser mencionados, non será ata despois cando afondaremos neles. En primeiro lugar, temos o que denominamos os inputs da relación entre o deporte e a política, ou para ser máis rigorosos, a fase inicial na que nos decatamos de que están ligados, pois asumindo
[21] que é un elemento cultural como xa explicamos, a súa mera existencia xa os relaciona, pois un é unha forma que adopta a outra. Pero esta concepción foi rexeitada dende un principio, sendo exemplo disto Baron Coubertin, fundador dos Xogos Olímpicos modernos, o cal consideraba que debían ser neutrais en tanto á ideoloxía, illados da presión política á que poderían estar expostos por partes das autoridades dos Estados 33 . Isto estaba reflexado en, por exemplo, as roupas coas que competían os atletas, que era de cor branca e sen ningún tipo de simboloxía. Atopamos aquí unha primeira idea: o deporte debe ser neutral e independente dos países, para que a súa práctica poida ser o máis pura posible. As autoridades tentaban construír unha <<burbulla> que impedira a entrada de ideoloxía, e para iso crearon a normativa, ferramenta utilizada para acadar dito fin 34 . Na temporada 2014-2015, a UEFA 35 sancionou ao Fútbol Club Barcelona pola exhibición de estaladas 36 por parte dos seus afeccionados nun partido celebrado en Berlín. Isto podería ser algo anecdótico, se non fora porque representa unha intención de cesura mediante unha norma, tendo un organismo superior e, neste caso, supranacional, que está a seleccionar unha manifestación política e decide prohibila ou, polo menos, indicar que non está ben que se produza. Lévase a cabo un <<castigo>>, - termo que é interesante introducir agora, pois será relevante nun futuro - Quizais sexa unha razón comprensible, pois estamos a falar de entretemento, e este ten como fin que as persoas pasen un rato agradable, e a política é << algo serio >>, afastado desta idea, sendo polo tanto cuestións incompatibles. Pero estamos a ver que, máis que un rexeitamento das manifestacións ideolóxicas, hai unha elección. Que un equipo reciba as cores da seu equipamento da bandeira do seu país ou localidade de orixe, que os escudos posúan simboloxía, como os casos dos equipos << reais >> 37 , ou que existan as seleccións nacionais, non está mal visto. Asúmese que é algo normal, que sempre estivo aí e que non ten que ver con política. Que o Barcelona se posicionara en contra da condena de dirixentes independentistas 38 foi duramente criticado, pero o Espanyol, club da mesma cidade, tamén se pronunciou, pero no lado contrario 39 , sendo favorable a non involucrarse e deixar actuar á xustiza, e ninguén reprochou esta actitude porque era a <<correcta>>. Este, como todos exemplos que acabamos de dar son, dunha forma máis ou menos directa, produto da ideoloxía. Portar unha bandeira francesa nun partido do Olympique lyonnais non é menos político que nunha facelo nunha manifestación contra o goberno, pois ambos posúen 33 Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [eBook] (p. 35). 34 Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [eBook] (p. 36). 35 Unión de Federacións Europeas de Fútbol, órgano reitor o fútbol europeo e organización global de 55 federacións nacionais; descrición oficial recollida de ¿Qué hace la UEFA? | Sobre la UEFA, artigo da páxina web oficial: https://es.uefa.com/insideuefa/about-uefa/what-uefa-does/ 36 Bandeira derivada da oficial da Comunidade Autónoma de Cataluña pero con connotación independentista e nacionalista. 37 Denominación outorgada e certos equipos de fútbol en España cuxo elemento distintivo, ademais do cualificativo Real no seu nome, é a presencia dunha coroa no seu escudo. Ex: Real Madrid Club de Fútbol. 38 ElPeriódico. (2019). El FC Barcelona, primera entidad en posicionarse contra la sentencia del 'procés'. Recuperado de https://www.elperiodico.com/es/barca/20191014/fc-barcelona-primera-entidad-en-posicionarse-contra-la- sentencia-del-proces-7680513. 39 Marca. (2019). Espanyol El Espanyol respeta la sentencia del procés: "El club es una entidad puramente deportiva." Recuperado de https://www.marca.com/futbol/espanyol/2019/10/14/5da4374dca474197608b45de.html
[22] unha significación de pertenza, están en contextos colectivos e, moi probablemente, en actos de repercusión pública. A intención coa que se realizan ambas accións pode ser totalmente distinta, pois unha pretende ser unha sinal de apoio e a outra de crítica, pero ambas comparten que son formas de identificarse, idea que volverá recorrentemente durante toda a investigación. O punto principal ao que se quere chegar aquí é o que se amosaba no esquema, que as elites rexeitan á política 40 , ou mellor dito, seleccionan que política debe estar presente e cal non. Independentemente de se os consideramos parte dun todo ou elementos separados, existen exemplos directos que relacionan ambos mundos. Poderíamos irnos á orixe dos deportes, falar dos inicios en Grecia das Olimpíadas e o que estas significaban, pero non é necesario remontarse tanto no tempo para explicar que é un fenómeno repetido ao longa da historia. O deporte foi utilizado como unha poderosa forma de mediar a resonancia social para comunicar o contido ideolóxico 41 , dada a súa popularidade e tipo de audiencia. No ano 1936, Adolf Hitler utiliza os Xogos Olímpicos de Berlín como propaganda nazi e para amosar que a raza aria era fisicamente máis completa. O movemento Black Power estivo presente en México 68, cando os atletas afroamericanos Tommie Smith e John Carlos ergueron o seu puño no podio tras conseguir as medallas de ouro e bronce respectivamente 42 . Pero non queremos que este punto se converta nun enunciado constante de exemplos, senón que estes nos sirvan coma ponte entre os contidos. A relevancia histórica do deporte nace no momento que se produce na sociedade, pois hai unha relación bidireccional, onde un inflúe ao outro. 43 O sociólogo Harry Edwards sostén que “non hai literalmente ningunha institución ou estrato da sociedade americana moderna que non sexa tocada dalgunha forma polo deporte” 44 ; e isto é posible xeralizalo a outros contextos, polo menos nos que o deporte ten un peso medianamente considerable. Pero, a afirmación coa que comezabamos este parágrafo non é de todo certa, non se a enunciamos desa forma. O contido político do deporte existe na historia, porque nace da actividade humana, e esta non está exenta de ideoloxía, pero unha cousa é falar de sustancia e outra de relevancia. A primeira fai referencia ás características que pode posuír o deporte, pero a segunda fala do alcance que poden chegar a ter estas. En conclusión, para poder continuar no noso marco teórico temos que ter en conta tres cousas clave: 1) as esferas do deporte tentaron de separalo da ideoloxía, polo menos de forma clara na época moderna pero, 2) isto non é posible porque en primeiro lugar, a súa existencia mesma xa é un acto político, e como resultado, é comprensible que existan evidencias ao longo da historia que 40 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 109). 41 Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [eBook] (p. 35). 42 1968 Olympics Black Power salute. (2020). Recuperado o 2 de abril de 2020, de https://en.wikipedia.org/wiki/1968_Olympics_Black_Power_salute 43 Wasserman, H. (2006). Fans, Free Expression, and the Wide World of Sports (p. 557). Florida, Estados Unidos: Florida International University College of Law. 44 Wasserman, H. (2006). Fans, Free Expression, and the Wide World of Sports (p. 558). Florida, Estados Unidos: Florida International University College of Law.
[23] liguen ambos elementos, porque os que desenvolven a actividade son seres sociais e, 3) no momento que goza dunha posición privilexiada en canto repercusión, é utilizado aínda máis con ese fin. Continuando coa nosa liña, toca falar do proceso. O nome deste punto variou ao longo da súa planificación, pois máis que a transformación dun elemento x nun elemento y, é unha adquisición de características, produto dos inputs, que non eliminan estas, senón que potencian denominados aspectos ata dar cunha conclusión final. O que queremos dicir con isto é que o deporte posúe uns resgos definitorios nados da súa concepción, que son os que se intentan agochar por parte das elites, pero que estes non cambiaron, senón que foron potenciados fronte outros. Os que aquí seleccionamos foron dous: a creación de identidades e a ferramenta control-acción, dos que derivan os últimos que tocaremos. En primeiro lugar, falar de deporte é falar de identificación. O normal é que se che gusta o deporte, o primeiro paso que deas é a selección dunha disciplina, pois a variedade é ampla. Un fanático do fútbol pode non ter visto un partido de baloncesto na súa vida. Dicíamos que o deporte non é unidimensional, e isto é unha forma de comprendelo. Un seguidor do deporte non ten porque identificarse con el como concepto, senón cunha das súas modalidades, e única e exclusivamente con esa, obviando todas as demais. Cada deporte posúe as súas normas, e isto deriva en contextos diferentes. Canto máis dinámico sexa, máis fácil será que se viva con maior emoción, resultando isto á súa vez en maior representación. Poñamos un exemplo: o fútbol está construído de tal forma que o número de puntos, ou neste caso goles, sexa reducido, xa que é un xogo lento. En consecuencia, os marcadores non acostuman a ser avultados, moito menos en comparación con outros deportes. Isto da como resultado que, cada vez que se marca, a emoción sexa maior, pois non pasa con facilidade, e que o equipo rival consigo facer o mesmo, na maioría dos casos, requiría dun esforzo similar ou maior. Se unha disciplina produce sensacións fortes nunha persoa, é máis fácil que esta se identifique coa mesma, pois a recompensa deriva do éxito será maior. 45 Pero isto é aínda máis profundo. O normal non é deterse nun deporte, senón asociarse cun deportista ou equipo. Un seguidor do baloncesto poderá desfrutar de calquera partido que vexa, pero o impacto que producirá nel non é o mesmo se esta xogando o seu equipo favorito que se é un que non lle importa. Para poder explicar a orixe da identificación consideramos que hai dúas condicións que dan resultado a esta: a imaxe de pertenza a un colectivo e a narrativa con potencial. Ambos son termos creados para este traballo en base á unificación de conceptos observados na literatura. O primeiro fai referencia ao conxunto de valores, símbolos e actitudes que posúe un equipo para que unha persoa poida dicir que se sinte parte do mesmo 46 , mentres que o segundo é 45 Wasserman, H. (2006). Fans, Free Expression, and the Wide World of Sports (p. 555). Florida, Estados Unidos: Florida International University College of Law. 46 Drake, P., & Miah, A. (2010). THE CULTURAL POLITICS OF CELEBRITY [Ebook] (p. 60).
[24] a concepción do deporte como un medio capaz de impulsar certas nocións de pertenza dada as súas características 47 . Moitos son os compoñentes dun club, como por exemplo a súa localización, as súas cores, os seus xogadores ou mesmo o seu estilo de xogo, pero todos eles, en suma, non teñen porque ser o motivo da identificación, é dicir, podes sentirte parte dunha entidade só por un aspecto da mesma, pero non necesariamente polo conxunto que a forma. Unha persoa pode ser seguidor dun equipo que está a quilómetros de distancia e que nunca presenciou en directo, ou, o máis curioso, que teña unha ideoloxía totalmente oposta. 48 Pero o que realmente se necesita para crear a identidade é a concepción dun <<nosoutros>> 49 , que un individuo se sinta parte dun colectivo, polo motivo que sexa, pero que entenda que forma parte do mesmo. Os motivos, insistimos, poden ser variados e complexos, e non se axustan necesariamente aos conceptos de clase, raza ou xénero, pero no momento que unha persoa está introducida nun deporte e, máis concretamente, nun club, entenderá ao resto de persoas que están na súa mesma condición coma un <<nosoutros>>, e ao resto coma un <<eles>>, e isto será suficiente como para crear unha división entre ambos 50 , para que un estea identificado cun colectivo e afastado doutro, produto dun sentimento irracional, que trataremos máis adiante. Por outro lado, tendo isto en conta, sabendo que as condicións para ser seguidor dun equipo non son excesivas, que hai un factor emocional e que a súa repercusión social é grande, o deporte serve de vía para potenciar unha identidade, ou mellor dito, ser un marco para a expresión da mesma, que é á vez maleable e capaz de reforzar a segregación e a estratificación. 51 Os gobernos son sabedores disto, e utilizárono ao longo do tempo 52 . Poñíamos antes o exemplo de Putin ou Hitler, pero poderíamos enumerar moitos máis, como Mussolini institucionalizando a liga de fútbol italiana para que se adecuara ás ideas fascistas – exemplo disto é o cambio de nome do Inter de Milán a Socità Sportiva Ambrosiana, en referencia a San Ambrosio, patrón da cidade, xa que o nome orixinal lembraba á Internacional Comunista 53 –. Pero denominamos a isto “narrativa” por unha razón, xa que este tipo de accións teñen como fin crear unha historia, e aquí volven aparecer os medios de comunicación. É máis doado reforzar unha identidade se esta se presenta dunha forma atractiva. Se lle atribuímos unha serie de connotacións a un equipo cos que a poboación se pode sentir representado, o sentimento que se produce é maior. Cando a prensa 47 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 108). 48 Neste punto referímonos a que un club representa unha serie de valores ideolóxicos que poden ser totalmente contrarios aos dun dos seus seguidores. Ex: o F.C. Barcelona, ao longo destes últimos anos, tomou unha clara posición favorable ao independentismo catalán e, por dar un nome recoñecible, Albert Rivera, exlíder de Ciudadanos, é fan declarado do equipo. 49 Ferreiro, J. (2003). Ni la muerte nos va a separar, desde el cielo te voy a alentar. Apuntes sobre identidad y fútbol en Jujuy [Ebook] (p. 58). Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales. 50 Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [eBook] (p. 44). 51 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 108). 52 Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [eBook] (p. 35). 53 del Palacio, J. Forza Italia: fútbol y anti política [Ebook] (p. 2).
[31] cidadáns 72 . O que queremos dicir con isto, é que dado a capacidade de representar políticas da que falabamos ao inicio, é máis doado que unha persoa acepte unha medida se alguén co que se identifica a defende, fenómeno que ademais serve para potenciar a influencia, dado que o famoso non elabora, senón que só representa. 73 O motivo polo cando decidimos rematar aquí e non seguir afondando é porque, como xa remarcamos, para a nosa investigación ímonos desligar do concepto de celebritie. A literatura ao respecto é ampla pero non ten moito sentido falar dalgunhas dinámicas que non consideramos apropiadas para os deportistas. As tocadas anteriormente son aquelas capaces de ser extrapoladas e que competen ás figuras mediáticas de forma xeral. Remarcamos que, falar das celebridades nesta investigación, constitúe unicamente unha introdución ao tema. Con relación aos motivos, en primeiro lugar indicábamos que existen uns propios da literatura das figuras mediáticas. Dentro do concepto existen diferentes matizacións, creando en consecuencia distinto tipos, cada un coas súas características. A distinción básica que fan os autores é a de heroe e celebridade. Daniel Boostirn concibía ao primeiro como a unha persoa distinguida polos seus logros, creado a si mesmo e identificado coma <<un gran home>>, mentres que a segunda era coñecida pola súa imaxe ou marca, creada polos medios de comunicación e sinalada como <<un gran nome>> 74 . Mónaco ía máis alá, dividindo entre heroe, figuras cuxos logros obtivera unha notoriedade positiva, estrelas¸ individuos que cultivan o seu interese público na súa propia personificación, e quasars, persoas arrastradas á fama de forma involuntaria 75 . Marshall, por outro lado, concibe á celebridade como unha amalgama de formas individuais públicas – heroe, estrela, famoso, líder, etc. –, provocando unha oscilación entre as categorías 76 . Tendo isto en conta, creemos que no noso caso particular, a definición máis correcta para un deportista non é o de celebritie¸ senón o de heroe. Existen figuras que poden ser incluídas en ambos os dous conceptos, como o caso de David Beckham, pero son excepcións. Malia que esta elección entre conceptos é propia, é dicir, que estamos a decantarnos conscientemente antes por unha que por outra, isto non nace só dos nosos gustos, senón dos coñecementos adquiridos no estudo do primeiro piar. Escollemos o termo heroe porque a descrición dos autores parécenos a máis acertada e a máis próxima, segundo o estudado na literatura de deporte como elemento cultural. 72 Street, J. (2012). Do Celebrity Politics and Celebrity Politicians Matter?. Political Studies Association, 350. 73 Street, J. (2012). Do Celebrity Politics and Celebrity Politicians Matter?. Political Studies Association, 350. 74 Boorstin, D.J. (1992) The Image: A Guide to Pseudo-events in America. New York: Random House 75 Monaco, J. (1978) Celebration. In J. Monaco (ed.), Celebrity. New York: Delta. 76 Marshall, P.D. (1997) Celebrity and Power: Fame in Contemporary Culture. Minneapolis, MN: University of Minnesota Press
[32] Existen tres argumentos nos que podemos apoiar a nosa decisión, malia que todas as características que explicaremos tras eles son en si mesmo un argumento, pero os indicados a continuación son os máis excepcionais: 1) contexto estrito, 2) mundo accesible e 3) compoñente emocional. O primeiro fai referencia á composición do mundo do deporte, e retoma un concepto que lanzamos anteriormente e apuntamos que ía ser relevante, <<o castigo>>. Estamos a falar dun ambiente composto por normas e sancións, que lle dan unha connotación de seriedade e orde. Pode ser visto como unha forma de pasar o tempo libre, pero á súa vez, introduce de forma sutil ideas como a disciplina, a docilidade e o traballo. Este significado do deporte crea unha narrativa interesante: nun mundo regrado e sacrificado, aqueles que conseguen sobresaír é porque acadaron ese estatus por méritos propios. Isto provoca unha mellor recepción no público, o cal tende a valorar positivamente os discursos nados dun deportista apoiándose nesta narrativa. 77 Polo tanto, temos a primeira diferenza co mundo das celebridades, posto que aquí o sacrificio gaña unha maior notoriedade, pero hai que remarcar que é unha concepción pública, ata o punto de considerar o elemento como indispensable na súa definición. En canto ao segundo argumento, cando falamos de <<mundo accesible>> facémolo nun sentido de representación e conexión co público. O deporte é unha práctica universal, que calquera persoa pode acceder, dándolle un sentido de familiaridade. Os deportistas proveñen de todos os extractos da sociedade, incluídos aqueles onde se concentra a maioría da poboación, creándose unha semellanza entre ambos. Un individuo valora positivamente a opinión dun deportista porque os códigos que utiliza á hora de expresarse son similares aos seus. Cando Rafael Nadal fala de política, faino como o podería facer calquera persoa da rúa, non utiliza palabras complexas, e acostuma a dar opinións que poden ser encaixadas no <<sentido común>>. Se unha figura que acadou tal nivel de éxito, ten unha orixe humilde, fala como alguén <<normal>> e presenta ideas que o público recoñece como propias, a identificación é maior. A diferencia co mundo das celebridades está na variación da distancia entre emisor e receptor. Como vimos na introdución, os deportistas ingresan cantidades inmensas de cartos, igual que pode facer un actor ou cantante, e a súa posición social é elevada, pero Leo Messi presentase dunha forma máis achegada que, por exemplo, Rihana, e isto é produto do contexto no que operan ambos e na presentación do mesmo. En terceiro e último lugar, temos o argumento do compoñente emocional, quizais o principal e o motivo máis forte que desembocou na distinción dos termos. Cando falabamos no piar anterior dos motivos polos cales un individuo podía sentirse identificado cun deportista ou equipo, distinguíamos un compoñente irracional, ligado aos sentimentos e de difícil explicación. É aquí onde se atopa a diferencia máis grande entre a figuras mediáticas do deporte e o resto. Calquera 77 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 108).
[33] pode sentirse atraído emocionalmente cara unha celebritie¸ pero isto precede a un motivo racional, é dicir, non manteño un vínculo se non hai un motivo lóxico detrás. Con isto non dicimos que non haxa xente contraria a un artista que segue consumindo o seu produto, pero si que a identificación co mesmo, na maioría dos casos, ou non existe, ou deixa de existir, en cambio no deporte isto non acontece. O F.C. Barcelona, exemplo recorrente neste traballo, pode ter unhas ideas pro nacionalismo catalán, pero iso non fai que persoas contrarias ao movemento se deixen de considerar fanáticos do equipo. Quizais podemos chegar a conclusións como que o compoñente emocional non é maior, pois o fanatismo extremo existe en ambos mundos, pero no deporte está máis normalizado, provocando que o compoñente emocional non sexa necesariamente maior, pero si máis estendido. Gráfico 2 Características diferenciais entre celebridade e heroe. Celebridade Heroe Coñecido pola súa imaxe ou marca. Distinguido polos seus logros. Creado polos medios de comunicación. Creado si mesmo. Connotacións desligadas do sacrificio. Valor do sacrificio e o esforzo. Distanciamento co público. Achegamento ao público a través de códigos populares. Compoñente racional predominante. Compoñente irracional predominante. <<Gran nome>> <<Gran home>> Fonte: Elaboración propia. Antes de entrar en materia, faremos un breve resumo do exposto ata agora. Na concepción deste traballo, dentro do grupo de actores que conforman o deporte, consideramos aos deportistas de alto rendemento como o obxecto de maior interese, descartando desta forma a todos aquelas figuras que non acadaron un nivel de fama e éxito considerable. Na procura de delimitar o termo, seleccionamos estudar previamente ás celebridades, considerando que pertencían a este grupo, pero o observado na literatura é que, malia convivir nas mesmas esferas, existen unha serie de matizacións que poden dar lugar a unha categorización diferente e, seguindo coa división de Boostirn, entendemos que o termo heroe está máis axustado aos estándares buscados, baseándonos nos tres argumentos que expuxemos e no listado da gráfica anterior. Centrándonos xa nos deportistas, o primeiro que hai que dicir é que, igual que acontecía co deporte, os comentaristas culturais críticos nunca tiveron especial interese en afondar sobre eles. Mentres que outros ámbitos como o música, o cine, a arte ou a política si que espertaban certo atractivo, o tema que nos escollemos quedou, dalgunha forma, relegado. 78 Malia iso, os expertos 78 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 5). Taylor & Francis.
[34] datan o comezo da era da celebridade deportiva moderna co establecemento por parte de William Randolph Hearst, periodista e empresario estadounidense, da primeira sección de deportes, no periódico The New York Journal en 1895 79 , pero non sería ata despois da Segunda Guerra Mundial cando o concepto que temos hoxe en día sería formado, coa chegada da coñecida <<civilización da imaxe>> produto da adopción xeralizada da comunicación televisiva que, aproveitando o <<dramatismo>> que caracterizaba ao deporte, incluíuno na programación, desembocando nas primeiras xeracións de heroes deportivos 80 . É importante comezar a relacionar xa dende o inicio a estas figuras co fenómeno da <<narrativa>>. O que diferencia a un simple xogador dun símbolo nacional é a esfera argumental que se crea en torno a esa persoa, primeiro por parte dos medios e, despois, por parte do público. O interesante aquí é comprobar como se debuxan historias ao redor dun deportista, sobredimensionando as súas virtudes e os seus fallos, dando lugar a heroes e viláns 81 . A relevancia disto radica en dous puntos: o primeiro é que, de non ser por que acontece isto, o deporte pasaría inadvertido polas nosas vidas, sendo un entretemento máis, pero se conseguiu chegar aos niveis de importancia que hoxe día posúe, é pola introdución desta <<narrativa>> e, o segundo, porque esta idea vai ser clave no caso practico, pois servirá para estudar as figuras de Nadal e Piqué. Seguindo coa secuencia que marcamos ao comezo, o primeiro punto a tratar é a identificación. Un dos elementos clave que posúen os deportistas é a <<connotación de autenticidade>>. Mentres que as celebrities son vistas como persoas que adoptan diferentes personalidades e que teñen formas de ser sobre actuadas, no noso caso é o totalmente contrario, pois concíbese como que os individuos que están xogando son así no día a dia, outorgándolles unha importante connotación de autenticidade 82 . Se por exemplo, un futbolista acostuma a ser sacrificado e agresivo, inmediatamente extrapólanse esas características ao seu carácter fora dos partidos. Isto provoca que a distancia que separa a deportista e espectador sexa menor, aumentando as posibilidades de crear lazos. Ademais, a autenticidade está directamente ligada coa asociación de ideas positivas 83 . Tratábamos anteriormente neste traballo como a prensa utilizaba expresións propias das clases medias-baixas para falar de equipos, provocando unha identificación maior, e isto observase tamén nos deportistas. Seguindo o fío xa utilizado, o sacrificio e o esforzo son conceptos que van 79 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 6). Taylor & Francis. 80 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 7). Taylor & Francis. 81 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 7). Taylor & Francis. 82 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 8). Taylor & Francis. 83 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 7). Taylor & Francis.
[35] xunto co traballo destes actores, convertendo estas en connotacións positivas, aumentando a representatividade que poidan provocar. Pero un dos fenómenos máis interesantes é saber como os éxitos dun terceiro poden verse como propios. Que posúan resgos similares coa poboación non elimina o feito de que están nun estatus totalmente distinto, e os beneficios das vitorias para un afeccionado non van máis alá do emocional, mentres que para un deportista son algo crucial tanto a nivel persoal como profesional. Co explicado ata o momento só acadamos a comprender a reacción positiva da cidadanía, pero para poder falar de representación necesitamos un factor máis grande, pois as diferenzas seguen sendo notorias. Para iso, utilizaremos o termo creado por Rader de <<figuras compensatorias populares>> 84 , que na súa concepción estaba referido aos grandes deportistas estadounidenses da época. O matiz de diferenciar heroe e celebridade apoiase na <<narrativa>>, base deste concepto, pois consiste en elevar a posición dos deportistas a través de personaxes imaxinarios, que axudan a calmar as ansiedades do público en relación co soño tradicional de acadar o éxito, a erosión de valores vitorianos e os sentimentos de impotencia 85 . Isto significa que a representación non radica unicamente na similitude, senón na proxección dun mesmo. A cuestión non é cantos resgos comparto, senón como interpreto aos mesmos de cara a pensar que os logros obtidos por un terceiro son tamén meus. Polo tanto, un deportista é á vez unha figura familiar e un espello no que verse reflectido, estudando así non só un espectáculo, senón unha forma de entender a configuración persoal dos individuos. En consecuencia, o deporte, máis concretamente os actores que nel habitan, serven para configurar a personalidade das persoas, sendo o referente sobre o cal moldear a súa propia existencia 86 e, se atendemos a repercusión que posúe actualmente e a cantidade de capital humano que mobiliza, estamos ante un dos fenómenos globais máis importantes con respecto á identificación. Pero todo o exposto ata agora está incompleto. Xa sabemos como conseguen as figuras mediáticas crear un vínculo nos espectadores, pero iso non explica que as súas palabras teñan un impacto. Nós partimos dunha pregunta que pretende coñecer o impacto político, e necesitamos entender cal é a dinámica que convirte a identificación en influencia, neste caso, política. A resposta a isto, segundo a literatura, é máis sinxela do que cabía esperar. Os autores explican que o público segue o razoamento de <<por que ía estar mal ou ser negativo algo que me gusta?>> 87 . Con isto partimos dunha posición totalmente subxectiva, que non se cuestiona se as súas preferencias poden ser parte dalgo máis amplo co que poder non estar de acordo, en consecuencia, 84 Rader, B.G. (1983) Compensatory sport heroes: Ruth, Grange and Dempsey. Journal of Popular Culture, 16 (p.11- 22). 85 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 6). Taylor & Francis. 86 Marshall, P.D. (1997) Celebrity and Power: Fame in Contemporary Culture. Minneapolis, MN: University of Minnesota Press. 87 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 109).
[36] existe unha predisposición baseada nos gustos, especialmente na admiración: doulle valor ás palabras dun deportista porque previamente considereino relevante, polo tanto alguén a ter en conta, provocando que a miña valoración estea relacionada de forma directa coa percepción, xa sexa positiva ou negativa, da figura en cuestión. Se, por exemplo, Rafael Nadal se pronuncia con respecto á cuestión catalá, a valoración dun fan tende a ser positiva, porque non analiza esas palabras de forma obxectiva, senón que toma por válida a opinión porque valida á persoa que as emite. Pero, se pola contra é Gerard Piqué quen realiza unhas declaracións similares, como existe un rexeitamento cara a súa figura, a reacción será contraria, malia ser interesante, porque cualificala de forma negativa é tamén, aínda que de forma algo paradoxal, tela en conta. Continuando con outro dos temas de interese, en todo momento estamos falando de <<poder>>, partindo da base de que traballamos cun mundo de alto estatus e importancia para as persoas, pero todos os datos aportados no contexto introdutorio teñen que ter unha orixe, pois a popularidade do deporte non pode ser fortuíta, e é aquí, enfocado cara as figuras mediáticas, onde imos tratar este fenómeno. En primeiro lugar, a importancia da opinión dun deportista radica na súa posición social por enriba da media, produto esta dunha hexemonía mercantil 88 , pero isto é simplemente a primeira capa, o que se observa de forma máis doada. Que dera lugar é por como esta organizado o deporte como elemento social, polas súas características, as cales son os requirimentos idóneos para chegar ao momento actual. Comentabamos ao inicio do traballo que existía unha xerarquización que provocaba que non todos os famosos estiveran no mesmo nivel, creando escalas dentro do propio mundo, e neste caso non só existe, senón que é produto xenuíno do deporte: os rankings ou táboas clasificatorias 89 . Este tipo de medicións son parte integral, pois todo xogo ten un resultado, no que un grupo de persoas son as encargadas de anotar os tantos e que serven para subir ou baixar nunha clasificación. Estamos pois ante un mundo cuantitativizado, no que o natural é que uns estean por enriba doutros, pois ese é o obxectivo final. No momento no que isto pasa de ser algo puramente elemental a un aspecto que os medios de comunicación destacan, créase unha xerarquía, pois que uns gañen e outros perdan comeza a ser relevante, e non só iso, senón que dentro dos vitoriosos tamén hai que buscar cal é o mellor. O resultado é unha xerarquización da fama como xa apuntamos, pero ao mesmo tempo tamén unha democratización. Grazas aos medios tecnolóxicos e comunicativos que existen hoxe en día, en teoría, calquera pode acadar estas posicións, ou mellor dito, competir polas mesmas. 90 Pensemos por exemplo en deportistas xuvenís de países menos punteiros que poden chegar a altos 88 Harvey, J., Horne, J., & Safai, P. (2009). Alter-globalization, Global Social Movements and the Possibility of Political Transformation through Sport [Ebook]. Ontario, Canadá: Sociology of Sport Journal. 89 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 112). 90 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 3). Taylor & Francis.
[37] niveis de fama grazas á canle que significa o deporte, sendo este en tanto un mecanismo de ampliación das posibilidades. Pero falamos de <<en teoría>> porque ao final, a decisión non depende do individuo, senón dos medios, proxectado unha falsa accesibilidade. En segundo lugar, o carácter ríxido e estrito do deporte facilita aínda máis a adquisición de valores individuais. Os autores fan un símil co mundo militar, pois consideran que os adestramentos de ambos mundo comparten características 91 . Falábamos anteriormente neste traballo sobre o <<castigo>>, e a orixe do termo atópase aquí. O xogador encóntrase nun contexto colectivo, de individuos similares, baixo unhas normas ríxidas impostas por unha cabeza de mando, neste caso o adestrador, que os clasifica, mide e avalía. Pero o realmente interesante aquí é con respecto a que están sendo analizados os deportistas, algo que ademais non é novo, pois segue a mesma dinámica que lle adxudicábamos aos medios de comunicación, pois estamos a falar do <<ideal>> 92 . O éxito, e en consecuencia o estatus, pódese entender como o grado de similitude entre as habilidades reais dun atleta e as habilidades ideais ás que debería chegar. Polo propio termo que utilizamos, pódese deducir que non existe deportista que acadara tal perfección, pero porque non estamos ante un concepto inmóbil. Con cada xeración nova, este <<ideal>> renóvase, adaptándose ás necesidades dos contextos nos que habita, provocando que sexa unha meta inalcanzable, mantendo constante a presión á que se somete o deportista. Pero recordemos que este fenómeno ten unha dobre cara, xa que é un <<castigo>> estar constantemente baixo a crítica, pero á vez reforza as calidades de talento, dedicación e fortuna, lexitimando os seus logros dentro do imaxinario popular: o deportista ten ese poder porque o gañou 93 . O sorprendente é que, na actualidade, xa asumimos como algo normal que esta fama non se reduza unicamente ao terreos de xogo, pois é habitual ver ás estrelas deportivas noutros contextos, provocando que a seu recoñecemento non se limite só aos fanáticos senón ao conxunto da sociedade 94 , ata o punto de rachar cunha das dinámicas máis claras das celebridades, a diferencia xeracional. Estudos amosan como a influencia dunha figura mediática depende da idade do receptor, pois recordemos que os resgos compartidos importan. Kanye West ten máis capacidade dentro das persoas menores de trinta anos que nas maiores desa ideade, mentres que antigas estrelas de rock posúen dinámicas contrarias 95 , pero no deporte non pasa. Sempre e cando falemos de deportistas en activo, os espectadores non teñen percepcións o suficientemente dispares como para falar dunha diferencia. Leo Messi pode ser igual de idolatrado por un rapaz 91 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 114-115). 92 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 117-120). 93 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] (p. 8). Taylor & Francis. 94 Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook]. Taylor & Francis. 95 Street, J. (2012). Do Celebrity Politics and Celebrity Politicians Matter?. Political Studies Association, 353-354.
[38] que só veu os últimos cinco anos da súa carreira da mesma forma que un adulto que lembra o debut do xogador. Para concluír con este apartado, continuando co fío seguido ata agora, cabe mencionar a vía na que se desenvolven o actores analizados, que non son outros que os medios de comunicación. No seguinte piar tocarémolos de forma máis analítica, pero hai que destacar previamente o cruciais que foron na construción do deportista actual. Non podemos concibir de ningunha forma a fama e a influencia sen os medios, e menos aínda aos tres piares de forma illada. Nesta investigación constitúen apartados diferenciados para abordalos dunha forma máis exacta, pero é imposible comprender a uns sen os outros. Marco teórico: Medios de comunicación Para poñer punto final ao marco teórico, afrontamos agora o último dos piares seleccionados: os medios de comunicación. Como vimos dicindo durante o traballo, estes son un elemento fundamental se queremos comprender o fenómeno das figuras mediáticas e do impacto social que posúe o deporte, pois son a causa que da orixe, e o medio que mantén ao aquí estudado. Ademais, adiantando o que veremos no caso práctico, outro dos motivos polo que nos incumbe abordar este piar é porque será o noso obxecto de análise, xa que cremos que é a mellor forma de tratar o impacto e a identificación, polas explicacións que se amosarán a máis adiante. A modo de fío condutor, primeiramente falaremos dos medios e da súa capacidade de crear a denominada <<axenda mediática>>, para despois afondar na prensa deportiva en particular, pois como veremos posúe unha serie de dinámicas exclusivas e de interese para, finalmente, pechar falando dos medios dixitais e como afectaron estes ao mundo do deporte. Antes de comezar, hai que aclarar que este traballo non pretende estudar os medios de comunicación dunha forma especialmente concreta, polo que pasaremos por alto a explicación de que son os mesmos, dando a concepción por sabida. En cambio, si consideramos necesario explicar o concepto de <<axenda>> e que conforma á mesma. En primeiro lugar temos que partir dunha idea clave: a realidade é a creada polos medios 96 , ou mellor dito, a percepción que temos os individuos sobre a nosa sociedade é a adquirida a través das noticias, considerando relevante aquelas cuestións que están dentro da interese mediática e excluíndo ás que non están. E non só existe un filtro dos contidos, senón un modificador da visión que se ten dos mesmos, xa que a presentación do evento é crucial á hora de consideralos. Para comprender isto de mellor forma, hai que introducirse no concepto de <<axenda mediática>>. Entendémola como o conxunto de temas sobre os cales os medios de comunicación poñen o seu 96 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 117).
[39] foco, é dicir, a que asuntos se lles da relevancia e son cubertos 97 . Segundo a literatura, a súa elaboración está divida en tres niveis 98 : o primeiro trata sobre a atención relativa aos obxectos 99 , é dicir, os temas que conforman a axenda, e cuxo interese radica en obter unha posición predominante sobre eles para impoñerse con respecto ao resto de actores, pois así é probable que sexa prominente na axenda pública 100 . O segundo ocúpase dos atributos substantivos e afectivos dos obxectos do nivel anterior, referíndonos ás características coas que son presentadas como produto final – substantivo –, e os atributos emocionais que posúe – afectivos –. e por último, o terceiro nivel consiste no resultado conxunto dos dous anteriores, é dicir, que unha vez que sae cara o público, ambos converxan nun único elemento 101 . A importancia de sinalar a composición da axenda mediática radica no segundo nivel, pois o ton con que é presentada a información é crucial, non só para comprender o papel dos medios, senón para estudar a representatividade dos deportistas. Vivimos nunha época caracterizada pola sobreinformación, o cal non implica que non se produza unha selección de temas, pero si que o número dos mesmos aumente en consecuencia, polo tanto, a relevancia das características da información gaña peso sobre a propia presencia da mesma. Con isto non estamos a dicir que xa non se produza un fenómeno de exclusión, senón que para o noso traballo, ao estar a falar da figuras de gran fama e relevancia, a súa aparición está asegurada, polo que será máis importante ver de que xeito aparecen. É valioso sinalar tamén que o éxito dunha noticia reside en que sexa percibida da forma coa que foi creada 102 . O motivo polo cal remarcamos isto é para entender que estamos ante un fenómeno voluntario, é dicir, que o feito de potenciar uns temas e obviar outros é algo consciente, dándolle aos medios de comunicación un papel activo no sistema que estamos a analizar, comprendéndoos entón como un actor, non só relevante, senón crucial. Seguindo coa planificación, esbozado o concepto, introducímonos cara os medios deportivos e o motivo da súa selección. Antes de comezar con eles, faremos dúas matizacións. A primeira é que o contido anterior está feito conscientemente de forma breve, pois o interesante é situar o termo para comprender o matiz intencional e que existe unha xerarquización dos contidos, pero a modo de introdución e, sobre todo, de familiarización coa idea. A segunda é que, como veremos 97 Rubio Ferreres, J. (2009). Opinión pública y medios de comunicación. Teoría de la agenda setting [Ebook]. Gazeta de Antropología. 98 Kroon, A., & Van der Meer, T. (2018). Who Takes the Lead? Investigating the Reciprocal Relationship Between Organizational and News Agendas [Ebook] (p. 4). 99 Carroll, C. E., & McCombs, M. (2003). Agenda-setting effects of business news on the public’s images and opinions about major corporations. Corporate Reputation Review, 6, (p. 36-46.) 100 Carroll, C. E., & McCombs, M. (2003). Agenda-setting effects of business news on the public’s images and opinions about major corporations. Corporate Reputation Review, 6, (p. 36-46.) 101 Kroon, A., & Van der Meer, T. (2018). Who Takes the Lead? Investigating the Reciprocal Relationship Between Organizational and News Agendas [Ebook] (p. 4). 102 Kroon, A., & Van der Meer, T. (2018). Who Takes the Lead? Investigating the Reciprocal Relationship Between Organizational and News Agendas [Ebook].
[40] a continuación, o deporte conta cunha posición privilexiada dentro dos medios, o cal lle outorga unha serie de dinámicas diferencias, o suficientemente notorias como para centrarnos nesta especializade de forma particular. Comezaremos pois desenvolvendo este último matiz. O argumento máis básico co que contamos é que a información deportiva é a máis consumida a nivel mundial 103 . En España, dous dos tres periódicos con maior número de lectores diarios son deportivos, sendo Marca o primeiro e As o terceiro, estando polo medio El País. Ademais, segundo os datos, a diferencia entre os dous primeiros postos é a máis grande de todas dentro do ranking, habendo 659.000 lectores de marxe 104 . Xunto con isto, estamos a falar de medios de contido exclusivamente deportivo, non de seccións dentro doutros máis grandes, provocando un fenómeno interesante, pois tratamos ca única prensa especializada 105 , e non como algo anecdótico, senón como algo diferencial. Como veremos máis adiante, isto non o convirte só nun produto de interese e éxito social na maioría de lugares, senón que acadou a capacidade de crear lazos cos seus lectores 106 . A diferencia dos medios xeralistas, este posúe un dobre foco, pois en ocasións móstrase como algo universal que mira cara o exterior, achegando contidos internacionais aos seus lectores ou atraendo público estranxeiro, mentres que por outro lado tamén responde a preocupacións profundamente domésticas e destinadas a un sector da poboación moi concreto 107 . A modo de exemplos, con respecto ao foco universalista podemos pensar ou ben en medios locais cubrindo de forma constante eventos externos, ou en individuos que acostuman a consumir prensa doutros países dado que seguen competicións estranxeiras e, con respecto ao foco localista, á información referente a ligas e disciplinas nacionais. En tanto, o alto número de lectores e o manexar un tema o suficientemente consumido como para crear un formato independente, e ter a capacidade de familiarizar ao público con contido tanto local como internacional, son motivos para intuír unha dinámicas propias, pero non suficientes como para xustificar que descartemos ao resto medios de comunicación. Para entender finalmente o motivo da nosa selección, trataremos as características da prensa deportiva, tanto estruturais como de contido, que non serán resgos illados senón argumentos en si mesmos. Para comezar, o vínculo que existe hoxe en dia entre medios de comunicación e deporte é moi estreito, e dado o crecemento da televisión e internet, xunto cunha serie de incentivos financeiros e factores mercantís, converteron isto nun negocio internacional 108 . A unión é tan forte que 103 Rojas Torrijos, J. (2014). Periodismo deportivo. Nuevas tendencias y perspectivas de futuro [Ebook] (p. 180). 104 Principales periódicos por lectores diarios España 2019. (2020). Recuperado o 20 de abril de 2020, de https://es.statista.com/estadisticas/476795/periodicos-diarios-mas-leidos-en-espana/ 105 Rojas Torrijos, J. (2014). Periodismo deportivo. Nuevas tendencias y perspectivas de futuro [Ebook] (p. 182). 106 Rojas Torrijos, J. (2014). Periodismo deportivo. Nuevas tendencias y perspectivas de futuro [Ebook] (p. 181). 107 Rojas Torrijos, J. (2014). Periodismo deportivo. Nuevas tendencias y perspectivas de futuro [Ebook] (p. 181). 108 Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [eBook] (p. 107).
[47] Gráfico 3 Esquema-resumo do modelo teórico a utilizar. Fonte: Elaboración propia Inicialmente, destacamos tres fases ás que denominamos inputs, proceso e resultado. Está elaborado desa forma para comprender que existe unha progresión no tempo e que os obxectos expostos evolucionan ou sofren modificacións. Na primeira parte, atopamos ao deporte na súa concepción inicial de entretemento, sen ser aínda o fenómeno actual. De todas as características que o conforman, hai tres en particular que son relevantes para o noso estudo: o potencial de converterse nun espectáculo dada a súa narrativa, as regras e dureza que o asemellan ao adestramento militar e que configuran un sistema estrito para os deportistas, e o fenómeno cultural con capacidade de mobilización e identificación. No momento que estes elementos pasan a ser recoñecibles, unha serie de actores relevantes interactúan con eles, entrando na segunda fase. Os medios de comunicación utilizan o potencial narrativo para contar historias atractivas que achegan a novos consumidores, tendo isto o suficiente éxito como para, non só dedicar tempo ou espazo a este tema, senón para crear unha especialidade. Por outro lado, entender o deporte como algo cultural e non como mero pasatempo foi algo recoñecido polos grupos de poder, entre eles os gobernos estatais, comprendendo que podían utilizalo tanto para controlar a poboación, centrando a atención no deporte para así desvialo doutros asuntos, e tamén para incluír propaganda, pois era unha forma sutil de transmitir valores. En cambio, a segunda das características, máis que ser usada a conciencia, o que propiciou foi que todos aqueles individuos que sobresaíran nunha disciplina, recibiran lexitimidade por parte do público, pois dado o carácter estrito, o <<esforzo>> gañou un peso importante, o suficiente como para dar lugar á percepción de que os deportistas obteñen os seus logros por méritos propios. Neste punto do noso esquema, entendemos que uns novos axentes conectan co deporte dalgunha forma, dotando ao primeiro de novas perspectivas. Para este momento do razoamento, xa non falamos de <<entretemento>>, senón de <<fenómeno>>. Por último, comprendendo que os actores non son independentes uns dos outros e que conviven nun contexto común, o uso do deporte que fai cada un deles entrelázase, derivando no que denominamos resultado. As figuras deportivas pasan a un seguinte nivel na súa capacidade
[48] de influencia grazas á vía que lles outorgan os medios de comunicación, converténdose en figuras mediáticas, facendo que xa non destaquen unicamente na súa disciplina senón na sociedade en xeral. Ademais, os gobernos tamén sacan partido da transmisión ideolóxica que resulta das noticias deportivas, facilitando así o seu cometido e destacando que os medios especializados, dunha forma máis sutil, tamén poden sacar contidos políticos. Xunto con isto, como vemos no gráfico, as figuras mediáticas, como representantes de valores, dunha forma intencionada ou non, tamén desembocan nesta dinámica. Estamos ante un modelo lineal xa que identificamos unha evolución no tempo, distinguindo unha orixe, correspondente á creación e popularización do deporte, un proceso, onde os grupos estudados pasan a ser actores activos e, un resultado, que é a situación final, correspondente á actualidade, e que posibilita esta investigación. En relación a este último, non debemos obviar que o produto final non elimina a existencia dos tres piares, é dicir, que a existencia dunha transmisión no deporte froito das interaccións previas non suprime os pasos previos. Quizais o único que si deixa de existir é o <<deporte coma entretemento>>, pois xa comprobamos que se trata dalgo máis grande, pero malia iso esta concepción non desapareceu de todo, por iso atopamos controversias cando estudamos o contido político do mesmo. Gráfico 4 Interrelación dos piares estudados. Fonte: Elaboración propia Polo tanto, os tres piares son simultáneos e producen unha influencia entre eles, como se amosa no gráfico previo. O deporte está construído de tal forma que propicie a aparición de figuras destacadas á vez que, grazas a elas, se produza unha narrativa que os medios atopan interesante á hora de redactar noticias e obter beneficios. Os deportistas, á súa vez, de non ser pola súa profesión e pola atención dos medios, non gozarían do estatus que hoxe en día posúe, ademais, que é grazas a estes últimos que, tanto deporte como deportistas moven tales cantidades de cartos.
[49] En conclusión, a nosa investigación deberá sustentarse nesta relación común dos piares seleccionados, entendendo a evolución lineal do proceso previamente explicado, pero está claro que todo o relatado no noso marco teórico é fundamental. Repetimos que o aquí amosado é un resumo esquemático, non un filtro de relevancia. Tanto as preguntas, como as hipóteses, como por suposto a metodoloxía, deberán ser construídas en consonancia co xa exposto, primeiro porque agora posuímos un coñecemento amplo sobre a materia que nos permite elaborar estes apartados dunha forma máis profunda e, segundo, porque sería erróneo obviar a teoría para que os resultados do traballo se axusten á concepción previa á lectura dos autores sobre o tema en cuestión.
[50] Metodoloxía Enunciadas xa as hipóteses, a seguinte fase é delimitar os criterios metodolóxicos do que será o noso caso práctico, que terá como finalidade a comprobación das inquietudes antes descritas. Este apartado está destinado a sinalar e comentar as pautas que serán tomadas no resto do traballo, as cales servirán para dotar á nosa investigación dun método de actuación. O primeiro que faremos será explicar cales son os suxeitos á analizar e os motivos polos que decidimos centrarnos neles e non noutros que tamén poderían ser relevantes. Tras iso, comentaremos a técnica seleccionada para o tratamento desas figuras e o porque a consideramos a opción máis axeitada ás nosas necesidades. A continuación, adiantando xa que imos centrarnos no estudo dos medios, explicaremos cales son os escollidos e os motivos da selección, para finalmente, tratar aspectos espazo-temporais que servirán para situar o noso traballo. Seguindo co liña agora marcada, o inicial para este apartado metodolóxico será indicar sobre que imos poñer o foco nesta investigación. Na concepción do tema, entendíamos que afrontábamos un contexto amplo, que podía ser atacado dende diferentes puntos – feito que confirmamos na revisión bibliográfica, dada a súa disparidade –, por iso decidimos dividir a teoría en tres piares distintos. Unha vez que xa coñecemos o seu funcionamento e as interaccións que se dan entre eles, a seguinte cuestión é seleccionar sobre cal poremos a nosa atención. Seguindo co explicado no marco teórico, o deporte interésanos máis como contexto que como actor, xa que é un concepto amplo que recolle unha variedade grande de cuestións e, abordalo directamente, tendo en conta que a nosa interese reside nas opinións, sería un desvío demasiado custoso de realizar. Despois, entendendo que os medios de comunicación son unha vía de difusión, estes quedan descartados para a ser o obxecto a analizar, pero por esta mesma cuestión serán aos que recorreremos para coñecer o funcionamento dos que si nos interesan, algo que explicaremos máis adiante. Polo tanto, tento todo isto en conta, o obxecto seleccionado para o noso estudo serán as figuras mediáticas en particular, dado que a nosa interese reside nas súas opinións, tanto o tratamento das mesmas por parte da prensa, como os temas abordados. En consecuencia, a nosa investigación estará enfocada a estudar as figuras mediáticas deportivas, máis concretamente ás opinións que estes dan sobre cuestión políticas ou politizadas. Para o noso caso, entenderemos estas como todos aqueles temas relacionados con asuntos que conteñan unha carga ideolóxica palpable, tanto deportivos coma extradeportivos. Polo tanto, as novas relacionadas con cánticos, simboloxía ou administración, malia pertencer ao terreo do deporte, dada a presencia de contido político, tamén entrarán na nosa análise. Cabe remarcar que, na primeira fase de selección, o número de noticias analizadas será maior e cun <<filtro>> máis amplo, pero as que finalmente serán publicadas son aquelas que, tras realizar a nosa análise, efectivamente posúen a suficiente atracción como para ser examinadas.
[51] Retomando a cuestión das figuras a tratar, o primeiro dilema que atopamos, é saber que deportistas analizaremos e cales non. O número de figuras que realizan declaracións sobre asuntos políticos é moi ampla a todos os niveis xerárquicos 128 , pero este traballo ten como finalidade observar unha dinámica de influencia, polo que escoller todas aquelas novas que cumpren as nosas demandas, independentemente de cal é o emisor, sería erróneo. Tendo isto en conta, o que consideramos máis adecuado é seleccionar unicamente a dous deportistas, co fin de comparar tanto a mensaxe como o tratamento que se fai do mesmo, e comprobar se existen dinámicas diferentes ou cuestións relevantes para o noso estudo. Os actores escollidos non serán produto do azar, senón que será necesario marcar unha serie de condicionantes para cumprir coas nosas expectativas e para ser o máis rigorosos, tanto cos nosos propios criterios como co noso marco teórico. Explicado isto, as condicións son as seguintes: a) Que sexa deportista de alto rendemento: Dedicación profesional ao deporte e pertenza a postos elevados dentro da xerarquía da súa disciplina. b) Que posúa un nivel de ingresos elevado: Ingresos anuais superiores aos de 10 millóns de euros. c) Que posúa un nivel de fama elevado: Recoñecemento da súa figura a nivel global. d) Que expresen publicamente a súa opinión cunha frecuencia considerable: Número de noticias publicadas con respecto a un asunto político ou politizado nun único medio de comunicación maior a 10. e) Que posúa opinións inicialmente contrapostas con respecto ao outro seleccionado. f) Que posúa a mesma nacionalidade. Unha vez enumerados, é necesario explicar os motivos que nos levaron a decantarnos por estes e non por outros. O criterio a corresponde ás definicións amosadas na literatura con respecto aos deportistas, entendendo que existe un nivel xerárquico dentro de cada unha das modalidades e no propio conxunto, facendo que non todos os actores aí presentes posúa o mesmo nivel de relevancia. Polo tanto, a opinión dun xogador de balonmán non é igual de relevante que a dun xogador de fútbol, igual que a opinión dun xogador de terceira división non ten a mesma repercusión que a dun xogador de primeira división. Os criterios b e c están ligados, dado que fan referencia ao carácter de figura mediática. Lembremos que non todos os deportistas polo mero feito de selo son figuras mediáticas, pois existen unha serie de resgos que dotan desta denominación. O criterio da fama é o máis axeitado dada a súa relación cos medios de comunicación, pero grazas a introdución do criterio dos ingresos, facemos un filtro aínda maior 128 Esta afirmación está realizada en base á experiencia persoal, polo que no momento da súa formulación trátase duna hipótese, dado que nace da percepción do autor e non da literatura previa.
[52] para que os actores resultantes estean no rango xerárquico máis elevando, en consonancia co primeiro punto. O criterio d foi escollido para evitar analizar a deportistas con opinións esporádicas, pois non estaríamos atendendo a unha norma senón a unha excepción, ademais de que o número de casos sería reducido, o suficiente como para non sacar resultados satisfactorios. O criterio e non referencia ao individuo por si mesmo, senón que o relaciona co outro seleccionado, feito deste xeito para entender que estamos ante unha comparativa de ideas contrapostas, e non ante unha relación de opinións dispares. Interésanos comprender como son percibidas e tratadas declaracións non só distintas, senón enfrontadas, ou polo menos dende un punto inicial, posto que é posible que a opinión non sexa por se mesma contraria á do outro individuo pero é presentada e captada como se o fora. Por último, o criterio f ten a finalidade de que ambos os dous deportistas pertenzan ao mesmo contexto e, polo tanto, falen dos mesmos temas. Tendo a mesma nacionalidade, é máis probable que haxa un número máis grande de asuntos comúns, podendo así levar a cabo a nosa comparación. Atendendo ao aquí explicado, consideramos que as dúas figuras que cumpren os nosos condicionantes son Gerard Piqué, xogador do Fútbol Club Barcelona, e Rafael Nadal, tenista mallorquino. Os dous son deportistas con amplo palmarés nas súas disciplinas, recoñecidos mundialmente, cuns ingresos moi superiores ao delimitado, que acostuman a intervir sobre cuestións que non son puramente deportivas e dende ópticas diferentes e, por suposto, son ambos españois. Ademais, os motivos polos que é interesante tratar con estes dous actores en particular van máis ala dos propios criterios. Estamos ante os que, posiblemente, sexan os dous deportistas máis polémicos do noso país, no sentido de que os medios recollen as súas opinións con moita frecuencia e, sobre todo, outorgándolles moita importancia, e tamén dende a repercusión que teñen as declaracións dos mesmos. Existen persoas como Pep Guardiola, adestrador catalán do Manchester City, ou Xavi Hernández, ex-xogador do F.C. Barcelona, que tamén acostuman a entrar na dinámica que nos interesa, e cumpren coas nosas condicións, pero non están ao nivel que buscamos. En conclusión, resumindo o amosado ata agora, a nosa investigación tratará sobre as figuras de Piqué e Nadal dado que cumpren cos nosos requisitos e posúen unha interese suficiente como para levar a cabo esta investigación, polo tanto, as declaracións que analizaremos serán propias destes dous deportistas. Explicados xa cales van ser os deportistas escollidos, o seguinte paso deste apartado é delimitar cal será a técnica metodolóxica que utilizaremos para o seu estudo. Consideramos á análise pormenorizada de noticias a técnica que mellor se axusta ás nosas necesidades e a que nos permite unha maior fiabilidade de cara a obter resultados, por varios motivos. O primeiro, e principal, é que, sendo sabedores da importancia que posúen os medios de comunicación na formación de celebridades e no proceso de capitalización do deporte, entendendo estes como unha vía na que ambos os outros dous piares se conforman, debemos analizalos para comprender o funcionamento
[53] dos actores interesados. Unha das conclusión obtidas na elaboración do marco teórico é que a realidade percibida depende en gran medida do tratamento que fan os medios da mesma, polo que, tendo en conta que queremos observar as calidades das opinións de dúas figuras mediáticas, o método máis óptimo é ir directamente ás novas que se fan eco das mesmas, pois de non ser porque se produce deste xeito, analizalas non tería a suficiente relevancia. En consonancia con este punto, o segundo motivo é que, se partimos da relación <<realidade – medios>>, de non ser porque se elaboran noticias con respecto ás declaración de Piqué e Nadal, poder acadalas sería imposible, pois non teríamos xeito de poder acceder a elas. O terceiro e último motivo polo que consideramos esta técnica a máis adecuada é por un razoamento de descarte. En comparación con outras opcións, esta é a máis óptima nunha relación <<resultados – custos>>. Sendo o noso obxectivo estudar a <<relevancia>>, outra posibilidade podería ser a de enquisar directamente á poboación consumidora de prensa para coñecer o impacto que recae sobre ela, pois o concepto de <<relevancia>> trae consigo unha relación entre as individuos mediatizados e os observadores dos mesmos. Pero esta opción queda descartada porque os recursos necesarios para a súa elaboración son demasiado amplos para os resultados que obteriamos, pois estaríamos faltos de información ao non analizar o factor que crea no público esa percepción. Polo tanto, en base a estes tres motivos, a técnica de estudo seleccionada para o noso traballo será a análise pormenorizada de noticias. Decidido este punto, o seguinte paso é explicar como imos conformar dita análise, é dicir, de que elementos estará composta e cales serán as fases e características da súa elaboración. Para isto faremos unha pequena división para facilitar o seu entendemento. Unha parte estará destinada a expoñer o criterio de búsquea e a outra ás variables e o método de recompilación das mesmas. A primeira non debe confundirse co criterio de selección, do cal falaremos máis adiante. Ao que nos estamos a referir é ao tipo de novas que son da nosa interese, é dicir, cales son as características que esperamos dunha noticia para incluíla no noso traballo. A segunda trata sobre a os aspectos que nos importan das diferentes novas, como esperamos estudalos e cales serán os criterios da nosa categorización. Seguindo esta división, os criterios de búsquea seleccionados son os seguintes: a) existencia de contido político, é dicir, que ou ben no titular, ou ben no corpo da noticia, haxa algún indicador da presencia de ideoloxía, independentemente de se trata dunha declaración directa sobre un tema político, ou se é un tema deportivo que transcende ao seu propio contexto; b) relación coas figuras mediáticas escollidas, é dicir, que a noticia estea asociada a Gerard Piqué e/ou a Rafael Nadal, ben sexa porque son declaracións directas dos protagonista ou ben porque tratan información relacionada con eles; c) pertenza a medios fiables, é dicir, que a prensa emisora goce dunha certa reputación, asociando esta á verosimilitude, pero apuntando que non necesariamente buscamos
[54] que a noticia sexa real na súa totalidade 129 . Unicamente atenderemos a casos nos que se cumpran ao mesmo tempo os tres criterios, descartando aqueles nos que se produzan dous, un ou por suposto, ningún. Polo tanto, aquelas novas que trataran contido político e deportivo de forma simultánea, pero non tiveran relación algunha coas nosas figuras, non serán incluídas neste traballo. Do mesmo xeito, se atopásemos unhas declaracións de Nadal ou Piqué recollidas por parte dalgún medio que non consideramos adecuado, tamén será descartada. O último dos criterios de búsquea está directamente relacionado co criterio de selección de medios, pois adiantando o que explicaremos en breves, os medios seleccionados seguirán este apartado de fiabilidade, o cal será apoiado en diversos motivos. En canto á segunda parte da división, o primeiro é dicir que para a análise crearemos unha base de datos mediante o programa Excel, asignando ás columnas as variable seleccionadas e ás filas cada un dos casos. A finalidade disto é ter a suficiente información como para realizar a posteriori estatísticos que nos aporten resultados en consonancia coas nosas hipóteses. Cada un dos medios contará cunha base propia nun mesmo arquivo, co fin de manexar os datos dunha forma máis cómoda e útil. Na seguinte táboa están expostos cada un dos aspectos que analizaremos das novas, unha breve explicación do seu significado e o motivo polo cal consideramos relevante centrarnos nel. Gráfico 5 Variables a estudar das noticias seleccionadas. Variable Explicación Motivo Data Día, mes e ano no que foi publicada a noticia. Situar a noticia no tempo. Titular Título literal da noticia. Forma de identificación da noticia e fonte crucial de información. Subtitular Subtítulo literal da noticia. Fonte de información. Tema 1 Asunto principal ao que alude a noticia. Categorización da información. Tema 2 Asunto secundario ao que alude a noticia. Complemento informativo do tema principal. Figura mediática Se a noticia trata sobre Piqué, Nadal ou ambos. Cuantificar a presencia que teñen estes nos medios. Verbos Verbos presentes no título e subtítulo da noticia. Coñecer as connotacións cos que son presentados. 129 Con esta afirmación estamos a dicir que, se atopamos unha noticia nun dos medios escollidos e esta non é verdade, será incluída de igual forma. Este traballo non ten como finalidade buscar a rigorosidade periodística, senón o tratamento das opinións dos deportistas por parte do medios. O feito de que existan noticias falsas en medios fiables é un indicativo de como trata este á figura en cuestión, existindo así unha interese na mesma, malia que esta non sexa real.
[55] Adxectivos Adxectivos presentes no título e subtítulo da noticia. Coñecer as connotacións cos que son presentados. Enfoque Se a noticia está redactada de forma negativa, positiva ou neutra. Coñecer como trata o medio ao deportista nas súas noticias. Multimedia Presencia de imaxes ou vídeos relacionados coa noticia (non se inclúen imaxes de arquivo) Sinal de relevancia e complemento para contrastar. Palabras clave Palabras cruciais presentes no título ou subtítulo, incluíndo verbos e adxectivos. Coñecer as connotacións cos que son presentados. Extensión Amplitude do corpo da noticia. Coñecer se o autor simplemente lanza a información ou se a elabora en profundidade. Portada Se a noticia aparece ou non en portada. Medir a relevancia que lle outorgan os medios ao fenómeno. Fonte Ligazón da noticia Método para atopar a noticia. Fonte: Elaboración propia Sinalados xa os criterios que imos seguir á hora de buscar as novas, o seguinte paso é explicar que puntos marcaremos á hora de seleccionar os medios aos que recorrer. Na liña anterior, faremos unha enumeración dos mesmos, explicando tamén os motivos polos que foron considerados eses e non outros. Desta forma, os criterios de búsquea son os seguintes: a) medio nacional, é dicir, que sexan todos orixinarios de España para facilitar o seu tratamento e en consonancia coa nacionalidade das figuras mediáticas; b) comunidades autónomas diferentes, é dicir, que os medios seleccionados pertenzan a diferentes rexións co fin de comprobar se existen liñas editoriais distintas e así poder obter información comparable; c) prensa¸ dada a importancia que posuíu esta na formación da narrativa deportiva e que é o medio onde a especialización está máis arraigada e destacada, obviando polo tanto novas pertencentes a televisións ou radios e; d) formato dixital, polo tanto, que o diario escollido posúa unha versión web, en consonancia co exposto no marco teórico dos cambios introducidos na forma de contar a realidade grazas ás posibilidades da era tecnolóxica. Todos estes criterios en conxunto resultan en que imos estudar as novas de prensa nacional na súa versión dixital baixo unha división territorial, que baixo as circunstancias do caso catalán e atendendo ao número de diarios escollido, as comunidades máis apropiadas serán Cataluña e Madrid. Para manexar unha cantidade de medios apropiada, estudaremos oito periódicos, catro deles especializados en deporte e outros catro de tirada xeralista. O motivo desta división ven de, primeiro, observar as dinámicas políticas en diarios que, en principio, non atenden a ese tipo de
[56] contido, facendo que a presencia deste tipo de novas sexa algo <<excepcional>>, e segundo, comprobar se medios que reservan un espazo limitado ao deporte poden chegar a cubrir este apartado co noticias que seguen os criterios que nos escollemos. Como resultado do que acabamos de expoñer, os diarios que analizaremos neste traballo serán os seguintes: Gráfico 6 Medios de comunicación a estudar. Periódico Xénero Lugar Marca Deportivo Madrid Diario AS Deportivo Madrid Mundo Deportivo Deportivo Cataluña Sport Deportivo Cataluña El Mundo Xeralista Madrid La Vanguardia Xeralista Cataluña El País Xeralista Madrid El Periódico Xeralista Cataluña Fonte: Elaboración propia Os motivos que fan que nos decantemos por estes periódicos atenden a unha única dimensión, o seu número de lectores en relación ao seu territorio. Marca, AS, Mundo Deportivo e Sport son os catro diarios de deporte máis consumidos en España, situándose incluso entre os máis lidos a nivel xeral. Ademais, se temos en conta que hai unha relación <<dous a dous>> en canto ao lugar de edición, atopamos nestes catro as mellores opcións. Por outro lado, estamos a escoller os dous diarios xeralistas máis lidos en España e os dous máis lidos en Cataluña. Deste xeito partimos cunha paridade nos obxectos a investigar, podendo realizar comparacións máis axeitadas. Por último neste apartado metodolóxico, queda especificar o marco temporal que imos utilizar. Para poder ter un punto de comezo e de remate, precisamos marcar dúas datas que sirvan como delimitadores da nosa búsquea. Tendo en conta que a división dos medios está realizada en base a Madrid e Cataluña, e que o <<procés>> foi e é unha peza clave no tratamento das noticias que nos interesan neste traballo, a data de comezo será o 1 de outubro de 2017, día no que se celebrou o referendo de secesión catalán. En canto ao remate, nun primeiro momento considerouse utilizar a Copa Davis de tenis de 2019 como punto final, dado que Gerard Piqué foi un dos organizadores 130 e Rafael Nadal un dos gañadores de dito torneo 131 , pero dadas as recentes declaracións en torno ao tema do COVID-19, contemporáneo ao momento de decisión deste apartado, delimitouse a data final no día 11 de maio de 2020, debido a declaracións pronunciadas polos actores interesados con respecto a este asunto. 130 Solsona, J. (2019). Kosmos presenta a lo grande la nueva Copa Davis. Marca. 131 Ciriza, A. (2019). España conquista la Davis de Nadal. El País.
[63] en cuestión, nada máis. Por exemplo, cando os medios recollen unha actividade empresarial de Piqué, aparte da propia acción, a personaxe é o máis relevante do contido, e o periódico dedica e recolle un espazo dedicado só a aspectos de si mesmo, sen pertencer a un conxunto maior, como sería o caso dunha noticia relacionada cun torneo ou un equipo. Polo tanto, o tema Piqué non debe ser tomado como novas nas que este aparece, senón como contido onde el é o único tema presente. Ademais, en relación con Selección e España, cabe engadir que o normal é que os seus valores estean semellantes, posto que todo o contido relacionado coa selección española de fútbol leva ambas etiquetas. A razón pola cal neste caso existen 15 valores de diferencia é porque hai casos nos que se trata a unha selección pero non a nacional, como pode ser o caso dos partidos xogados por Piqué coa selección catalá. En canto ao resto, comprobamos que Espanyol e Barcelona están moi preto, dado que as novas referidas ás polémicas xurdidas nos enfrontamentos entre ambos equipos eran recollidos baixo estes dous temas. O resto segue dinámicas similares, como son o caso do Tenis e Copa Davis, ou Cuarentena e Coronavirus. Debemos interpretar esta distribución máis alá que dunha forma superficial, entendendo cal é o significado da orde destes dez postos. Por exemplo, que Piqué, que en principio ía ser un caso atípico e moi puntual, acaba converténdose no tema máis repetido e nunha alta frecuencia. É notorio que Cataluña non chegue a entrar na gráfica, tendo en conta que a maioría de novas recollidas eran produto de acontecementos políticos propios do territorio, ademais de que Independencia, que pretende ser un tema moi voluminoso pola extensión do mesmo a todos os aspectos da sociedade, sexa o último. Tamén é chamativo que Coronavirus estea tan repetido se temos en conta que o remate da nosa liña temporal é totalmente arbitraria e está situada no medio dos acontecementos, é dicir, que en teoría o número de aparicións debería ser maior se chegamos a ampliar o espazo abranguido. Con isto, observamos como un conflito local como a rivalidade Espanyol – Barcelona, que deriva en cuestións políticas catalás, chega a situarse nas novas máis recorrentes da prensa madrileña. Ben é certo que tampouco debemos continuar buscando explicacións a este gráfico sen axudarnos do resto de variables, polo que o propio sería entender os motivos nunha visión conxunta.
[64] Gráfico 10 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Deportivo Español. Fonte: Elaboración propia Na seguinte gráfica podemos observar a porcentaxe de novas que están dedicadas a cada unha das figuras mediáticas do traballo. Como era de esperar vendo os resultados dos temas, Gerard Piqué é o deportista ao que máis atención se lle dedica, contando co 67% das novas, en comparación co 29% de Nadal e o 4% de noticias referidas a ambos. O interesante destes resultados e entender que, como explicabamos anteriormente, o numero podería incrementar se chegaramos a facer unha comprensión global dos medios e non só no ámbito político, polo que, deducimos que Piqué é unha figura moito máis atractiva e chamativa para tratar. O interesante é complementar estes resultados cos obtidos na exploración dos enfoques, é dicir, como tratan Marca e As neste caso, a Piqué, Nadal e as novas de ambos. Para iso contamos coas seguintes tres gráficas. Gráfico 11 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Español. Fonte: Elaboración propia O primeiro que observamos é que Piqué, malia ser a personaxe con maior presencia, é a peor tratada. Só un 15% das súas novas son positivas, contando cun 42% de negativas e 43% de neutrais. En cambio, Rafael Nadal, non só posúe un rango enorme de novas positivas cun 81%, 203; 67% 88; 29% 12; 4% Piqué Nadal Ambos 30; 15% 85; 42% 88; 43% Gerard Piqué Positivo Negativo Neutral 71; 81% 1; 1% 16; 18% Rafa Nadal Positivo Negativo Neutral 8; 67% 0; 0% 4; 33% Ambos Positivo Negativo Neutral
[65] senón que ademais, so ten unha soa nova negativa, nin se quera este valor aumenta cando os medios o tratan xunto con Piqué. Gráfico 12 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Español. Fonte: Elaboración propia No tanto da extensión, procurando nela algún indicio de preferencia por unha das figuras e tamén valorar a importancia que lle outorgan os medios a estes temas, non sacamos datos concluíntes. As tres gráficas posúen valores practicamente idénticos, e aínda que non este presente, o estudado de distribución total segue o mesmo patrón: maioría para as novas curtas, entre o 44% e o 42%, e igualdade para as novas amplas e normais, que situadas entre os 33% e os 28%. Neste bloque, esta variable so nos indica que Marca e As posúen unha tendencia ás novas curtas, pero nada máis alá. Gráfico 13 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Deportivo Español. Fonte: Elaboración propia En canto a presencia multimedia, non atopamos unha distribución moi diferenciada, pois ambos valores se sitúan polo 50%. Outra vez, non podemos considerar este elemento como un indicador de importancia, senón que o apropiado sería dicir que Marca e As decántanse por incluír este tipo de contido. Cabe recordar que cando se elaboraron os criterios para considerar que se 56; 28% 89; 44% 58; 28% Gerard Piqué Ampla Curta Normal 25; 28% 37; 42% 26; 30% Rafa Nadal Ampla Curta Normal 3; 25% 5; 42% 4; 33% Ambos Ampla Curta Normal 165; 54% 138; 46% Si Non
[66] incluiría ou non neste apartado, as imaxes de arquivo non serían tomadas en conta. Se isto non fora así, a porcentaxe de Non baixaría a mínimos, chegando a rozar o 0%. Gráfico 14 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Español. Fonte: Elaboración propia Analizando se as noticias recollidas están ou non en portada, a gráfica amósanos que a gran maioría non aparecen, contando só cun 10% de presencia, que se os miramos en termos absolutos produce un impacto maior: 274 Non contra só 29 Si. Concluímos de aquí que os diarios do bloque non consideran o suficientemente relevantes os contidos políticos como para poñelos en portada. Malia isto, non podemos deixar escapar que, en medios puramente deportivos e que se presupoñen alleos a política, contan con 29 novas en portada. Non podemos asegurar con rotundidade que as sobrevaloren, pero si que as teñen en conta. O punto final da nosa análise é a referente ao vocabulario empregado, recollendo Verbos, Adxectivos e Palabras clave. Consideramos que estas non se acomodan de boa forma á presentación numérica, posto que o número de novas non é o suficientemente alto como para que os valores aparezan cunha alta frecuencia. Polo tanto, tanto neste bloque como nos posteriores, farase unha división por figuras pero non haberá gráficas, malia que si indicaremos o número de veces que aparecen na nosa base de datos e as posicións que ocupan, se fora necesario. Ademais, a diferencia dos temas, aquí si que poderán aparecer palabras que so atopamos dúas ou tres veces. Por último, a ferramenta de nube de palabras queda descartada porque: 1) os verbos máis recorrentes son algún moi comúns como ser ou estar, que non aportan nada relevante e contaminarían o gráfico, 2) moitos dos adxectivos máis repetidos son referencias á figura para non soar repetitivo, como referirse a Piqué como azulgrana e 3) as palabras clave acostuman a aparecer unha vez, posto que se recolle o máis chamativo do titular, algo que non se da nunha forma constante. Así mesmo, comezando por Piqué, os verbos máis destacados son algúns como Hablar (14 veces), Pitar (10), Defender (8) ou Comprar (8). En menor frecuencia atopamos Pedir (7), Decir 29; 10% 274; 90% Si Non
[67] (5), Respetar (5), Votar (4), Contestar (4) e Criticar (4). Esta serie de termos déixanos entrever un patrón máis alá das referencias concretas. Se temos en conta os aquí sinalados, vemos como se fai alusión á acción de pronunciarse, é dicir, que os medios, cando tratan a Piqué, fan referencia a que fala. Isto podería non ser chamativo se estiveramos a tratar a un político, pero no caso dun deportista, que se faga fincapé en que se expresa, denota que é algo que non debería acontecer. Se miramos os demais, Pitar, Votar e Respetar fan referencia a ideas concretas. O primeiro está ligado á tensión vivida nos estadios cando Piqué se pronunciaba sobre un tema, o segundo a aquelas novas sobre o 1-O, que malia estar ben encadrado nun espazo de tempo concreto, derivaba en contido posterior e, por último, o terceiro termo lígase ao segundo e ao primeiro, como contestación ás criticas. Polo tanto, en canto aos verbos escollidos, obtemos que neste bloque o máis destacado atópase no feito de que Piqué se pronuncie de forma pública sobre algún fenómeno político e naquelas accións derivadas destes mesmos fenómenos. Atendendo aos adxectivos, obviando ao máis repetido – Azulgrana, presente oito veces –, os máis destacados son Independentista (6), Catalán (3), Polémico (3), Patriótico (2), Increpado (2), Mentiroso (2), Cretino (2), Orgulloso (2), Sinverguenza (2) e Manipulador (2). Por suposto estamos seleccionando algún moi negativos, pero realmente é a norma no que atopamos. Dende Polémico, o resto de adxectivos aparecen nun máximo de dúas veces, polo que ao escoller estas palabras non estamos indo ás menos repetidas, e o único termo positivo que se atopa máis dunha vez é Estrella. Sen seguir afondando nalgunhas palabras aínda máis fortes, a conclusión aquí é sinxela: os adxectivos están en consonancia co amosado nos enfoques sobre a súa figura. O que si chama a atención é como Independentista chega a verse tantas veces, malia que os propios medios recollen novas nos que Piqué afirma non identificarse como tal, pero de todas formas Marca e As seguen asociando ao futbolista esta ideoloxía. En canto ás palabras clave hai catro que, ademais de ser as que aparecen con maior frecuencia, son tamén as que mellor resumen as dinámicas previas. Comprar (8), Pitar (8), Independentista (6) e Insultos (4). Pasando a tratar a Rafa Nadal, os verbos cunha frecuencia única, é dicir, que non posúen palabras co mesmo número de repeticións, son Ayudar (6) e Pedir (5), os máis usados por debaixo de Ser (8). Neste punto xa podemos identificar unha liña de trato que aparecerá durante todo o traballo: ao tenista se lle relaciona con termos positivos e, no caso de que existan similitudes con Piqué, a terminoloxía adecuarase para presentalo dunha forma menos agresiva. Isto último fai referencia a que, malia que o termo Pedir é tamén un dos máis frecuentes en Piqué, non atopamos novas negativas que o acompañen. Outros verbos presentes son Votar (4), Acusar (4), Gustar (4), Llegar (4), Donar (3), Hablar (3), Jugar (3), Luchar (3), Poder (3), Superar (3), Colaborar (3) ou Entrenar (3). Esta expansión dos termos non fai máis que reafirmar o exposto, sumado a novas
[68] dinámicas como o tratamento de cuestións políticas <<Votar>>, a aínda presencia da actividade deportiva nas súas declaracións <<Jugar>> e a asimilación de ideas heroicas á súa figura <<Luchar, Poder>>. En canto aos adxectivos, Nadal amosa un diverso número de termos, pero en baixas frecuencias, sendo os máis repetidos Solidario e Afectado con 4, seguido de Balear (3), Español (3), Molesto (2), Especial (2), Facha (2) e Triste (2). O primeiro segue a dinámica positiva que seguían dos verbos, do mesmo xeito que Especial. Tanto Balear como Español podería non ten demasiada incidencia, pois son formas de referirse ao tenista para que o titular e subtitular non queden repetitivos, pero atopamos un punto diferencial con Piqué, xa que este non foi referido como español en ningunha ocasión das 203 novas que ten dedicadas. Por último, todos aqueles termos negativos como Molesto, Triste, ou Facha precisan dun contexto para ser entendidos. Os dous primeiros son unha forma de caracterizar a Nadal como unha persoa emocional, e se buscamos as novas nas que aparecen, comprobamos como son todas positivas. O último adxectivo está presente en declaracións que negan que o tenista sexa facha e atacan as persoas que deste xeito o tildan. En resumo, en consonancia co enfoque predominante das novas positivas, tanto verbos como adxectivos tamén o son, representando a Nadal como unha persoa emocional, bondadosa e comprometida tanto coa sociedade coma co seu oficio. Se abordamos as palabras clave, estas só reforzan dito discurso, con termos como Llorar (2), Votar (2), Ayudar (2), Gobierno (2), Facha (2) e Donanción (2), sendo os máis frecuentes nesta figura. Bloque Deportivo Catalán O segundo bloque deportivo está conformado por un total de 174 noticias, das cales 68 proveñen de Mundo Deportivo e 106 de Sport. Estamos ante dous diarios con gran relevancia no panorama nacional, especialmente na súa temática, pero que a diferencia de Marca e As, son abertamente afíns a un equipo en particular, que neste caso é o F.C. Barcelona. É importante destacar isto porque pode ser un indicio de como será tratado Piqué neste apartado. Antes de abordar os datos, cabe facer unha pequena puntualización. Mentres que antes o número de casos era relativamente grande para tratarse so de dous periódicos, neste caso o volume baixa de forma considerable, ata o punto de que o terceiro medio deportivo máis lido non acada os 70 casos. Isto, en principio, pode explicarse baixo dúas perspectivas: 1) ao non ser periódicos de contido xeneralizado como Marca, o número de novas políticas decrece posto que o número de temas tamén é menor ou, 2) a liña editorial destes diarios en cuestión prefire non dedicar tanto tempo aos acontecementos políticos e prefire centrarse noutros máis deportivos. Se temos en
[69] conta a experiencia da nosa búsquea, podemos deducir que ambas explicacións funcionan ao mesmo tempo, pero tampouco podemos pasar por alto que seguen a ser 174 novas, un número moi avultado para tratarse de información deportiva. Anotado isto, para o tratamento dos datos seguiremos a mesma secuencia que no caso anterior, sendo os temas más frecuencia o primeiro dos apartados. Gráfico 15 Temas máis repetidos – Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia Da mesma forma que no bloque anterior, aquí serán recollidos só os 10 primeiros casos máis repetidos, dun total de 28. O primeiro que podemos observar é que os temas máis repetidos son practicamente os mesmos que no caso da prensa deportiva española, salvo pola presencia dos temas Empresario e Cataluña, que substitúen a Copa Davis e Independencia. En canto á orde, o máis chamativo é que Piqué segue a ser o máis atopado, volvendo a producirse o fenómeno de constituír un tema por si mesmo. En segundo lugar, como podía esperarse debido ao explicando na introdución, Barcelona acada o segundo lugar, sendo ademais o último en superar os 30 casos. Neste bloque podemos observar como as novas referentes ao coronavirus ocuparon máis espazo, polo que as dúas temáticas relacionadas aparecen máis veces que algunhas das que se podería esperar postos máis altos. A últimas das cuestións máis chamativas é como España se achega os postos finais, mentres que Cataluña, aínda que en menor medida, logra acadar os dez primeiros postos. É interesante observar como no bloque anterior, o primeiro tema estaba nunha frecuencia moi alta mentres que o segundo nin sequera aparecía, para agora comprobar frecuencias similares. Isto obedece claramente á orixe dos medios tratados, instalando unha menor atención ao acontecementos relacionados con España e valorizando aqueles ligados a Cataluña. 35 31 26 26 25 24 24 22 17 17 0 5 10 15 20 25 30 35 40
[70] Gráfico 16 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia De novo, Gerard Piqué ocupa a gran maioría das novas dos dous diarios, chegando practicamente ás tres cuartas partes do contido total cun 73%, sendo o resto de Rafa Nadal cun 26%, xa que só comprobamos dúas novas de ambos, que representan o 1%. Se temos o factor <<polémica>> que caracteriza ao deportista catalán, podemos fundamentar a súa gran aparición, redondeando a explicación co tratamento de dous periódicos da mesma rexión e vinculados ao equipo no que xoga este. Deste xeito, é esperable que non só ocupe a maioría de novas, senón que obteña un aumento na representación con respecto ao bloque nacional. Gráfico 17 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia En tanto o enfoque observado con respecto ás figuras mediáticas, en primeiro lugar, atopamos un enorme cambia na gráfica de Gerard Piqué, xa que o 50% das súas novas son agora positivas. Tendo un 35% de novas neutrais, o máis sorprendente é que o 15% de casos son negativos, algo non esperado da prensa catalá. Malia obter un cambio de dinámica neste bloque e pode acadar unha maioría positiva, nun obtemos un gran porcentaxe relativo, máis se o comparamos con Nadal. No caso do tenista, repite unha ampla porcentaxe positiva cun 65% e, como xa 127; 73% 45; 26% 2; 1% Piqué Nadal Ambos 64; 50% 19; 15% 44; 35% Gerard Piqué Positivo Negativo Neutral 29; 65% 1; 2% 15; 33% Rafa Nadal Positivo Negativo Neutral 2; 100 % 0; 0% 0; 0% Ambos Positivo Negativo Neutral
[71] observaramos no bloque anterior, sorprende que unicamente conta con 1 nova negativa, representante do 2% do total. Volve a ser chamativo como, na prensa deportiva, independentemente de se é nacional ou catalá, Rafa Nadal non aparece de forma negativa, nin se quera, de novo, cando o tratan en conxunto co futbolista, xa que neste caso só existen dúas novas, ambas positivas. Gráfico 18 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia En canto a extensión das noticias segundo o deportista atendido, atopamos dinámicas distintas, algo que non acontecía no bloque anterior. Piqué destaca nas novas dunha extensión normal, cun 46%, tendo os outros dous parámetros con porcentaxes idénticos, de 27%. En cambio, Nadal posúe unha maioría de novas curtas, cun 42%, sendo agora as amplas e as curtas as que posúe a mesma porcentaxe de 29%. No caso de ambos, contando só con dous casos de extensión curta, non podemos concluír nada. En cambio, o que si atopamos en Piqué con respecto a Nadal é que o seu contido é máis amplo, e xunto co número de casos para un e outro, identificamos unha evidente predominancia na atención cara o catalán. Tendo isto en conta, tamén é interesante pensar que Rafa Nadal, aparece menos veces e cando o fai é cun contido pouco extenso, e malia iso, segue tendo unha abafadora cantidade de noticias positivas. 34; 27% 34; 27% 59; 46% Gerard Piqué Ampla Curta Normal 13; 29% 19; 42% 13; 29% Rafa Nadal Ampla Curta Normal 0; 0% 2; 100 % 0; 0% Ambos Ampla Curta Normal
[72] Gráfico 19 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia Atendendo ao contido multimedia, acontece exactamente o mesmo que no bloque nacional, dado que as porcentaxes de Si e Non son moi parellas, cun 53% e 47% respectivamente, impedindo sacar conclusións claras. O que si podemos destacar e que a prensa deportiva española, unificando xa os catro medios deste traballo, presentan a mesma dinámica: porcentaxes achegados ao 50/50 cunha leve superioridade da Si presenza de contido multimedia, que de non ser polas imaxes de arquivo descartadas para esta investigación, salvo blogs ou artigos de opinión, todos os casos contarían con dito elemento. A importancia de explicar este fenómeno conxunto responde a unha contraposición cos dous próximos bloques, no que afondaremos cando se trate a prensa xeralista. Gráfico 20 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia De novo, a presencia das novas de contido político na portada é moi pequena. No caso do bloque deportivo catalán, só o 14% aparece na primeira páxina do diario físico, malia iso, superando ao bloque anterior. Hai que valorar tamén o feito de que en 25 ocasións o tipo de noticias que traballamos chegaran á portada, máis se temos en conta que tratamos con medios 93; 53% 81; 47% Si Non 25; 14% 149; 86% Si Non
[79] Finalmente, en canto o tratamento das palabras máis usadas, debemos ter en conta que dada a baixada de novas con respecto aos bloques deportivos, os termos non acadan valores altos, sendo o máis frecuente que aparezan unha única vez. Matizado isto, no tanto de Gerard Piqué, os verbos que sobresaen son algúns como Decir (4), Denunciar (4), Hablar (4), Pedir (4), Cerrar (3), Responder (3), Votar (3). Unha vez máis, o máis destacado son as alusións á expresión pública do xogador, agás polos termos Cerrar e Votar. Algo chamativo deste apartado é que, malia contar cun número de frecuencias menor, como especificábamos ao inicio, si atopamos unha gran lista de verbos, posto que, incluíndo os xa expostos, para o catalán atopamos 111 verbos diferentes. Abordando os adxectivos, o máis repetido é Azulgrana (3), seguido de Cabrón (2), Nuevo (2), Mejor (2), Intolerable (2) e Empresarial (2). Tras eles, o resto aparece unha única vez, e a variedade é bastante ampla, oscilando entre aqueles positivos e negativos. O máis chamativo é que foron recollidos termos moi agresivos en comparación cos bloques previos, como Subnormal, Cretino, Mentiroso, Complicado, Radical, Manipulador, Extremista, Ultra ou Odiado. En canto ás palabras clave, atopamos un baixo número de novo, pero novamente cunha clara connotación negativa. Faise referencia a Piqué dunha forma directa con expresións como Caso Piqué ou Davis de Piqué, repítense termos duros como Violencia, Lágrimas, Alborotar, Clasismo, Cretino, Manipulador ou Guerra, así como alusións directas á condición política do culé, como Campaña Institucional, Holding, Independentista, Procés, Revolución e Independentista. Por outra banda, Rafa Nadal repite nun trato positivo, baixo dinámicas moi similares ás vistas nos dous primeiros bloques, agás por unha excepción que veremos nos adxectivos. Pero antes, nos verbos máis utilizados, matizando antes que os números volven a ser inferiores aos de Nadal, destacan Ayudar (3), Votar (2), Respetar (2), Ofrecer (2), Donar (2) Unir (2), Entender (2), e Ganar (2), todos eles positivos – a excepción de votar – e que fan alusión non so a el, senón a terceiras persoas. Os adxectivos, de novo, son de carácter positivo, do mesmo xeito que nos dous bloques previos. A excepción da que falabamos antes é que tanto en El País como en El Mundo, non se apela a unha figura heroica nin se tratan o seu actos dunha forma sobredimensionanda. Con Español (4) sendo o máis repetido, temos exemplos como Ideal, Ídolo, Unido, Rico, Solidario, Millonario ou Histórico. Como final do bloque, as palabras clave non seguen unha dinámica común destacada, pois non se centran nun aspecto único como si acontecía con verbos e adxectivos. Hai dende palabras moi positivas como Ídolo, Donar, Ayudar ou Ejemplar; ata algúns que fan alusións a asuntos polémicos nos que o tenista se pronunciou, como Radical, Parlamento Catalán, Pitos, Acusarle, Critican, Feminismo ridículo ou Radicalizado. O que si atopamos aquí é un termo en concreto, que a diferencia á tendencia que tiñan os medios deportivos, normaliza a figura de Nadal, como
[80] é Ciudadano. Algo que comprobamos na búsquea de novas en medios xeralistas é como se presenta a Nadal dunha forma mundana e humanizada. Isto, como comprobamos no marco teórico, tamén acontece na prensa deportiva, o achegar a figura mediática ao espectador outorgándolle resgos similares a un cidadán común, pero en cambio onde se comproba de mellor forma é neste bloque xeralista. Entendemos pois que existe unha substitución das analoxías heroicas por unhas normalizadoras. Bloque Xeralista Catalán O bloque xeralista catalán conforma o último dos catro bloques que imos tratar neste traballo, previo análise xeral de todo o contido e das conclusións pertinentes. Está formado polos dous diarios máis lidos en Cataluña, que son La Vanguardia, que aporta 44 novas, e El Periódico, que aporta 80, para un total de 124 casos totais, converténdose deste xeito na agrupación con menor número de casos e que inclúe ao periódico con menos noticias segundo o noso criterio de selección. Seguiremos pois o mesmo guión que utilizamos ata agora, comezando polos temas máis concorridos. Gráfico 27 Temas máis repetidos – Bloque Xeralista Catalán. Fonte: Elaboración propia Piqué, unha vez máis, volve a converterse no tema máis tocado entre os dous periódicos, neste caso seguido de España e Selección, co mesmo número de casos, dado que aparecen sempre xuntos facendo referencia ás novas da selección española de fútbol. Nesta ocasión, a faceta empresarial de Piqué recolle maior importancia, acadando Empresario o quinto lugar, entre Barcelona e Espanyol. A diferencia do bloque anterior, Coronavirus e Cuarentena si aparecen entre os dez temas máis repetidos, pechando esta lista Copa Davis e Independencia. 28 23 23 19 18 17 15 15 13 13 0 5 10 15 20 25 30
[81] Gráfico 28 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Bloque Xeralista Catalán. Fonte: Elaboración propia Se no bloque anterior Piqué atopaba a porcentaxe máis baixa de aparición, na prensa xeralista de Cataluña, observamos o valor máis alto para o futbolista, cun 77%, deixando en consecuencia a nadal cun baixo porcentaxe de 21%, completando o 2% restante as novas de ambos. O interesante nesta cuestión é comprobar como os puntos máis extremos desta dimensión están presentes nos medios xeralistas, deixando aos deportivos nun punto intermedio e semellante. De todas formas, Piqué, unha vez máis, acada a primeira posición e acapara a gran maioría do contido para el. Gráfico 29 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Catalán. Fonte: Elaboración propia Observando os enfoques co que estes dous medios tratan a Piqué e Nadal, por primeira vez topamos valores semellantes entre deportistas, polo menos nunha das categorías. Gerard Piqué consegue 57 novas positivas, representando estas o 60%, para un 20% tanto en Negativo como en Neutral. É este bloque onde se trata de mellor forma ao futbolista catalán, superando á prensa deportiva e concluíndo que son os medios cataláns onde chega a predominar este enfoque. 95; 77% 26; 21% 3; 2% Piqué Nadal Ambos 57; 60% 19; 20% 19; 20% Gerard Piqué Positivo Negativo Neutral 17; 65% 1; 4% 8; 31% Rafa Nadal Positivo Negativo Neutral 3; 100 % 0; 0% 0; 0% Ambos Positivo Negativo Neutral
[82] Na banda de Nadal, conta cun 65% de novas positivas, completando con 31% neutrais e 4% negativas. O baixo número de novas provoca alteracións nos porcentaxes, dado que o valor máis alto ocupa unicamente 17 casos, e o máis baixo, 1. Tendo isto en conta, concluímos os catro bloques con só 3 noticias negativas para Rafa Nadal, aspecto que analizaremos na visión global. Gráfico 30 Extensión das novas segundo a figura mediática – Bloque Xeralista Catalán. Fonte: Elaboración propia En canto á extensión das noticias, comprabamos algo similar ao que xa acontecía no bloque anterior: Piqué posúe unha maioría de novas amplas, con porcentaxes similares nas outras dúas opcións, mentres que Nadal conta cunha ampla maioría de contido curto. Unha vez máis é interesante ver como o tenista conquista valores altos nos enfoques con novas pequenas, aínda que agora podemos ver como un contido amplo non ten que ser precisamente negativo para o caso do catalán. Gráfico 31 Presencia de multimedia nas novas – Bloque Xeralista Catalán. Fonte: Elaboración propia Como viramos no bloque xeralista español, aquí repítese a maioría negativa de non introducir contido multimedia nas novas, aínda que como ven sendo norma, as porcentaxes son moi parellas, neste caso cun 56% para o Non e un 44% para o Si. Concluímos entón que existe unha diferencia 38; 40% 31; 33% 26; 27% Gerard Piqué Ampla Curta Normal 6; 23% 16; 62% 4; 15% Rafa Nadal Ampla Curta Normal 1; 33% 0; 0% 2; 67% Ambos Ampla Curta Normal 59; 44% 76; 56% Si Non
[83] entre a prensa deportiva e xeralista neste aspecto, posto que a primeira tende a incluír multimedia e, como especificamos, de non ser pola non inclusión de imaxes de arquivo, isto sería aínda máis evidente, mentres que a segunda actúa de forma contraria. Gráfico 32 Porcentaxe de aparición en portada– Bloque Deportivo Catalán. Fonte: Elaboración propia Do mesmo xeito que co gráfico anterior, repetimos a dinámica do bloque xeralista español en canto a porcentaxe de aparición en portada, sendo o Si a gran minoría cun 4%, para un 96% de Non. Podemos adiantar que este tipo de contido non acostuma a aparecer en portada, e no caso dos medios xeralista aínda máis, malia que neste caso si chegamos a comprobar un total de 5, mentres que en El País e El Mundo non había ningunha. Por último, para rematar o cuarto bloque, debemos analizar a terminoloxía utilizada en La Vanguardia e El Periódico. Do mesmo xeito que antes, comezamos polo tratamento dos verbo no caso de Gerard Piqué, e comprobamos unha alta variedade en este aspecto, pero destacan dun xeito considerable termos como Querer (9), Jugar (6), Acusar (6), Defender (5), Comprar (4), Decir (4), Cargar (3), Criticar (3), Denunciar (3) e Hablar (3). De novo, o foco de atención volve a ser a acción de pronunciarse publicamente de Piqué, aínda que polos termos utilizados, non se presenta dunha forma negativa. No momento que coñecemos que o enfoque positivo é máis predominante que nunca, termos como Criticar ou Denunciar obteñen un novo matiz. Sorprendentemente, o verbo Votar non está presente entre os máis usado, aparecendo só unha vez, e Jugar, algo que acostumaba a aparecer ligado a Nadal, agora tamén está en Piqué. Nos adxectivos, aparecen nunha frecuencia considerable termos moi positivos, como Nuevo (5), Feliz (3), Respetado (2), Emprendedor (2) ou Grande (2); pero tamén algúns negativos como Traidor (2) e Mentiroso (2). Hai que aclarar que unicamente atopamos estes dous termos no segundo caso e que precisan dunha contextualización, pois non son ataques directos ao futbolista. Deste xeito, atopamos unha caracterización moi positiva, en consonancia co resto de datos que obtivemos neste bloque. 5; 4% 119; 96% Si Non
[84] Finalmente, nas palabras clave atopamos oito termos que se repiten máis dunha vez, completando unha lista extensa se temos en conta o número de novas. A Independentista sumamos Xenofobia, Insultos, Provocar, Empredendor, Traidor, Comprar, Hacienda e Polémica. Por outro lado, con Nadal non obtemos ningunha novidade e mantemos as dinámicas previas, cos verbos Ayudar (3), Achicar (2), Entender (2), Trabajar (2), Animar (2), Colaborar (2), Poder (2), Recaudar (2) e Jugar (2), todos eles positivos e que reafirman os aspectos a destacar do tenista. En cambio, cos adxectivos o cambio prodúcese no número de termos, posto que en total hai 18 – fronte os 63 de Piqué – e so un deles, Difícil (2), se repite máis dunha vez. Polo tanto, a variedade é notoria e non permite sacar conclusións. Por especificar, algúns dos adxectivos usados son Radicalizado, Nuevo, Mortal, Afectado, Recaudado, Social, Crítico, Sanitario, Solidario, Necesitado ou Benéfico. Coas palabras clave acontece exactamente o mesmo, agás porque aquí non se repite absolutamente ningún. Dopaje, Vecino, Afectados, Confina, Falta Menos, Recaudados, Trabajar, Ayudando, Voluntario ou Inclusión social son algúns exemplos que podemos atopar. Análise global dos datos Estamos xa na recta final desta investigación. Os apartados que conforman este documento a partir deste punto están orientados a facer unha revisión conxunta de toda a información plasmada anteriormente, comezando por esta denominada análise global dos datos. A finalidade do apartado é recoller as conclusións dos catros bloques orixinados dos medios escollidos e construír unha explicación unificada de como funciona a prensa en España con respecto ao tema que nos interesa. Para iso dividiremos o contido en dúas partes. Por un lado faremos dúas comparativas dos bloques deportivos, que serva a modo de resumo e de esquema para ter unha rápida imaxe do exposto, e por outro lado, exporanse as mesmas gráficas dos puntos previos pero utilizando o total das 739 novas nunha mesma base de datos. Unha vez que isto estea completo, poderemos tentar responder as preguntas de investigación inicialmente plantexadas e construirase unha conclusión final que porá remate a este traballo. Cabe aclarar que á análise previa, a que conforma os catro bloques, non posúe unha extensa descrición por dous razóns, unha que atende a motivos de extensión do traballo, e outra que segue a idea principal do mesmo, que é comprender o tratamento das figuras mediáticas do deporte a través da prensa deste país. A división temática dos diarios atende á comprensión de que non todos os periódicos españois funcionan do mesmo xeito, e que existen diferentes dimensións que provocan tratamento da información dispar, pero o que realmente non vai responder ás nosas inquietudes, é entender todos os datos recompilados como unha única unidade.
[85] Pero antes diso e seguindo co guión, toca a comparativa oportuna. Para iso, contamos con dúas táboas que amosan as características recollidas previamente, onde a primeira confronta resgos segundo o tipo de contido, é dicir, entre deportivos e xeralistas, e onde a segunda fai o mesmo pero seguindo a distinción xeográfica, é dicir, medios españois e medios cataláns. Gráfico 33 Comparativa das características entre a prensa deportiva e xeralista. DEPORTIVOS XERALISTAS Número elevado de novas Número baixo de novas Tendencia ás novas curtas Tendencia ás novas amplas Abundante contido multimedia Escaso contido multimedia Presencia baixa en portada Presencia nula en portada Uso baixo dos adxectivos Uso normal dos adxectivos Connotacións heroicas do deportista Connotacións ordinarias do deportista Porcentaxe das figuras semellante Porcentaxe das figuras dispar Fonte: Elaboración propia Gráfico 34 Comparativa das características entre a prensa española e catalá. ESPAÑA CATALUÑA Maioría negativa cara Piqué Maioría positiva cara Piqué Linguaxe agresiva con Piqué Linguaxe positiva con Piqué Neutralidade anecdótica con Nadal Neutralidade destacada con Nadal Porcentaxes semellantes entre diarios Porcentaxes semellantes entre diarios Fonte: Elaboración propia Amosadas xa as comparativas e sen querer afondar demasiado nelas, posto que non deixan de ser resgos x tratados, é a quenda de realizar unha visión global en base aos resultados gráficos de utilizar unha base de datos conformada pola totalidade das novas. Do mesmo xeito que nos bloques temáticos, o primeiro paso é destacar os temas máis concorridos.
[86] Gráfico 35 Temas máis repetidos – Análise Global. Fonte: Elaboración propia Podemos confirmar que na prensa deste país, en relación as novas buscadas e no espazo temporal designado, Piqué é o tema principal. Lembremos que aquelas noticias con esta temática non son nas que a figura aparece, senón nas cales o asunto de interese é o futbolista e que non posúe temas complementarios suficientes como para non ser por si mesmo un tema. Ademais, como cabía esperar, os catro temas seguintes, emparellados en <<dous-dous>> están ligado a Piqué, comezando polas polémicas na selección española froito das tensións independentistas do momento, e seguido dos enfrontamentos entre F.C. Barcelona e R.C.D Espanyol, incluídos pola presencia de conflitos localistas, nacionalistas, identitarios e empresariais. Unicamente tres temas están ligados a Nadal, Coronavirus, Tenis e Cuarentena, malia que Piqué tamén posúe novas baixo estes termos, pero a presencia do tenista é maior. Por último, a independencia de Cataluña e a faceta empresarial de Piqué rematan esta lista. Asuntos como a Copa Davis, Cataluña ou a figura de Nadal como tema propio, todos eles presentes en polo menos un dos bloques previos, non acadan entrar no computo global. Gráfico 36 Porcentaxe de aparición das figuras mediáticas – Análise Global. Fonte: Elaboración propia 153 136 120 107 100 87 83 80 74 71 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 510; 69% 207; 28% 19; 3% Piqué Nadal Ambos
[87] En canto á porcentaxe de atención a cada figura, como fomos comprobando ao longo do traballo, Piqué acapara a gran maioría de novas da prensa, ocupando o 69% das mesmas. Nadal queda relegado ao 28% e completa o 3% as novas para ambos. Destes resultados podemos sacar tres ideas: 1) Piqué é a figura deportiva máis chamativa para a prensa do noso país e, independentemente do tratamento que se faga del, pensar en política no deporte é sinónimo de pensar nel; 2) Rafa Nadal aparece en menor frecuencia porque a maioría de contido sobre a súa figura está enfocado a agrandar os seus éxitos deportivos, pero a súa presencia non deixa de ser chamativa – 207 novas totais – e, sobre todo, é interesante comparar estes resultados cos enfoques, postos que falar de política neste contexto non está ben percibido, pero el rompe esta idea; 3) as novas sobre ambos, malia escoller temas de forma consciente que os involucraran, non consegue ter unha presencia significativa, o que nos fai pensar que Nadal e Piqué tenden a non mesturarse malia poder estar falando sobre o mesmo asunto no mesmo punto temporal. Gráfico 37 Enfoque das novas segundo a figura mediática – Análise Global. Fonte: Elaboración propia Se comprobamos os datos globais sobre o enfoque das novas de Piqué e Nadal, vemos como o futbolista catalán ten unha distribución semellante nas tres opcións posibles. Con cun 36% nas novas neutrais, e 32% para positivas e negativas. Isto posiblemente sexa produto da compensación entre novas nacionais e catalás, pois como vimos, tendían a resultados opostos. Deste xeito, non podemos chegar a afirmar que a prensa en España trata negativamente ao futbolista, senón que vai depender de que medio estamos a estudar. En cambio, Rafa Nadal posúe unha constante clara: o 75% da súas novas son positivas. O resto é un 49% de novas neutrais e, o máis chamativo, un 1% de novas negativas. Nun total de 8 diarios, cada un con tendencias propias tanto en contido como en forma, unicamente chegamos a atopar 3 novas negativas sobre o tenista, de entre 207 noticias totais. Está claro que falar de Rafa Nadal precisa dunha atención especial, pois tratamos cunha personaxe pública que fala de política dunha forma habitual, nun contexto non proclive a iso, e aínda así está moi ben valorado. 166; 32% 161; 32% 183; 36% Gerard Piqué Positivo Negativo Neutral 156; 75% 2; 1% 49; 24% Rafa Nadal Positivo Negativo Neutral 14; 74% 0; 0% 5; 26% Ambos Positivo Negativo Neutral
[88] Comprobamos pois como, ante practicamente os mesmos temas, dúas figuras mediáticas con resgos similares agás pola ideoloxía, son tratados de forma totalmente distinta, o cal provoca que esa excepción que remarcamos sexa o posible motivo, ou polo menos un deles. Gráfico 38 Extensión das novas segundo a figura mediática – Análise Global. Fonte: Elaboración propia En canto á extensión non sacamos unha conclusión demasiado importante. Os datos amosan a superioridade das novas curtas, especialmente en Nadal e Ambos. Isto atende máis ás dinámicas do xornalismo actual que a un tratamento decantado cara unha ou outra figura. Atopámonos nunha era de producir altas cantidades de información cunha elaboración, e incluso rigorosidade, baixa, e isto queda máis claro aínda observando as gráficas. Polo tanto, na búsquea de predilección a elaborar noticias máis longas e complexas como sinónimo de relevancia, obtemos que non se produce unha clara tendencia cara ningún dos deportistas, atendendo máis ben as dinámicas ás propias dos diarios actuais, onde predominan as novas curtas. Gráfico 39 Presencia de multimedia nas novas – Análise Global. Fonte: Elaboración propia 159; 31% 183; 36% 168; 33% Gerard Piqué Ampla Curta Normal 60; 29% 93; 45% 54; 26% Rafa Nadal Ampla Curta Normal 4; 21% 9; 47% 6; 32% Ambos Ampla Curta Normal 381; 52% 355; 48% Si Non
[95] como simples mensaxes, senón que se reciben dun xeito especial, tomadas en conta, tratadas e referenciadas como un modelo. Por exemplo, a campaña contra o COVID-19 levada a cabo por Nadal e Gasol contaba con moitas celebridades, algunhas delas posiblemente máis coñecidas a nivel mundial que os deportistas españois, pero os medios non se centraban nestas, senón nas primeiras caras visibles, en especial a do tenista. Cando Piqué se pronunciaba sobre o 1-O, non era o único famoso catalán que o facía, pero co resto non se producía nin unha polémica nin unha mobilización de recursos tal. Polo tanto, entendemos que os deportistas de alto nivel, os cales podemos encadrar na nosa definición de celebridade, posúen unha opinión moi atractiva para os medios nacionais, outorgándolle estes un valor engadido. En conclusión, podemos confirmar, baixo esta explicación, a nosa hipótese pero, nun sentido xeneralizado da palabra “relevancia”, a hipótese quedaría inconclusa. ▪ Os deportistas teñen a capacidade de influenciar e crear opinión que son asumidas pola cidadanía dada a súa posición social. Do mesmo modo que no caso anterior, non podemos concluír esta afirmación baixo os estándares deste traballo, pois malia que si se revisaron os comentarios dos sitios web onde se recollían as noticias – un apartado de comentarios para cada unha delas – non podemos extrapolar o atopado aí a este traballo, e coa nosa análise, so alcanzamos a comprobar como funcionan estas opinións nos medios de comunicación. No caso de asumir, a risco de caer en erros e falacias, que os periódicos aquí tratados teñen a capacidade de modificar a opinión da cidadanía en base ao recollido polos mesmos sobre as pronuncias de Gerard Piqué ou Rafa Nadal, si que poderiamos chegar a afirmar a hipótese, pero neste caso, atendendo unicamente ao descrito no enunciado e cos datos obtidos na man, non consideramos que a última das nosas hipóteses quede confirmada.
[96] Conclusións finais Chegamos pois ao último apartado que conforma este traballo, onde trataremos de recompilar a información amosada coa finalidade de acadar unha conclusión en torno ao tema que deu lugar á presente investigación. Para esquematizar o apartado e facilitar ao lector o seu entendemento, primeiramente elaborarase un comentario en torno ao apartado práctico coa finalidade de esclarecer as ideas obtidas, para posteriormente entender como encaixa este na nosa teoría, e finalmente comentaremos cal é o papel deste traballo con respecto ao demais de temáticas similar. Deste xeito, o primeiro que debemos dicir é que os resultados obtidos estiveron en consonancia cos resultados esperados, pero aportaron unha serie de matizacións ou ocos que serían interesantes de tratar. Despois de analizar os oito periódicos, podemos afirmar que a realidade política dentro do contexto deportivo é relevante, e non só nun sentido sinxelo do termo, senón que forma parte do contido habitual que conforman os diarios, tanto deportivos como xeralistas. As declaracións ou actividades dunha figura deportiva non son anécdotas puntuais que serven para enmarcar nun momento dado ás personaxes, senón que conforman un enorme foco de interese dentro do ideario colectivo. Cando unha celebridade se pronuncia sobre un evento que, en teoría, escapa aos seus coñecementos, a resposta pública é, como mínimo, escoitalo e telo en conta, provocado isto polas relacións previas que se conforman na idolatría que provoca a súa profesión. O paso seguinte non é outro que, en función das ideas preestablecidas que temos sobre a persoa en cuestión e, en certa medida, en consonancia coas propias de cada individuo, considerar a opinión máis ou menos importante e positiva ou negativamente. Unha das ideas obtidas deste traballo é que existe unha secuencia pola cal a cidadanía da importancia ás declaracións dun deportista concreto sobre un asunto particular. O primeiro punto é que este posúa unha fama considerable, o suficiente como para que persoas que non ven habitualmente os seus partidos coñezan non só a súa existencia, senón tamén o seu carácter. O seguinte é que a figura se pronuncia sobre un tema. Poderíamos matizar que precisa ser polémico pero o que acontece é que, no momento que unha personaxe dun mundo alleo que coñece as consecuencias de dar a súa opinión fai precisamente iso, podemos estar seguros de que o tema, ou xa é polémico, ou vaino ser a partir da súa pronuncia. Unha vez feito iso, a mensaxe é recibida pola audiencia, non sen antes obviar que esta é transmitida a través dos medios de comunicación, de modo que a recepción non será neutral, senón que ás propias ideas da persoa, hai que sumarlle os cambios e matices cos que a mensaxe é presentada na prensa. Nese momento, do mesmo modo que a opinión dun político non pode ser aceptada dun xeito neutral porque o emisor está asociado a unha serie de ideas que poden concordar ou desligarse do receptor, no deporte tanto o carácter como os logros persoais da figura serán claves na transmisión da opinión.
[97] Por exemplo, algo que podemos sacar en claro dos datos estudados, é que Rafa Nadal e Gerard Piqué acostumaban a dar declaracións moi semellantes sobre o mesmo asunto. Cando se produciron as cargas policiais no 1-O, tenista e futbolista mostráronse decepcionados e tristes polo acontecido, pero o primeiro foi presentado como un exemplo de cordura, sentido común e concordia, o segundo foi vilipendiado porque se estaba a posicionar nun dos bandos. Isto prodúcese pola imaxe colectiva que se ten de cada un. Nadal parte dunha mellor posición deportiva e social, e pronunciase con menos frecuencia que Piqué – malia facelo con maior asiduidade que a media das figuras – o cal facilita unha posición privilexiada na prensa. No traballo observamos como en función do territorio no que operara cada periódico, os enfoques das novas de Piqué mudaban pero non así as de Nadal, e isto dase polo motivo explicado. O tenista posúe todos os factores que o propician: 1) unha recepción amigable co público, 2) unha sensación de neutralidade que se asocia coa corrección e 3) e unha presencia que se afasta da polémica. No caso de Piqué non acontece isto, pois é máis directo nas súas declaracións, opta por posicionamentos máis arriscados de cara ao público e completa todo isto nunha maior frecuencia. Atopamos así a primeira das nosas conclusións: o tratamento dos medios e, como consecuencia, da opinión pública, sobre os asuntos políticos acontecidos no mundo do deporte vai depender da preconcepción que se teña da figura en cuestión, creada esta nunha mestura dos logros profesionais, o posicionamento público e a frecuencia da expresión. Outro dos resultados obtidos é que non toda a prensa trata de igual xeito a mesma información, algo que era de esperar. Comprabamos que existen dous eixos nos que basear o contido, sendo estes o territorio e a temática do medio, malia que seguen a existir similitudes a diferenzas concretas entre eles. Obtemos en claro que a percepción da que falabamos antes non é estritamente xeralizada, polo menos no sentido de que esta vai estar condicionada polo diario que acostume a ler. Por exemplo, unha persoa que consuma os periódicos deportivos cataláns non terá tan mala imaxe de Piqué. Por último, a mellor forma de escenificar as conclusións finais deste traballo é responder ás preguntas que enunciamos neste investigación, das cales podemos obter que tratamos cun fenómeno normalizado, polo que podemos afirmar que a política forma parte da vida diaria do deporte, como así o estipulamos na teoría ao falar deste como un fenómeno cultural e, en consecuencia, político; no que ademais existe un valor na opinión pública dos integrantes que o conforman, sendo exemplo disto os dous deportistas seleccionados, malia que vai depender dunha serie de factores que non todos os deportistas posúen. Ademais, debemos ter en conta que non tratamos cun obxecto unificado e común para todos os casos, pois mentres que a opinión que recollen os medios – vía de transmisión da mensaxe da que falamos – é a mesma, pois tanto
[98] declaracións como fenómenos seguían un patrón común e constante, a súa presentación varía, facendo así que a opinión posúa importancia pero afecte de distintas formas ao público receptor. Todo isto debe ser coherente coa teoría que construímos para este traballo. Consideramos pois que os factores que inciden na percepción das celebridades deportivas non son os mesmos que serven para o resto de personaxes dese status social, algo que xa puntualizamos e que era provocado polo contexto no que se desenvolvían, pero tras a análise dos datos entendemos que nin se quera dentro dos deportistas podemos sinalar unha serie de resgos comúns que expliquen as súas dinámicas con respecto á política ou, polo menos, non uns demasiado concretos. Comprobamos que si existen uns resgos propios da presentación das novas nos medios deportivos que daban ese ton narrativo aos acontecementos, os posibles culpables de que Nadal posúa <<ese aura de grandeza>> co que é tratado, sumado isto a que este traballo non sería posible – ou non do xeito no que foi elaborado – de non ser pola selección da prensa na súa versión web, xa non porque o número de novas se vería drasticamente reducido, senón porque non acadaríamos a entender o funcionamento da prensa xeralista, pois esta tivo unha aportación nula nos puntos que indagamos a versión física. Agora, como punto final para este traballo, cabe dicir que, como comentabamos no inicio do mesmo, esta investigación está enmarcada dentro dunha corrente moi específica das ciencias sociais, e na búsquea que se fixo para elaborar o marco teórico o atopado foi unha serie mediana de artigos que atacaban o tema dende puntos moi dispares, sen chegar a conformar unha base teórica común e quedando o deporte relegado a unha especia de entidade da cal sabemos que é política pero non sabemos por que, máis alá das numerosas anécdotas que entrelazan ambos mundos. Este traballo non pretende conseguir unificar o resto de aportacións nin quere ser a última peza que acabe de completar o quebracabezas, senón máis ben cumpre o papel dun caso máis que axudará a facer máis grande o número de investigacións. Debemos entender que ningún fenómenos que nos rodea é alleo á política, e todos, en maior ou menor medida, acaban demostrando isto de cara ao público xeral. O deporte foi dende os seus inicios unha actividade que non quixo estar relacionada, aínda máis en España, feito que calou moi fondo na memoria colectiva, provocando que este traballo non sexa un máis dentro do colectivo da ciencia política, senón que parte dun inicio cuns resgos exóticos e ata de rexeitamento. Polo tanto, precisamos dúas cousas para que isto non aconteza. A primeira é que dende a disciplina non se limiten os temas a tratar e se amplíen as cuestións, pois non hai preguntas absurdas na ciencia, e a segunda ten que ver coa percepción xeral. O deporte ten demasiado peso no mundo actual como para non querer entender os motivos de que isto así sexa. Non debemos limitar todo o que alí acontece a un mero entretemento porque sería negar a realidade de que <<política>> non é só o que fan os políticos.
[99] Bibliografía - Andrews, D., & Jackson, S. (2001). SPORT STARS: The cultural politics of sporting celebrity [Ebook] Taylor & Francis. - Boorstin, D.J. (1992) The Image: A Guide to Pseudo-events in America. New York: Random House - Carp, S. (2019). Premier League global audience climbs to 3.2bn for 2018/19 season. SportsPro. - Carroll, C. E., & McCombs, M. (2003). Agenda-setting effects of business news on the public’s images and opinions about major corporations. Corporate Reputation Review - Castoriadis, C. (1997). Poder, política, autonomía. Buenos Aires, Argentina. - del Palacio, J. Forza Italia: fútbol y anti política [Ebook] - Dimitrioski, Z. (2019). No LeBron - No Ratings, But What About The Revenue?. Forbes. - Drake, P., & Miah, A. (2010). THE CULTURAL POLITICS OF CELEBRITY [Ebook] - Edo, C. (2009). “La noticia en Internet: Cibermedios, blogs y entornos comunicativos emergentes”. Estudios de Periodística, núm. XV. - Ferreiro, J. (2003). Ni la muerte nos va a separar, desde el cielo te voy a alentar. Apuntes sobre identidad y fútbol en Jujuy [Ebook] Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales. - FIFA. (2018). 2018 FIFA World Cup Russia™ - Global broadcast and audience summary. - FIFA. (2019). Financial Report 2018. [PDF] - Freund, J. (1968). La esencia de lo político. Madrid, España: Ed. Nacional. - Grimson, A. (2008). Diversidad y cultura. Reificación y situacionalidad. Bogotá, Colombia: Tabula Rasa. - Harvey, J., Horne, J., & Safai, P. (2009). Alter-globalization, Global Social Movements and the Possibility of Political Transformation through Sport [Ebook]. Ontario, Canadá: Sociology of Sport Journal. - Hernández, A.; Osorio, J. y Zapata, D. (2013). Periodismo deportivo: Entre líneas, voces e imágenes. Medellín: Imprenta Departamental de Antioquia. - Herrero Gutiérrez, F. (2011). Los programas deportivos de la radio española en la red social Facebook: espacio de promoción, lugar de encuentro… ¿medidor de audiencia? [Ebook]. - International Olympical Comitte, 2016. GLOBAL BROADCAST AND AUDIENCE REPORT. - IOC - International Olympic Committee. (2016). - Kikulis, L. (2013). Contemporary Policy Issues in High Performance Sport. In Sport Policy in Canada. - Kroon, A., & Van der Meer, T. (2018). Who Takes the Lead? Investigating the Reciprocal Relationship Between Organizational and News Agendas [Ebook] - Mamdouh Salem, M. How non-Western / non-democratic governments use sport mega-events for legitimizing their regimes. [Ebook]. - Marshall, P.D. (1997) Celebrity and Power: Fame in Contemporary Culture. Minneapolis, MN: University of Minnesota Press
[100] - Monaco, J. (1978) Celebration. In J. Monaco (ed.), Celebrity. New York: Delta. - Oakley, B., & Green, M. (2001). The production of Olympic champions: International perspectives on elite sport development systems. European Journal for Sport Management. - Pérez Triviño, J. (2017). Reflecting on Modern Sport in Ancient Olympia [EBook]. - Piercey, N. (2016). Four Histories about Early Dutch Football, 1910-1920 [Ebook]. - Rader, B.G. (1983) Compensatory sport heroes: Ruth, Grange and Dempsey. Journal of Popular Culture, 16 (p.11-22). - Reed, E. (2020). Super Bowl Revenue: How Much Does the Big Game Generate? Thestreet. Recuperado de https://www.thestreet.com/lifestyle/sports/super-bowl-revenue. - Reynolds, T. (2019). NBA Finals ratings released, Canada sets records. NBA.com. - Rojas Torrijos, J. (2014). Periodismo deportivo. Nuevas tendencias y perspectivas de futuro [Ebook]. Sevilla, España. - Rubio Ferreres, J. (2009). Opinión pública y medios de comunicación. Teoría de la agenda setting [Ebook]. Gazeta de Antropología. - Street, J. (2012). Do Celebrity Politics and Celebrity Politicians Matter?. Political Studies Association. - Ultras. (2020). Recuperado o 6 de abril do 2020, de https://en.wikipedia.org/wiki/Ultras - Villena Fiengo, S. (2016). ¿DES-gol-ONIZACIÓN? Fútbol y política en los movimientos indígenas de Bolivia [Ebook]. - Wasserman, H. (2006). Fans, Free Expression, and the Wide World of Sports. Florida, Estados Unidos: Florida International University College of Law.
[101] Anexos Fonte: Comité Olímpico Internacional, 2016. Gráfico 44 Ratings televisivos das últimas cinco edicións da Super Bowl, en millóns. Fonte: Nielsen Corporation, a través da CNN, 2020. 114,4 111,9 111,3 103,4 100,7 102 0 20 40 60 80 100 120 140 Super Bowl XLIX (2015) Super Bowl 50 (2016) Super Bowl LI (2017) Super Bowl LII (2018) Super Bowl LIII (2019) Super Bowl LIV (2020) Unidades medidas en millóns de dólares 2,6 Mil Millóns 3,2 Mil Millóns 5,2 Mil Millóns 5,2 Mil Millóns 6,9 Mil Millóns Proxeccións mundiais de mínimo 15… Proxeccións mundiais de mínimo 1 min. Universo televisivo de Río 2016 Universo televisivo mundial Población Mundial 76% 99% 62% 80% Gráfico 43 Número de visualizacións dos Xogos Olímpicos de Río 2016 en Televisión.
[102] Gráfico 45 Audiencias por canle oficial das finais da NBA na temporada 2018-2019 Fonte: Statista, 2020. Gráfico 46 Ranking das cinco franquías da NFL en función do seu valor estimado Franquía Valor Ingresos Operativos 1º Dallas Cowboys 5.5 mil millón de $ 420 millóns de $ 2º New England Patriots 4.1 mil millóns de $ 240 millóns de $ 3º New York Giants 3.9 mil millóns de $ 142 millóns de $ 4º Los Angeles Rams 3.8 mil millóns de $ 30 millóns de $ 5º San Francisco 49ers 3.5 mil millóns de $ 93 millóns de $ Fonte: Elaboración propia a partir de datos de Forbes, 2019 Gráfico 47 Ranking das cinco franquías da NBA en función do seu valor estimado Franquía Valor 1º New York Knicks 4 mil millón de $ 2º Los Angeles Lakers 3.7 mil millóns de $ 3º Golden State Warriors 3.5 mil millóns de $ 4º Chicago Bulls 2.9 mil millóns de $ 5º Boston Celtics 2.8 mil millóns de $ Fonte: Elaboración propia a partir de datos de Forbes, 2019 3575 1488 1589 281 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 ABC TNT ESPN NBA TV Temporada 2018/2019
[103] Gráfico 48 Reparto en millóns de euros dos ingresos por dereitos televisivos na Primeira División de LaLiga Santander na temporada 2018/2019 Equipo Ingresos Equipo Ingresos Athletic Club 74.8 Real Sociedad 59.1 F.C. Barcelona 166.5 Levante U.D. 49.5 R.C.D. Espanyol 58.3 Valencia C.F. 78.7 Real Madrid 155.3 Deportivo Alavés 49.9 Atlético de Madrid 119.2 Villarreal C.F. 74.3 Sevilla F.C. 80.1 Celta de Vigo 55.7 Real Betis 62.3 Rayo Vallecano 47.4 Real Valladolid 47.6 C.D. Leganés 47.6 Girona F.C. 48.6 S.D. Eibar 50.8 S.D. Huesca 44.2 Getafe C.F. 50.5 Fonte: LaLiga, 2019 Gráfico 49 Reparto en millóns de libras dos ingresos por dereitos televisivos da Premier League na temporada 2018/2019 Equipo Ingresos Equipo Ingresos Manchester City 150.9 Watford 113.8 Liverpool 152.4 Crystal Palace 114.2 Chelsea 146 Newcastle United 120.1 Tottenham Hotspur 145.2 Bournemouth 108.1 Arsenal 142.1 Burnley 107.3 Manchester United 142.5 Southampton 104.3 Wolverhampton 127.1 Brighton Albion 105.7 Everton 128.6 Cardiff City 102.7 Leicester City 123.3 Fulham 101.9 West Ham United 122.5 Huddersfield Town 96.6 Fonte: MARCA, 2019
[104] Gráfico 50 Ranking dos deportistas con maiores ingresos no ano 2019 Deportista Deporte Ingresos 1º Leo Messi Fútbol 112 millóns euros 2º Cristiano Ronaldo Fútbol 96 millóns euros 3º Neymar JR Fútbol 91 millóns euros 4º Saúl Canelo Boxeo 83 millóns euros 5º Roger Federer Tenis 82,5 millóns euros Russell Wilson Fútbol Americano 79 millóns euros 7º Aaron Rodgers Fútbol Americano 79 millóns euros 8º Lebron James Baloncesto 78 millóns euros 9º Stephen Curry Baloncesto 70 millóns euros 10º Kevin Durant Baloncesto 50 millón euros Fonte: Elaboración propia a partir de datos de Forbes, 2019