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A comuna judaica do Porto na Idade Média

Paulo, Amílcar

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A COMUNA JUDAICA DO PORTO NA IDADE MEDIA I A cidade do Po o, mundialmen e amosa po nela se en con a em es a mazens do a amado inho do Po o é de unda<;áo mui o an iga. Num dos seus mo os alcan ilados -o da Pena Ven osa-nos empos an e io es a omanizagáo da Pe nínsula Ibé ica albe gou um núcleo populacional que deu o igem ao bu go Po ucalense. P óximo desse mo o, mas já na zona i bei inha do io Dou o, su giu a po oa<;áo de Cale que, conjun a men e com o po oado assen e mais acima, mas já a con undi  se com es e, os omanos apelida am de Po ucale. Nos p incipios de século V, pelos des iladei os dos Pi enéus descem o miguei os de po os igno os pene ando no co po meio apod ecido do Impé io Romano. Sáo as mig ag6es dos Sue os e Alanos que i áo a cons i ui os p imei os Godos. Assediam as cidades, ixam-se num ou nou o ale, degladiam-se en e si, es abelecendo-se u na e a de con usáo e e o . No meio de oda es a c ueldade bá ba a apenas u na o ga se man em - a hie a quia da Ig eja nascen e. Mas, a pouco e pouco, a di icil coa bi agáo o na-se u na ealidade, le ando o in aso ge manico a c uza -se com o undo cel a do na i o galaico-du iense, cons i uindo-se, des e modo, a p imei a mona quía bá ba a do ociden e, cuja cabega se ia, a p incipio, B aca a e, depois, Cale. Um dos p imei os mona cas sue os, Requii3 io, encido po Tea- 94 AM LCAR PAULO do ico, ei dos Godos, no ano de 456, pe a de Samo a, e ugia-se nos mu os de Cale. A mona quía galaico-sue a que sob e i eu c:e ca de cen o ·e cinquen a anos oi abso ida, nos inais do século VI, pela mona quía isigó ica de Toledo, após u na ápida campanha di igida po Leo igildo. A ele agao de Po ucale a ca ego ía de sede duma diocese mos a bem a impo ancia des e u u o emb iao da cidade do Po o. As dissidencias que mina am a mona quía isigoda le a am es a ao seu declinio inal. Um pequeno exe ci o cons i uido po be be es ma oquinas enquad ados po a abes sob o comando de Ta ique, desemba ca, em 711 no sul da Península e, com a ajuda de alguns godos, az em pedagos as o gas que o úl imo ei godo p e endía opo -lhe. O émi de A ica (Musa) a a essa o es ei o de Gib al a , acode com no as agas de in aso es da Mau i ania e, em ápidas e áceis campanhas, assenho iam-se da Península, dominando os c is aos do eino isigodo, com· ex cepgao dos que se e ugia am na egiao mon anhosa das As u ias e nos e i ó ios de En e-mou o-e-Minho. Mas no ano de 716 su ge u na no a onda gue ei a comandada po Abde Ibn Muga que conquis a Coimb a, Po ucale, B aca a e Tui. A maio ia da populagao oge pa a as mon anhas agua dando a e i ada dos hos es de Ma oma. A ocupagao mugulmana na egiao gal:aica oi ela i amen e e éme a. A onso I, ei das As u ias, descenden e do amoso ei D. Pelaio, desee dos Can áb icos e esga a B aca a e Po ucale do dominio a abe le ando consigo odos os habi an es c is aos c iando assim, um e mamen o, ou seja u na zona de ning'llém ·en e o seu eino e o in aso . Mais de um século e ia jazido ao abandono o e i ó io de Po ucale, a é que na segunda me ade do século IX Vima a Pe es com ou os ca alei os neogodos conseguí a ug.en a pa a o Sul os sa acenos. Após a e i ada in ensi ica-se a Reconquis a c is a emp een dida pelos mona cas leoneses. No inicio dessa Reconquis a, os judeus man i e am a si uagao a o á el em que an e io men e se encon a am en e os es ados a abes, chegando a desem penha ca gos impo an es, azendo pa e do exe ci o o se  indo de in e mediá ios habi uais nas negociagO.es com os mu- [3] A COMUNA JUDAICA DO PORTO NA IDADE MÉDIA 95 �ulmanos. Os "Fue os" concediam iguais di ei os aos Judeus e aos C is aos. II Res au ada a cidade e a diocese do Po o, depois de des ui da a p imei a e ex in a a segunda pele in asao dos mau os, oi e ec a a no a Sé Ca ed al no mais al o da cidade, den o da ce ca de mu os do seu an igo cas elo. As doag6es e p i ilégios concedidos a mi a po uense pela Rainha D. Te esa, aumen ados excessi amene e pelo Rei D. San cho I, p omo e am desde inicio oposigoes e desin eligencias en e o pa o e o bispo, e mais a de en e es e e o sobe ano, que chega am a eben a em sé ios con li os e g a es discó dias. Os p elados, na sua qualidade de senho es da cidade do Po o, a ecada am os di ei os sob e Ddos os géne os e me cado ias, que en a am pela oz do Dou o, e langa am impos as a seu belo p aze sob e os habi an es. Depois de se queixa epe idas ezes, e semp e debalde, de lhe in ingi em os p i ilégios consignados no o al dado a cida de pelo bispo D. Hugo, en empo da Rainha D. Te esa; depois de i os queixumes con a os igo es da ju isdigao eclesias ica e con a o excesso dos impos as, a po o, amo inado e u ioso, aco me eu o pago episcopal. Go e na a en ao a diocese po uense obispo D. Ma inho Rod igues, que cingiu a mi a em 1227. O ei po ugués D. A onso II, em cujo einado se passou a in asao do pago e a p isao pelo po o, do espec i o bispo, come gou a coa c a as demasiadas egalias e p i ilégios, que os seus an ecesso es, e ele p ópio no p incipio do seu go e no, ha iam concedido aos bispos. En e an o, quando iu empenhada a lu a en e o bispo do Po o e os popula es icou neu al e nem se que se emba agou com a p isao do p elado. Ao unda -se a mona quía po uguesa os j udeus goza am den o do e i ó io nacional, u na quáse igualdade com os seus pa es c is aos. Ha ia g ande ex ensao de e i ó io e mo, daí a necessidade de dei a mao, mesmo a elemen os es anhos pa a que o colonizassem. A o1e áncia com que e am a ados a pa das me cés com que e am des acados os judeus mais impo an es, a endando-se-lhes a colec a dos impos as, nomeando-os i- AM LCAR P AULO [4} sicos da co e, e c., ez com que a popula<;áo judaica p oli e asse de al o dem que chega am a cons i ui po oados seus. De p in cipio al'ém de um ce o núme o de po oados que lhos e am ex clusi os, i iam nas cidades e ilas en e os c is áos, mas mais a de, de ido aos con li os en e os na u ais e esses elemen os es anhos, ez com que os eis po ugueses os ob igassem a i e em bai os sepa ados. Assim su giu o ghe o que em Po ugal se denomina a judia ia - ecin o echado e gua dado po sen i nelas, de ande náo podiam sai de noi e sob a ameaga de inco e em em g a es penas. Aos c is áos ambén náo e a li e a ·en ada nas judia. ias, a im de e i a elagoes amo osas en e os indi iduos das duas c en<;as. Sob e a judia ia incidiam ibu os disc imina ó ios ais como o Genesim, a Jude ega, o A abia do, a Sisa Judenga, e c. As judia ias e am populosas e ali e sidiam, náo apenas amílias pob es, mas ambén isicos, me cado es, adelei os, al aia es, sa.pa ei os, abinos, em suma, homens de odos os o icios. Os judeus inham libe dade de p a ica os ac os do seu cul o den o da judia ia e exe ciam o co mé cio den o e o a dela. Mas apesa de ha e um con i ía acen uado en e judeus e c is áos, no Po ugal medie o, oda ía pa a os na u ais de eligiáo c is á, os judeus e am elemen os es anhos a nagáo. E isso pelo ac o de que na Península a ideia de Pá ia andou semp e ligada a algo de eligioso, na medida em que essa pá ia se conquis a a com a é e pela é. Pá ia, em úl ima análise, e a po an o onde i iam os que p o essa am a mesma é. III O ·espi i o libe al dos na u ais da cidade do Po o, mui o icon a de e ao con ac o pe manen e com os judeus. Essa in e pene agáo, com indi iduos de cul u a e c enga di e en e, le ou os po uenses a c ia em um espi i o de ole ancia e com p eensáo que em sido seu apanágio desde ha séculas. Apesa da inegá el in luencia do di ei o canónico, a eligiáo, en e os ha bi an es do Po o, náo impediu nem p ejudicou se iamen e os con ac os mú uos, as in e - elagoes g upais. O po o náo le a a mui o a sé io as p oibigoes dos ep esen an es da Ig eja a·pon o, con o me a ás ci amos, de a é in adi o pago e p ende o [s] A COMUNA JUDAICA DO PORTO NA IDADE MÉDIA 97 seu bispo e os mona cas po ugueses o am mui as ezes ec i minados de Roma po a o ece em os judeus. O a a ·exis encia de judeus, no Po o da a de empos mui o emo os. No mo o alcan ilado da Pena Ven osa ande su giu o Po o p imi i o, segundo decla a um documen o do A qui o Dis i al, "o Senho Bispo D. A onso Pi es ( alecido em 1362) deu a mesa capi ula umas casas nes a ua (an iga das Aldas e ac ualmen e de San ana) empo em que se chama a sinagoga". Daqui se in e e que a é a segunda me ade do século XIII inham u na casa de o agao na an iga Rua das Aldas, hoje de San 'Ana. Assim o a i ma ce a esc i u a do cabido que se conse a no A  qui o Dis i a.l, como já dissemos. o p imi i o bu go oi c escendo e a populagao comega a a sai da sua an iga cin a de mu alhas, que as icissi udes da gue a abala am ou des ui am, mu os esses que quase se Ii mi a am ao cabego da Pena Ven osa. Dou o documen o, do século seguin e, cons a .que essa casa de o agao se ans e i a pa a um p édio de alugue , na Rua da Minho a. No einado de D. Dinis (1279-1325) oi cons uída u na sinagoga na judia ia de Monchique que ica a o a de po as da cidade. Nesse edi icio oi .colocada u na lápide em g ani o com u na insc igao em lingua heb aica a qual exis e ac ualmen e no Museu Luso-Heb aico da cidade po uguesa de Toma . Podemos pois a i ma de que os judeus exis em no Po o desde langa da a, man endo-se subo dinados ao Bispo da cidade a é ao empo de D. Dinis. A ele pedem au o izagao pa a aquí ha bi a em, além de lhe paga em impos o. Em 1386 D. Joao I o denou a Cama a que assinalasse luga aos judeus do Po o, no Campo do Oli al pa a aí aze em mo adia. Fica a es a judia ia den o.de po as da cidade e aí o  ma am u na. comuna com abi e mais e eado es. Nes e campo �mon e sob ancei o a Belmon e- edi ica am os Judeus a sua sinagoga e casas de mo ada, algumas magni icas na a qui ec u a e na deco a<;;ao, ao longo de u na ex ensa a é ia em L, que se denominou Rua da Judia ia No a do Oli al, como cons a a da e ba de um p azo que nes a ua ez o Mos ei o de S. Domin gos ao judeu Isaac Bicon, em 1407. D. Joáo I, o mona ca que no Oli al jun a a os is aeli as po uenses, p o egeu-es semp e, con eedendo-lhes g andes p i ilégios, en e os quais, em 1390, o mui- g8 AMÍLCAR P AULO [6] o es imá el de nao pousa em idalgos na judia ia sal o quando o ei i:esse á cidade. Pa a de esa do bai o judaico, la gos po 6es de ·e o echa a o, á noi e, o bai o is aeli a, onde odos inhan sua mo ada obliga ó ia. Disposigao es a nem semp e cump ida, po que sa bemos de judeus i endo em Cimo de Vila sem que ninguém a al se opusesse, con o me se é dos documen os do Hospi al de Cima de Vila, no ca ó io da Mise icó dia do Po o. Depois da cons w;ao da Judia ia do Oli al, a da Minho a passou a se designada pelo nome de Judia ia Vel11,a ou Judia ia de Baixo. O opónimo ac ual de Mon e dos Judeus, na éguesia de Mi agaia p o ém do cemi é io is aeli a que ali exis iu, nuns cam pos que pa a al des ino lhes emp azou o Cabido no ano de 1380. Sao á ios e a iados os documen os ela i os aos judeus do Po o que se encon am no A qui o Municipal (Gabine e de His ó ia da Cidade) e po eles se pode, em pa e, econs i ui a ida dos judeus po uenses. IV Em ins do século XIV a maio pa e da Península encon a se em si uagao de c ise. Do pon o de is a económico, a pes e, as a en u as mili a es e as con inuas e ol as en aquece am as mona quías espanholas. Em Po ugal a es u u a polí ica so e o e abalo q_"'llando u na bu guesía nascen e se ol a con a o pode da classe op esso a. A bu guesía judaica e-se, en ao, iden i icada com a classe dominan e, e sen e os p imei os sín omas da lu a compe i i a que se esboga a. As comuni dades judaicas ala ma am-se com a c ise desencadeada, mas de um modo ge al es a a ec ou apenas alguns casos indi iduais. O p es igio de que os judeus goza an e a ainda g ande, sendo a sua o ga económica ida em conside agao po D. Joao I, Mes e de A ís que a uou os judeus po uenses, num dos melho es pon os da cidade do Po o. A Comuna Judaica do Po o, na Idade Média, apesa da sua modes a densidade populacional, em compa agao as de ou as cidades po uguesas, con o me se pode conclui pelas e bas {7] A COMUNA JUDAICA DO PORTO NA IDADE MÉDIA 99 pagas pelas comunas dos judeus quando da expedigao as Cana ias e n 1440, con ibuiu con udo pa a o g ande desen ol i nen o do come cio de expo agao da cidade do Po o. De que albe  ga a, e n seu seio, ho nens abas ados e eximios nos g andes negócios, co np o a-o a ica docu nen agao exis en e nos A qui os des a cidade e de en e a qual sob essai, alé n da e e en e aos judeus ne cado es e a mado es de na íos, os no nes de Jusu Ben-Abasis, Aben-Zagal e Jacob Ba uch, o p i nei o a e na an e de impos as e os dois es an es a enda á ios do endi nen o da Al andega e da sisa do peixe, si uagao que i nplica a po .ssibilidades inancei as aci na do ulga . Os judeus da Península Ibé ica, co no é ge al nen e sabido, cons i uia n sob e udo u na sociedade u bana, habi ando em g ande núme o as cidades do Cen o e Sul da E.spanha. Con jun amen e co n enezianos, geno eses, ca alaes, cas elhanos e po ugueses, os judeus equen a am os po o.s ma oquinas cha nando a si o co né cio nou o co n os países c is aos. A Oci den e e a n ainda ímidos os con ac os co n o ma . Com o ul'c o do co né cio a a és do A lan ico, dá-se a de cadencia das cidades do Sul de Espanha e, daí, os judeus, co me cian es po excelencia, abandona e n es as pa a se i e n ixa no li o al. O Po o cidade, si ua-se na na gem di ei a do Río Dou o, icando o elho Bu go, na sua encos a nais ab up a, assen e no alcan ilado mo o g aní ico. Mas e n b e e saíu do pon o ci mei o esp aiando-se a ca ninho do Oceano A lán ico. Gaia, local ap azí el e co n u n bo n anco adou o, si uada na na ge n Su� do Dou o, an es da sua anexagao ao Po o os seus mo ado es náo paga a n po agem. Tenha nos e n con a que o io Dou o o e ecia, em elagáo aos ou os ios desde o Minho a é ao Vouga, a naio an agem na u al pa a o co né cio ma í imo e lu ial e a cidade do Po o, na sequencia de Po ucale, o na a a hege monía: nui o pe o da oz de u n gande io, en ao na egá el po nais de u na cen ena de quilóme os, ez co n que cedo os homens do Po o e Gaia se a en u asse n nas o as dos no man dos e dos c uzados a é ao No e da Eu opa. O a es a si uagáo p i ilegiada ez co n que g ande núme o de me cado es aquí apo asse n con ibuindo pa a o desen ol í men o da cidade. Os me cado es p e e i a n a ma gem di ei a 100 AMÍLCAR P AULO [8] do io Dou o e aqui se es abelece am com os seus cabedais. Mas aqueles que se ans o ma am em a mado es de na ios p e e i am Gaia que pela sua si ua<;áo geog á ica que pelas egalias que ali usu uiam. Daí a undagáo da judia ia de Gaia si uada en e es a ila e a Vila No a a pa de Gaia, no local que ainda hoje é conhecido po Al os das Judeus. Es a judia ia es a a subo dinada a Comuna Judaica do Po o. Em da a que se igno a, mas po ce o no século XIII c iou-se no Po o, a p imei a Bolsa de segu os pa a acudi aos p ecalgos da na egagáo e comé cio dos ba cos da p aga do Po o com a Fland es, Ingla e a, B e anha e No mandia. Foi de inicia i a dos a mado es, e bem an e io a de Lisboa c iada po D. Dinis. Se mui os dos judeus, con o me se e a a és dos documen os dos a qui os po uenses, se emp ega am como a í ices e ou os ainda como ísicos, um g ande núme o dedica a-se ao comé cio con ibuindo assim pa a o desen ol imen o come cial de Bu go. De ac o, o A lán ico só alcangou u na alia pela na egagáo semelhan e a do Medi e aneo quando ie am as o as dos nó  dicos, e po seu u no, os po ugueses o am da c dade do Po o ao comé cio de B uges e da Ingla e a. Em 1194 nau aga a na cos a lamenga um ba co po ugués. Em B uges, já an es do século XIII, exis ía u na ei o ia po u guesa, a mais an iga da Fland es. A Ingla e a íam me cade es po ugueses desde 1203, au o izados pelo ei Joáo Sem-Te a. Em 1240, no empo de D. Sancho II, e a a ul ado o núme o de po ucalenses que me cadeja am em F anc;a e na Fland es. Em 1238 cedeu aquele eí ao bispo e a Ig eja do Po o, na esc i u a de concó dia, pa e dos impos as sob e á ias azendas que as na es e ba cos aziam do ma . E a a hegemonía do comé cio do Po o compa ilhada po um g ande núme o de me cade es e a mado es judeus. Nas inqui igoes de en e o Dou o e o A e, de 1258, ha equen es e e encias aos "me ca o es de Po u". Con i ma a complexidade da ida de en áo e a impo ancia do comé cio do Po o com o No e da Eu opa· a g ande a ieda de de a igos de impo agáo ci ados na lei de almo aca ia do Minho a é ao Dou o, de D. A onso III, em 1253. P imei o que o sal de Se ubal i esse enome, as salinas do [9] A COMUNA JUDAICA DO PORTO NA IDADE MÉDIA IOI Vouga, do Lega e de ou os íos do No oes e po ugués de am nui o sal po séculas seguidos. E o sal e a de boa qualidade e nui o ap eciado pela gen e nó dica. Vendas de alhoes de sali nas no Rio Lega e n e e idas, e n 1032, u nas si uadas e n Ma osinhos, ou as e n Gui oes, luga es si uados nos a abaldes da cidade do Po o. U n documen o de 1251 diz que o bispo a o a a u nas na inhas de Lega ao judeu Ab aáo Zagal pela enda de oi o lib as e duas galinhas. O a na Idade Média o sal adqui ía u na impo ancia i al pois q'lle alé n de se e np ega di ec amen e pa a condimen a os alimen os, cons i uía u n dos in g edien es básicos pa a a conse agáo da ca ne e do peixe. No ano de 1357 ha ia no Po o nais na es e na ios do que nos ou os po os de odo o país. E assi n pe du ou e n g ande alia o co né cio ma í imo do Po o a é a ida a Geu a (1415). Pa a a expedigáo aquela cidade do No e de A ica o Po o con ibuiu co n quase ne ade das e nba cagoes da o a. D. A onso IV, nu na o denagáo sob e os judeus, de e ninou que os is aeli as que possuisse n 500 ou nais lib as náo podia n sai do eino se n sua licen<;a. Es a medida causa a nui o ans o no aos judeus, que ía n a F anga e ou os países busca ne  cado ias e le a p odu os po ugueses e po isso solici a a n do sobe ano a e ogagáo dessa l'ei. E n 1354 D. A onso a ende-os co n u n no o dec e o que s·e encon a con ido no LIVRO GRAN DE do Gabine e de His ó ia da Cidade. E asi n o Po o comple a a co n o seu comé cio nui o desen ol ido -g agas e n g ande pa e ao elemen o judaico- o qua d o da ida de En e-Dou o-e-Minho e n pequeno mundo au ó nomo. E n apagada semelhanga os po uenses o am pa a o A h1n ico do No e como os enicios pa a o Medi e aneo. Só depois Lisboa se o nou cen o come cial p edominan e. Apesa disso, a cidade do Po o, con inuou em g ande alia come cial pelo e npo o a. Po o (Po ugal) Julho de 1973 Amílca Paulo.