Formaçâo de professores em educaçao de adultos : estudo de caso, o ensino recorrente na Escola Secundária Rodrigues de Freitas
Full text
Fo mação de P o esso es em Educação de
Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e
na Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
San iago de Compos ela, Maio, 2007
Ma ia Alcínia Bo ges Nou el Fon es da Cos a Ca alho
FACULTADE DE CIENCIAS DA EDUCACIÓN
Depa amen o de Didác ica e O ganización Escola
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso:
O Ensino Reco en e na Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
Ma ia Alcínia Bo ges Nou el Fon es da Cos a Ca alho
San iago de Compos ela, Maio, 2007
Fo mação de P o esso es em Educação de
Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e
na Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
San iago de Compos ela, Maio, 2007
Ma ia Alcínia Bo ges Nou el Fon es da Cos a Ca alho
DEPARTAMENTO DE DIDÁCTICA E ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
FACULDADE de CIENCIAS da EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE de SANTIAGO de COMPOSTELA
Fo mação de P o esso es em Educação de
Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e
na Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
Tese de Dou o amen o
Au o a: Ma ia Alcínia Bo ges Nou el Fon es da Cos a Ca alho
Di ec o a: D a. Ma ia Lou des Mon e o Mesa
San iago de Compos ela, Maio, 2007
DEPARTAMENTO DE DIDÁCTICA E ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
FACULDADE de CIENCIAS da EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE de SANTIAGO de COMPOSTELA
Ao An ónio,
Ao João, Sa a e Ri a
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1- O ganização do p imei o capí ulo ................................................. 28
Figu a 2 - P oblema da in es igação ........................................................... 29
Figu a 3 - T iângulo pedagógico ……………………………………………….. 73
Figu a 4 - Modalidades e p á icas desen ol idas no domínio de Educação
de Adul os .....................................................................................................
130
Figu a 5 - O ganização dos campos emá icos da en e is a ...................... 149
Figu a 6 - Conjun o de ases a conc e iza na análise de dados .................. 162
Figu a 7 - Ta e as implicadas na análise de dados ..................................... 163
Figu a 8 - T ama a gumen al …………………………………………………… 335
ÍNDICE DE QUADROS
Quad o 1- Ca ac e ís icas do modelo and agógico ………………………….. 78
Quad o 2 - Cu ículo pa a o Ensino Reco en e ……………………………… 88
Quad o 3 - Con e ências in e nacionais sob e Educação de Adul os –
UNESCO ………………………………………………………………………….
91
Quad o 4 - Con e ência de Pa is e Fo mação de o mado es pa a a
Educação de Adul os …………………………………………………………….
92
Quad o 5 - Ma iz ca ego ial sob e indícios de necessidades de o mação
de p o esso es pa a o E.S.R ……………………………………………………
179
Quad o 6 - Ma iz Ca ego ial sob e ou os aspec os que os alunos
ap eciam num p o esso de adul os ……………………………………………
186
Quad o 7 - Ma iz ca ego ial sob e o clima que de e exis i nas aulas ……. 187
Quad o 8 - Ma iz ca ego ial sob e ou as opiniões dos alunos …………….. 188
Quad o 9 - Ma iz ca ego ial/ Opinião sob e as aulas ……………………….. 192
Quad o 10 - Ma iz ca ego ial sob e o clima nas aulas ……………………… 194
Quad o 11 - Razões jus i ica i as das espos as sob e as expec a i as
ealizadas no inal do ano ………………………………………………………
199
Quad o 12 - Ma iz ca ego ial sob e o que os alunos mais ap ecia am no
ano lec i o …………………………………………………………………………
203
Quad o 13 - Ma iz ca ego ial sob e aspec os que pode iam se
melho ados no E.S.R. ……………………………………………………………
206
Quad o 14 - Ma iz ca ego ial sob e as en e is as aos p o esso es ……… 208
Índice
ÍNDICE DE GRÁFICOS
G á ico 1 – Cons i uição do co po docen e …………………………………... 33
G á ico 2 – Dis ibuição de alunos/ egime diu no e egime noc u no …….. 35
G á ico 3 – Dis ibuição dos alunos do Ensino Secundá io Reco en e ….. 37
G á ico 4 – Dis ibuição dos p o esso es no Ensino Secundá io Reco en e 38
G á ico 5 – Dis ibuição da u ma SC3 po ní eis e á ios, no ac o da
ma ícula …………………………………………………………………………..
180
G á ico 6 - Dis ibuição da u ma SC3 po géne o, no ac o da ma ícula ….. 181
G á ico 7- Pe cen agens de alunos que inham equen ado o ensino
eco en e em anos an e io es ………………………………………………….
182
G á ico 8 - Cu sos do Ensino Reco en e equen ados em anos an e io es 182
G á ico 9: Mo i ações dos alunos pa a o Ensino Reco en e ……………… 183
G á ico 10 - Expec a i as ace ca do pe il dos p o esso es ………………… 184
G á ico 11 - Dis ibuição da u ma SC3 po ní eis e á ios, no inal do ano
lec i o ………………………………………………………………………………
189
G á ico 12 – Dis ibuição da u ma SC3 po géne o, no inal do ano lec i o 190
G á ico 13 - Opinião dos alunos sob e as aulas ……………………………… 191
G á ico 14 - Razões jus i ica i as das opiniões sob e as aulas …………….. 191
G á ico 15 - Clima nas aulas ……………………………………………………. 194
G á ico 16 - O que ag adou mais na equência das disciplinas …………… 197
G á ico 17 – Realização de expec a i as …………………………………….. 198
G á ico 18 - Razões jus i ica i as da espos as sob e a ealização das
expec a i as ………………………………………………………………………
198
G á ico 19 – Ca ac e ís icas mais ap eciadas nos p o esso es ……………. 202
ÍNDICE DE SIGLAS
ANEFA - Agência Nacional de Educação e Fo mação de Adul os
C.C.R.N. - Comissão de Coo denação da Região No e
C.E. - Comunidade Eu opeia
CEBA’S - Cu sos de Educação de Base de Adul os
CEP - Cen os de P o esso es e Recu sos
CERI - Cen e d’É udes e de Reche ches In e nacionales
CESE - Cu so de Es udos Supe io es Especializados
D.G.E.A - Di ecção Ge al de Educação de Adul os
D.L. - Dec e o-Lei
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
DGEP - Di ecção ge al de Es udos e P e isão
E.A. - Educação de Adul os
E.B.R. - Ensino Básico Reco en e
E.P.A.L. - Emp esa Pública das Águas de Lisboa
E.R. - Ensino Reco en e
E.S.R. - Ensino Secundá io Reco en e
EP - En e is a a P o esso
EP/CP - En e is a a P o esso /Coo denado Pedagógico
ERDI - Eu opean Resea ch and De elopmen Ins i u es o Adul Educa ion
ERIC - Educa ion Resou ces In o ma ion Cen e
FOCO - P og ama de Acções de Fo mação de P o esso es
INE - Ins i u o Nacional de Es a ís ica
IRC - Impos o sob e Rendimen os de Pessoas Colec i as
IRS - Impos o sob e Rendimen os de Pessoas Singula es
L.B.S.E. - Lei de Bases do Sis ema Educa i o
N.I.D. - Núcleo in e associa i o pa a o Desen ol imen o
OCDE - O ganização pa a a Economia, Coope ação e Desen ol imen o
PNAEBA - Plano Nacional de Educação de Adul os
PRI - P ojec o Regional In eg ado
PRODEP - P og ama pa a o Desen ol imen o da Educação em Po ugal
SC - Cu so Secundá io de Cien í ico Na u ais
SH - Cu so Secundá io de Humanís icas
TD - Cu so Secundá io de Técnicas de Comunicação
TESEO - Bases de Dados de Teses Dou o ais em Espanha
TI - Cu so Secundá io de Técnicas de In o má ica
TS - Cu so Secundá io de Técnicas de Sec e a iado
TX - Cu so Secundá io de Design
U.E. - União Eu opeia
U.E.A. - Unidade de Educação de Adul os
ULEFA - Unidades de Educação e Fo mação de Adul os
UNESCO - O ganização das Nações unidas pa a a Ciência, a Educação e Cul u a
UNICEF - Fundo das Nações Unidas pa a a In ância
Ap esen ação
Ap esen ação
19
APRESENTAÇÃO
A o mação de p o esso es pa a o Ensino Secundá io Reco en e, no âmbi o da
Educação de Adul os, cons i ui uma ino ação educa i a desde a década de 70. As
suas ca ac e ís icas peculia es êm indo a in e essa os que a ela se dedicam.
É um dado adqui ido que os desa ios que os empos de mudança ão impondo
à educação es o ços con inuados de p epa ação pa a o desempenho de no os papeis,
em pa icula de um dos seus segmen os mais impo an es – os p o esso es.
A es e espei o, os modelos de o mação de p o esso es desen ol idos em
Po ugal êm alo izado aquela o mação pa a o ensino egula , di igido a c ianças e
jo ens. Já o mesmo não se e i ica ela i amen e à o mação de p o esso es pa a o
Ensino Secundá io Reco en e de Adul os. De igual modo, se e i ica a inexis ência de
es u u as p óp ias, um quad o de inculação pa a docen es de adul os e um es a u o
especí ico. Em consequência, são mobilizados p o esso es do ensino egula pa a o
ensino de adul os.
Admi imos, de igual modo, que o desempenho dos p o esso es depende do
modo como é alo izado o seu papel. Es e aduz-se no ape eiçoamen o e adequação
dos seus sabe es, compe ências, habilidades e na cons ução de uma a i ude e lexi a
sob e as p á icas pedagógicas.
O a, a aliando o pe cu so da Educação de Adul os em Po ugal nas úl imas
décadas, e i icamos uma posição educionis a do alo a ibuído es e domínio
educa i o. Com e ei o, desde a c iação, na década de 70, da Di ecção Ge al de
Educação Pe manen e, passando pela Di ecção Ge al de Educação de Adul os a é à
Di ecção Ge al de Ex ensão Educa i a, ex in a na década de 80, o alo pela
Educação de Adul os iu-se con inada ao Depa amen o do Ensino Básico, com a
designação de Núcleo de Ensino Reco en e.
O expos o pa ece-nos elucida i o sob e o desin es imen o nes e domínio
educa i o, o que a ec ou na u almen e o in e esse pela o mação de p o esso es pa a
o Ensino Secundá io Reco en e de adul os.
Uma ez que o Ensino Reco en e (Básico e Secundá io) oi in oduzido no
Sis ema Educa i o, década de 80, julgamos opo uno a concepção de modelos de
o mação especí ica nes a á ea educa i a, à semelhança do que acon ece no Ensino
Regula .
En e an o, assis e-se, nos inais da década de 80, a uma c escen e
in es igação na á ea da educação de adul os, a qual se p olonga pela década de 90,
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os: Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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aduzindo-se em pós-g aduações, mes ados, publicações, o que suge e um
c escen e in e esse pela á ea da Educação de Adul os, e em pa icula pelo Ensino
eco en e. Con udo, aquela não p oduz e lexos ou não a ec a os c i é ios pa a a
colocação de p o esso es no Ensino Secundá io Reco en e de Adul os.
A cons a ação des a ealidade cons i uiu uma das p incipais mo i ações pa a a
p esen e in es igação. Reconhecemos ac o es mo i acionais que es i e am na base
des a pesquisa. De en e elas, iden i icamos o con ibu o da expe iência como écnica
pedagógica da Di ecção Ge al de Educação de Adul os (1981-84); uma pós-
g aduação em Animação Comuni á ia em Educação de Adul os e um p ojec o de
Desen ol imen o Comuni á io (1992) e a nossa expe iência de mais de uma década
como p o esso a o Ensino Secundá io Reco en e.
Des e co po de expe iências, e lexões, p eocupações e in e esses oi-se
cons uindo a noção da eme gência de um modelo de o mação de p o esso es pa a
aquela á ea educa i a.
- Os p o esso es êem-se p og essi amen e despossuídos do seu o ício em
p o ei o da noos e a de pessoas que concebem e ealizam os p og amas, as
condu as didác icas, os meios de ensina e de alida ,(..) é uma o ma de
p ole a ização;
- Os p o esso es o nam-se e dadei os p o issionais, o ien ados pa a a
esolução de p oblemas, au ónomos na ansposição didác ica e na escolha de
es a égias, capazes de abalha em sine gia no âmbi o de es abelecimen os e
de equipes pedagógicas, o ganizados pa a ge i a sua o mação con ínua – é a
sua p o issionalização. (Pe enoud, 1994)
Expomos, em seguida, a es u u a do abalho, dando con a dos con eúdos
undamen ais de cada capí ulo.
Assim, no âmbi o do p imei o capí ulo, deb uçamo-nos sob e o p oblema da
in es igação e seu con ex o. Nele apon amos as p incipais mo i ações que ge a am a
in es igação, iden i icamos a na u eza do seu objec o, enunciamos os objec i os do
mesmo e apon amos os an eceden es da in es igação, conside ando pesquisas
desen ol idas no con ex o po uguês e espanhol. Re e imos a opção me odológica
pa a a pesquisa em cu so e, em b e e sín ese, ealçamos os aspec os que, po se em
impo an es, p oduzem e lexos nos capí ulos seguin es.
O segundo capí ulo é dedicado à p oblemá ica da Educação de Adul os.
começamos po desen ol e conside ações em o no da noção de adul ez, a qual
Ap esen ação
21
analisamos e discu imos à luz de á ios au o es. Em seguida, deb uçamo-nos sob e
as á ias posições sus en adas ela i amen e ao concei o de Educação de Adul os.
En e an o e conside ando as á ias dimensões que a educação de Adul os oi
adqui indo ao longo do empo, op ámos po alo iza a And agogia, a Educação
pe manen e e sua elação com a Educação de Adul os e o Ensino Reco en e. Depois
omamos como e e ência as con e ências in e nacionais da UNESCO e U.E., nas
quais analisamos as ecomendações ace ca da Educação de Adul os e o mação de
p o esso es pa a alunos adul os. A igu ou-se-nos ainda de in e esse es uda eo ias
ace ca do ensino di igido ao adul o, elaciona com eo ias ace ca do modo como o
adul o ap ende e in e i dali o pe il do p o esso do adul o em ge al.
Nes e conjun o de e lexões admi imos e ecolhido con ibu os que se pode ão
e lec i no âmbi o do con eúdo do e cei o capí ulo, em pa icula , e nos es an es, em
ge al.
A o mação de p o esso es pa a a Educação de Adul os cons i ui o objec o de
es udo do e cei o capí ulo do p esen e abalho.
Começamos po ap esen a uma b e e análise diac ónica sob e a o mação
dos p o esso es em Po ugal desde o Século XIX. Em seguida, deb uçamo-nos sob e
modelos de o mação de p o esso es desen ol idos em Po ugal na década de 80,
ecendo conside ações em o no da o mação inicial e da o mação con ínua e sua
o ganização no Sis ema Educa i o Po uguês. Con udo, pa a além do in e esse na sua
análise, i emos o in ui o de pesquisa dados elacionados com a o mação de
p o esso es pa a o Ensino Secundá io Reco en e no âmbi o da Educação de Adul os.
Em seguida, dedicamo-nos ao es udo sob e as soluções encon adas pa a a
o mação e colocação de p o esso es na educação de adul os e designadamen e no
Ensino Secundá io Reco en e.
Sublinhamos a impo ância da c iação de o ganismos c iados pelo Minis é io da
Educação, desde a Di ecção Ge al de Educação pe manen e, em 1971 a é à Di ecção
Ge ais de Ex ensão Educa i a, ex in a em 1993. Realçamos o impac e que assume o
Plano Nacional de Educação Básica de Adul os a pa i da década de 70 e seus
e lexos na década seguin e, a a és do desen ol imen o de á ios p ojec os egionais
in eg ados a pa de cu sos de Educação Básica de adul os.
Vinculamos a nossa análise aos quad os no ma i os igen es en ando man e
uma pe spec i a c í ica.
Apon amos modalidades desen ol idas sob e a o mação de p o esso es, no
âmbi o da Di ecção Ge al de Educação de Adul os no in ui o de ap esen a uma
pano âmica sob e a na u eza das ac i idades desen ol idas.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os: Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Ap esen amos a es u u a da Agência Nacional de Educação e Fo mação de
Adul os (ANEFA) enquan o modelo de ins i ucionalização da Educação de Adul os em
Po ugal, suas po encialidades e limi ações.
Salien amos a pa icipação de Po ugal no P ojec o de In es igação Eu odelphi,
sua o igem e dinâmica, objec i os e conclusões. Po im, damos con a da associação
“O Di ei o a Ap ende ”, pela impo ância que assume no âmbi o da Educação e
Fo mação de Adul os.
O qua o capí ulo é dedicado ao p ocesso empí ico da in es igação.
Deb uçámos sob e um es udo de caso como es a égia de in es igação educa i a cujo
a amen o é ealizado à luz do pa adigma biog á ico-na a i o.Como unidade de
análise, seleccionámos uma u ma do Ensino Secundá io Reco en e da Escola
Secundá ia Rod igues de F ei as, no Po o, com p o esso es, alunos e coo denado
pedagógico. Ap esen amos as azões que undamen am a nossa opção e apon amos
as écnicas u ilizadas na pa e empí ica da in es igação. Ace ca des as, aplicámos
en e is as a p o esso es, ques ioná ios a alunos, no as de campo, diá ios e análise
documen al.
No quin o capí ulo deb uçamo-nos sob e a análise e in e p e ação dos dados
esul an es do p ocesso de in es igação. Em p imei o luga , ap esen amos as no as de
campo esul an es da obse ação de á ios episódios egis ados nos espaços mais
equen ados pelos p o esso es do Ensino Secundá io Reco en e. Es es egis os
o am ainda objec o de e lexão c í ica, os quais o am sendo egis adas em diá ios.
Em seguida, ap esen amos os esul ados de dois ques ioná ios a alunos de
uma u ma, endo o p imei o sido aplicado no ac o da ma ícula pa a o ano lec i o
2004/2005, com o objec i o de ecolhe expec a i as sob e á ios aspec os e o
segundo aplicado no inal do ano, como o objec i o de ecolhe pensamen os sob e
aulas, p o esso es en e ou os elemen os.
No que espei a às en e is as, abe as e em p o undidade ap esen amos
ci ações mais signi ica i as sob e as na a i as dos p o esso es, ecendo um
comen á io c í ico ace ca das mesmas.
Tan o os dados ecolhidos nas no as de campo e diá ios como os ques ioná ios
e en e is as o am objec o de edução, dando o igem à cons ução de ma izes
ca ego ias, pe mi indo assim, da maio isibilidade às di e en es pe spec i as.
No sex o capí ulo p ocedemos à econs ução do caso u ilizando a iangulação
como es a égia me odológica.
Ap esen ação
23
Ap esen amos um conjun o de p opos as, con ibu os e limi ações que nos são
suge idos pela in es igação.
Expomos as conclusões ge ais que e lec em os aspec os mais signi ica i os
e i ados do campo eó ico e da pa e empí ica que nos suge em a cons ução de um
modelo de o mação de p o esso es pa a o Ensino Secundá io Reco en e.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Espe amos, pois, que o p ocesso da in es igação pe mi a con ibui de algum
modo pa a a alo ização da qualidade de ida pessoal, escola e p o issional dos
adul os/ p o esso es e dos adul os/ alunos.
1.3- Os objec i os da in es igação
O papel do p o esso , na ac ual sociedade, é cada ez mais exigen e. Tal
ci cuns ância ap esen a-se com con o nos imp e isí eis que se aduzem no seu
desempenho p o issional, em di e sos ní eis de exigência. Tal supõe a ac ualização
de sabe es e compe ências, na pe spec i a da o mação pe manen e. Des e modo,
ão-se cons uindo espos as cada ez mais ajus adas às ino ações, as quais ão
sendo in oduzidas no ecido escola e nas p óp ias expec a i as de ealização pessoal
e p o issional dos docen es. Assim, e em ace do p oblema enunciado, iden i icamos
como objec i os nuclea es da in es igação os seguin es:
- Desc e e os modelos de Fo mação de P o esso es em Po ugal;
- Iden i ica a si uação da Fo mação de P o esso es pa a o Ensino Secundá io
Reco en e de Adul os;
- Analisa as pe cepções, expec a i as e mo i ações dos p o esso es, alunos e
coo denado pedagógico, ace ca do E.S.R.;
- Examina as concepções dos ó gãos de ges ão da Escola ace ca da Fo mação
de P o esso es do Ensino Secundá io Reco en e;
- Con ibui pa a a concepção de um modelo de o mação pa a P o esso es do
E.S.R..
1.4 - O con ex o da in es igação: A Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
A Escola onde se desen ol eu a in es igação em uma longa adição ao
se iço do Ensino e da Cul u a.
An es do mais, pa ece-nos ajus ado p ocede à sua ca ac e ização ge al. Nes e
en endimen o, omámos em conside ação a sua ca ac e ização ísica – os espaços e
egimes de uncionamen o; ap esen amos o o al dos seus p o esso es e alunos e sua
dis ibuição pelos egimes diu nos e noc u no. Po ém, dado que a nossa pesquisa se
cen a no egime noc u no (E.S.R.) apon amos o seu p ocesso de implan ação, seus
objec i os, o e as de o mação e o ganização pedagógica.
Nes e en endimen o de inimos os seguin es c i é ios:
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
31
1º- O núme o o al de p o esso es e de alunos e sua exp essão pe cen ual, ao
ní el da Escola, no ano de 2004;
2º- O núme o ela i o ao uni e so dos p o esso es e alunos do E.S.R., as
o e as de o mação e ma e iais de supo e pedagógico.
Assim, e e omando a in enção de ca ac e iza o con ex o da in es igação,
en endemos se de in e esse desc e ê-la na sua his ó ia, espaços, cul u a e clima.
Começamos po ecolhe na sua biblio eca, ica no espólio como isámos, dados
sob e a sua c iação, p ecisamen e no seu anuá io, que nos o e ece a seguin e
in o mação:
Es e Lyceu po dec e o e e endado po Manoel da Sil a Passos em 17
de No emb o de 1836, só se o ganizou 4 anos depois, icando ins alado
jun amen e com a Academia Poly ecnica. A sua p imi i a designação oi
de Lyceu Nacional do Po o”.
In Anuá io do Liceu Rod igues de F ei as
T a a-se, pois, de uma inicia i a da época da mona quia, o que de algum modo
deixa an e e alguns aços da sua iden idade cul u al: adicional, exigen e, ígido,
eli is a. Em b e e his o ial, des aca emos as suas ma cas mais ele an es.
A ac ual Escola Secundá ia Rod igues de F ei as oi c iada no p imei o qua el
do século XIX, como liceu masculino, na cidade do Po o. Em 1908, po dec e o-lei
passa a designa -se po Liceu Cen al do Po o D. Manuel II, de aco do com a on ade
mani es ada pelo Conselho Escola desse ano, como homenagem ao úl imo ei de
Po ugal.
Con udo, a designação é al e ada pa a Liceu Rod igues de F ei as, pelo
Go e no P o isó io da República, po dec e o-lei, em 1910, homenageando-se assim,
uma igu a pública po uense, p imei o epublicano elei o pelo cí culo do Po o. No ano
de 1945, é-lhe de ol ida a p imei a iden idade – Liceu D. Manuel II, que man ém a é à
e olução de 25 de Ab il, que lhe de ol eu o nome epublicano, Rod igues de F ei as,
que se man ém hoje, não como liceu, mas sim como escola secundá ia, com a
e minologia adop ada depois daquele mo imen o polí ico. É, nessa época que se
egis a, ambém, a al e ação ace ca da na u eza do uni e so de alunos, pois, de uma
população masculina, passa a e uma equência mis a.
No que espei a à localização geog á ica, a sua his ó ia é peculia pois as suas
ins alações si ua am-se em á ias uas e edi ícios da cidade, a é que em 1932/33, se
ixa am de ini i amen e na P aça Ped o Nunes, F eguesia de Cedo ei a, no cen o da
cidade do Po o. T a a-se de um dos imó eis mais ep esen a i os da a qui ec u a de
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
32
época, o que con ibuiu pa a se um imó el p o egido pelo Ins i u o do Pa imónio
A qui ec ónico.
Di emos que, como ca ac e ís ica ísica dominan e, des acam-se os g andes
espaços, que no in e io que no ex e io . T a a-se de um imponen e edi ício
aja dinado e g adeado que se impõe ao olha dis aído de quem passa. É cons i uído
po ca es, 1º, 2º e 3º anda , dispos os em duas g andes alas, mediadas po ja dins
in e io es com lagos; no anda supe io exis em as an igas habi ações do ei o , che e
da sec e a ia e che e de pessoal, hoje ans o mados em gabine es pa a p o esso es e
salas de in o má ica. No seu odo con am-se 88 salas de aula, uma biblio eca
echeada de ob as desde o segundo qua el do séc. XIX, 3 ginásios, uma piscina
cobe a, balneá ios, um audi ó io, um museu zoológico, um e ei ó io, can ina, ba .
Algumas das salas de aula o am adap adas a sala de es udo de apoio a
alunos com necessidades educa i as especiais, aulas de in o má ica, sala B aille pa a
os alunos in isuais, ep og a ia, papela ia, obse a ó io me eo ológico, gabine e do
che e de pessoal, gabine e de a endimen o dos alunos do ensino egula e gabine e do
Ensino Reco en e. No ex e io , pode-se ap ecia um g ande espaço, com á o es
ondosas, ac ualmen e ap o ei ado pa a pa que de au omó eis. Pe co endo esse
espaço depa amos com uma á ea bas an e ex ensa des inada à educação ísica, com
pis as de a le ismo em odas as modalidades. Ainda nos limi es da Escola, si ua-se um
pa ilhão de ginás ica, con íguo às ins alações da an iga Escola de Ins u o es de
Educação Física, cons uída na década de 60, sendo ac ualmen e a sede Cen o de
Fo mação de P o esso es Didaskália, que con a com 6 salas de aulas, uma sec e a ia
e um gabine e. As ins alações e e idas o am cons uídas sob delibe ação do
Minis é io da Educação e man êm-se associadas à Escola.
Além do ac o de cons i ui um edi ício de no á el aça a qui ec ónica, a Escola
cons uiu, ao longo de décadas, uma imagem de g ande compe ência pedagógica, a
qual p oduziu e lexos na p epa ação e equência dos alunos nas Uni e sidades.
Ace ca des a imagem, é cu ioso ealça a designação pela qual e a conhecida –
“Uni e sidade da Ca alhosa”, o que aduz a capacidade didác ica e pedagógica dos
p o esso es. Foi ainda, ao longo de décadas, uma no á el e e ência na o mação
inicial dos p o esso es, em á ios g upos de docência. O econhecimen o do seu
mé i o es á simbolicamen e ep esen ado no á io p incipal da escola, a a és de
placas com dedica ó ias dos mui os alunos que a equen a am.
Na década de 70, o Minis é io da Educação ins alou, numa das alas, os
se iços de Inspecção Pedagógica e da Di ecção Ge al de Adminis ação Escola , que
lá pe manece am a é 1999.
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
33
Ac ualmen e exis e uma ges ão bicé ala, de aco do com disposições legais
(Dec. Lei 115-A, de 4 de Maio de 1998) cons i uída, po um lado, pela Assembleia de
Escola, como ó gão de Di ecção, sede de delibe ações e po ou o pelo Conselho
Execu i o que, con o me a designação p ocede de aco do com as decisões do ó gão
di ec i o. A es e p opósi o, se á de salien a que as delibe ações omadas são
con oladas supe io men e, pois as escolas não possuem au onomia adminis a i a,
pedagógica nem inancei a, o que complexi ica o uncionamen o da mesma, ac o que
cons i ui limi ações que ge am cons angimen os.
Rela i amen e ao meio, a escola man ém um bom elacionamen o com
di e sas ins i uições: Jun a de F eguesia, Faculdade de Fa mácia, Ins i u o de
Gené ica, Faculdade de Le as do Po o, Faculdade de Psicologia, Ins i u o de Cegos
de S. Manuel, Ins i u o A aújo Po o que apoia su dos e mudos, Cen o Educa i o de
San o An ónio – Ins i u o de Reinse ção Social, do Minis é io da Jus iça, en e ou os, o
que e ela possibilidades de c iação de aco dos pa a o desen ol imen o de p ojec os
educa i os.
1.4.1-O uni e so dos p o esso es na Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
A Escola Secundá ia Rod igues de F ei as em ac ualmen e2, no seu co po
docen e, 187 p o esso es e ec i os3 e 27 p o esso es não e ec i os, dis ibuídos po
di e en es po g upos disciplina es4, de aco do com o g á ico 1:
187 27
0 50 100 150 200 250
P o .E c P o .n.E c
G á ico 1 – Cons i uição do co po docen e
2 Conside am-se os dados e e en es ao ano lec i o 2004/2005.
3 Os p o esso es e ec i os êm um ínculo com o Es ado, ao con á io dos p o esso es não
e ec i os.
4 En ende-se po g upo disciplina o conjun o de p o esso es que leccionam uma ou mais
disciplinas (ex. 1 g upo – Ma emá ica; 4º g upo – Física e Química).
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
34
Os dados inse os no g á ico pe mi em in e i que os p o esso es e ec i os
es ão em maio ia acen uada, si uação que con as a com a dos não e ec i os.
O a, al ci cuns ância p opo ciona, a nosso e , a seguin es an agens:
- a es abilidade do co po docen e, condição impo an e nas conside ações
sob e o sucesso educa i o, po aduzi con iança nas equipas de ges ão e no
seio dos p óp ios g upos disciplina es;
- a compe ência, que pe mi e a noção de e icácia no ensino que se aduz na
capacidade de mobilização de sabe es, a qual p oduz e lexos ambém, na
pe cepção dos pais, desen ol endo-lhes um sen imen o de con iança;
- a coesão nos g upos disciplina es que cons i ui uma ga an ia de e iciência
nas plani icações das aulas e na o ganização de ma e iais.
A in eg ação de docen es não inculados é ealizada, na u almen e, nos
espec i os g upos disciplina es.
Os di e en es g upos disciplina es eúnem mensalmen e pa a desen ol e
plani icação de ac i idades, pe mu a de expe iências, in eg ação de p o esso es no os
e concebe á ios e en os.
A escola unciona em egime diu no, pa a jo ens e em egime noc u no, pa a
adul os. O E.S.R unciona com um ho á io comp eendido en e as 19 ho as e as 11.45
ho as.
1.4.2 - O uni e so de alunos
No âmbi o da ca ac e ização da escola, pa ece-nos de in e esse da a
conhece o núme o dos alunos que equen am a escola, nos egimes enunciados
an e io men e.
Assim, egis ámos, no ano lec i o de 2003/2004, a ma ícula de 613 alunos, no
ensino diu no, e de 814 alunos adul os, no Ensino Reco en e, (no qual se
ci cunsc e e o Ensino Secundá io Reco en e) pe azendo um o al de 1427 alunos,
cuja dis ibuição ap esen amos em g á ico (G á ico 2).
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
35
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Reg Diu Reg.Noc
G á ico 2 – Dis ibuição de alunos/ egime diu no e egime noc u no
A análise dos dados inse os no g á ico pe mi e obse a que a maio ia dos
alunos da Escola equen am o E.R. no egime noc u no (57.4%), enquan o que a
equência em egime diu no é meno , aduzindo-se em 42.96%.
1.5- Enquad amen o do Ensino Secundá io Reco en e na Escola Secundá ia
Rod igues de F ei as
A Escola Secundá ia Rod igues de F ei as oi, equen emen e, escolhida pa a
a in odução de ino ações educa i as. A modalidade do Ensino Secundá io
Reco en e pa a adul os oi um dos exemplos dessas ino ações. Sob e es e assun o,
cons a em egis o documen al que, no dia 25 de Julho de 1992, ealizou-se uma
eunião com as di ecções egionais, cen os de acção educa i a e p esiden es dos
conselhos di ec i os de á ias escolas. O ema cen al da eunião incidia sob e a
implemen ação do E.S.R. po unidades capi alizá eis, con o me o plano cu icula
consag ado no Despacho n.º 271/ME/92 de 19 de Ou ub o. Mais a de, é lançado o
Ensino Secundá io Reco en e a a és do Despacho n.º 273/ME/92, de 10 de
No emb o, es abelecendo em egime expe imen al a c iação de no os cu sos,
espec i a ede de escolas, egulamen ação e modelo de o ganização.
Sob e o assun o di emos que a ca ac e ís ica ino ado a do E.S.R. eside na
sua es u u a o ganiza i a e pedagógica, assen e em unidades capi alizá eis5, a qual
con as a com a o ganização dos cu sos adicionalmen e minis ados.
5En ende-se po unidade capi alizá el, um pequeno conjun o de con eúdos p og amá icos,
a aliados a a és de exame esc i o (no caso das Línguas: Po uguês, F ancês, Inglês, Alemão;
o exame é esc i o e o al). Cada p og ama disciplina é cons i uído po um dado núme o de
unidades.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
36
Dis inguimos o Ensino T adicional do E.S.R nos seguin es aspec os:
- O sis ema adicional é ca ac e izado po um cu ículo ge al pa a odos os ciclos de
ensino.
- A a aliação é imes al, sendo que a inal aduz o sucesso ou o insucesso do aluno,
no im do ano lec i o;
- P edomina o mé odo exposi i o e a memo ização dos con eúdos p og amá icos.
- O E.S.R. ap esen a um cu ículo di e si icado e lexí el, pe mi indo ao aluno á ias
opções;
-Os exames são ealizados, ao longo do ano, po unidades capi alizá eis, sendo as
da as p e iamen e negociadas en e o p o esso e o aluno;
- A p epa ação de cada unidade a capi aliza ocupa, em média 24 sessões de duas
ho as. O empo de ealização do exame da unidade é de duas ho as;
- P e alece, no E.S.R., o ca ác e he e ogéneo dada a a iedade de unidades
capi alizá eis nos di e sos p og amas6,
- O i mo de ap endizagem de cada aluno de e de e mina as es a égias pedagógicas
a desen ol e pa a cada caso.
- P econiza-se o ca ác e dialógico no p ocesso ensino-ap endizagem.
Es amos pe an e um subsis ema que, pela sua na u eza, suge e dinâmicas
di e en es do adicional, ao ní el das p á icas pedagógicas.
1.5.1 – Uni e so de Alunos Adul os no E.S.R.
No âmbi o da ca ac e ização da Escola onde desen ol emos a nossa pesquisa
deb uçamo-nos, em seguida, sob e a ap esen ação dos alunos ela i os ao E.S.R., a
im de conhece mos o seu núme o o al.
Assim, no ano lec i o de 2004/2005 ma icula am-se 601 alunos adul os.
1.5.2 – O e as de Fo mação
A di e sidade de o e as de o mação que a Escola o e ece pe mi e mais
possibilidades de escolha ao aluno adul o, o que cons i ui uma ci cuns ância
an ajosa.
6 Ace ca do assun o damos como exemplos os seguin es: O p og ama de Á ea In e disciplina
é compos o po 6 unidades, enquan o que o de Psicologia é de 9 unidades, o de Filoso ia é de
10 e o de Biologia é de 15.
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
37
Assim, em 2004, es a am abe as as insc ições pa a seis cu sos no E.S.R. po
unidades capi alizá eis, os quais ap esen amos, indicando as espec i as siglas7 e sua
dis ibuição (G á ico 3):
- Cu so Secundá io de Técnicas de In o má ica; (TI)
- Cu so Secundá io de Cien i ico Na u ais; (SC)
- Cu so Secundá io de Humanís icas; (SH)
- Cu so Secundá io de Técnicas de Sec e a iado; (TS)
- Cu so Secundá io de Técnicas de Comunicação; (TD)
- Cu so Secundá io de Design (TX)
43
281
160
413226
0
50
100
150
200
250
300 Tecnicos /in o má ica
Secundá io Cien í ico
Na u al
Secundá io de Humanís icas
Tecnicas de Sec e a iado
Tecnicas de Comunicação
Técnico de Design
G á ico 3 – Dis ibuição dos alunos do Ensino Secundá io Reco en e
Na sua ep esen ação g á ica, e idencia-se a p edominância de alunos no
Cu so Secundá io Cien í ico Na u al (SC) na pe cen agem de 47%, que conduziu à
o mação de oi o u mas. Tal a luência jus i ica-se pela di e sidade de cu sos
supe io es a que es e cu so dá acesso (Biologia, Medicina, En e magem, Psicologia,
Educação de In ância e ou as ciências Expe imen ais); em seguida, egis amos o
Cu so Secundá io de Humanís icas, (SH), com uma equência com o alo pe cen ual
de 27% (dando acesso a cu sos de Línguas, His ó ia, Filoso ia, Geog a ia, Sociologia,
Economia) e que conduziu à o ganização de cinco u mas.
Na concepção dos cu sos écnicos es e e p esen e a p eocupação no ing esso
no me cado de abalho de jo ens adul os e/ou econ e são p o issional.
Assim, o Cu so Técnico de In o má ica, (TI) cujo núme o de alunos
co esponde a 7%, pe mi iu a o mação de duas u mas.
7 À medida que chega a a ap o ação dos cu sos pelos Se iços do Minis é io da Educação oi-
se con encionando a sua designação, a a és da u ilização das siglas com is a à o ganização
de u mas.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
38
Ainda, o Cu so Técnico de Sec e a iado (TS) ap esen a, igualmen e, uma
equência de 7%, o que pe mi iu ambém a o ganização de duas u mas com saídas
p o issionais no domínio dos Se iços de Sec e a iado de Emp esas e p o issões a ins.
O Cu so Técnico de Design (TD) ap esen a uma baixa p ocu a, ac o que se
e lec e em 4%, possibili ado a o ganização de uma u ma. Pe mi e o acesso a cu sos
de Design G á ico, Design Indus ial e ou os.
Po im, o Cu so Técnico de Comunicação (TX) ap esen a o meno núme o de
alunos, o qual se aduz em 3%, dando o igem à c iação de uma u ma. As saídas
p o issionais si uam-se no âmbi o da Comunicação Social, Jo nalismo e á eas a ins.
1.5.3- Uni e so dos p o esso es do Ensino Secundá io Reco en e
O núme o de p o esso es colocados no E.S.R. é de 85, na maio ia
pe encen es ao quad o e ec i o da escola. Duas p o esso as possuem Diploma de
Es udos Especializados em Animação Comuni á ia e Educação de Adul os e uma
possui o g au de mes e em Educação de Adul os.
A coo denação do E.S.R. é da esponsabilidade de uma p o esso a do quad o
de nomeação e ec i a na escola, designada pelos ó gãos de ges ão pa a o e ei o.
Re e imos ainda que, nos á ios cu sos e pa a cada u ma, exis e um coo denado
pedagógico.
Ap esen amos em seguida a dis ibuição dos p o esso es po g upo
disciplina es.
7
31
6
3
9
2
1
3
9
3
6
4
4
13
2G upo de Técnicas de Sec e a iado
G upo de ecnologia
G upo de Biologia
G upo de Geog a ia
G upo de Filoso ia
G upo de His ó ia
G upo de Inglês
G upo de Po uguês /F ançês
G upo de La im
G upo de Economia
G upo de Con abilidade
G upo de Desenho e Geome ia Desc i i a
G upo de Química
G upo de Física
G upo de Ma emá ica
G á ico 4 – Dis ibuição dos p o esso es no Ensino Secundá io Reco en e
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
39
A ep esen ação g á ica e idencia uma pe cen agem de 15% nos g upos de
Tecnologia e de Po uguês/F ancês; os g upos de Inglês e Economia ap esen am,
uma pe cen agem de 11%; no g upo de Ma emá ica a pe cen agem é de 8%,
enquan o que nos g upos de Desenho/Geome ia Desc i i a e de Filoso ia é de 7%;
nos g upos de Geog a ia e Biologia o alo pe cen ual é de 5%; nos g upos de
His ó ia, Física e de Con abilidade o alo pe cen ual é em cada um de 4%; nos
g upos de Po uguês/ La im e Técnicas de Sec e a iado a pe cen agem é de 2%.
Os alo es pe cen uais apon ados e elam as p e e ências dos alunos
ela i amen e aos cu sos que que em equen a .
Assim, a equência dos cu sos ecnológicos jus i ica a pe cen agem apon ada
no g upo de p o esso es da á ea. Os dados e elados quan o ao núme o de
p o esso es de F ancês jus i icam-se pelo ac o de se ob iga ó ia, no cu ículo dos
alunos, bem assim como em Inglês, Alemão e Economia.
Rela i amen e à Ma emá ica, a pe cen agem ap esen ada de e-se ao ac o de
se e em ma iculado ce ca de 60 alunos, dis ibuídos po duas u mas. A mesma
azão jus i ica a pe cen agem apon ada em Física e Química. En e an o, o alo
pe cen ual e e en e a La im de e-se a uma baixa p ocu a em con as e com as
Tecnologias e Línguas. O ca ác e op a i o da disciplina de Geog a ia jus i ica o alo
ap esen ado. A pe cen agem de p o esso es da disciplina de Filoso ia e Desenho/
Geome ia Desc i i a dependem da escolha do aluno. No que conce ne ao g upo de
Técnicas de Sec e a iado, o núme o de p o esso es jus i ica-se pelo núme os de
alunos ma iculados.
1.6 – An eceden es da in es igação: in es igação desen ol ida, expe iências
ealizadas
Sob e a emá ica, p ocu ámos ecolhe po o dem c onológica a in es igação
p oduzida nes e domínio, desde a década de 90, en ando e i a os e lexos que ais
pesquisas p oduzem na nossa in es igação. Pa a o e ei o, conside ámos os es udos
e ec uados em Po ugal e em Espanha, conside ando eses de mes ados e de
dou o amen o, monog a ias, comunicações publicadas e ou os abalhos de
in es igação de in e esse pa a o es udo p esen e. Reco emos pa a o e ei o ao
p og ama TESEO e ERIC. Consul ámos as base de dados sob e abalhos publicados
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
46
educação de adul os, impedindo o seu desen ol imen o p á ico e eó ico especí ico. A
in es igação isa a supe ação daquela lacuna.
A ese ap esen a ês pa es dis in as: na p imei a abo dam-se os undamen os
epis emológicos e me odológicos do abalho; na segunda pa e, omam luga os
undamen os do modelo escola e a sua análise no plano educa i o; na e cei a pa e
des aca-se que o modelo escola es á ul apassado e inadequado pa a a educação de
adul os.
A in es igação aludida in luenciou o nosso abalho pela iden idade do ema,
pela iden i icação com o pos ulado cen al c i icado - a escola como espaço, adição e
sis ema de c enças que podem bloquea a ap endizagem do adul o e, ainda, na ideia
da cons ução de um modelo al e na i o, adequado à educação do adul o. Tal
p oblemá ica, sublinhamos, e elou-se-nos de mui o in e esse.
Bap is a (1999), em disse ação de ese de Mes ado, ap esen ada no Ins i u o
de Educação e Psicologia da Uni e sidade do Minho, a ou o ema “In e enção das
Au a quias no Desen ol imen o da Educação de Adul os”, a gumen ando em a o da
c iação de disposi i os legais e a i udes de abe u a local, pa a o omen o de
ac i idades no âmbi o da Educação de Adul os. Após a ap esen ação na pa e eó ica
de e e ências, endo em conside ação on es de no á el signi icado pa a o es udo,
expõe na componen e p á ica um es udo de caso. O es udo é sob e a elação
es abelecida en e as ins i uições au á quicas, no Concelho de Cha es e as
ac i idades de educação de adul os, aí implemen adas pela Di ecção Ge al de
Educação de Adul os – cu sos e ac i idades com o apoio daquelas ins i uições.
U ilizou-se, no es udo, a me odologia quali a i a, ope acionalizada a a és de
en e is as e análise de con eúdo de documen os. A amos a oi cons i uída po um
uni e so de elemen os - p o esso es, au a cas e es emunhas p i ilegiadas do meio
que p opo ciona am a in e p e ação dos dados, os quais e lec i am as an agens de
pac os educa i os pa a o desen ol imen o local.
O es udo ap esen ado sensibilizou-nos pela na u eza do campo de es udo, pela
in e acção in e ins i ucional conseguida, na medida em que admi imos, ambém, que
as mudanças nos p o esso es são in luenciadas pelos con ex os ins i ucionais
en ol en es.
Soco o (1999) de endeu uma ese de Dou o amen o no Depa amen o de
Ciências da Educação da Uni e sidade das Ilhas Balea es, sob e o ema “A o mação
de P o esso es pa a a Educação de Adul os no B asil: da His ó ia à acção”.
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
47
A in es igado a pa e da discussão da necessidade de o mação do educado
de adul os, em ace à ealidade obse ada sob e a al abe ização no B asil.
Assim, a in enção undamen al da in es igação eside na análise da legislação
sob e a educação de adul os naquela ealidade, na medida em que a ausência de
o mação de p o esso es pa a adul os, em ace dos índices de anal abe ismo
cons i uem uma in e oga i a. Toma, como e e ências eó icas, os pensado es mais
c í icos da pedagogia b asilei a, incluindo Paulo F ei e.
Ainda, ap esen a um p ojec o pa a a o mação de p o esso es de adul os. Os
esul ados esponde am às expec a i as ge adas pela in es igado a. Po ém, a mesma
a i ma, a pesquisa cons i ui um p ocesso em abe o e, po al azão suscep í el de se
e omado e ampliado.
En e an o e como e lexos no nosso abalho, sublinhamos a emá ica pela
semelhança e a a gumen ação o e ecida pa a a cons ução de um p ojec o de
o mação de o mado es de adul os. Sublinhámos, igualmen e, o ecu so a Paulo
F ei e como e e ência semp e pe inen e nes a á ea educa i a e que omámos,
igualmen e, em conside ação na nossa e isão bibliog á ica.
Ca doso (2000) elabo ou uma ese de Dou o amen o na Faculdade de
Psicologia e Ciências da Educação, da Uni e sidade de Coimb a, sob e o ema
“Recep i idade à ino ação pedagógica - O p o esso e o con ex o escola ”, na qual
a a o concei o de c ia i idade e de ende, como p io idade, a c iação de espaços de
ino ação, na o ganização e uncionamen o dos sis emas educa i os.
Na pa e empí ica oi desen ol ido um es udo pilo o com uma amos a es i a
de sujei os (55), de duas escolas, uma do 2.º Ciclo 3.º Ciclo de ensino básico e ou a
do 3º Ciclo e secundá io, do concelho de Viseu, seleccionadas alea o iamen e. Aquele
e e, como objec i o, p ocede à u ilização dos ins umen os psicomé icos pa a a e i
a sua alidez e idelidade, com is a ao seu e en ual ape eiçoamen o.
O es udo ab angeu 377 p o esso es do concelho de Viseu. A amos a
ap esen ada é cons i uída po um g upo com um campo de a iação en e os 25 e 45
anos de idade, em que p edominou a p esença de elemen os do sexo eminino. A
maio ia dos sujei os cons i uin es da amos a e a po ado a do g au de licencia u a e
possuíam en e 7 e 25 anos de expe iência na unção docen e.
Como écnicas de pesquisa o am aplicados oi o es es di e en es que
e ela am os seguin es esul ados: a alo ização da c ia i idade na o mação con ínua
dos p o esso es desen ol e a i udes pa a a ino ação; con ibui pa a a al e ação de
c enças e a i udes adicionais dos p o esso es; p omo e a sua ac ualização nos
planos pessoal e p o issional.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
48
Como con ibu o pa a a nossa pesquisa, econhecemos que a alo ização pa a
a c ia i idade e ino ação con ibuem pa a a mudança de a i udes dos p o esso es.
Ab eu (2000) elabo ou uma ese de Mes ado, subo dinada ao ema “Ensino
Reco en e na Região Au ónoma da Madei a - Um es udo explo a ó io sob e o 3.º
Ciclo do Ensino Básico”, que ap esen ou no Ins i u o de Educação e Psicologia da
Uni e sidade do Minho.
No ma co eó ico ap esen am-se á ias abo dagens endo como e e ência
au o es, documen os da OCDE e o PNAEBA (Plano Nacional de Educação Básica de
Adul os). No campo empí ico a pesquisa desen ol eu-se na Região Au ónoma da
Madei a, en ol endo 11 escolas e 310 alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico
Reco en e, po cons i ui um ciclo e minal de um pe cu so ob iga ó io.
Como ins umen os me odológicos, oi u ilizado um inqué i o po ques ioná io,
aplicado num p imei o momen o a uma amos a de alunos pa a se ea aliado e num
segundo momen o oi aplicada ao uni e so de alunos acima e e ido.
Da análise de esul ados salien a-se o ac o do ensino eco en e se e ela
como ensino de segunda opo unidade, se equen ado po alunos que ap esen a am
uma média e á ia de 25 anos, p o enien es de classes economicamen e
des a o ecidas, que ap esen am como p imei a causa de es a em a equen a o sub-
sis ema, ques ões inancei as elacionadas com expec a i as de abalho. Ap esen am
uma ep esen ação posi i a da escola. Con udo, não deixam de acen ua os
insucessos do passado e suas consequências. Rela i amen e ao pe il do p o esso os
alunos p onuncia am-se en e o que “Explica bem” e o que “Sabe in e essa os
alunos”.
A pesquisa e ela obs áculos, cons angimen os e po encialidades do ensino
eco en e. O es udo e idencia, ainda, a pe sis ência de uma sociedade eli is a e
selec i a que cul i a a pe enidade de cu ículos ecnicis as, o que p omo e o
insucesso escola . Pe an e al cons a ação, a in es igado a admi e que uma das
possí eis medidas de supe ação daquela di iculdade se ia p ocede -se à lexibilização
dos cu ículos e à di e enciação pedagógica.
Iden i icámos, como con ibu os pa a a nossa in es igação, o ac o da
pesquisa se deb uça sob e uma ealidade sob e a qual ambém nos ocupamos - o
uni e so dos alunos adul os no E.R. e as ap eciações sob e a sua o ganização
cu icula .
Cunha (2000), de endeu uma disse ação de mes ado em Educação, na
Especialidade de Educação de Adul os, no Ins i u o de Educação e Psicologia da
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
49
Uni e sidade do Minho, subo dinada ao ema “Animação Educa i a A a és do Tea o
- um p ojec o de in e enção na á ea da Educação de Adul os”. Nela ap esen a um
co po eó ico ajus ado às po encialidades pedagógicas a explo a no âmbi o das
exp essões.
Expõe, na pa e empí ica, uma in es igação-acção com a sua aplicação no
campo social, desen ol endo-se a pa i de uma o icina de ea o em Mon aleg e,
en ol endo população local de á ios ní eis e á ios. O p ojec o isou o
desen ol imen o cul u al numa pe spec i a in eg ado a de sabe es, adições e
i ências. A in es igação, do pon o de is a me odológico, oi apoiada num
ques ioná io de es u u a mis a, cons i uído po pe gun as echadas e abe as de
molde a pe mi i a ecolha de dados quan i icá eis, po um lado e po ou o, pe mi i a
análise de con eúdo do discu so dos inqui idos ace ca da ac i idade em es udo.
A in es igação pe mi iu os seguin es esul ados:
- Colocou em jogo ecu sos exp essi os e comunica i os de molde a in oduzi os
pa icipan es no p ocesso de au oconhecimen o e au odescobe a.
- P opo cionou o desen ol imen o de condu as in e ac i as.
- Implicou cada pa icipan e de pe si como um odo, onde o egis o da ha monia en e
co po, men e, sen imen o e emoções oi uma cons an e, exp essa li emen e sem os
cons angimen os do quo idiano.
Concluiu-se que um p ojec o de animação de adul os, numa comunidade,
p opo ciona a c ia i idade melho a os p ocessos comunicacionais e é uma o ma de
sal agua da o pa imónio cul u al.
Mui o embo a se a e de uma in es igação com o e e en e comuni á ia,
sublinhámos um aspec o que nos p endeu a a enção: os alunos adul os do E.S.R,
p o enien es de bai os, eguesias do Po o ou a edo es, p ojec am nelas nos seus
locais de esidência e de abalho as ap endizagens, e lexões, conhecimen os,
cons uídos no espaço escola . Também as comunidades, locus de c iação da
educação in o mal, azem o seu “cu ículo ocul o”, ecido de sabe es e expe iências
que nos ap esen am nas aulas a p opósi o do a amen o de con eúdos p og amá icos.
Regis ámos pois, es a pe mu a cons an e, en e o “ali”, a comunidade e o “aqui”, a
escola.
Ga cez (2001), numa ese de mes ado ap esen ada ao Ins i u o de Educação e
Psicologia da Uni e sidade do Minho, sob e o ema “C ianças educam Adul os”,
jus i ica o ema como um conjun o de p ojec os e ac i idades da inicia i a do Ja dim-
de-In ância da S .ª da Oli ei a, si uado em Vila de A que, no concelho de Viana do
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
50
Cas elo. Tem como inalidade, p omo e nas c ianças o sen ido da comunidade em
que i em, a a és de dinâmicas in e ge acionais.
Ap esen a, no campo eó ico, um quad o concep ual onde si ua a in e enção
comuni á ia e sua po encialidades enquan o es a égia de desen ol imen o local. Na
pa e empí ica, o g upo en ol ido é cons i uído po pais alunos, p o esso es,
comunidade educa i a (au a ca, ep esen an e das o ças económicas e cul u ais,
p o esso es e pais), e população. U iliza a me odologia quali a i a, p i ilegiando a
obse ação pa icipan e. Reco eu ainda, a depoimen os, análise documen al, egis os
esc i os dos pais e amília das c ianças. O egis o de si uações em o og a ias pe mi iu
a in e p e ação de a i udes.
Concluiu-se que a in es igação, ao p opo in e acções en e o Ja dim-de-
In ância e a comunidade, acili ou a i udes de obse ação, pa icipação e
ap endizagem en e a comunidade local pe mi indo a omada de consciência que cada
elemen o em na ans o mação da mesma, o que cons i ui uma exp essão de como se
pode desen ol e p ojec os de in e enção comuni á ia e educação de adul os, na
pe spec i a da educação pe manen e.
Admi imos que os Alunos Adul os do E.S.R. podem sabe alo iza , des u a e
desen ol e , nas suas comunidades, es e ipo de inicia i as desencadeadas pelas
c ianças. Re lec imos e associámos si uações de alunos adul os e pais de c ianças
que nos ap esen am á ias si uações, le an ando ques ões em algumas disciplinas.
Seco (2000) elabo ou uma disse ação de dou o amen o em Ciências da
Educação, na especialização em Psicologia da Educação, ap esen ada à Faculdade
de Psicologia e Ciências da Educação, da Uni e sidade de Coimb a, subo dinada ao
ema “A sa is ação na ac i idade docen e”. A opção de e-se ao ac o de,
equen emen e, se alo iza , no con ex o educa i o, a elação ensino-ap endizagem
endo em con a somen e o aluno não se conside ando, po an o, o p o esso . O
in es igado , po al ac o e pela sua pe inência, equaciona o inómio, p o esso ,
alunos e elação ensino-ap endizagem e cen a a sua pesquisa no p o esso . Assim,
enuncia como objec i o da in es igação si ua o es udo no con ex o do
desen ol imen o dos p o esso es como adul os a in e i em, ao ní el da escola,
ocando com especial ên ase ca ac e ís icas pessoais dos docen es e sua sa is ação
p o issional em cons ução, numa ealidade em pe manen e mudança.
A in es igação p ocu a ambém escla ece os aspec os do abalho a incen i a e os
p ocessos psicológicos a p omo e , de o ma a consegui -se o melho ajus amen o
possí el en e as ca ac e ís icas pessoais e a ca ei a p o issional.
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
51
O p ojec o de in es igação incide sob e um conjun o de a iá eis ace ca da
sa is ação p o issional (mo i ação, au o-es ima, o locus de con olo, e c.) e a iá eis
sócio demog á icas (idade, sexo, si uação p o issional, e c.). A in es igação ap esen a,
na componen e eó ica, a ecen e li e a u a de na u eza psicológica no que conce ne à
sa is ação p o issional dos p o esso es. No campo empí ico, oi conside ada uma
amos a de p o esso es do 2.º e 3.º Ciclo do ensino básico e secundá io.
Rela i amen e à me odologia, o am cons uídos á ios ins umen os da medida de
sa is ação p o issional endo como e e ência os modelos eó icos de Maslow e
He zebe g, pa a analisa a e icácia p edi i a de algumas a iá eis sociodemog á icas
(idade, sexo, es ado ci il, ní el de ensino leccionado, habili ações académicas,
si uação p o issional e empo de expe iência docen e) e de cons uc os de na u eza
psicológica (mo i ação in ínseca, locus de con olo, a au o-es ima, o sen ido da
au onomia no abalho, e a sa is ação com a ida em ge al) na pe cepção do bem-
es a com o abalho docen e. Do esul ado do es udo, oi possí el conclui :
- A exis ência de um es ado de insa is ação ge al ace à ins abilidade na ca ei a, baixa
au o-es ima, esul an e do ac o do p o esso e pe dido o p es ígio que usu uía, a
des alo ização da ca ei a docen e, des alo ização de es o ços de ca ei a - os
p o esso es do ensino secundá io que desen ol e am abalhos de mes ado e/ou de
dou o amen o, não se êem econhecidos pelo sis ema educa i o e ela i amen e ao
salá io.
- Con udo, mani es am sa is ação p o issional quan o à p á ica pedagógica, elação
com os alunos e g upo disciplina , p incipalmen e os p o esso es a meio da ca ei a.
- Rela i amen e aos ó gãos de ges ão, é exp esso um g au de sa is ação médio.
No que espei a aos con ibu os pa a o nosso es udo, egis ámos a impo ância
que assume o sen imen o de sa is ação dos p o esso es, em ge al, e em pa icula , no
E.S.R. Tal noção eme ge da consciência de que os p o esso es, ace aos alunos
adul os, e ela em uma a i ude de insa is ação aduzida em exp essões que se
acilmen e cap á eis pelos alunos es es pode ão ica desmo i ados. Assim, a
mobilização de es o ços pa a a sa is ação dos p o esso es, ó gãos de ges ão, pessoal
adminis a i o e ou os elemen os, p oduz e lexos posi i os nos alunos adul os e
con ibui pa a um bom clima na Escola.
Sil a (2003) desen ol eu uma in es igação, no âmbi o de uma ese de mes ado,
subo dinada ao ema ”Escola, Au onomia e Ges ão” que o nou p esen e no Ins i u o
de Educação e Psicologia da Uni e sidade do Minho. Segundo o seu au o , a
in es igação e sa sob e a o mação cen ada na escola e expõe, no enquad amen o
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
52
eó ico, a p oblemá ica da o mação con ínua de p o esso es que explana como
modalidade de educação e o mação de adul os.
A in es igação desen ol e-se na Escola Secundá ia de Galécia, du an e ês
anos e no pe íodo de implemen ação do no o modelo de ges ão das escolas.
T a a-se de um es udo de caso e adicou nas me odologias quali a i as e na
eo ia c í ica. No âmbi o da in es igação, o am u ilizadas como ins umen os, a
en e is a semi-es u u ada, que oi di igida a um p o esso de um Cí culo de Es udos
desen ol ido no âmbi o do P ojec o Cu icula de Escola; oi aplicada ou a en e is a
colec i a, aos pa icipan es daquela acção de o mação, no o al de oi o p o esso es.
A in es igação pe mi iu conclui que exis e uma es ei a elação en e a o mação
o e ecida e pa icipada e a lide ança, ap esen ado-se es a como acili ado a, o que
pe mi e o desen ol imen o de p og amas de o mação na escola o ien ados po
p o esso es da p óp ia escola.
Salien amos, como con ibu o pa a a nossa in es igação, o conhecimen o de
dinâmicas indu o as de sine gias en e p o esso es p opo cionando disponibilidade
pa a cons ução de uma modalidade de o mação. Re i ámos as po encialidades de
o mação cen ada na escola como meio de alo iza a unção docen e.
Rod ígues (2002), em disse ação de ese de dou o amen o, desen ol ida no
Depa amen o de Pedagogia Educa i a y Psicobiología, da Uni e sidade da Laguna,
com o í ulo “Valo ización del p o esso ado a un plan de in e ención psicoeduca i a
en la educación de adul os”. Ap esen a, como objec i o, conhece a alo ização dada
pelos p o esso es dos Cen os de Educação de Adul os da Comunidade Au ónoma da
Caná ia A in e enção desen ol eu-se a a és de qua o p og amas educa i os, pa a
a melho ia de habilidades in elec uais, elacionais e emancipa ó ias nas pessoas
adul as que p ocu am o cen o.
A in es igação é dedicada à pe spec i a his ó ica sob e a Educação de
Adul os, as ca ac e ís icas psicoeduca i as da pessoa adul a, ap endizagem e ensino
e e mina com aspec os associados à in e enção psicoeduca i a com adul os. O
es udo empí ico conclui que os p o esso es alo izam posi i amen e os p og amas,
p incipalmen e pela sua cla eza, es u u a, me odologia e con eúdos, o que con ibui
pa a uma boa p es ação po pa e dos p o esso es e bom elacionamen o com os
alunos adul os.
Realçamos o con ibu o pa a a nossa in es igação, pela semelhança do ema e
dos in e esses do in es igado com alguns dos nossos, pa icula men e no que
espei a à acuidade colocada nas ca ac e ís icas psicoeduca i as do adul o
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
53
ap enden e e a alo ização do bom elacionamen o en e adul os com es a u os
di e en es: p o esso es e alunos.
Lei e (2003) desen ol eu uma disse ação de mes ado, ap esen ada ao
Ins i u o de Educação e Psicologia da Uni e sidade do Minho, subo dinada ao ema
“Educação de Adul os em Vila No a de Gaia - subsídios pa a a His ó ia da
Implemen ação e Di usão dos Modelos Escola es de Al abe ização em Po ugal”. O
au o ap esen a o es udo como um con ibu o pa a a His ó ia da Al abe ização no
Po ugal Con empo âneo.
No es udo oma em conside ação ês ma cos eó icos, si uados
c onologicamen e na p imei a República, no Regime de Di adu a e após o mo imen o
conhecido pelo 25 de Ab il, a pa i do qual p oduz e lexões c í icas ace ca da elação
en e o pode local e o nacional, pondo em ele o o dinamismo das au a quias de Vila
No a de Gaia ela i amen e ao incen i o a ac i idades de educação básica de adul os
e animação comuni á ia.
Rela i amen e ao campo empí ico, u iliza a me odologia quali a i a a a és de
um es udo de caso, numa eguesia da cidade. P i ilegia a en e is a semi-es u u ada
aplicada em ambien es in o mais, no as de campo e análise documen al.
Em conclusão apon a as an agens de um bom elacionamen o
in e ins i ucional a a o do desen ol imen o local.
Re i amos, como con ibu o pa a o nosso abalho, o que diz espei o à
cons ução de uma ede in e ins i ucional local, comp ome ida com as dinâmicas a
desen ol e nos á ios segmen os da Escola, a a és do seu P ojec o Educa i o e,
des e modo, es imula á ias á eas de ensino, designadamen e o E.S.R..
A Unidade de Educação de Adul os (U.E.A.) da Uni e sidade do Minho, c iada
em 1982, em igualmen e, incen i ado a c iação de á ios p ojec os de in es igação
em á ios con ex os. Fixamo-nos em alguns ela i os à p omoção de o mação em
con ex o o mal, com á ias ins i uições do ensino supe io , ao ní el de licencia u as,
mes ados no mesmo domínio. A sua ac i idade aduziu-se na ealização de ce ca de
uma cen ena de acções de ca ác e pedagógico, desen ol ida em á ios con ex os de
na u eza o mal, e não o mal.
No âmbi o da educação o mal, pa icipou na docência de Cu sos Supe io es
Especializados em Animação Comuni á ia e Educação de Adul os, na Escola Supe io
de Educação do Ins i u o Poli écnico do Po o, no Ins i u o da Educação da C iança da
Uni e sidade do Minho, en e ou as ins i uições. Realçamos a colabo ação com a
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
54
Uni e sidade de Leiden, Holanda (2000-2003), com a Uni e sidade Ca ólica de
Lo aina, Bélgica, e com a Uni e sidade de G oningen, Holanda.
Focamos a nossa a enção sob e alguns dos seus p ojec os de in es igação, no
âmbi o da o mação de adul os.
Assim e po o dem c onológica assinalamos:
O P ojec o Regional In eg ado de B aga (PRI), com início em 1980, apon a,
como objec i o p incipal, a elabo ação de um modelo in eg ado que p opo cione
condições pa a o desen ol imen o da Região No e. Desde a concepção, o PRI oi
ma cado po um ca iz expe imen al, na medida em que se isa a a a és dele, es uda
p ocessos ela i os à o ganização, con eúdos, o mas e mé odos especí icos da
Educação de Adul os. De salien a po ém, o econhecimen o da impo ância das
associações locais como “locus” na u ais pa a as dinâmicas que en ol em a educação
de adul os, as ac i idades sócio-educa i as ou de animação comuni á ia.
Na o ganização dos abalhos es i e am en ol idas á ias equipas. Re e imo-
nos nos às ep esen ações da D.G.E.A10, da C.C.R.N11, Uni e sidade do Minho -
P ojec o de Educação de Adul os, Minis é io dos Assun os Sociais - Se iços de
Ex ensão Ru al - sub- egião ag á ia de B aga; Minis é io dos Assun os Sociais -
Se iço de Saúde de B aga; Minis é io do T abalho - Se iço do Emp ego e da
Fo mação P o issional; Jun as das casas do Po o; Sec e a ia de Es ado da Cul u a.
Fo am des acados 43 p o esso es do 1º Ciclo, pa a as ac i idades a
desen ol e no âmbi o da educação de adul os com a o mação já aludida.
Con udo, os indicado es mais impo an es a in es iga e am ela i os aos p oblemas
da população, ep esen ações de si e das comunidades a que pe enciam, ní eis de
pa icipação em e en os, ca ac e ís icas sócio-económicas da população e
expec a i as de u u o. Pa a além do abalho de e eno, es abelece am-se con ac os
com ins i uições locais, de modo ge a mo i ação e en ol imen o no p ojec o.
Sob e o assun o, a me odologia en endida como a mais adequada assen ou no
modelo de in es igação pa icipada alo izando os dados quali a i os na iden i icação
dos indicado es an e io men e apon ados.
Assim, ixa am-se ês eixos de in e enção, nes a p imei a ase, cujos
objec i os consis i am:
- Es uda as necessidades educa i as ace às ca ac e ís icas socioeconómicas,
de ec a expec a i as ela i amen e a uma melho ia na qualidade de ida e conhece
os obs áculos sen idos pela população;
10 Di ecção Ge al de Educação de Adul os
11 Comissão de Coo denação de Região No e
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
55
- Ponde a sob e os condicionamen os da in e enção pedagógica, como sejam,
ac o es polí ico sociais, sociológicos económicos e cul u ais;
- P ocede ao le an amen o dos ecu sos locais disponí eis pa a ga an i a
consecução de p og amas de educação de adul os (DGEA – Di ecção Ge al de
Educação de Adul os).
No âmbi o do p ojec o e à semelhança dos an e io es, a o mação cons i uiu uma
p eocupação como emos indo a sublinha . Em consequência, oi o ganizado um
seminá io subo dinado ao ema “Seminá io de Fo mação de Inqui ido es Sociais” com
o objec i o de capaci a os p o esso es e agen es en ol idos pa a as écnicas e
mé odos de ecolha de dados pa a um diagnós ico co ec o das comunidades.
Ressal ou, ambém a in enção de sensibiliza aqueles pa a as i ualidades da
animação comuni á ia como p á ica signi ica i a pa a o desen ol imen o da
con i ência, do conhecimen o his ó ico das comunidades. P omo eu-se o
desen ol imen o de múl iplas ac i idades, pa icipadas po públicos he e ogéneos (em
ní eis e á ios) o que en iquece, a é pelas pe mu as de expe iências que pode
p opo ciona . Foi ainda conside ada a o mação con ínua ao ní el da in es igação
(ques ionamen o sob e os p oblemas de ec ados, busca de soluções pa a o
enquad amen o educa i o dos mesmos) ao ní el da educação de adul os. A
in es igação incidiu sob e es a égias de abo dagem das populações e, nesse
con ex o, o am es udados con eúdos de me odologia de in es igação pa a a análise
social. Os di igen es das associações do dis i o (ce ca de 106) com ca ências
diagnos icadas a á ios ní eis - espaço, equipamen os, ges ão inancei a, ecu sos
humanos, écnicos, o am in eg ados nos p og amas de o mação pa a melho a as
condições de espos a às comunidades.
Ac ualmen e, egis am-se e lexos da dinâmica en ão ge ada em o no do p ojec o.
Toda ia, bloqueios de na u eza polí ica social e cul u al obs aculiza am
condições a o á eis ao c escimen o e exis ência de p á icas ino ado as, que
pe mi iam a cons ução da au onomia e desen ol imen o local.
O p ojec o aludido, mui o embo a não se elacione di ec amen e sob e o E. S.
R., pela sua ampli ude, des acou de o ma no á el o modo como localmen e se podem
cons ui ac i idades, c iando e ge ando sine gias. Salien amos, con udo, a
iden i icação de necessidades ao ní el da o mação de p o esso es e, em
consequência, a p epa ação da mesma aos docen es en ol idos.
Rela i amen e ao P ojec o de Viana do Cas elo (1983 - 1988), es e e e como
objec o, o desen ol imen o do associa i ismo local. O mesmo su giu como p ojec o-
pilo o, ace à inexis ência de expe iências análogas. O in e associa i ismo, oi-se
cons i uindo como seu aço dominan e. A opção me odológica incidiu na in es igação
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
62
Po ém, nem odas as expec a i as se conc e iza am, sendo isí el o conjun o de
cons angimen os de á ia o dem que oi obs aculizando o p ojec o. De ac o á ios
cons angimen os de o dem cul u al e polí ica le a am ao seu ence amen o em 2002.
Como e lexos na nossa pesquisa, salien amos a impo ância de uma es u u a
que se p opõe a desen ol e a educação de adul os em á ias e en es,
designadamen e no ensino eco en e e na o mação de p o esso es. A cobe u a
nacional a que se p opunha ga an ia os p opósi os pa a que oi c iada.
Em 2004, é cons i uída a Associação “O Di ei o de Ap ende ”. Da lei u a dos
seus es a u os se pode in e i , como objec i os, a p omoção da educação e da
o mação pa a a inclusão e coesão; p oduzi e di ulga publicações que alo izem a
educação de adul os e ap oximem ins i uições e pessoas em o no da p oblemá ica;
ma e ializa acções no sen ido de op imiza pe spec i as sob e es e domínio; da
p io idade à o mação con ínua de o mado es e animado es de adul os; cons ui
pac os com associações, uni e sidades, no sen ido de con e i solidez e con inuidade
ao p ojec o.
Tal inicia i a aduz, an es do mais, enacidade po pa e de elemen os que há
décadas se en ol e am po es a á ea de ensino. Salien amos, ainda, que a sua
c iação e a adesão e i icada mo i ou ealização do Encon o de Educação e
Fo mação de Adul os, em 12.12. 05, con ando com a pa icipação de 400 pessoas.
No e en o es e e p esen e a ideia de da consis ência à cons ução de uma
Rede Nacional de Educação e Fo mação de Adul os.
Iden i icámos, como epe cussões na nossa pesquisa, a na u eza dos
objec i os em ge al e em pa icula os cons an es nos pon os 5 e 6., pela inclusão da
o mação de p o esso es.
1.7 - Me odologia
O es udo é de na u eza quali a i a. T a a-se pois, de um es udo de caso e
conside adas as suas ca ac e ís icas, op ámos pela me odologia biog á ica na a i a.
O undamen o da nossa opção epousa no ac o daquele mé odo con empla as
abo dagens he menêu ica, in e p e a i a/ cons u i is a, es ando subjacen e a
dimensão epis emológica. Com e ei o, a opção pa eceu-nos ajus ada à descodi icação
do conjun o de signi icados a explo a , endo em is a a econs ução do discu so dos
in o man es implicados no caso, o qual se aduzi á num no o conhecimen o. Ainda,
du an e o p ocesso de in es igação, a obse ação e a indução es i e am p esen es na
Capí ulo I - Con ex o e p oblema da in es igação
63
ecolha e análise de dados p o enien es das en e is as aos p o esso es, no as de
campo, diá ios e ques ioná ios.
Ci ando B une , Bolí a , Domingo e Fe nandéz (2001: 109), exis em duas
pe spec i as (pa adigmá ica e na a i a) de abo da a me odologia biog á ico
na a i a: uma em con a a eo ia undamen ada (S auss e Co bin, 1994) na medida
em que é na dinâmica desen ol ida en e os á ios “olha es” sob e o i e i de dados
que se ai desenhando um no o conhecimen o sob e o caso. De aco do com
Hube man e Miles (1991), é sob e a análise, edução e a amen o dos dados
ecolhidos que se busca um esul ado objec i o. A ou a pe spec i a, mais ajus ada ao
es udo de caso é a análise na a i a no sen ido do e mo, na qual se desen ol e uma
ama na a i a, a qual depois de “ agmen ada”, signi icada, ai da luga a um no o
ela o ou econs ução. Assim, op ámos po es a ul ima abo dagem assumindo-nos
como in es igado a a ela a o caso como uma his ó ia.
Na o ganização da ama na a i a e segundo Hube man e Miles (1991: 110),
i emos em linha de con a os seguin es p opósi os:
- O in es igado de e inclui desc ições do con ex o cul u al onde se
desen ol eu o caso na ado;
- É necessá io es a a en o ao con ex o empo al e espacial dos p o agonis as;
- De e concen a -se nas acções e decisões das pe sonagens;
- Ao cons ui a na ação, o in es igado de e conside a a con inuidade das
ca ac e ís icas dos ac o es;
- O esul ado de uma análise na a i a é ou a na a i a econs uída.
- De e-se a alia em que medida a na a i a é comp eensí el e plausí el
Sublinhámos a impo ância e adequação des es equisi os, pa a aplica no úl imo
capí ulo.
En e an o, i emos em linha de con a as conside ações ecidas po á ios
eó icos (Bisque a, 2000; Bogdan e Biklen, 1994; Walke , 1983; Rod íguez Gómez,
Gil Flo es e Ga cía Jiménez, 1996; S ake, 1998 e Yin, 2003) ace ca das ca ac e ís icas
do es udo de caso, como es a égia de in es igação educa i a, o que ap o undamos
no capí ulo IV.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
64
B e e sín ese
Nes e capí ulo p ocu amos aça uma pano âmica sob e a in es igação.
Assim, apon amos a sua o igem salien ando as mo i ações mais signi ica i as
que lhe es ão subjacen es.
Ap esen amos o con ex o da in es igação, p ocu ando ansmi i a imagem do
espaço ísico e humano da ealidade que nos en ol e. Colocámo-nos em á ios
espaços, ou indo e egis ando “ ozes” no in ui o de p ocu a de ec a necessidades de
o mação de p o esso es pa a o Ensino Secundá io Reco en e (p oblema da nossa
in es igação). De algum modo, aquela es a égia ap esen ou-se como pe inen e
po que pode ia da mais consis ência ao nosso p oblema de in es igação.
Expomos a si uação ac ual ace ca do ema conside ando duas e en es; a
in es igação desen ol ida e as expe iências ealizadas. No a amen o da p imei a,
ecolhemos associados ao ema da in es igação, en ando expo as suas
ca ac e ís icas me odologias, populações al o, e esul ados semp e que possí el.
Na segunda e en e, alamos das expe iências ealizadas no Ensino
Reco en e.
Explici amos o enquad amen o no ma i o da emá ica da pesquisa numa
pe spec i a diac ónica. Tal p ocedimen o pe mi iu obse a as si uações à luz dos de
alguns no ma i os sob e o enquad amen o do Ensino Secundá io Reco en e.
No que se e e e à opção me odológica, a ando-se de um es udo de caso,
ocamos a me odologia a in es igação biog á ica na a i a salien ando as suas
ca ac e ís icas undamen ais, jus i icando a sua adequação a um es udo de caso como
enquan o es a égia de in es igação educa i a. Enunciámos o p oblema e de inimos o
caso que cons i ui como que uma “caixa de essonância” sob e a qual se ecolhem,
mudam e ans o mam dados a econs ui à luz da pe spec i a biog á ico na a i a.
En e an o, eme gem no os capí ulos que de e ão se desen ol idos
man endo coe ência com o ema, en e si e, com es e p imei o capí ulo.
Capí ulo II
Educação de Adul os
Capí ulo II - Educação de Adul os
67
CAPÍTULO II – EDUCAÇÃO DE ADULTOS
In odução
Dedicamos es e capí ulo ao quad o concep ual que en ol e a Educação de
Adul os. Nes e p opósi o, omamos em conside ação em p imei o luga , o concei o de
adul ez, dado o mesmo se implíci o na p oblemá ica em es udo. Em segundo luga ,
e e imos a a iedade de dimensões que o am eme gindo no domínio da educação de
adul os de aco do com as coo denadas sócio-polí icas e sociais de cada época, como
a al abe ização, a educação popula , a o mação p o issional. Em e cei o luga
deb uçamo- nos em pa icula sob e a and agogia como ciência da educação de
adul os, a educação pe manen e e sua elação com a educação de adul os e, po im
o ensino eco en e, domínio a que dedicamos a pesquisa.
P ocu amos salien a , de igual modo, as polí icas educa i as exis en es a ní el
in e nacional sob e o ensino eco en e de adul os. Nes e sen ido egis amos dados
pe inen es no âmbi o da UNESCO, OCDE e U.E.
Po im, em jei o de sín ese, des acamos os aspec os mais signi ica i os des e
capí ulo pa a in es igação.
2.1 - Concei os de Adul ez
O concei o de adul ez em sido objec o de á ias pe spec i as, nas quais
econhecemos ca ac e ís icas dis in as de aco do com a di e sidade dos con ex os
sociais, ju ídicos e psicológicos. En e an o, egis ámos c i é ios sob e as
ca ac e ís icas da adul ez:
Acei ação das esponsabilidades. Tal implica a aliação das si uações nas suas
an agens e incon enien es; o uso da azão ace à emoção; o equilíb io de odas
as componen es que in eg am a pe sonalidade: a azão, a mo al a sexualidade,
o sen imen o. (Jabone o, López e Nie es, 1999: 26)
O con eúdo da ci ação pe mi e in e i que o concei o omado na sua ex ensão
ab ange pois, ca ac e ís icas que apon am pa a a esponsabilidade, a aliação das
si uações, ecu so a expe iências i idas, domínio da emoção e capacidade de
acionaliza , aspec os que nos le am a in e i que o adul o, ambém em si uação de
ensino-ap endizagem, cons i ui uma ealidade com ca ac e ís icas di e en es das
egis adas en e a ju en ude.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
68
A p opósi o, Fe nández (1995) de ende que a noção de adul ez de e ambém,
se es udada endo em con a qua o aspec os: an opológico-ju ídico, sociológico,
psicológico e pedagógico.
No que e e e à dimensão an opológica, o au o sus en a que a cons ução da
adul ez depende dos códigos cul u ais exis en es em con ex o, no que es amos de
aco do. Igualmen e, a igu a ju ídica elacionada com a adul ez deco e do quad o
no ma i o de cada país.
Ainda do pon o de is a sociológico, a adul ez pode se en endida numa
pe spec i a ge acionis a, esul an e do p ocesso de ap endizagem desen ol ido dos
mais elhos e ansmi ido pa a os mais no os.
No que e e e ao aspec o pedagógico, a adul ez oi du an e décadas
conside ada como uma qualidade que pe mi e ensina (pa a a aquisição de diplomas
académicos ou p á icas u ili á ias) e ap ende , pe mi indo adqui i conhecimen os e
a i udes pa a se em assumidas que pe mi am um maio g au de esponsabilidades.
Admi imos que é no pe íodo de escola idade que o indi íduo adqui e sabe es
e compe ências que ai mobiliza mais a de, na adul ez. Também é du an e esse
pe íodo que se ão ge ando expec a i as sob e o desempenho de á ios papéis
sociais: uma ida p o issional g a i ican e em odos os aspec os, amília, amigos,
alo es e a i udes, como in eg idade, i meza de ca ác e e adap abilidade à mudança.
Em sín ese, admi imos que a discussão em o no da adul ez cons i ui um ema
em abe o. Con udo, pa a além das conside ações ecidas em o no da sua di ícil
de inição uni e sal, admi imos que a maio iqueza do deba e esidi á, e en ualmen e,
no mé i o de e p oduzido e lexos no desen ol ido da educação de adul os, enquan o
objec o de in es igação.
2.2 - Educação de adul os
A educação de adul os assume-se de o ma subs an i a após a II Gue a
Mundial, pe íodo du an e o qual impõe, como necessidade, a mobilização do
conhecimen o, sob e udo po azões a ec as a necessidades de econs ução
económica, polí ica e social. Em consequência, desen ol em-se es o ços, no âmbi o
da al abe ização, a im de se p epa a em le ados pa a no as ocupações p o issionais.
A es e p opósi o, digamos que a ónica p incipal sob e o campo em es udo esul a de
decisões polí ico-económicas omadas no seio dos países que, em 1945, se
p epa a am pa a a cons ução de uma Eu opa o e, solidá ia e possuido a de
conhecimen os e écnicas pa a o desen ol imen o dos á ios países ecen emen e
abalados po con li os. Es á amos, en ão, no al o ece da c iação da Comunidade
Capí ulo II - Educação de Adul os
69
Eu opeia. Con udo, Ti mus (1989) az e e ência ao su gimen o da Educação de
Adul os após a Re olução Indus ial, no sen ido de p epa a melho as o ças mili a es
de mui os países, e endo em con a as mudanças ecnológicas a que se assis ia
naquele con ex o.
En e an o, algumas ques ões se nos impõem:
De que a amos quando alamos de Educação de Adul os? T a a-se de uma
disciplina, ciência? Como pode se aplicada? Que p og amas, mé odos, ma e iais
alidam a educação de Adul os, ou como e com quê e po quê ap ende o adul o?
Ap endem a a és de aulas? Em que con ex os podem se aplicados p og amas de
educação de adul os? Ha e á necessidade de de ini equisi os p é ios? Quem de e
ensina ? Qual o seu espaço nas ciências da Educação?
O ques ionamen o expos o é suges i o de um conjun o de ambiguidades que
em en ol ido a de inição de Educação de Adul os e do seu âmbi o. Tal ac o ica -se-á
a de e à sua ecen e insc ição no quad o das ciências da educação, o que a limi a no
seu g au de de inição e a i mação da sua ma u idade, compa ada com ou as á eas de
longa adição. Com e ei o, al pe mi e-lhes e em adqui ido um as o campo eó ico.
Po ou o lado, a di e sidade de necessidades nes a á ea aduz necessidades de
na u eza dis in a, con o me os con ex os socio-cul u ais onde eme gem aquelas. Se á
en ão de admi i , no nosso en endimen o, que se a a de uma á ea educa i a
mul i ace ada e dependen e das ca ac e ís icas locais, no que se opõe aos modelos
adicionais de educação o mal.
A es e espei o, F ei e (2001) compa a a educação desen ol ida segundo o
modelo écnico ins umen al, libe al, designando-a po “educação bancá ia” a qual c ia
cons angimen os, op ime a capacidade c ia i a, p oduzindo a ime são das
consciências. Ao con á io, o mé odo dialógico busca a p oblema ização cons an e
despe ando consciências, azendo-as “eme gi ”, p omo endo a conscien ização
p og essi a. A a és des a, segundo o au o , nasce o homem no o, li e, si uado. O
conhecimen o do pon o de is a enomenológico lui cons an emen e, dada a oposição
e comp omisso en e o sujei o cognoscen e e o objec o a p oblema iza . Assim, com
F ei e a educação de adul os supõe a descola ização, o espaço in o mal, a ausência
de cu ículo p é-es abelecidado. Ele ai-se cons uindo em colabo ação/ comp omisso
com os educandos adul os.
En e an o, a ecomendação ela i a ao desen ol imen o da educação de
adul os, ap esen ada no âmbi o da III Con e ência Mundial sob e Educação de
Adul os, oco ida em Tóquio, em 1976, apon a pa a uma de inição consensual.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
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Da mesma, no seu o iginal, ecolhemos o essencial sob e a de inição do
concei o em causa.
A exp essão “educação de adul os” deno a o conjun o dos p ocessos educa i os
o ganizados, seja qual o o con eúdo, ní el e mé odo, o mal e ou os capazes
de p olonga ou subs i ui a educação inicial nas escolas, liceus, uni e sidades,
bem como a ap endizagem, e a a és dos quais as pessoas conside adas como
adul as pela sociedade a que pe encem desen ol em as suas capacidades,
en iquecem o seu conhecimen o, melho am as suas habilidades écnicas e
p o issionais ou con e em-lhes uma no a di ecção e in oduzem mudanças nas
suas a i udes ou compo amen os, na dupla pe spec i a de um pleno
desen ol imen o pessoal e pa icipação no desen ol imen o social e cul u al
equilib ado e independen e; a educação de adul os não de e, no en an o, se
conside ada como uma en idade em si; a a-se de uma sub di isão e, ao mesmo
empo, uma pa e in eg an e de um esquema global pa a a educação e
ap endizagem pe manen es (...)
O exce o ecolhido do ex o o iginal pe mi e in e i que a educação de adul os
co esponde a um concei o amplo que con empla con ex os e objec i os di e en es,
como os ela i os a p og amas de al abe ização, o mação p o issional, educação
pe manen e, educação popula e educação eco en e como já aludimos. T a a-se
pois, de um campo de in es igação que, con emplando e in e ligando á ias
dimensões, isa o desen ol imen o in eg ado do indi íduo na sociedade em
pe manen e mu ação. Apela pa a o seu desen ol imen o à in e enção de di e en es
ins i uições e se iços implicando especialmen e, as uni e sidades e escolas. Assim
sendo e do nosso pon o de is a, o Ensino Secundá io Reco en e (E.S.R.) pode á
encon a as es u u as de idamen e adequadas aos con eúdos, o mas e mé odos de
molde a esponde e icazmen e aos objec i os da Educação de Adul os.
Ace ca do concei o de Educação de Adul os, o mesmo em sido objec o de
á ias eo izações.
Dewey (1971) sus en a que é p óp io do Homem cons ui as “ e amen as” de
que necessi a pa a ans o ma o meio que o odeia. Po ém, é ambém a a és da
linguagem que in e age com os ou os, elacionando-se, coope ando e ge ando
si uações p opiciado as de e lexões conjun as sob e o quo idiano. Ainda, segundo o
mesmo au o , o adul o possui uma dupla capacidade que designa po plas icidade, na
qual econhece que é a a és da mesma que o adul o ealiza expe iências, come e
e os e co ige-os, desen ol endo, nesse “ ânsi o”, a capacidade de ap ende
pe manen emen e.
Capí ulo II - Educação de Adul os
71
Kolb (1984) p es ou um con ibu o no á el à educação de adul os ao alo iza o
modo como os indi íduos con igu am a ealidade, a a és do que designou po ciclos
de ap endizagem. Es es são compos os po qua o ases: a) expe iência conc e a; b)
obse ação e lexi a; c) concep ualização abs ac a; d) expe imen ação ac i a. Des e
modo, o au o expõe a ap endizagem como um p ocesso expe iencial, dado que é a
expe iência que p opo ciona ope ações men ais (obse ação/ e lexão, abs acção,
acção di igida). Des e modo, é a a és das pe mu as pe manen es com o meio que os
ciclos de ap endizagem se ão conc e izando. Assim, o conhecimen o esul a dessa
ensão dialéc ica en e o adul o e a ealidade onde se inse e.
Lyo a d (2003), não sendo um eó ico dedicado à especi icidade da educação
de adul os, con ibui pa a o seu es udo a a és do concei o de linguagem, na qual
iden i ica alo enquan o elemen o in ínseco na dimensão na a i a do discu so e as
suas possibilidades pa a o sabe c í ico, e lexi o ou he menêu ico. Que emos
signi ica com o ecu so ao au o que, no domínio da educação de adul os, a iqueza
das in e enções en e alunos e p o esso es se cons i uem em discu sos cujo
con eúdo é p opício a in es igações en e as c enças e as p á icas dos docen es e
discen es adul os. O a, aquela dimensão iden i ica-a Lyo a d na con i ialidade, e é a
pa i dela que os adul os podem conhece a a és da desc ição de si uações
desencadeadas no con ex o escola e cul u al. Ainda aí, impo a á mais a o ma de
na a do que a p óp ia na a i a, e admi imos que seja assim, dadas as p o undas
ligações que a na a i a em com a p óp ia exis ência.
Admi imos pois, que a na a i a es á indissocia elmen e ligada às ques ões da
educação, em ge al e da educação de adul os, em pa icula . Com e ei o, a a és da
in es igação na a i a desen ol ida no âmbi o do abalho pedagógico desen ol ido
com docen es e discen es, e i am-se signi icados sob e his ó ias de ida.
Ja is (1985, 1989), no âmbi o do in e acionismo simbólico e ace ca da
educação de adul os, de ende que aquela de e assen a na expe iência simbólica, a
qual de ine como sendo a expe iência de alguém em in e acção com ou os, a qual
desencadeia a “expe iência” do p imei o, ob endo o eedback sob e as in e acções
sociais. Assim, é no con ex o social que se desen ol em as expe iências simbólicas,
as quais se e lec em no “eu” (sel ), p opondo-me uma no a comp eensão sob e do
“eu”. Segundo o au o , ambém o ensino secundá io eco en e pa a adul os
p opo ciona o au o-desen ol imen o da iden idade.
Ushe e B yan (1989) sus en am que a educação de adul os pode se
desen ol ida a a és da e lexão c í ica. Es a deco e do ac o de se um campo de
es udo (in es igações e eo izações) e de cons i ui um campo onde se desen ol em
p á icas. Con udo, ad e em os au o es de que, no âmbi o da e lexão c í ica sob e as
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Les che cheu s on besoin de pose une sé ie d’hypo hèses de base qui
guide on leu s eche ches, qu'ils expé imen e on ou qui leu se i on à ai e le
poin su leu s obse a ions e leu s idées. S'ils n'on pas de héo ie, leu s
ac i i és peu en appa aî e aussi u iles e inu iles (...). Une ce aine
connaissance héo ique es oujou s u ile pou la p a ique. (…) Tou ac e
décisionnel epose su hipó eses, des gené a i és e des pos ula s - c'es - à- di e
su une héo ie, 19.
O expos o suge e que as p á icas desen ol idas no domínio da educação de
adul os de em se objec o de in es igação, cons i uindo um no o co po de sabe es e
possibili ando o con on o de posições e e isibilidade possí eis que possam p omo e
a cons ução de eo ias. Assim, o au o , ao alo iza a cons ução de conhecimen o
( eo ia) a a és da analise e lexi a sob e as p á icas pedagógicas, p omo e incen i os
pa a a ampliação des e domínio, como um campo de es udo. Tal aduz pe inência e
ac ualidade is o assis i mos a uma quan idade no á el de ecomendações das á ias
Con e ências In e nacionais, da inicia a da UNESCO e da U.E,. Apesa de á ias
dinâmicas o ganizadas em o no da Educação de Adul os, o seu es udo es a á longe
de se cons i ui em ciência.
Knowles (1975) cons ói o modelo and agógico, com base nas seguin es
p emissas: A necessidade de conhece ; o au o concei o de ap endiz; o papel da
expe iência; a on ade de ap ende ; a o ien ação da ap endizagem; a mo i ação.
Sob e as ca ac e ís icas do modelo, Ja is (1989) o e ece-nos a dis inção en e
pedagogia e and agogia, no quad o que ap esen amos de seguida.
Pedagogia And agogia
El es udian e Dependien e; El p o esso di ige
el qué, cuando y cómo un ema
se ap ende y p ueba si se ha
ap endido.
Se di ige hacia la independencia.
Au odi ec i o. El p o esso es imula y
alimen a es e mo imien o.
La expe inciadel
es udian e
De poco alo .
Los mé odos de ensenñanza son
didác icos
Es um ico ecu so pa a ap ende . Los
mé odos de ensenãnza incluyen la
discussion, esolución de p oblemas,
e c.
Disposición pa a
ap ende
La gen e ap ende lo que la
sociedad espe a que ap enda, de
mane a que el cu ículo es igual
pa a odos.
La gen e ap ende lo que necesi a
sabe , de mane a que los p og amas
de ap endizage es án o ganizados
según su aplicación en la ida.
O ien ación al
ap endizage
Adquisición de ma e ias.
Cu ículo o ganizado po emas.
La expe iencia del ap endizage debe
es a basada en los p oblemas, ya que
al ap ende la gen e se cen a en el
endimien o.
Quad o 1 – Ca ac e ís icas do modelo and agógico
Capí ulo II - Educação de Adul os
79
A dis inção expos a no quad o escla ece as ca ac e ís icas do modelo
and agógico. Assim, é alo izada a au onomia do adul o ap enden e, endo o
p o esso o papel de acili ado da ap endizagem enquan o que, no modelo écnico
ins umen al, o p o esso impõe c i é ios de ap endizagem. Os sabe es adqui idos
pelos adul os são alo izados enquan o que, no modelo écnico-ins umen al
( adicional), são ma ginalizados. Enquan o que no modelo écnico-ins umen al o
adul o ap ende o que lhe impõem, no modelo and agógico o adul o selecciona o que
ap ende ; no que espei a à o ien ação pa a a ap endizagem, enquan o no modelo
écnico-ins umen al alo iza o cu ículo, os li os e a dimensão eó ica da
ap endizagem, no modelo and agógico alo iza-se a esolução de p oblemas,
po an o o domínio p á ico.
Re lec indo sob e as p á icas no âmbi o do E.S.R., econhecemos no modelo
and agógico ca ac e ís icas que se lhe adequam: Es á-lhe implíci a uma p og essi a
au onomia, que no domínio cogni i o, que na esolução de ques ões na aula, como
na aquisição da a i ude de au onomia e sua p ojecção no seu quo idiano e
comunidade a que pe ence. A discussão de que nos ala Lindeman (1947) su ge,
assim, ac ualizada pelo alo econhecido no mé odo dialógico pa a a e lexão sob e
ques ões e sua esolução. Na mesma linha, ambém Lyo a d (2003) sus en a a
linguagem e a con i ialidade se cons i uem em na a i as suscep í eis de se em
in e p e adas p omo endo e lexões conjun as pa a busca da esolução de si uações.
Knowles (1975) na sua elabo ação de hipó eses sob e a necessidade de
ap endizagem no adul o, suge e alguns aspec os ajus ados ao E.S.R.. De en e eles
egis ámos os seguin es:
1 – O adul o mani es a espon aneamen e a necessidade de sabe .
2- Au o-concei o do ap endiz - Uma das ca ac e ís icas do adul o é a esponsabilidade
que assume pe an e as decisões que oma, ace a qualque si uação da sua ida. No
con ex o da ap endizagem, o adul o sen e g ande necessidade de ence
di iculdades. O e ei o dessa supe ação cons i ui-se numa conquis a, ou e o ço
posi i o o qual p oduz e ei os posi i os no seu au o-concei o.
3 - O papel da expe iência na ap endizagem – o pa imónio expe iencial assume um
papel impo an e na ap endizagem do adul o. Cons i ui uma e e ência que
p opo ciona associações, as quais o nam a ap endizagem signi ica i a, com sen ido,
po que in eg ada em sabe es an e io es.
4- A on ade de ap ende - Os adul os, sen em-se mais mo i ados pa a ap ende se
isso co esponde às suas expec a i as pa a se con on a com as si uações eais.
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5 - A o ien ação da ap endizagem - O adul o o ien a a sua ap endizagem em unção
de uma si uação conc e a, de um p oblema. Es a pe spec i a, aliás, cons i ui o aço
dominan e da and agogia. Des e modo, a necessidade cons i ui a condição de
assimilação de no os conhecimen os o ien ados pa a a esolução. Di emos que essa
necessidade é sen ida de o ma ac i a pelo sujei o que e ela empenhamen o em
a ingi ní eis de p og essi a compe ência e ap idão no seu abalho ou na sua ida
quo idiana.
6 - A mo i ação - O desen ol imen o de a i udes, a ealização de acções de em-se
ao ac o de se mos se es mo i ados. Con udo, ela adqui e especial signi icado no
con ex o da educação de adul os; ou seja, só adul os mo i ados ap endem pa a
conc e iza em á ios objec i os que de ini am: desen ol imen o da ca ei a
p o issional, con ibui pa a uma boa qualidade de ida no abalho, econhecimen o
po si e pelos ou os, p omoção, au o-es ima, ap o ação en e ou as expec a i as.
Smi h (1982) explici a o p ocesso de ap endizagem como sendo um e mo que
se e pa a desc e e , simul aneamen e, um p odu o, um p ocesso e uma unção.
Tomando o p ocesso de conhecimen o na pe spec i a enomenológica, o sujei o ac i o
desloca-se à es e a do objec o com a in encionalidade e di eccionalidade de o
ap eende ; o ac o de ap eensão pode se conside ado o p odu o da ac i idade do
sujei o cognoscen e. Con udo, o ânsi o da consciência pa a o objec o cognoscí el,
en endemo-lo como p ocesso em dialéc ica cons an e. Assim sendo, naquela dinâmica
implíci a, o conhecimen o em unções múl iplas: en iquecimen o do “eu” indi idual e,
pela comunicação o en iquecimen o de uma ealidade g upal, social.
B ocke e Hiems a (1993) sus en am, igualmen e, a Educação de Adul os
como um p ocesso de au o-di ecção na ap endizagem do adul o, salien ando que al
não signi ica ap ende de uma o ma isolada. Supõe que o adul o ge e a sua
ap endizagem, oma decisões sob e a plani icação e a aliação da mesma, o que pode
oco e indi idualmen e ou em g upo. Os au o es sublinham o in e esse da coope ação
e comunicação de esul ados num p ocesso de ap endizagem g upal. Sublinham que,
mui as ezes, o concei o de au o-ap endizagem nem semp e em sido bem
in e p e ado, sendo con undido o concei o com ap endizagem au o-di igida,
ap endizagem au ónoma ou educação à dis ância. A es e p opósi o, ad e em sob e a
c iação de mi os cons uídos em o no do concei o, como o de induzi em e o
p o esso es que, po igno ância, se o conside a em como um ecu so cómodo, o que,
em ez de p opo ciona o apoio necessá io à p og essão da ap endizagem do adul o,
p o ocam o e ei o in e so. Com e ei o, um p o esso , num p ocesso de au o-
ap endizagem de adul os, assume um papel ac i o na disponibilidade de discussão
Capí ulo II - Educação de Adul os
81
sob e di e sos pon os de is a; supõe negociação de es a égias adequadas aos
objec i os dos adul os. Ad ogam ainda, a ap endizagem au odi igida in eg ada em
ins i uições escola es. En e an o C oss (1982), sob e a ma é ia, ad e e sob e o
apa ecimen o de á ios obs áculos que podem su gi , de o dem si uacional, al a de
empo dos alunos pelas ocupações amilia es ou /e labo ais; ho á ios que colidem com
as disponibilidade dos adul os; de na u eza ins i ucional, al a de condições ma e iais e
logís icas que não incen i am a pa icipação dos adul os e o p óp io au o-concei o dos
alunos ace ca das suas possibilidades.
2.2.2 - Educação Pe manen e
O concei o é de inido, gene icamen e, como o p ocesso pelo qual o indi íduo
pode desen ol e as suas capacidades ao longo da ida e su ge enunciado de o ma
no á el com Fau e (1972), como uma a i ude abe a à ap endizagem cons an e, ou
di o de ou o modo, co esponde à cons ução do “ap ende a ap ende ”. Tal
enunciado aduz uma ad e ência pa a a e isão da concepção adicionalis a,
delimi ado a da ap endizagem, si uando-a exclusi amen e num con ex o o mal, como
p ocesso que se desen ol e com base num cu ículo único, em de e minados ní eis
e á ios, des alo izando a expe iência pessoal e as ap endizagens ealizadas em
con ex o in o mal. A ocação na u al do se humano pa a ap ende pe manen emen e.
Fau e ap esen a o concei o de educação pe manen e como um p incípio, no
qual de e assen a uma no a es u u a o ganiza i a educacional, que de e con empla
a educação desde a in ância a é à elhice. A gumen a que a ideia subjacen e ao
modelo de e cons i ui uma p io idade nas opções polí icas no u u o, an o nas
sociedades desen ol idas, como nas que ap esen am uma si uação con á ia. O
p ocesso educa i o, conside ado nes e e mos, esponde á a odas as expec a i as
educa i as de o ma ampla, en ol en e, global, ge ando dinâmicas que p omo em o
desen ol imen o das sociedades.
O au o p onuncia-se do seguin e modo:
Todo o indi íduo de e e a possibilidade de ap ende du an e a ida in e na. A
ideia de educação pe manen e é a ped a angula da Cidade Educa i a.
A ci ação expos a suge e a educação pe manen e como um concei o que implica
dinâmicas com uma unção de desen ol imen o indi idual e colec i o, a o ecedo de
adap ações e alo izações do indi íduo e do meio. O concei o de Fau e sob e a cidade
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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educa i a, do nosso pon o de is a, suge e essa mesma dinâmica, ac uan e e
ans e sal a odas as ge ações, pois implica ap ende a ap ende pe manen emen e.
Na Con e ência in e nacional da UNESCO em Nai obi, em 1976, é ampliado o
concei o de Educação Pe manen e, enunciando-se des e modo:
Designa um concei o global o ien ado an o pa a ees u u a o sis ema educa i o
exis en e, como pa a desen ol e odas as possibilidades de o mação o a do
sis ema educa i o.
Nes e en endimen o, a Educação Pe manen e designa um p ojec o globalizado,
o ien ado pa a eo ganiza o sis ema educa i o e p omo e o desen ol imen o de
odas as possibilidades de o mação, de modo a esponde à di e sidade de
necessidades que se mani es em. Tal implica que o seu alcance ul apassa o domínio
da educação o mal (escola ), é ans-escola , de endo se ealizada em con ex os
in o mais. O p ojec o implica a acção do homem como o cons u o da sua p óp ia
ap endizagem e po al, o na-o pa icipa i o, comp ome ido com as necessidades que
eme gem no seu con ex o sócio cul u al e polí ico. A educação pe manen e é
in eg ado a no sen ido que de e con empla odas as e en es da ida, odos os
campos do conhecimen o eó ico e p á ico, o nando-os acessí eis. De e, ambém,
con ibui pa a a mobilização de sabe es e p á icas e lexi as pa a assim, p opo ciona
o desen ol imen o in eg al da pe sonalidade do indi íduo. O seu âmbi o, é bas an e
ab angen e pois implica c ianças, jo ens e adul os num odo ap enden e. Tal suge e a
cidade educa i a de Fau e (1972) e pe mi e e oca o concei o de comunidade
ap enden e de Flecha (2006).
Apps (1983) ad e e pa a a di iculdade em de ini o concei o de educação
pe manen e, dada a polissemia do e mo. A es e espei o, sublinha a a ibuição do
concei o pa a designa assun os elacionados com educação de adul os. Mais a de,
encon a as seguin es designações, “educação i alícia,” “educação con ínua”,
“educação de adul os”, “educação libe al de adul os”, “educação comuni á ia,
“educação a dis ância”, “educação p o issional pe manen e”. Pe an e es e mosaico de
concei os, o na-se p oblemá ica uma de inição consensual po que aqueles concei os
não con êm o con eúdo co ec o, con enien e à educação pe manen e, embo a
exis am in e ligações.
Tomando em conside ação A angu en e Mon e o (1997), exis e uma elação
es ei a en e as necessidades de educação de pessoas adul as e o desen ol imen o
ecnológico que se assis e nas sociedades pós-mode nas. Tal pa ece es a ligado às
Capí ulo II - Educação de Adul os
83
c escen es exigências de ape eiçoamen o p o issional e ambém do desen ol imen o
de uma cul u a ge al do adul o. Os au o es salien am ambém, a es e p opósi o, a
necessidade de uma educação compensa ó ia, educação à dis ância, alo izando
ainda uma educação pa a as ecnologias da in o mação. Nes e sen ido e segundo as
au o as, as p eocupações sob e a e olução da educação de adul os pa ece assen a
na ac ualização de conhecimen os (educação compensa ó ia), na in eg ação no
mundo do abalho e ainda no desen ol imen o de es a égias pa a a pa icipação do
adul o na ida social e polí ica.
Es as p eocupações são pa ilhadas pela União Eu opeia, designadamen e nos
seus p og amas Leona do, Sóc a es e Emploi y Adap (1997: 112).
Acompanhando Flecha (1997b), sublinhamos as c í icas desen ol idas sob e a
Educação de Adul os enquan o modelo compensa ó io sob e uma escola idade não
comple ada em idade p óp ia (segunda opo unidade). C i ica, de endendo que a
educação de adul os se de e p omo e as po encialidades dos adul os e não e uma
unção me amen e compensa ó ia. A es e p opósi o, dis ingue a in eligência luida e a
in eligência c is alizada salien ando que, se as p imei as cons i uem ca ac e ís icas
dos jo ens ap enden es (memo ização e ou as ope ações), as c is alizadas são
p óp ias da in eligência adul a ( u o das expe iências e lec idas ao longo da ida).
Sublinha a impo ância da ap endizagem dialógica, onde o diálogo se cons i ui como
um mo o das ap endizagens ap enden es. Tal signi ica que é a a és das in e acções
e dos e ei os comunicacionais de que esul a a ap endizagem. A es e p opósi o, o
au o e oca a eo ia da acção comunica i a de Habe mas (1990), em con as e com o
modelo ecnico-ins umen al.
Ca e as e Ha o (1998) sus en am que a Educação Pe manen e em como
objec i o único o na p esen e que as pessoas, de aco do com as suas ca ac e ís icas
ísicos, psicológicas e cul u ais, êm di ei o a se em o madas desde que nascem a é
que mo em. Sublinham que es a ca ac e ís ica con e e alidade ao p óp io concei o
de o mação pe manen e. Ad e em con udo, que es a de e se enca ada como
possibilidade que o indi íduo de e encon a pa a as mudanças que se desen ol em
nos seus p óp ios con ex os. Tal signi ica que a Educação Pe manen e de e
esponde às necessidades sen idas pelo indi íduo.
López-Ba ajas (2006) sus en a que a Educação Pe manen e co esponde a
uma es a égia de o mação, espondendo aos di e sos desa ios que se impõem na
chamada Sociedade do Conhecimen o. O conhecimen o, pa icula men e o écnico,
na consequência do desen ol imen o das mode nas ecnologias ao se iço, pa ece
se o seu p incipal undamen o. Assim, a Educação Pe manen e, como es a égia
o ma i a, de e conside a os desa ios que se ão impondo ao ní el económico e da
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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p odu i idade, o desa io que é impos o pelas no as ecnologias da in o mação. Em
suma, de e á e em con a as solici ações ac uais deco en es das exigências socio-
económicas e écnicas não descu ando, con udo, a o mação é ica que de e á es a
p esen e num p ojec o de sociedade que se p e ende se jus a e democ á ica.
Po ém, in e ogando-nos sob e que elação pode se es abelecida en e a
educação pe manen e e a educação de adul os. Encon amos á ias azões
jus i ica i as da mesma. Di emos, ace ao expos o, que a educação de adul os
cons i ui uma pa e in eg an e da educação pe manen e. Com e ei o, exis e uma
in e ligação en e ambas pois, a educação de adul os conc e iza a a és de p og amas
e de acções as g andes inalidades concebidas no âmbi o da educação pe manen e.
Daí que a educação p o issional, a al abe ização, os p og amas de animação cul u al e
a educação pa a o associa i ismo espondam na p á ica a acções de educação de
adul os e, ao mesmo empo, aos p incípios p econizados pela educação pe manen e.
Nes e en endimen o e segundo López-Ba ajas (2006), o encon o de Bangkok, em
2003, isou a a aliação das ecomendações e comp omissos deco en es da
Con e ência de Hambu go, sob e a elação en e a educação e a educação
pe manen e, numa pe spec i a c í ica. Daquele encon o esul ou a alo ização da
ap endizagem pa a uma sociedade do conhecimen o des acando-se, po um lado, a
necessidade do ape eiçoamen o as mode nas ecnologias, ampliação de p og amas
de educação básica pa a odos (nos países menos desen ol idos). No âmbi o da
o mação de adul os, o am idos em con a a necessidade de uma isão ab angen e
an o ace ca do ipo de p ocu a e o e as de o mação solici adas, como ambém e
em conside ação o p opósi o do seu enquad amen o no âmbi o o mal, não o mal ou
in o mal, de molde a o na e icaz a educação de adul os na pe spec i a de uma
educação pe manen e. Pa a al, an o as o ien ações polí icas como as ins i uições,
onde se ealiza a educação de o mal de adul os, se ão objec o de ees u u ação de
molde a p opo ciona o e as de o mação em unção das necessidades dos adul os.
En e an o, oi conside ado pe inen e e em con a semp e as mo i ações dos adul os
educandos ela i amen e à ap endizagem e às ac i idades que aquela suge e.
Con udo, pa a a conc e ização do expos o é undamen al a conjugação de es o ços do
quad o das polí icas educa i as pa a que haja espaços de lexibilidade e equilíb ios,
consoan e os con ex os sócio-cul u ais en ol en es.
Requejo (2003) apon a pa a a in e - elação en e o mação de adul os e
o mação pe manen e. Nes e en endimen o, suge e a seguin e o mulação:
- Fo mação de Adul os - dedica-se a amplia compe ências iniciais, endo em con a
uma ac i idade no con ex o labo al;
Capí ulo II - Educação de Adul os
85
- Fo mação Pe manen e - des inado a p omo e o desen ol imen o das quali icações
iniciais, p o ocando “desequilíb ios” pois cada no o dado adqui ido deses abiliza a
es u u a an e io do conhecimen o;
O expos o pe mi e-nos in e i que a educação de adul os es á con ida no
domínio da educação pe manen e, de aco do com o enunciado na Con e ência
In e nacional de Nai obi, em 1976.
2.2.3 - Ensino Reco en e
A complexidade c escen e na sociedade dos anos 60, ace às exigências da
indús ia e a agilidade das espos as dadas pelos sis emas educa i os, cons i uem a
azão que le ou Olo Palm, Minis o da Educação da Suécia, no âmbi o da V
Con e ência de Minis os Eu opeus de Educação, em 1969, a p opo um modelo de
educação pa a adul os que cons i uísse um ecu so lexí el e disponí el a odos que
in e ompessem a escola idade e que mais a de a p e endessem e oma . P e endia-
se a icula a o mação com a ac i idade labo al.
O ensino eco en e cons i ui uma p opos a de ac ualização de ap endizagens
ao longo da ida e de e a sua o igem à e i icação das necessidades de p epa a
jo ens e adul os a ecupe a em os ní eis de escola idade não concluídos e, ao mesmo
empo, desen ol e capacidades, habilidades ao ní el da quali icação p o issional,
ace aos a anços ecnológicos.
Ainda sob e o assun o, pa ilhamos da posição do OCDE (1977) que ad oga
um conjun o de p incípios que de e ão es a p esen es, aquando da concepção de
p og amas nes a modalidade de educação de adul os. De en e es es, a í ulo
elucida i o, ap esen amos os seguin es:
a) Los úl imos años de educación obliga ó ia deben p opo ciona un cu ículo
que pe mi a a cada alumno una eal elección en e la con inuidad de sus
es udios o el abajo.
b) Deben esponde os in e essados (es udian es, maes os, au o idades, e c,) e
adap ados a las di e en es edades y g upos sociales.
g) Los í ulos y ce i icados no deben se is os como el " esul ado inal" de una
ca ei a educa i a sino como pasos y guias de un p oceso de educación y de
ca ei a pe manen e y del desa ollo de la pe sonalidad.
Assim, segundo o CERI (OCDE, 1977), subjaz a al enunciado a
in encionalidade de assegu a , ao longo da ida, lexibilidade na a iculação do
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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binómio es udo e abalho de molde ao indi íduo e oma a ap endizagem, in eg ando
á eas de conhecimen o de aco do com as suas opções, a iculando-as com as suas
p á icas labo ais, ealizando aquisições, ambém em bene ício do seu
desen ol imen o pessoal e social. Es as ca ac e ís icas pe mi em, igualmen e, c ia
condições de adap ação às mudanças que ão apidamen e se e i icam no con ex o
sócio labo al.
Con udo, a con e gência de in e esse e es o ços po pa e dos á ios
o ganismos, emp esas, escolas é ulc al pa a ga an i a e iciência do ensino
eco en e, exac amen e po que os seus p incípios assen am numa no a pe spec i a
de polí ica educa i a: a de que o modelo suge ido po Palm de e con a com um
supo e in e -ins i ucional que inancie o mado es especializados, espaços nas
emp esas pa a es ágios in eg ados, um cu iculum ajus ado ao indi íduo e às
solici ações do me cado de abalho e ce i icação de compe ências econhecidas nos
á ios sec o es de ac i idade económica.
Boyd e al (1980) concebe am um modelo idimensional da Educação de
Adul os, que ab ange a p oblemá ica al e qual como os au o es o obse a am.
Fundamen almen e, alo iza am o domínio das p á icas e a cons ução do modelo
assen ou nas obse ações egis adas a pa i daquelas. Assim, in e i am en ão ês
bases undamen ais: ês o mas de desen ol imen o (independen e, indi idual ou de
g upo); ês ipos de ealidades (indi idual, g upal e comuni á io) e ainda ês sis emas
(pessoal, social e cul u al). A posição dos au o es pa ece que e in eg a o es udo da
Educação de Adul os a á ios ní eis – pessoal, social e cul u al, o que le an a
p oblemas dada a a iedade de con ex os socio-cul u ais que en ol e a ealidade do
adul o.
Ace ca do assun o, acompanhamos Requejo (2003: 21):
(...) la educació eco en e enía un alcance más limi ado e u ili a is a. P e eía
momen os de in e upción en el p oceso pe manen e de educación al e nando
ac i idades e expe iencias educa i as con ou as ac i idades como el abajo
p odu i o y el ocio. Su ideia undamen al se basa en que las opo unidades
educa i as deben ex ende -se a oda a ida p o issional de las pe sonas
al e nando p incipalmen e con pe íodos de abajo, en luga de p olonga los
es udios indi inidamen e.
Capí ulo II - Educação de Adul os
87
E ec i amen e, a o ganização cu icula nos á ios ní eis de ensino, em alguns
países eu opeus, em alo izado o domínio cogni i o em de imen o da componen e
p o issionalizan e; ainda quando exis em e e ências aos cu sos ecnológicos, são
essencialmen e eó icos, pois na sua egulamen ação não su ge a ideia de es ágios
in eg ados. Assim sendo, a inexis ência da in e acção daquelas componen es ( eó ica
e p á ica) p oduz e ei os de á ia o dem, os quais passamos a enuncia :
1 - Uma elação nega i a en e a escola e o me cado de abalho, pois es e essen e-
se po al a de quad os in e médios, pessoal al amen e quali icado, ao mesmo empo
que consolida uma ep esen ação da escola como um o ganismo a as ado da
dinâmica social, p eocupando-se em cump i p og amas, de aco do com as
disposições legais.
2- Desmo i ação po pa e do uni e so de jo ens e jo ens adul os que, em ace das
quali icações académicas e não quali icação p o issional êm as suas expec a i as
go adas ela i amen e a uma ca ei a p o issional e as exigências do me cado de
abalho. A p eca iedade de emp ego, lagelo ac ual, é em pa e consequência daquela
dis unção que aludimos.
Toda ia, no quad o das polí icas educa i as, o ensino eco en e é enca ado
como um objec i o a a ingi , já que á ios países subsc e em a ideia de que a
educação não se limi a à escola ização, ela de e p ossegui pela ida o a, de al
modo que pe mi a a iculação com o mundo labo al.
Nesse en endimen o, os p og amas de educação eco en e de e iam
ul apassa a es e a do sis ema educa i o e se em pa ilhados ambém com
o ganismos locais di e sos, cons i uindo um modelo combinado, no qual es i essem
p esen es os ecu sos em e mos de o mação escola e labo al (Beng sson, 1989).
No que e e e à o ganização cu icula , sus en amos que a mesma de e
esponde às expec a i as e in e esses dos alunos adul os.
Sob e o assun o, Ja is (1985) ecolhe de G i in os ês aspec os a e em
con a: as aspi ações, os con eúdos e os mé odos, que passamos a explici a no
quad o seguin e.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Di emos que é desejá el a cong uência en e a o mação desejada pelo indi íduo
e a na u eza do pos o de abalho. Daqui se in e e a pe inência e ac ualidade da
in e enção de p og amas de o mação de p o esso es pa a as espos as ajus adas
aos p opósi os da con e ência.
Con inuando a analisa as inicia i as da União Eu opeia no domínio da Educação
de Adul os, egis amos a IV e úl ima con e ência ealizada em Flo ença, em 1996, com
o ema “Pa a uma sociedade do conhecimen o: O ien ações pa a uma Polí ica de
Educação na idade adul a”.
Do conjun o das inicia i as eu opeias sob e educação de adul os, pode -se-á
admi i que a o mação pa a a educação de adul os se man e e como um
denominado comum, na medida em que as necessidades exp essas solici am a
in e enção de es u u as o ganiza i as, polí icas e educacionais nes e domínio.
Com e ei o, a in ensi icação das necessidades in luenciadas pela cons an e
e olução ecnológica, oi condicionando as o ien ações pa a a unção de o mado es
no âmbi o da educação de adul os.
Ace ca des e assun o impõem-se á ias e lexões:
A educação de adul os de e, p io i a iamen e, es a ao se iço da e olução
cien í ica, ecnológica, económica e polí ica? Ou de e da p io idade ao indi íduo, à
sua o mação pessoal e social; às suas in e acções com a comunidade? Pa ece
es a mos pe an e uma si uação dilemá ica. Ou nos si uamos num pa adigma ecnico-
libe al-mecanicis a, que em como denominado comum a alo ização da o mação
pa a a p odu i idade ou nos si uamos ace a um pa adigma in e accionis a, que
alo iza os sabe es do indi íduo na in e acção nos g upos, o ganizações e/ou
comunidades.
Nes e sen ido, julgamos es a no pon o de cli agem en e a humanização da
educação de adul os pa a as á ias dimensões de aco do com as necessidades do
Homem ou p i ilegiamos as opções polí ico-económicas em des a o do humanismo
que es á implíci o na iloso ia de base da educação de adul os.
2.4-Relação ensino-ap endizagem e o mação de Adul os – pe spec i as eó icas
Conside ámos pe inen e ecolhe algumas cons uções eó icas ace ca do
ensino do adul o, bem como a ap endizagem e, a pa i daí, desen ol e
conside ações em o no do papel do o mado de adul os.
Capí ulo II - Educação de Adul os
95
2.4.1-O ensino de adul os
O ensino de adul os co esponde a uma ac i idade especí ica no ecido
educa i o pelas dis inções no mé odo, nas écnicas, nos cu ículos que de em se
conside ados dis in os do ensino na in ância e na adolescência. Tal, não deco e só da
ci cuns ância de se em po ado es de expe iências di e sas mas, undamen almen e,
po que o adul o a ibui um signi icado social p o undo à sua o mação (Lesne, 1977)
pela azão de que ela lhe possibili a agi , pa icipa , ajuda a ans o ma os cí culos
sociais a que pe ence ( amilia , comunidade, abalho). Nes e en endimen o, o ensino
de adul os co esponde a uma e apa do p ocesso de socialização, po quan o na
p á ica se assis e ao con ac o com no as ealidades (escola, u ma, colegas) que se
aduzem em dinâmicas no as.
Po al ac o, o p ocesso de ensina adul os de e assen a em p incípios que
enham em con a me odologias e e lexões sob e a alo ização do signi icado que o
adul o a ibui ao ensino do qual de e se agen e ac i o. Nes a base o educado de
adul os de e domina mé odos, écnicas, de molde a sa is aze as expec a i as do
adul o.
Sob e o assun o, Apps (1983) ad e e que o educado de adul os se con on a
dia iamen e com p oblemas numa pa e impo an e do seu abalho, pois a sua
na u eza elaciona-se com decisões a oma sob e si uações a iadas que podem
implica a obse ação sob e se há sa is ação dos alunos com a me odologia, se os
con eúdos dos p og amas são adequados ou po que é que os alunos p e e em
de e minados p o esso es a ou os.
Ba ei o (1973), conside ando o ensino de adul os, sus en a que o educado
em unções de suma impo ância na ans o mação social. Suge indo a pedagogia de
Paulo F ei e, ad oga que a educação de adul os em, como missão undamen al, a
educação libe ado a s. educação bancá ia. Nes a pe spec i a, o ensino com adul os
de e p opo ciona -lhes a ansição da consciência ansi o-ingénua pa a a c í ica.
En e an o e seguindo Houssaye (1982), de em se conside adas no ensino de
adul os a iá eis biológicas pois, mui o embo a o adul o possa ap ende ao longo da
ida, con on a-se, mui as ezes, com condicionan es como pe da de capacidade
audi i a; e sendo abalhado , à noi e ap esen a sinais de cansaço, po ezes
ansiedade e s ess. Es e aspec o é ambém alo izado po Undu aga (2004), o qual
apon a que o adul o cansado ica com as suas capacidades eduzidas pa a cap a e
descodi ica as mensagens, o que o limi a na sua ap endizagem. A es e p opósi o,
di emos que o conhecimen o dos alunos ajuda a de ec a aquelas di iculdades e a
de ini es a égias com is a à sua supe ação.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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C oss (1982) aludiu o in e esse nas edes mo i acionais nos adul os em
con ex o educa i o, salien ando como alo iza o empo. Com e ei o, o empo é
condicionan e no adul o abalhado e en endemos as azões da p eocupação de
ce os p o esso es.
2.4.2 -A ap endizagem de adul os
A emá ica assume especial impo ância no con ex o da educação de adul os.
Admi imos que as eo ias cons i uem um e e en e de suma impo ância na medida em
que iluminam p á icas.
Quan o à de inição de ap endizagem aplicada ao adul o, di emos com
Fe nández (1995), que se a a de um conjun o de aquisições que se ajus am a
es u u as an e io es. Nes as, são de sublinha as expe iências de que os adul os são
po ado es, pa a os ajuda a adqui i no os dados. Essa inclusão, con udo, supõe
selecção e eadap ação.
Assim, a ap endizagem dos adul os implica aquisições, modi icações,
adap ações, cons i uindo-se num p ocesso es á el. Nes e, há a conside a aquisições
de o dem cogni i a, sócio-a ec i a e mo o a. Tomando em linha de con a os
pos ulados nuclea es do condicionalismo clássico a é às o mulações ac uais,
e i icamos que o ap enden e é in luenciado po múl iplos ac o es que de o dem
in ínseca, que de o dem ex ínseca. Nes a óp ica, o adul o ap ende po
condicionamen o clássico pois é condicionado po um cu ículo, ma e iais, ho á ios,
espaços, que lhe são ap esen ados quando se ma icula. Ap ende, ambém, po
condicionamen o ope an e, que em na sua base a Teo ia do E ei o em que a
p obabilidade de oco e a ap endizagem depende do e ei o que es a p o oque no
indi íduo; o e o ço posi i o co esponde a g aus de maio sa is ação, o que p oduzi á,
po sua ez, maio e o ço. Com a Lei de Exe cício assinala-se que a mo i ação pa a a
epe ição con ibui pa a uma melho e icácia e e enção na ap endizagem. Toda ia, no
desen ol imen o da Teo ia do Re o ço, de Skinne (1967), em a consolida -se a
Teo ia do Condicionamen o Ope an e ou Ins umen al. No âmbi o des a, ealçamos o
concei o de e o ço posi i o e de e o ço nega i o nas p á icas do Ensino Reco en e.
A ap endizagem segundo Fosno (1996) suge e a possibilidade da aquisição de
expe iências conc e as e signi ica i as a a és das quais os ap enden es podem
p oblema iza ace ca das á ias ealidades que os odeiam.
Ainda no que espei a à p opos a de Bandu a (1986), a Teo ia da
Ap endizagem po obse ação ou ap endizagem social, a mesma assen a em á ias
Capí ulo II - Educação de Adul os
97
p emissas, mas o concei o de ap endizagem su ge de inido como esul an e da
obse ação, cons i uindo es a, po si, um modelo de ap endizagem no e olui do
p ocesso de socialização. Assim, a ap endizagem não depende de disposi i os de
o dem ina a, mas sim, cons i ui um conjun o que de o ma dinâmica se ai cons uindo
em con on o com o meio. Ainda, ap ende po in uição em ace de si uações
p oblemá icas en e às quais não encon a acilmen e a solução. Quando descobe a,
cons i ui uma e e ência signi ica i a.
Con udo, de uma o ma ge al a ap endizagem dos adul os no Ensino Secundá io
Reco en e, desen ol e-se, ainda, à luz do pa adigma écnico ins umen al, que se ai
pe pec uando e que podemos obse a a a és de um in o man e.
Segundo Vaillan e Ma celo (2001), a ap endizagem do adul o comp eende
ca ac e ís icas das quais apon amos algumas: Os adul os desen ol em mo i ações
pa a ap ende quando a mesma esponde aos seus objec i os e êm aplicação na sua
ida p á ica; o adul o es á semp e implicado no p ocesso de ap endizagem a a és do
seu au o concei o, p eocupações, expe iências; desen ol em esis ências quando é
pos a em causa a sua capacidade pa a ap ende , a mo i ação do adul o é endógena,
o p o esso p omo e condições pa a a sua ac ualização.
Rosales (1991) conclui que uma das p incipais causas do acasso nas p á icas
de educação de adul os esidiu na ans e ência do modelo escola u ilizado com
c ianças. As a i udes pa e nalis as são igualmen e, causa de esis ência e as sessões
que são equen emen e minis adas em escolas p imá ias, com as ca ei as u ilizadas
pelas c ianças; con ibuem como 2º causa do ac o de os adul os não se sen i em
mobilizados pa a o modo como são ensinados; iden i ica como 3ª causa: os
p o esso es es ão dis an es dos adul os, não alo izam o diálogo como es a égia
pedagógica. Como consequência, não conhecem as suas mo i ações, as suas
ca ac e ís icas psicológicas e expec a i as. Po ezes, os adul os são mais elhos que
o p o esso , êm mais expe iência de ida, mais ma u idade. Daqui deco e que
p o esso não pode usa o seu es a u o pa a se impo ; de e se o mado pa a
ap ende a ap ende com o g upo de adul os e, ao mesmo empo, ensina . Assim, o
comp omisso nes e p ocesso dialógico é o aço dominan e na educação de adul os.
O p ocesso de ap endizagem que se c ia en e o adul o ap endiz e o adul o
o mado , em sido al o de á ias pesquisas, em esul ado da análise das condições
que ambos ap esen am nesse p ocesso. T a a-se, em p imei o luga , de uma a i ude
epis émica, na medida em ambos se deb uçam de o ma c í ica sob e o objec o a
conhece assumido, po ém, pos u as di e en es. O esul ado da pesquisa – o
conhecimen o – aduz-se em signi icados di e en es pa a ambos, pois es á implíci a
uma ensão dialéc ica necessá ia à descobe a.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
98
Ainda no que espei a aos p ocessos de ap endizagem de adul os, es ão
associados os mé odos. A es e espei o, Ca e as e Ha o (1998) e Flecha (2006)
sublinham as me odologias colabo a i as e coope ado as, as quais p opiciam
educação c í ica no desen ol imen o da ap endizagem. Sublinha, a es e p opósi o,
c i é ios: exis ência de um g upo com objec i os comuns – comunidade de
ap endizagem; pa icipação en e os implicados noção de pa icipação; in e acções e
negociação nos mé odos a adop a , nos ins a a ingi e nas écnicas a emp ega o que
suge e a noção de negociação; desen ol imen o de a i udes c í ica, pa a diagnos ica
as si uações e c ia al e na i as; au o- e lexão c í ica. Nes e en endimen o, econhece-
se ap endizagem em ecip ocidade en e os p o esso es e alunos.
Des e modo, do nosso pon o de is a, o ac o pedagógico é, essencialmen e, in a
e in e pessoal; daqui se e i a que a ap endizagem se desen ol e num clima, no qual
es ão en ol idas pessoas com pe sonalidades a iadas, consciências, i ências,
alo es dis in os; o con ex o no qual e olui o enómeno “ap ende ”, p ocessa-se en e
sensibilidades, mo i ações. Assim, a o mação de adul os, con endo p og amas e
disciplinas (al abe ização ou ou os ciclos de ensino mais a ançado) e ac i idades
sócio educa i as, es á pa a além des as componen es, anscende-as; a sua o ça
mo iz é o p ojec o da consciência indi idual que se e lec e no colec i o, alo izando o
odo.
Sob e a ques ão, Lei man (1992) sus en a que a o mação de adul os cons i ui
um p ocesso de in luência sis emá ica, ace a um p ojec o de ida indi idual e social,
is o é numa pe spec i a de objec i os e um plano de acção do homem com ele
p óp io, pa a um con ínuo desen ol imen o den o do con ex o social.
Deco e do expos o, que a o mação de adul os implica au o-consciência,
co esponsabilidade, comp omisso, pesquisa; é dialógica, in e ac i a e ilimi ada pela
ini ude da con ingência humana, mas necessá ia, ace ao impe a i o de es a com a
humanidade. Acompanhamos ainda aquele au o quando sus en a que o p ocesso de
o mação de pessoas adul as é uma combinação da ap oximação aos sis emas
abe os e de uma o ien ação emancipado a que se desen ol e en e dependência e
libe dade.
Ca (2005) sus en a que uma boa p á ica pedagógica implica necessa iamen e
uma e lexão eó ica pa a que o p o esso se si ue ace à ealidade educa i a.
2.4.3-O ensino, a ap endizagem e o mação de p o esso es pa a adul os
O ensino e a ap endizagem no adul o do Ensino Secundá io Reco en e é um
p ocesso indissociá el do papel do p o esso . A es e espei o e po cons i ui o núcleo
Capí ulo II - Educação de Adul os
99
ge ado da in es igação, ocámos, a espei o de á ias ma é ias e ao longo do
abalho, a dis inção do ensino egula do ensino eco en e e po conseguin e, omos
man endo, como denominado comum, a cons a ação da exis ência de o mação
pedagógica pa a ensina no ensino egula . Tal ecoloca, de momen o, a ques ão da
o mação de p o esso es de educação de adul os, à luz de á ias pe spec i as
eó icas.
Na pe spec i a de Kolb (1984), se á an ajoso não só a cons ução de
ins umen os de au o-a aliação sob e as expe iências desen ol idas no con ex o
p o issional naquele domínio, como ambém se á u í e o que os esul ados dessa
mesma au o a aliação pe mi am e lexões c í icas ace ca das p á icas docen es,
pe mi indo a e isão das mesmas. Em esul ado, se á possí el a concepção de um
no o modelo de p á ica pedagógica assen e na ansação, da qual eme gi á o
conhecimen o de no as p á icas es a égias e dinâmicas a es abelece en e o
p o esso e o ambien e (escola); en e o p o esso e os alunos (sala de aula ou
espaços in o mais), p omo endo-se des e modo a econ igu ação do p óp io clima e
cul u a de escola.
Ainda no con ex o da ap endizagem expe iencial, A gy is (1993) e Schön
(2000) in oduzem a “ eo ia-na-acção”, na qual sus en am que cada indi íduo em uma
cons ução men al ( eo ia), uma ideia que o o ien a no desen ol imen o da acção, o
que lemb a a capacidade de concep ualização ad ogada po Kolb.
Con udo, o núcleo es u u ado da posição daqueles sociólogos epousa na
in odução do concei o de e lexão c í ica sob e a eo ia na p á ica, ou seja, é a a és
da e lexão c í ica ace à ac i idade naquele binómio, que o indi íduo ealiza a sua
ap endizagem em in e acção com ou os. Assim sendo, o g au de ince eza implíci a
no ânsi o da e lexão na acção assume um papel de e minan e no p ocesso de
ap endizagem, sendo es a impossí el se não o an ecipada pela p oblema ização,
pela negação de p emissas dadas. De igual modo, a eo ia da ap endizagem
ans o ma i a de Mezi ow (1991) cons i ui um ma co de ines imá el impo ância no
campo da Educação de Adul os.
G abowski (1987) apon a alguns p ocedimen os p óp ios do educado de
educação de adul os, ais como sabe como comunica pa a desen ol e
ap endizagens bem sucedidas; desen ol e e o ços posi i os jun o dos educandos
adul os; c ia e ge i um bom clima na sala de aula; conhece as di e enças en e a
educação com jo ens e a educação com adul os; adap a o i mo de ensino ao i mo
de ap endizagem do aluno; conhece bem os alunos de molde a adap a os mé odos
de ensino; encon a es a égias que inspi em a con iança dos alunos; man e o
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
100
in e esse doa adul os pela ap endizagem; p opo ciona aos adul os um eedback
ela i amen e à sua ap endizagem.
Lyo a d (2003) sulinha o alo que a linguagem e a con i ialidade assumem na
ap endizagem, à semelhança de A anzini (1991) quando ad oga que o essencial no
p o esso é a sua p á ica elacional, a qual p opícia a assimilação de conhecimen os
na e pela elação conseguida en e p o esso es e alunos.
Segundo Mezi ow (1991), a ap endizagem ins umen al co esponde a um
in e esse écnico, o qual epousa na esolução de p oblemas de ca ác e p á ico,
con apondo p ecisamen e a acção e lexi a ou ap endizagem e lexi a. Na p imei a,
iden i ica-se um egis o posi i is a, o qual pe mi e p e e e con ola si uações,
enquan o na segunda, alo iza-se o signi icado que as coisas adqui em pa a o
indi íduo em in e acção com o que o odeia, o que se aduz em acção e lexi a e
ans o ma i a.
Tal concei o ci cunsc e e-se no âmbi o do in e accionismo simbólico, em que a
subjec i idade econ igu a a ealidade, a ibuindo-lhe á ios sen idos. Es amos, pois,
pe an e uma an inomia ela i amen e às p emissas sus en adas pelo posi i ismo e as
de endidas no in e accionismo simbólico. Nes a linha, Ja is (1985, 1989),
p eocupando-se especialmen e pela ap endizagem do adul os no con ex o social ou
como ele p óp io designa “ap endizagem do adul o no con ex o simbólico”, sublinha a
impo ância da expe iência nas in e acções com os ou os, o que aduz con ínuos
eedbaks, os quais pe mi em a cons ução da iden idade do adul o ap enden e.
Es amos pe an e uma exp essão do p agma ismo, pois ad oga-se com Mezi ow
(1991), o p imado da acção sob e a eo ia; a p á ica e lexi a, incidindo na acção
e oga aquela, nos p essupos os eó icos, nas concepções é icas, me odológicas,
dando luga aquilo que F ei e designa po “p á ica emancipa ó ia”.
Relacionando Habe mas (1990), em oposição ao pa adigma écnico libe al ou
posi i is a, o qual cons i ui uma cons ução es anha ao sujei o (exógena) ad oga um
conhecimen o c í ico e emancipa ó io. Basicamen e, o undamen o da dis inção
epousa sob e o econhecimen o do limi e da acionalidade écnica sus en ada pelo
igo , objec i idade e homogeneidade, em desabono da me alinguagem, sua
signi icação e o papel da subjec i idade na in e p e ação das in e acções
desen ol idas en e os indi íduos. Segundo Ma celo (2001) e Zeichne (1993), as
a i udes necessá ias pa a o p o esso p omo e a i udes e lexi as na ap endizagem
consis em numa men alidade abe a pa a ou i e espei a a di e sidade de eacções e
desenha es a égias pa a man e a cu iosidade, o en usiasmo. Ainda, segundo
Shulman (1989), a e lexão é o modo segundo o qual o p o esso ap eende as
Capí ulo II - Educação de Adul os
101
expe iências. Segundo A ends (2001), os p o esso es de em ap ende a ge i uma
sala de aulas, p e enindo ensões. Tal p omo e um bom clima na sala de aula.
Guba (1990), ecendo algumas conside ações sob e o modelo posi i is a,
apon a como aço undamen al a objec i idade que se aduz na gene alização. Em
ace dis o, opõe e celeb a a subjec i idade, ó mula que sublinha na lei u a dos
enómenos que icam dependen es da cons ução do p óp io sujei o. Des e modo,
a gumen a que o cons u i ismo se cons i ui numa ó mula ela i a e in e p e ação
subjec i a dos dados eme gen es, numa dada ealidade. Apon a ês dimensões que
se en ec uzam nes e p ocesso: a on ológica, a epis emológica e a me odológica. Se a
p imei a esponde às ques ões elacionadas com a na u eza do cognoscí el, a
epis emológica p ende-se com a elação en e o eu ques ionado e o objec o
ques ioná el, e a me odológica apon a pa a o modo que é u ilizado pelo sujei o pa a
conhece .
B e e sín ese
Realçamos, do con eúdo expos o nes e capí ulo, a pe inência no
conhecimen o das ca ac e ís icas da adul ez, ap esen ando á ias pe spec i as sob e
aquele concei o.
Salien amos á ios concei os ace ca da educação de adul os en e os quais, a
and agogia, a educação pe manen e e a elação en e a educação de adul os e o
ensino eco en e. Expomos os con eúdos mais signi ica i os sob e o concei o de
educação de adul os no con ex o das Con e ência In e nacionais da UNESCO e das
desen ol idas no âmbi o da União Eu opeia.
Realçamos ainda as abo dagens eó icas ajus adas ao modo como de e se o
ensino de adul os, bem como cons uções eó icas sob e o modo como o adul o
ap ende.
Tendo em con a es a elação, e lec imos sob e pe spec i as eó icas em o no
da o mação de p o esso es de adul os.
Capí ulo III
Fo mação de P o esso es pa a Educação de
Adul os em Po ugal
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
110
Educação, Psicologia da Educação, Me odologia); o segundo, um P ojec o de
Fo mação e Acção Pedagógica. Po ém, e am dispensados des e p ojec o os
p o esso es que i essem mais de seis anos de se iço docen e. Como aludimos, a
Uni e sidade Abe a des acou-se na o ien ação pedagógica e na a aliação, a qual e a
ealizada sob a o ma de exames nacionais. Ficou, des e modo, ga an ida a condição
pa a o es abelecimen o do ínculo dos p o esso es que en a am no sis ema.
Rela i amen e à o mação con ínua, odos os p o esso es em se iço e dos
á ios ní eis de ensino podiam pa icipa em ac i idades desen ol idas pelas an igas
Delegações Escola es do Minis é io da Educação e Associações de P o esso es.
Campos (1995) sus en a que a maio a luência de p o esso es a es as acções
coincide, no malmen e, com mudanças de p og amas. Di emos que ambém se
e i ica am quando su giam no as me odologias pa a a didác ica de qualque
disciplina, p incipalmen e no p imei o ciclo ou quando os o mado es p opunham
emas de econhecido in e esse pa a a ida p o issional.
Os objec i os essenciais da o mação con ínua esidem na possibilidade de
p es a aos p o esso es a ac ualização de conhecimen os e compe ências de aco do
com as necessidades de ec adas nos alunos, p opo ciona aos p o esso es mobilidade
na ca ei a e p omo e a in es igação especializada.
A o mação con ínua de e se objec o de in es igação educa i a, pois as
elações ge adas en e as p á icas p omo em no os conhecimen os e essa dinâmica
p oduz e lexos que ul apassam a es e a da pessoa do p o esso . Com e ei o,
p opo cionam, no aluno, a i udes alo izado as no seu p ocesso de ap endizagem
como a capacidade de p oblema iza , de desen ol e um espí i o c í ico, de mobiliza
conhecimen os e des ezas. Es as, po sua ez, p omo em au o-es ima, o gos o pela
descobe a, ab indo no as pe spec i as sob e a ap endizagem. Daí que se cons i ui
num impe a i o a cons ução pa a uma no a cul u a pa a a o mação de p o esso es,
assen e numa e lexão c í ica sob e as p á icas pedagógicas (Ala cão, 1996;
Imbe nón, 1999; Mon e o, 2005; Schön, 2000). Tal undamen a-se na possibilidade
daquelas, enquan o espaços de in e acção, se cons i uí em em p opos as de
in e p e ação dos múl iplos signi icados que podem assumi as si uações que lá se
i em.
Podem p omo e acções de o mação con ínua em á ias ins i uições, como:
Uni e sidades; Cen os de Fo mação de Associações de Escolas; Associações de
p o esso es, e en ualmen e se iços do Minis é io da Educação. Rela i amen e aos
equisi os pedidos aos o mado es de p o esso es, es es de em possui no mínimo o
g au de licencia u a e pós-g aduação.
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
111
Os Cen os de Fo mação de Associações de Escolas p omo em acções de
o mação pa a p o esso es, dos á ios ní eis de ensino. Sob e as mesmas, são
de inidos c i é ios no Regime Ju ídico da Fo mação Con ínua de P o esso es
(Dec.-Lei nº249/92, 9/11). A o ganização do calendá io sob e as o e as de o mação
esul a das euniões de conselho pedagógico, cons i uído en e o di ec o do Cen o e
os ó gãos di ec i os de cada escola associada a cada cen o. Aquelas euniões são
ealizadas mensalmen e. Sob e o p ocesso di emos que:
- É compe ência do Di ec o do Cen o de Fo mação sabe quais as necessidades
o ma i as mani es adas pelos p o esso es em cada escola associada.
- É compe ência dos ó gãos execu i os das Escolas p ocede em à ecolha
daquelas in o mações.
- O conselho p onuncia-se sob e a pe inência dos emas p opos os.
Tal suge e que os emas a a a no âmbi o da o mação de p o esso es, nos Cen os
de Fo mação de p o esso es esul am da on ade exp essa pelos ó gãos de ges ão
de odas as escolas.
Os p og amas FOCO e PRODEP ga an em o seu inanciamen o das acções
sendo as mesmas g a ui as pa a os p o esso es que as equen am.
De sublinha que as acções aduzem a condição de p og essão na ca ei a.
Tal suge e que as mesmas nem semp e são equen adas de aco do com as
p e e ências dos p o esso es mas, po ap oximação da da a em que de em passa de
escalão.
Tal concepção me ece-nos algumas conside ações:
- A o mação con ínua minis ada aduz, não a on ade do p o esso , mas de
escolas. Como a sua equência, p oduz os e lexos que aludimos na p og essão
da ca ei a, os Cen os de Fo mação exe cem uma unção adminis a i a. P oduz-
se e ep oduz-se o mação cujo in e esse é ex e io à on ade do p o esso .3
- Tal si uação é ambígua po que es as ins i uições o am c iadas pa a o ma e
acompanha as mudanças deco en es da e o ma do sis ema educa i o e não
a ingem os seus objec i os na ín eg a.
- A maio pa e dos p o esso es ão soma c édi os e não po uma mo i ação
pedagógica, o que pe e e os objec i os e as expec a i as dos p o esso es e dos
Cen os.
3 Ace ca do assun o não p e endemos gene aliza .
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
112
Des e modo, a o mação acaba po assumi uma unção edu o a ela i amen e
à p o issionalidade do docen e, a qual que e a supos o se alo izada, como nos
suge e os no ma i os sob e a ma é ia já aludidos an e io men e.
Com e ei o, e i icamos a desmo i ação dos p o esso es na ac ualidade e
e ocando Es e e (1999) e Mon e o (2005), iden i icamos “um mal-es a docen e”, o
qual aduz a in e io ização de um sen imen o de desajus amen o en e “as
p omessas” e a ealidade.
Assim, a ins umen alização da o mação con ínua pelo Es ado cons i ui um
meio pelo qual se ai pe pe uando o modelo écnico libe al, ou seja, ela não se e a
mudança de pa adigma, an es o ai pe pe uando. A es e p opósi o Bena en e (1999)
apon a que di iculdades ge adas po con li os ideológicos e o çam a indisponibilidade
pa a a concepção de uma polí ica educa i a global.
E ocando Ha elock e Hube man (1980), obse amos que os mesmos
ad e em sob e os obs áculos que se ge am con a a ino ação, dos quais ealçamos
os de na u eza polí ica. Com e ei o, as opções sob e polí icas educa i as podem
des i ua a ino ação, ans o mando as ac i idades des inadas a o mação de
p o esso es em bu oc acia e es ida de ca ác e ob igan e man endo-se, en e an o o
pa adigma écnico ins umen al.
Mas como se mudam, em conc e o, as concepções écnico ins umen ais na
o mação de p o esso es?
Já Fe y (1991) aludia a necessidades de se desen ol e in es igações sob e a
o mação de p o esso es pa a se p ocede à a aliação das p á icas, de e lec i sob e
as possí eis ino ações pedagógicas nelas eme gen es, no sen ido de a alia a
possibilidade de a a a o mação de p o esso es, de uma o ma holis ica. Tal
p opos a, cons i ui a nosso e , a e dadei a unção da o mação de o mado es.
Desde logo se cul i a ia uma p á ica e lexi a, c i ica, a qual desen ol e ia no os
hábi os, habilidades, modelo de abalho (em equipas) pa a a concepção de planos de
aulas, discussão de es a égias, obse ação de aulas, como es a égia de
ap endizagem com colegas.
Nesse sen ido, os p o esso es em o mação ambém de e ão assumi uma
a i ude p oblema izado a em o no dos seus sabe es e p á icas, e discu i com
in es igado es do domínio da me odologia da in es igação. Pa ilhamos a in eg ação
des a á ea o ma i a (Me odologia da In es igação), não só na o mação inicial, como
na o mação con ínua, as quais e de aco do com Mon e o (1999), não sepa amos po
en ende mos que azem pa e de um só p ocesso – o da o mação pe manen e.
Ala cão (1996) sus en a que os es ágios de e iam cons i ui p ocessos
dinâmicos, en ol en es, nos quais os p o esso es, a p opósi o da análise, e lexão e
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
113
discussão sob e si uações e i icadas nas aulas, p oduzem conhecimen os sob e o
a amen o de con eúdos p og amá icos e sob e aspec os pedagógicos associados.
Assim, p o esso es em si uação de o mação pode ão cons ui uma cul u a a pa i
das na a i as desen ol idas en e os p o esso es e alunos (Clandinin, 1992), numa
pe spec i a dialógica. T a a-se, oda ia, de p ocessos de mudança, encon ando-se
uma o e esis ência que u ge ence . No en an o, o con eúdo das mudanças não
coincide com o dos no ma i os e há que cons ui no as cul u as e no as dinâmicas
nas escolas enquan o o ganizações. A ques ão da mudança, an as ezes abo dada
como necessidade, é bas an e complexa pois as esis ências es ão anco adas no peso
da adição, e nas opções polí icas. Ace ca da emá ica, Ha g ea es (1998),
disse ando sob e a subs ância da mudança, de ine-a como o conjun o de ac o es que
in luenciam cons angimen os: os no os modelos de ges ão que solici am o mação; o
sis ema de o mação de p o esso es que de ine como sendo de ca ác e mais
u ili a is a (se e pa a p og edi na ca ei a), bloqueando o ques ionamen o e
e lexi idade dos p o esso es em o mação, a pa i das suas p óp ias p á icas
pedagógicas ou o mação na escola.
Mon e o (1987) en a iza o papel da o mação em se iço ou con ínua, como
mecanismo de ac ualiza os p o esso es ao longo da sua ca ei a, a im de que se
possam supe a as suas di iculdades, mo i a -se pa a equen a cu sos, ou ou as
modalidades de ap endizagem.
Ap o undando um pouco mais o sen ido da o mação con ínua, es a não de e
se en endida apenas como um disposi i o legal a cump i : an es do mais de e se
assumida, como um meio que se ai conc e izando no empo, de aco do com as
e lexões que os p o esso es azem sob e o modo como in e p e am as suas p á icas,
a omada de consciência que daí deco e sob e necessidades pa a muda o inas,
desen ol e no as habilidades e mobiliza as suas expe iências em equipas de
abalho. Ainda a au o a sublinha, a es e p opósi o, que as si uações con li uais e os
sen imen os de insa is ação dos p o esso es adicam, em g ande pa e, na não
alo ização necessá ia da uição da o mação con ínua.
Ainda e de aco do com Mon e o (1999), os p o esso es de em es a p epa ados
pa a acompanha as mudanças a que assis imos nes a ci ilização pós mode na.
Ad e e, po ém, que uma das ca ac e ís icas da unção do p o esso deco e da
capacidade de ge i odo um clima de ince ezas que cons i uem o desa io ac ual dos
p o esso es. Com e ei o, a a-se de uma p o issão que necessi a de ac ualizações
pe manen es. Assim sendo, em e mos de o mação inicial e con ínua, são pois ases
do mesmo p ocesso p o issional, o qual de e se en endido como o mação
pe manen e. Des e modo, ad oga a au o a que se p o esso supõe ques iona ,
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
114
e lec i e agi de o ma comp ome ida com a unção social e com o con ex o cul u al
en ol en e. Que emos dize que, de uma a i ude o inada, passi a, con o mis a,
echada, u ge p oduzi conhecimen o sob e as e lexões c í icas, c ia i as, ac i as e
abe as a con ibu os de ou as á eas cien í icas.
Nes e en endimen o, a in es igação sob e a o mação de p o esso es cons i ui-
se num sis ema abe o, p odu o de no os conhecimen os, esul an es da au o
eno ação dos mesmos no in e io do p óp io sis ema po neguen opia.
Des e modo, no con ex o po uguês, ais p á icas pode iam se ampliadas en e
as uni e sidades, cen os de o mação de p o esso es, em escolas, cons i uindo-se
num sis ema o ganicis a, desen ol endo p á icas ino ado as.
A ends (2001) suge e a pe inência do desen ol imen o da a i ude dos
p o esso es mais elhos de ap ende em a ensina , posição pa ilhada po Mon e o
(2005). Tal concei o esul a da e lexão de que a p á ica daquela a i ude p omo e um
p ocesso de desen ol imen o pessoal e p o issional ao longo da ida e al p oduz
e lexões c í icas, as quais p opiciam o eme gi de no os conhecimen os e no as
p á icas. Assim, en endido o concei o que en ol e o papel da e lexi idade c í ica que
nos az e oca o concei o de ap endizagem ans o ma i a (Mezi ow, 1995) ou o
modelo dialógico (F ei e, 1987, Ma celo, 2001, Flecha, 2006). Assim, o ap ende a
ensina p opo ciona a subs i uição de o inas desadequadas à ino ação, pe mi indo a
ma e ialização das mudanças no ecido educa i o. Des e modo, os dogma ismos
ingénuos mui as ezes p esen es no início da ca ei a ão dando luga às
descobe as de no os p oblemas e soluções en iquecedo as do pon o de is a da
qualidade de ida do p o esso .
A ends (2001) apon a ainda, modelos de desen ol imen o do p o esso com
base nas pe spec i as eó icas sob e a psicologia do desen ol imen o que nos
susci a am in e esse. E oca en ão Sp in hall e Theis-Sp in hall, os quais sus en am
que odos os se es humanos o ganizam a expe iência em unção de es u u as
cogni i as (es ádios na nomencla u a de Piage ), as quais se ão complexi icando em
unção da exigência na selecção das expe iências. O p og esso é g adual,
dependendo pois, da iqueza das in e acções (es ímulos – espos as no esquema de
Piage ). Tal suge e que ambém a qualidade da p o issionalidade na ca ei a do
p o esso é e olu i a, desen ol endo-se po ases e em unção daquela da
expe iência e o que dela p opo ciona conhecimen o. Tal suge e, ambém, que se o
p o esso pa a numa de e minada ase, po al a de es ímulos, não ha e á
desen ol imen o do conhecimen o o que jus i ica á, segundo o nosso pon o de is a,
as o inas, esis ência à ino ação e à mudança. A mesma au o a o e ece-nos eo ias
ace ca do ensina a ap ende . A p imei a, sus en ada po Fulle (1969) assen a em
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
115
ês ipos de p eocupações que se si uam em ases da ca ei a docen e: 1-
p eocupações de sob e i ência, as quais iden i ica no p o esso no inicio de ca ei a;
2- p eocupações ela i as ao ensino, as quais jus i ica com o ac o do p o esso se
cen a nos ma e iais que u iliza, no nume o de alunos que em ou, ainda nas
es a égias de ensino; 3- as p eocupações ela i as ao ensino mani es am-se numa
ase mais madu a, e iden i icam-se quando os p o esso es se p eocupam com os
p oblemas emocionais dos alunos, com o elacionamen o, o ajus amen o de
es a égias de ensino às expec a i as dos alunos, ajus a os ma e iais às suas
necessidades.
O a, segundo Fulle o p o esso com mais expe iência acumulada, o mais
amadu ecido se á o que es á mais ap o a ensina a ap ende os p o esso es mais
no os, com as ou as p eocupações.
A segunda eo ia que A ends (2001) apon a é de endida po Feiman-Nemse , a
qual ad oga, igualmen e, ês es ádios, semelhan es aos de Fulle : 1º – Es ádio inicial
de sob e i ência cujo aço undamen al eside no ac o do p o esso ep oduzi o
modelo em que oi o mado; 2º - Es ádio da consolidação- O p o esso sen e mais
con iança pa a ge i a ac i idade docen e; 3º - Es ádio da p o iciência - nes e es ádio
os p o esso es sen em mais disponibilidade pa a se dedica em às necessidades dos
alunos, desen ol em no as es a égias didác icas, em unção das expe iências
ecolhidas.
Con on ando as duas eo ias deduz-se que, à medida que os p o esso es
p og idem em expe iências pedagógicas, aumen am as suas capacidades e
disponibilidades pa a o ensina a ap ende . Assim se comp eendem a i udes
espon âneas no apoio a p o esso es no os na ca ei a ou que iniciam uma no a
expe iência, na p eocupação em acalma as angús ias iniciais, acul ando ma e iais,
apon ando me odologias, op imizando assim a in eg ação de p o esso es.
Sublinhamos, pois, a impo ância da a i ude de ap ende a ensina , pelas múl iplas
alências que o concei o nos suge e, como es a égia a o ecedo a da mudança, pela
comunicação que pode se es abelecida en e p o esso es (ao con á io do isolamen o
que em ca ac e izado o abalho escola ), pela pe mu a de expe iências e pelo diálogo
que as mesmas podem susci a , pela dimensão socializado a que pe mi e, e ainda,
pela o mação in o mal que se pode desen ol e nas escolas. Ad e e ainda pa a
es a égias a desen ol e no sen ido da edução do s ess. Com e ei o, da ac o é
edu o das ap endizagens e das p óp ias condições pa a ensina .
Sensí el a es a ma é ia, Ha g ea es (1998) ad e e que o abalho dos
p o esso es pode se ans o mado em a e a bu oc á ica (à semelhança de Ha elock
e Hube man, 1980, ci ados an e io men e), pondo em causa a essencialidade da
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
116
ac i idade pedagógica que depende em mui o do g au de mo i ação e de sen imen o
de pe ença dos p o esso es, e es e de e se cons uído e sen ido a pa i da
sa is ação dos p o esso es ace ca da ealização da sua p o issão e da sua e dadei a
unção social. Ainda segundo o mesmo au o , a qualidade do empo do p o esso na
escola depende do g au de uição sen ido pelo p o esso na o ganização das a e as
educa i as, no es a com os alunos, na a aliação que az sob e as sua p á icas e não
no cump imen o de disposições bu oc á icas “ob igan es” da p esença dos
p o esso es na escola em a e as bu oc á icas. Nes e enquad amen o, dis inguimos
en e empo de cons ução e empo de op essão. No p imei o, iden i icamos g upos
de abalho que desen ol em e lexões, p oduzem ma e iais, disponibilizam-se pa a
se em obse ados quando es ão a da aulas e a se em c i icados sob e a sua p á ica
pedagógica, o que p omo e no as e lexões, as quais p oduzem no as p á icas; no
segundo, iden i icamos a alienação do p imei o, quando se e i ica uma sob eca ga
de a e as bu oc á icas, não pe mi indo disponibilidade pa a a uição do p imei o, o
que uma isão educionis a sob e a magni ude da pedagogia e da didác ica e sua
ep odução social.
Ma celo (2001) ad e e sob e a u gência na ede inição da a e a do p o esso ,
o que implica, do pon o de is a epis emológico, e isibilidade dos p incípios sob e o
ape eiçoamen o p o issional pa a a ges ão das mudanças, no pe cu so p o issional.
Do nosso pon o de is a, o no o pe il de e á combina os sabe es com a
sociabilidade, c ia i idade, lexibilidade. Assim, no nosso en ende , a unção do
p o esso de e anscende o domínio cognoscí el e “educa -se” pa a a
disponibilidade pa a com o ou o, pa a a lexibilidade, pa a a in e acção com os ou os
e seus e ei os, sabe a alia o ou o e acei a as di e enças, conhece e a alia a sua
unção a a és das p á icas e as i ualidades do pa adigma dialógico (F ei e, 2001,
Flecha, 2005).
Na mesma linha, Imbe nón (2001) ad e e que o p o esso em o mação no
século XXI de e es a comp ome ido com o u u o e, pa a al, e á de abandona os
modelos condu is as alo izando a socialização, as in e acções que se ge am en e as
pessoas. Valo iza, igualmen e, a e lexão en e a eo ia e a p á ica. Con udo, indicia
que a colabo ação en e os p o esso es p oduzem e lexos que a ní el p o issional
que social. Assim, a p óp ia escola, como es u u a escola , de e cons ui uma no a
cul u a o ganizacional que p opicie no os climas alo izado es da p o issionalidade.
A e lexão sob e a p á ica pedagógica, segundo Lipman (2001), pe mi e a
e isão de c i é ios e c enças idos como co ec os, o que pe mi e a análise de
obs áculos epis emológicos. Assim, o con on o com as p á icas desen ol idas
p omo e, des e modo, ino ação. Podemo-nos ques iona sob e como desen ol e
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
117
uma p á ica e lexi a ace ca da nossa p á ica pedagógica. Admi imos, de aco do com
o au o , que algumas si uações podem suge i essa mesma e lexão, ais como
obse ação de aulas, de colegas que se disponibilizam pa a o e ei o; no con on o de
plani icações e selecção de ma e iais; na omada de decisão sob e deba es a
desen ol e pelos alunos; o au o- econhecimen o de p econcei os que a ec am a
in odução de es a égias de mudança; e a consciência do papel do p o esso no
desen ol imen o da p á ica dos ou os p o esso es.
Vaillan e Ma celo (2001) apon am aspec os que es ão p esen es na
ap endizagem do adul o, como a mo i ação in ínseca pa a ap ende , logo que
exis am es ímulos su icien emen e signi ica i os. Exis em aspec os sócio-a ec i os
que jus i icam a implicação do adul o na ap endizagem; desen ol em c í icas e
esis em quando põem em causa o sen ido da o mação.
Fe nandez-Til e (2003) ad oga que a qualidade do ensino passa ine i a elmen e
pela alo ização dos p o esso es cujo papel se cons i ui num eixo undamen al pa a
en en a os desa ios que os empos de mudança impõem.
Caná io (2005) ad oga que a o mação dos p o esso es de e se cen ada na
escola, à semelhança de Ha g ea es (1998) que sus en a que a mesma de e se
enquad ada na p á ica docen e e eme gen e dela, enquan o p opos a de e lexão
conjun a. O pos ulado é acompanhado po Ala cão (1996) quando de ende,
igualmen e, que a p á ica e lexi a sob e as na a i as dos p o esso es ace ca das
expe iências pedagógicas se aduzem em ino ação. Na mesma linha, Schön (1990)
de ende que a possibilidade da ap endizagem ans o ma i a deco e do que é di o
(na ado) e é p opício a lei u as no as. Nes e en endimen o, a dimensão
epis emologica da e lexão sob e as p á icas conduzem uma pedagogia da descobe a
pe manen e. Tal co esponde a um modelo cons u i is a, in e p e a i o, he menêu ico.
Re omando ainda Caná io (2005), sublinhamos a sua e lexão ace ca da
o mação con ínua pois cons a a que a mesma, p es ada a a és dos Cen os de
Fo mação de P o esso es, põe em causa os objec i os, a e icácia e as expec a i as
dos p o esso es, po cons i ui uma dis o ção do p econizado nas disposições legais.
Segundo o p óp io, é de na u eza ins umen al em elação à e o ma e (...) o o undo
acasso des a aduz, ambém, o acasso da o mação. Sublinhamos a sua ine icácia,
aludida pelo au o , pelo econhecimen o da sua dimensão u ili a is a e bu oc á ica.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
118
3.2 - Fo mação de p o esso es pa a Adul os em Po ugal
A década de 70 é bas an e signi ica i a no que diz espei o a inicia i as
des inadas à educação de adul os. Também é possí el a i ma que nes a á ea de
ensino o pe cu so oi bas an e sinuoso. Po ém, cons uí am-se en e as décadas de 70
e 80, ma cos de ines imá el impo ância que ab angiam a o mação de p o esso es
nes e domínio educa i o.
É nes a década que se assis e ao eme gi de dinâmicas elacionadas com a
educação de adul os. Com e ei o, a a és do Dec.-Lei 408/71 é de inida a Lei O gânica
do Minis é io da Educação Nacional e, no seu âmbi o, su ge a ees u u ação e
de inição dos Cu sos de Educação de Adul os.
Com e ei o, é c iada a Di ecção Ge al de Educação Pe manen e com a
inalidade de p epa a um as o plano com a inalidade de p omo e educação ex a-
escola , o desen ol imen o cul u al e p o issional da população adul a.
É ainda no con ex o da c iação des e o ganismo que se egis a a in enção do
Ensino Suple i o de adul os. Tal medida, e es e-se de impo ância po aduzi a
in encionalidade de alo iza es e domínio educa i o. Se á de econhece algumas
in luências que são subjacen es, como os p incípios o ganiza i os e as
ecomendações p oduzidas no quad o das Con e ências Eu opeias.
Con udo, e endo ou os no ma i os, iden i icamos no Dec.-Lei n.º 243/80 de 21
de Julho, a egulamen ação do ecu so a p o esso es do ensino p imá io, em
ac i idades de educação básica de adul os e e en es ao p imei o ciclo. A es e
p opósi o pode le -se:
O desen ol imen o de ac i idades de educação Básica de Adul os numa
pe spec i a de educação pe manen e a a és, en e ou as, de acções de
al abe ização, pós-al abe ização, animação de lei u a e desen ol imen o cul u al
exige o ecu so a um co po de animado es–moni o es, pa a al ac i idade e
e mos p o issionais, cons i ui uma opção undamen al.
Po ou o lado, con ém capi aliza a o mação de base e disponibilidade,
e en ual expe iência de mui os p o esso es do ensino p imá io, c iando
condições que assegu em a con inuidade da sua acção e, sob e udo, a sua
pos e io em e mos de educação de adul os.
O con eúdo do p eâmbulo do no ma i o pos ula o ec u amen o de p o esso es
com o magis é io p imá io pa a as ac i idades de educação de adul os. Não az alusão
a qualque ipo de o mação inicial especí ica e di igida pa a a colocação nas
ac i idades ocadas.
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
119
Ainda, o mesmo no ma i o, no seu a igo n.º 2, ace ca da Ges ão de Recu sos
Humanos, se pode obse a :
Compe e à Di ecção-Ge al de Educação de Adul os, a o mação,
acompanhamen o e a classi icação do se iço p es ado pelo pessoal docen e
colocado nas ac i idades de educação básica de adul os.
Do enunciado legal con i ma-se que a o mação a p es a pa a lecciona no
âmbi o da Educação de Adul os não é assumida po ins i uições o mado as
(Uni e sidades ou ou as, como as Escolas do Magis é io P imá io), mas sim pela
Di ecção Ge al que des aca o p o esso . Es e ipo de o mação, embo a
en iquecedo a, e a de cu a du ação (1 a 2 semanas) e os p o esso es acaba am po
con inua a segui o modelo escola desen ol ido ao longo da sua o mação e p á ica
p o issional, com c ianças ou jo ens; de p es a o mação em educação de adul os e
demais p ocedimen os aos p o esso es do ensino p imá io, a se admi idos nos cu sos
de al abe ização.
O a igo n.º3 do diploma em ques ão é do nosso pon o de is a de in e esse:
Po con eniência de se iço e com a conco dância dos in e essados, podem
ou os p o esso es, e ec i os ou não, se des acados pa a ac i idades de
educação básica de adul os, po p opos a do di ec o ge al de Educação de
Adul os.
O con eúdo do a iculado pe mi e in e i dois aspec os nega i os:
- O ecu so à igu a de des acamen o de p o esso es do ensino egula (po pe íodos
de dois anos) os quais não inham o mação especí ica;
- A ausência de um quad o p óp io da Di ecção Ge al de Educação de Adul os a que
os p o esso es, após uma especialização, pudessem ica inculados.
Tal si uação aduz a agilidade da ges ão dos ecu sos humanos pa a as
p á icas de Educação de Adul os.
Con udo, mais a de, a o mação de p o esso es pa a a Educação de Adul os é
con emplada nos p og amas esul an es da ap o ação do p imei o Quad o de Apoio
Comuni á io (1989-1993) e seguin es.
Também no âmbi o da Comissão de Re o ma do Sis ema Educa i o (Minis é io
da Educação, 1988), cons a a iden i icação dos p incipais p oblemas e necessidades
ela i os a educação de adul os e em pa icula no que espei a ao Ensino Reco en e,
pon o 10: a ausência de o mação especí ica de o mado es e moni o es e
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
126
Po ém, como aludimos, a descen alização e a imp escindí el pa a que as
ac i idades se desen ol essem de aco do com as ca ac e ís icas locais, apoios
ins i ucionais (Au a quias, Associações e ou as “ o ças i as”), ou líde es locais,
pessoas in luen es; o acompanhamen o e a aliação de e iam se da esponsabilidade
de o mado es locais.
Assim, an o o apoio logís ico como o pedagógico oi conside ado no âmbi o das
compe ências designadas no no ma i o que c ia a DGEA. En e an o, e a ga an ida a
in e ligação en e aquela e os ó gãos in e médios – coo denações dis i ais e
concelhias. O a, eme gia uma no a o dem, a qual e a es anha ao modelo adicional,
cen alizado , na educação em Po ugal.
Melo (1996) suge e, a es e espei o, a necessidade de c ia espaços p óp ios
pa a ac i idades de educação de adul os, nomeadamen e, no âmbi o do
associa i ismo, p omo endo sine gias em a o do desen ol imen o local.
Ainda o mesmo au o (2000) ei e a a necessidade de se c ia em no os pac os
educa i os num con ex o egional no sen ido de se p omo e em p ojec os e i o iais.
Es a mudança suge ia, an es do mais, uma ans e ência de esponsabilidades
do Es ado (embo a se man enha o apoio inancei o, logís ico, o mação de p o esso es
em des acamen o, apoio logís ico e legislação) pa a a sociedade ci il, p opo cionando
no os con ex os de ap endizagem. De e en ol e as populações e com elas cons ui
os p og amas, ac i idades e es a égias de molde a esponde as necessidades locais,
no sen ido de se libe a em de uma educação “bancá ia” no sen ido ei iano e
g aciano (Sil es e, 2003).
Con udo, o am sendo c iadas es u u as dis i ais e concelhias (coo denações),
de molde a ga an i em odo o e i ó io a cobe u a de acções de educação básica de
adul os.
3.2.3- As coo denações dis i ais
A ope acionalização das o ien ações do PNAEBA ca ecia de descen alização.
Com e ei o, pa a a consecução das g andes linhas o ien ado as, o na a-se
imp escindí el a c iação de es u u as egionais, cujo uncionamen o i esse o apoio
logís ico e inancei o das au a quias e ou os o ganismos locais icando o Es ado,
a a és da DGEA, esponsá el pela o mação dos ecu sos humanos, (coo denado es
dis i ais, animado es moni o es e bolsei os,) que assegu a am a o ganização das
ac i idades de Educação de Adul os, nas di e sas egiões. Aliás, es a pe spec i a oi
assumida ainda pela DGEP, em 1978/79, que ad ogou ainda a necessidade da igu a
do des acamen o de p o esso es. Es a posição conduziu ao despacho minis e ial
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
127
nº116 / 78 de 19 de Julho que, pe mi ia à DGEP elabo a p opos as de colocação de
p o esso es, em egime especial, pa a a implemen ação, acompanhamen o e
a aliação de acções no âmbi o da Educação de Adul os.
Assim, a p opos a 2/78 de 11 de Ou ub o de 1978, de ine as unções a
desempenha pelos p o esso es des acados nas coo denações egionais e
animado es e es abelece as no mas pa a a selecção do coo denado dis i al. Pa a a
selecção, são exigidas p o as á ias e cu iculum i ae.
Em Dezemb o de 1978 é ap o ada a p imei a acção de o mação, seminá io
pa a os coo denado es seleccionados; a o mação pa a os p o esso es a des aca
com unções écnico pedagógicas, icou sob a esponsabilidade dos Se iços Cen ais
da DGEA. Em 16 de Maio de 1979 são ap o adas as p imei as p opos as de
des acamen o de dois p o esso es, pa a o Po o e Coimb a.
As dinâmicas desencadeadas, com o objec i o de c ia es u u as e com elas
uma “cul u a de educação de adul os” jun o das comunidades, en ol e am um es o ço
de o mação de o mado es, de o mação pa a a animação comuni á ia, o mação pa a
os mé odos e écnicas pa a a al abe ização, o mação especí ica na cons ução de
audio isuais e cons ução de ma e iais ajus ados a cada ealidade em si, ou seja, a
cada cu so, ou sessão, endo em con a o con ex o especí ico. A es e p opósi o, no
âmbi o da o mação ge al, exis ia o cuidado de isa que a cul u al local de e ia se
objec o de es udo, nos seus aspec os geog á icos, sociais, cul u ais , económicos.
Es e es udo se ia a base da cons ução do diálogo, de ma e iais pa a os cu sos,
escolha de emas a se em desen ol idos em sessões de animação comuni á ia.
Con udo, a o mação aludida e a pon ual e não sis emá ica, ou seja, inha como
in enção a in eg ação dos p o esso es des acados, p o enien es do ensino p imá io,
is o o modelo de o mação de p o esso es pa a o ensino p imá io se man e de
aco do com o cu ículo das Escolas do Magis é io P imá io, ajus ado ao ensino de
c ianças no 1º Ciclo.
Em espos a aos p incípios o ien ado es do PNAEBA pa a a ins i ucionalização
da Educação de Adul os, são c iados os Cu sos de Educação de Base de Adul os
(CEBA’S). Es es cons i uem uma espos a aos p og amas suge idos no PNAEBA, com
is a à edução do anal abe ismo na população com idades comp eendidas en e os
14 e 50 anos e que an e io men e aludimos.
Os seus p incipais objec i os sin e izam-se des e modo:
-Adqui i conhecimen os que sensibilizem e capaci em pa a a esolução de p oblemas
elacionados com a ac i idade labo al.
- Ga an i uma pe ei a a iculação en e as ac i idades labo ais e os cu sos,
pe mi indo aos adul os que sejam cons u o es da sua p óp ia ap endizagem.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
128
-Valo iza as expe iências e sabe es de que o adul o é po ado , conside ando essa
expe iência como supo e do p ocesso de ap endizagem, consciencializando o adul o
de que, desse modo ele é co- esponsá el na aquisição de sabe es que ai
cons uindo.
- Mo i a pa a o “ap ende a ap ende ”, na pe spec i a da educação pe manen e.
- Fomen a a i udes de espei o e admi ação sob e as ca ac e ís icas ambien ais do
meio.
-P opo ciona uma a i ude e lexi a, p oblema izado a sob e a ealidade em que se
inse e.
Os p o esso es em egime de des acamen o, o mados num egis o écnico-
ins umen al pa a esponde a es e conjun o de objec i os, de e iam ob e o mação
especí ica sob e a pedagogia do adul o.
A Di ecção Ge al de Educação de Adul os egis a o núme o de CEBA´S
c iados en e 1980/81 e 1985, o qual é de 98.017. Es e alo e idencia um núme o
conside á el de p o esso es des acados sem o mação especí ica e po al azão, com
cons angimen os pa a o cump imen o dos objec i os dos CEBA’S. Tal ac o e o ça a
noção que an e io men e aludimos sob e a agilidade que en ol ia os ecu sos
humanos, ligados à educação de adul os.
Sob e o assun o di emos, com Sil es e (2003: 117), que em sido
“desmo i an e e menosp ezan e” ou “ ilha bas a da” ou “ga a bo alhei a do sis ema de
ensino que mendiga cons an emen e uma maio abe u a das po as de acesso, ou
dependen e de loobies exis en es, pouco sensibilizados pa a a c iação de incen i os
nes a á ea educa i a. O discu so suge e es a mos em p esença de dois pa adigmas:
um que se ai pe pe uando, écnico ins umen al (de inspi ação aylo is a e ou o,
desejá el, de inspi ação o ganicis a (Chie ena o, 2000, Kinicki e K ei ne , 2006).
Assim, no p imei o, a ên ase ecai no con ole sob e as a e as, des alo izando o
indi íduo, sendo es e uma ex ensão do pode ; no segundo, ao con á io, iden i icamos
um sis ema abe o, lexí el in e ac i o, alo izado das po encialidades dos indi íduos.
Nes e en endimen o, o discu so de Sil es e acima ci ado suge e a al a de
disponibilidade polí ica pa a a c iação de espaços onde possam eme gi “no os
discu sos” que pe mi am a consolidação de es u u as sólidas no domínio da educação
de adul os o que cons i ui um obs áculo epis emológico. Daí se ilha bas a da ou não
assumida no sis ema educa i o como se osse clandes ina e lu asse
pe manen emen e pa a sai dessa clandes inidade. Com e ei o, os no os pa adigmas
po que p oduzem up u as epis emológicas são ameaçado as da o dem es abelecida
e legi imada pela adição adicionalmen e e acilmen e con olá el.
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
129
Sob e as incong uências já iden i icadas en e os no ma i os e as p á icas,
Lowe (1976) ques iona-se sob e qual a azão jus i ica i a de an o in e esse e
inquie ação, exp esso nos discu sos polí icos e go e namen ais e na legislação
p oduzida, quando al não se aduz em medidas conc e as. Ace ca des a
p oblemá ica, o mula o seguin e juízo:
Un a gumen o que debe á con ence os pode es públicos es que la impo ancia
de la acción eje cida po la educación de adul os, sob e el inc emen o de la
p oducción económica y sob e la calidad de la ida, depende del eclu amien o
de un pe sonal de al a calidad con una e ec i idad su icien e (89).
A ci ação o na e iden e a necessidade de mobilização do pode polí ico pa a o
desen ol imen o de mecanismos que possibili em de uma o ma sus en á el
p og amas de o mação de p o esso es pa a a educação de adul os. Tal p oduz
e lexos no desen ol imen o de compe ências que se p ojec am nas es e as sociais e
económicas.
Assim, a quali icação p o issional passa ine i a elmen e pela op imização de
o mação de p o esso es pa a a educação de adul os
3.2.4- Modalidades e p á icas de o mação de p o esso es em Educação de
Adul os
Tendo em con a os cons angimen os acima apon ados, op ámos po nos
deb uça sob e as modalidades e p á icas desen ol idas no âmbi o da educação de
adul os.
O PNAEBA ga an ia as possibilidades de se p omo e em no as p á icas no
domínio da al abe ização e educação base de adul os, na pe spec i a da Educação
Pe manen e, con igu ando um no o modelo opos o ao adicional.
Segundo o au o , e a pe inen e desen ol e p á icas no domínio da educação
popula , p o ocando no as dinâmicas locais, apela i as à pa icipação de
associações, au a quias comissões despo i as, Casa do Po o, Comissão de
Mo ado es. T a a-se de uma “ e olução cope nicana” no sen ido de e ans e ido
pa a o pode local ou pa a a sociedade ci il, o que ances almen e e a de e minado
pelo pode cen al.
Nes e sen ido, a educação de adul os de e p omo e a cons ução as no as
modalidades e p á icas com as populações, auscul ando as suas necessidades e
in e esses, as suas his ó ias de ida. Nes e en endimen o, no domínio da educação de
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
130
adul os ci cunsc e em-se á ias modalidades e p á icas como pode emos obse a na
igu a 4.
Figu a 4 - Modalidades e p á icas desen ol idas no domínio de Educação de Adul os
O conjun o de ac i idades desen ol idas ge ou expec a i as que não i e am
con inuidade, pela ex inção da Di ecção Ge al de Ex ensão Educa i a (Dec.-Lei n.º
133/93, de 26 de Ab il). A pa i des a da a e a a és de ou as medidas legisla i as, a
educação de adul os ê o seu âmbi o cada ez mais eduzido ao ensino o mal.
Sob e es a ma é ia, oi desen ol ido um es udo sob e a Educação de Adul os
(Sil a e Ro hes, 1996) que conside a dois pon os essenciais: a al e ação das linhas
o ien ado as da polí ica educa i a no que se e e e à educação de Adul os e os cu sos
de Ensino Reco en e.
Rela i amen e ao p imei o pon o, ealçamos, em p imei o luga , a pe spec i a
diac ónica que é ap esen ada ela i amen e ao pe cu so da Educação de Adul os em
Po ugal desde a Di ecção Ge al de Educação Pe manen e, em 1971 a é à dissolução
da Di ecção Ge al de Adul os e Ex ensão Educa i a, em 1993. Em segundo luga , a
c í ica desen ol ida sob e a escola ização des a dimensão educa i a na exp essão do
Ensino Reco en e. Em e cei o luga , sublinhamos os bloqueios apon ados
ela i amen e à e olução da Educação de Adul os, nos quais des acamos a
ma ginalidade daquela ela i amen e ao Sis ema Educa i o e às polí icas educa i as, o
papel do Es ado, no qual se econhecem cons angimen os bu oc á icos. Apesa dos
disposi i os no ma i os apon a em pa a a impo ância do desen ol imen o da
Educação de Adul os, cons a a-se um comp omisso com o pa adigma escola em
oposição à ab angência concep ualizada no PNAEBA, e i icando-se ambém a
Al abe ização
Acções do
2º Ciclo
Animação
sócio
cul u al
Cu sos sócio
educa i os e
sócio
p o issionais
P ojec os Regionais
In eg ados
Ensino
Reco en e
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
131
pe pe uação da igu a do des acamen o de p o esso es do Ensino Regula (Sil a,
1990).
O a, nesse ano oi lançado o E.S.R., sob e o qual nos deb uçámos
an e io men e. O seu desen ol imen o e esul ados ob idos o am objec o da
elabo ação de um ela ó io (Pin o, Ma os, Rho hes, 1998), no qual se e e em a uma
a i ude edu o a po pa e do Es ado ao não assumi uma polí ica de des alo ização
des a á ea de ensino. Tal essal a desde a concepção do sis ema, demasiadamen e
escola izado a é aos ma e iais cons uídos, no con olo dos sis emas de a aliação.
Os mesmos au o es econhecem a necessidade da o mação de p o esso es
o ien ada pa a a especi icidade da Educação de Adul os, a gumen ando que são eles
que ac ualizam os cu ículos e p og amas em ap endizagens alician es e os p incípios
e es a égias p econizados em a i udes e p á icas pedagógicas sedu o as.(p:42) A es e
p opósi o ecomendam a c iação de modalidades de Fo mação de Fo mado es pa a
os alunos no subsis ema.
Conside ando ago a a Educação de Adul os na Lei de Bases do Sis ema
Educa i o (Lei n.º 46/86) o Ensino Reco en e é p opos o como uma “modalidade
especial de educação escola ” (a .º16), concebida pa a indi íduos que não
comple a am a escola idade ob iga ó ia (a .º20). Conside a-se ainda, no âmbi o do
mesmo a igo, a equi alência aos diplomas con e idos pelo Ensino Regula , pe mi indo
igualmen e o acesso ao Ensino Supe io .
Ainda, em consequência do p imei o Quad o Comuni á io de Apoio e no âmbi o
do PRODEP (P og ama Ope acional de Desen ol imen o da Educação pa a Po ugal),
e i icamos a exis ência de um sub-p og ama des inado ao desen ol imen o e
o mação de adul os. Con udo, o mesmo não p oduziu os e ei os desejados, e
segundo os au o es: cons i uiu apenas um e o ço inancei o impo an e (Sil a e
Ro hes, 1996: 16).
No que diz espei o os esul ados do es udo, po um lado, obse a-se um
c escendo de in e esse po pa e de adul os de aco do com as egiões, po ou o, os
mesmos au o es salien am a necessidade u gen e de se e lec i sob e os p ocessos e
c i é ios de ec u amen o dos o mado es e sob e os modos de p omo e a sua
o mação (...) e o Ensino Reco en e p ecisa de o mado es escolhidos po c i é ios
que e i iquem a sua sensibilidade ao abalho pedagógico com adul os. O que não é o
caso, semp e que a escolha esul a da me a con eniência de ho á ios (...). (Sil a e
Ro hes, 1996: 29).
En e an o e no que diz espei o a ma e iais, exis em Guias de Ap endizagem,
publicados pelo Minis é ios Educação. Neles es ão con idos os p og amas, con eúdos
e objec i os e ex os pa a as á ias disciplinas. Sob e o assun o sus en amos que,
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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pa a o ensino de adul os, os ma e iais de em es a con empla aspec os p á icos e
ligados ao quo idiano do uni e so do adul o (Malglai e, 1995). Con udo e segundo
Gou eia, Alcobia e Gomes (1991), os e e idos Guias não cons i uem o único ecu so
pa a a o ien ação das unidades capi alizá eis no E.S.R..
Ainda sob e o Ensino Secundá io Reco en e, numa publicação da Di ecção
Ge al da Ex ensão Educa i a sob e unidades capi alizá eis, Mon ei o (1991: 48) az
e e ência ao papel do coo denado do Ensino Reco en e e ao coo denado
pedagógico. Sob e o assun o, az-se alusão ao Despacho No ma i o n.º 42/88, no qual
cons am as suas a ibuições. Passamos a enuncia alguns:
-Acolhe os alunos que desejam insc e e -se;
-Escla ece sob e as ca ac e ís icas e uncionamen o do cu so;
-Escla ece com cada aluno um i ine á io indi idual – pe cu so a ealiza de
aco do com o seu i mo de ap endizagem, pa a conclusão do cu so;
-Acompanha odo o pe cu so dos alunos, desde a sua insc ição a é ao inal do
cu so;
-Es á à disposição dos alunos pa a en a esol e os p oblemas que o em
su gindo no deco e do ano;
-Zela pelo e icaz uncionamen o do cu so a ní el pedagógico e adminis a i o;
A i ma-se, no mesmo a igo, que o seu papel é ulc al no desen ol imen o
nes e sis ema de ensino. Po al azão, os ó gãos de di ecção de em escolhe com
bas an e an ecedência um p o esso na escola com pe il adequado pa a o ca go. Tal
pe mi e-nos in e i que não exis em disposições legais sob e a indicação do
coo denado nem o ien ações ace ca da sua o mação no âmbi o da Educação de
Adul os. Tal suge e que as escolas podem se subjec i as.
En e an o, o Despacho No ma i o n.º 36/99, de 22 de Julho, alude a pa icipação dos
p o esso es e coo denado es pedagógicos no p ocesso de a aliação dos alunos
adul os e na o ganização pedagógica do E.S.R., compe indo ao ó gão de di ecção
execu i a a designação dos p o esso es pa a aquelas a e as.
No conjun o as disposições no ma i as suge em uma des alo ização po es e
domínio educa i o. Com ei o, não apa ece uma cla a dis inção sob e o es a u o,
quad o, e o mação dos p o esso es, si uação que em pe pe uando. Nes a posição
em ac ualidade a posição sus en ada po Lima (1994), o qual sublinha que a si uação
da Educação de Adul os em Po ugal se encon a esquecida pelo p óp io Es ado.
Salien a ainda que a ex inção da Di ecção Ge al de Ex ensão Educa i a oco eu
depois da Re o ma do Sis ema Educa i a, o que cons i ui um pa adoxo na sua opinião.
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
133
En e an o e seguindo Pacheco (2000: 102), o Es ado man ém um con ole
écnico sob e a escola e os p o esso es. A asse ção e idencia a manu enção do
modelo écnico ins umen al no sis ema educa i o e em consequência a ec a a
o ganização pedagógica no E.S.R.
3.2.5-Agência Nacional de Educação e Fo mação de Adul os (ANEFA)
A es u u a da ANEFA su ge de p o ocolos es abelecidos en e o Minis é io da
Educação, Minis é io do T abalho e da Solida iedade.
Os p imei os es udos ce ca da c iação da ANEFA são ap esen ados em 1998 e
o g ande objec i o des a es u u a é cons i ui -se em modelo ins i ucional que
desen ol a pa ce ias com ó gãos e ins i uições a ní el nacional de al modo que possa
desen ol e de o ma múl ipla o mação e educação de adul os não inculada ao
pa adigma escola .
Assim sendo, segundo Lima, A onso e Es e ão (1999), iden i ica-se no modelo
a descen alização, a cons ução de pa ce ias com associações, au a quias,
o ganizações locais, de modo a ge i uma p opos a de educação de adul os
pa icipada. Su gem en ão as Unidades de Educação e Fo mação de Adul os
(ULEFA), onde se desen ol em as ac i idades locais de educação e o mação de
adul os que desse espos a às necessidades egionais e locais.
3.2.6-Pa icipação de Po ugal no P ojec o de In es igação Eu odelphi
Ace ca da pa icipação po uguesa no P ojec o de In es igação Eu odelphi,
salien amos os seguin es aspec os: a sua o igem; o seu desen ol imen o; quais as
ques ões nuclea es que no ea am o p ojec o; a me odologia adop ada e as
conclusões.
Assim, di emos que o p ojec o nasceu a pa i da Unidade de Educação de
Adul os da Uni e sidade do Minho, em conjun o com in es igações nou as
uni e sidades e e e como objec i o undamen al a alia a si uação da Educação de
Adul os na Eu opa a a és de um es udo compa a i o.
As ques ões que no ea am o p ojec o, são:
P oblemas e desa ios com que se con on am os adul os; iden i icação dos
objec i os da Educação de Adul os; opo unidades educa i as p opos as aos
adul os; ino ações emp eendidas nes e sec o ; esponsabilidades que de em
se assumidas pelas o ganizações nacionais e in e nacionais, na á ea da
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
134
Educação de Adul os; coope ação possí el en e as di e sas o ganizações
educa i as nacionais e in e nacionais (Lima e Guima ães, 2000, 77).
Di emos ainda que o p ojec o se desen ol eu desde 1993 a é 1996. A
in es igação oi desen ol ida de aco do com o Mé odo de Delphi.
Nes e es udo exis e uma p eocupação, po pa e de especialis as da Educação
de Adul os en ol idos, pela si uação des a á ea educa i a em Po ugal. É e e ida uma
ce a iné cia po pa e das ins âncias polí icas e pelo p óp io Es ado (30) a pa i da
década de 90, após um pe íodo na década de 70 e na década de 80, onde oi isí el o
desen ol imen o de p ojec os in eg ados e ou as inicia i a no âmbi o da Educação de
Adul os e a ní el nacional. En e an o, conclui-se ambém que a edução daquelas
dinâmicas se oi e i icando, conc e amen e a a és da ex inção da Di ecção Ge al de
Ex ensão Educa i a, como já aludimos. Tal pa ece aduzi uma lógica acionalizado a
po pa e do Es ado, o que oi conduzindo a uma ma ginalização da Educação de
Adul os em Po ugal, a qual se iu escola izada sob a o ma de Ensino Reco en e.
Sob e o assun o, Sil es e (2003:137) sus en a que al si uação se de e à al a
de on ade polí ica em al e a a si uação po que p o a elmen e não dá mui o jei o e
ambém po que a elhinha o ma é semp e o melho pe cu so pa a que udo se
man enha inal e á el.
No conjun o, e o ça-se a ideia do papel impo an e que a Educação de Adul os
assume no p ocesso de democ a ização e po al é de p ossegui o desen ol imen o
de es o ços pa a a ea i ma como um espaço educa i o p óp io.
3.2.7-A Associação “O Di ei o de Ap ende ”
Em 2004.10.26 é cons i uída a Associação “O Di ei o de Ap ende ”. Da lei u a
dos seus es a u os se pode in e i como objec i os a p omoção da educação e da
o mação, pa a a inclusão e coesão p oduzi e di ulga publicações que alo izem a
educação de adul os e ap oximem ins i uições e pessoas em o no da p oblemá ica,
ma e ializa acções no sen ido de op imiza pe spec i as sob e es e domínio, da
p io idade à o mação con ínua de o mado es e animado es de adul os; cons ui
pac os com associações e uni e sidades no sen ido de con e i solidez e con inuidade
ao p ojec o.
Tal inicia i a aduz, an es do mais, enacidade po pa e de elemen os que, há
décadas, se en ol e am nes a á ea de ensino. Salien amos, ainda, que a sua c iação
e a adesão e i icada mo i ou ealização do Encon o de Educação e Fo mação de
Adul os, em 12.12.05, con ando com a pa icipação de 400 pessoas.
Capí ulo III - Fo mação de p o esso es de Adul os em Po ugal
135
No e en o es e e p esen e a ideia de da consis ência à cons ução de uma
Rede Nacional de Educação e Fo mação de Adul os e o mação de p o esso es.
B e e sín ese
No con eúdo do p esen e capí ulo des acamos, como aspec os signi ica i os
pa a a nossa pesquisa, os modelos de o mação de p o esso es desen ol idos em
Po ugal.
Des acamos o modo como oi o ganizada a o mação inicial e a o mação
con ínua no in ui o de de ec a os seus e lexos no que espei a ao Ensino Secundá io
Reco en e.
Salien amos o papel do coo denado pedagógico no Ensino Secundá io
Reco en e po unidades capi alizá eis. Realçamos ambém a Educação de Adul os
em Po ugal após o mo imen o do 25 de Ab il em 1974. Sublinhamos a c iação do
PNAEBA e sua in encionalidade e bloqueios. Apon amos á ios o ganismos
esponsá eis pela Educação de Adul os em Po ugal (Di ecções Ge ais) e sua
o ganização a ní el nacional e limi ações. Focamos a c iação da ANEFA enquan o
modelo ins i ucional e seus g andes objec i os e limi ações. Fixamos o in e esse da
pa icipação po uguesa no p ojec o de educação Eu odelphi, seus objec i os e
conclusões; o su gimen o da Associação “O Di ei o de Ap ende ” e os seus objec i os.
Numa análise ans e sal egis a-se uma a i ude de insis ência po pa e de
especialis as na á ea. Tal esul a da cons a ação de que, mui o embo a su jam
bloqueios, eme ge ao mesmo empo a on ade pa a a cons ução da iden idade da
Educação e Fo mação de Adul os em Po ugal.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
142
Do nosso pon o de is a, o sucesso das p imei as obse ações depende da
cla eza da ap esen ação da in es igação que p e ende desen ol e , seus objec i os,
c i é ios de eleição da escola e que bene ícios admi e ecolhe da pesquisa (Bogdan e
Biklen, 1994, Rod íguez Gómez, Gil Flo es e Ga cia Jiménez, 1996).
Ainda no acesso ao campo, assumem impo ância os “po ei os” (Guba e
Lincoln, 1981, Bogdan e Biklen, 1994), como elemen os cha e na in odução do
in es igado no campo de es udo, podendo se p o esso es mais an igos na escola ou
p o esso es da ges ão, pessoas com au o idade, econhecidas no meio escola .
Aquela igu a cos uma e bas an e in luência nos casos onde não exis e qualque ipo
de conhecimen o en e o in es igado e a escola, pois pe mi e a ap esen ação, a
ap oximação e o desen ol imen o de p ocedimen os o mais como au o ização pa a
p ocede à in es igação. Assim, os in o man es cha e assumem no p ocesso um
papel undamen al, na medida em que são po encialmen e colabo ado es no p ocesso;
no malmen e são pessoas com expe iências, espí i o de abe u a, colabo a i as
(Bogdan e Biklen, 1994).
O ac o de pe ence mos ao quad o de e ec i os da Escola pe mi iu i
ecolhendo elemen os que o am sendo p oblema izados e que, po al, in luencia am
e lexões ace ca da emá ica a ada.
Assim, omos egis ando á ias “ ozes” que nos pe mi i am in e p e a
sen imen os, i ências, emoções, expe iências pa a i de ec ando as dimensões
semân icas dos á ios discu sos. Assumimos, des e modo, um duplo papel - o de ac o
e in e p e e, no p ocesso de in es igação. Nes a, a mobilidade aduzia-se nos
múl iplos dados que nos e am dados e sob e os quais en ámos, po indução,
es abelece um io condu o .
Conside ámos que o p ocesso a odo o momen o podia so e mudanças de
pe cu so, es ando sujei o a acon ecimen os inespe ados - se endipi y - (Bisque a,
2000), e que se a a a de um es udo que se p e endia emocionalmen e sa is a ó io.
Fomos en ão, omando opções e agendando a e as endo consciência de que al i ia
a se uma cons an e. No âmbi o daquelas, desenhámos o p o ocolo pa a di igi aos
ó gãos de ges ão, o qual so eu algumas e isões. Seguindo Yin (2003), o p o ocolo
inspi a c edibilidade, pois nele cons a a na u eza da in es igação, a ins i uição u ela ,
o uni e so de elemen os en ol idos, empo alidade da pesquisa.
Con ac ados os ó gãos de ges ão, aos quais ap esen ámos o p o ocolo,
acolhe am a nossa p opos a mani es ando abe u a ela i amen e à consul a de
documen os e dos dados de que necessi ássemos.
Capí ulo IV – O p ocesso empí ico da in es igação
143
En e an o, omos ecolhendo elemen os pa a a ca ac e ização da escola, a
á ios ní eis: espaços, cul u a, população docen e e discen e, o e as de o mação
pa a os alunos do ensino egula e eco en e.
Disc e amen e, munidos do nosso bloco de no as, começámos a obse a ,
p o esso es e alunos, a endendo a que o con eúdo dos pensamen os exp essos ou a
ida men al dos p o esso es de alunos em cena (Schulman, 1989) pode ia assumi
p o undo signi icado na nossa pesquisa. No âmbi o das nossas obse ações, omos
de ec ando g aus de insa is ação, de con li os e de acomodação.
Assim, egis ando exp essões e bais, de olha , os ges os, omos desen ol endo po
indução /dedução e lexões.
Deslocamo-nos dia iamen e à Escola e, mais p ecisamen e, ao Gabine e do
Ensino Reco en e, a p opósi o de assun os dos alunos e icá amos um pouco mais de
empo a con e sa . Falá amos de assun os i iais, enquan o a sala se enchia de
p o esso es e aí, memo izá amos si uações signi ica i as que, disc e amen e,
egis ámos mais a de.
O clima de con iança que sen ia, exp esso em con e sas in o mais inci a a-nos
a p ossegui .
4.1.1 – Unidade de análise
P e endíamos selecciona uma u ma que uncionasse como um “ il o” a a és
do qual se e elasse o que p e endíamos explo a : a de ecção de necessidades de
o mação de p o esso es pa a o Ensino Reco en e de Adul os.
A u ma do Cu so Secundá io Cien í ico Na u al n.º3 (SC3), ap esen a a
ca ac e ís icas de in e esse: he e ogeneidade, exis ência de alunos que já inham
equen ado a escola e de ou os que equen a am pela p imei a ez; a exis ência de
alunos que inham deixado de es uda há quinze anos e mais anos; po ou o lado,
inha um conjun o de p o esso es igualmen e he e ogéneo: p o esso es em início de
ca ei a, a me ade e no inal de ca ei a. De en e es es, encon ámos a coo denado a
pedagógica da u ma, p o esso a que inha lançado o p imei o cu so do Ensino Básico
Reco en e, na década de 80 e que inha igualmen e, lançado o Ensino Secundá io
Reco en e, na década de 90. En endemos que se ia um “ il o” in e essan e pa a nos
pe mi i explo a o p oblema.
Con udo, os alunos inham se e p o esso es. Admi imos que e a um núme o
excessi o pa a uma en e is a em p o undidade. Depois de no as ponde ações
op ámos po de ini c i é ios na selecção dos in o man es, que ap esen amos:
- Fo mações académicas di e en es;
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
144
- Expe iência labo al no ensino e o a do ensino.
Des e modo, seleccionámos duas p o esso as, uma de Inglês, ou a de Psicologia
e Filoso ia, um p o esso que ambém exe ce ad ocacia e um ou o p o esso
economis a que exe ce unções adminis a i as numa ins i uição p i ada, num o al de
qua o p o esso es, duas mulhe es e dois homens
Admi imos assim, ob e “ á ios olha es” ace ca da o mação de p o esso es
pa a o Ensino Secundá io Reco en e.
No que espei a à ecolha das pe spec i as dos alunos, começámos po
admi i espe a pelo pe íodo de ma ículas, pa a obse a a a luência dos alunos e em
que cu sos se egis a a maio a luência. Obse ámos e con i mámos jun o do
Gabine e do Ensino Reco en e que a a luência e a no á el en e cinco ipos de
cu sos: Secundá io – Cien í ico Na u al (SC) , Secundá io Humanís icas (SH), Cu so
Técnico de Sec e a iado, Cu so Técnico de Ma ke ing, Cu so ge al de Con abilidade
en e ou os. Con udo, a maio incidência egis a a-se no SC.
Con i mámos igualmen e, o pe íodo de ma ículas a deco e desde inais de
Junho.
Pos o que, no ipo de in es igação em cu so, a u ilização dos ques ioná ios,
en e is as, obse ação e no as de campo, conco iam em complemen a idade no
sen ido de cla i ica o p oblema enunciado, plani icá amos e p epa á amos os
p imei os esboços desses ins umen os de análise.
Des e modo, iniciámos o desenho do p imei o ques ioná io, des inado a
ecolhe as expec a i as dos alunos no ac o da ma ícula pa a o no o ano lec i o,
omando em linha de con a os equisi os necessá io à sua elabo ação, es agem e
aplicação.
4.2 - O ques ioná io como écnica de in es igação
A elabo ação de dois ques ioná ios le ou-nos a e em con a as ca ac e ís icas
do uni e so a que se di igia - os alunos.
A elabo ação do ques ioná io de e se consen ânea com o ipo de in es igação
a ealiza . Assim, se aquela o des inada a um uni e so amplo en ão a o ien ação das
ques ões se á de aco do com a sua ab angência (p o esso es de um país, de uma
egião, e c.).
Cons i ui uma écnica mui o u ilizada na in es igação quan i a i a, mui o
embo a susci e es a ques ão seja objec o de á ias e lexões c í icas, p o enien es de
á ias on es.
Capí ulo IV – O p ocesso empí ico da in es igação
145
A inalidade des e ins umen o eside na ecolha de dados desc i i os e, nessa
qualidade, a sua u ilização su e bas an e e ei o, dado que pe mi e analisa opiniões,
ap ecia ep esen ações, egis a pe cepções ace ca de um uni e so subs an i o de
sujei os.
A a és da sua aplicação ob ém-se dados nomo é icos e, po al ac o, es á de
aco do com o pa adigma posi i is a.
Ainda em unção dos des ina á ios e dos objec i os em is a, podem classi ica -
se em echados, abe os ou mis os. Os p imei os ca ac e izam-se po espos a b e e,
acili ando a mesma a a és da indicação pa a se assinala a espos a (den o de um
quad ado com x).
O a amen o des e ipo de ques ioná ios o e ece a possibilidade de a a com
maio b e idade os dados ecolhidos. Os ques ioná ios abe os, ao con á io,
ca ac e izam-se po ques ões abe as, pe an e as quais os sujei os êm espaço
su icien e pa a li emen e exp essa em o pensam sob e o assun o. Po an o, o
con eúdo das espos as pode e es i um signi icado mais p o undo.
A sua aplicação de e se ponde ada, ela i amen e ao uni e so a que se
des ina pois, se o mui o ab angen e, o na-se mui o abalhoso, pode não esul a
como e icaz a sua aplicação. Os ques ioná ios mis os, compos os de ques ões abe as
e echadas implicam um a amen o di e en e dos dados que deles esul am.
Nes e ipo de ques ioná io econhecemos an agens e limi ações. De en e as
p imei as assinalamos:
- T a a-se de uma aplicação que demo a menos empo que ou o ipo de
ins umen o, po exemplo a en e is a;
- A sua p epa ação não ão labo iosa quan o a ela i a à en e is a;
- A sua u ilização é mais ulga e po an o mais conhecida do que a en e is a;
- Pode se aplicado ao mesmo empo a um conjun o de pessoas;
- A ecolha das in o mações p oduz-se em pouco empo;
- Con endo uni o midade nas ques ões, pode pe mi i uma di e sidade de pon os
de is a.
De en e as suas limi ações sublinhamos as seguin es:
- Sendo um ins umen o p eenchido em empo ela i amen e b e e, com
ques ões p ede e minadas, não pe mi e g ande ap o undamen o nas
espos as, como a en e is a em p o undidade.
- O seu a amen o con eudís ico, em ca ego ias, exige empo, concen ação e
es o ço, conside á eis.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
146
- Não se espe a que as espos as às ques ões co espondam exac amen e à
opinião dos sujei os, ou sejam absolu amen e e dadei as; o que in e essa é o
con eúdo mani es o, enquan o dado a conside a en e ou os.
Como odos os ins umen os a u iliza , há que man e equidis ância. Assim, a
inalidade des e ins umen o de e se enca ada como um meio pa a ecolha de dados,
não o podendo usa como ins umen o de manipulação de opiniões. Po al ac o, na
sua p epa ação de e con a com o co po eó ico ajus ado a essa p oblemá ica, e
objec i os bem de inidos sob e o que p e ende alcança com a sua aplicação e po quê
aquele publico.
Sob e os ins umen os a u iliza a eo ia, a écnica e a é ica de em es a
p esen es na in es igação.
4.2.1- Elabo ação do ques ioná io
Concebemos um modelo no qual se p e endia ecolhe os dados dos alunos,
sem p o oca cansaço, pelo con á io, p ocu ámos que as ques ões ossem
mo i ado as, apela i as.
P ocu ámos acau ela a nossa isenção ou seja, não de e íamos coloca
pe gun as indu o as das espos as que gos a íamos de ecebe mas, somen e ecolhe
as suas opiniões p es adas de o ma espon ânea. Pa a o e ei o, pedia-se que não
assinassem o seu nome, nem qualque dado pessoal.
Tínhamos em con a que o ques ioná io de ia:
- Explici a os seus objec i os;
- De e ia se u ilizada uma linguagem simples.
- Te em con a que as pe gun as demasiado abe as não se aplicam;
- E i a ques ões incon enien es, ou ene an es (Cohen e Manion, 1990);
- As ques ões indu o as de “sim” ou “não”, po an o edu o as não se colocam;
- Te uma ap esen ação simples e a ac i a a qual acili a a disponibilidade pa a
o seu p eenchimen o;
- Ap esen a uma boa edacção, le a legí el e espaços adequados.
- O ien a de o ma co ec a o seu p eenchimen o;
- Coloca ques ões de o ma cla a, no sen ido de o in o man e sabe se si ua
ace à ques ão;
- Na es agem de e-se a alia o empo que o ques ioná io le a a p eenche .
Capí ulo IV – O p ocesso empí ico da in es igação
147
Fo am elabo ados dois ques ioná ios mis os, com pe gun as echadas e
abe as. Na sua elabo ação conside ámos que o ques ioná io pode ia se compos o
po “núcleos emá icos” (Bisque a, 2000).
Assim, conside ámos ques ões de espos a echada (idade, sexo,); seguindo-
se ques ões ela i as à ecolha de opiniões sob e as mo i ações pa a a equência no
Ensino Secundá io Reco en e, ainda ela i as às expec a i as sob e os p o esso es e
po im, ques ões abe as.
O p imei o ques ioná io oi concebido pa a ecolhe opiniões dos alunos an es
do início do ano, mais conc e amen e no ac o da ma ícula; o segundo ques ioná io oi
desenhado pa a se aplicado no inal do ano e e e, como inalidade, a ecolha de
opiniões sob e o modo como inha deco ido o ano lec i o (conc e ização de
expec a i as, opiniões das aulas, p o esso es, e c.).
Tes ámos os ques ioná ios com dois alunos de ou as u mas, em ase de
conclusão de cu so e a en e is a a p o esso es oi ap esen ada a duas colegas.
Fize am-se pequenas al e ações e após uma e isão, es es ques ioná ios
o am conside ados ajus ados aos espec i os des ina á ios.
4.2.2- Fase de aplicação do p imei o ques ioná io
Uma ez que lidámos com abalhado es-es udan es, com pouco empo
disponí el, hou e a p eocupação de limi a ao máximo o empo de p eenchimen o do
ques ioná io. Quando oi opo uno, alámos dos objec i os des e abalho e do que
espe á amos da sua colabo ação. Acau eladas es as condições, en ámos c ia um
clima de a abilidade, abe u a e con iança e a a e a oi bem acolhida.
No decu so do p eenchimen o do p imei o ques ioná io egis ámos ainda
algumas esis ências, po pa e de alunos no os, ao con á io daqueles que nos
conheciam.
No inal, ag adecemos a disponibilidade de colabo a em connosco nes a a e a.
4.3 - A en e is a como écnica de in es igação quali a i a
A en e is a cons i ui um impo an e ins umen o de ecolha de dados, de
aco do com a na u eza da pesquisa.
O seu in e esse eside na in encionalidade do in es igado in e agi com as
pessoas en e is adas e explo a , an o quan o possí el, as opiniões dos in o man es.
O sucesso da en e is a depende ambém do elacionamen o en e
en e is ado e en e is ado, o modo como se o mulam as ques ões, o clima
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
148
p epa ado pa a o desen ol imen o da mesma, o empo de obse ação e egis o de
ca ac e ís icas dos in o man es, ecolha de dados sob e os en e is ados.
No quad o da pesquisa quali a i a, a en e is a pode assumi a unção de
“es a égia dominan e” (Bogdan e Biklen, 1994) ou conjugada com ou as écnicas
como a obse ação, diá ios, documen os.
Op ámos po enquad a a en e is a nes a úl ima unção. Sabíamos que se
a a de um abalho mui o delicado e que depende mui o da ma u idade, sensibilidade
e in uição do p óp io in es igado . Decidimos que se iam en e is as indi iduais po
admi i mos que, em p i ado, pode íamos explo a e ecolhe dados signi ica i os.
Re lec imos en e os ipos de en e is as u ilizadas na in es igação quali a i a
(es u u adas, semi-es u u ada, não es u u ada, a en e is a em p o undidade ou,
ainda a g upal) e omadas as de idas ponde ações, pa eceu-nos mais adequada a
en e is a em p o undidade, semi-es u u ada pelo leque, impo ância e o ganização
dos emas que p e endíamos coloca e po que nos in e essa a a ge ação de
ca ego ias. Tínhamos p esen e que, nas en e is as em p o undidade, colocam-se
pe gun as de na u eza biog á ica - ajec ó ia, senso iais, expe iências, sen imen os,
conhecimen o e opinião.
Ti emos em con a que se podem coloca ques ões de ês ipos: desc i i o
es u u ais e de con as e (Rod íguez Gómez; Gil Flo es y Ga cía Jiménez, 1996).
As ques ões desc i i as que u ilizamos ap esen am, como inalidade, p ocu a
ecolhe opiniões no âmbi o da ac i idade pedagógica. P e ende-se que a en e is a se
cons i ua num discu so espon âneo, de al modo que pe mi a que o en e is ado nos
pe mi a egis a dados em abundância.
Op ámos po pe gun as abe as, simples pa a não p o oca equí ocos;
impa ciais, pa a o en e is ado não se sen i cons angido; e i ámos, pois as pe gun as
incómodas (Cohen e Manion, 1990).
Algumas ques ões êm, como unção, a i ica o que os in o man es já aludi am
em ques ões an e io es. Assim, en endemos que a edundância é signi ican e e se e
pa a o in es igado comp o a a in e p e ação que cons uiu sob e dados ecolhidos
no decu so da en e is a.
Te e-se em con a o conjun o de p incípios: cla i ica o sen ido das ques ões
colocadas; o p incípio da epe ição, ou seja, de ol a a ás um pouco a é apanha mos
algo mais que possa comple a a espos a; conside ámos, igualmen e, o p incípio de
conco ência, ou seja, de admi i que há ques ões desc i i as que conco em com as
ques ões es u u ais no sen ido de as comple a ; o p incípio do esquema de abalho
cul u al, o que signi ica a impo ância do in o man e e e i ques ões que anscendem
o âmbi o conc e o e desloca em o discu so pa a si uações, ep esen ações e ideias
Capí ulo IV – O p ocesso empí ico da in es igação
149
cons uídas ace ca do ema (po exemplo, discu i -se a iloso ia subjacen e ao Ensino
Secundá io Reco en e e Polí icas Educa i as).
Ace ca do desenho da en e is a, e lec imos sob e as seguin es ques ões:
- O que se p e ende com a en e is a?
- A quem a di igíamos e po quê?
- Como i íamos cons ui o p o ocolo de modo a se apela i o à pa icipação dos
p o esso es?
- Onde i íamos aplica a en e is a, pa a es a mos à on ade?
- Que empo p e íamos pa a a aplicação da en e is a?
As e lexões desen ol idas em o no dessa p oblema ização le a am-nos a
hie a quiza os objec i os da en e is a. Assim, desenhámos cinco campos emá icos
de aco do com a seguin e ep esen ação:
T ajec ó ia
Expe iência no E.S.R
Sen imen os e pensamen os
dos p o esso es
(a,b,c)
De ecção de necessidades
de o mação especí ica
pa a o Ensino Reco en e
de Adul o
Ges ão do Cu ículo
Figu a 5 - O ganização dos campos emá icos da en e is a
A pa i da concepção dos campos emá icos, o am sendo o ganizadas
ques ões ela i as a cada um deles, dando o igem ao guião da en e is a. Começámos
com uma pe gun a abe a em cada um dos cinco campos, sendo as seguin es uma
sequência daquela.
Elabo ada a e são inal e a aliada po ou os “olha es”, p epa ámos a sua
aplicação, no pe íodo de Fe e ei o a Ma ço.
P ocu ámos p es a oda a a enção, ou indo, obse ando exp essões, ejei os
denunciado es de signi icado. P ocu ámos man e uma a i ude equidis an e, não nos
en ol endo em comen á ios, e i ando exp essões que mani es assem juízos de alo .
Pensamos ambém que o en e is ado necessi a de sen i que há conside ação pelo
Necessidades de
o mação/
p o esso es do
E.S.R.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
150
seu discu so. Es a a i ude acili a a empa ia ou ligação a ec i a que se ge a no
desen ola da en e is a.
Ten ámos ainda e em a enção as hesi ações, olha es, a anqueza, eceios, o
iso, a mágoa, o om de oz, que a nosso e cons i uem ambém con eúdo alioso.
4.3.1 - C i é ios pa a a selecção dos in o man es
Rela i amen e aos in o man es, ínhamos em con a que as opções sob e a sua
selecção e iam de se cuidadosas.
Des e modo, e lec imos sob e as á ios c i é ios a é que op ámos pelos
seguin es:
1) Os p o esso es de em lecciona no Ensino Secundá io Reco en e, na
Escola onde se ci cunsc e e a nossa in es igação.
2) P e endemos p o esso es a lecciona na Tu ma SC3 – Secundá io
Cien í ico-na u al;
3 ) En endemos que de em possui o mações académicas di e en es;
4) Admi imos e in e esse pe ence á eas o ien adas pa a o ensino (Ramo
Educacional) e não o ien adas pa a o ensino (Di ei o e Economia);
5) Decidimos sob e o núme o e géne o dos p o esso es a pa icipa nas
en e is as - dois p o esso es e duas p o esso as;
6) Conside ámos impo an e que os p o esso es en e is ados possuíssem
expe iências pedagógicas di e en es (que i essem leccionassem em
á ios ciclos de ensino);
7) Admi imos se de in e esse o escolhe p o esso es com di e en e empo de
se iço na ca ei a.
O p imei o c i é io jus i ica-se pela na u eza do con ex o em que se
desen ol eu a in es igação.
O segundo oi de inido em unção dos p o esso es da u ma da SC.
O e cei o c i é io esul ou de ponde ações ealizadas sob e a o mação
académica e decidimos que a di e sidade de o mações se ia en iquecedo a pa a o
im em is a, po quan o p opo ciona ia enca a a en e is a de á ios ângulos, com
á ias pe spec i as, deco en es de expe iências di e si icadas.
Rela i amen e ao qua o c i é io, es e assen ou na pe cepção de que um
p o esso que que segui a ca ei a docen e, an es de inicia a licencia u a e o es ágio
pedagógico, pode á ap esen a a i udes di e en es ela i amen e ao ensino e à p á ica
docen e, daquele ou o, pa a quem o ensino nunca cons i ui a p imei a p io idade.
Capí ulo IV – O p ocesso empí ico da in es igação
151
No que conce ne ao quin o c i é io, baseou-se no equilíb io pois são c iadas
pe spec i as en e o géne o sob e os mesmos p oblemas. En ão, admi imos que a
en e is a sai ia en iquecida com aqueles con ibu os.
Rela i amen e ao sex o c i é io, admi imos pe inen e equaciona as di e en es
expe iências pedagógicas desen ol idas.
No ocan e à de inição do sé imo c i é io, equacionámos o empo de se iço na
ca ei a docen e.
Assim, como aludimos an e io men e, o am seleccionadas duas p o esso as,
uma de Inglês, ou a de Filoso ia que ambém lecciona a Psicologia. Es as duas
p o esso as ensina am disciplinas p esen es nos cu ículos adicionais. Op ámos,
igualmen e, po um p o esso licenciado em Di ei o, que lecciona e em um esc i ó io
onde exe ce ad ocacia. Seleccionámos um ou o p o esso , licenciado em Economia
que lecciona e que p es a se iço numa emp esa p i ada.
A a gumen ação que ecemos em o no da nossa opção assen a na
di e sidade de o mação académica e pedagógica, nas expe iências, pe cepções,
sen imen os, pensamen os, pe spec i as, e en ualmen e di e en es sob e o ensino e
sob e a o mação de p o esso es pa a o Ensino Secundá io Reco en e.
Nes e en endimen o, p epa ámos os con ac os, dando a conhece a
in es igação em cu so e o p opósi o explíci o da en e is a, p ocu ando aze sen i
que gos a íamos mui o de os ou i , de con e sa com eles, em e mos in o mais. Com
e ei o, odos anuí am e omos combinando ho a e local na Escola.
4.3.2 - Aplicação da en e is a
Iniciámos as en e is as ag adecendo a disponibilidade e con e sando sob e os
alunos, o ca é do ba , a salinha onde es á amos pa a queb a algum cons angimen o
e c ia o clima de in o malidade que p e endíamos.
De ac o, nós conhecíamos minimamen e os p o esso es, o seu empe amen o,
abe u a e, esse aspec o pa eceu-nos an ajoso mas os colegas não nos conheciam
no papel de in es igado a, nem nós a eles como in o man es. Po an o, a si uação
en ol ia no idade e sub ileza.
Rea i ando o p opósi o da en e is a, pe gun ámos se não se impo a am de
se g a ados, ga an indo-lhes que os egis os e ec uados se iam u ilizados
exclusi amen e no âmbi o da in es igação. Responde am-nos que não.
A g a ação pe mi ia-nos ecolhe com oda a idelidade os discu sos dos
p o esso es.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
254
Numa abo dagem epis emológica, o discu so suge e o ques ionamen o, a e lexão
c í ica, ace ca do sen ido pedagógico da cons ução de ins umen os de a aliação, no
p ocesso de ap endizagem. Rela i amen e à e cei a pe spec i a, a lógica, o discu so
pe mi e e i a o sen ido que a en e is ada cons uiu, ace ca da unção da a aliação,
que de e se enca ada como um elemen o cons i u i o no p ocesso da ap endizagem,
aliás como e e e na exp essão “de e e em con a os pequenos p og essos. Suge e
que o p o esso de e á assumi uma lide ança ans o macional (Bu ns,1978) no
sen ido de p opo o mas e mé odos adequado à di e sidade si uacional, com a
inalidade de p opo ciona no aluno a aquisição de no as compe ências que lhe
pe mi am a adap abilidade e ans e ibilidade daquelas, que no quo idiano, que no
con ex o labo al.
Acen ua, ainda, a acuidade p ecep i a no p ocesso de ap endizagem e a aliação,
alo izando condicionan es da ap endizagem:
En ão aqueles dias de io, naquelas noi es, aquelas coisas que ap ende am,
icam eduzidas a ze o? (EP3/CP)
Sublinha de no o a sua p eocupação on ológica – o seu “se ” p o esso a
su ge inculado à sua ealização como pessoa e à ealização dos alunos, igualmen e,
como pessoas. Di emos, numa a i ude de e o ço que a p o esso a deixa an e e uma
dimensão que pode emos designa como epis emológica, na medida em que as suas
opções esul an es de uma p oblema ização cons an e, que oi sendo es u u ada ao
longo do empo, no desen ol imen o da sua expe iência. Kolb (1984) Mezi ow (1995).
Ace ca do ema suge ido po nós expõe-nos a au o a aliação nos seguin es e mos:
Isso oi uma coisa que semp e me (pausa) ...eu se calha , na al u a, e a mui o
bene olen e po que eu não consegui (pausa) ..( isos) eu acha a que ambém
de ia p emia esse es o ço que inha sido ei o, só que em e mos de Inglês, de
ac o, não inham a ingido os objec i os mínimos, mas, (pausa) não se podia
dei a o a, não é? (EP3/CP)
Análise e lexi a sob e o sen ido da ap endizagem no adul o, ou, a azão de se
do ap endiz no ensino Reco en e, le a a in o man e a p ocede a uma e lexão c í ica
sob e a sua p á ica e onde se pode egis a a exp essão seguin e: eu se calha , na
al u a, e a mui o bene olen e po que eu não consegui (...). Con udo no que espei a à
a aliação admi e e sido bene olen e. Con udo, a hesi ação ela i amen e ao
a amen o quan i a i o da mesma o quali a i o (López-Ba ajas (2006) indicia e -lhe
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
255
c iado dilemas. Suge e que não conseguiu dis ingui as limi ações dos alunos, os
cons angimen os deco en e do es o ço, do io, e embo a não enham conseguido
po an o, em e mos de Inglês, de ac o, não inham a ingido os objec i os mínimos,
mas, (pausa) não se podia dei a o a, não é? A exp essão suge e, po um lado, a
necessidade do p o esso possui um conhecimen o p o undo dos i mos de
ap endizagem de cada aluno, do seu pe il, das suas ca ac e ís icas pessoais,
mo i ações,, e c. Po ou o lado, indicia uma a i ude compassi a pe an e os ac o es
condicionan es do alunos. Suben endemos do sen ido da asse ção a exis ência da
necessidade de um complemen o de o mação, pa a essal a es as si uações,
ga an indo isenção no p ocesso, ou seja, e ec i amen e, os alunos adul os sabem os
ho á ios e é comp eensí el que denunciem algum g au de cansaço. Con udo, os
mé odos in e ac i os conjugados com supo e audio isual podem despe a o in e esse
e a é p omo em o descanso, ali iando ensões. (A ends, 2001) (Capí ulo III).
Ace ca do ema em ques ão, egis ámos a in e enção de ou o p o esso
in o man e, o qual nos esponde a aliando os alunos des e modo:
O a Bem! Eu enho po hábi o no Ensino Secundá io Reco en e, median e o pe il
psicológico dos alunos, assim, como se ap esen am na sala, o modo como azem
as pe gun as, a o ma como esc e em, eu posso ca aloga os alunos em dois
g andes g upos: aqueles que p ecisam dis o po que que em ascende a ní eis
mais ele ados e, po isso, já êm uma ce a bagagem que em desen ol e , êm
mui as dú idas que eiem das p óp ias p á icas p o issionais deles e que em i á-
las e esses não enho dí idas que es ão aqui pa a sabe mais e, po exemplo,
ascende ao Ensino Supe io . Eles êm ânsia de conhece . (EP4)
Expõe que é a a és do conhecimen o que ecolhe ace ca de compo amen os
que obse a na aula e pelo es udo do pe il psicológico explicando como o az: assim,
como se ap esen am na sala, o modo como azem as pe gun as, a o ma como
esc e em. Ainda, desc e e o p ocedimen o que u iliza nas p á icas: posso ca aloga os
alunos em dois g andes g upos. A na a i a suge e in luência do modelo écnico
ins umen al - a alia conhecimen os a a és do modo como os alunos o mulam
pe gun as e como esc e em. Ainda classi ica segundo o pe il psicológico o que se
nos a igu a complexo pa a um docen e que não é da á ea.
Con udo, ao dis ingui as necessidades dos alunos, sob e as quais se p onuncia:
êm mui as dú idas que êm das p óp ias p á icas p o issionais deles e que em i á-las
e esses, não enho dí idas que es ão aqui pa a sabe mais e, po exemplo, ascende
ao Ensino Supe io , mani es a econhecimen o das necessidades dos alunos.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
256
Regis ámos, igualmen e, como e o ço a exp essão: Eles êm ânsia de conhece o que
e ela empenho.
Eu gos o desses alunos.
Den o da á ea que me diz espei o, da á ea inancei a, de Di ei o Fiscal, são
á eas em que eu posso gaba -me de se especialis a na ma é ia, in e esso-me po
es uda , ap o unda . E, en ão, p ocu o nas aulas “ oca po miúdos” o que pa ece
di ícil. (EP4)
Con udo e ela adap ação ao ensino. Ap esen a disponibilidade em explici a os
con eúdos p og amá icos de aco do com a especi icidade da sua á ea, sublinhando-se
ainda um indício de humildade, (...) p ocu o explica aquilo que sei den o das minhas
limi ações, ambém as enho, como é lógico. De ealça a in encionalidade subjacen e
à exp essão E, en ão, p ocu o nas aulas “ oca po miúdos” o que pa ece di ícil, o que
aduz uma p eocupação pedagógica.
No que e e e aos alunos desin e essados egis ámos o seguin e:
Há ou os alunos que êem mui as ezes às aulas, mas, são amo os, es ão
aqui, mas não que em as sabe mui o da disciplina e an o lhes az i a 10 como
11, o que que em a aze a unidade. Pa a esses, acho que nem ale a pena
es a a ala mui o desses assun os, assim em g ande po meno , po que eles
nem conseguem cap a a mensagem
Po an o, a o ma de ac uação didác ica de e se consoan e o ipo de pessoas
que se em. (EP4)
A alia alunos como sendo amo os, sem eacção, jus i icando a exp essão pela
pe cepção cons uída de que os alunos es ão aqui mas não que em sabe mui o da
disciplina e an o lhes az i a 10 como 11, o que que em a aze a unidade. Tal é
suges i o da p esença de alunos que não e elam in e esse pelas aulas. Tal si uação
supõe a c iação de incen i os po pa e do p o esso .
Ace ca da ques ão, o ci ado p o esso a alia, ainda, a p epa ação dos alunos,
p onunciando-se do seguin e modo:
Também, às ezes, há ce as ma é ias, (pausa) – não é que eu não domine as
ma é ias é a o ma como me posso exp essa de modo a que eles me
en endam. (...) mas no o que eles es ão a ou i ala “chinês” e is o po quê?
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
257
Po que eles não êm bases, não êm conhecimen os an e io es que são
impo an es. Po exemplo es ou a explica a o mação da Comunidade
Económica Eu opeia. O a bem, é p eciso que os alunos conheçam minimamen e
alguma coisa de His ó ia, não que o dize que ou as ma é ias não sejam,
ambém, impo an es pa a que saibam si ua acon ecimen os. (EP4)
Alude as di iculdades na comunicação. E ec i amen e apon a como causa o
ac o de os alunos i em mui o mal p epa ados, in o mados de modo quando explica a
ma é ia em a pe cepção de “ ala Chinês” pois, não êm condições ope a i as pa a
descodi ica o que lhes e ansmi ido. Daí a necessidade de simpli ica e eduzi ao
conc e o ou seja, “ oca po miúdos”, a explicação do con eúdo em causa. Num
encolhe de omb os e exp essão agas ada expõe-nos o seguin e:
(....) O a, o que às ezes acon ece é que quando es ou a ala e i ico que o
alunos não es ão a ou i , mas não es ão a pe cebe nada. (EP4)
A ci ação aduz insa is ação po pa e do p o esso quando se con on a com
g upos de alunos desin e essados. Con udo segundo G abowski ( 1987) o p o esso
de e incen i a os adul os ao in e esse pelos emas, de e apoia , anima e colabo a
na sua mudança de a i ude “amo a”( C oss 1982, Pe ei a e Fa ías,1984).
Con udo os alunos insc e e am-se po mo i os a iados, sob essaindo
“Acesso ao Ensino Supe io ” e “O gos o po ap ende ” (g á ico 9), en ão a p oposição
enunciada é con adi ó ia. Po que é que não es ão a pe cebe nada ,se gos am de
es uda ou se êm aspi ações a p og edi es udos? Desen ol emos á ias hipó eses:
1º-Os alunos es ão cansados; 2º – Exis em uídos na mensagem en e p o esso
alunos; 3º-Deixa am de es uda há mui os anos e não se lemb am de dados que en ão
es uda am; 4º-Não encon am mo i ação nas aulas. Tal in oduz-nos na p oblemá ica
me odológica. De ac o, exis e uma di e sidade de écnicas e mé odos que ge a a
mudança na disposição do aluno e que epousam na mo i ação, nos ma e iais
escolhidos, na i acidade in es ida na aula, no mé odo dialógico e na es a égia
pedagógica e didác ica escolhida pa a in oduzi ou a a con eúdos p og amá icos,
mui as ezes e -se á que eco da dados ú eis pa a o enquad amen o eó ico de
con eúdos p og amá ico. Di emos que o p o esso em pode ia se ajudado a conhece
essas écnicas e mé odos pa a eduzi o seu g au de insa is ação e aumen a o g au
sa is ação dos alunos.
Da ci ação seguin e assinalámos a opção es a égica do p o esso :
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
258
En ão a es a égia que adop o é uma espécie de pe gun as e espos as (...)
começo:
Você conhece (pausa) eu a o os alunos po ocê- i o-me pa a u que es á
mais a en o e pe gun o : Você sabe quando é que oi o plano Ma shall?” Ele diz-
me logo que não sabe. Lá explico (...) e isso ai ajuda “a ab i janelas” aos
alunos, pa a eles pe cebe em que is o não é, a inal, assim ão “espesso”. E,
po an o consigo mui as ezes “ da a ol a ao ex o” ou seja que os alunos
comecem a pe cebe melho . (EP4)
Assim, o diálogo p opos o embo a em om inqui ido , inibi ó io como nos
suge e o agmen o seguin e: (...) começo: “Você conhece (pausa) eu a o os alunos
po ocê- i o-me pa a um que es á mais a en o e pe gun o : Você sabe quando é
que oi o plano Ma shall?” Ele diz-me logo que não sabe. Pela exp essão e om de oz
suge e já espe a po aquela espos a. Os pensamen os dos p o esso es mui as
ezes, inconscien emen e, mani es am-se a ep odução do modelo no qual o am
educados. Admi imos que ambém oi sujei o a es e ques ionamen o.
Regis ámos o modo como a alia a es a égia enunciada- p omo e o ab i
janelas me á o a indiciado a de descobe a, desen ol imen o, po isso o na mais
luida a ma é ia, mais acessí el jun o dos alunos - pa a eles pe cebe em que is o não
é, a inal, assim ão espesso ou inacessí el. Suge e, en ão, alguma acuidade
ela i amen e ao conhecimen o que os alunos de am possui .
Ainda suge e lexibilidade como nos é dado obse a :
Ago a, em-se, mui as ezes o p oblema de se pensa que se ai a a de um
assun o, ou con eúdo, mas ao im de algum empo, a assis ência é que p o oca
um “ des io” ( isos) e em ez de ala numa coisa ala-se ou a. Não há, (pausa)
como é que eu hei-de dize , ...um plano mui o o denado ; é con o me as
pe gun as que azem dão as espos as que ão da a ou as pe gun as, e,
assim, sucessi amen e; é como “ con e sas quase em amília, encadeadas e
mui as ezes a é ugindo ao ema p incipal, mas são os alunos que necessi am
de coloca ques ões associadas ao ema. (EP4)
No que e e e ao ema em o no da iden i icação de pon os o es e pon os acos,
ob i emos as seguin es posições dos in o man es.
Começamos po ocaliza a a aliação sob e os pon os o es:
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
259
A conclusão ápida do cu so pa ece se a azão jus i ica i a do p o esso que
em, ao longo do discu so, acen uando es a pe cepção dos alunos o que eles que em
é anda dep essa.
(...) eu penso que eles podem anda mais ápido e en ão se o em pessoas que
enham, que o ça psíquica, que capacidade conseguem . (EP1)
Da a aliação que o p o esso em da sua expe iência, os alunos são bem
sucedidos se i e em as aludidas condições. Ace ca do a gumen o ap esen a um
exemplo.
Eu i e aqui uma aluna que e a uma senho a casada e com ilhos, já com ce a
idade, que inha uma capacidade o midá el.
Eu, ao p incípio, pensei que e a só na minha disciplina mas, pus-me a e eu
e a o coo denado pedagógico e ui e i ica que e a na Ma emá ica e nas ou as
disciplinas odas. Não e a uma ba a mas, pouco menos. (EP1)
Re o ça o a gumen o e en a a pe suasão com o exemplo ap esen ado,
ela i amen e às possibilidades que os alunos êm pa a a conclusão do Ensino
Secundá io Reco en e.
En e an o ap eciámos como a alia e econhece as condicionan es da docência no
Ensino Reco en e ao dis ingui des e modo o ensino egula do E.S.R.
Ago a, o nosso abalho é que em de se um abalho di e en e pa a eles, (...)
nós, às ezes, emos di iculdades po que a nossa expe iência ao longo da ida
oi a ou a, nou o sis ema, e ago a amos encon a um sis ema comple amen e
di e en e. (EP1)
O ela o deixa in e i in luências do modelo écnico–ins umen al, po al azão
lhe é di ícil a adap ação E.S.R. po se di e en e é di ícil, jus i ica as incoe ências a
que an e io men e izemos alusão. Admi imos es a implíci a a necessidade de
ap essa , de aco do com a p essa dos alunos, po que ainda em, e en ualmen e
esis ências, que ap eciámos a aliadas na ci ação e ago a amos encon a um
sis ema comple amen e di e en e.
Analisando ago a o ela o sob e os e lexos da expe iência na p á ica
pedagógica da p o esso a seguin e, e i icamos que o seu discu so cons i ui mais
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
260
uma au o a aliação sob e os e lexos dos mesmos na sua expe iência pessoal e
p o issional, do que p op iamen e no que se e e e á p á ica pedagógica nas aulas
com os alunos do E.S.R., Admi imos que a causa se es eja elacionada ainda, com o
pouco empo ( cinco meses) que em de docência no Ensino Secundá io Reco en e.
Rela i amen e a pon os posi i os acho que se c esce mais e se ap ende mais à
noi e, com as p óp ias pessoas que são ou o ipo de pessoas do que as de
dia, já po isso êm ou a expe iência, ou a manei a de es a e já não há aquela
c iancice de es a semp e a chamá-los á a enção, “cala- e, sen a- e”. Eu acho
que se ap ende semp e, mas aqui ap ende-se mais apidamen e. (EP2)
E ec i amen e, suge e que na p á ica docen e com adul os obse ou o seu
c escimen o pessoal. Alude, igualmen e a ap endizagem que se ealiza melho . acho
que se c esce mais e se ap ende mais à noi e, com as p óp ias pessoas .Associa es e
ac o, à expe iência dos alunos, já po isso êm ou a expe iência, ou a manei a de
es a e já não há aquela c iancice (...) acen uando o e o ço do papel da expe iência
dos alunos na sua ap endizagem.
En e an o, no p o esso iden i icação apenas um pon o o e:
Globalmen e em a an agem, única pa a mim: é a dos alunos que i e em
capacidades pode em aze mais apidamen e o 12º Ano,
do que no egime an e io , no Cu so Complemen a Noc u no . Esses alunos
inham que aze num ano o 10º, nou o o 11º e depois o 12º Ano. E, de ac o, a
an agem que ejo é que os alunos com maio capacidade e empo disponí el,
(pausa) mas, mesmo que não o enham e possuam g andes capacidades,
podem az num ano a disciplina e, a é, acede ao Ensino Supe io , se o o caso.
Ê a única an agem. (EP4)
Assim, ambém es e p o esso econhece como única an agem de na u eza
bu oc á ica: ob enção do diploma do 12º ano. Suge e-nos uma isão écnico
ins umen al do E.S.R. como à pouco e e imos.
Con udo, a iloso ia subjacen e à c iação do Ensino Reco en e, na década de
80 e que se man e e a é hoje, p econiza o desen ol imen o de compe ências ou seja,
o conjun o de sabe es – ní el cogni i o, do sabe aze – expe iencial e se , domínio
a i udinal e ainda a in eg ação das no as aquisições nas an e io men e adqui idas de
molde a possibili a a compe i i idade ou mobilização de compe ências.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Rela i amen e à a aliação que az sob e os alunos do Ensino Reco en e pa ece-nos
bas an e pe inen e. Ouçamos o p o esso :
Num ou o ní el, a ní el das capacidades que os p o esso es podem
desen ol e nos alunos, eu no o que os alunos do Ensino Secundá io
Reco en e êm menos bases e como êm menos bases, digamos assim, se o
p o esso o mui o igo oso e coloca uma “ asquia” mui o al a, a maio pa e
das ezes os alunos não conseguem passa , depois desanimam, não é? (EP4)
Suge e que pelo ac o de os alunos adul os se em po ado es de uma
in o mação/ o mação de ní el aco, o p o esso não é ão exigen e na a aliação como
no con ex o do ensino egula ., ou seja, “não pode coloca a asquia al a” senão
ep o am odos, deduz-se da a i mação. Logo, de e se menos igo oso, é a dedução
que nos a igu a co ec a. Con udo, o se menos igo oso é p oblemá ico, po que,
e en ualmen e, pode conduzi a si uações de “ alsa” p epa ação. É cla o que se a a
de alunos abalhado es com esponsabilidades á ias, que deixa am o ensino há
anos com ho á ios di íceis de compa ibiliza , po isso mesmo necessi am de ajuda,
mas, admi imos que essa, não seja pelo acili ismo, po mui o bem in encionado.
En e an o p o esso e adul os de e c ia condições que p omo am uma boa
ap endizagem (B undage e MacKe ache 1980, Knowles (2001) ace ao pe il dos
educandos.
P osseguindo na abo dagem ei a sob e o ema, ecolhemos da p o esso a
in o man e as seguin es ci ações, as quais amos comen ando, como p ocedemos a é
ao momen o:
Cons a amos como a in o man e a alia si uações elacionadas com os alunos, como:
Assim, sublinhámos a alo ização da con i ência, o elacionamen o como pon o o e.
Um pon o o e é a con i ência, o elacionamen o que se es abelece en e eles
e, (pausa) ambém, alguns alunos êm possibilidades de p og edi em mais
apidamen e, desde que enham disponibilidade e podem compa ibiliza com o
abalho, no caso de se em abalhado es.
A pa e pedagógica em e oluído de o ma posi i a. (EP3/CP)
Sublinha, igualmen e, a possibilidade pa a alguns alunos de p og essão mais
ápida, desde que exis am as condições que apon a. A socialização e o
elacionamen o cons i uem uma componen e no á el no âmbi o da Educação de
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Adul os. Já Kidd (1973) se p onuncia a sob e o e ei o da alo ização da a ec i idade
na ap endizagem do adul os à semelhança de Houssaye (1982). Também Knowles
egis a o alo des a dimensão ao longo da ida.
En e an o, a alia a dimensão pedagógica na sua á ea como endo ido uma e olução
posi i a.
En e an o como pon os acos egis ámos os ela os seguin es:
Os ho á ios são um deles, como e e i. Mas em ou os pon os acos. (...) Po
exemplo um p o esso de Ma emá ica (às ezes os alunos alam-me nisso) que
em a 3ª, 4ª e 5ª unidades na mesma sala. Como é que ele pode lecciona odas
ao mesmo empo? Não em hipó ese.
En ão pe de uma ho a com um, uma ho a com ou o, mas, há ali 4ou 5 que
ica am à espe a.
(...) Não em empo. (EP1)
A analise do ela o suge e as di iculdades que ele p óp io sen e e que p ojec a
num colega de Ma emá ica. Tal compo amen o aduz o mal-es a dos p o esso es
(Es e e , quando mudam de modalidade.
Eu acho que pon os acos, se calha , não ha e á, po que abalha udo um
bocado pa a si. (EP2)
Deduz-se da asse ção que não há pon os acos, po que não há opo unidade de
con on os de opiniões. Ao con á io EP3/ CP, queixa-se do isolamen o que sen iu e
dos cons angimen os, no lançamen o des a modalidade de ensino p ecisamen e pela
ausência de adição dos p o esso es abalha em em g upo, como na sua expe iência
, encon ou no ensino egula .
Não aquela endência pa a abalha em conjun o como há de dia, po que êm dez
p o esso es e odos êm que abalha pa a aquela u ma e po isso, é que há
aquelas euniões e udo; aqui, não unciona mui o em g upo, há uma sepa ação
maio e os abalhos são ei os quase indi idualmen e. (EP2)
A exp essão deno a p ecisamen e, uma lacuna na o ganização pedagógica do
Ensino Reco en e. Que as opções sob e ma e iais didác icos (documen ação e
supo e ídeo) que implica e isão dos con eúdos p og amá icos, a é à de inição de
es a égias nos di e sos cená ios ( u mas e alunos menos p epa ados, di iculdades de
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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acompanhamen o da ma é ia, po di iculdades pessoais e/ ou amilia es, de em
cons i ui objec o de euniões, de pa ilha.
No ela o seguin e a alia-se a e olução do subsis ema azendo uma e ospec i a
Eu lemb o-me, al ez po que é amos poucos, nas euniões de g upo de Inglês, o
Ensino Reco en e “não exis ia” ninguém sabia o que e a... po pa e dos
colegas, inclusi amen e da p óp ia delegada de g upo. Po um lado pa a mim
a é e a bom, po que lá ia uncionando como eu acha a melho . Mas eu sen ia-
me mal! (EP3/CP)
Si ua e a alia o Ensino Reco en e desde a sua p imei a expe iência no
Básico, e a e ocação que az, aduz a esis ência que ob e e po e sido “o não
sis ema”, um sis ema in uso e, po an o, des alo izado, ou an es, ma ginalizado.
Sil es e , 2003) (capi ulo III)
Como única p o esso a no g upo de Inglês mas, como elemen o da
Coo denação Ge al do Sis ema ao a alia as esis ências, eagiu:
Olha e iz is o no inal das euniões, le an a a-me e dizia: “E no Ensino
Reco en e es á udo bem, que e a pa a ia em ac a. Po que senão o Ensino
Reco en e, Secundá io, não exis ia. (...)
Eu lemb o-me que no início, a delegada de g upo pedia as plani icações do
Ensino Secundá io Reco en e. Eu dizia que no Ensino Reco en e não e a
assim, e a po unidades capi alizá eis e lá explica a que dependia mui o dos
alunos. (EP3/CP)
Po an o, a a i mação do Ensino Reco en e me eceu po pa e da p o esso a a
eacção apon ada num es o ço de aze sai o ecém chegado sub-sis ema “da
clandes inidade” ace às esis ências p o enien es da cul u a o ganizacional da
escola ma cada pelo modelo bu oc á ico, adicional, sem espaço pa a a ino ação.
Reapa ece-se na exigência das plani icações, que pe dem sen ido no sis ema pela
capi alização de unidades. Tal aduz ausência de consciência po pa e do Minis é io
da Educação sob e a pe inência de se c ia em modalidades no as, sem uma p é ia
p epa ação da escola, como o ganização adminis a i a e pedagógica que, de e
en ol e os ac o es implicados, p incipalmen e os p o esso es como agen es ac i os
nos p ocessos ino ado es. Pa a aseando Rho hes (1995), a o mação, selecção,
enquad amen o e es a u o dos o mado es man êm-se dependen es das lógicas do
ensino egula .
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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A análise da ci ação pe mi e iden i ica uma a i ude de cep icismo ela i amen e
à medida omada : egis o ob iga ó io de al as aos alunos. Reconhece se po pa e
do Es ado uma posição de con ole. Con udo, é pe inen e a posição do p o esso no
que espei a a solução do p oblema da assiduidade. Se á que é a a és do egis o de
al as colma a o p oblema? A conside a a posição de EP3/CP, não, pois são e i adas
se jus i icadas e são jus i icadas pelos alunos.
Ace ca da p oblemá ica em ques ão, pa ece-nos que a supe ação do p oblema
da assiduidade, p ende-se em p imei o luga , com a na u eza do clima da sala de aula,
as edes mo i acionais que se ão ecendo en e os alunos e p o esso , com as
sine gias cons uídas pelos ac o es implicados. O sucesso po impe a i o legal do
nosso pon o de is a conduz a uma escola insucedida.
O a, como em qualque o ganização a qualidade do p odu o depende de
excelência do clima e da cul u a. Pa ece-nos que se á empo de c ia no os hábi os e
es a égias, ge ado es de mudanças na o ganização da escola. (Ha g ea es, 1998)
Ap eciamos a na a i a seguin e e sob e a mesma ques ão
Há dois aspec os que es ão in e ligados. O p imei o pon o aco em a e com
as condições ma e iais em que se ensina, não é? Eu conside o condições
ma e iais, as ins alações escola es que, de ac o, são péssimas az com que
an o alunos como p o esso es se sin am descon o á eis.
Depois, a o ganização ambém não é mui o e icien e (pausa) a p óp ia o ma
como se azem os ho á ios dos alunos, ambém penso que, e en ualmen e,
podia se melho , mais acional. (EP4)
Analisa e c i ica a p eca iedade das ins alações salien ando o descon o o dai
deco en e, designadamen e, em algumas salas de aula.
Com espei o aos ho á io e à semelhança de EP1 e EP3/CP, c i ica o modo
como o am elabo ados os ho á ios. Tecendo a seguin e a gumen ação:
Há alunos que êm não sei quan as ho as, depois êm u o, não sei quê...(pausa)
a é admi o que seja mui o complicado pa a quem es á a o ganiza esses
ho á ios. Mas, p o a elmen e, pode ia aze -se melho e mui as ezes incen i a-
se os alunos a não i em, ou seja, êem a p imei a, a segunda e depois... (EP4)
Da ci ação é possí el in e i que a aludida elabo ação dos ho á ios pelas
de iciências que ap esen a, Há alunos que êm não sei quan as ho as, depois êm
u o, p opo ciona o absen ismo dos alunos mui as ezes incen i a-se os alunos a não
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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i em, ou seja, êem a p imei a, à segunda e depois... Deduzimos das e icências que
os alunos não ol am mais, pois, a a-se de ho á ios noc u nos e se êm de espe a
uma ho a ou mais pa a ol a em a e aulas. A na u eza da si uação, do nosso pon o
de is a, ca ece de ponde ação e de ec i icação, já que des i ua os p incípios
subjacen es ao Ensino Reco en e pa a Adul os, conside ando os p incípios exp essos
na L.B.S.E., Despacho No ma i o n.º 42/88 de 7 de Fe e ei o e Despacho No ma i o
nº.36/99, de 22 de Julho..
No que espei a a ma e iais o p o esso a alia os Guias de Ap endizagem
ecendo as seguin es c í icas:
Em e mos p op iamen e didác icos nas disciplinas que eu enho dado,
p incipalmen e na Á ea In e disciplina os “manuais” são obsole os. Re i o-me
aos Guias de Ap endizagem. (EP4)
A quali icação encon ada são obsole os le ou-nos a ques iona sob e o undamen o
da sua posição. Respondeu-nos da seguin e o ma:
Ac ualmen e, há li os que os subs i uem e que não êm an as “ga es” como os
Guias. Em algumas unidades as ma é ias são in agá eis, po que es ão mal
ei os, aquilo oi “ ei o a ma elo”. Quem passou aquilo à esc i a, nem epa ou
que em e os de Po uguês, e os o og á icos e ex os sem “pés nem cabeça”,
po que não êm seguimen o. (EP4)
No con eúdo expos o iden i icamos, o modo como o p o esso acen uou e
desen ol eu uma c í ica acé ima ela i amen e aos “Guias de ap endizagem”,
sublinhando os aspec os nega i os que lhes encon ou, naqueles e mos, con o me
pode emos e i ica . Sob e o assun o e ocámos a posição apon ada po
Malglai e(1995).
Os Guias, como se deduz do e mo, cons i uem uma o ien ação, podendo o
p o esso anexa ou os ecu sos que saiba se em ajus ados, como, ex os, imagens,
pequenos documen á ios. (Gomes e Alcobia, Gou eia, 1991)
3 – Sen imen os dos p o esso es
A p opósi o da ca ego ia apon ada suge imos a desc ição da p imei a aula no
E. S. R. ,assun o sob e o qual ecolhemos á ios egis os di e en es.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
272
Eu ou o dia i uma colega que eio pa a da aulas no ensino eco en e e achei,
(....) coi adi a não sabia o que ha ia de aze
Foi a minha sensação. (...) imos de da aulas de dia, nem sabemos mui o bem
onde nos es amos a me e . Depois, os colegas ão ajudando. (EP1)
E ec i amen e, as exp essões coi adi a não sabiam o que ha ia de aze .
Con udo, suben ende-se a sua sensação quando az a seguin e alusão: (...) imos de
da aulas de dia, nem sabemos mui o bem onde nos es amos a me e . Tal suge e-nos
a sensação que ele e e quando se con on ou com ou a ealidade, bem di e en e
daquela que exis e no ensino egula . En e an o quando e e e a ajuda dos colegas
az-nos e oca a N.d.C. 2, onde se cons a a a impo ância do ap ende a ensina (),
e i ando a sensação de mal es a (A ends,1995, Es e e, 1987,1999, Mon e o, 2001).
O ela o pa ece-nos elucida i o, sob e o modo como o p o esso inicia as suas
aulas com es e ipo de ensino. Con inuando a escu a o p o esso sublinhamos o
seguin e:
(...) encon amos uma u ma que es eja na 1ª unidade o que nós en amos é
ans o ma a aula como se osse no sis ema egula ; o p oblema é quando ão
andando uns e ou os icam pa a ás, po que uns passam pa a a 2ª unidade e,
depois, pa a a 3ª e aí é di ícil aze o ajus amen o. Com á ias unidades é mui o
di ícil. (EP1)
A alia di iculdades de adap ação quando e e e encon amos uma u ma que
es eja na 1ª unidade o que nós en amos é ans o ma a aula como se osse no
sis ema egula . Deduz-se a in luência do modelo écnico ins umen al. O a, al a i ude
cons i ui uma de esa, pois, o p o esso es á e sen e-se compe en e no egula , onde
ez es ágio pedagógico. Deduz-se que não ecebeu o mação pa a o E.S.R. daí a
endência em ans o ma a aula como se osse no ensino egula . .Adian a, ainda, o
p oblema é quando ão andando uns e ou os icam pa a ás, po que uns passam
pa a a 2ª unidade e, depois, pa a a 3ª e aí é di ícil aze o ajus amen o. Da análise
pode emos e i a que su ge um p oblema que es á de inido é não sabe como ai se
com a 1ª e a 2º unidades jun as e pio ainda, quando os da 2ª passa em no exame e
ica em na 3ª sem que os da 1ª, ou da 2 ª i essem ealizado o exame, ou, i essem
ep o ado. Aí é mais di ícil ou Com á ias unidades é mui o di ícil. Suge e lacunas na
adap ação a es e ipo de ensino.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
273
Acen ua as di iculdades e dilemas na asse ção seguin e:
Se azemos a di isão po ho as, cada ho a uma unidade alguns acabam po
desanima e ão embo a. (EP1)
O a, os alunos essen em-se do ac o de e em de espe a uma ho a pa a e em
a aula co esponden e à sua unidade. Tal si uação con a ia a conjugação de
ac i idades com odas as unidades.
Po im, ala-nos da sua p imei a aula.
(...) Eu penso que a p imei a ez que dei aulas no Ensino Reco en e oi, numa
u ma de iniciação. O que é que acon eceu? Eu ui demo ando a da a ma é ia,
eles depois que iam aze exame...pois, eu ainda inha com o esquema do
ensino egula . (EP1)
Embo a edundan e, ea i ma que as p á icas pedagógicas no ensino egula
cons i uem o único e e en e de o mação.
A p o esso a ala-nos do modo como a aliou a sua p imei a aula:
Eu não es a a ne osa, ne osa. Eu es a a mais ap eensi a do que ne osa,
po que comecei a e en a pessoas mais elhas, e comecei a ica ap eensi a
com aquilo. Mas, depois como já me inham a isado que não de ia e uma
pos u a mui o ígida, não de ia con ola mui o os alunos, eu comecei a pe cebe
que, se calha e am como eu, não é? ( isos) Es á amos quase a pa ( isos). E
começou a co e bem e o am ap esen ações ag adá eis. (EP2)
A alia a p imei a aula em unção da sua idade e da idade dos alunos.
E oca a que angús ia ou p eocupação inicial esul ou do ac o de se mui o mais no a
do que os alunos e e e consciência de que pode ia não desempenha o seu papel
como gos a ia. Con udo, az alusão a con e sas, o ien ações ecebidas ela i os a
a i udes a e i a (dis anciamen o, igidez, aus e idade). Si ua logo na aula de
ap esen ação, a omada de consciência de que, a inal, os alunos e am acessí eis ou
na sua exp essão “Es á amos quase a pa ”...
Ap eciámos o discu so da p o esso a seguin e, e e ana no sub-sis ema e que nos ala
da sua 1ª aula, oco ida há mui os anos, do seguin e modo:
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
274
Com adul os, “mui o século passado” ( isos). A minha mãe da a aulas numa
Escola e a Di ec o a p ecisa a de uma p o esso a de Inglês pa a da umas ho i as
e sabia que eu es a a a e mina o cu so e, po an o, dei, exac amen e aulas a
pessoas que, se não e am odas, e am quase odas mais elhas do que eu ( isos)
. Eu inha 21 anos e os alunos e am do Cu so Complemen a noc u no e...comecei
assim, não é? Peguei no p og ama e ....Pensei “Ago a, amos lá e !” E (pausa)
lemb o-me po que enho a mania de egis a es as coisas - de subi os deg aus do
es ado. E a a p imei a ez ( isos) que eu ia pa a ali e não pa a ou o lado. E
lemb o-me pe ei amen e de pensa : Ago a o meu sí io é es e, sem me esquece
do que é es a sen ada numa ca ei a (como aluna) o que é ac o é que as
pessoas espe am ou as coisas de mim (pausa). (EP3/CP)
Desde logo si ua a sua expe iência com adul os não no Ensino Reco en e, mas
ainda, no Cu so Complemen a Noc u no, assinalando que inha in e e um anos,
“mui o século passado”. Desc e e em que ci cuns ância desen ol eu a ac i idade,
salien ando que e a es udan e, e que oi a a és da mãe (pe sonagem in e essan e na
sua his ó ia de ida p o issional, EP3/CP) que soube da necessidade de p es a
colabo ação num colégio. Con udo, o que conside ámos signi ica i o oi o da -se
con a, o e ido consciência de que, a pa i do momen o em que pegou no p og ama,
subiu pa a o es ado, es ado pa a da aulas o seu es a u o al e ou-se, ou seja, ao de
es udan e ac escen ou o de p o esso a. O a, e e e Ago a o meu sí io é es e , sem me
esquece do que é es a sen ada numa ca ei a (como aluna) o que é ac o é que as
pessoas espe am ou as coisas de mim. O con eúdo des e agmen o e ela, a
cons ução da sua consciência p o issional, ou o seu p ojec o como docen e “as
pessoas espe am ou as coisa de mim”, não é de ou a pessoa, que dize , a a-se da
exp essão do seu p ojec o on ológico como ealização do seu se p o esso a, que de
ac o, sonha desde c iança, segundo as conexões que podemos es abelece com os
p imei os egis os da mesma in o man e. Denuncia, ao igualmen e, a consciência da
essência da pedagogia, espei a as expec a i as dos alunos.
Desen ol endo a espos a ala-nos do seu es ado emocional que a alia des e modo:
Bom a minha oz emia, ( isos) E a assim uma coisa que eu não
con ola a(pausa) ininha, ininha ( isos) A minha oz es a a mui o
descon olada e a minha p eocupação e a (pausa) lá es á! Eu acho que inha
mui o p eocupada com a ideia do que as pessoas es a am à espe a e do
apoio que e a necessá io e como é p o ei oso as pessoas sen i em-se bem na
sala, po que quando es ás mal, ou po que as coisas não êm in e esse, ou
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
275
po que o p o esso es á mui íssimo dis an e, não se ap endia da mesma o ma,
não se ap o ei a a, não endia e não ha ia esse elacionamen o... (EP3/CP)
Conside ando a in e enção no seu odo, cons i ui um e o ço no á el sob e as
lei u as que nos p opo cionou. Analisando alguns agmen os, essal a o es ado
emocional numa desc ição humo ís ica do es ado de ansiedade que sen iu no
p imei o con ac o com alunos adul os, em boa pa e p o ocado pela p eocupação
sob e o que espe a iam dela e se es a ia à al u a de sa is aze odas o conjun o de
condições – o bem es a , uma boa ansmissão de conhecimen os, o apoio necessá io
pa a aumen a o p o ei o das aulas, pois, da sua expe iência como es udan e já inha
e i ado a noção de que uma aula em que as ma é ias não êm mui o in e esse, o
p o esso é dis an e, ou quando não se p opo ciona a cons ução de um bom clima, as
aulas não endem an o.
O discu so é suges i o de e lexões de na u eza on ológica, epis emológica e
me odológica. A p imei a dimensão iden i ica-se na ideia que cons ui sob e o que se
espe a a de si como p o esso a, p eocupação que se ma e ializa na ou a exp essão
“do apoio necessá io e como e a p o ei oso as pessoas sen i em-se bem na sala”. A
dimensão me odológica iden i ica-se na p eocupação em encon a a melho
es a égia, pa a que as “aulas endam” salien ando ainda o papel mo i acional,
e ocando o bom elacionamen o; A ques ão epis emológica iden i ica-se no
ques ionamen o e ao mesmo empo nas deduções que a p o esso a ai ecendo
quando alude “ um p o esso quando es á mui íssimo dis an e, não se ap endia da
mesma o ma, não endia” . Ac escen a, ainda:
Que bom que é pa ilha , alguém a quem posso con a aquilo que eu sei. O meu
g ande p aze é e alguém que pa ilhe, com quem eu posso pa ilha , alguém a
quem eu posso con a aquilo que sei. Is o ai pelo Inglês, pela Cul u a Inglesa e
pelas ou as coisas odas. (EP3/CP)
Deduz-se, ainda, do agmen o do discu so uma dimensão lógica e ainda
on ológica na acuidade, na aleg ia e espei o pelo exe cício da unção docen e
humanizada. Suge e que o bom p o esso não se classi ica como o bom ansmisso
de conhecimen os mas, sim e ambém, na cons ução de uma ede mo i acional
in ensa que o ne, em consequência, o empo de aula como um empo en iquecedo
pa a os alunos enquan o pessoas e pa a o p óp io p o esso . Po im e como e o ço
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
276
suge e a dis inção en e dois pa adigmas: o bu oc á ico, libe al, ecnológico e o c í ico,
humanis a, dialógico.
Ao con á io, o p o esso seguin e não se lemb a:
A p imei a? Olha que não me lemb o! (pausa) . Não me lemb o.
Penso que dei a aula paci icamen e. Tal ez a assis ência osse mais in e essada.
Quando amos da a p imei a aula os alunos êm descon iados.
Se á bom ? Se á mau? Se á exigen e? Depois de algum empo já es ão
amilia izados com o p o esso . (EP4)
Pe inen e o juízo cons uído sob e a p imei a aula. Não se lemb a, mas admi e
e sido pací ica ,possi elmen e po e ido a assis ência (alunos) mais in e essados.
O e mo “assis ência” suge iu que o p o esso pode ia e ido uma expe iência menos
boa nas u mas de dia. De ac o se e e a assis ência mais in e essada se á de admi i
que em um ou o e e en e em que a assis ência se mos ou menos in e essada. O
discu so, ambém, suge e conexões com ci ações an e io es, do mesmo p o esso que
se queixa da indisciplina dos alunos de dia (EP4) e que p e e e da aulas à noi e
po que os alunos são mais pací icos. In e essan e a a aliação que az da a aliação
dos alunos na p imei a aula: Quando amos da a p imei a aula os alunos êm
descon iados. Se á bom ? Se á mau? Se á exigen e? Não se á ecíp oco?
Ques ionamos. Não es a á a ansmi i o pensamen o que cons ói no início de cada
ano?
Ace ca do ema seguin e, em o no da Re lexão pessoal ace ca da p á ica
pedagógica nes e ipo de ensino, e expe iência os p o esso es p onuncia am-se
nes e sen ido
No Ensino Secundá io Reco en e dado que eles êm um empo (pausa) mui o
limi ado o que eles que em é passa de unidade. (...). Mas, o que eles que em,
essencialmen e, é que nós, den o do possí el, possamos de ini os g andes
objec i os. (EP1)
A alia as expec a i as e objec i os dos alunos. A es e p opósi o es abelecendo
nexos de causalidade, iden i icamos pelo discu so o p o esso, segundo o qual o
melho é segui p e ensão dos alunos e ealiza ichas o ma i as em núme o
su icien e pa a se candida a em a exame. Ace ca da ques ão sublinhamos que no
âmbi o da educação de adul os se á semp e se á semp e undamen al de a ende ao
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
277
g au de ma u idade ge al do aluno, pois a au o ap endizagem en ol e equisi os
p é ios, pa a que possa su i e ei os.
Sin o, essencialmen e, que c esci in elec ualmen e, cla o, es ou a a a assun os
que nunca inha a ado mas mais de uma o ma pessoal, cla o que com 24 anos
não sou nenhuma c iança, mas ainda não há aquela isão (pausa) do que é es e
abalho (...) (EP2)
A alia o ala gamen o da sua expe iência pessoal e p o issional. A alia o
ala gamen o da sua expe iência pessoal e p o issional o que suge e as pe spec i as
de Hube man (1990) ace ca dos ciclos de desen ol imen o da ca ei a do p o esso e ,
ainda A ends,(1995)
O in o man e seguin e p onunciou-se do seguin e modo:
O balanço em sido bas an e posi i o. Penso que con ibui pa a alguns alunos,
não mui os mas alguns, a segui em pa a o Ensino Supe io e, po al, penso
que, em pa e, já cump i a minha missão, a de “ab i as men es” deles em
algumas á eas, não é?. (EP4)
Re e e o seu desempenho conside ando apenas a dimensão cogni i a –
cump iu a missão ab i as men es. Iden i icamos in luências da adição no ensino
egula . Ve i ica-se uma posição opos a à de EP3/CP que sublinha a impo ância de
ou as dimensões, que não só a cogni i a no desen ol imen o do adul o, como da
con i ência, a amizade, o elacionamen o, cons uído pelos alunos o p o esso
en a iza apenas o ap o ei amen o escola posição que nos az e oca Lei man (1991),
Ca e as e Ha o, (1998) e Flecha (2006).
Ace ca da ques ão sob e se p e e i iam da aulas a jo ens, ecolhemos as
espos as posi i as e nega i as.
Como espos a posi i a o p o esso seguin e diz-nos:
Também gos o, como já disse an e io men e e não me impo a a de e uma
u ma de dia. (EP1).
Deno a como e e imos a ligação ainda ao ensino egula e ao modelo écnico
ins umen al.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
278
Ao con á io, os es an es p o esso es p onuncia am-se nega i amen e, como
podemos obse a .
Eu es ou a gos a mui o des a expe iência. Gos a ia de con inua . Mas, não sei o
que me espe a, es ou a começa e não posso escolhe . (EP2)
Reco damos que a p o esso a, mui o embo a enha ealizado o seu es ágio
pedagógico, não é e ec i a, logo não sabe onde ai ica colocada no p óximo ano.
Mani es ou-nos, po ém es a a ap ecia ao expe iência.
Rela i amen e à p o esso a in o man e que escu ámos em seguida, egis ámos
o om con incen e com que nos espondeu que não muda ia.
Não, não. Já es ou mui o ligada a es e ensino, não é? (EP3/CP)
O a, o a gumen o é ap eciá el, dado que a ligação es abelecida, deco e, das
ci cuns ancias em que se desen ol eu a sua expe iência nes a á ea e que emos
indo a comen a . (Shulman, 1989) (Capí ulo II)
Nes a ase do campeona o? Se osse ob igado, cla o, que emédio. Mas, po
on ade p óp ia, não. Exac amen e pelo ambien e que é mais pací ico, po não
ha e g andes u bulências nas aulas e penso que, aqui, as aulas são mais
p odu i as. (EP4)
A espei o do con eúdo mani es o sublinhamos que o início da espos a Nes a
al u a do campeona o aduz, a p oximidade do inal da ca ei a, o que conco da com a
posição de Hube man (1990).
Em ace da pe gun a sob e o que pensam dos alunos do Ensino Reco en e,
ecolhemos as seguin es na a i as:
O que de auda mais no Ensino Reco en e, na óp ica do p o esso , não em a
e com os alunos, em a e com as di iculdades que eles êm e az com que a
escola seja mui as ezes uma escola azia e ao mesmo empo uma escola
(pausa) do s ess, o que é impo an e é anda .... capi aliza . (EP1)
A alia aspec os nega i os no Ensino Reco en e sublinhando obs áculos ou
ac o es que impedem os alunos de equen a em a escola com assiduidade. Es e
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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ac o, do pon o de is a do p o esso , p o oca no aluno s ess po que não pode i às
aulas á ias p essões o que lhes p o oca s ess; a escola ica azia, em consequência
do absen ismo em algumas aulas. Tal asse ção pa ece es a em conco dância com as
posições an e io men e sus en adas sob e a p essa dos alunos em capi aliza
unidades Tal con a ia a disposição de G abowski (1987) sob e a docência com
adul os. Ainda segundo A ends (1995) os p o esso es de em ap ende a ge i uma
sala de aulas p e enindo ensões.
Compa a com o ensino egula :
Eu penso que nós no ensino egula quando começa a as aulas, começa a a
ala na e imologia das disciplinas, explica o que aquilo e a, pa a que
se ia...(...)
Com os alunos do Ensino Secundá io Reco en e é absolu amen e impossí el
aze isso, diziam-nos: “Es á a gas a o la im, pa a quê? Nós que emos é anda ”!
(EP1)
Ap eende-se da exp essão : “Es á a gas a o la im, pa a quê? Nós que emos é
anda ”! uma ei e ação sob e o que pensa ace ca do que pensa sob e o que pensa
sob e o papel do p o esso do E.S.R.
O modelo pa ece se o mais con o á el. Con udo e a nosso e a sua p esença no
E.S.R. de e a azões já expos as.
A p o esso a seguin e exp essa uma a aliação posi i a dos alunos:
Eu i o-lhes o chapéu”, po que desde os mais no inhos, de 18 anos a é aos de
maio idade, eu penso que é p eciso uma o ça de on ade mui o g ande, po que
emos que e que eles abalham o dia in ei o e depois, se calha gos a am e a
de i pa a casa e com a amília, e um bocadinho de ele isão e não. Vêem
pa a aqui po que que em mesmo e mina alguma coisa, não é? (EP2)
A exp essão “ i o-lhes o chapéu” signi ica : admi o-os mui o. A in e enção
deno a uma sensibilidade ap eciá el pa a o ensino de adul os. Ên ase especial pa a o
modo como a alia o es o ço dos alunos. A exp essão os mais no inhos deno a,
igualmen e, ca inho, es ima. No conjun o, o con eúdo da ci ação é e elado de um
sen imen o de espei o pela dignidade do aluno adul o.
Quando colocámos a ques ão a ou a p o esso a, es a a alia iden i icando
he e ogeneidade e um leque a iado de expe iências, expec a i as, ní eis e á ios.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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Do ex ac o, sublinhamos o e mo es udo-os, como uma acção di eccionada
com a in encionalidade de ap eende as lacunas e aspi ações dos alunos de molde a
não só ensina como a de cons ui um bom en endimen o, no qual os alunos sin am
que são comp eendidos pois, es ão a se a endidos. De no a , passe a edundância
que, sal agua da o cump imen o dos objec i os mínimos.
No á el a p eocupação de aze obse ações aos alunos ace ca do ipo de
p epa ação que podem aze , no in ui o de alo iza maximamen e o conhecimen o,
endo em con a, as limi ações ou expec a i as dos alunos.
Iden i icámos p o issionalismo e implicação psicológica do p o esso , que se
aduz como que num in es imen o no máximo ap o ei amen o dos alunos.
E ale o-os “Se que i com mais calma, ap o unda o Inglês is o, is o e is o, e a
impo an e que isse” (EP3/CP)
Ago a eles é que decidem sob e o empo que podem dispo , pa a eu ge i os
objec i os e con eúdos das unidades.
Isso é essencial pa a p og edi em pa a ou as unidades” (EP3/CP)
Conc e iza a alo ização do p ocesso negocial. É como se dissesse: eu es udo-
os, explico o que se á melho pa a cada um dos alunos, mas a decisão pe ence-lhes.
Indicia, en ão o conhecimen o dos p incípios undamen ais na educação de adul os.
Nada é impos o. Tudo é p opos o. A ends, (1995). Ma celo (1992) e Zeichne , (1993) .
O p o esso seguin e, ace ca da emá ica, esponde, analisa a ques ão e
alo iza a adap ação dos alunos.
A es a égia é adap a -me aos alunos de al o ma que não haja “pa ede” en e
as duas pa es. Se o aluno é aco e só que sabe udo “pela ama”, em que se
in e i de o ma a e i a a p óp ia us ação do aluno e a nossa”.
O que é que eu aço? Ten o conhece os objec i os dos alunos, se cla o, pa a
e i a us ações. Pa a isso emos que nos adap a . Cla o que há alunos que
nos êem já bem p epa ados e ou os mal p epa ados, com mais ou menos
capacidades pa a e oluí em (pausa).. Lá es á, em que ha e lexibilidade, ou
seja, enho que “baixa a asquia” de aco do com os alunos. (EP4)
P ocu a conhece , igualmen e, o aluno e desenha es a égias de in e enção
pa a e i a insucessos.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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De ealça a es a égia de “baixa a asquia” pa a passa os mais acos. O
ela o suge e uma a i ude p o eccionis a o que pode ilude os ní eis de sucesso dos
alunos adul os.
Sob e como desc e e iam um bom clima na sala de aula, o e ecem-nos as
seguin es na a i as:
Ace ca do ema da ques ão o p o esso in o man e, em om en á ico, esponde-nos:
Quando há empa ia, comp eensão de pa e a apa e, quando não há mo i ação,
não se consegue nada, sabe. (EP1)
A alia condições de ap endizagem, alo izando de i ma asse i a a impo ância da
mo i ação no p ocesso ensino-ap endizagem. Valo iza, ainda os a ec os- empa ias.
Con apondo com ou as in e enções depa amos com algumas con adições,
p o enien es, das asse ções an e io es .
A p o esso a a alia o clima na sala de aula des e modo:
Pa a mim um bom clima em de se um clima de empa ia e de amizade. Não
ale a pena es a a di a eg as, nem a e pos u as, po que, acaba semp e ,
como se cos uma dize , po que cai o pano.
Po isso, semp e que há espaço, ambém é p eciso pa a ha e con iança, à
on ade, amizade e oca um bocadinho ideias, isso pa a mim já chega pa a
ha e um bom clima”. (EP2)
Valo iza dimensões a ec i as, psicológicas e de ine-as como condicionan es do
p ocesso ensino-ap endizagem. Subjaz, igualmen e, a noção de que um bom clima
p omo e sa is ação pessoal nos alunos e p o esso e, ainda um sen imen o de
sa is ação p o issional, no p o esso .
Suge e que se ia “ o çado” da sua pa e, ap esen a com uma pos u a ígida já
que é uma pessoa espon ânea. Tal dedução e i a-se da exp essão “Não ale a pena
(...) di a eg as (...) po que “cai o pano”, ou seja, cai a másca a de igidez e su ge a
na u alidade. Suges i a de necessidade de um comp omisso, de na u eza
psicoa ec i a, pa a o bem es a com os alunos. Pe inen e es a dimensão - a da
cons ução dos a ec os- que ge a dinâmicas de p o undo signi icado no p ocesso de
ensino e ap endizagem.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
288
A alia, o ac o de se da a conhece o modo como as aulas uncionam, ou seja
com que os alunos podem con a :
Eu p eocupo-me mui o com o g upo, no início e depois, à medica que os alunos
ão andando, gos o que pe cebam mui o bem as an agens e as des an agens
do Ensino Secundá io Reco en e, em elação ao Ensino adicional, que é o que
eles conhecem.
E (pausa) a des an agem que que o apon a (...) é que não ão e o p o esso a
ala du an e os minu os odos da aula e que às ezes não ão e ajuda
sis emá ica, po que um g upo ou um aluno que ai e exame, ai p ecisa de
ajuda. Ago a, ambém podem que, mui as ezes, mui as, mui as, ão e o
p o esso só i ado pa a eles a i a pequenas dú idas (...) a co igi abalhos,
e c. Isso em de ica mui o bem pe cebido, pa a que, quando não es ou com
eles, não se sin am abandonados (...) Po an o, insis o: os alunos êm de
pe cebe mui o bem o uncionamen o de uma aula. Conco da com a alocação
do empo, isso é mui o impo an e. (EP3/CP)
Valo iza a pedagogia do adul o em g upos de abalho. Sublinha a impo ância
que e es e o ac o do aluno e conhecimen o da o ganização da aula, da o a i idade
do p o esso , que se desloca de g upo pa a g upo, consoan e as unidades.
P eocupação de na u eza me odológica e psicológica: alude a impo ância dos alunos
conhece em e comp eende em a o ganização do espaço e empo a é pa a “não se
sen i em abandonados”, na ci cuns ância explíci a. Suge e p eocupação pela
mo i ação cons an e dos adul os educandos. Deno a uma dinâmica na o ganização
das aulas - a o a i idade do p o esso nos g upos e as in e acções que ci a que
p edispõe pa a uma ap endizagem num bom clima. (A ends, 1995), o equilíb io
desejado de aco do com Houssaye (1982) e o pa adigma dialógico (Flecha,2006
F ei e, 2001, apon ados no Capí ulo II.
Valo iza o signi icado a ec i o na ap endizagem e ap esen a si uações de
in e esse sob e a dinâmica que imp ime na aula:
(...) Eu enho mon es de coisas combinadas en e eles, do géne o: “ Olhem,
ocês não se impo am que a p o esso a nos enha ago a ajuda ? Lá discu em
como é que ha ia de se ..(pausa). E eu, en ão p on o, espondia: ocês não se
impo am?” “Não, não S D .ª, não se p eocupe, nós amos es udando”
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
289
Esse ge i de empo, quando consigo isso, é o melho . È o melho clima que eu
posso e é quando eles me mandam de um lado pa a o ou o ( isos) e eu
chega a pe gun a se p ecisam de mim ( isos) e dize em-me se sim, ou se não,
assim ...(pausa) na b incadei a ( isos). É o melho clima que eu posso e .
(EP3/CP)
Repa e-se no in o malismo e ao mesmo empo no igo , na disciplina que se
pode in e p e a da si uação seguin e: Olhem, ocês não se impo am que a
p o esso a nos enha ago a ajuda ? Lá discu em como é que ha ia de se ..(pausa) . E
eu, en ão p on o, espondia: ocês não se impo am?” “Não, não S D .ª, não se
p eocupe, nós amos es udando. De ac o, a lexibilidade cons uída pe mi e que os
alunos negoceiem en e si pa a onde ai a p o esso a, que po seu u no, aquela
cons uiu aquele clima e não deixa de e em a enção o odo e as pa es da u ma. Em
consequência des a es a égia, a p o esso a so indo abe amen e, con essa: Esse
ge i de empo, quando consigo isso, é o melho . É o melho clima que eu posso e é,
quando eles me mandam de um lado pa a o ou o ( isos) e eu chega a pe gun a se
p ecisam de mim ( isos) e dize em-me se sim, ou se não, assim...(pausa) na
b incadei a( isos). É o melho clima que eu posso e . Ap eciámos a ci ação como
sendo um con ibu o impo an e na cla i icação ace ca de um clima de aula de adul os
a o á el à ap endizagem comp aze , com uição do p o esso e alunos. Sublinhamos
como pe inen e es a ci ação onde explici a a es a égia o ganiza i a e onde aduz
p eocupações me odológicas e on ológicas, p opo ciona a a és do mé odo dialógico
e no as o mas de se e de es a dos alunos ace à ap endizagem e ao
elacionamen o. Suben ende-se ambém uma o ganização da sala de aula p opicia ás
in e acções quando se desloca de um g upo pa a ou o. E oca-nos ambém A anzini
(1991) e Al e (2000) quando ad ogam que o essencial no p o esso é a sua p á ica
elacional, a qual p opícia a assimilação doe conhecimen os na e pela elação
conseguida en e p o esso es e alunos .
Acho impo an e que haja esse di idi do empo de ajuda do p o esso . Que
dize que, en ende am que es ão a i a pa ido do empo em que eu es ou e do
empo em que eu não es ou, não é? E que sabem que se êm de ajuda uns
aos ou os pa a se acla a as p óp ias ideias, udo isso. Quando isso acon ece
...(pausa) a u ma es á ganha, es á o ano ganho, po que depois dá mui o mais
p aze da aquelas aulas e e aquele clima. (EP3/CP)
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
290
A na a i a suge e o concei o de ap endizagem a ec i a e suas consequências
no desen ol imen o de alo es e a i udes e, ainda na descobe a de po encialidades e
da esponsabilidade na ap endizagem ao longo da ida. Também, se á de egis a , a
educação pa a os alo es, a solida iedade na con i ência de que a exp essão em de
se ajuda uns aos ou os que sublinha. Es e sen i e se p o esso a suge e o
pa adigma dialógico (Flecha, 2001, 2006). Des acamos o alo que a p o esso a
a ibui ao empo como condição de ap endizagem. (Ha g ea es, 1994)
Suge e o concei o de ap endizagem a ec i a e suas consequências no
desen ol imen o de alo es e a i udes e, ainda na descobe a de po encialidades e da
esponsabilidade na ap endizagem ao longo da ida .
Ao con á io o p o esso seguin e ap esen a ou a pe spec i a:
O a bem, um bom clima na sala de aula é aquele em que os alunos es ão
mo i ados, gos am que se lhes esponda às ques ões que põem, que pe cebam
essa espos a. E o p o esso sabe quando o aluno pe cebe. Os alunos icam
sa is ei os po que já es ão escla ecidos e o p o esso ica sa is ei o po que, de
ac o, pa ilhou os seus conhecimen os com os alunos. Po an o ala-se a
mesma linguagem. (EP4)
A alo ização é baseada apenas no âmbi o do domínio cogni i o. T a a-se de
uma pe spec i a adicionalis a, e oca i a do pa adigma neo libe al, onde a
capi alização do sabe cons i ui o único e e en e álido na ap endizagem do adul o, ao
con á io da posição sus en ada pela EP3, que cul i a uma pe spec i a dialógica,
ocando á ios domínios.
Ace ca do que pensam, sen em, sob e a sua expe iência pedagógica, de ec amos as
seguin es posições
O p o esso ao a alia a sua expe iência deno a insa is ação.
Os egis os que enho são de uma expe iência di e si icada. Como disse, acho
que o papel do p o esso é mais passi o, limi a-se a da o ien ações pa a
exame e aze exames. Também, po ezes os alunos al am mui o. È um
bocadinho de audan e, em algumas casos. (EP1)
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
291
Do ela o pode- se deduzi que a passi idade aludida se de e às di iculdades
que os alunos êm em i às aulas , de aco do com os ela os an e io es; po ou o
lado os alunos não gos am se ensinados segundo o mesmo p o essa o impede
cons ui uma sen imen o de melho sa is ação e p aze nas aulas do E.S.R. A i ma se
de audan e o que nos suge e po um lado e segundo an e io es ela os sen i mais
ape ência com o ensino de dia e po ou o po que se limi a a da o ien ações e ichas
pa a aze em exames. Tal suge e-nos que po ezes pe manece in ocá el o egis o do
pa adigma em que se oi o mado, onde se ealizou es ágio pedagógico quando não
encon a ou o modelo pa a e aze o inas an e io men e es u u adas.
A p o esso a na a um sen imen o de sa is ação:
P imei o, sin o-me p i ilegiada po que enho alunos excelen es, mesmo. Nunca
depa ei com casos p oblemá icos, com alunos mal educados, com má o mação,
nunca i e nada disso e o am semp e mui o boas u mas e, po isso eu digo
semp e que sou uma p i ilegiada e ganho semp e um con ac o com os alunos,
eno me e quando acaba o ano, po que sei que enho que me i embo a, cus a-
me imenso. E eu quase ju a a que es e ano me ia acon ece o mesmo, po que
eu não me ia en ol e e al. Isso ainda não acon eceu po que ainda não
acaba am as aulas ( isos) e eu ainda es ou pa a e como é que ai se quando
acaba em as aulas ( isos) po que é semp e uma pe da. (EP2)
A p o esso a em inicio de ca ei a e ela um p o undo sen imen o de bem es a
que lhe é p opo cionado pelos alunos sin o-me p i ilegiada po que enho alunos
excelen es, mesmo. Também, ao con á io de EP4 Nunca depa ei com casos
p oblemá icos, com alunos mal educados, com má o mação, nunca i e nada disso.
Ao con á io do sen imen o de de audado de EP1, exp essa eu digo semp e que sou
uma p i ilegiada e ganho semp e um con ac o com os alunos eno me. As p imei as
expe iências na ida de um p o esso aduzem bas an e signi icado ao longo da
ca ei a.( Suge e a alo ização do uni e so dos a ec os e a sua numa ealidade como
a do E.S.R. o que suge e uma imagem posi i a do seu p óp io abalho o qual esul ou
de e lexões c í icas sob e a o ganização dos ma e iais que p oduziu, a
in encionalidade com que inha de modo assíduo da aulas. A sua exp essão semp e
isonha suge ia que , de ac o encido o cons angimen o inicial es a a mui o sa is ei a.
Des a expe iência e i ou conhecimen os sob e a p á ica que se i á e lec i no u u o .
(Ma celo, 1992; Mon e o, 2005; Zeicnhe , 1993).
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
292
Admi e que o ac o de e alunos excelen es con ibui pa a a sua ealização como
p o esso a:
Mas eu acho que eles é que azem, é que con ibuem pa a que nos sin amos
bem e que ambém pe cebamos que o nosso abalho em algum endimen o e
em algum ap o ei amen o, se não ambém não in e essa a e po isso sin o-me
semp e p i ilegiada po que enho a sensação que es ou a aze alguma coisa
que é ú il e quando azemos alguma coisa ú il acho que nos o na semp e mais
ealizados. (EP2)
À semelhança de EP3/CP mani es a a ideia da cons ução de sine gias é que
con ibuem pa a que nos sin amos bem e que ambém pe cebamos que o nosso
abalho em algum endimen o e em algum ap o ei amen o, se não ambém não
in e essa a. Tal conco da com a posição nos suge e a necessidade de equilíb ios .
(Houssaey, 1982 , Al e , 2000),.
A p opósi o, é no á el a ep esen ação posi i a que anspa ece no seu
discu so pelo conhecimen o cons uído a a és des a p imei a expe iência no E.S.R.
De seguida escu ámos:
Globalmen e, ico sa is ei o quando e i ico bons esul ados. Mas, mui as e i ico
a é na exp essão dos alunos. Vejo na ca a dos alunos e, po an o, en im(...)
(EP4)
Des e modo o p o esso jus i ica a sua sa is ação em unção dos esul ados
ob idos, mas de o dem cogni i a, mas sen e sa is ação pessoal ê na ca a deles.
A a aliação é em unção dos exames ás unidades das unidades diz-nos o
in o man e:
No ensino eco en e nós emos seis unidades e são odas di e en es. Depende
das unidades que emos. A quin a unidade é sob e o Di ei o no T abalho e a
sex a é sob e Segu ança, Higiene e P o ecção no T abalho. Nós emos que
plani ica em unção das unidades que emos. Eu es e ano enho a 5ª e a 6ª. A
a aliação é a a aliação esc i a há quem aça a a aliação di e en e, sob e a
o ma de abalho. Mas no malmen e aço sob e a o ma de exame. (EP1)
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Como se pode in e i da ci ação, não é e e ido qualque apon amen o ace ca
de ou os elemen os que possam p oduzi e lexos na a aliação, como a pa icipação,
o desen ol imen o de um ema ou ou o con ibu o qualque . In e e-se que o p o esso
não es á in o mado ace ca do con eúdo do Despacho No ma i o nº36/99 sob e a
a aliação.
A edução da a aliação à quan i icação pode se alaciosa ela i amen e aos
sabe es e expec a i as dos alunos. Daí que a conjugação en e elemen os quali a i os
e quan i a i os sejam de ealça no âmbi o do E.S.R. Suge e-nos, pois, a posição
ad ogada po López-Ba ajas (2006), no Capí ulo II.
Ges ão do cu ículo
No quad o da ca ego ia solici ámos pa a nos comen a em como o ganizam a
sua expe iência. Escu ámos a seguin e na a i a:
Como eu o ganizo? Olha eu p imei o ejo o ema da unidade, os objec i os, os
con eúdos. Dou semp e uma “ is a de olhos” pelo nosso Guia pa a e mais ou
menos o que lá cons a, po que à pa ida é po lá que os alunos es udam e,
depois en o semp e aze uma ecolha de ma e iais, de ex os, de ideias
di e en es. Depois, pe co semp e imenso empo, po que esc e o, esc e o,
esc e o, ou busca udo e depois aço uma selecção e aço semp e esumo ou
um apanhado daquilo que conside o que é mais impo an e e, ge almen e, é
esse apanhado que eu cos umo da aos alunos, po que os Guias não cos umam
es a mui o bem o ganizados nem êm os con eúdos su icien es e eu cos umo
aze assim, cos umo da semp e o que eu aço em o ocópias do que eu aço
aos alunos, pa a eles pode em es uda e abalha na aula, não é? Fichas,
ac i idades... (EP2)
O exce o pe mi e-nos sublinha que, depois de a alia os Guias de
Ap endizagem a p óp ia p oduz ma e iais, aludindo que os Guias não es ão mui o bem
o ganizados, o necendo po isso, aos alunos uma colec ânea de ex os po si
o ganizados. O ganiza, ainda, ichas de ac i idades que julga p opo ciona as alunos
uma exe ci ação sob e os con eúdos p og amá icos. Re lec indo sob e o expos o,
e i amos o empenho da p o esso a após a a i ude c í ica desen ol ida sob e o
ma e ial o icial e egis ámos um e o ço sob e a ap eciação sob e os Guias de
Ap endizagem.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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A a aliação que az sob e a i egula idade na equência dos alunos, pa ece
se o undamen o da espos a do p o esso .
Depende. Eu não enho modelo. E digo, po que me êm apa ecido si uações em
que num dia enho alunos numas unidades e, depois, no dia seguin e, os alunos
que de iam es a não es ão e os que não de iam es a , es ão e po isso é que,
mui as ezes, a aula é de imp o iso. (EP4)
Do ela o do p o esso se pode in e i que, dada a lu uação ela i amen e à
equência dos alunos e sendo que se a a de um sis ema po unidades
capi alizá eis, não em a possibilidade de plani ica . Tal conco da com a posição dos
á ios in o man es, a endo à dis inção com o ensino egula . O sen ido do imp o iso
de e-se, a a alia pelo ela o, a essa ci cuns ância. Con udo, ampliando a nossa
e lexão a ins abilidade na equência dos alunos, indicia lacunas no uncionamen o do
E.S.R. Ou os ac o es pode ão jus i ica es a si uação: al a de mo i ação, empo,
abalho.
Ace ca da ques ão sob e que ma e iais didác ico pedagógicos u ilizam na
aulas, ecolhemos á ias opiniões. O p imei o p o esso abo dado analisa a ques ão e
escla ece:
G osso modo, o supo e é essencialmen e o Guia de Ap endizagem. (EP1)
En e an o, a p o esso a seguin e, ao con á io, a alia o Guia de Ap endizagem,
como o ien ação, na análise dos con eúdos p og amá icos.
Sob e os ma e iais que u ilizam pa a a plani icação, escu ámos o ela o que
o e ecemos:
Eu p imei o e como e disse, olho pa a os con eúdos e isso pa a mim se e de
plani icação, enho que segui aquilo que es á lá; e, depois, em cada con eúdo
ponho aquilo que conside o mais impo an e e, ge almen e, cos umo aze
semp e ichas de ac i idades ou p opos as de abalhos em g upo que esul e
ace ao ema, depende ambém, mui o do con eúdo, não é? (EP2)
De ealça o econhecimen o do ca ác e incula i o do Guia no que espei a
às o ien ações p og amá icas, à na u eza dos objec i os e con eúdos, enho que
segui aquilo que es á. Con udo após e lec i sob e o mesmo. Cons ói ma e ial em
cada con eúdo; ponho aquilo que conside o mais impo an e e, ge almen e, cos umo
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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aze semp e ichas de ac i idades ou p opos as de abalhos em g upo que esul e
ace ao ema. Re ela, pois, igo , esponsabilidade e espei o pela p o issionalidade e
sensibilidade pelas ca ac e ís icas de ap endizagem do adul o (Rice, 1997).
Con udo, analisa o sis ema de a aliação sob e o qual se p onuncia:
Eu acho que a a aliação é um bocado (pausa)... Eu não lhe chama ia injus o
mas, acaba semp e po não se ... não é? Enquan o no sis ema diu no nós
a aliamos a pa icipação, a assiduidade, se é pe inen e, se não é pe inen e, se
em um bom compo amen o, aqui não, se o aluno i a 13 é 13 e não pode se
14 e pode se um aluno pa icipa i o, pode se empenhado aze abalhos de
casa e aqui não exis e, não é? Temos que nos cen a só numa no a que ... sai
de duas olhas de papel e icamos po aí . (EP2)
A alia-o como injus o acaba po se (...) não é? Po que sendo edu o ao
conside a apenas o exame como elemen o de a aliação e en ão Temos que nos
cen a só numa no a que ... sai de duas olhas de papel e icamos po aí. Mais uma
ez se e i ica a necessidade de e isão do subsis ema. Ace ca do expos o, e ocamos
López- Ba ajas (2006) o qual sus en a a in eg ação de elemen os quali a i os na
a aliação.
Como ma e iais, além dos já expos os, u iliza ace a os:
Po ezes u ilizo ace a os, se o o caso e se es i e adequado com o que es ou
a ala , mui as ichas com espaços pa a p eenche em em abalho de g upos de
2 ou 3, pa a chega em á uma conclusão e depois eles p óp ios expõem à u ma
e p on o, mais ou menos é is o. (EP2)
O p o esso que escu ámos apenas u iliza os Guias de Ap endizagem.
Sob e os ma e iais u ilizo os Guias de Ap endizagem e mais nada. Sob e a
plani icação a pa i do Guia, concen o-me nos emas de cada unidade,
con eúdos e objec i os, oco imp essões com os colegas de g upo e al
...(pausa) mas, como e disse, não há planos ígidos, po que não pode ha e .
Segue-se a unidade em que es á o aluno. (EP4)
O ela o suge e es a em oposição com o de EP3/CP que passou anos a
p oduzi e a cede ma e iais e ao de EP2, acima expos o.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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de escalão no abalho e que de ac o, não p ecisam de g ande p o undidade na
sua o mação e podem aze o Inglês com uma no i a de 10 ou 11, ou 12, de
média. Bem, mas há um pon o inal de cu so. Lá isso, se assim que eles
que em, mui o bem, p on o. (EP3/CP)
A p o esso a de ende a mesma dignidade em ambos os sis emas: Acho eu que
um 12º Ano da noi e de e equi ale de ac o ao 12º Ano de dia. Tem que se . Po que
senão, emos um 12º de p imei a e ou o de segunda, que é o da noi e. T a a-se de
dilemas en e, a equidade desejada, a a i ude pa e nalis a que epousa no a gumen o
do géne o, só p ecisa pa a o emp ego e a al a de o mação ou complemen o pa a
acionaliza a acção do p o esso .
A p o esso a p ossegue, a gumen ando:
E po an o é assim que eu aço. E depois ambém há um ou o “can inho” de
a aliação é que eu es ou a a alia adul os e ou a a aliá-los na Língua. E,
po an o, há de ac o, há ce as capacidades, á, como seja de o alidade, de
ala de Inglês, que eu sei que po mui o que me es o ce não conseguem
chega aos ní eis que po exemplo um jo em ai consegui e podem não i a
consegui ou não ai e uma boa p onúncia, mas eu não ou es a ali a c ia um
obs áculo po que eu sei que aquilo é... humanamen e impossí el, não é, pa a
aquela pessoa, gen e sabe po causa da idade. O sis ema onado já não
esponde da mesma manei a e po an o há ce as limi ações.
Lá es á, há aí um aspec o de a aliação de Inglês, is o não é pa a gene aliza
nem o podemos aze . É só pa a da um exemplo de como emos que ponde a
es as si uações que su gem com adul os.
Acho que e a impo an e discu i is o. Eu nunca discu o is o com
ninguém. Mas eu acho impo an es.(pausa).. Eu ou conside ando odas
as si uações. (EP3/CP)
A alia limi ações em alguns casos. Uns de ido à a ançada idade, ou os po
incapacidade de cap a uma Língua que como e e e podem não i a consegui ou
não ai e uma boa p onúncia, mas eu não ou es a ali a c ia um obs áculo po que
eu sei que aquilo é... humanamen e impossí el, não é, pa a aquela pessoa, gen e
sabe po causa da idade. O sis ema onado já não esponde da mesma manei a e
po an o há ce as limi ações. Tal e idencia e em con a a iá eis biológicas que
in e e em na ap endizagem (Houssaye, 1982).
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
303
Eu nunca discu o is o com ninguém. Mas eu acho impo an e (pausa). Tal
aduz al a de diálogo com ou os colegas do E.S.R..
A ques ão colocada p oduz algumas pe plexidade no p o esso :
Em e mos de quê? A a aliação é ei a a a és dos exames, não há ou a
hipó ese.
No caso da Á ea In e disciplina os alunos do SC3 são a aliados pelo exame e
p on o. Se osse uma p o a esc i a e uma p o a o al, como nas línguas, po
exemplo, mas não é só esc i a. Segue-se as eg as do jogo, desde que sejam
conhecidas po ambas as pa es. Não ejo nenhuma o ma melho , mais
co ec a. (EP4)
Com e ei o, a ques ão su p eende-o, pois, enca a a ques ão, apenas do pon o
de is a bu oc á ico, em conexão com an e io es in e enções. Também não em em
con a as disposições do no ma i o que ocámos an e io men e sob e a a aliação,
conside ando dados em e mos de a aliação con ínua.
Necessidades sob e a o mação especí ica
No âmbi o da ca ego ia enunciada p ocu ámos sabe o que pensam os
p o esso es sob e a o mação que possuem pa a lecciona no E.S.R.
Sabe que nós, no Ensino Reco en e (pausa)... Eu i e a minha expe iência
(pausa)... A minha expe iência pedagógica ma cou-me semp e.
Eu lemb o-me que quando me começa am a pedi pa a aze abalhos eu ugia
como o Diabo da C uz.
A minha o mação oi com base no “magis e dixi ” e p on o! (EP1)
Sob e o assun o, o p o esso a alia-se em unção do modelo adicional.
Con udo, essa o mação não deixou de p oduzi e lexos na sua p á ica
docen e, como suge e:
Po an o, a expe iência pedagógica que nós emos e lec e-se mui o nos
alunos. E nós, ambém, não a o ecemos o mas de ap endizagem
indi e enciadas. Isso, pa a nós ambém é bom, es á ei o, eles assimila am,
o es o não se discu e... é mais simples, é assim. De que manei a, mesmo
que nós en ássemos essa pa icipação deles ....(pausa) não é mui o ácil,
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
304
não é mui o ácil. Eu, ambém, econheço que pa a nós... é mais ácil, é
mui o mais simples, não nos abo ecemos nada. (EP1)
O ela o do p o esso indicia ambém di iculdade na mudança. Con udo,
exp essa que o sis ema é an ajoso: Eu, ambém, econheço que pa a nós... é mais
ácil, é mui o mais simples, não nos abo ecemos nada. Is o encon a-se em
coe ência com ou os ela os do mesmo p o esso an e io men e e e idos e em
incong uência com os ela os de EP3/CP e EP2.
Toda ia, a i ma se opo uno ha e uma o mação especí ica adequada:
Ago a, al ez não osse mau e a os p óp ios p o esso es do Ensino Secundá io
Reco en e e em um bocadinho de ... no a o mação. (EP1)
Es a a i ude aduz um dado bas an e signi ica i o. Com e ei o, o p o esso se
ú il a o mação ajus ada ao E.S.R. mas um bocadinho. Tal aduz uma des alo ização
da mesma.
EP2 já nos inha di o que não inha ido nenhuma o mação. Aliás, es á a
começa a sua ca ei a. Sob e o ema, e e e-se des e modo:
( isos) A minha p epa ação não e a nenhuma. Eu quando im, i an o ma e ial,
an a bu oc acia, eu iquei ão assus ada, que pensei “Eu não ou da con a
dis o”, po que comecei a pe cebe que ia e mui as unidades den o da sala,
que inha que e as unidades semp e p epa adas. Eu nunca dei Psicologia, e a
de assus a ! Pensei “is o não ai co e lá mui o bem”! E, depois, são no as que
êm de se lançadas em á ios sí ios di e en es e e mos e emos que e semp e
udo di ei o e a empo e ho as, se não ameaçam de puxa -nos um bocadinho as
o elhas e es a a um bocadinho assus ada. Depois comecei a o ien a -me e i e
de adap a -me apidamen e e, ago a, es á udo na linha, acho que es á udo
encaminhado. É udo uma ques ão de p á ica. (EP2)
Regis ámos que não e e p epa ação especí ica nenhuma. Ap esen a-nos um
cená io de eceios desen ol idos num p imei o momen o, de al modo, que c iou a
pe cepção de que não i ia consegui .
Sublinhámos os cons angimen os ela i amen e à unção bu oc á ica, na
exp essão emos que e semp e udo di ei o e a empo e ho as, se não ameaçam de
puxa -nos um bocadinho as o elhas, o que es á em coe ência com a N.d.C. 7, 8 e 9
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
305
ela i amen e ao assun o. Con udo, a p o esso a em início de ca ei a sublinha que
supe ou as di iculdades sen idas.
Escu ando a p o esso a seguin e, con i mou-nos que não inha ido p epa ação
alguma pa a es e ipo de ensino.
Eu enho a noção de que (pausa) uma o mação especí ica não enho.
De ac o eu acho que (pausa) pela expe iência, pelo deco e dos empos de
como as coisas o am ei as é uma coisa mui o pessoal e que não de ia se . Eu
sin o que se ia uma melho p o issional se i esse uma o mação mais cuidada.
Acho que mui as ezes compenso essa al a de o mação pedagógica e
didác ica com o gos o que enho em ensina . Eu acho que quando uma pessoa
az uma coisa po gos o, em p incípio sai bem melho do que se o ei o sem
gos o, não é? (EP3/CP)
Pelo ela o in e imos que oi a a és da expe iência que oi in e io izando o
modo de desen ol e as p á icas pedagógicas. A i ma a p opósi o: compenso essa
al a de o mação pedagógica e didác ica com o gos o que enho em ensina . Eu acho
que quando uma pessoa az uma coisa po gos o, em p incípio sai bem melho do que
se o ei o sem gos o, não é?
Con udo, con essa que a al a de o mação ajus ada pa a o E.S.R. lhe az
mui a al a.
Mas essa al a de o mação eu sin o-a imenso. É di ícil. As pessoas êm a sua
ida mui o ocupada e...(pausa)...”Ai ago a ou es uda is o ou aquilo...e depois
não consigo”. Cla o que se as pessoas i essem as coisas p og amadas. Se em
encon os, a pessoa sen e-se ob igada a i , como acon ece com ou os
p o issionais, p on o, que azem, que es udam, em que se , enho que dize que
é assim. Às ezes, lá êem umas “coisi as” mas... (pausa). Os anos ão
passando e não há con ac os, não há essas necessidades de p azos e não sei
quê. Po an o, eu o mação enho mui o pouca. (EP3/CP)
O exce o az e oca a ideia de que, se os p o esso es i essem,
ob iga o iamen e, que se jun a pa a se deb uça em sob e es a ma é ia, se ia
p o ei oso, mas es a men alidade ou o ina, ainda não oi c iada e en ão su gem, com
equência eacções como a que e e e : “...Ai ago a ou es uda is o ou aquilo...e
depois não consigo”. Cla o que se as pessoas i essem as coisas p og amada, se
em encon os, a pessoa sen e-se ob igada a i , como acon ece com ou os
p o issionais, p on o, que azem, que es udam, em que se , enho que dize que é
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
306
assim. Lamen a, ão-se passando os anos e não há con ac os. Tal si uação aduz
insa is ação.
En e an o, ou imos ou o p o esso que se p onuncia do seguin e modo:
A p epa ação ui eu azendo ao longo do empo, a a és da p á ica, pelas
expe iências, p ocu a de soluções pa a ul apassa con li os, soluções múl iplas
pa a p oblemas múl iplos. (EP4)
Pode-se in e i ausência de o mação e que á semelhança de EP3/CP não e e
o mação especí ica e que oi a a és da expe iência que oi in e io izando es e ipo de
ensino.
Con inuámos a escu a a na a i a do p o esso que se p onuncia sob e a
o mação.
Ago a já não p eciso de mais o mação.
E enho imp essão que em e mos eó icos qualque ipo de o mação é só pa a
pe de empo, pois não é possí el, nenhuma, que dize , possí el é semp e
possí el, simplesmen e mas só ... eco endo casos p á icos passados, pa a
se i de exemplo pa a ajuda . O que in e essa é en en a os p oblemas que
possam exis i , não pô uma si uação de “eu que o posso e mando”, se ,
po an o, lexí el, en e as pa es. (EP4)
A a alia pelo con eúdo, o p o esso dispensa qualque ipo de o mação.
Des alo iza es a a i mando que cons i ui uma pu a pe da de empo. In e essa sabe
soluciona si uações p oblemá icas que su jam.
Em ace da ques ão ace ca das ca ac e ís icas que os in o man es acham que
de e e um p o esso de pessoas adul as, egis ámos os seguin es ela os.
O p o esso do aluno adul o de e ia se um p o esso mais, (pausa) eu penso
que, (pausa) se conseguisse ab ange di e sos sabe es e ao mesmo empo que
conseguisse ca i á-los, a essência es á semp e, em qualque aluno es á em
consegui ca i á-los em que ele sin a que aquele espaço é um espaço de p aze ,
não é um espaço de ob igação. E, en ão, pa a o aluno adul o, mui o mais,
po que ele já em ex ao dina iamen e a igado. É uma das coisas que eles
que em que nós açamos é dize “Vocês es udem is o, ejam mui o bem aquilo,
que eu depois ago- os uns quad os, aço umas sis ema izações e ou da -lhes,
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
307
digamos que a “in eligibilidade” do que ocês le am e não pe cebe am. O
abalho do p o esso do ensino eco en e é di e en e, não é um abalho
adicional, é um abalho mais de complemen a idade a um abalho que o aluno
em de aze p e iamen e, po que se o não ize anda mui o mais à de i a. (EP1)
Es e p o esso apon a as ca ac e ís icas que um p o esso de alunos adul os
de e ia e , salien ando a mo i ação endo em con a a sua si uação de abalhado -
es udan e e que, po an o, em cansado. Con udo, a i ma de no o que a unção do
p o esso é de complemen a idade, pois o aluno de e p e iamen e le e i a dú idas.
Se o não ize , anda mui o mais à de i a, ou seja, não em o ien ação. Tal es á em
coe ência com ela os an e io es do mesmo in o man e sob e o p o esso do E.S.R. e
em incoe ência com N.d.C. 6.
Con inuámos a escu a o ela o do p o esso que se desen ol e nes e sen ido:
(...) o aluno, con a iamen e ao que as pessoas pensam, não seleccionam os
p o esso es (mui as ezes podem azê-lo) po as aulas deles se em mais áceis
ou mais di íceis, mui as ezes a é mas po que acha que ai ap ende mais
qualque coisa. Eu já me ape cebi disso. Às ezes em-se 3 ou 4 alunos que
odos a da a 5.ª ou 6.ª unidade e, en ão há alunos que en am en a ...e e iam
de i pa a o p o esso A, ou pa a o p o esso B ou C e nós ... é eng açado
ou imos “Não que o i pa a o p o esso A, em pa a o nem pa a o C, po is o ou
aquilo!.. (EP1)
P onuncia-se sob e os c i é ios que o aluno cons ói na escolha do p o esso ,
ap esen ando as azões que passamos a ap esen a .
P imei o, se o uma pessoa mui o limi a i a em e mos de empo, abdicam logo
dele. Se a a de um p o esso que diga: “Eu só aço 3 exames po ano”, os
alunos só lhes al a aze em um baixo assinado pa a o manda em embo a.
(Risos).
Também, se o uma pessoa mui o passi a eles ambém ogem dele, ou se o
mui o ac i a e c í ica ambém ogem dele. Tem de anda ali no meio e mo...diz-
me a minha expe iência. Mas, no a-se que eles não ogem das di iculdades,
eng açado. Alguns, cla o que que em é aze udo, nem que seja a copia . Mas,
os ou os odos, a maio ia, es ão mesmo ali pa a e se ap endem qualque
coisa, que lhes possa se ú il. Semp e numa pe spec i a de ida p o issional.
(EP1)
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
308
Da ci ação se in e e que o p o esso adequado do E.S.R., em de anda ali no
meio e mo. Diz-me a minha expe iência. Admi imos que se conside a que o p o esso
adequado, no óp ica dos alunos, de e e uma p á ica lexí el, de complemen a idade.
Tal suge e con adição ela i amen e ao discu so na ado ace ca do pe il do p o esso
do E.S.R..
En e an o escu ámos ou a in o man e ace ca do mesmo assun o.
Acho que acima de udo de e se um p o esso que ansmi a alguma simpa ia.
Eles, se calha , cheios de pessoas ias, já de em es a o dia in ei o.
Pa a e on ade de i pa a aqui é p eciso e alguma coisa em oca, não é? Se
soube em que o p o esso ambém não de impo a ou não se in e essa po eles,
ambém, se calha o incen i o não é mui o e acabam po desis i . Pa a além disso
acho que de em se pessoas in e essadas que saibam ala e saibam es a e isso
az com que ambém es ejamos mais amigos, mais comunica i os, que es ejamos
melho den o de uma sala de aula. (EP2)
Re i a-se que alo iza a dimensão a ec i a, o elacionamen o, a gumen ando:
Eles, se calha , cheios de pessoas ias, já de em es a o dia in ei o, e necessi am de
sen i -se mo i ados pa a i pa a as aulas. Tal suge e o T iângulo Pedagógico
(Houssaye, 1982 e Nó oa, 1999).
En e an o, uma ou a in o man e p onuncia-se do seguin e modo:
( isos) Pois... Eu ou dize um pe il pa ecido com o meu... ( isos). Po que é
e iden e que en ei ...(pausa). Eu en endo que o p o esso de e se um g ande
ac o , acho que sim. Is o é uma coisa um bocado “es a ada” de dize mas é uma
e dade. Eu na aula, mui as ezes es ou a aze um papel. Não sou assim no dia a
dia e, às ezes não me ape ece es a ali, a aze aquilo, naquela al u a. Mas, em
elação aos adul os em de ha e um espei o mui o g ande (cla o que ambém
pa a os adolescen es), mas a suscep ibilidade do adul o que es á a se ensinado
po ou o adul o é, e iden emen e, maio po que emos mais ou menos a mesma
idade ou, há alunos que a é são mais elhos. (EP3/CP)
Ad oga que o p o esso de e e um espei o mui o g ande pelos alunos, a é
pelas suas p óp ias ca ac e ís icas. Com humo , admi e e o pe il adequado pa a o
E.S.R.
Con inuámos a escu a o ela o que o e ecemos.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
309
E é na elação en e o p o esso e aluno que esul a aquilo que alas e há
pouco ..a alo ização dos conhecimen os e al. Nes e caso o dos adul os, eu
acho que é impo an íssimo, impo an íssimo e pa a ha e essa oca, esse
in e câmbio, emos de es a ao mesmo ní el, não é?
Eu sei mais Inglês, mas eles sabem ou as coisas, e eu não es ou a exe ce
(pausa) não há nenhuma p eponde ância, es ou a pa ilha es ou...es ou a
comunica coisas que es udei e que ou ap endendo ao longo dos anos.
(EP3/CP)
Valo iza a elação en e o p o esso e o aluno, como condição pa a a
ap endizagem. Salien a que os alunos adul os e os p o esso es de em assumi uma
posição de igualdade, pois an o uns como ou os são po ado es de sabe es e
expe iências di e en e. E jus i ica o seu pa ece :
Às ezes digo-lhes: “Vocês nem azem ideia das di iculdades que eu i e em
ap ende is o”; ou en ão “Olhem! Hou e uma al u a em que eu sabia mui o
menos inglês do que aquele que ocês sabem ago a!” ( isos), sei lá, es e ipo de
coisas. (EP3/CP)
Suge e o T iângulo Pedagógico de Houssaye (1982), (Capí ulo II) quando
alude a impo ância das a iá eis socio-a ec i as e cogni i as na ap endizagem do
adul o. Também lemb a a posição de B undage e MacKe ache (1980) ela i amen e à
au o-pe cepção que o aluno ealiza.
Con inua a sua na a i a do seguin e que ap esen amos:
Mas, po ou o lado de e ha e uma g ande ce eza nas coisas que se dizem e
que se azem. Com ce os alunos, ...po exemplo is o:
“Olhe, eu ou aze assim e assim , con ie em mim, po que eu enho a ce eza
de que is o assim ai da ce o. Não peça ago a exame. Con ie em mim. Você
não conseguiu aze es a unidade po que não es a a de idamen e p epa ado,
mas con ie em mim, pela minha expe iência is o assim ai da esul ado”,
pe cebes? Te es a a i ude ace ao aluno é mui o impo an e. Ha e essa
ce eza e sabe ansmi i-la, é mui o impo an e e eles es ão à espe a disso, de
uma pessoa con ian e. (EP3/CP)
Suge e ansmi i con iança aos alunos. Acompanha-os, o ien a, como e e iu
an e io men e. Salien a a impo ância que e es e essa a i ude. Con essa ainda:
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
310
Olha eu i e que in en a es a con iança pa a lhes da , andei mui o p eocupada
com isso.
Mais ale assim do que dize “Não damos is o ago a po que is o ai apa ece
numa unidade mais à en e, ou hesi ações sob e o sis ema, e c. Ou seja, eles
êm que sen i que o p o esso conhece o sis ema e sabe ensina , ou domina
aquilo que es á a aze , é um p o issional a sé io. Is o é mui o mais impo an e
com adul os do que com c ianças ou adolescen es, po que sabem mui o bem
dis ingui um bom p o issional de um mau p o issional.
Pa a eles e em uma p o esso a mais no a, de ac o, em de se impo pelas
suas p óp ias capacidades, ai co e mal de ce eza absolu a, não é, po que é
mais no a, é aquele “pincelzi o” que es á ali e que a é ai a alia ou o aluno
ade e e acei a bem essa si uação, ou en ão desis em ou mudam de p o esso .
(EP3/CP)
Salien amos a necessidade de cons ui a con iança que alude. Ad oga a
an agem daquela capacidade no caso dos p o esso es mui o no os que podem, po
essa azão, inspi a dú idas sob e compe ência e au ocon iança: não é, po que é
mais no a, é aquele “pincelzi o” que es á ali e que a é ai a alia ou o aluno ade e e
acei a bem essa si uação, ou en ão desis em ou mudam de p o esso . As ci ações
ap esen adas pela in o man e aduzem o conhecimen o que oi cons uindo ao longo
da expe iência sob e as pe cepções que oi endo ace ca das ca ac e ís icas dos
alunos e do sis ema e ainda, a sua sensibilidade na u al. Cons ução da
au ocon iança é suges i a de e desen ol ido du an e o seu pe cu so p o issional
expe iências de sucesso , de ecompensa, C oizie (2001) (Capí ulo III)
Valo iza a possibilidade do aluno escolhe o p o esso , que aduz do seguin e
modo:
Aliás e a uma coisa belíssima que ha ia nes e sis ema, que e a a possibilidade
do aluno pode muda de p o esso , pois cla o, e que ago a mais ou menos
ainda se con inua a aze , mas que oi um lu a mui o g ande, não é? po que nós
não nos podemos da com odos.
(...) Há alunos que p e e em e semp e o mesmo p o esso , de am-se bem e
que em semp e o mesmo p o esso .
En im somos odos mui o di e en es mas o aluno adul o de e e semp e escolha
o que lhe é mais ag adá el, como lhe ag adou. Ou e lá! Tu ais a um médico,
ag adou- e, ais lá ou a ez, não é? Como o Ensino Secundá io Reco en e de
Adul os é a mesma coisa. (EP3/CP)
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Sob e o assun o, u iliza a me á o a: Tu ais a um médico, ag adou- e, ais lá
ou a ez, não é? Como o Ensino Secundá io Reco en e de Adul os é a mesma
coisa. Tal supõe a exis ência de ca ac e ís icas dos p o esso es que ag adam aos
alunos. Is o pa ece elaciona -se com ac o es socio-a ec i os: Há alunos que
p e e em e semp e o mesmo p o esso , de am-se bem e que em semp e o mesmo
p o esso .
En e an o, um ou o in o man e exp essa a sua opinião:
O p o esso de e se já uma pessoa o mada, já em um conjun o as o de
expe iências, (...) es á aqui pa a ajuda os alunos, que es ão aqui com mui o
sac i ício e o p o esso de e espei a esse sac i ício.
Penso ambém que o p o esso de e ajuda os alunos a a ança .
(...) e essa ligação que o p o esso es abelece com os alunos é impo an e, não
pensando o p o esso que é o “poço da sabedo ia” e o aluno que ... em que
obedece . Tem que ha e um ce o en endimen o, não é acili a mas, pelos menos
é en a sa is aze as pa es de uma o ma ha moniosa. (EP4)
O p o esso expõe uma a i ude de ha monização ela i amen e ao seu papel com
os alunos. Con udo, ela i amen e às ca ac e ís icas que o p o esso es de pessoas
adul os, a i ma que: O p o esso de e se já uma pessoa o mada, já em um conjun o
as o de expe iências, o que conco da com os seus ela os an e io es.
Ques ionados sob e como pode iam se ajudados os p o esso es que
leccionam pela p imei a ez nes e ipo de ensino, os in o man es dão á ias opiniões.
Sim, sim, com o mação de ez em quando. A o mação pa a os p o esso es do
Ensino Reco en e de e ia, em p imei o luga , con empla um aspec o que é
ge al: a o gânica ge al, ou seja como unciona o Ensino Reco en e, como
unciona Em segundo luga , depois de se a a dessa o gânica, ge al pa a odos
os p o esso es, en ão den o das di e sas disciplinas e mos algumas ajudas,
a endendo à especi icidade de cada disciplina.
Penso, que nes e ou o aspec o, de e ia se um ou o ipo de o mação,
coo denada po alguém mais elacionado com as disciplinas, comp eende?
Tal ez em pequenos cu sos, ou em g upos de abalho, não sei bem. (EP1)
Es e in o man e conco da com o mação de ez em quando, o que nos le a a
deduzi que não é apologis a de uma modalidade de o mação in ensi a e sis emá ica.
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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conside ação e a pa i daí, é possí el de ini c i é ios sob e o diagnós ico, es a égias
de ges ão dos con eúdos, ma e iais, in eg ação expe iências dos alunos ( emos as
suas p o issões e i adas do diagnós ico, po exemplo) e desenha odo um pe cu so
de aco do com os i mos de ap endizagem dos alunos. Também, o abalho de g upo,
p es a-se à pe cepção in e pessoal, o que p oduz e ei os no conhecimen o e acei ação
das posições de cada elemen o do g upo, ou seja, supe am-se no g upo, com maio
ou meno di iculdade, os bloqueios do abalho indi idual.
De ealça , ainda, o in e esse que a p o esso a econhece na o mação sob e
écnicas di e en es e sob e mé odos. To na-se pe inen e o con eúdo da in e enção
dada a expe iência, que imos egis ando da p o esso a e, po al, e o ça o seu
discu so a gumen a i o, exp esso em om en á ico.
(...) não é ácil es a aqui à noi e, e se c ia em incen i os, melho . Ago a os
incen i os não êm que se p op iamen e aqueles que du am há 10, 20 ou 30
anos, há que melho a , que mode niza , há que ino a e não e medo das
ino ações po que acho 30 anos de expe iência já chegam pa a não e medo de
uma sala de aula. (EP2)
Recolhemos a posição seguin e que deno a que a o mação de p o esso es
pa a o E.S.R. p oduz incen i os e, c i icando, ac escen a: Ago a os incen i os não êm
que se p op iamen e aqueles que du am há 10, 20 ou 30 anos, ad e indo, po ém, há
que melho a , que mode niza , há que ino a e não e medo das ino ações po que
acho 30 anos de expe iência já chegam pa a não e medo de uma sala de aula. Os
exce os e i ados, do nosso pon o de is a, assumem bas an e signi icado, po
exp essa em duas linhas de pensamen o ulc ais: uma, ela i a ao ca ác e impe ioso
de ino a , mode niza , - c í ica ao conse ado ismo que obse ou; ou a, apon a pa a
o desa io que se ap esen a a quem em mais de 30 anos de expe iência, já de e e
ido empo de pe de medo, ou seja, o de assumi nesse p ocesso ino ado , sem
eceio. Num discu so igualmen e a gumen a i o, en a pe suadi em om en á ico pa a
a eme gência da ino ação. A es e p opósi o, sublinhamos que, no âmbi o dos
documen os disponibilizados pela escola e no decu so do ano lec i o de 2004/2005, os
di e sos g upos disciplina es não solici a am o mação nes a á ea aos ó gãos de
ges ão. No en an o, a coo denado a ge al do E.S.R., na qualidade de assesso a do
Conselho Execu i o da Escola de ende a necessidade de o mação (N.d.C. 5).
En e an o, consul ado o Cen o de Fo mação de P o esso es Didaskália, e i icámos
ambém ausência de p ocu a nes e domínio. Daqui se in e e a necessidade de
sensibiliza e mo i a nes e domínio.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Em seguida escu ámos a in e enção da p o esso a:
Pois, eu sou semp e apologis a dos pequenos g upos. Acho que com g upos
g andes só pa a in odução ao ema a a a . Acho que essa o mação em
pequenos g upo, (pausa) que em que aze pa e do ho á io do p o esso , não
amos pensa que ão assim...(pausa) po que os p o esso es são humanos.
(EP3/CP)
À semelhança do p o esso an e io , conco da igualmen e, com abalhos de
g upo. Con udo, eme ge do discu so um con ibu o impo an e: é a de que essa
o mação de e e ca ác e ob iga ó io, que em que aze pa e do ho á io do
p o esso . Jus i ica al posição, suge indo que não pode se de imp o iso, de e se
p og amada não amos pensa que ão assim...(pausa) po que os p o esso es são
humanos. A ci ação é suges i a de que o p o esso de e se espei ado nos seus
empos li es, po an o, há que es abelece e de ini c i é ios, plani ica e ap esen a ,
se possí el em c onog ama a o mação na modalidade que suge e.
Eu, ao longo dos anos enho ou ido ala que os alunos, pelos alunos e po aí.
Mui o bem. Mas a é pa ece que os p o esso es são ali umas máquinas ou uns
anjos não é? Que não êm mais ida nenhuma e que ão aze .... (EP3/CP)
A me á o a expos a p o esso es são ali umas máquinas ou uns anjos suge e uma
c í ica ao uncionamen o do E.S.R. p incipalmen e no que diz espei o ao excesso de
a e as de na u eza bu oc á ica. Suge e es a a e e i -se à a e as bu oc á icas do
coo denado pedagógico (N.d.C. 7 e 9). En e an o, p ossegue nos seguin es e mos:
Se u ago a p opuse es, aos nossos colegas de Escola, que duas ezes po mês,
no dia li e, deles apa ecessem pa a i mos ala do Ensino Secundá io Reco en e,
não apa ecia lá ninguém. ( isos) (EP3/CP)
A ci ação suge e que os p o esso es não eagem espon aneamen e à pa ilha de
expe iências, e lexões sob e p á icas pedagógicas ou de ma e iais adequados.
Con udo, e i amos do discu so seguin e a jus i icação des e compo amen o:
Se essa o mação o in eg ada nos ho á ios dos p o esso es, o a bem, o
p o esso em de se p o issional, é emune ado po aquilo que az, não é? Ao
longo do ano. (EP3/CP)
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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O con eúdo suge e-nos que de ende uma modalidade de o mação con ínua
cen ada na escola (Co eia, 1999, Mon e o, 1999, 2005).
A alia o p o issionalismo do p o esso nes es e mos: Se a o mação o
in eg ada, esse empo é conside ado em e nos emune a ó ios, ao longo do ano,
conco da. Assim, sendo a o mação in eg ada no ho á io, é em bene ício da p o issão
e dos alunos. Tal suge e-nos a c is alização do modelo adicional, is o que os
p o esso es só a a és de um impe a i o legal são que equen am o mação, “po
ob igação”. Tal esul a das o inas cons uídas ao longo da ca ei a e do p óp io
sis ema de ensino ma cado pelo pa adigma écnico-ins umen al, no qual con a o
esul ado e não o p ocesso. Tal suge e-nos ainda o p o esso como adul o ap enden e
e, nes e sen ido, julgamos pe inen e salien a os ac o es mais pe inen es na
ap endizagem (Vaillan e Ma celo, 2001).
Es a o mação é pa a os no os. É imp escindí el as gene alidades, ale a pa a
á ios campos, a socialização, a a aliação, en im as ca ac e ís icas do sis emas.
Também pode ia se equen ada po p o esso es e e anos que quisessem
assis i , pa a ac ualiza ce os de alhes. Depois, epi o, acho que de e se ei a
nos g upos, po que a a inidade da disciplina que se es á a da , é
impo an íssima pa a os p o esso es e eu achei semp e, ao longo des es anos
odos, lá es á, que os nossos sabe es de p o esso es mais elhos, nunca se
in eg a am, aquilo que a gen e diz dos alunos que é impo an e a in eg ação dos
seus sabe es nas aulas e os nossos, no g upo? (EP3/CP)
A i ma que a o mação aludida de e se des inada aos p o esso es mais no os,
salien ando, con udo, que os mais elhos pode ão assis i , pa a e e de alhes. Insis e
nas ca ac e ís icas aludidas na o mação, a qual de e e em con a que o sis ema em
ge al é imp escindí el, o elacionamen o en e p o esso es e alunos, o clima na sala
de aula e na escola e a a aliação. P opõe ambém abalhos de g upo.
Jus i ica o ca ác e impe ioso que apon a, a i mando que nunca se eúne du an e
um empo su icien emen e ú il com as colegas. Ques ionada sob e o assun o,
esponde em om en á ico e numa a i ude c i ica:
Nada. Eu es ou com as minhas colegas que dão aulas à noi e, num in e alo,
oma um ca ézinho, mas ai udo a co e pa a as suas casas. T oca ma e iais,
expe iências po que é que não az pa e do nosso ho á io? (EP3/CP)
Desen ol e a sua exposição em o no do mesmo assun o, ac escen ando, po ém
alguns dados signi ica i os.
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Po que se nós i éssemos no nosso ho á io e ao dia al... pa a es a e expo “eu iz
es a expe iência na u ma al e esul ou assim”... e (pausa). Nem em que es a só
numa olhinha que es e e p esen e. E eu a é admi o que as pessoas a p incípio
ossem ... ese adas... é di e en e, bem... Mas, que diabo, não há ninguém que
passado um qua o de ho a não comece a ala . A ala de qualque coisa . As
pessoas podem ala de ou as coisas o a do con ex o das aulas po que as
pessoas, a é pa a se em amigas, não podem ala só de abalho, êm de ala de
ou as coisas... e dos ilhos... e do p oblema dos ilhos... e le a ... e passado um
bocado es ás a oca as coisas, e esse en osamen o é mui o necessá io, não é?
Não é só oca ma izes de es es, e lança no as. (EP3/CP)
As euniões ma cadas no ho á io, segundo a p o esso a, não só se p es a iam a
uma pe mu a de expe iências, como ambém, cons i ui iam espaços e empo de
con i ência, ealidade bem dis a e da escola. Sublinha a impo ância da in o malidade
da o mação: (...) nem é p eciso aze ac as, Pa a quê mais papéis? ninguém gos a
dessas o malidades, não é p eciso. Tal a i ude, mani es a a abe u a da men alidade
da p o esso a ela i amen e ao ca ác e supe la i o da bu oc acia que “as ixia” as
dimensões elacionais e pedagógicas.
A es e p opósi o, e emos o agmen o que amos expo : As pessoas podem
ala de ou as coisas o a do con ex o das aulas po que as pessoas, a é pa a se em
amigas, não podem ala só de abalho, êm de ala de ou as coisas... e dos ilhos...
e do p oblema dos ilhos... e le a ... e passado um bocado es ás a oca as coisas, e
esse en osamen o é mui o necessá io, não é? No e-se o e o ço da alo ização da
in o malidade pa a a p o esso a e como, a a és dela, julga pode cons ui -se no as
dinâmicas conducen es á ap oximação dos p o esso es po g upos disciplina es ou
não. A gumen a: Não é só oca ma izes de es es, e lança no as, ou seja, não é só
aquele se iço bu oc á ico que emos de aze pe iodicamen e. É apologis a das
in e acções, da colabo ação e da cons ução em conjun o de no os sabe es e
expe iências (B undage e Macke ache , 1980).
Con inua a ece conside ações em o no da in eg ação da o mação no ho á io,
oda ia, az-nos ou as ap eciações, sob e como a alia as a i udes dos p o esso es.
E, po an o, isso e ia que aze pa e do ho á io de abalho po que de ac o, a
nossa componen e lec i a é mui o axa i a – ens an as ho as de aula po
semana. E o es o? E a ou a componen e? É como quase não exis isse. E ai
exis indo cada ez menos, sob e udo pa a quem em mais expe iência, po que
Fo mação de P o esso es em Educação de Adul os. Es udo de caso: O Ensino Reco en e na
Escola Secundá ia Rod igues de F ei as
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quem em mais expe iência chegam lá, pegam no guia e ão da as aulas “Eu já
sei is o de co e sal eado”.
Não p epa am nada, não ocam nada. Às 18.30 é que se lemb am de i pa a a
Escola.
Eu econheço que há odo o in e esse em encon os, in e câmbios. Acho que e a
mui o impo an e, a é pa a a au o-es ima dos p o esso es. Mas, ago a o que é que
acon ece? Jun amo-nos pa a elabo a as ma izes e po aí ica. Mas p on o. Não
há seguimen o desse abalho de g upo. Não é um abalho pe iódico. Se
es i esse no ho á io, pois pensa a-se “Não. Es ou a abalha , a p epa a , a
es uda com ou a, a oca expe iências e es e ipo de abalho é ão álido e
necessá io como da as aulas”. Mas en im! (EP3/CP)
A ci ação pe mi e-nos e i a á ias ideias signi ica i as. Em p imei o luga , a
p o esso a pa ece denuncia o desp endimen o de alguns p o esso es ela i amen e á
p epa ação das aulas po que quem em mais expe iência, chegam lá pegam no guia e
ão da as aulas “Eu já sei is o de co e sal eado. Não p epa am nada, não ocam
nada.” Em segundo luga , suge e que os abalhos de g upo pode iam p opo ciona
no os sabe es e sa is ação p o issional: Acho que e a mui o impo an e, a é pa a a
au o-es ima dos p o esso es.
No en an o, sublinhamos a c í ica e o incon o mismo com a si uação, a a és da
exp essão Mas en im!.
A mesma p o esso a, jus i ica a a i ude aludida po pa e dos p o esso es:
Repa a que o ensino egula em séculos. Os p o esso es habi ua am-se ao
quad o, ao es ado, e is o é assim como na Idade Média, o espaço, is o pouco
mudou.. O es o oi mudando. (EP3/CP)
De ac o, e ensino adicional é secula e não é ácil muda , só cons uindo no as
o inas, subs i u i as das an igas, o que eque es o ços conjugados signi ica i os en e
as escola e o Es ado. Alude a pe pe uação do modelo adicional de o mação de
p o esso es e a consequen e manu enção das o inas.
A es e p opósi o, escu emos a p o esso a:
Ensino Reco en e oi semp e assim uma “coisa sepa ada” que du an e mui o
empo, as pessoas, o público, o a da escola, nem as sabia o que e a adicionais
as pessoas sabiam que o E.R. implica a e á ias unidades na mesma sala “não
al ou mui o público que dissesse “Is o é uma “bagunçada” ninguém se en ende”,
en ão é péssimo. E po an o den o da escola e mesmo nas al as es e as o ensino
eco en e es á semp e de lado. (EP3/CP)
Capí ulo V – Análise e in e p e ação dos dados esul an es do p ocesso de in es igação
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Com e ei o, o Ensino Reco en e apa eceu en e gonhadamen e em cinco
escolas, no país e ilhas, acompanhada de dois dias de o mação disc e a. Tal suge e-
nos as e lexões su gidas po Sil es e (2003).
De ac o, o Ensino Secundá io Reco en e, no nosso en endimen o, oi
conside ado o “pa en e pob e da educação”, po e ca ac e ís icas opos as ao ensino
secula men e o ien ado nas escolas.
Há semp e uma ou mais pessoas que a é depois pode iam muda de opinião,
Mas êm com es a opinião o mada de o a da Escola... e eu, pa ece-me que
hou e uma on ade de.. cúpula de es ende o Ensino Secundá io Reco en e a
odo o ensino noc u no. Po an o, as es u u as adminis a i as não exis iam, e
p on o, es ou ou e eu digo- e, sei quando oi. Foi quando oi pa a se único. Foi
quando oi ex in o o Cu so Complemen a Noc u no. E, oi aquela a alanche de
alunos do Ensino Reco en e que implicou uma máquina – o am os ho á ios
que passa am a e coincidências de disciplina o que não podia se . (EP3/CP)
O exce o é bas an e suges i o da in enção p econcebida de eduzi o ensino
noc u no à modalidade do Ensino Secundá io Reco en e, dissol endo o Cu so Ge al
Complemen a , que e a minis ado de aco do com o modelo adicional. O a, al
disposição, da esponsabilidade do Minis é io, e á desencadeado esis ências nas
escolas e nos p o esso es pa ece-me que hou e uma on ade de.. cúpula de es ende
o Ensino Reco en e a odo o ensino noc u no. Po an o, as es u u as adminis a i as
não exis iam, e p on o, es ou ou. Tal suge e as c í icas desen ol idas po Sil es e
(2003) e Lima (2000).
A implemen ação e ges ão do E.S.R. oi di ícil de ido à al a de o mação e
in o mação sob e as suas ca ac e ís icas. Daí que a p o esso a deduza E, oi aquela
a alanche de alunos do Ensino Reco en e que implicou uma máquina – o am os
ho á ios que passa am a e coincidências de disciplina o que não podia se . Do
expos o se in e em as c í icas desen ol idas po Sil es e (2003).
Con udo, a p o esso a econhece que, em alguns casos, hou e an agens pa a
os alunos que i e am que começa o E.S.R., pelas azões que expõe.
Foi bom, po p opo ciona a alguns alunos na ma ícula a escolha do seu cu so e
do g upo de disciplinas con o me as suas ap idões, as necessidades, a é, pa a
p og edi em. (EP3/CP)
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