La metáfora como herramienta de acceso al conocimiento en las guías audiodescriptivas de museos de arte contemporáneo para personas con discapacidad visual
Abstract
Tesis Univ. Granada.
Full text
La metáfora como herramienta de acceso al conocimiento en
las guías audiodescriptivas de museos de arte contemporáneo
para personas con discapacidad visual
María Olalla Luque Colmenero
Editor: Uni versid ad de Granada. Tesis Doc torales
Autor: M arí a Olalla Luque Colmenero
ISBN: 978- 84 - 1306 -158-0
URI: http:/ /hdl.handle.ne t/10481/5 5493
Título de la tesis
La metáfora como herramienta d e acceso al conocimiento en las guías
audiodescriptivas de museos de arte contemporáneo para personas con
discapacidad visual
Directora de tesis
Prof esora doctora Catalina Jiménez Hurtado
Doctoranda
M Olalla Luque Colmenero
Programa de doctorado
Lenguas, Textos y Contextos , Universidad de Granada
Para la fase de documentación y compilación del corpus, la doctoranda d isfrutó de una beca Talentia, un
programa de excelenci a de movilidad internacional de la Consejería de Economía y Conocimiento de la
Junta de Andalucía en el año 2011.
Granada, enero de 2019
La doctoranda y la directora de la tesis garantizamos, a l firmar esta tesis
doctoral, que el trabajo ha sido realizado por la doctorand a bajo la dirección
de l a director a de la tesis y hasta donde nuestro conocimiento alcanza, en la
realización del trabajo, se han resp etado los derechos de otros autores a ser
citados cuando se han utilizado sus resultados o publicaciones.
Catalina Jiménez Hurtado M Olalla Luque Colmenero
Directora de la tesis Doctoranda
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
ÍNDICE DE GRÁ FICOS
Gráfico 1: Unique forms of continuity in Space, de Umberto Boccioni: clasificación gramatical
.................................................................................................................................................................. 239 !
Gráfico 2: Unique forms of continuity in Space, de Umberto Boccioni: clasificación
comunicativa ........................................................................................................................................... 239 !
Gráfico 3: Porcentaje metafórico por museo ................................ .................................................... 244 !
Gráfico 4: Porcentaje metafórico por nivel textual ................................................................ .......... 245 !
Gráfico 5: Porcentaje metafórico por nivel gramatical .................................................................... 245 !
Gráfico 6: Porcentaje metafórico novedoso ...................................................................................... 246 !
Gráfico 7: Porcentaje metafórico directo ........................................................................................... 246 !
Gráfico 8: Porcentaje metafórico deliberado .................................................................................... 247 !
Gráfico 9: Porcentaje metafórico por nivel comunicativo .............................................................. 248 !
Gráfico 10: Porcentaje metafórico por nivel visual .......................................................................... 249 !
Gráfico 11: Porcentaje metafórico: Brooklyn ................................................................ ................... 250 !
Gráfico 12: Porcentaje metafórico: Brooklyn, nivel gramatical ...................................................... 250 !
Gráfico 13: Porcentaje metafórico: Brooklyn, nivel comunicativo ................................................ 251 !
Gráfico 14: Porcentaje metafórico: Brooklyn, nivel visual .............................................................. 252 !
Gráfico 15; Porcentaje metafórico Whitney ...................................................................................... 252 !
Gráfico 16: Porcentaje metafórico: Whitney, nivel gramatical ....................................................... 253 !
Gráfico 17: Porcentaje metafórico: Whitney, nivel comunicativo ................................................. 254 !
Gráfico 18: Porcentaje metafórico: Whitney, nivel visual ............................................................... 254 !
Gráfico 19: Porcentaje metafórico: Tate ............................................................................................ 255 !
Gráfico 20: Porcentaje metafórico: Tate, nivel gramatical .............................................................. 255 !
Gráfico 21: Porcentaje metafórico: Tate, nivel comunicativo ................................ ........................ 256 !
Gráfico 22: Porcentaje metafórico: Tate, nivel visual ................................ ...................................... 257 !
Gráfico 23: Porcentaje metafórico: MoMa ........................................................................................ 257 !
Gráfico 24: Porcentaje metafórico: MoMa, nivel gramatical .......................................................... 258 !
Gráfico 25: Porcentaje metafórico: MoMa, nivel comunicativo .................................................... 258 !
Gráfico 26: Porcentaje metafórico: MoMa, nivel visual .................................................................. 259 !
Gráfico 27: Porcentaje metafórico: todos los museos, nivel gramatical ....................................... 260 !
Gráfico 28: Porcentaje metafórico: todos los museos, nivel comunicativo ................................ . 260 !
Gráfico 29: Porcentaje metafórico: todos los museos, nivel visual ............................................... 261 !
Gráfico 30: Porcentaje metafórico por nivel textual ........................................................................ 262 !
Gráfico 31: Porcentaje metafórico por nivel gramatical: pintura ................................................... 262 !
Gráfico 32: Porcentaje metafórico por nivel comunicativo: pintura ............................................. 263 !
Gráfico 33: Porcentaje metafórico: Pintura, nivel visual ................................ ................................ . 263 !
Gráfico 34: Porcentaje metafórico por nivel gramatical: escultura ................................................ 264 !
Gráfico 35: Porcentaje metafórico por nivel comunicativo: escultura .......................................... 264 !
Gráfico 36: Porcentaje metafórico: Escultura, nivel visual ............................................................. 265 !
Gráfico 37: Porcentaje metafórico por nivel gramatical: instalación ............................................. 266 !
Gráfico 38: Porcentaje metafórico por nivel comunicativo: instalación ....................................... 266 !
Gráfico 39: Porcentaje metafórico: Instalación, nivel visual ........................................................... 267 !
Gráfico 40: Porcentaje metafórico: tipo de texto, nivel gramatical ............................................... 267 !
Gráfico 41: Porcentaje metafórico: tipo de texto, nivel comunicativo ......................................... 268 !
Gráfico 42: Porcentaje metafórico: tipo de texto, nivel visual ....................................................... 268 !
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
Gráfico 43: Tipos de géneros por nivel gramatical .......................................................................... 288 !
Gráficos 44 (1/16): Tipos de Géneros por nivel gramatical ........................................................... 291 !
Gráfico 45: Tipos de géneros por nivel comunicativo .................................................................... 296 !
Gráfico 46: Tipos de géneros por nivel visual ................................................................................. 298 !
Gráfico 47: Casos recurrentes por nivel comunicativo .................................................................... 301 !
Gráfico 48: Personificación por nivel gramatical .............................................................................. 302 !
Gráfico 49: Sinestesia por nivel gramatical ........................................................................................ 306 !
Gráfico 50: Contraposición por nivel gramatical .............................................................................. 308 !
Gráfico 51: Participación por nivel gramatical .................................................................................. 310 !
Gráfico 52: Color por nivel gramatical ............................................................................................... 312 !
Gráfico 53: Suposición por nivel gramatical ................................................................ ..................... 314 !
Gráfico 54: Referencia cultural por nivel gramatical ........................................................................ 316 !
Gráfico 55: Referencia intratextual por nivel gramatical ................................................................ . 317 !
Gráfico 56: Opcionalidad por nivel gramatical ................................................................................. 319 !
Gráfico 57: Forma por nivel gramatical ............................................................................................. 320 !
Gráfico 58: Doble marcador por nivel gramatical ............................................................................ 321 !
Gráfico 59: Técnica por nivel gramatical ................................................................ ........................... 323 !
Gráfico 60: Objetividad por nivel gramatical .................................................................................... 325 !
Gráfico 61: Énfasis vocal por nivel gramatical ................................................................................. 326 !
Gráfico 62: Almost por nivel gramatical ................................................................ ............................. 332 !
Gráfico 63: Appear por nivel gramatical ............................................................................................. 333 !
Gráfico 64: Seem por nivel gramatical ................................................................................................ . 334 !
Gráfico 65: Suggest por nivel gramatical .............................................................................................. 335 !
Gráfico 66: As por nivel gramatical .................................................................................................... 336 !
Gráfico 67: Shape por nivel gramatical ................................................................................................ 338 !
Gráfico 68: Form por nivel gramatical ................................................................................................ 339 !
Gráfico 69: Like por nivel gramatical ................................................................................................ . 340 !
Gráfico 70: Todos los marcadores por nivel gramatical .................................................................. 342 !
Gráfico 71: Porcentaje metafórico por nivel comunicativo ............................................................ 363 !
Gráfico 72 : Porcentaje metafórico por nivel gramatical .................................................................. 364 !
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
Living is eas y wit h eyes closed .
John Lennon , Str awberr y Fie lds Foreve r
LEAR: .. .y et y ou see how this world goes.
GLOUCEST ER : I see it feelin gly .
Shakespeare, El Rey Le ar
Pintar es una profe sión d e hombre c iego.
El pint or no pin ta lo qu e v e, si no lo que siente .
Pablo Pi casso
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
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Agradecimientos
Esta tesis es el trabajo de muuuuuuuuchos años (permítaseme la metáfora visual que
me conduce por escarpados riscos y montañas en esa u infinita), de muchas v idas,
de muchas idas y venidas, de una experiencia en los museos que , por suerte ,
siempre me ha ma ntenido a flote. No siempre ha sido fácil pero , con persp ectiva,
es el mejor camino que podía haber tomado.
G racias a todos los miembros de mi querido g rupo TRACCE , sobre todo a mi
direct ora Catalina, tan inteligente siempre, por sus pala bras que me han ayudado, y
por saber que, aunque parecí a una locura meternos en esto s berenje nales ,
merecería la pena , y ahora estoy muy feliz porque tú lo está s conmigo . A mi
compañera Nuria Cabezas , con quien tanto he sufrido y disfrutado, a Laura
Carluc ci, Claudia Seibel, Cristina Álvarez, siempre ayudándo me con sus consejos, a
Silvia Martínez y Antonio Chica, que ya lo conseguisteis, a Julian Bourne que me
enseñó a ser in vestigadora y ordenada, y a las que ya no están pero siempre me
acordaré de vosotras, Ana y María . A mis niñas , sobre todo a Giulia, Marian y
Celia, trabajar con vosotras fue siempre una alegría , y siempre lo será .
Gracias a Gerard Steen, creador del método que ha c on ducido todos estos años mi
vida… yes , L IF E IS TOTALLY A J OURNEY ! Gracias a todos esos museos e
investigadores que me han hecho ser la más feliz del mundo, perdida durante
horas en sus pasillos, viendo palabras en sus cuadros. A Eloísa del Alisal, su M useo
CajaGranada y sus consejos que tanto calar on dentro de mí. A l a A lhambra, con
Emilio y Laura. A Rebecca McGinnis, su Metropolit an Museum of Art, que tanto
me ilusionó en Nueva York y en Granada, a Francesca Rosenberg, con su MoMA,
por haberme podrido ofrecer la guía audiodescriptiva más preciosa del mundo, a
Marcus D ickey Horley y su Tate Modern , que me abr ió sus puertas, sus talleres y
s us diagramas táctiles cuando em pezaba todo esto en mi preciosa Londr es , y so bre
todo a Wendy Moore y a Louise Fryer, por sus charlas en Londres, sus voces y su
experiencia. Gracias a Jorge Díaz - Cintas, por apoyarme en Londres, por sus
consejos y por su ejemplo. Gracias a Charles Forceville, por hacerme sentir como
una afortunadísima alumna suya más y por todo su saber y bondad conmigo. Y a
todos esos otros investigado res que he conocido por el cam ino, ¡gracias!
Gracias a Kaleidoscope Access, que ya es casi un ente al que quiero m ucho,
porque ese ente somos las tres, Gala y Silvia. A Gala Ro dríguez , que ya sabes
cuánto bien me has hecho siempre y lo importa nte que ha sido crecer y apren der
junto a ti, y a mi estrella Silvia Soler , ya sabes qu e cada p alabra, cada té, cada
conversación, cada proyecto que hem os cread o y que seguirem os creando es una
gota de felicidad en mi vida.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
Gracias a la ONCE , siempr e disp uesto s a ayudar y a involucrarse en mis
proyectos, con las puertas acristaladas abiertas de par en par. Mi querida Cristina
González, a la que tanto le gustan mis metáforas, a Leticia, a Luis, a Miguel Ángel,
sin vosotros no habría podido saber que aquí es donde quiero estar. Grac ias a
todas las personas con discapacidad visual que he conocido, por vuestras palabras,
vuestras r ecomendaciones , por confiar en mis ojos, que siempre estará n abiertos .
Gracias a todos los que me habéis ayudado con esta tesis, sobre todo a mi Maribel
y a Paloma - mi - salvación -e - inteligencia - de - datos - personificada, por tus palabras, tu
ilusión, tus dotes de E xcel y por todas las cosas que nos quedan por hacer, eres la
mejor.
Gracias también a todos mis amigos, ya sabéis cuánto os quiero, todas las palabr as,
vinos, paseos, excur siones, bares, ca nciones, todos estos años a vuestro lado me
han ayudado a seguir adelante. A mi barrio y mi 2.º B, contándonos el futuro
desde chicos. A mis P. Z. , levantarme con vosotros cada día es lo mejor del
mundo. A todas mis amigas, y sobre todo a mis Marinas, con todas he aprendido
muchas metáforas, vosotras sois mi s met áforas ♥ . Por encima de todo, a mi
familia, vosotros sí que habéis aguanta do y me habéis ayudado a seguir . A mi
abuelita, que siempre estaba preguntándome, con sus manos que ahora veo en las
mías. A mis padres , y a ti la que más, Juanita, que nunca he cono cido a nadie más
lista que tú , gracias por todo . A mi hermana y mi todo Paloma , a nuestros gatos, y
a mi nuevo hermano Pablo, que os quiero mucho. También a Marilena, mi mamá
granadina, por ser tan buena con migo y por regalarme a Arturo, el mejor do minio
meta (¿o era orige n?) que jamás podrí a haber i maginado.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
1 Del arte a la m etáfo ra y de la
metáfora del ar te
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
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de la traducción y la interpretación (AD, subtitulado para personas sordas,
interpretación en lengua de signos, adap tación textual y traducció n inter lingüística)
como herr amienta par a la consecución de la accesibilidad universal a la
información y la cultura .
Desde 2013 hemos llevado a cabo actividades, tanto de difusión y concienciació n
como encuentros para intercambiar opinio nes y buenas prácticas. Nuestr a mayor
labor ha sido en el campo de la formación en accesibilidad y AD y en el d esarrollo
e im plementación de proyectos y recursos de accesibilidad. La investigación de las
necesidades de acceso de las personas con discapacidad es la base para el
desarrollo de los planes de accesi bilidad que hemos llevado a cabo en los últimos
años en Kale idoscope. Gracias a la colaboración con la ONCE y otras
asociaciones, hemos conseguido conocer a los usuarios y ofrecer servicios
consonantes con sus peticion es. Entre estos trabajos, podemos d est acar las
colaboraciones con el Instituto Andaluz de la Mujer, donde por primera vez
integramos una visita multisensorial con aromas, sabores y texturas con la AD, y
las visitas guiadas audiod escriptivas que hemos lleva do a cabo con orga nismos
como el Museo Sorolla, en Madrid, el Museo CajaGRANA DA, el Museo de la
Memoria de Andalucía y el Patronato de la Alhamb ra y el Generalife, en Granada,
y el Museo Ibero y el Museo de Arte Naïf, en Jaén. El objetivo de estas visitas es
facilitar el acceso a la ob ra visual del público con DV del mu seo, con el fin de
ampliar su conocimiento de las artes visuales, fomentar sus hábitos de visita a
museos y ofre cer un entorn o de aprendiza je y ocio inc lusivo. Ade más de la visit a al
uso, con AD y exploración táctil, integramos t alleres de expresión artística con
materiale s tridimension ales y texturas diversas, que sirven para comprender que el
arte no solo se mira o se construye a partir de referencias visuales, sino que existen
otros factores y sentidos implica dos en la construcción y comprensión d e la obra.
Recuerdo las palabras de una participante de las visitas en el Museo
CajaGRANADA nítidament e, y siempre las recordar é. Ella había visto en su
juventud, había viajado, había apreciado el arte. E stábamos ante unos grabados de
Picasso, abstractos pero analíticos, compuestos de tan solo unas líneas. “La
emoción está en la deducción. Y solo podemos deducir el mundo y las cosas si los
comparamos con nuestra experiencia, s i nos vemos dibujados en ellos. La emoción
del arte está en nosotros, y hoy con estas comparaciones con los hombres, tú pero
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
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también yo, hem os pin tado en mi mente la obra de Picasso a trav és de un camino
que m e ha ido con duciendo hasta la comp rensión de la grandeza de su obra. Esas
comparaciones de las m anos con la s hojas y de las piernas que se entrelazan como
tallos, o los tallos co mo piernas, me emocionan porqu e veo, por fin”. La idea de la
emoción al identificarnos con la obra apa rece de forma recurrente, de la mano de
una identificación que es inherente a nuest ro conocimiento de nosotros mismos y
del mundo en el que vivimos.
Además de las experiencias personales que se graban en mi memoria, la conciencia
cada vez ma yor por la accesibilidad, por un arte para todos, se tr aduce en
proyectos como el de la Alhambra. Allí, por ejemplo, hemos podido disfrutar del
acceso de más de 650 personas con DV u otras discapacidades a las imágen es
visuales a través de otros sentidos y otras formas de comunicación, en varios
proyectos: visitas guiadas con la ONCE, proyectos de acc esibilidad para diferentes
discapacidades en exposiciones temporales (sobre la Puerta de la Justicia y los
condes de T endilla) y la realizació n d e la guía audiodescrip tiva del conjunto
monumental. Aho ra, al tratar de describir los capiteles de mármol de ni eve, el
reflejo de espejo del agua, los intrincados techos de laberinto o los frescos de
colores ajados siempre recuerdo aquellas m etáforas que me hicieron adentrarm e
en este mundo y obser var el brillo de las ca ras de satisfacción frente a Monet hace
más d e diez años.
Finalmente, por encima de todo, está mi formación continua en el grupo
TRACCE, donde hemos llevado a cabo proyectos de innovación docente y
proyectos I+D a la vez que yo ahondaba en los límites y profundidades de esta
tesis. TR ACCE nació impu lsado por una falta de normalización específica y una
escasez manifiesta de estudios e investigaciones que permitieran fijar unos criter ios
y unas p autas para establecer no rmas e indicadores d e calidad, éxito y expectativas
en el ámbito de la accesibilida d a los medios audiovisuales para personas con DV.
Su objetivo principal era realizar una evaluación profunda de la situación de la AD
fílmica en E spaña con una metodo logía científica a propiada que tuviera en cuenta
no solo los a spectos técnicos y tecn ológicos, sino los contextua les, pragmático s,
culturales, funcionales y lingüísticos que determinan e influyen la recepción po r
parte de las personas con DV. En el seno del proyecto se llevaron a cabo una serie
de investigaciones empíricas cuasi - experimentales que, por medio de experimentos
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
32
de recepción con usuarios con DV (Herrador, 2006; Luque, 2009; Bourne y
Lachat, 2009), exploraron las opiniones, necesidades y preferencias de los usuarios.
Además, se compiló un corpus de más de 300 filmes audiodesc riptivos que se
etiquetaron con un sistema de etiquetado multimodal con la herram ienta Taggetti.
Gracias a su estudio, se publicaron diversos estudios descriptivo s de la AD fílmica
que sentaron los fundamentos teórico - metodoló gicos de la investigación en esta
área ( Jiménez , 2010). Todo esto llev ó al objetivo final, la creación de un pr ototipo
de parámetros formativos para formadores de audiodescriptores y profes ionales de
la AD.
Tras estos proyectos, TRAC CE desarrolló el proyecto PRA2 , que nació con el
objetivo de crear una p lataforma de acceso libre a co ntenidos audiovisuales
accesibles para personas con DV y auditiva, en la que tuvieran cabida recursos
accesibles de museos colaboradores, muchos de los cuales colaboradores también
de nuestra asociación, y estudios de recepción para evaluar tales recursos y
aumentar la visibilidad de las prácticas de mejora de la accesibilidad a la cultura por
medio de la traduc ción y la inter pretación . El siguiente proyecto, en el que estamos
trabajando de lleno en la actualidad, es OPERA, continuación de PRA2, que
pretende poner en valor y fomentar la accesibilidad al turismo, gracias a la
transferencia del conocimiento entre la investigación universitaria y las empresas y
asociaciones de usuarios.
En estos años también se han des arrollado tres importantes proyectos de
innovación docente que h an llevado las aulas de nuestr a facultad y de otras
facultades co laboradoras, como In formática, a los pasillos de museos como el
Parque de las Ciencias (TACTO) o el M useo CajaGRANADA (CITRA), o incluso
a los pasillos de nuestra propia universidad (DESAM, en el que se llevó a cabo el
audio guiado y AD de la facultad de Traducción e Interpretación y la de
Informática a través de una aplicación, UGRQ R). Hace tan solo unos meses ,
TRACCE, en colabor ación con el Ayuntamiento de Píñar, ha presentado su
último p royecto: la creación de un a guía audiodescriptiva, una signoguía con
subtitulado para sordos y una guía con lengua je simplificado pa ra las Cuevas de
Píñar, una cueva prehistórica kárstica que abr e al público con un recorrido que
ahora acoge a todos los usuarios, sin importar sus capacidades. En las paradas del
recorrido, la AD recurre a comparaciones que los usuarios, parte central de todos
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
33
nuestros trabajos, admiran y comentan: “Claro, cómo me im agino la cueva, qué
grandiosa la visita, cómo caen las gotas de agua y cóm o caen las piedras como
cera, que parecen murciélagos esco ndidos, com o derram ándose p or las columnas”.
En definitiva, la labor de TRACCE ha hecho nacer esta tesis y la ha impulsado y
albergado. Es su labor para mí la base de la accesibilidad universal y la cultura para
todos, sin barreras, en igu aldad de condiciones.
Tras este recorrido por el mundo que me ha traído a este punto, es necesario
adentrarnos en la razón de ser de esta tesis: la g uía audiodescriptiva, que parte
desde el concepto de AD , para poder definirla y entender su importancia como
motor de acceso al conocimient o de los museos y su papel cada vez más
importante en museos de to do el mundo (Soler, 20 18). Después, a tr avés de una
serie de hipótesis que se h an forjado gracias a todas estas experiencias y
conocimientos y una serie d e objetivos que pr etendemos cumplir con su
desarrollo, sentaremos las bases de nuestro trabajo para poder estudiar una de las
herramientas más potentes que sirven para traducir las imágenes: la m etáfora.
1.1 De la AD a la guía au diodescriptiva en el museo
Cuando un visitante con DV accede a un museo en la actualidad, cada vez cuenta
con más recursos de accesibilidad par a acceder a la exposición y a sus contenidos:
medios son oros, mater iales táctiles, olfativos, talleres de expresión artística, etc. Sin
embargo, el principal recurso sigue siendo la descripción verbal, o AD, como la
denominaremos en mayor medida en este trabajo. Es una modalidad de traducción
intersemiótica de imágenes a p alabras (Jakob son, 1959), que tiene como objetivo
ayudar a las personas con DV a construirse una i magen mental de lo que no
pueden ver (Salzhauer et al. , 2003: 230) al verbalizar los componentes visuales
relevantes de un objeto (Reviers, 2016). Aunque el principal destinatario de la AD
es el público con DV , no es el único. Tal com o expone Jankow ska “bl ind and
partially sighted persons are the main beneficiaries of audio description, where
‘main’ lea ves the door open to other end users” (2015: 50), como los estudiantes
en con textos a cadémicos, al ser co nsiderada una potente herramienta didáctica
(Martíne z, 2012; Kleege y Wallin, 2015; Kleege, 2016 ; Vermeulen et al., 2017).
Sírvanos una definición de la AD muy pertinente para este trabajo:
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
34
I believe that A D is a literary art form in itself. It’s a type of poetry — a haiku. It pro vides
a verbal version of th e visual — the visual is m ade ver bal, a ural and ora l. A ha iku b ecaus e
describe rs must use as few words as possible to convey that visual image for the benefit
of peopl e who ar e bl ind or have l ow vis ion.
(Snyder, 2013: 38)
Creemos que es pertinente para esta tesis porque el recurso retórico alrededor del
que gira nuestra investigación, la metáfora, es una herramienta que traslada una
imagen compleja a otra , la que se repr esenta d e form a v erbal y tiene que ser
interpretada, a través de u nas pocas pal abras.
La AD se ubica dentro los estudios de Traducción Audiovisual (TAV ), junto a
otras modalidades, como por ejemplo el doblaje (Chaume, 2014: 34), el
subtitulado, el subtitulado para sordos (Díaz Cintas , 2001: 37 - 41) o el rehablado
(Romero, 2011) y cab e afirmar que a día de hoy es una línea de investigación bien
asentada (Kruger y Orero, 2010: 141). Hyks (2005), una de las audiodescriptoras
de medios audiovisuales pioneras en Reino Unido, señaló hace más de una década
la importa ncia de la traducción en los estudios de AD. Además, muchos
investigadores están de acuerdo con qu e la AD es una forma específica de
traducción, por lo que, basándose en Jackobson y su noción de traducción
intersemiótica (1959), la han definido como traducción o mediación intersemió tica
(por ejemplo, Benecke, 2004 ; Bourne y Jiménez , 2007; Braun, 2007; Orero, 2005),
además de como una actividad de mediación compleja desde un punto de vista
cognitivo y de naturaleza semió tica intermoda l (Braun , 2007: 358). Hay otras
disciplinas que se han interesado por ella, como la Lingüística, la Filosofía, la
Semiótica, los Estudios de Percepción y Recepción o los Estudios
Cinematográficos (Arma, 2011: 32) y, aunque nuestro trabajo pretende estudiar la
desde el prisma de los estudios de TAV, se requiere un enfoque multidisciplinar
integrado para da r cabid a a las contribuciones de toda s estas áreas y dar respuestas
adecuadas a muchas de las pre guntas que surgen en la inve stigación.
La AD se ha considerado un texto informativo (Poethe, 2005), descriptivo
(Chapado Sánchez, 2010), narrativo ( Rodríguez , 2007) o literario ( Rodríguez ,
2007). Puede transmitirse por el canal oral o por el canal visual ; p or ejemplo, en
cartelería o libr etos en macro caracteres, para personas con resto visual, o en
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
35
dispositivos electrónicos con lectores de pantalla o macrocaracteres; o por el canal
táctil , en documentos imp resos en braille.
Si nos centramos en las características del texto fuente, Braun (2008), por ejemplo,
diferencia entre AD estática y AD dinámica : la AD estática se emplea en museos
y otro s ám bitos p ara fa cilitar el acceso a objetos visuales estáticos, y la AD
dinámica se emplea en medios audiovisuales y en las artes escénicas, donde el texto
fuente no solo tie ne espacio, sino que cuenta con el tiempo. Bien es cierto que la
AD de objetos museísti cos, por ejemplo, no cuenta con las mismas restric ciones
de tiempo que la de una película, pero de algún m odo también tiene que
supeditarse al tiempo de dura ción de una visita en el museo.
También podemos diferenciar entre otros tipos de AD según el ámbito de
aplicación: la AD fílmica , la AD escénica , la AD museística y la AD turística ,
que englobaría los tipos de AD que se realizan en lugares patrimoniales
naturales o culturales . Según Br aun (2008: 23), aunque la AD de museos y
galerías y la de espectáculos en directo y filmados comparten principio s básicos, la
última cuenta con una serie de problemas específicos. Las películas y las obras de
teatro, por ejemplo, son ev entos dinámicos y combinan diferentes mod os de
expresión, com o imágenes, diferentes tip os de sonido, música o vo z, para crear
significado. A diferen cia de las AD de las obr as pictóricas o escultóricas, las que se
insertan en las películas, las o bras de tea tro, la danza o la ópera deben vincularse a
otros modos más allá de lo visual. También están sujetas a limitaciones de tiempo
debido al ritmo y la densidad variables de la comunicación verbal, por ejemplo, en
los diferentes géneros cinematogr áficos (Braun 2008: 14).
Sin embargo, como ya comentamos al principio, en la AD de museos cada vez
más programas incluyen otros modos (recur sos sonoros, como la música y los
efectos especiales; información táctil, como imágenes táctiles o modelos, réplicas,
elementos extra ídos de la obra ; elementos olfativos relacionados con el objeto ;
etc.), si bien estos pueden supeditar se al canal auditivo en tan to que se crean como
traslaciones de la obra d e forma unida , a diferencia del cine, don de lo diálogos
existen de forma int rínseca y anter ior a la AD.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
36
Según el grado de visibilidad del audiodescriptor, Kruger (2010: 233) sostiene que
las prácticas actuales se en cuentran en una escala gradual que se extien de entre el
polo de la mínima visi bilidad de AD y el polo de la máxima visibilidad de la
audionarración . Según el material, la diferenciación b ásica se encuen tra en las AD
en directo y las AD grabadas , qu e implican dificultades y sistema s de trabajo
distintos (Matamala, 2007: 2). Díaz Cintas (2007: 50), también hace una disti nción
entre AD grabada para pantallas , AD grabada para audioguías y AD en
directo o semi directo . Las A D en directo o semi - directo pueden realizarse en
espectáculos, por ejemplo, de teatro, danza o m úsica, además de en visitas guia das
a lugares patrimoniale s. Por su parte, las AD graba das se realizan para películas,
óperas (lanzadas durante la representación) o programas de televisión, pero
también pa ra colecciones de museos. Dentro de las AD grabad as para museos,
encontramos la guía audiodescriptiva , que se complementa con la visita guiada
audiodescriptiva , en directo. En las visitas gu iadas audiod escriptivas los visitantes
a la exposición realizan una visita guiada con un audiodescriptor, que describe de
forma más o menos pormenorizada un número variable de objetos. En estos tipos
de visitas guiadas, es muy importante conocer el perfil del visitante, ya que esta
clase de recurso perm ite adaptar los contenidos a los participantes. Po r su parte,
las guías audiodescriptivas son un tipo de guía móvil empleada po r cada vez más
museos en el panorama nacional e internacional para facilita r la visita autónoma de
los visitantes con DV a sus colecciones. Se componen de un conjunto de
locuciones sobre objetos museísticos que el visitante con DV reprodu ce por
medio de un dispositivo móvil de su propiedad (un teléfono o tableta inteligentes)
o de la del museo. Este conjunto de locuciones puede ser de un recorrido cerrado
u ofrecer opciones a los visitantes p ara seleccionar los objetos o recorridos más
interesantes para ell os. La forma de plantearlas y crearlas en cuanto al acceso a la
información es a través de un a AD estándar , para los visita ntes con DV, o de u na
AD integrada , para todos los usuarios qu e accedan a ella (Audio Descrip tion:
Lifelong Access for the Blind, 201 2: 29). Soler y Chica diferencian dos tipos de
guías similares: las dirigidas a un público en particular y las un iversalmente
accesibles (Soler y Chica, 2014: 150). En ambos casos, la AD integrada y las
universalmente accesibles hacen alusión al Diseño Uni versal, que se ha
ejemplificado en el trabajo de las guías GV AM (Guías Virtuales Accesibles para
Museos), desarrollado en el marco de la Estrategia integral española de cultura
para todos del Ministerio de Cultura. Estas guías consisten en una tablet con u na
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
37
aplicación que incluye funciones de accesibilidad para distintos tipos de visitante y
que ofrecen los museos a quien las solicite. Además, existe la posibilidad de
descargar los contenidos en una aplicación móvil. Este sistema ha sido
desarrollado dentr o del paradigma de diseño de Guías Multimedia Accesibles
(Ruiz et al., 20 11: 1408, en S oler y Chica, 2 014: 151), que promueve el desarrollo
de contenidos móviles accesibles para todos, sin importar su capacidad. Este tipo
de guías, además de cumplir con un os está ndares, tiene que incluir tres
mecanismos de accesibil idad fundamentales: AD, subtitulado para personas sordas
y lengua de signos (Soler y Chica, 2014: 151).
Por lo tanto, las guías audiodescriptivas, p arte esencial de este trabajo, son un tipo
específico de AD que se transmite por el canal oral, es estática, museística y
grabada previamente. Según la definición de Soler y Chica:
La guía audiodescri ptiva es u n tipo de guía móvil y un recurso de accesibil idad em pleado por un
número crecient e de m useos para facilit ar la visita autónoma de los visitantes con DV a sus
colecciones. Consiste en u n conjunto d e audiodescripciones d e objetos expo sitivos que son
locutad as o b ien producidas mediante aplicaciones de síntesis de voz, que el visitante con DV
reproduce por m edio d e un dispo sitivo m óvil (teléfono inteligente, reprodu ctor de audio o
mult ime dia po rtá ti l, PDA o tab let a) .
(Soler y Chica, 2014: 14 9)
La información estática de las obras pictóricas, escultóricas o de otro tipo se
complementa con los denomina dos touch tours , o visitas táctiles, que brindan acceso
al arte visual estático a las personas con DV (Coster y Mühleis, 2007; Cabezas,
2017). La AD museísti ca engloba una amplia variedad de elementos, según la
temática del museo y el método expositivo , y se encuentra integrada junto con la
información explicativ a del museo, la exp osición y el expositivo, así como
instrucciones de desplazam iento coh esionadas con la AD (Soler, 2013: 16 ; Soler y
Limbach, 2016; Soler y Luque, 2016)). Cada vez en mayor medida, estas guías
audiodescriptivas incluyen información sonora: música que complementa las AD,
efectos sonoros que traducen imágenes, voces de artistas o conocedor es de las
obras. Este tipo de herramientas nacen de la necesidad de que la AD pueda lograr
tener un efecto y una influ encia similares en el r eceptor que la que tien e u na obra
visual, tanto en calidad como en duración (Dworak , 2015: 2, citado en W endorf,
2017). Para que esto o curra, las guías audiodescriptivas han de verse solo como
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
38
una parte de la experiencia m ultisensorial en el museo (Neves, 2015: 71). Ademá s,
las guías aud iodescriptivas incluyen cada vez m ás enfoques in novadores que se
alejan d e las descripcio nes en tercera persona y desde un punto de vista estático.
Como señala Soler (2013: 339) muchos museos incluyen guías que tratan las obras
como un espacio tr idimensional en el que se ubica el recepto r. Por ejemplo, en la
AD del Museo de Bel las Artes de Bosto n de la obra Corfu: Lights and Shadows , del
pintor John Singer Sargent, el receptor se ubica dentro de la escena y se le propone
recorrer la casa que aparece pintada para “observarla” desde diferentes puntos.
Estas técnicas inmers ivas apa recen en otras guías audiodescriptivas, sobre todo
para niños y adolescentes (Soler, 2013: 339), aunque cada vez más para adultos
también.
Creemos que el uso de la metáfora como herramienta de acceso al conocimiento y
herramienta de comunicación para las personas con DV en las guías
audiodescriptivas de museos de art e está muy relacionado con las nuevas t écnicas y
formas de crear AD. La experiencia multisensorial (a través de metáforas
sinestésicas, por ejemplo), inm ersiva (a través de m etáforas corporales, de
comparaciones con nuestro alr ededor) y cultural (a través de referencias al mundo
y la cultura que nos rodea y que fo rja lo que somos y la socied ad en la que nos
desarrollamos), entre otras, hacen posible que la experiencia a través de la AD en
el mu seo sea cada vez más satisfactoria y más similar a la que se plantea para las
personas sin DV.
Partiendo de esta idea, estas son las hipó tesis y objetivos que servirán de guía para
nuestro trabajo de investigación y que trataremos de responder a lo largo de estas
páginas.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
39
1.2 Hipótesis y objetivos
Hipótesis 1
La metáfora es una herramienta de acceso al conocimiento muy potente. Su
validez para trasladar un co ncepto difícil de procesar a otro más sen cillo ha sido
académica y científi camente probada en la historia de la lingüística general y la
pragmática lingüís tica. El mecanismo de traslación de un dom inio or igen a un
dominio meta por medio de la m etáfora puede aplicarse a la traducción
intersemiótica de la imagen a la p alabra en tanto que el dominio origen, es decir, el
texto audio descriptivo, tr aduce el domini o meta, la obra visual. Por lo tanto, en
museología accesibl e, en genera l, y en las guías audiodescrip tivas en particular, la
metáfora es también una herramienta eficaz de acceso al conocimiento para
personas con DV .
Objetivos
1. Estudiar y analizar el p apel de la metáfora como herramienta de acceso al
conocimiento y su importancia en la comun icación para tr asladar inform ación
visual desde diferentes perspectivas académicas y científicas.
2. Clasificar y estudiar los diferentes tipos de metáfora pertinent es para nuestro
análisis de textos audiodescrip tivos de museos de arte contem poráneo.
Hipótesis 2
Aunque las directrices de AD indican que el lenguaje debe ser objetivo, llaman a la
inclusión de símiles, comparaciones y m etáforas, y en las guías audiodes criptivas
de arte contemporáneo se utiliza una gran variedad de metáforas para traducir la
imagen a la palabra.
Objetivos
1. Estudiar y analizar las directrices existentes, haciendo especial hincapié en los
ejemplos que se ofrecen como reco mendación.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
46
el ámbito teatral donde comenzaron a llevarse a cabo experiencias de AD con
usuarios. Sin embargo, la televisión ha sido el pr incipal medio de comunica ción en
el que se ha realizado.
La década de los 80 fue fructífera en los Estados Unidos: cientos de salas de cine
comenzaron a aud iodescribir sus películas y algunas empresas comercializaron
cintas de vídeo con AD (ITC, 2000: 6). Desde entonces es uno de los países con
más productos par a las personas con DV . También alrededor de estos años se
produjeron las primer as representaciones teatrales en E uropa (ITC, 2000: 2).
Los años 90 fueron el m omento en el que la AD comenzó a desarrollarse en el
ámbito televisivo en Europa, con tres proyec tos princip ales: Audetel, en el Reino
Unido, creado por el Independent Televisi on Committee (ITC), la BBC y el RNIB
(Royal National I nstitute for Blind Peop le); Audiovision, en F rancia; y Audesc, en
España (Navarrete Moreno, 1997: 70; Hernández y Mendiluce , 2004: 267). El
sistema A udesc fue creado en 1994 por la ONCE (Organización Nacio nal de
Ciegos de España) con el objetivo de ofrecer AD para el teatro, las salas de cine,
las grabaciones de películas y la telev isión.
En la actualidad, el panorama crecien te en accesibilidad y AD ha hecho p osible
que existan numerosas leyes que respaldan la existencia de pro gramas y planes de
accesibilidad en la mayoría de los países occidentales (Pérez Bueno, 2012: 163;
Orero y Matamala, 2013: 25), a la vez que directrices que enmarcan estas prácticas.
Gracias a las leyes, se persigu en una serie de objeti vos a través de estrate gias
comunitarias o estatales, mientras que las directrices tr atan de estanda rizar y
mejorar la actividad audio descriptor a en diversos escenarios o ámbitos. En el
siguiente ap artado señalaremos las leyes más impor tantes en el plano museístico y
haremos un repaso a las directrices de AD más relevantes para esta tesis: Reino
Unido, EE. UU., España y la Unió n Europea.
2.2 Legislación y accesibilidad museíst ica
En Reino Unido, toda la l egislaci ón anterior a la Disability Discrimination Act 1995 se
unió junto con ella en una ley en materia de discapacidad e igualdad. Los británicos
también dispone n del Code of Practice for R ights of Access to Goods, Fa cilities, Services and
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
47
Premises (DRC, 2 006) con información d etallada sobre cómo cum plir con lo
requerido por la anterior ley. Este documento especifica los recursos de
accesibilidad que constituyen ajustes razonables para mejorar el acceso de las
personas con di scapacidad a los medios sociales y culturales.
En el caso de los Estados Unidos, la accesibilidad museística está regulada por tres
leyes com plementarias: Architectur al Barriers Act 1968 , Amer icans w ith Disa bilities Act
(ADA) 1990 y Rehabilitation Act 19 73 . En 2004, el Depar tamento de Justicia
publicó unas directrices para la implemen tación de dos de estas leyes en ed ificios e
instalaciones: ADA and ABA Accessibility Guidelines for Buildings and Facilitie s , y en
2010 se publicaron unos estándares de diseñ o accesible que modifican la Americans
with Disabilities Act (ADA) de 1990.
También se han elaborado recomendaciones más específicas para la consecución
de los objetivos de accesibilidad marcados por la legislación, ya que es muy flexible
y gen eral y no especifica cómo cumplir con las o bligaciones citadas. E stas
directrices ponen cada vez más énfasis en la necesidad de adoptar un enfoque
universal de la accesibilidad museística, cuyo elemento central es el Diseño para
Todos.
Por último, en España se apro bó la Ley 26/2011, de 1 de agosto de 2011, de
adaptación normativa a la Convención internacional sobre los derechos de las
personas con discapacidad (España, 2011). Se estipula que el Gobierno tiene la
obligación de aprobar unas condiciones básicas de acce sibilidad y no
discriminación en el apartado decimotercero de su Artículo 1. M odificación de la
Ley 51/2003, de 2 de diciembre, de igualdad de oportunidades, no discriminación
y accesibilidad universal de las perso nas con discapacidad . Para tal fin, se apr obó la
Estrategia integral española sobre discapacidad 2012 - 2020, que recoge un a serie de
ámbitos de actuación y medidas estratégicas que se tienen que poner en práctica
por medio de un Plan de Acción con una primera fase, de 2012 a 2015, y una
segunda fas e, de 2016 a 2020.
Entre los ámbitos de actuación de esta Estrategia se encuentra el de la
accesibilidad, para el que este documento recoge una serie de medidas generales
que, si bien marcan unas pautas de actuación necesarias, distan aún de constituir
directrices específicas para la aplicación de recursos y planes de la accesibilidad.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
48
Por ello, este documento se ha com plementado con la Estrategia integral española
de cultura para todos y accesibilidad a la cultura para las personas con
discapacidad, que e stipula una serie de objetivo s y a cciones encaminados a cumplir
con las o bligaciones adquirida s al ratificar la Con vención. Un primer objetivo es
consolidar las acciones realizadas en años a nteriores por el Ministerio de Cultura e
integrarlas en un plan es tructurado más ambicioso. D entro de este pro grama se
contempla la promoción del desarr ollo de guías multimedia accesibles par a museos
(GVAM) basa das en los principios del Diseño para T odos, la realización de visitas
guiadas para personas con DV e intelectu al y la creación de itinerarios táctiles. El
segundo o bjetivo de esta Estrategia es establecer unos criterios de actuación
homogéneos que permitan alcanzar unos niveles similares de ejecución de los
objetivos marcad os en los diferentes espacios culturales. Este objetivo pretende
paliar el desequilibrio en la implementación de recursos de accesibilidad entre
ámbitos culturales diversos y entre actividades similares, debido a la falta de unas
directrices comunes. En esta línea, el Real Patronato de la Discapa cidad editó un
manual de accesibilidad para personas sordas en las industrias culturale s (Ferreiro,
2013) y recientemente se ha publicado una monografía equivalente para la
población con DV (Bonmatí y Espinosa , 2014). Estas vienen a complem entar
otras real izadas en años anterio res en esta m isma línea (Ruiz et al., 2008;
Consuegra, 2009).
2.3 Directrices de AD
Si bien no existe un estándar internacional para la elaboración de A D en ninguno
de sus ámbitos de aplicación, sí hay documentos de directrices y recomendaciones
elaborados por diferen tes organismos y asociaciones a n ivel nacional. La mayor
parte aborda la AD de vídeo, ya sea para la televisión, el cine o el DVD, pero
existen asimismo recomen daciones específicas para otro s á mbitos, incluidos el
muse ístico y las artes escénicas. Atendiendo a su autoría y función, podemos
distinguir los siguientes tipos de dir ectrices: pú blicas (ITC , 2000; Benecke y
Dosch , 2004; AENOR , 2005; Neves , 2011), para la formación académica (Remael ,
2005), para la formación in terna en empresas (James O’Hara , para ITFC; Veronika
Hyks , para IMS, las elaboradas por profesionales (AD C, 2009) y las de
organizaciones del ámbito de la accesibilidad y la discapacidad (Snyder , 2010, para
el Am erican Council of the Blind; Salzha uer et al ., 1996, p ara Art Education for
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
49
the Blind, por ejemplo). Esta multiplicidad ha llevado a l Pear Tree Project,
desarrollado en el marco del proyecto europeo DTV4All, a elaborar unas
directrices paneuropeas basadas en estudios de recepción en distintos países
(Mazur y C hmiel, 2012). También podemo s destacar el proyecto europeo Audio
Descripti on: Li felong Access for th e Blind (A DLAB), cuyo objetivo es la creación
de una normativa de AD para toda Europa, y que actualmente se encuentra en
fase de an álisis de la situación a ctual en seis países: Italia, Españ a, Portugal,
Bélgica, Alemania y Poloni a (ADLB, 2012; Reviers, 2016).
En Estados Unidos encontramos directrices generales con apartados dedicados a
los distintos ámbitos de aplicación (televisión, da nza, teatr o y museos), y lo mismo
ocurre en Reino Unido, donde existen directrices específicas del contexto
televisivo y otras dedicadas exclusivam ente al ámbito museístico y del patrimon io
histórico. Estas últimas, m ás interesantes para esta tesis, se llaman Museums , galleries
and heritage sites: improving access for blind and partially sighted people y han sid o
elaboradas el RNIB (Royal N ational Institute o f Blind People) y la empresa Vocal
Eyes en el Reino Unido. Recogen medidas de carácter general para la mejora d e la
accesibilidad en museos, exposiciones y lugares del patrimonio histórico, así como
recomendaciones específicas para la elaboración de guías audiodescriptivas para
estos entornos.
Muchos autores (Ben ecke y Dosch, 2004; Remael, 2005; Rai, Greening y Pe tré,
2010; Vercauteren, 2007) han analizado las n ormas internacionales sobre AD. Por
ejemplo, Vercauteren (2007) publicó una investigación, Towards a European
Guideline for Audio Description , en la que su giere la creación de una n orma europea
de A D. E l obj etivo de estas investigaciones es analizar las directr ices de forma
crítica y, en ocasiones, proponer un conjunto de reglas que lleven a producir
mejores AD (Bittner, 20 12).
Este último autor propone crear un marco teórico general (Bittner, 2012: 57) par a
poder comparar entre sí las distintas directrices de los países mencionados, que no
se ajustan a una estructura uniforme. U n marco teórico que esboce las posib les
técnicas de AD se basa en el proceso de audiodescribir, pero también debe hacerlo
en las si guien tes fases (locución, grabación, edición, etc.) Es importante que las
directrices se dirijan a los audiodescriptores y a todo el equipo de AD, si procede.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
50
Todos ellos deben ser conscientes de que el resultado final de sus esfuerzos debe
beneficiar a aq uellos para los que se hace la AD: las personas co n DV . Los tres
pasos principales son entender qué hay que audiodescribir, realizar la AD por
escrito y grabarla o hacerla en vivo. E stos pasos son muy similares par a todos los
tipos de A D: la creación de un AD para una películ a no es difere nte de la
realización de una audioguía para un museo o de la AD de un espectáculo de
danza moderna.
La característica central de las directrices de AD podría resumirse en la famosa
definición de Joel Snyder, “The visual made verbal” (Snyder 2008: 191), referida a
la información que hay que describir. La ITC es m ás directa aún, pues una de sus
directrices es tan simple como que hay que “describir lo que hay” (In dependent
Television Commission, 2000: 9) de forma similar a la American Council of the
Blind (AC B), que expone que hay que “describir lo que se ve” (American Council
of the Blind, 2009: 7).
Según Bittner (2012: 54), la AD debería cubrir los siguientes aspectos visuales:
forma, movimiento, color, sonido, perspectiva e información de apoyo. La
abstracción y generalidad de los criterios los convierte en adaptables a diversos
tipos textuales, aunque n o todos serán siempre pertinentes: por ejemplo, la AD de
un espectáculo de danza n o requerirá la especificación de una perspectiva
particular; la audioguía de un museo que m uestre pinturas tradicionales no tendrá
que referirse al sonido o a algunos tipos d e movimiento.
La cuestión de cómo expresar las AD por escrito es central. Para crear el texto, el
audiodescriptor debe abordar los siguientes temas: la perspectiva narrativa, el
lenguaje y el tiempo (Bittner, 2 012: 56). Para cada uno de estos temas existe n
diversas opciones entre las que debe elegir el audiodescriptor. Por ejemplo, en el
caso de la perspectiva narrativa, podrá elegir el tipo de narrador (primera, segunda
o tercera persona). Lo mismo ocurre con las característic as relacionadas con el
lenguaje: a nivel léxico, palabras con significado específico o genera l; a nivel
sintáctico, oraciones simples o complejas, etc. El paso final de la AD se refiere a
los tipos de voces, al tono y a la v elocidad, ya sea en vivo o grab ada.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
51
En el marco de esta tesi s doctor al, en la que se an alizan guías a udiodescriptivas de
EE. UU. y Reino Unido, seleccio naremos las directrices que perte necen a tales
países para su comparación de forma exclusiva, para así poder analizarlas,
partiendo del análisis comparativo de Bittner (2012). El contenido de estos
documentos depende en gran medida de tres factores: la extensión, el enfoque
general y el objetivo de la AD. Los textos más extensos son los de Estados
Unidos, que constan de más de 30 páginas. Mientras que las directric es británicas
se centran claramente en la televisión, el cine y el D VD, la Audio Description
Coalition presenta directrices para las representaciones teatrales en directo (Audio
Descripti on Coalition , 2009: 1). Este documen to trata la AD teatral, e incluye
c apítulos adicionales que discuten la AD de danza, ópera, cine, museos y
exposiciones.
En cuanto a la longitud, todas las directrices están de acuerdo con que la AD debe
hacer un uso efectivo del espacio disponible, pero al mismo tiempo dejar
suficiente espa cio pa ra que la atmósfera br ille. La s dir ectrices d e EE . UU . señ alan
que la descripción no debe llenar todas las pausas disponibles (Audio Description
Coalition, 2009: 2) y el documento de la ITC hace hincapié en que la inclusión de
excesivos detalles p uede hacer que la comprensión del espectador se fragmente
(Independent Television Co mmission, 2000: 13). Estas directrices no se aplican
directamente a las AD de museos, pero queremos destacar que su importancia en
medios audiovisuales debería ser similar en todos, tam bién en museos, ya que el
ritmo de las AD, la cadencia de la voz, las pausas bien estructuradas y con un
objetivo comunicativo son siemp re necesarias (Ramos, 2014 ).
Existe un amplio acuerdo general sobre lo que debe incluirse en la AD en
términos de fo rma, movimiento, color, sonido, perspectiva e información de
apoyo (Bittner, 2012: 57). Por ejemplo, todos los estándares de A D discuten el uso
del color. Las directrice s del Reino Unido incluso d edican un capítulo entero al
color, haciend o hincapié en que las perso nas con una DV de nacimiento entienden
el sign ificado de un co lor en p articular por su asociación (Independent Television
Commission , 2000: 21). No hay mucho d esacuerdo en cua nto a las características
del lenguaje, del léxico, de la sintaxis, del estilo y del tiempo. La principal
diferencia entre las directrices se refiere a la cantidad de detalles. Según todas las
directrices, el estilo de la A D debe ser objeti vo , no interpretativo, aunque no
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
52
especifican a qué se refieren con “objetividad”. La definición más cercana es que
hay que describir lo que realmente se puede ver sin inferir ningún estado de ánimo
o actitud (Independent Televis ion Commission , 2000: 25). E n cuanto a la
velocidad, la Audio Description C oalition establece 160 palabras por minuto, para
que la descripción fluya, del mismo modo que las directrices británicas
recomiendan que la AD no debe apresurarse y que debe ser clara (Independent
Television C ommission , 2000: 10).
Aunque las directrices de AD tienen muchas similitudes, también tienen algunas
diferencias. Quizá la ambigüedad sea la característica común a todas. Por ejemplo,
en toda s las directrices de AD se insta a no describir demasiado, pero no hay
ninguna información sobre qué es lo verdaderamente relevante o cuánto es
demasiado (Vercauteren, 2007: 143). Por lo tanto, sería necesario plantearnos la
cuestión de si las directrices de AD deben ser cla ras en sus pr escripciones. Todas
tienen en co mún la idea de que los audiodesc riptores deben describir
objetivamente los aspectos visuales de una im agen, sin juicios o comentarios
subjetivos o cua litativos innecesarios y n o deseados (American Council of th e
Blind 2009: 9). Estas directrices se basan e n que los receptores lleguen a sus
propias interpretaciones, al amparo de una AD lo más objetiva posible. Sin
embargo, esta idea es poco con vincente, pues el receptor con DV no está al
mismo nivel que al espectador con visió n en el plano visual y de selecc ión de
información.
Creemos que las directrices, en lugar de restringir la m anera en la que tiene que
trabajar un audiodescriptor, deben proporcionar una estrategia general y una serie
de pautas sobre qué hacer y no tanto sobre qué no hacer, dejando espac io para el
cambio y el desarrollo, con ejemplos extraídos de medios audio visuales evaluados
y p robados con audiencias con DV . Braun (2007: 17) considera que la AD se
caracteriza p or una ausencia de no rmas en la actualidad: hay decenas de estilos
diversos q ue confieren al traductor grados variables de visibilidad.
Tras repasar las directrices más importantes sobre AD en general, en el siguiente
apartado analizaremos el panorama normativo de la AD museística.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
53
2.4 Directrices de AD museística
Cuatro son los ámbitos de actuación que nos interesan en el panorama normativo
de la AD museística para este trabajo. Los dos primeros, EE. UU. y Reino Unido,
son los países en los que se desarrolla la AD que forma parte de nuestro co rpus.
En este apartado analizaremos l as directrices esp ecíficas que, si bien son escasas,
ofrecen normas y recomendaciones para la A D tanto desde un punto de vista
formal como lin güístico. A demás, estudiaremos las directrices españolas y las
directrices paneuropeas m ás recientes.
2.4.1 El panoram a normativo de la AD museística en E E. UU.
En EE. UU. hay tres documentos que tratan la AD museística: las directrices del
Audio Descriptio n Project (Snyder, 2010), las directrices de la Audio Description
Coalition (2009). Art Education for the Blind (Sal zhauer et al. , 2003) también
expone unas directrices específicas sobre AD de arte basadas en experiencias en
museos.
Las directrices de la Audio Description Coalition específicas del ámbito museístico
brindan un marco completo para llevar a cabo las guías audiodescriptivas. Estas
directrices van desde lo genera l a lo particular:
• Añadir el texto relativo al obje to expositivo que aparece en la cartel a o en
algún lugar visible durante la AD.
• Ofrecer u na guía pa ra la exp loración t áctil.
• Describir todos los objetos de la exposición si es posible para que el
visitante pueda elegir cuál explorar auditivamente.
• Describir los espacios físicos.
• Emplear el punto de vista del observador.
• Ir de lo general a lo particular.
• Describir en orden de aparición para facilit ar la comprensión de la
información.
• Describir primero material, técnica y estilo para seguidamen te hacer
referencia al tamaño.
• Describir el tamaño con unid ades de me dida.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
54
• Ser específico en la descripción del co lor.
• En representacione s de dos dimensiones c on perspectiva, describir en
primer lugar el primer plano, después el plano medio y finalmente el fondo, si es
posible.
• En obras abstractas, describir primero el elemento visual más llamativo. Si
no hay elementos destacado s, proceder de arriba aba jo y de i zquierda a derecha.
Audio Description Project recomienda ofrecer indicaciones de desplazamiento y
orientación en el espacio expositivo, teniendo siempre en cuenta los cambios en el
espacio físico del museo. Aunque no se a lude directamente al término de
audioguiado, estas indicaciones se refieren a él. El audioguiado es una técnica que
permite desplazarse a las personas con D V por museos (Soler y Limbach, 2016;
Soler y Luque, 2016) o por otros lugares públicos o privados. El problema de un
audio guiado exha ustivo que guía al usuario durante todo el trayecto es que la
audioguía se ve interrumpida constantemente por segmentos que restan
dinamismo a la visita que pueden interpretarse como una infravaloración de las
capacidades de su cognición espa cial (Soler y Chica, 2014: 153).
En cuanto a la objetividad, las directrices de Audio Descriptio n Guidelines and Best
Practices exponen que “los mejores audiodescriptores” cuentan objetivamente los
aspectos visuales de una imagen, sin atender a juicios o comentarios subjetivos o
cualitativos, que constituyen una interpretación y son innecesa rios e indeseables.
Prosigue con que h ay que dejar que sean los receptores de la AD los que lleven a
cabo sus propias interpretaciones basadas en comentar ios lo m ás objetivos
posible. Ilustra esto con lo s siguientes ejemplos: He is furious o She is upset no deben
superponerse a He's clenching hi s fist o She is crying .
Esta objetividad de la que tanto se habla en las primeras directrices e
investigaciones en A D (C hmiel y Ma zur, 2 012 b : 174) se puede resumir en el trato
que se le da en las directrices francesas, don de se insta a ofrecer la descripc ión de
forma ob jetiva para no imponer los sentimientos del audiodescriptor, sino para
provocar los del receptor (R ai, Greening y Petré, 2010: 61).
Volviendo al texto de la American Council of the Blind, incluso en la misma
página, observamos que la objeti vidad, contrariamente a la supo sición de muchas
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
55
de las directrices, no está reñida con el uso de metáforas: “Describe shapes, sizes,
and other essential attributes of images by comparison to objects or items/areas
that are familiar to the inten ded audience ”, ilustrado con esta explicación:
For example, is the Washington Monument 555 feet tall or is it higher than fifty elephants stacke d
one on top of the other? Or almost as high as two football fields are long. Thus, we try to convey
our descriptions with a kind of ― inn er visio n tha t results in a lin guistically vivid evoca tion o f the
image be ing describ ed. Ther e ar en‘t any eleph ants or footb all fie lds there — but you m ay evoke
them in o rder to con vey a par ticular image (the height of th e W ashing ton M onu ment) . Y es, a
contradiction of the describer‘s ― first ru le — Say Only W hat See — but it works in certain
instanc es beca use it evo kes the essenc e of wh at is bein g describ ed. D escriptiv e meta phor s and
similes are best when they are imm ediately relatable to the viewer (everyda y objects) an d/or th e
image itself. Ex amp les: the small sn ake is as long and th ick as a penc il (or po ssibly an earth worm ),
the ma chine is siz e of a refr igerator, th e pum a is the siz e of a larg e dog.
(Snyder, 2010: 18)
Contradiciendo la primera regla del audiodescriptor, “Say only what you see”, el
autor explica por qué en esta situación concreta se pueden utilizar elementos que
no aparecen en la obra para describirla. Las metáforas descriptivas que hacen uso
de elementos comunes y conoc idos como dominio meta evocan la esencia de lo
que se describe y se establece así una conexión inmediata entre el espectador y la
obra. Tenemos que reflexionar sobre la razón por la que el autor tiene que
“contradecirse” y dar explicaciones entorno a la de cisión de traducir imágenes con
un tipo de “visión interior” ( inner vision , en palabras de Snyder) que tiene com o
resultado una evocación vívida y verbal de la imagen que se describe. Es necesaria
una recapitulación concep tual sobre subjetividad y objetividad, y sobre las
herramientas que sirven para crear una A D satisfactoria para separar el uso del
lenguaje metafórico de la m era interpretación.
Uno de los últimos apartado s expo ne la forma de fo mentar la compren sión a
través de la recreación a tra vés del cuerpo humano d e los visitantes con DV :
Sometimes, it may be helpful to have the exhibit visitor experience the im age, i.e., the listener
could mim ic a depicted figure's p ose. Since everyone is aware of his or her own body, this activity
provides a concrete way of understanding difficult poses depicted in a painti ng. Additionall y, by
assuming the pose, the d escription user can directly perceive imp ortant form al characterist ics o f
the wor k, such as symm etry or a symm etry; ope n or clos ed form s; implie d action or repo se;
smooth, flowing lines or angular ones; and the degree of enga gement with the viewe r.
(Snyder, 2010: 20)
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
62
que van a hacer de la inform ación los usuarios y la interacción que se espera que
tengan con ella:
• Tener una visión general de la ubicación, espacio, tamaño, contexto y co -
texto.
• Crearse una imagen visual general.
• Visualizar detalles esp ecíficos.
• Guiarse espacialmente en el esp acio o la obra.
• Ser capaces de manipular y explorar.
En cuanto al enfoque lingüístico, Neves expone que pueden tomarse diferente s
métodos: AD simples y objetivas, AD narrativas para construir una historia o AD
interpretativas que reconstruyen y recrean los objetos a través de un lenguaje
sugerente y efectos sonoros (Neves, 2015: 72 ). Esto es importan te porque desde el
comienzo se tienen cuenta las características de la obra, el público, los tiemp os, las
interacciones, etc. para crear un tipo de AD que pu eda satisfacer las n ecesidades
del público o de la situa ción comunicativa.
Para finalizar las recomendaciones, se expone que es necesario ir de lo general a lo
particular y subrayar las características más importantes del objeto, a través de un
lenguaje claro y simple a la vez que vívid o y diverso. Las directrices incluyen un
apéndice dividido por tipos de textos: objetos y artefactos que no se pueden tocar,
obras pictóricas, fotografías, objetos táctiles en 2 y 3 dimensiones y audioguiado.
También incluye re comendaciones finales y consejos sobre cómo presenta r el
equipamiento técnico de la guía.
2.4.4 El panorama normativo de la A D museística en España
Por su parte, en España existen unas directrices específicas (AE NOR, 2005) p ara
la elaboración de guías audiodescriptivas, que exponemos a continuación para que
sir van de comparación con las que rigen el contexto anglosajón. Deben con tener:
• Instrucciones para el manejo del dispositivo electrónico.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
63
• Datos relativos a la seguridad en el recinto (salidas de emergencia), que
adviertan de lugares o si tuaciones que puedan constituir un riesgo físico.
• Descripción del espacio, incluyen do:
• Localización de la entrada
• Localización de la salida
• Ruta de circulación por todo el espa cio visitable
• Ubicación de servicios útiles, tales com o baños, cafetería y tienda
• Ubicación de los m ateria les accesibles
• Ubicación de los planos de planta y otras informacione s en relieve o
táctilmente significativas
• Descripción de los objetos o en tornos, incluyendo:
• Ubicación de las cartelas con sus datos
• Ubicación de cada p ieza dent ro del c onjunto de l que forme parte
• Utilizaci ón de conceptos no exclusivamen te visuales, destacando los rasgos
que tengan como canal sensorial de entrada otros sentido
Cuando el acceso táctil sea posible, la guía audiodescriptiva debe dirigir la
exploración de forma sencilla y ordenada para que la persona con DV pueda
aprehender los aspectos más significat ivos del objeto, y cuando no sea posible,
como ocur re con las obras pictór icas, la descripción debe cen trarse en los datos
más signific ativos para la captación de la obra, e vitando, de forma expresa, las
interpretaciones personales. La descripción de cada objeto o entorno debe
contener la terminología a decuada e incluir los aspectos más sign ificativos.
La evolución de un campo tan novedoso como la AD es muy rápida y cambian te y
la norma AENOR no cubre todos los campos en los que puede ap licarse, por lo
que muchas veces es el criterio de cada museo, departamento o audiodescriptor el
que prima en las guías audiodescriptivas. Por otra parte, la norm a no h ace ninguna
alusión dir ecta al uso de analogías o m etáforas, o al lenguaje en genera l. Trata en
mayor medida la parte relacionada con accesibi lidad y barreras arquitect ónicas, ya
sean del tipo de ra mpas u obstáculos en el museo como de la no adaptació n al
braille de sus ca rtelas . Solo hace a lusión a la utilización de conceptos no
exclusivamente visuales y los ra sgos que tengan como ca nal sensorial de entrada
otros sentidos, de forma muy similar a las demás directrices que hemos analizado,
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
64
que hacen de la traducción a través de ot ros sentidos su única aportación general
sobre lenguaje.
Cierto es que, en general, y especialmente en las primeras directrices de AD, los
juicios subjetivos no eran bienvenido s y se favorecía la objetividad para evitar
cualquier manipulación o una actitud condescendiente hacia el público. Sin
embargo, no siempre queda claro qué constituye un juicio sub jetivo o qué tipo de
interpretación es más objetiva y podría incluirse en la A D (Chmiel y M azur, 201 2 b :
175).
Udo y Fels (2009: 180) afirman que la in terpretación objetiva es im posible. Hyks
admite que la AD es siempre subjetiva y que, haya un acuerdo en ciertos principios
básicos, los audiodescriptores siempre verán las cosas de manera diferente y lo
expresarán de ma nera diferente, de país a país, de empresa a emp resa y, tam bién,
de persona a persona (2005 : 1).
Tras el repaso de las directrices específicas de A D museística, tenemos que virar
nuestro análisis a la investigación académica, germen de algunas de las primeras
directrices y motor de mejor a y crecimiento de otr as.
2.5 Investigación en AD
Desde la década de los noventa del siglo pasado se ha desarrollado una
investigación aca démica que ha a traído tanto a investigadores p ertenecientes a
otras disciplinas, como la Traducción general ( Jiménez et a l., 2010; Mazur y
Kruger, 2012), como a profesionales que han dedicado gran parte de sus vidas
desarrollando una labor profesional en televisión, cine, radio, museos o teatros
(Snyder , 2008; Fryer , 2010). Del mismo modo que la investigación en AD se
empiez a a desarrollar fuera del ámbito intrínsecamente universitario (las guías
GVAM que mencionamos en el apartado 2.2, por ejemplo, es un proyecto de la
Universid ad Carlos III de Madrid), los profesionales entienden la importanci a del
desarrollo conjunto y de la co nstrucción de una base común académica . Fruto de
este entendimiento aparecen en 2013 sendas tesis doctorales de Snyder (2013) y
Fryer (2013), tras décadas de trabajo de calle (o de cabina).
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
65
Si observamos el panorama académico de la AD, la mayor parte de instituciones
involucradas en la difusió n del con ocimiento y la creación de foros de intercamb io
de prácticas pertenecen sin duda a la TAV. Ocho ediciones de Media for All, quizá
el congreso sobre accesibilidad más impor tante del m undo; el proyecto Pea r Tree
(PTP) parte d el proyecto DTV 4ALL y fin anciado por la UE, cuyo objetivo
principal es descubrir los patrones narrativos dominantes en varios idiomas para
determinar si es posible el desarrollo de directrices europeas comunes de AD, el
proyecto AD LAB: Audio Description – lifelon g access for the blind, ARSAD,
UMAQ y Act!Unlimited, entre otros, del grupo de investigaci ón Transmedia
Catalonia; o el Seminario Internacional de Accesibilidad sobre Traducción y
Accesibil idad Universal (SITAU) y el Seminario In ternacional sobre Traducción y
Acceso al Patrimonio (SITAP), del grupo de investi gación TRACCE, de la
Universid ad de Granada, son solo algunos ejemplos de la importancia de la
investigación académica en A D en las últimas décadas.
De hecho, unas de las primeras investigacione s relacionadas con la AD y los
estudios de corpus fue la de dos miem bros de TRACCE: Bourne y Jiménez
(2007), en la que se com paraban las versio nes en inglés y español de la película Las
horas . Las dos versiones diferían eno rmemente en l a longitud de las descripciones
(7800 palabr as en inglés frente a 5000 palabras en la v ersión española), además de
diferir en los elementos audio descritos: personajes, entorno, ex presiones, contexto,
etc., que apa recían descritos en mayor medida en la vers ión británica. Esta
investigación sirvió de motor a muchas otras que pretenden, desde entonces,
medir el lenguaje, la adscripción de la AD como género textual, las expectati vas y
las preferencias de la audiencia, entr e otras. Este trabajo se adscribe den tr o de los
estudios del proceso de AD por medio de corpus. Este tipo de estudios, aunque
suelen ser teóricos, se sirven de AD que ya existen para explicar el proceso de
comprensión del texto origen (contenido conceptual) y el proceso de composición
del texto meta (forma verbal) (Soler, 2012: 21). Los estudios de directrices, tales
como los que hemos comentado an teriormente, se enmarcan dentro de esta
tipología. En el caso de la AD museística, algu nos investigado res se h an centrado
en el estudio del proceso, pero en menor medida que en la AD fílmica (C oster y
Mühleis, 2007; Holland, 2009; Neves, 2012; Ferreira, 2014).
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
66
Por su parte, los estudios del p roducto “aúnan los estudios descriptivos de
muestras textuales y los estudios de su recepción” (Soler, 2013: 24) . Sírvanos una
definición de esta misma autora para poder definir las diferencias estructurales de
ambos tipos de estudios:
En func ión de l en foque adopt ado, los est udios de AD se div iden en dos cate gorí as f undame ntal es:
estudios del proceso de AD y estudi os del producto. Dentro de estos últimos encontramos
estudios descriptivos de a udiodescripciones existentes y estudios de recepción. E stas do s líneas
permiten conocer la natur aleza del proceso de AD , las caracterís ticas del producto de dicho
proceso y los efectos que ambos tienen en la recepción de la AD . La combinación de estos tres
elementos es clave pa ra poder evaluar la calidad en térm inos de adecuación de la AD al contexto y
definir las diferente s com petencias que requiere la práctica de esta modalidad de traducción. Todo
ello debería derivar en una mejora del acceso de las p ersonas con DV al con tenido visual y, de esta
maner a, co ntr ibu ir a su i ncl usi ón soc ial .
(Soler, 2012: 21)
La autora reflexiona así sobre los estudios de AD actuales y sobr e la labor de los
investigadores para continuar con un enfoque que sirva para evaluar los productos
y avanzar hacia una práctic a mejorada.
En los últimos años, algunos de los estudios de producto encaminados a evaluar y
avanzar hacia una AD y una acce sibilidad mejoradas m ás per tinentes son los que
se han llevado a cabo en el marco de los proyectos TRACCE (Tr aducción y
Accesibil idad, 2007 - 2011), AMATRA (Accesibilidad a los Medios audiovisuales a
través de la Traducción, 2009 - 2012), PRA2 (Plataforma de R ecursos Audiovisuales
Accesible s. Investigación, formación y profesional ización 2010 - 2015) y OPERA
(Acceso al ocio y a la cultura. Plataforma de difusión y evaluación de recursos
audiovisuales accesibles, 2016 - 2018) del grupo de investigación TRACCE de la
Universid ad de Granada ( Jiménez , 2007; Jiménez et a l. , 2010; Pérez, 2007, 2010;
Álvarez y Jiménez, 2012; Rodríguez , 2 013; Seibel y C arlucci, 2017; Cabezas, 2017,
entre otro s). OPERA se centra en AD al turismo en museos de ciencia y arte,
además de en otros lugares p atrimoniales, y la participación de la autora en ellos ha
sido crucial para el p lanteamiento y el traba jo en esta tesis. OPERA, mediante su
plataforma PRA2, tiene como objetivo medir el proceso de análisis e investigación
general de las necesidad es de accesibilidad de una serie de entornos de difusión
cultural colaboradores. La evaluación formativa de las herramientas de
accesibilidad se realiza en colaboración con la ONCE y sus diferentes centros
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
67
territoriales d e Andalucía y las diferentes asocia ciones andaluzas de personas
sordas (A SOGRA, en Gr anada) o de personas con discapacidad cognitiva. Se
fomenta así una estructu ra de trabajo colab orativo que tiene como meta fin al la
evaluación y mejora de los recur sos de accesibilidad existentes.
Como po demos observar , un ámbito mu y imp ortante y necesario es la evaluación
de A D por parte de usuarios, que son una parte central de los estudios de
producto. Una de las primeras investigaciones es la de Peli, Fine y Labianca (1996:
378), en la que compararon l a asimilación de información entre “sujetos con baja
visión” y sujetos con “visión normal” en dos segmentos de películas cortos. Poco
a poco, las investigaciones se fueron centrando más en la compr ensión del usuario
(Schmeidler y Kirchner, 2001; Chmiel y M azur, 2012a ; R omero - Fresco y Fryer,
2013; Walczak y Rubaj, 2014) que en el impacto que puede tener la AD en la
calidad de la ex periencia. En los últimos años, Ramos (2013) o Cabezas (2017) han
seguido este camin o y han abierto líneas de investigación que s e centran en
estudios de recepción. La primera analizó de fo rma pionera la s emocio nes en AD
fílmica y la segu nda estudió las diferencias de percepción de usuarios co n DV ante
AD de arte con y sin exploración táctil. En este tipo de estudios se abordan
tamb ién temas con trovertidos, como la subjetivida d; por ejemplo, Chmiel y Mazur
(2012 a ) propusieron una escala de objetivid ad - subjetivida d para la AD después de
analizar diferent es interpret aciones de espectadores sin DV del m ismo contenido
visual. Las mismas autoras han continuado investigando AD y preferen cias de
usuarios con estudios de recepción . Uno de sus últimos trabajos (2016) evalúa las
respuestas de 80 personas con DV y 77 sin DV en relación a sus preferencias y
comprensión con una escena de 20 minutos de la película de Tarantino Malditos
bastardos . Los resultados, sin embargo, no fueron lo suficientemente concluyentes y
las auto ras abo gan po r continu ar con la línea del an álisis cognitiv o en lugar del
preferencia l. Muy relacionada con este enfoq ue aparecen los estudios d e
Holsanova (2016) en los que, basándose en estudios de recepción de AD fílmica,
distingue distintos aspectos cognitivos en el marco de teorías de imágenes
mentales desde tres perspectivas: la de p roducción, que se centra en el
audiodescriptor; la de recepción, en el usuario; y en la del intercambio de
información posterior entre personas con DV y sin ella.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
68
Otro estudio relevante es el de Szarkowska, Jankowska, Krejtz y Kowalski (2016),
en el que presentan un enfoque innovador para crear contenido accesible
siguiendo el ejemplo de una aplicació n multimed ia creada en el proyecto Open
Art. El objetivo del proyecto es crear una guía multimedia que contenga
descripciones accesibles de obras seleccionadas de arte moderno y contemporáneo
polaco de acuerdo con los principios del Diseño Universal, con AD válidas para
personas con DV y sin DV. E l estudio se basa en una serie de encuestas que
pueden realizarse en línea. La accesibilidad universal está también presente en los
estudios de investigadores como Neves (2012, 2016), que ha ex plorado el papel de
la A D como parte de un a r ed m ás amplia de r ecursos accesibles, cu yo o bjetivo es
el acceso a la cultura y la inclusión de tod os los usuarios en igualdad del
co ndiciones. A través de sus estudios de recepción, mide la adecuación de
diferentes recursos en museos a los principios del Diseño Universal por medio de
evaluaciones que tratan de ser “ema ncipatorias y empoderadoras” (Neves, 2016:
150 ).
No podemos dejar d e mencionar a Soler y su investigación en curso sobre AD
museísti ca (2012, 2013, 2015, 2018a, 2018b ; Soler y Luq ue, en prensa ) que gir a
entorno a un estudio d escriptivo de AD de o bras de arte de museo s de Reino
Unido y EE. UU. en cuanto al tipo de informac ión visual, el nivel d e detalle y el
punto de vista usado, además de combinar el análisis de corpus con el contexto
comunicativo, apoyándose en las teorías de lingüística cognitiva y en teorías
artísticas, con resultados que muestran un nivel alto de subje tiv idad y
categorización en las AD .
También dentro de los estudios de proceso, aparece la investigación sobre
multimodali dad surgid a en los últimos años en el ámbito de la AD (Jiménez y
Soler, 2013; Taylor, 2017, Hirvonen, 2014), que deben su importancia al estudio de
la imagen de la AD. La s expresion es verbales, las imágenes visuales, los objetos y
los sonidos crean significado de forma conjunta (K ress y van Leuuwen, 2001;
O’Halloran, 2011 ; Ventola et al., 2004 ). Si se combina con los conocimientos
genera dos por el Análisis del Discurso, la Pragmática y la Narratología, además de
la Lingüística, la inv estigación multim odal pu ede generar modelos de compr ensión
de textos multimodales, lo que podría ser uno de los pilares de la investigación de
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
69
AD museístic a en el futuro y desarrollar la com prensión de sus mayores
dificultades por parte de futu ros audiodescriptores.
Por último, es muy imp ortante que repasemos los estudios que se han centrado en
el uso en mayor o menor medida de la metáfora co mo herramienta de
comunicación, tanto en el ám bito fílmico como museístico.
2.6 La metáfora en AD
Tras un breve repaso a la investigación en AD más pertinente de los últimos años,
es necesario que centremo s nuestro trabajo en la investiga ción que conjuga la AD
y la metáfor a, entendida dentro de las investigaciones que a nalizan el len guaje
subjetivo, la objetividad y los recursos r etóricos.
Walczak y Fryer (2014) llevaron a cabo un estudio en el que mostraron dos
extractos de la película The Mighty Angel (2014) del director W ojciech Smarzowski,
que trata el tema de alcoh olismo. Uno de los extractos seguía las indicaciones de la
AD estandarizada que sigue los principios de “what you see is what you say”
(WYSIWYS ) de Snyd er (2 008) y el otro con elem entos de cá mara y un lenguaje
más emotivo (Walczak y Fryer, 2014: 12). Mientras que la primera versión optó
por una redacción neutra, la otra incorporó deliberadamente expresiones vivas y
un vo cabulario más intenso, por lo que el texto resultante era más creíble y en
consonancia con la imagen visu al (Walczak y Fryer, 2014: 10 ). E l 67% de los
participantes prefirió la segunda versión y el 25% la primera y más neutral,
mientras que el 8% no tuvo preferenci a. Al igual que en los estudios de Fryer y
Freeman (2012a, 2012b) y Fryer et al. (20 13 ), se pudo eva luar la experiencia del
usuario, centrándose en la recepción, lo que supone para las autoras una
herramienta eficaz para verificar las reacciones de los que son el fin último de la
AD, los usu arios.
Muy relaci onado con esto, encontra mos l a investigación de Walczak y Rubaj
(2014), en la que se llevó a cabo una investigación en la que se analizó el u so de
AD en clases de biologí a, física e historia con alumnos con DV. Estas AD se
introdujeron en vídeos educativos, en los que sirvieron para a yudar a los niños a
desarrollar y retener un mayor vocabulario, seguir sin dificultades el argumento del
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
70
vídeo y a mejorar la comprensión general. Esto fue posible gracias a la inclusión de
sinónimos, m etáforas, símiles y otros recursos r etóricos (Walcza k y Rubaj, 2014:
67). Es importante que tengamos en cuenta que la importancia de la AD p ara
como herramien ta didáctica también fue d iscutida en Mar tínez (20 12). Del mismo
modo, Szarkowska (2013) aboga por un nuevo estilo de AD llamado “auteur
description”, o descripción de autor. Es un tipo de AD para el cine de autor y
artístico, que incorpora la visión creativa del director en la elaboración del guión
audiodescriptivo mediante el uso de un guión original (u otros materiales
disponibles, como entrevistas y r eseñas) y otorga al audiodescr iptor licencia
artística para apartarse de la objetividad imperante. La función principal de la
descripción de autor es que los espectadores con DV puedan sumergirse en el
mundo creado por el director de la película. La técnic a de la descripción del autor
se inventó pensando en la s películas artísticas. Bordwell (1979: 59) señala que el
autor se convierte en un componente formal que organiza la película para nuestra
comprensión. El d irector de una película de autor deja un a hue lla reconocible en
todas sus películas. L a descripción del autor difiere de la AD convencional en la
forma en que se describe quién, qué, d ónde y cómo. Partiendo de la noción de
descripción objetiva, hace uso de un lenguaje vívido y emocional. La autora
pr esenta esta técnica con la película V olver (2006), dirigida por Pedro Almod óvar,
con una audiencia polaca . Como comen ta la autora, la idea de incorporar la visión
del director en el guión audi odescriptivo no es nueva. Fels et al. (2006 ) y Udo y
Fels (2009) , consideran que es muy importante respetar las intenciones y
decisiones del equipo creativo para crear una producción que sea fiel a la visión
inicial del d irector. El resultado de la descripción resultante fue abundante en
metáforas, neologismos y descri pciones de emociones . La s opinion es de los
sujetos fueron muy positivas. En su m ayoría, comentaron que las descripciones
eran sustancio sas, vívidas, entretenidas y útiles para seguir la trama (Szarkowska,
2013: 386).
Aunque el uso de la metáfora es un te ma poco estudiado en las investigacion es
sobre AD museística, destacamos el pertin ente trabajo de Edo (2017), que lleva a
cabo un análisis de AD de arte de finales del XIX y principios d el XX con el
objetivo de buscar denominadores comunes. Se centra en las reticencias hacia el
antifigurativismo y la potenciación de la polisemia, por lo que es totalmente
adecuado para la investigación que nos ocupa. El autor descubre en su análisis un
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
71
menoscab o u omisión parcial del antifigurativismo y un uso desinhibido y en
cierto modo pueril del sím il que difícilmente se halla en la literatura más “seria” y
aporta una mirada más directa sobre la polisemia de la obra artística. En cuanto a l
antifiguritivismo, denota un mecanismo de inhibición, que trata las obras que son
figurativas como si no lo fuera n, sin hacer hincapié en sus fo rmas en la mayoría de
las veces. La potenciación de la polisemia den ota el mecanism o contrario: la
deshinibición. Una deshinibició n que hace uso de comparaciones con el mundo
real y que se desmarca de los cánones del arte como “lugar elevado” del que solo
debe hablarse en términos críticos e historiográf icos. Una misma deshibición que
sirve para atenuar el antifiguritivismo a través de la introducción de múltiples
opciones ( rodaja de melón = hoja de gu adaña = luna creciente para una imagen, en Las
Señoritas de Avignon ), desm arcándose del ma rco real de refer encia para renu nciar a
la copia al natural, esto es, hu ir del antifiguritivismo .
El autor consi dera que se basan en un mismo principi o: “la idea, probablement e
acertada, según la cual la descripción se revela altamente eficaz cuando remite al
visitante con baja visión a objetos cotidianos que vio antes de perder capacidad
visual, o que con mayor o menor nitidez todavía puede ver gracias a los restos de
visión que conserva (Edo, 2017: 427). El símil es m uy característico de la AD, que
se revela un “géner o” proclive a la polisem ia (Edo, 2017: 424). Aunque el autor
considera que el uso de símiles se queda corto, el autor repara en que:
Las directri ces para audiodescri ptores aco stumbran a exhortarles a recurri r a símiles,
argumentando que nada podrá ser tan comp rensible para un invidente — sobre tod o si se trata de
formas o efectos difíci les de verba lizar — com o una comparación con un objeto conocido.
(Edo, 2017: 422)
La investigación también pone de manifiesto el uso de marcadores metafóricos o
“fórmula de incertidumbre”, como las llama el autor, como parece , podría ser , sugiere ,
indicaría , da la impresión o algo así como , que sirven p ara afronta r las o peraciones má s
abstractas los rastros de figurativismo, que no siempre dibujan un objeto
claramente identificable, como o curre en el arte con temporáneo. También pueden
tener una fu nción ate nuativa para “pre servar aquella polisemia que el arte de
vanguardia persigue sistemáticamente con los juegos a la frontera entre lenguaje
figurativo y no figurativo” (Edo, 2017: 423): en Los Tres Músicos , en vez de decir
que el músico que aguanta la partitura lleva barba, “se dice que la red de líneas
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
78
resuelven en sin é cdoque, la tercera en metonimia y, la última, en la metá fora tal y
como la entendemos en la actualidad.
En Ret ó rica , A rist óteles da un paso más afirmando que las metáforas son
comparaciones implícitas, por lo que considera que los símiles tienen el mismo
efecto que las metáforas y que su diferencia recae en que un símil r equiere de un a
palabra más, por ejemplo, como . Aristóteles conform ará el pensa miento reinante en
la filosofía y literatura hasta el siglo XX en cuanto a la naturaleza de l a metáfora
(Cameron, 1998, 2003; Deignan , 2005; Holme , 2004; Aubusson et al. , 2006; Way ,
1994). Hasta entonces, su uso será considerado una desviación del lenguaje n atural
y su función puramente ornamental. La teor ía de la com paración so stiene que la
metáf ora perten ece exclusivamente al leng uaje, por lo que una expresión Y es Z
corresponde de form a exclu siva a otra expresión, Y es A , por ejemplo (Way, 1994:
37 . Esta teorí a tendrá mucho peso antes de la aparición de la lingüística cognitiva
(Lakoff y Johnson, 1980). La teoría de la comparación bebe del pensamiento
aristot é lico y presenta a la metáfor a com o una forma de elipsis (Way 1994: 34),
una forma abreviada de la comp aración o el símil . Por ejemplo, l a expresió n
metaf ó rica la vida es un carrusel c orresponde al sí mil la vida es como un carrusel .
Encontramos tres principales problemas relacionados con esta visión. El primero
es el uso de un parafraseado literal (Searle 1979: 97) que no siemp re logrará
capturar el significado de la m etáfora. En el ejemplo anterior , al traslad ar la
metá fora la vida es un carrusel al sí mil la vida es como un carrusel podrían perderse
algunos matices. El segundo se refiere a la simetría de las expresiones de similitud.
Que A sea similar a B significa que B es similar a A , pero la mayor ía de las
metáforas no presenta n esta similitud y la hipót esis de que la relació n metafórica
entre el tem a y el vehículo en el sentido de Lakoff se entiende al relacionar
características similares no funciona con este tipo de metáforas. Sigu iendo con el
mismo ejemplo, que la vida sea un carrusel no significa que un carrusel sea como
la vida d e forma necesaria. Por otra parte, cabe destacar q ue la teor ía de la
comparación no puede explicar la necesidad de seleccionar caracterí sticas
espec ífica s y relevantes en la expresió n metafórica; una comparación no siempre
puede dar como fruto una expresión literal sencilla de aprehender. En resumen, la
falta de inter é s por la disim ilitud de los elementos de la metá fora propici ó nuevas
teorías a lo largo d e la Historia (Lakoff y Johnson, 1980). Según Lafoff y Johnson
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
79
(1980: 54) , Hobbes considera que el uso de metáforas condu ce a un entendimie nto
engañoso de la r ealidad. Por su p arte, Locke muestra el mismo desprecio por el
lenguaje figurado, que é l consider a enemigo de la verdad (1980: 57) . Este rechazo a
la metáfora desaparece durante el Romanticismo, donde la exaltación de la
imaginación de autores como Wordsworth y Coleridge, tal y com o L akoff y
Johnson señalan ( 1980: 192 ), hizo que el recurso retó rico que ocupa estas p áginas
fuera un o de los p ilares de la literatur a romántica. Sin embargo, fue so lo un breve
momento que dio paso de nuevo al objetivismo. La metáfora volvió a observarse
como una herramienta que sirve para cargar de emotividad y afectividad a una
idea. Sin embargo, aunq ue e sta es una característica muy importante, n o siempre
conlleva una respuesta emo cional (Way 1994 : 32). Por ejemplo, si tomamos co mo
ejemplo la expresió n metaf ó rica los mercados ha n subido , que tiene como or igen una
metá fora conceptual, como profundizaremos en el apa rtado 3.3.2., no
necesariamente despierta en lo s receptores tal respuesta.
3.2 Hacia un cambio de paradigma e n la metáfor a
En el transcurro del siglo XX , la metáfora se irá convirtiendo en objeto de estudio
de teorías que comienzan a tratarla como un recurso cognitivo y conceptual. Estas
teorías tendrán su máx imo apogeo cuando el en foque de la lingüística cognitiv a
supone el punto de inflexión para consid erar a la metáfor a como un recurso
meramente conceptual .
3.2.1 La metáfora como herramienta cognitiva
Metaphor (Richard, 193 6) supone un importante hito pa ra la historia de la metáfora
ya que es uno de los primeros en da r cuenta del pap el coartado que se le h a
conferido al recurso retórico desd e la filosofía griega, pues se asumió que era un
mecanismo especial y excepc ional en el uso de la lengua, una des viación del
lenguaje literal. De este modo se deja de lado su carácter omnipresente y se ha
inhibido la habilidad de los estudiosos de apreciar su funcionamiento e
importancia (Richards, 1 936). Durante siglos, la metáfo ra como herramienta de
cognición no tuvo cabida en los estudios de filosofía o literatura, ya que estos se
ocupaban exclusivamente de su n aturale za literal en el discurso.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
80
La teor í a de Richards, que era cr ítico literario, se opone a la visió n cl ásica de que la
metáfora se basa en las similitudes entre dos t é rminos diferentes. En cambio,
expone que la interpretació n metafórica es la que motiva y cr ea sim ilitudes entre
ellos. A rgumenta que la metáfora es una in teracción entre dos pensamientos sobre
cosas diferentes apoya dos por una so la palabra o frase (Rich ards 1936: 93, citado
por Way , 1994: 5). Richards divide la met áfora en dos partes: el tenor y el veh ículo .
El prime ro se deno m in a así porque es el dominio l iteral, y el segundo alude a su
función de reimaginar el tenor a través de otro elemento. Veamos el ejemplo de la
metá fora los hom bres so n lobo s , donde los hombres es el tenor mientr as que los lob os
es el vehículo. En este ejemplo , el tenor ( los hombres ) se entiende en t é rminos del
vehículo ( los lobos ) metafó ricamente. Más tarde, al tenor y vehículo se le añade el
fundamento , que es el conjunto de rasgos com partidos tanto por el tenor como por
e l v ehículo. Max Black (1962), desde su condició n de filósofo, crea la teoría de la
interacción basándose en la tesis de Richards. Además de tratar de interpretar las
metáforas en un nivel cogni tivo - conceptual, un nivel diferente de tratar a las
metáforas c omo una m era figura de habla, cambia la terminología por marco y
foco, o sujeto primario y secundar io. En este caso el sujeto prim ario sería el
hombre y el sujeto secundario, el lobo. Se crea, entonces, una interacción entre
ambos dominios donde las implicaciones asociadas al sujeto secundario se
transfieren al sujeto primario, de modo que este sujeto primario se ve a trav é s del
filtro del sujeto secundario. Según Black, es necesario tener conocimiento del
sentido literal de los sujetos, a demás de las ap rec iaciones culturales que los ro dean
(Black, 1962: 35). Esta visi ón tiene mucha relación con la concepción cognitiva de
la m et áfora que alcanzará su punto de partida en Lakoff y Johnson (Martín de la
Rosa, 2002: 16).
Acerqu é monos ahora a otros teóricos del lenguaje que han dedicado parte de sus
estudios al estudio de la metáfor a y cuyas ap reciaciones han servido, de igual modo
que las teorías de Black y R ichards, al nacimiento de la teoría de la metá fora
conceptual, teor ía en la que basa su razón de ser esta tesis y que ser virá com o base
para anal izar y estudiar nuestro corpus.
Los no cons tructivistas Hau s sman (1979 ) y Ricoeur (1978) tienen en común una
serie de características que rodean al estudio de la metá fora y que supusieron la
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
81
base de la concepción de la comparación entre dominios, base las teorias de
Lakoff y Johnson y las más actuales . E stas pueden resumirse en que las metáforas
pueden ser de ayuda para la creación de nuevo significado y para tener la
capacidad de encontrar semejanzas entr e dos pa rte s. Lo s componentes de la
metá fora (segu imos aquí denominándolos, por influencia de Black, sujetos
primario y secundario) se influyen recíprocamente, por lo que los significados de
ambos componentes pueden cambiar. Por ejemplo, el sujeto primario, hombre
cuenta con unas características p ropias, y el sujeto secundario lobo , con otras. Las
características que comparten está n claras y gracias a ellas puede entenderse la
metáfora. Pero, al unirse estas característica s en la metáfora en sí, aparece un
nuevo signi ficad o. El parafraseo del que hablaba la teoría de la comparación ( Way:
1994: 36 ) tiene como resultado una p é rdida de signific ado en la metáfora final,
pues tanto las similitudes como las diferencias son apreciables en las metáforas.
Por ejemplo, el hombre al que hace referencia la metá fora el hombr e es un lobo no
tiene pelo por todo el cuerpo ni aú lla, pero muchas de las cualidad es del lobo
original se han proyectado en é l mismo. Ademá s, Ricouer (1973) a ñade el papel de
la metáfora como fu ente d e tensión y afirma que algunas metáforas conllevan la
creación de nuevas connotaciones más que la actualización de connotaciones
potenciales preexistentes.
Searle elabora la teoría de los actos de habla, que se definen como una capacidad
de un hablante de decir algo y que esto tambi é n sign ifique algo más , esto es, que el
hablante pueda querer decir algo más que lo meramente deno tado o
semánticamente proferido ( Lakoff y Johnson, 1980: 272 ). Lo m ás importante de
esta teoría en lo que concierne a la m etáfora es el cambio en la actitud frente a su
naturaleza: se expone la diferenciación entre el significado de una palabra y la
significación que el hablante hace de ella. Desde el punto de vista del hablante la
teoría h ace hinca pi é en cóm o puede decirse algo m ediante e l contexto y, desde el
punto de vista del emisor, cómo puede descifrar tal cosa de igual modo. Los
defensores de esta teoría relacionan la metá fora con la pragm ática y no con la
semántica, como en la teoría de la comparación, que no trata la posibilidad de la
interpretació n metaf ó rica a trav é s del contexto. S earle ha bla de la desviación de la
metá fora, que se corrige a trav é s de unos princip ios básicos que cualquier
exposición de habla tiene que cumplir . De forma muy similar, Gr ice (1975) es el
creador del llamado Principio de Cooperación, un modelo inferencial que sirve
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
82
para pasar de lo dicho a lo implicado a trav é s de un as máximas (cualidad, cantidad ,
relevancia y manera) que tanto el emisor como el receptor deben respetar para
entender lo expuesto. Sin em bargo, en el momento en el que emisor viole las
normas establecidas, la alternativa posible es contar con el significado metafórico
de lo emitido. Esta aproximación a la comprensión de la metá fora a trav és de la
pragm ática , Grice sugiere en Metaphor and Id ioms (1975) la violació n de este acuerdo
tiene una serie de funciones comunicativ as. La reinterpreta ción de tal viola ción por
parte del receptor es esencial.
3.3 La metáfora como eje de la lingüística cognitiva
La Ling üística Cognitiva es un m ovimiento lingüístico que concibe el lenguaje
como un fenó meno integrado dentro de las capacida des cogn itivas hum anas
(Ibarretxe et al. , 2012 ). Esta disciplina puede dividirse en diversas ramas de
estudio, entr e las que po demos des tacar la gramática de corte cognitivo
( Langacker , 198 7, 20 01, 2012b) y la gram ática de co nstrucciones (Kay y Fillmore,
1999 ); la teoría de los prototip os y las catego rías denomi nadas de nivel básico
( Rosch y Mervis , 1975 ); la sem ántica y la forma de organi zar y almace nar el
conocimiento (H aiman , 1983 ) y la semántica de marcos (Fillmore, 1985); la forma
de conceptualizar las categor ías concep tuales en relación con nuestra experiencia
sensorial y motora, como la teoría de los esquemas d e imagen (Johnson , 1987 ), en
la que nos deten dremos a continu ación; y la metá fora y metonim ia, con trabajos de
Lakoff y Johnson (1980), Lakoff (1987 , 1993), Lak off y Turner (1989), Lakoff
(1993, 1996), Lakoff y Johnson (19 99), junto con la teoría de los espacios me ntales
(Faucon nier y Turner, 1 995, 1998, 2003 ; Turner y Fauconnier, 1995) que
analizaremos más adelante en profundidad en este capítulo. Todas ellas comp arten
la idea de que construimos nuestra experiencia con el mundo m ediante la
naturaleza de nuestros cuerpos y que, además, organizamos nuestra experiencia
física y corporal de forma metafórica. Por lo tanto, nuestra lengua, que es la
herramienta más potente de la que dispone mos para organizar nuestro sistema
conceptual, es altamente metafó rica (Evans y Green, 2006).
Por otra parte, tal exp eriencia corporal está guiada por el sistema sensorial y se
organiza en image schem as o esquemas de imagen, t é rmino que fue acuñado por
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
83
J ohnson (1987) en uno de los primeros libros base de la lingüí stica cognitiva, The
Body in the Mind . Estos esquemas de im ágenes son definidos como regularidades,
formas o esquem as recurrentes de las actividades sensor iales que organiza n nuestra
cognición, a demás de nuestra experiencia lingüística basada en la experiencia
sensorial y a su vez en el contexto histórico basado en las anter io res (Johnson
1987: 35). De este m odo, proyectar so bre un árbo l una orientación vertical es un
hecho no proposicional que re sulta de la experiencia corpo ral del individuo con su
entorno, aunque para comunica rlo se deba recurrir a un contenido propo sicional.
El propósito de Johnson no es solo afirmar que hay estructuras de significado con
una dimensión no prop osicional o preconc eptual que surgen de las primeras
interacciones corpo rales, sino ad emás investigar cuáles son esas estructuras de
significado.
La mayor parte de la cognición humana no está representada por medio de
información proposicion al, sino que se ba sa en m odelos e structurales de nuestras
interacciones perceptuales, de nuestras accion es corpór eas y de la manipulación
que hacemos de los objetos que nos rodean. En este momen to es en el que
aparecen los esquemas de imágenes, ayudándonos a representar nuestras
actividad es sensoriales, espaciales, or ientacionales y tempor ales (Gibb s , 1994: 210).
3.3.1 El sistema conceptual
La estructura metafórica la mente como cuerpo ejemplifica la idea de que nuestro
sistema conceptual metafó rico está motivado por nuestra experiencia corp oral
(Sweetser , 1990: 29). El corazón , por ejemplo, a menud o simboliza nuestr as
emociones porque el bo mbeo de sangre se in crementa cuando nos vemos
afectados por emociones fuertes. Cuando hablamos del enfad o hacemos uso de
té rminos relacionados con el gusto, tal como las emociones desagradables son
análogas con el gusto amargo en las papilas gustativas. La luz y el brillo se
relacionan con la felicidad. La función de los modelos abstractos es la de permitir
una mayor aplicabil idad a la vez que disminuyen los esfuerzos de p rocesamiento,
ya que, como expone Ruiz de M endoza:
Las expecta tivas de econom ía co gnitiva n os condu cen a ac tivar esquem as de im ágen es con
preferenc ia sobre otros m odelos cognitivos no gen é ricos y q ue, cuando la activa ción de otro
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
84
model o cognit iv o es insosl ay abl e, esta se produce de form a parcial, guiad a p or la estructura básica
del esquema de imágenes.
(Ruiz de Mendoza, 1 998: 263 )
Por lo tanto, podemos observar que los esquemas de imagen pueden fu ncionar
como una h erramienta cognitiva muy importante en cuanto a la for ma de enten der
el mund o y, en nuestro caso, en cuanto a la fo rma que el mundo visual tiene que
ser traducido al plano lingüístico. Johnson (1987) nos presenta decenas de
esquemas de im ágenes, pero señalaremos algunos de los ejemplos que nos parecen
más interesantes para el tema tratado, es decir, los esquemas de imágenes
relacionados con la manera de conocer el mundo y relacionarse con é l, ya que a
trav é s de ellos acceden las personas con DV al conocimiento de determinadas
nociones abstractas. Es muy interesante la familia de esquemas de imagen
relacionada con el espacio en ingl é s, cuya idea más relevan te es que está organ izada
en to rno a do s con ceptos básicos, el de recipiente ( containment ) y camino ( path ). El
esquema de recipiente es tridimensional (Ruiz de Mendoza , 1998 : 264). Percibim os
nuestros cuerpos como contenedores o recipientes, y como una serie de elementos
que se hallan en los recipientes. Basamos nuestra experiencia en torno a un
interior, unos límites y un exterior. En cuanto al esqu ema de camin o, está
estrechamente relaciona do con la trayecto ria y el movim iento, ya sea literal o
metafóric amente, de un lugar a otro. Así pues, este tipo de esquema de imagen,
funciona en muy d iversos cam pos, com o vem os en el ejemplo de M oreno Lara
( 2004 ), en su estudio de las metáfo ras utilizada s en el lenguaje polí tico period í stico:
la política es un a misión, que explota algunos elem entos del esquema de camino a
trav é s de la traslación del origen y la meta del camino al comienzo y el destino de
un líder o proyecto político, y las fuerzas favorab les y desfavorables que surgen en
el camino se corr esponden con la energía que emanan de ciertos políticos d e un
orden casi espiritual. La teor í a de los esquemas de imagen y la conceptualización
abstracta del mundo es muy interesante para la creació n de met áforas relacionadas
con la experiencia física y su uso en las relaciones sociales de los individuos, ya que
están muy relacionados con la capac idad de socialización de las personas con DV y
su relación corpor al con el mund o, más all á de la concepción abstracta tradicional
del lenguaje metafórico y su lu gar relegado con el habla nte ciego.
Dejando de lado la teoría de los esquemas de imagen y la e xistencia de patrones
mentales basados en la experiencia corporal, que trataremos en pró ximos cap ítulos
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
85
centr é monos ahora en la gramática y semántic a cognitivas, las primeras grandes
ramas de estudio que se engloba en los estudios de la lingüí stica cogniti va. Desde
el cogn itivismo, la gr amática se analiza como un conjunto de procesos cognitivos
enraizados en el uso que hacemos los hablan tes de la lengua. Se deja de lado el
enfoque de la gramática como un mero sistema de reglas y p alabras (Evans y
Green , 2006). La gramática consiste en un sistema de un idades con sentido que
pueden asociarse para dar lugar a la creación de un sentido superior: morfemas,
palabras y construcciones gramaticales. Por otro lado, la semántica cognitiva trata
de estudiar la relación entre la ex periencia, la cogn ición corporal y la lengua .
Mediante la conceptualización de estos elementos se da lugar a la construcción del
sentido.
3.3.2 La Teoría de la Metá fora Conceptual
En el campo de la lingüística cognitiva, la obra pionera que sentó las bases para el
cambio de en foque que se dio a comienzos de los años 80 fue Metaphors we live by ,
de Lakoff y Johnson (1980). Esta obra dio lugar a la Teoría de l a Metá fora
Conceptual (CM T). Bas ándonos en el estudio de Metaphors we live by , podemos
resumir las nociones básica s de la CMT en los siguientes fu ndamentos teó ricos:
• La metáfora es la herramienta que estructura nuestro pens amiento.
• La metáfora estructura nuestro conocimiento.
• La met áfora es el elemento central y más importante en el que se basa la
lengua abstracta.
• La metá fora est á completamente asimilada y es la base de nuestra
experiencia física y corporal.
• La metáfora es ideoló gica.
La CMT supone un giro total a la concepción anterior de la metáfora, casi
totalmente est é tica, ya q ue los nuevos fundam entos convierten a la m etáfora en un
elemento que ex iste, sobr e tod o y de forma prim era y prim ordial, en el
pensamiento pero no en la lengua. Este paso del pensamiento a la lengua s erá
discutido de forma extensa más adel ante. Aunque, como ya comentamos, las
teorías d e Richa rds y Black fueron pioneras en señalar que la metá fora n o es un
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
86
mecanismo extraño o anormal de la lengua y establecieron que es un proceso
mental y no una mera exp resió n ling üística, fueron la obra de Lakoff y Johnson y,
unos años antes, el germen del volumen de artí culos editado por Andrew Ortony
Metaphor a nd Thought (1993), los principales puntos de partida de la C MT.
En Metaphors we live by , Lakoff y Johnson hacen un exhau stivo repaso a las
tradiciones intelectuales que con forman la metáfora como herramienta esencial del
pensamiento y tratan, por primera vez, este fenó meno de forma sistem á tica. La
met áfora es considerada un mecanismo cogniti vo general puesto al servicio de la
conceptualización, cuya función es, esencialmente, entender y exper imentar un
tipo de cosa en t é rminos de otra. Además, permite conceptualizar con coherencia
y sistema ticidad un dom inio cognitivo (o mo delo cogn itivo idea lizado), abstracto o
intangible, en t é rminos de otr o, más concreto y cercano.
3.3.3 Los dos niveles de conceptualización de la metá fora
En el siguiente apartado, trataremos la parte central de la metáfora actu al: los
domínios que sirven para conceptualizar los mapas conceptuales que crean la
comparación linguística.
3.3.3.1.1 Proyecció n metaf ó rica: mapas c onceptuales
Una met áfora proyecta esquemas preconceptuales básicos, es decir, imágenes
mentales, sobre dominios complejos y abstracto s. Debemos tener en cuenta que
tal proyección se realiz a entre lo que se conoce como dominio s y nunca entre
significados o t é rminos (Lakoff y Johnson, 1980). Si la proyección fuera de un
té rmino a otro, el plano resultante sería puramente l é xico, por lo que la
concepción no ser í a cognit iva. La pro yecci ón l é xica es el centro de los estudios
sobre metá fora anteriores al co gnitivismo.
Como hemos comentado sobre l a teor ía de Richards (1936), afirma que ocurre una
traslación desde un vehículo a un ten or. Este plano de realización es pu rament e
lé xico. Lakoff y Johnson introducen los t é rminos, dominio origen ( sour ce dom ain ), y
dominio meta ( target domain ). El dom inio m eta, a su vez, estr uctura los límites que
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
87
será n representados de forma autom ática. Esto responde al principio de i nvarianza
(Lak off y Johnson 1980), que consiste en que la correspondencia proyecta su mapa
conceptual en el do minio meta de una forma co nsistente con la estructur a de esta .
A su vez , los mapas meta fóricos preservan la tip ología cognitiva, es de cir, la
estructura d e esquema de imagen del dom inio o rigen en el dominio meta, ademá s
de importar solo los elemento s d el d ominio origen que sean consistentes con la
estructura del dominio meta. Por ejemplo, las relaciones se rep resentan en las
relaciones, los objetos en los obj etos y las acciones en las acciones. En la metáfora
el amor es un viaje, el d ominio origen es el via je y el dominio m eta es el amor. La
metáfora, de este modo, proyec ta en el dominio meta los conce ptos del dominio
origen, además de sus relaciones, esto es, su m apa conceptual. La utilidad de este
proceso es que logramos comprender y expresar ideas sobre un concepto más
abstracto ( el amor ) por m edio de un dominio conceptual más sencillo. Un ejemplo
sería estamos en una encrucijada . Estas correspondencias no s on arbitrarias, ya que se
basan en nuestra experiencia cotidiana y corporal, además de en nuestro
conocimiento d el mundo. La mayor parte de las veces se usa de form a
inconsciente y automá tica, sin ningún esfuerzo especial, tal como se usa el sistema
lingüí stico o el resto del sistema co nceptual. Por lo tanto, m uchos mapas son
universales, aunque existen algunos mapas especí ficos a culturas espec í ficas.
Las metáforas conceptuales, tales como la metáfora estructural una discusión es una
guer ra, forman conjuntos sistemáticos d e correspo ndencias, ta mbi é n denominados
mappings, que nos ayuda n a concebir un dominio (el meta), en t é rminos de otro
dominio (el origen). Entendemos el concepto discusió n en t é rminos de otro
concepto, guerra . Esto qu iere decir que utilizamos nuestro conocimiento sobre
guerras para entender las discusiones y que el uso de m etáforas trae consigo una
transferencia de conocimiento del dominio origen al dominio meta o, dicho de
otro modo, un mapa entre dominios ( cross - domain mapping ).
En estudios más recientes, se han vertido críticas en cuanto a la validez de la teorí a
del cross - domain mapping . Vervaeke y K ennedy ( 1996, 2004 ), por ejemplo, ha n
expuesto que debe existir un conocimien to previo relativo a ambos d ominios par a
que el dominio origen mo tive el entendim iento del dominio m eta. La comprensió n
metaf órica exige una similitud o unas propiedades compartidas entre ambos
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
94
muertas, que parecen no formar parte del sistema metafórico. Han perdido sus
connotaciones metafóricas y se han convertido en expresion es del lenguaje
“ com ún”. Son ex presiones que u n día estuvieron vivas pero se han convertido en
expresiones convencionales debido al uso constante que se ha hecho, expresiones
metafóric as vivas que han perdido su vigor (K ö vecses , 2002: ix). E ntre las
metáforas convencio nales muertas podemos destacar el cuerpo de un texto o la copa de
un árbol . Por su parte , las metáforas nov edosas establecen un pensamiento nuevo o
una nueva forma de pensar, por lo que no están localizadas dentro de nuestro
sistema conceptual. Por último, las metáforas novedosas pueden ser las pa rtes n o
utilizadas de metáforas con ceptuales usuales o extensiones de la parte má s com ún
de una metáfora (Lakoff y Johns on , 1980: 53).
Más tarde, en 1987, Lakoff propondrá una segunda clasificación de las metáforas
muertas en la base de conexio nes conceptua les. El primer tipo es el de palabras
que están consideradas muertas lingüísticamente porque el sentido literal original
de la palabra no está en uso en la actualidad. Tal es el caso de la palabra pedegree ,
cuya referencia original, que era un árbol genealógico y cuyo origen era una
extensió n metafórica de un t é rmino franc é s, pied de grue (pata de grulla), ha
desaparecido. Además, el mapa mental de las patas de una grulla para designar un
árbol genealógico tambi é n ha desaparecido. El segundo se refiere a las palabras
cuyo sentido literal original ha desa parecido, aunque el map a mental sigue estando
en uso. Lako ff nos ofrece el ejemplo de la pa labra comprehe nd , en el sentido de tomar
o coger alguna cosa . Este sentido ha desaparecido en ingl é s, pe ro el significado
extendido de mentally comprehending an idea sigue siendo vá lido. El tercer tipo de
metáfora muerta habla de metá foras de im ágenes o one - shot metaphors cuyos
sentidos liter ales y metafó ricos están en uso. El t é rmino dunk est á ampliamente
u sado en ingl é s americano para habla r de un movimiento de baloncesto. La acción
original era la de mojar una galleta u otro alimento en una bebida caliente, cuya
imagen se relaciona per fectamente con la ima gen de in troducir el balón r edondo
como una galleta en la canasta. Am bas interpretaciones están perfecta mente en
uso. El último tipo de metáfora es muy similar al anterior, pero hacer referencia a
metáforas conve ncionales cuyo sentido literal está en uso, como es el caso de grasp ,
en el que el significado primario es agarrar firmemente, que sigue en uso, y su
significado metafórico es com prender.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
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Por otra parte, es esencial detenern os en la clasificació n de met áforas conceptuales
que tambi é n establecen en Metaphors we live by Lakoff y Johnson, que se divid en en
estructurales, orientacionales y ontoló gicas. Las metáforas orientacionales no
estructuran un concepto en t é rminos de otro, sino que organizan conceptos
haciendo uso de la orientación espacial. Se basan en los esquemas de imágenes que
ya hemos coment ado en la sección xx y que constituyen la base de las experiencias
más bási cas del humano. Se consideran las metá foras m ás elementales porque su
base experiencial es m uy fácil de dilucidar . Un ejemplo de este tipo de metáfora es
más es arriba ( el paro ha s ubido un 5% en el ú ltimo mes ) y menos es abajo ( ha habido un
descenso importante en la compra de inmuebles ). Las metá foras ontol ógicas, por su parte,
son muy frecuentes pues per miten al ser huma no interaccionar con su entorno de
una forma que se adapte m ej or a la realidad física. Tienen, pues, la función de
nexo racional con nuestras experiencias (Lakoff, 1980: 26). Su función principal es
proyectar un estatus de entidad sobre conceptos que son difíciles de aprehender,
como montañ a o r ío. Por lo tanto, el ejemplo má s t ípico es la personificación,
mediante el que entendemos un concepto intangibl e en t é rminos de una persona:
falda o pies de la m ontaña son ejemplos bá sicos de m et á foras ontol ógicas.
Tambi é n podemos señalar ejemplos más complejos , co mo el país es una p ersona:
España vuelve la cara a la inmigración ilegal . Por último, la función que las metáforas
estructurales tienen es la de estructurar un concepto en t é rminos de otro. La
complejidad es mayor, ya que su base es exp eriencial y refleja aspectos de una
cultura individual. Nos per miten utilizar un concepto estructurado y delineado
para estructurar y delinear otro diferente. Una discusión es una guerra (Lakoff, 1980:
4), represen ta de forma com pleta este tipo de m etáfora: sirve p ara entender y
experimentar un tipo de cosa en t é rminos de otra en base a una cultura y una
experiencia. La guer ra estructura nuestr as acciones y p ensamientos cuando
participamos en una discusión. Se puede ganar o perder según se utilice una u otra
estrategia; se atacan las posiciones d el oponente y se defienden las prop ias.
3.4.2 Tipos de metáforas desde ot ras aport aciones
En la clasificación de Deignan (1998 , 2005) aparecen cuatro tipos d e metá foras
convencionales, que asocia con los estud ios de corpus: las innovadoras, la s
convencionalizadas, la s muertas y la s históricas. Debido a la natur aleza de nuestra
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
96
investigación basada en corpus, es necesario que n os d eteng amos a observar esta
clasificación. Las primeras, innovadoras, tienen mucho inter é s pa ra los
investigadores en literatura. Tanto e stas como las históricas pueden identificarse de
forma r ápida con el uso de análisis de corpus porque no existen en gran medid a en
nuestra lengua común. Para los otros dos tipos de metáforas, Deignan (2005: 42)
sugiere las nocio nes d e cercan ía ( coreness ) y dependency ( dependencia ). A trav és de
e stas, los investigadores pueden diferenciar entre metáfor as convencionaliz adas y
metáf oras muertas. En las convencionalizadas, el sentido metafórico tiende a
evocar el sentido literal, por lo que la cercaní a será mayor. Además, el sentido
metafó rico será dependiente del sentido literal. Si las nociones de cercanía y
dependencia no pueden un ir al sentido metafórico con el litera l, la metáfora ser á
considerada muerta.
Por otra parte, Go atly (1997) expon e que la distinción entre lenguaje literal y
metafó rico está influido por el grado de metaforicidad de la expresión en cuestió n.
Distingue cin co categor ías para d istinguir la escala de metáforas ling üísticas: active ,
tired , sleeping , buried y dead , o lo que es lo mismo, activas, ca nsadas, dormidas,
enterradas y muertas. Esta clasificación se b asa en la relación del habla nte y del
oyente con el s entido litera l d e un a palabra. Como podemos obser var, no es sin o
una prolongación de las metáforas convencionales y novedosas de Lakoff y
Johnson. Sin embargo, es interesante que volvamos en capítulos posteriores sobre
la relación de las expresiones co n el grado de metaforicidad.
La Teor ía de la Metáfora Primaria de Grady (1997 : 270) vuelve a analizar el
ejemplo de Lakoff y Johnson de la metáfora conceptual las teo rías son edificios
para diferenciar en metá foras b ásicas, primarias y complejas. La teoría ar gumenta
que expresion es com o Your facts are solid, but your argumentation is shaky o That theory
caved in under the weight of scrutiny están aceptadas, pero expresiones como This theory
has French win dows no son válidas ( 269 - 270). Además, señala que l os t é rminos
relacionados con la construcción pueden utilizarse para hablar de otros temas, por
ejemplo arquitecto puede utilizarse para el campo de las finanzas. Esta
inconsistencia se debe a q ue la s teor ías so n ed ificios es una m etáfora conceptual
compleja, ge nerada por la interacción de la orga nización es estructura física y persistir
es permanecer erecto. Por lo tanto, la o rganización es física es una metá fo ra b á sica
que da lugar, complement ándose con otra, a una metáfora compleja. La
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
97
posibilidad de desmembra r m etáforas complejas en metá foras b ásicas significa un
avance en la investigació n para observar por qu é algunos elementos funcionan
como dominio meta en algunos escenarios y otros no.
3.4.3 La metáfora en el grupo Pragglej az
En el marco del grupo Pragglejaz , Gerard Steen ( 1994, 2007, 2008) presenta una
divisió n entre met áforas que será de mucho inter é s para esta tesis, pues está
estrechamente relacionad a con el m é todo de análisis que, adap tado, utilizaremos
para nuestro corpus. Steen nos propone tres dimensiones para analizar la
metáfora, en la forma lingüístic a o lengua, en la estructu ra conceptual o
pensamiento y en la función comunicativa. La primera división se da en el plano
lingüístico, entre metáfora directa y metáfora indirecta . T í picamente, es ta
distinci ón se relaciona con símil y m etáfora, aunque hay casos en los que una
metáfora puede ser directa y no ser un símil a trav é s de o tros ma rcadores o
estructuras que dan cuenta de su directn ess. Se considera que ambos mecanism os
activan mapas concep tu ales similar es y, por lo tanto, estructuras metafó ricas como
las perlas de sus dien tes , una met áfora, y sus dientes son como perlas , un s ímil, activan un
mecanismo similar en lo que se refiere al mapa conceptual que proyectan. La
segunda se refiere a la estructur a conceptua l, desde la m etáfora con vencional ha sta
la metáfora novedosa, con un significad o similar al de L akoff y Jonsh on (1980) y
otros autores. Por último, dentro de la función comunicativa, nos encontramos
con metáforas deliberadas y no delibe radas. El concepto de metáfora deliberada es
realmente un concepto nuevo dentro de la investigació n en met áfora, tal como
indica Steen, en co ntraposición con el lugar prin cipal que ocupa la metáfora
convencional, autom á tica e inconscien te, es decir la metá fora que se analiza
mayormente en Lakoff y Johnson. Por esta razón, se plantea cuál es la diferencia
de uso entre ambos tipos de metáfora, en contraposición con la metá fora no
deliberada. La metá fora d eliberada est á muy relacionada con la función
comunicat iva porque, al rea lizarse de forma consciente, se realiza con un objetivo
comunicativo, “h ence requires some feature which alerts the add ressee that it is
intended to be rea lized as a metap hor ” (2009). Por lo tanto, está muy relacionada
con el símil, pero no está ni relegada a é l ni req uiere de los mismos mecanismos,
tal como ocurre en la distinció n entre met áfora directa e indirecta. Requiere un
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
98
procesamiento por comparación porque, inevitablemente, debe guiar al receptor a
un dominio origen desde el que c ontemplar el dominio meta. En otras palabras, el
emisor conduce la atención del receptor a un dominio origen como si fuera un
dominio ajeno al discurso local, para despu é s h acerle considerar algún a specto del
dominio m eta desde esa perspectiva, introduciendo otro dominio conceptual que
necesita ser integrado a trav é s de una online comparison (Steen, 20 08). Las
comparaciones no literales extendidas son otro claro ejemplo de este tipo de
metáforas. Veamos un ejemplo extraído de nuestro corpus donde aparece un a
audiodescripció n de la obra de Joseph Beuys, Lightning with Stag in its Glare . En la
descripci ón se utiliza una comparación con el mundo industrial de forma
extendida, con terminología relacionada con maquin aria y obra s de ingeniería par a
dar lugar , al fi al de la descripción a una comparación con la impersonalidad de las
máquinas y el mundo futuro. En el ca pítulo 5 ahondaremos más en este tipo de
metáfora tan importan te para nuestra investigació n, pues el m é todo empleado en
el análisis de nuestro corpus se ha alim entado de estas distinciones.
No queremos dejar de analizar los rasgos de otra teoría que puede relacionarse con
nuestro objeto de estudio en tanto que considera los espacios mentales y la
construcción de la metáfora en el m omento de recib irla, asociando la información
nueva con el conocimiento del m undo.
3.5 Teoría del Blending
El problema de la unidirecc ionalidad de los mapas conceptuales, como hemos
comentado en el apa rtado 3.3.3.1 , puede explica rse de forma co ncreta con la
Teoría de la Integraci ón Conceptual o Blending Theory , que Fauconnier y Turner
( 1995, 1998, 2002, 2003 ) d esarrollaron a partir de la CM T. Aunqu e muchos han
visto en el Blending una contraposición con la CMT, los propios autores
argumentan que no es así:
There is a mistake n per ception that "metaphor theory" a nd "conceptual blending" are com peting
views, and that there is some argument between us over this. The real situation is this (...) We see
the research p rogram s develop ed for metap hor and ble nding as m utually reinfo rcing and often
deeply i ntertwined, rather than at odds with eac h other .
(Fauconnier y Lafoff 2011: 1)
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
99
La principal aportación del Blending es la incorporación d e los espacios mentales a
la existencia de la CM T de los dominios. En la CMT, ex istí an algunos problemas
relacionados con que algunas imágenes descritas en las metáforas conceptuales no
existían ni en el dominio or igen ni en el meta (Kovecses, 2002; Deignan, 2005).
Además, los hablante s (siempre según el Blending ) hablan sobre una exper iencia
que perciben que es parcial y temporal. Se presenta así la idea de que tiene lugar un
proceso en línea que ocurre en la construcción del significado de la metá fora. La
met áfora se interpreta en t é rminos de un modelo formado por cuatro espacios en
lu gar del modelo de transmisión de dos dom inios del CMT. Al p rocesar una
metáfora, los espacios 1 y 2, es decir, el dominio origen y el meta, consiguen que
las co rrespondencias entre ambos esp acios se unan para dar lugar a la
comprensió n metafórica. La nueva inform ación integra da (o blended ) es trasladada
al espacio 3 ( espacio integrado ), mientras qu e las estructuras conceptuales
compartidas por el espa cio 1 y 2 se trasladan al espacio 4 ( espacio gen é rico ).
Como ya hemos comentado, la unidireccionalidad y los problemas que
estaconlleva desaparecerían, pues a mbos espacios (1 y 2) tienen importa ncia en la
comprensión de una metáfora. Del mismo mo do, el problem a de las im ágenes que
no existen ni en el dominio or igen ni en el meta desaparece al existir un espacio 3
donde aparece de forma selectiva nueva información de la unión de los dos
primeros. Las inferencias, los argumentos o las ideas que han sido desarrolladas en
el blend pueden tener efectos en nuestra co g nición, ayudándonos a modificar la
información inicial que hemos recibido y cambiar nuestro punto de vista de
determinadas situaciones (Fauconnier y Lakoff, 2011). Utilizamos las redes de
integración conceptual de forma sistemática cua ndo con struimos significado en
línea. Algunas de las integraciones que llevamos a ca bo son noved osas y otras
están más asimiladas, pero raramente prestamos atención a tal proceso. Una red de
integración conceptual co nsta de cuatro espacio s mentales. Dos de ellos se llaman
espacios de proyección ( input spaces ). Entre ellos se establece una p royección o
mapa de correspondencia s. Esta proyección de correspon dencias nueva reflej a la
estructura común a los dos espacios d e forma má s esquem ática. Esta nueva
estructura se considera el tercer espacio, que se denomina espacio gen é rico. Tras
este pr oceso, a parece el cua rto, llamado espacio integrado ( blend ), qu e se crea
gracias a una proyección selectiva entre lo s dos prim eros espacios. E s interesante
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
100
el concepto de que, a través d e é l, ap arece estructura emergente de diversas
formas. Adem ás, esta estructura puede volver a proyectarse en el resto de la red de
integración.
De este modo, podemos llegar a entend er el poder de la metáfora como recu rso
comunicativo, válido para el intercambio de información com pleja en la
comunicación. E n el siguiente apartado, trataremos precisamente las teorías que
han considerado la metáfora una herramienta de comunicación, que van en
sintonía con las nuevas tendencia s de estudios de metáfora.
3.6 La metáfora co mo herramienta de comunicación
El objetivo general del siguient e apartado es mostrar que la dimensión
comunicativa de la metáfor a no p uede red ucirse a su dimensión conceptual ni
lingüística, aunque sea posible d irectamente a través de la segu nda . Tratarem os las
características espec íficas que la diferencian d e su dimensi ón cognitiva .
3.6.1 La met áfora en el discurso
La metáfora tiene un papel muy importante en ámbitos del discurso tan variados
como la literatura, la política, la ciencia, la educación, la publicidad o las
enfermedades m entales (Semin o, 2008: 31). En los últimos tiem pos, han aparecido
teorí as de análisis del discurso que se han ocupado del análisis metaf ó rico como
inter é s principal. E ste ha dado un vir aje hacia otros modos, p or lo que podríamos
hablar de un nuevo fenómeno de análisis multimodal (Kress, 2010 ), que en los
ú ltimos a ños ha tenido como inter é s diferentes tipos de d iscursos, como la
gestualidad (Cienki, 1997, 2010; Cienki y Müller, 2008 ), la enología (Caballero y
Suárez - Toste, 2008 ), la an imación y la pub licidad, (F o rceville, 1998, 2002, 2005 ;
Pérez Sobrino, 2017 ), el cine (Whittock, 1990 ), etc.
Estas nuevas tipologí as de análisis de formas metafóricas ling üísticas se han
centrado en diferenciar los usos ind ividuales de la metáfo ra en con textos
específicos y los patrones d e metáforas convenciona les en la lengua general,
además de las relaciones complejas que existen entre ellos. La tendencia es la
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
101
interacción de la convencionalidad y la creativid ad en estos uso s metafóricos,
además de la diferenciaci ó n entre la m et áfora en la lengua y la metáfora en las
representaciones mentales del m undo y en el pensamiento (S emino, 2017 ).
Es importante que señ alemos en este punto la importancia del uso de las
metáforas en el discurso y el papel que desempeñ a la met á fora co mo funci ón en
las relaciones basadas en cualqu ier tipo de discurso entre persona s. Mientras que la
CMT arrojaba preguntas que giraban en torno a la cuestión de qu é modelos
metafóric os particulares ocurren en una lengua particular o en un conjunt o de
lenguas, el estudio específico de la metáfora en el discurso se cen tra en cuestiones
más específicas: la razón por la que existen metá foras par ticulares en determina dos
tipos de textos, g é neros o discursos. Semino expone que la diferencia primordial
entre ambos enfoques es que la CM T h ace r eferencia a ex periencias físicas y
corporales mientras que el segundo se ocupa del papel que juegan emisor y
receptor, sus identidades y objetivos, su s relaciones, el contexto (social, político,
histórico, cultural, etc.) y el contexto lingüí stico.
Por lo tanto, en este nuevo tipo de análisis del discurso metafórico, entra en juego
una diversidad de objetivos d el hablante y una diversidad de modos de llevarlos a
cabo. Hablam os de un uso de la metáfora para persuad ir, razonar, evaluar,
explicar, teorizar, con ceptualizar y reconceptualiza r lo expuesto, entretener, etc.
(Semino, 2002, 2008, 2017 ).Un estudio llevado a cabo por Semino (2002) en el que
se comparan noticias de periódicos italianos y británicos que versan sobre la
llegada del euro revela que se utiliza n diferentes tipos de m etáforas para reflejar las
diferentes apreciaciones de la introducción de la mone da, dejando de lado las
diferencias culturales. Mientras que los textos italianos se s irven de metáforas
relacionadas con una actitud positiva y expectante, los textos británicos utilizan
metáforas relacionadas con una actitud negativa y esc é ptica. Esta cu estión está
relacionada con la idea de que las metáforas conceptuales son universales y que
tambi é n se filtran culturalmen te, tal y como estipuló Gibbs (1999).
Muy relacionado con este uso de la metá fora est á la función ideativa de la lengua
de Halliday ( 1979 ), que se refier e al papel que tiene la len gua en nuestro
entendimiento y construcción d e la realidad. Esta función, que junto con la
función interpersonal y la función textual confo rman los componentes funcion ales
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
102
de la lengua y que se aplican de forma simultánea a la metá fo ra como unidad es de
análisis, nos acerca a las teorías de metáfora y discurso dado que relaciona
estrechamente nuestro len guaje con la representa ción del mundo real o imaginado,
esto es, el significa do experien cial, y las r elaciones ló gicas entre unidades, o
significado l ógico. Mientras que el modo (cómo se utiliza el discurso en
determinada situación) y el tenor del discurso (qui é nes participan y qu é relación se
establece entre ellos) se relacio nan con los significados interpersonales y textuales
respectivamente, el campo (qu é está ocurriendo) está estrechamente ligado a los
significados ideativos, es decir, a la transitividad del proceso y los participantes.
Esta transitividad está representad a por las diferentes codificacio nes que recibe la
unidad de significado experiencial (ideativo) o ló gico, form ándose así una met áfora
gramatical ideativa. To memos como ejemplo la expresió n metaf ó rica El profesor es
una roca que se est á volviendo quebradiza con los años . El t é rmino roca adquiere un
significado nuevo y m etafórico al referirse a la naturaleza del profesor y co nsigue
que se transfieran una serie de car acterísticas del sustantivo roca al sustantivo
profesor para crear un nuevo significado. Por otra parte, el adjetivo quebradizo , en
relación con roca, adquiere una nueva connotación al referirse al estado del
profesor. Podemos comprobar que la transferencia de códigos con respecto a la
naturaleza gramatical de los t é rminos tiene que ver en la asimilación de la metá fora
que resulta. Est a funci ón tambi é n está relacionada con la codificación de la
experiencia representada por elementos individuales con valores p articulares
(Leech y Short 1981 ).
Sírvanos una cita de H alliday y Hassan (1985) pa ra clarificar esta idea:
Every sentenc e in a tex t is mu ltifunction al; but n ot in su ch a wa y that yo u can p oint to one
particu lar constitu ent or segment and say this segment has just this function. The meanings are
woven togeth er in a very dense fabric in suc h a way that, to understa nd them, we do not loo k
separately at its differen t parts; rather, w e look at the w hole thing simultaneously fro m a number
of dif ferent angles , each perspect ive cont ributi ng toward s the total inter pretati on .
(Halliday y Hasan 1985 : 23)
Por lo tanto, la función ideativa de la lengua nos ayuda a localizar contextualmente
una expresió n ling üística, en nuestro caso una expresió n metafórica, para poder
establecer unos vínculos con la situación comunicativa y, por otra par te, hacer uso
de ella para participar en el proceso comunicativo. De este modo, si a tendemos a
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
103
la expresió n metaf ó rica anterior, El profesor es una roca que se está volviendo quebradiza
con los años , pod emos f ácilmente relacionar al agente profesor/roca para resolver el
entramado metafórico gr acias a su categoría gramatical, de igual modo que
p odemos hacerlo con el adjetivo quebradizo , que rela ciona el estado del profesor con
el estado de un a roca . Gracias a ello, la situa ción comu nicativa se localiza de for ma
sencilla. Esta funció n de la lengu a ayuda al receptor a que la comunicación pueda
llevarse a cabo.
3.6.2 La f unci ón persuasiva de la metá fora
Muy relacionados con lo anterior encontra mos los postulados de Jonathan
Charteris - Black (2004) con respecto al análisis del discurso y, en m ayor me dida, el
análisis crítico de la metá fora , un m é todo de análisis de co rpus que se o cupa del
papel retó rico e ideol ógico de la metáfora en la comunicación, basado en la
tradición del an álisis crítico del discurso de investig adores como Hodge y Kress
(1988: 8). De hecho, su modelo sigue uno de los fundamentos básicos del análisis
crítico del discurso : tod o a cto d e discur so lleva imp lícita un a in tención consciente
potencial que refleja la s posiciones sociales r elativas del emisor y el r eceptor
(Kress, 2010; Cha rteris - Black, 2004: 34). Además, en su modelo se complementa la
metodologí a de la lingüística de corpus con la teoría de la lingüí stica cognitiva.
Charteris - Black acepta como base las teorías de la CMT pero va un paso má s all á a
travé s d e an álisis de ejemp los de metáforas en g é neros específicos (Charter is -
Black, 2004: 35). Sus conclusiones no so lo nos hablan de la metáfora com o una
herramienta útil para describir elementos que solo podrían recrearse literalmente
de una forma laboriosa o difícil, sino como u na herramienta para conferir un sesgo
emotivo a lo que se ha metaforizado, es decir , que trata la metáfor a como una
herramienta de acceso al conocimiento y, a la vez, como una herramienta para
trasladar la intención del emisor de trasladar emociones y sens aciones al receptor,
una herramienta para trasladar la intención del hablante de forma sencilla
(Charteris - Black 2004: 34). Gracias al análisis de ejemplos extraídos de corpus
reales, podemo s localizar las intenciones inconscientes e encubiertas de los
hab lantes, a la vez qu e se puede estudiar el uso de la metáfor a en el discurso socia l
y su papel en la cap acidad o intención del habla nte de persuadir, es decir, el papel
que tiene la metáfora a la hora de establecer motivaciones retó ricas e ideol ó gicas.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
110
Esta función comunicativa tiene, según nuestra hipótesis , el máximo exponente en
la metá fora delib erada, “una metáfora [usada] com o metá fora ” (Reijnierse, 2017:
2). La última parte de nuestro capítulo se centrará en en la Teo ría de la Metáfora
Deliberada (DMT) (Ste en, 2008, 2011, 201 5 , 2016).
En el siguiente apartado trataremos este tipo de metáfora, p arte central de nuestro
análisis de las unidades meta fóricas.
3.7.3 La metáfora deliberada
Cameron (1999) ya comenzó a elaborar h ace casi do s décadas una teor ía que
consideraba que el contexto es tan importante como los aspectos lingüísticos y
conceptuales en el estudio de la metáfora. A través de una investigació n sobre el
discurso académico, distinguía entre metáforas que tenían un propósito particular
en una situació n particular y metáforas que formaban parte de los recursos
lingüísticos compartidos por los pa rticipantes. El primer tipo es la metáfora
deliberada , que de forma diná mica ayuda al profesor a explicar conceptos difíciles
y al alumno a procesarlo s.
La metáfora deliberada es un tema relativamente nuevo en la investigación de la
metá fora . Goatly (1997) supuso el punto de partida para autores como C amero n
(2003), C harteris - Black y Musolff (2003) y Goddard (2004). Tras el surgim iento de
la D MT y la p ropuesta de Steen (2008, 2011, 2015 , 2016), ha llamado la atención
de muchos invetigadores (Charteris - Black , 2012; Deignan , 2011; Gibbs , 2008 a ,
2011, 2015; Müller 2016; Roncero et al. , 2016; Xu et al. , 2016).
L a metáfora es deliberada cuando es directa: cuando los emisores instan a sus
destinatarios a establecer un dominio origen separado del dominio meta,
deliberadamente evocan un dominio conceptual ajeno que funciona como base
para una comparación metafórica. Es decir, se exige al destinatario que desvíe su
atención de un dominio meta a un dominio origen (Steen, 2015 : 70 ) ya que el
dominio fuente es parte del significado referencial de la expresió n en el q ue se usa
(Reijnise, 2017). Esta alerta puede aparecer de diversas formas: a través de u n
marcador l é xico, como en un sí mil, o a través de un significado adicional relevante,
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
111
como una violación de registro que luego resulta en un juego de palabras. Adem ás,
este cam bio de p erspectiva puede tener va rios objetivos retóricos
(entretenimiento, informació n, persuasión, instrucción, etc.) (Steen, 2015: 6 7). Esta
es la d efinici ón que se ha utilizado para establecer el DM IP, como veremos en el
capítulo 4.
Reijnierse et al. (2018) llevaron a cabo un estudio en el que se aplica de forma
teórica y empírica la D MT en diferentes tipos de textos y muestran ejemplo s de
metá foras deliberadas , a través del DMIP. Teniendo en cuenta que su enfoq ue es
semiótico, arroja n luz sobre la necesidad de combinar enfoques conductuales para
conseguir una comp rensión más com pleta del papel d e la metáfora deliberada en la
comunicación y d e una teoría más completa de la metáfora deliberada. Una de las
principales consecuencia s de es te enfoque únicamente semiótico es que no
investiga si las pa labras relacionada s con la metá fora son procesa das
deliberadamente como metá foras por los emisores y receptores. Una m etáfora
puede producirse y recibirse como deliberada o puede no recibirse como tal
(Goatly 1997). En este punto entra en juego la investigac ión empírica y la
psicolingüística.
En los últimos años se han realizado algunos intentos de investigación empírica
para evaluar la comprensión de la metáfora deliberada por parte de los recep tores
del discurso. E l caso que presenta Gibbs en su estudio trata un experimento en el
que la expresión ling üí stica come a long way (entendida co mo metáfora conceptual de
las relaciones amorosas son viajes ) se presenta con una serie de marcadores de metáf ora
deliberada. Sus predicciones eran que la comprensió n metaf ó rica cambiar í a a
comprensi ó n de met áfora deliberada con estas adiciones, en comparación con un
grupo e control sin expresiones metafóricas. El problema del estudio es el uso de
marcadores que l leva n al error, como well o literally , cuyo uso no está
específicamente relacionado con la metá fora deliberada. L a metáfora deliberada no
ignora la C MT, como sugiere Gibbs (2015), sin o que ofrece una altern ativa y la
opción de interpretar delimitando más las investigaciones a algunos de sus
resultados.
Es de vital importanc ia conside rar en este punto la relación de esta teoría con el
tema que nos ocupa. Si ten emos en cuen ta que la s metá foras son deliberad as
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
112
cuando son d irectas y que la metáfora es una potente her ramienta de
comunicación, su uso en las audiodescripciones de ar te para ciegos estar ía
totalmente justificado. El uso de este tipo d e recursos retó ricos con un a fu nción
comunicativa de traslada r por el có digo ling üístico lo que no pueden recibir por el
canal visual a parece en m uchos de los ejemplos que hemos estudiado en nuestro
corpus. El aud iodescriptor hace uso d e metá foras extensas que son desarrolla das a
lo lar go de una descripción concreta, aludien do directamente a ambos dominios y
colocándolos de forma paralela, esto es, utilizando un símil con una realidad
externa que form a parte del im aginario de lo s receptores y la realidad objetiva del
cuadro.
3.7.4 La metáfora y el grupo Praggle jaz
Es por esta razón por la que, para el enfoque teórico y, posteriormente
metodológi co, de este trabajo de investigación, nos decantamos por el marco que
presenta el grupo Pragglejaz (2007) y el profesor Steen (2007, 2009, 2010, 2015,
2016), y que conecta directamente con el siguiente capítulo metodológico, tratando
la metáfora como herr amienta de comunicación, alejándose así de la concepción
más conceptual de la CM T. En el siguiente capítulo presentaremo s el método de
identificación d e metáfora s MIP, posteriormente mejorado en MIPVU, y el
método de identifi cación de metáforas deliberadas (MIDM), que nos servirá
finalmente para responder a las pregu ntas y cuestio nes que planteábamos en la
hipótesis y el planteamiento de n uestra investig ación.
Hemos de destac ar que esta metodología bebe direct amente de conceptos que
hemos tratado en este capítul o y que volveremos a comentar en el transcurso de
los sigu ientes cap ítulos. Hasta aquí llega el capítulo 3, en el que hemos hecho un
repaso de las teorías de la metáfora desde Aristóte les hasta las teor í as de Richards
(1936), autor q ue ya comenza ba a apuntar hacia el cambio que iniciaron l os no
constructivistas , Haus s ma n (1979 ) y R icoeur (197 8), y que tuvo su pu nto álgido y
cambio de paradigm a con l a Ling üística Cognitiva y la CMT y su obra cum bre :
Metaphors we live by , de Lakoff y Jo hnson (19 80). También hemos tratado la
creación de la p royecció n metaf ó rica y los mapas conceptuales y un pilar muy
importante para nuestra tesis, la diferencia entre m etá fora ling üística y metá fora
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
113
conceptual . Tras esto, hemos hecho un rep aso de las clasificaciones de m etá fora s
m ás representativas que han surgido desde la base de la CTM y que servirán para
la clasificación utilizada en nuestro análisis de corpus: las metáforas de las que
Lakoff y Johnson hablan en la CTM (1980), las que aportan la investigaciones de
Deignan ( 2005 ) y G oatly (199 7) y las qu e se tratan en l a Teor ía de la M etáfora
Primaria de Grady (1997). Por último, hemos introducido los tipos d e metáfor a
que plantean desde el el grupo Pragglejaz (Steen, 2008), que serán base d e nuestra
posterior clasificación. Tras estas clasifi caciones, hemos expuesto los puntos más
importantes de la t eo ría del Blending y la unidireccionalidad de los mapas
conceptuales , que ha servido de introducción al apartado de la metáfora como
herramienta de comunicación . Par tiendo de esta idea, hemos m ostrado la
importancia de los m arcadores de la metáfora (Goatly, 1997 ) , que aparecen com o
signo de deliberabilidad en las nueva s teo rí as contemp or ánea s de la metá fora .
Hemos estudiado a autores como Deignan ( 2005 , 2006), Cam eron (1999, 2003),
Cameron y Low (1999) Semino (2002, 2008 ), Steen et al. (2010 b ), Dorst (2011) o
Krennmayr (2011) , que n os han llevado a presentar l os tres niveles de
representación de la metáfora (Steen, 2008 ) y, por último, a un a parte central de la
tesis, el g rupo Pragglejaz y l a metáfora deliberada , que estudiar emos en detalle en
los siguientes capítulos.
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115
4 Fu ndamentos metodológi cos I:
identificación de la metáfo ra
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117
La parte central de esta tes is doctoral está compuesta por dos grandes bloques. Por
un lado, cuenta con el corpus de AD de arte contemporáneo de cuatro museos
anglosajones que se ha compilado para analizar y estudiar el uso de la metáfora
como h erramienta de comunicación. Y es con ese objetivo con el que el segundo
bloque se ocupa de la metodología que se ha seleccionado y adaptado para poder
llevar a cabo la identificación y el análisis de las metáforas, fases que tendrá n como
resultado una discusión sobre el papel de este recurso comunicativo para las
personas con DV en el entorn o museístico y, por consiguiente, en nuestra
sociedad.
Tras un estudio práctico y exhaustivo de difer entes ámbitos artísticos de las dos
modalidades de AD en el museo , como son la visita guiada audiode scriptiv a y la
guía audiodescriptiva, se decidió optar por la segunda por varias razones. La
primera fue la imposibilidad de disponer del material escrito que posteriormente se
oraliza en las visitas audio descriptivas; gracias a las entrevistas y al trab ajo en los
museos durante mis becas de colaboración y mi estanci a doctoral , pude
comprobar que la m ayoría de los audiod escriptores disponen solamente de nota s
esquemáticas que cam bian se gún el contexto comunicativo y los participantes, el
tiempo de la visita, la participación y el ambiente general que existe entre los
usuarios. Contábamos con la posibilidad de grabar las visitas y transcribirlas, pero
nos enfrentábamos a la segunda razón, que podemos dividir en dos problemáticas
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
118
relacionadas: la cesión de derechos por parte del museo y la cesión de derechos
por parte de los visitantes, que participan en la conversación con el
audiodescriptor. Por último, la tercera razón que nos condujo a centrar nos en el
estudio de las guías audiodescriptivas fue la existencia de diferencias entre el
lenguaje oral y el lenguaje escrito, la m ás importa nte de las tres, ya que el lenguaje
escrito, editado y revisado y p osteriormente locutado no s interesaba en mayor
medida para el estudio de las metáforas deliberad as utilizadas como herramienta
comunicativa. Sería in teresante, en otro estudio, llevar a cabo una com paración
entre el uso d e metá foras en las guías audiodescriptivas y en las visitas guiadas
audiode scriptivas par a comp robar si es diferente y si el contex to comun icativo, la
improvisación o la pa rticipación de los visitantes tiene imp licaciones diferenciadas.
4.1 Estudios de corpus: la guía audiodesc riptiva de museos de arte
contemporáneo
En lo que sigue, este capítulo se ocupará de estudiar la metodología que se ha
seleccionado y adaptado para po der llevar a cabo la identificación y el análisis de
las metáfo ras que dará lugar a unos resultados y un a discusión sobre el papel de
este recurso comunica t ivo para las personas con DV en el entorno museístico y,
por consiguiente, en nuestr a sociedad . Tras presentar las características formales
del corpus de textos de museos de arte contemporáneo de países de habla inglesa y
sus características situacion ales, esto es, el contexto espacial, el contex to temporal
y el contexto sociocultural, esta bleceremos el origen de lo s métodos de
identificación y análisis de los córpora, la lingüística de corpus, desde la que
repasaremos los estudios de corpus en traducción y los méto dos de análisis más
importantes utiliz ados en los estudios de metáfora. Repasaremos lo s métodos más
novedosos de los últimos años, los métodos automáticos y los manuales y las
nuevas tendencias, hasta llegar al que sirve de base para cumplir con n uestras
hipótesis y objetivos, el M IPVU, un mé todo d e identificació n de met áfora manual
de arriba a abajo que, gracias al pormenorizado trabajo por fases, se convierte en
una herramienta sencilla y fiable. Además de asentar nuestra metodología de
identific ación y análisis en el MIPVU, tendremos en cuenta la recientemente
expuesta teoría de la metáfora delibera da y, por consiguiente, el m é todo de
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
119
identificació n de met á foras deliberadas, que lleva remos a cabo tras identificar las
metáforas del corpu s.
4.2 Car act erísticas formales del corpus
El corpus que hemos compilado consiste en una recopilación de textos de museos
de países de habla inglesa, en particular de Reino Unido y EE. UU. La razón
principal de seleccionar guías únicamen te de estos países es que en el momento en
el que co menzamos a definir este traba jo, eran los que se ocupab an
mayoritari amente de l levar a cabo proyectos de acces ibilidad y ofrecían guías
audiodescriptivas. En la actualidad, otros países, entre ellos España, cuentan con
guías audiodescr iptivas disp onibles, si bien, tal como comentamos en el capítulo 2 ,
suelen estar creadas según los patrones del Diseño para Todos y GVAM y no
cuentan con las mismas características formales que la s guías que n os ocupan : son
AD más cortas, menos elaboradas y con menos información audiodescriptiva, de
acuerdo con la idea de u na AD integr ada y las teor ías de accesibilidad universal,
que parten de la idea de que es necesario crear descripciones aptas para todas las
personas, sin centrarse en su DV . P or otra parte, cabe destacar que la mayoría d e
museos o lugares patrimoniales de nuestro país se han sumado al camino de la
accesibilidad siguiendo las nuevas tendencias internacionales, que se decantan por
visitas guiadas audiodescriptivas en lugar de por guías audi odescriptivas, lo que
ahorra en costes, al no tener que locutar, editar y albergar en una página web las
AD o no ser necesaria la inclusión de dispositivos electróni cos de préstamo en el
museo, y ofrece una mayor versatilidad para con los visitantes con di ferentes
grados de discapacidad al ser visitas adaptables. Por otro lado, tal como
introdujimos en el capítulo 2, los países anglosajones ha n sido pioneros en el
desarrollo de proyectos de AD en museos y consideramos que, tras décadas de
implementación de AD en museos y lugares patrimoniales, esta tradición y este
conocimiento d e la realid ad social de los usuarios han contribuido en gran medida
al desarrollo de unas AD de calidad y que reflejan las preferencias de los usuarios.
Es esencial, por lo tanto, qu e nuestro análisis se centre en A D basadas en unos
estándares de calidad enr aizados en el trabajo de los audiodescriptores y los
museos anglosajones por una accesibilida d plena para las personas con DV en las
últimas décadas.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
126
y cualitativos que o btendremos en el análisis. Para este fin, considera mos
importante describir las características situacionales de las guías audiodescriptiv as
para personas con DV en el museo de arte contemporáneo.
4.3 Caracterís ticas s ituacionales del corpus
Los registro s suelen describirse p or sus características léxicas y gramaticales, es
decir, por sus características lingüísticas. Biber y Conrad (2011: 6) proponen que se
tengan en cuenta asimismo las características del contexto s ituacional para estudiar
y analizar un corpus. Estas cara cterísticas son el contexto espacial, el contexto
temporal y el contexto sociocultural reales en los que funcion a un texto (Fuertes -
Olivera, 20 10 : 34).
En relación con estas características situacio nales, basándonos en Biber y Conrad
(2009: 40 - 46), delimitaremos quiénes son los participantes, cuáles son las
relaciones que existen entre ellos y cuáles son el canal y el escenario que describen
las guías audiodescriptiva s de los mu seos de arte co ntempor áneo que componen
nuestro corpus.
En cuanto a los participa ntes, e l emisor es singular, au nque habla en nombr e de la
institución o del co misariado de cad a museo o ex posición. El trato cercano
recreado a través de la voz humana (en contraposición con la vo z virtual por
ordenador de otras guías, c omo la de GVAM) sitúa al emisor como lo m ás
parecido a un guía real que acompaña a los usuarios durante la visita y, aunque no
se encuentran en el mismo lugar, la AD y las herramientas com unicativas tratan de
conseg uir que la exp eriencia sea similar a la de una situación en la que ambos
participantes están juntos. En todas las ocasiones, el audiodescript or o locutor se
presenta como tal y a ve ces introduce a “voces” invitadas, como comisarios,
artistas o personal del museo. Su nivel educativo es alto, es un emisor
omnipotente, ya que conoce a la perfección la idiosincrasia de la obra visual. Esto
aparece en contraposición con el receptor, que no puede conocer la obra visual, ya
que es una persona con DV . Sin emba rgo, tal receptor puede no tener
discapacidad o tener algún resto visual. De cualquier forma, el emisor traduce en
su totalidad (teniendo en cuenta las r estricciones de tiempo y espacio) la o bra
visual para que la experiencia de su receptor sea lo más completa posible.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
127
En cuanto a la relación entre los participantes, aunque no puede desarrollarse
ninguna interacción, la AD trata de que ocurran una serie de interacciones a través
de herramientas comunicativas de participación como preguntas, cambio en la
flexión de la voz o en el tono, comentarios, etc. Las relaciones sociales entre
ambos participantes son inexistentes, aunque se parte de la base de que el emisor
cuenta con una serie de conocimientos artísticos y visuales que convierten al
receptor en un espectad or que requiere de ta les con ocimientos en la situación . El
trato distendido que el audiodescrip tor ofrece a los usuarios de la guía es similar al
que podría ocurrir en persona. El éxito de este trato cercano depende de diversas
técnicas de participación , p reguntas o cambios de registro que consiguen que la
guía se asemeje a una visita guiada. Por último, los usuario s pueden tener diversos
grados de formación y especialización, y la guía suele adaptarse a esto a través de la
introducción de terminología espe cífica y especializada que luego se explica y
contextualiza. El canal a travé s del que se transmite el mensaje entre los
participantes es oral, aunque el texto haya sido redactado para ser oralizado, como
hemos comentado más arriba. El medio específico, po r su parte, es una guía
audiodescriptiva que puede escuchar tanto en su teléfono o tableta como en un
dispositivo ofrecido por el museo. E l texto oral de las guías audiodescriptivas n o
es compartido ni en cuanto al lugar ni al tiempo por los participantes de la
comunicación. Sin em bargo, como ven imos comentando en esta estructura, trata
de asemejarse en la mayor medida posible a tal objetivo de cercanía espacial. La
comunicación es púb lica en tanto que cua lquier visitante puede utilizar la guía
audiodescrip tiva, y está relacionada con el co ntexto comunicativo de las
exposiciones de arte con traducci ón accesible e intersemiótica para las personas
con DV en la actualidad.
Tras conocer el contexto en el que se desarrolla este intercambio de conocimiento
y esta traducción intersemiótica, compuesto del contexto espacial, el co ntexto
temporal y el contexto sociocultu ral reales, junto con los par ticipantes y sus
relaciones, e l canal y el escenario que dan forma a e ste corpus, es necesario
conocer las h erramientas de tra bajo y aná lisis con las que se extraen los resultados
del mismo. En el siguiente apartado, estableceremos el origen de los métodos de
identificación y análisis de los córpora, la lingüística de corpus, desde la que
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
128
repasaremos los estudios de corpus e n traducción y, por otro lado, los métodos de
análisis en estudios de metáfor a.
Los córpora dependen de una herramienta de trabajo fundamental, que en nuestro
caso sirve para llevar a cabo uno d e los objetivos de esta tesis doctoral: estudiar y
extraer l as características del uso metafórico del lenguaje en las guías
audiodescriptivas de museos de arte. Esta herramienta es la lingüística de corpus,
que sirve de base para lograr un en foque de análisis cuantitativo y cualitativo, Con
análisis cualitativo nos referimos a un análisis en el que se hace una descripción
detallada y completa de “un fenómeno lingüístico o del comportamiento de una
palabra o grupo de palabras”, y con cuantitativo, al análisis en el que “se asignan
índices de frecuencia a los fenómeno s lingüísticos observados” en el corpus. La
lingüística de corp us p ermite aunar ambos enfoques y construir m odelos
estadísticos má s complejos, que sir van para explicar y com prender la evidencia que
hallamos en el texto (Ortiz et al., 1999: 180).
Seg ún Evi son (2010: 132), la combinació n de m é to dos cualitativos y cuantitativos
en la investiga ción discursiva es especialmente adecuada al análisis de corpus de
dominios específicos y de dimensiones reducidas, como el nuestro. El apartado
4.5 , fin último de este capítulo, está dedicado al desarrollo de un protocolo para
identificar y estu diar el lengu aje metafórico, el MIPVU, que nació como respuesta
a la gran cantidad de investigaciones que estudiaban y anali zaban la met áfora
basándose en la mera intuición. En cu anto a la unión de análisis cuantitativo y
cualitativo, mientras que el primero puede mostrar ten dencias generales de nuestro
corpus, se requiere un análisis cualitativo del uso metafórico del lenguaje para
obtener una mejor comprensión de sus funciones en un contexto específico del
discurso, como es la AD de museos y, en particular, las guías audiodescriptivas de
arte contemporáneo.
Antes de pasar a definir la metodología que llevaremos a cabo para identif icar las
metáforas y los patrones que ocurren en l os tex tos, estableceremo s los
fundamentos generales de la lingüística de corpus, los estu dios d e tradu cción y los
estudios d e m etáfora basados en corpus para comprend er d ónde se asien tan las
bases de nuestra metodología .
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
129
4.4 La lingüística de corp us como her ramienta de análisis
Los estudios de lingüística de corpus son una rama de la lingüística que se ocupan
de la investigación de recopilaciones de textos para su posterior análisis; así el
lenguaje se estudia en relación a los denominados corpu s (Kenny, 200 1: 23). Se
basan en cuatro elementos: datos, descripción, teor ía y metodologí a. Seg ú n
Olohan (2004: 12), la ling üística de corpus investiga el uso de las características del
lenguaje y, a lo largo de los años, se ha conv ertido en un campo inter disciplinari o
cuyo objetivo es “ llegar a una mejo r comprensión del funcio namiento del lenguaje
humano” (Olohan, 2004: 15). Los estudios basados en corpus tienen como
finalidad analizar elementos l é xicos, frasales y gramaticales en su contexto
particular, pero no neces ariament e por escrito, ya que puede n ser textos orales
(Baker, 1993: 226) o gestu ales (Cienki, 2 010), ademá s de multim odales (Jiménez y
Soler, 2013: 23). Tales estudios son significativos porque analizan construcciones
particulares en discursos naturales en lugar de oraciones inventadas (Biber y
Finegan, 1991, 1994) que ejemplifican lo que ocurre en el lenguaje real (Bowker y
Pearson, 2002: 42). A lgunos ejemplos podrían ser las co nversaciones reales entre
emisor y receptor o textos escritos como noticias de periódicos y literatura escrita.
Los mismos autores añaden (2002: 45) que, aunque un corpus se define como una
“gran recopilación” de textos, el gran tamaño no tiene por qu é ser siempre el
tamaño acertado. Argumentan que la decisión del investig ador sobre el tamaño
puede depender de las necesidades del proyecto en cuesti ón, la disponibilidad de
datos y la cantidad de tiempo disponible, tal como ocurre en nuestro corpus, que
como hemos expuesto más arriba, es representativo para los fines de esta
investigación. Nuestro s textos, escogidos por muestreo y representativos del
gé nero o contexto que desee analizarse (McEnery et al., 2008: 5), son ind ictivos de
los estudios actuales de géneros esp ecializados. Bo laño s (201 5: 34), hace uso de la
definición de Lemnitz er y Zin smeister (2010, 40) para pr oponer otra prop ia del
té rmino corpus que se adapte a la actualidad y a la realidad investigadora de nuestro
tiempo:
Un corpus es una recopilació n de expresiones escritas u orales en una o varias
lenguas. Los datos del corpus están digitalizados, es decir, son almacenado s y
pueden ser leídos por computadora. Los componentes del corpus, las secuencias
de textos o expresio nes, constan de los datos mismos y de metadatos, que
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
130
describen estos datos, y d e anotaciones lingüísticas que los clasifican. Las
anotaciones lingüísticas son muy importantes para poder estudiar los textos de un
corpus. La anotación d e corpus es la práctic a de añadir informació n ling üística
interpretativa, como po r ejemplo a través de etiquetas q ue indiquen la clase
gramatical o semántica a la que pertenece determinada palabra (Hovy y Lavid,
2010: 13). La división en unidades l é xicas facilita el estudio de un g é nero o un tipo
textual. Por ejem plo, la anotación semántica es muy útil par a mu chas ár eas
relacionadas con la lingüística, como la traducció n autom ática, el procesamiento
del discurso, el análisis de contenidos, la ironía, etc. (Gries y Berez, 2017:38 6). Sin
embargo, en muchas ocasiones, la anotación semántica de textos no es una tarea
sencilla:
Whi le human s see m to exp er ie nce ver y li tt le dif fi cu lt y in acce ss i ng and unde rs ta nd ing an
appropriate sense of a word in natural communicative settings well en ough for communication
not to break down – both litera l or m etaphorica l/idiomat ic – humans tasked with annotating
senses of words in con text agree with each other less often than migh t be expected .
(Gries y Berez, 2017: 390 )
Por esa razón, es nec esario utilizar metodologías que aúnen el trabajo manua l con
la objetividad científica para que la anotación proporcione formas eficaces de
tratar los datos ambigu os o problemático s, uno de los objetivos de nuestra
metodologí a . Antes de detener nos en ella, repasemos algunas de las
investigaciones que se han nutrido de la lingüística de corpus en los dos ámb itos
que aúna esta tesis: los estudios de co rpus en traducción, y en particular en TAV y
en traducción accesible, y los estudios de co rpus de metáfora.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
131
4.4.1 Estudios de traducción basados en cor pus
La ling üística de corpus ha contribuido de forma significativa tanto a la práctica
como a la teoría d e la traducción (Zanotti, 2013: 20). Un tema crucial en los
estudios de traducción descriptiva, com o en to da investigación basada en corpus,
es el del diseño de corpus. Los m é todos de la lingüística de corpus y los estudios
de traducción han estado siempre interconectado s (Ranz ato y Zannoti , 20 18: 4), y
la práctica se ha llevado a cabo desde hace décadas (Baker, 1993 ; Mikhailov y
Cooper, 2016). Tal como comenta Olohan (2002, 421):
From the perspective of a translation scholar interes ted in corpus - based translati on studies, it is
imm ediately strik ing that the ran ge of areas of lang uage stud ies dealt with in gen eral intro ductio ns
to corpus lin guistics (e.g. Bib er, Conra d & Rep pen, 1998 ; M cEn ery & Wil so n, 2001 ; Kenned y,
1998) does not i nclude transl ation.
Por lo tanto, aunque a comienzos de los añ os 90 Mona Baker fue una
investigadora pionera y abr ió las puertas de la investigación de corpus en lo s
Estudios de Traducció n e Interpretación (Baker, 1993), en general no ha sido un
ámbito de estudio importante. Sin embargo, en los ú ltimos a ños, autores como
Laviosa (2004) Scott (2010) Stu bbs (2010) Berber Sardinha (2010, 2012 ), Kenny
(2011), Kruger (2002) u Olohan (2004) han comenzado a centrar sus esfuerzos en
este á mbito. En el á mbito de la TAV, autores como Valentini ( 2013 ), Baum garten
( 2005, 2008), Taylor (2009 ), F reddi y Pa vesi (2009), Pavesi y Perego (2008), Baños
et al. (2013) Piazza et al. (2011) o Androutsopoulos (2012) se han ocupado de
subtitulado y doblaje, en su mayoría. Más recien temente, Martínez ha abierto una
línea de investigación con su trabajo sobre subtitula do para sordos (Martínez,
2015). Por su parte, en el á mbito espec ífico de la AD , autores com Salway (2007) ,
Arma, ( 2011), Ramos (2013), Soler (2013, 2015 ) o W alczak y Fryer (2 017), por
mencionar solo a algunos investigadores, se han ocupado del análisis de textos
audiodescriptivos .
La inminente multi modalidad de los textos audiovisuales ha hecho que las nuevas
tendencias aboguen por un acercamiento multisemiótico del aná lisis y la
investigación de corpus. Así, co mo exponen Bañ os et a l.:
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
132
[C]orpu s investigations focusing exclusively on the ve rbal compo nent are at ris k of overl ooking
the imp ortance of the oth er sem iotic code s to the m eaning - making proce ss in audi ovi sua l
products. By com bining multimodal theory and the insights provided by corpora interrog ation,
recent scholarship has open ed up fresh inqu iry into the m ulti - semiotic nature o f audiovisual texts .
(Bañ os et al., 2013: 488)
Es muy necesario trabajar con un enfoque multimodal y estudiar las característica s
verbales de los textos audiovisuales sin dejar de lado los modos visuales, por
ejemplo, aunque no tengan en el mismo peso en el pr oducto final. Sin emba rgo,
esto no siempre está exento de dificultad es. Tal como se ñala Soler (2013: 190):
La particulari dad fundamental de los estudios de corpus en torno a modalidades de traducc ió n
intersem i ótica como la audiodescripci ón es la dificult ad para alinear de manera automática los tex tos
origina les y sus t raducci ones, da do que e mplean modos s emió ticos distin tos.
Sin embargo, en los ú ltimos a ños, se han venido desarrollando programas
informáticos que, mediante un procedimiento de anotació n ma nual, hacen posible
estudiar textos escritos (como son las AD) junto a sus textos origen multim odales
(como pod rían ser las películas). E ntre estas aplicaciones se encu entran algu nas
especí ficas para v í deo, como Taggetti (Jiménez et al., 2010), desarrollada en el
marco del grupo de investiga ción TRACCE , que ya hemos comentado en
capítulos anteriores, y otras diseñada s para el análisis d e textos multimodales con
imágenes estáticas, como es el caso de Multimoda l A nalysis Image (Soler, 2013:
197).
Creemos que este tipo de herramientas informáti cas son muy importantes para el
análisis de determinados usos del lenguaje más generales. Sin embargo, nuestro
objetivo es identificar y analizar el lenguaje meta fórico de las guía s
audiodescripciones de m useos, por lo que hemos de considerar una metodolog ía
de identificación y un marco metodológico de análisis de metáforas muy concreto,
que estudie la metáfora como fenómeno lingüístico dentro del corpus monom odal
de AD de arte contemporáneo.
En la siguiente sección, repasaremos los métodos de identificac ión de metá foras
lingüísticas d e los últimos años para llegar al qu e sirve de base para cumplir con
nuestras hipótesis y objetivos, el MIPV U, un mé to do de identificació n de met áfora
manual que, gracias al pormeno rizado trabajo por fases , se convierte en un a
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
133
herramienta sencilla y fiable . A trav é s de este m é todo , se identifican palabras
relacionadas con una m etáfora, es decir, palabras que aparecen en el discurso y que
pueden hacer referencia a pr oyecciones subyacentes entre dominio s.
4.4.2 Mé todos de identificació n de met á foras ling üí sticas
En la primera sección del siguiente apartado, y como antesala a la descripción de
nuestro m é todo, pasarem os a comentar las metodo logías que se han desarrolla do
en los ú ltimos a ños en el campo de identificación de m et á fora, tanto de forma
manual como autom á tica.
4.4.2.1 Enfoques de abajo a arriba y de arriba abajo
Tal como muestran nuestras consideraciones teóricas, es necesario seleccionar un
enfoque que nos ayude a estud iar las metáfora s y sus formas y funciones dentro de
un corpus. Para el estudio de expresiones metafóricas dentro del discurso de las
guías audiodescriptivas de museos de nuestro corpus, hemos seleccionado un
enfoque de abajo a arriba ( bottom - up ), en el que no se presuponen m etáforas
conceptuales (Chilton, 1996; Koller, 2004; Musolff, 2004), tal como en las
metodologías que siguen un enfoque de arriba a abajo (top - down). En un enfoque
de arriba a abajo se sigue una metodología de búsqueda de metá foras ling üísticas
basadas en metáforas conceptuale s predeterm inadas, mientra s que en un enfoque
de abajo a arriba se identifican las metá foras ling üísticas antes de que se formulen
los mapas conceptuales (Krennma yr, 2013), y es en una etapa posterior en la que,
si se requiere, se derivan las m etáforas conceptuales d e las expresiones lingüísticas
identificadas con el m é todo . Por ejemplo, si en un corpus de textos periodísticos
quieren localizarse expresiones relaciona das con la metáfora conceptual el enfado es
calor encer rado en un recipiente a presión , que viene de la metáfora superior el cuerpo
humano es un recip iente (K ö vecses, 1986, 1989, 2000), se buscarán un idades léxicas
relacionadas con el calor y la presión: derramar, quemar, fuego, caliente, etc. En
este caso, el enfoque de arriba a abajo localizar ía únicamente las expresion es
deseadas, relacionadas con el calor y la presión. Si se analizara ese mismo corpus
de textos con un enfoque de abajo a arriba, se podrían encontrar diferentes tipos
de estructuras metafóricas sin dar prioridad a ninguna, y más tarde se
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
134
seleccionarían las que tien en que ver, si las hubie ra, con la metáfora conceptual el
enfado es calor encerrado en un recipiente a presión , o su superior el cuerpo humano es un
recipien te .
Aunque el enfoque de arriba a abajo puede ser útil si el objetivo es examinar
patrones en un gran número de expresiones lingüí sticas meta f óricas (por ejemplo,
en los estudios de Char teris - Black, 2004 o D eignan, 2005) o trabajar con grandes
cantidades de d atos pa ra lo calizar patrones concretos conceptuales, en t é rminos
m ás generales, los resultados del Grupo Pragglejaz (2007), como hem os
comentado en el capítulo anterior, nos muestran que el proceso de identificació n
de metáforas no requiere tanto de procesos intuitivos como de un procedimiento
explícito que tenga como objetivo formular mapas conceptuales y d eterminar los
conceptos que están involucrados en el mapa.
Así pues, y siguiendo la propuesta de Steen (2007), dejamos de lado el enfoque
puramente cognitivo - lingü ístico y observamo s nuestro corpu s como un co njunto
de textos compuestos por un sistema simbólico del que nos interesa estudiar la
funció n ling üística de la lengua, es decir, que se basa en la identificación de
expresiones lingüísticas en lugar de conceptuales, para po steriormente estudiar su
dimensi ón cognitiva. Así, el análisis de la función lingüística sienta las bases para
una segunda fase en la que se p ueden estudiar el procesamiento de metáforas, los
patrones o las relaciones entre las expresiones o entre ellas y el texto completo.
Alejándose de las teoría s que con sideraban la metáfora co mo una simple
herramienta conceptual, la metáfora para Steen es abordada como una herramienta
lingüística y una herramien ta de comunicació n.
Consideramos que este enfoque es coherente con nuestra investigación y con las
nuevas teorías de lingüística de corpus, ya que no se centra en identificar una serie
de metáforas conceptuale s preestablecidas ( Cameron , 2003: 1 54), sino que de
forma ascendente se analiza e id entifica la totalid ad d el texto. Sin embar go, pod ría
plantear problemas en la medida que se convierte en un enfoque intuitivo e
individual de cada investigador. Si un investigador ha trabajado con un tipo de
metáforas, su intuición no científic a puede llevarlo a identific ar expresiones que no
lo son , o la f alta de costumbre de trabajar con otras expresiones metafóricas puede
conducirlo a no identificarlas con metodologí as intuitivas. Es por tanto necesario
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
135
complementar el enfoque de arriba a abajo más intuitivo con metodologías de
identificación que sigan un patrón concreto y que estén basadas en pautas
establecidas, de forma manual o automatizada. En el siguiente apartado,
mostraremos una perspectiva de las metodologías de identific ación manuales y
automáticas más interesantes para nuestro corpus y que consideramos utilizar en el
proceso de desarrollo de esta tesis.
4.4.2.2 Metodologías de identificación ma nuales y automá ticas
Es esencial que consideremos en este punto que el proceso de extracció n está
separado del proceso de identificació n de met áforas. Es necesari o un m é todo para
determinar si los elementos extraídos de un corpus como candidatos a ser
metafóric os son en realidad metá fora s. Esta identificaci ó n suele llevarse a cabo
unilateralmente, es decir, el investigador examina el texto y decide unilateralmente
lo que es metaf órico. A veces se mejora la precisión mediante el uso de
procedimientos intraclasificadores, que implican la comprobación repetida de los
datos (Cameron , 2003: 155). La principal objeción a este m é todo en particular es
su subjetividad; los i nvestigadores rara vez están completamente de acuerdo entre
sí cuando identifican m etáforas y es comp lejo llegar a un acuerd o de criterios
objetivos en cuanto a esta tarea. Cuando hay varios anotadores que no se ponen
de acuerdo, e sto puede i ndicar que deb e ha ber un procedimiento mejor p ara
decidir si una expresión es metafórica o literal. Las decisiones consensuadas
pueden alcanzarse utilizando un diccionario fiable que diferencie entre el
significado básico de una palabra y su sentido metafó rico ampliado (C ameron,
2003; Semino et al., 2004; Steen et al., 2010 b ).
Por lo tanto, con el fin de utilizar una metodología científica y consistente, en este
trabajo nos decantamos por seguir las in dicaciones del G rupo Pragglejaz y así cr ear
un marco metodológico que nos sirva para trabajar con nuestro corpus,
minimizando los problemas y los errores de identific ación. La calidad empí rica del
mé todo MI P, mejorado y aumentado en el m é todo MIPV U y, por último, germ en
del DMIP (sobre metáfora deliberada, piedra angular de esta tesis), será la
herramienta seleccionada para llevar a cabo este trabajo. El m é todo, sus
características y paso s y su adaptación a nuestra investigación se desarr olla en el
apartado 4.6 .
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
142
museos de ar te de Franci a, Estados Unidos, Rei no Unido y Espa ña (Soler y L uque,
en prensa ). La dim ensión metá fora se analizó en el corp us en ingl é s que ya hemos
mencionado al comienzo de este capítulo y que comprende la investigac ión de esta
tesis doctoral. La herramienta fue seleccio nada debido a su interfaz fácil de usar y a
las numerosa s opciones de recuperación de datos que ofrece. Este análisis
semántico pudo realizarse gracias a la función de ATLAS.ti de crear có digos
sem ánticos personalizados, los cuales son asignados a segmentos de texto y son
fácilmente recuperables para obtener da tos cuantitativos y cualitativo s del corpus
analizado.
Otro programa que puede tener validez e inter é s en los estudio s de metáfora y
corpus es WordNet::Similarity (Patwardhan & Pedersen, 2006), un programa que
calcula las diferencias de significado entre palabras que están cerca en el texto, y
puede ser interesante para el estudio de metáforas, ya que la incongruencia entre
dominios es una característica de las metáforas, es decir, una metáfora se identifica
porque hay una incongruencia entre el significado del dominio meta y el del
dominio origen, aunque tengan semejanzas que ayudan a crear el mapa entre ellos.
Sin embargo, WordNet::Similarity no es sencillo de usar para el usuario inexperto,
ya que requiere conocimientos avan zados de programació n.
Los pr ogramas actuales todavía no coinciden con la capacidad de codificación
humana, pero tenemos que tener en cuenta los avances que se están desarrollando
y que auguran un futuro pro metedor. Hasta que los programas de ordena dor sean
más fiables y sencillos, la mejor opción para generar un corpus anotado para el
lenguaje metafórico es codifica r a mano utilizand o un procedimiento fia ble de
identificació n met á fora como el Metaphor Identification Pro cedure (MIP)
(Krennmayr, 2 011). Un etiquetado de d atos tan m eticul oso y con una tasa de error
tan baja configura las nuevas investigaciones ling üísticas, conceptuales y de
procesamiento del lenguaje. Este enfoque ascendente no se centra en metáforas
conceptuales predefinidas, sino que puede detectar todas las un idades me tafóricas
de un texto. Esto permite cuantificar el uso metafórico del lenguaje. Esta
cuidadosa recopilación de datos con un bajo índice de error sienta las bases para
una investigació n ling üística, conceptual y de procesamiento m ás elaboradas. En el
siguiente apartado, analizaremos los dos método s de identificación de metáfora
que han servido para conformar nuestra metodología de investigación.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
143
4.5 Metodología de investigación: MIPVU
Despu é s de llevar a ca bo un a por menorizada recapit ulación de metodologías de
identificació n de met áfora asociadas a herramientas informáticas, volvemos a
nuestro punto de partida; como ya comentamos en el capítulo 2 sobre la teoría de
la metáfora, esta investigación se b asa en el M etaphor Identification P rocedure
(MIP), predecesor del mejorado Metapho r Identification Procedure Vrije
Universit y (MIPVU), ambos métodos por fases que sirven para identificar
expresiones metafóricas en un texto mediante el uso de d iccionarios y una serie de
pruebas de análisis del significado bá sico y contextual.
A diferenci a de su predecesor , el MIPVU se centra no solo en las metáforas
indirectas, sino en tres tipos de exp resiones metafóricas:
a. las expresiones indirectas, en las que el len guaje es usado de manera indirecta
para expresar la conceptualización de un dominio meta mediante un do mini o
fuente, como por ejemplo its limbs a re securely anchored to blocks 1 , en el q ue el verbo
to anchor se usa metafórica mente para anclar una escultura a un bloque de piedra; b.
las expr esiones directas, como las compara ciones o las prese ntaciones
contrafácticas, como the head juts out like the p row of a ship , en la que la metáfora
es directa y se crea a partir de la comparación de dos elementos a través de una
comparación ; y c. las expresiones implícitas, que se conectan co n las metáforas
mediante element os cohesivos (no necesariament e metafó ricos por s í mismo s),
como pron ombres e incluso elipsis, como en la expresión it is large and pointed , si
ese it se refiriese a la anterior cabe za con apariencia de proa de barco.
Además de asentar nuestra metodología de identific ación y análisis en estas dos
metodologí as, tendremos en cuenta la recienteme nte expuesta teoría de la
metáfora deliberada y, por consiguiente, el m é to do de id entificac ió n de met á foras
deliberadas, que llevarem os a cabo tras identificar las m etáforas del corpus.
1 Este ej emplo y l os sig uient es se han extr aíd o del apartado XX, en el que se ej empli fic a e l mé todo de
identifica ción y análisis c on un a obra extraíd a del co rpus, Unique Forms of Co nti nui ty in Spac e , del esc ultor
italiano B occio ni, que perten ece a la c olecció n per man ente de l MoM a, en Nue va Yo rk.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
144
Por lo tanto, el m é todo que se utiliza en esta tesis do ctoral será una ada ptación del
creado por Steen et al. (2010 b ) con el objetivo de recono cer e identificar , cualificar
y cuantificar metá fora s. A trav é s de este m é todo, se identifica n pa labras
relacionadas con una metáfora (MRW, siglas en ingl és de metaphor - related word ), es
decir, palabras que aparecen en el discurso y que pueden hacer referencia a
proyecciones subyacentes entre domin ios, centrándose en las form as lingüísticas y
no en la estructura conceptual super ior.
La met á fora se ca racteriza seg ún el MIPVU por causar una discontinuidad o una
incongruencia en el discurso en lo que se refiere al t ema o a la refer encia de lo que
se habla. Com o se ha introducido a lo largo de las pá ginas te óricas de este trabajo,
a trav é s de una expresió n metafórica se introduce un dominio conceptual ajeno en
el do minio conceptual que domina el discurso. Esta discont inuidad o
incongruencia debe resolverse realizando una correspond encia entre el dominio
fuente y el dominio meta , es decir entre la referencia ajena y la real, y sobr e el
mapa que se crea para tomar de un dominio caracterís ticas que se asient an en el
otro. En el caso de la metáfor a directa anterior, the head juts out like the prow of a
ship , las características de la referencia a jena (dom inio origen ), es decir, la proa de
un barco , se proyecta n de forma incongr uente sobre la referencia rea l (dominio
meta), es decir, la ca beza . Esta discontinuidad se resuelve al realizar una
correspondencia entre el tamaño, la for ma u otra s características de la proa del
barco y la cabeza de la escultura .
Se ha comprobado que el MIP es un medio eficaz para identificar metá fo ras
ling üísticas, incluso por parte de investigadores de forma individual que trabaja sin
consulta a otros investigadores (Ber ger, 2013; Marhula y Rosi ń ski, 2014; Berri y
Bregnant, 2015). Las primeras investigaciones asociadas al MIP (Steen, 2007; Steen
et al., 2010 b ) nos hablan de u n m é todo de trabajo en el que se cuenta con varios
análisis y revisiones por parte de diversos investigadores que sirven para
estandarizar los criterios y llegar a un acuerdo en los casos má s problem áticos o
aislados. Sin embarg o, con el MIPVU y su refinamiento en la búsqueda de
metáforas directas, los pasos que hay que seguir para identifi car expresiones
posiblemente metafóricas son sencillos y d irectos, y considera mos que, al igual que
la mayoría de los investigador es que han h echo uso de estas m etodologías pa ra la
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
145
identificació n m et áforas en corpus), para el caso que nos ocupa no es necesaria
una revisión entre pares. La introducción de una serie de mejoras dio adem ás
consistencia y transpa rencia al proceso de identificació n de met á foras , como
veremos en las adaptaciones del MIPVU en el apartado 4.5.2 .
Repasemos pues las principales características que convierten al MIP en el m é todo
óptimo de identificación de met áforas para los propósitos de nuestra tesis y que
han seguido for mando parte de la idios incrasia del MIPVU, que repas aremos a
continuación del siguiente aparta do.
4.5.1 Orígenes: el Metaphor Identification Procedure
En primer lugar, a trav é s de esta investigación se pretende identificar todo el
lenguaje metafórico del corpus y no solo una muestra restringida. Por lo tanto, un
enfoque de abajo a arrib a, como el M IP y sus subsecuentes mejor as, es el más
adecuado, ya que no parte de conjuntos predefinidos de metáforas conceptuales y
no se centra en la búsqueda de un t ipo d eterminado de metáforas, sino que
considera todas las unidades léxicas del texto. En segundo lugar, el MIP no se basa
en la in tuición y limita la identificació n de met áforas al verificar los significados de
cada t é rmino analizado en un diccionario, añadi endo rigor al procedimiento.
El MIP asume que las palabras usadas de forma metafórica en el discurso alt eran la
coherencia semántica , ya que in troducen un do minio conceptual ajeno (Charteris -
Black, 2004: 24) . Por ejemplo, en la ex presión Está muy bajo de á nimos , el significado
contextual de bajo no se refiere a algo que es de poca altura, sino que está
relacionado con la metáfora conceptual alto es feliz y bajo es triste, como en Ten go
los ánimos por los suelos , Qué subidón tengo o Mi madre se sentía en lo más alto , todos casos
en los que se introduce un dominio ajeno al objetivo de la expresión. Asumiendo
que el sentido básico es el punto de referencia l é xico - sem ántico, el sentido
contextual es un caso de uso indirecto que necesit a ser resuelto (Krennmayr, 2014:
15). Podríamos decir que la parte más importante del MIP es la comparación de
los significados contextuales con los significados básicos de las unida des l é xicas. Si
existe un con traste entre los dos significa dos, pero a la vez pueden entenderse uno
en comparación con el o tro, estamos hablando de un uso metafórico de la un idad
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
146
lé xica y, por ende, de su signifi cado en contexto. El procedimiento consiste en
llevar a cabo una serie m uy concreta y breve de instru cciones (Grupo Praggl ejaz ,
2007: 3), que pasamos a describir:
1. Leer todo el texto o discurso para comprender su significado de forma
general.
2. Determinar las unid ades l é xicas de todo el texto o discurso.
3. a. Para cada unidad l é xica del texto, establecer su significad o contextual, es
decir, cómo se aplica a una entidad, relación o atributo en la situación que se evoca
en el texto. Es necesario t ener siempre en cuenta lo que precede y a ntecede a la
unidad l é xica.
3b. Para cada unidad l é xica, determinar si tiene un sig nificado actual más básico en
contextos distintos del contexto d el texto o discurso.
Debemos tener en cuenta que los significados básicos en muchas ocasiones
tienden a ser más concretos, además de evocar algo sencillo de imaginar, ver, oír,
sentir, oler o saborear. Muchas veces están también relacionados con la acción
corporal, son más precisos e hist ó ricamente suelen ser m ás antiguos.
3c. Si la unidad l é xica tiene un significado actual o contemporá neo m ás
básico en contextos distintos del contexto dado, decidir si el significado contextual
contrasta con el significado bá sico, pero puede entenderse en com paració n con é l.
4. En caso afirmativo, marcar la unidad l é xica como metaf ó rica.
Como herramienta de trabajo, el método recomienda el uso del Dicci onario de
Ingl é s de M acmillan para Estudiantes Avanzados, a menos que se indique lo
contrario.
Teniendo en cuenta la importancia de esta metodología de identificación,
anotación y posterior análisis que es la base de la nuestra, y habiendo explicado las
partes interesan tes sobre las que nace y se desarr olla nuestra investigación,
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
147
pasamos a contempla r el m é todo refinado del MIPVU, que como ya hemos
comentado, añadió cuestiones de for ma y resultados que nos interesan
sobremanera para nuestro objetivo principal: estudiar las metá foras deliberadas.
Este apartado será una presentación independiente del proceso como herramienta
autónoma, que posteriormente adaptaremos en el apartado 4.6 . Tal como exp onen
sus creadores (Steen et al., 2010 b ), puede ser usado como u n manual de referencia
por cualquiera que pretenda identificar expresiones m etafóricas y todas las
palabras del discurso que pueden tomarse como expresiones l é xicas de mapas
subyacentes entre dominios, como los marcado res m etafóricos de los que hemos
hablado anteriormente y que ahora expondremos con detenimiento.
4.5.2 Procedimiento bá sico del MIPVU
Seg ún el MIPVU, la búsqueda e identificació n de met áforas en el discurso se
puede lograr de manera sistemática y exha ustiva si se sigue una serie de sencillas
pautas que vamos a exponer y que d esarrollaremos en las siguientes seccion es y
subsecciones. Para observar el método desarrollado parte por parte con
explicaciones pormenorizadas, se puede co nsultar el apartado 6.1 , en el que se
ejemplifica el método de identificación y análisis con una obra extraída del corpus,
Unique Forms of Continuity in Space , del escultor italiano Boccioni, que pertenece a la
colección permanente del MoMa, en Nueva Y ork. En este apartado exp onemos
las fases como m étodo ordenado.
1. Buscar metáforas ( metaphor - related words , según la terminología del método )
examinando el texto palabra por pal abra .
2. Cuando una palabra se utiliza de forma indirecta y ese uso puede explicarse
gracias a un m apa entre do minio s a partir de un significado má s b ásico de la
palabra, marcar la palabra como metá fora .
3. Cuando una palabra se usa directamente y su uso puede exp licarse de manera
potencial con alguna forma de mapa entre dominios a trav é s de un referente o
tema más bá sico del tex to, marcar la palabr a como metá fora directa.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
148
4. Cuando alguna palabra se utiliza con fines de sustitución léxicogr amatica , com o
en los pronombres personales de terceras person as; cuando se produce una elipsis,
como en a lgunas formas de coordin ación; o cuando se transmite un significado
directo o indirecto a trav é s de tales sustituciones o elipsis y pueden explicarse de
manera potencial con alguna forma de mapa de dominios cruzados a partir de un
significado, referente o tema m ás básico, marcar como met á fora impl í cita.
5. Cuando una palabra funciona como m arcador de un m apa entre dominios,
marcar como marcador.
6. Cuan do un a p alabra es una nueva formación acuñada por el autor del texto,
examinar sus partes indep endientes de acuerdo con los paso s 2 - 5.
Si lo comparamos con el M IP, observamos que los puntos 1 y 2 son esencialmente
los mismos. Los pun tos 3 y 4 se refieren a dos a diciones relaciona das con otras
formas de m etáfora que q uedaban fuera en el MIP y que son de vital importancia
para ident ificar y comprend er los mapas que se crean y la manera de crearse. El
punto 5 trata de la identificación de marcadores de met á foras. Por último, el punto
6 incluye instrucciones para el manejo de nuevas unidades l é xicas. Ahondemos
pues, ahora, en cada uno d e los pasos para conocer su utilida d.
Paso 1: Buscar palabras relacionadas con la metáfora examinando el texto palabra
por palabra
En MIPVU, el eje central del procedimient o es que la unidad de análisis es la
palabra y en ella se centra la búsqueda de metáfora. Hay otras posibilidades, como
el morfema o la fra se en su conjunto, pero la metodología que hemos seleccionado
para servirnos como herramienta para esta tesis solo se centra en la palabra. Bajo
nuestro punto de vista, es la unidad de análisis perfecta, como ya com entaba uno
de los padres de la semántica y la sintaxis moderna, John Lyons, en su obra
Language, Meaning and Context (198 1), motivados tambi é n por la relación funcional
entre palabras, conceptos y referentes en el análisis del discurso (Krenmayr, 2010,
16). U n enfoque sistemático y explícito de la unidad de análisis es tambi é n crucial
para un análisis cuantitativo co herente y correcto de los datos que m anejaremos.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
149
Por otra p arte, como pasaremos a detall ar en la sección 4.6 de adaptaciones de
nuestra m etodología, la elección de la palabra como unidad l é xica de an álisis es
muy acertada, ya que la denominación que nos interesa está basada en lo icónico y
lo visual, a lo que se hace referencia en nuestro cor pus de forma nom inal. Hay
algunas excepciones que aparecen en MIPVU y que tambi é n tomaremos como
propias: verbos frasales, algun os compuestos y los nombres p ropios.
Paso 2: Cuando un a palabra se utiliza de forma indirecta y ese uso puede
explicarse gracia s a un mapa entr e dominios a partir de un significado más bá sico
de la palabra, marcar la palabra c omo metá fora
El uso indirecto de unidades léxicas que pueden explicarse mediante un mapa
entre dominios se identificaba ya mediante el MIP, y en el MIPVU se realizan
algunos ajustes. Estas son la s directrices:
1. Identificar el significado contextual de la unidad l é xica:
El signific ado contextua l de una unidad l é xica es el significado que tiene en el
contexto discursivo. Puede ser convencional, y se enco ntrará en un diccionario
general de uso; pero tambi é n puede ser novedoso, especializado o muy específico,
en cuyo caso no se encontrará en un diccionario general de uso. Al identificar el
significado contextual de una unid ad l é xica, pueden surgir vario s problemas según
el MIPVU, de los que seleccionamo s y resumimos los que pueden surgir en
nuestro proceso de identificación: falta de conocimiento del contexto, expresiones
inventadas por el emisor, localismos, tecnicismos, etc. E n muchos de estos casos
( en su mayor parte localismos y tecnicismos) p odemos consultar otros diccionario s
que se adap ten al co ntexto. Además, el M IPVU introduce en estos casos la
etiqueta WIDLI (en ingl é s, when in doubt, leave it in , en caso de du da, dejarla dentro ). Para
nuestro trabajo, preferimos no utiliz ar esta regla que so lo nos llevaría a ten er
problemas en el análisis de datos cualitativos y cuantitativos y no tener en cuenta
las unidades que no eran totalm ente metafóricas tras seguir los pasos de
identificación.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
150
2. Comp ro bar si hay un significado más básico de la unidad l é xica. Si lo hay,
establecer su identidad:
El significado más básico de una unidad l é xica se define como la acepción más
concreta, específica y relacionad a con la experiencia en el uso del lenguaje
contem poráneo. Como estos significados son básicos, siempre se encuentran en
un diccionario general de uso . Desde un punto de vista lingüístico, el significado
más básico de una palabra es su significado más antiguo históricamente en la
mayor parte de los casos. Sin embargo, desde el punto de vista social, esta
definición puede no ser la mejor y la que debemos seguir en todas las situaciones.
Bien en cierto que, tal como recuerda el MIPVU, una de las afirmaciones
fundamentales de la metáfora con tempor ánea es que la m ayoría de los sign ificados
más antiguos históricamen te son tambi é n los má s concretos, espec íficos y
relacionados con la experiencia humana (Steen et al. , 2010 b : 76), lo que está
relacionado con la asunció n ling üístico - cognitiv a del experiencialismo (Lakoff y
Johnson , 1980 : 163). Por lo tanto, los significados concretos son tam bi é n los
significados básicos desde una per spectiva histó rica.
3. Determinar si el significado más básico de la unidad l é xica es suficientemente
distinto del significado contex tual:
La metáfora depende del contraste entre un significado contextual y un significado
más básico, como ya hemos comentado. El significad o más básico tiene que ser lo
suficientemente distinto del significado contextual para que este último participe
en otro dominio semántico o conceptual de forma poten cial.
Se deben seguir las siguientes pa utas prácticas:
1. Todas las acepciones numeradas de una unidad l é xica se consideran acepciones
separadas.
2. Cuando una unidad l é xica tiene solo una acepción nume rada, cuenta como
acepción básica. Cualquier diferencia de nuestra unidad l é xica con el significado
contextual contará como suficiente distinción.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
151
4. E xaminar si el significado co ntextual de la unidad l é xica puede relacionarse con
el significado más básico median te alguna forma de similitud:
Cuando la misma unidad l é xica tiene dos significado s suficientemente distintos y
uno parece más básico que el otro, se relacionan de manera potencial
metafó ricamente entre s í cua ndo muestran alguna fo rma de similitud. Esto ocurre
porque se aprovechan las semejanzas externas o funcionales (como sus atributos y
relaciones) de los conceptos que designan, tanto si son muy esquemáticas como
muy ricas .
Si los resultados de las instrucciones 2, 3 y 4 son positivos, la unidad lé xica debe
marcarse como palabra relacionada con la metáfora. Se puede ser más preciso si se
marca como "indirecta" (a diferenc ia de "directa" o "implícita", como se tratará
más adelan te).
Paso 3: Cuando una palabra se usa directamente y su uso p uede ex plicarse de
manera potencial con alguna forma de mapa entre dominios a trav é s de un
referente o tema más básico del texto, marcar la palab ra como metá fora directa
Este apartado se relaciona de forma directa con la metáfora deliberada y el
MIPDM, que trata re mos en profundidad en el apartado 4.5.3 .
Las unidades l é xicas usadas de forma directa que est án relacionadas con la
metáfora se identific an de diversas maneras. Por una parte, e s necesario encontrar
el referente local y lo s cambios de tema. La inclusión de l é xico incongruente
(Cameron , 2003; Charteris - Black , 2004) con el resto del texto puede significar que
nos encontramos ante una expresión utilizada en sentido metafórico. Por ejemplo,
en el caso de una descripción de una fi gura humana, co mo po r ejemplo: It has n o
arms, and a featu reless head . I t appears to be wearing a helmet over both head and face.
This projects forward in the form of a cross , so that the head juts out like the
prow of a ship , la última unidad , la proa de un barco , puede cons iderarse
incongruente y ajena al campo sem ántico del c uerpo y la apariencia humanos , por
lo que nos da pistas sobre su uso metafórico.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
254
Gráfi co 17 : Porcentaje meta fórico: Wh itney, nivel comunicativ o
Según su naturaleza visual, hay un 8% de unidades identificadas como metáfora
que se refieren al contexto de las obras y un 92% que traducen la imagen.
Gráfi co 18 : Porcentaje meta fórico: Wh itney, nive l visua l
6.3.1.3 Resultados de Tate
Los datos del total de m etáforas del museo londinense Tate Modern nos hablan
de un 9,27% de metáforas en comparación con el número de palabras
identificables total, que asciende a 2 644.
58,1%
36,4%
5,4%
N , D , D sí
N , D , D no
Re s t o
92,2%
7,8%
M. T exto
M. Contexto
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
255
Gráfi co 19 : Porc entaje metafóric o: Tate
Hay 140 unidades que se han marcado como objeto, es decir, un 57%, muy
alejado de las 56 acciones (23%), dato que está más relacionado con el porcentaje
de cualificadores, con un 1 7 % de metáf oras, con 43 unidades. Por último, s olo
un 2% so n m odificadores, es decir, 6 unidades. Podemos observar que el gráfico
comienza a parecerse más al gráfico general de museos que hem os expuesto
anteriormente en el apartado xx.
Gráfi co 20 : Porcentaje meta fórico: Tate, niv el gra matical
Del mismo modo, las metáforas NDD sí aumentan en este museo, con un 56%
que se contrapone al 28% de metáforas NDD no . Es llamativo el aum ento
considerable de metáforas que aparecen en la categoría resto, es decir, las
novedosas pero no directas ni/o deliberadas y las no novedosas pero sí directas
90,73%
9,27%
P alabras
Metáforas
57,14% 22,86%
2,45% 17,55% Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
256
y/o deliberadas, que asciende al 16%. Uno de estos casos, que se repite de forma
continuada a lo largo del corpus, es la metáfora que correspon de a una acción y
que puede etiquetarse como pe rsonificación, como en el siguiente ejemplo: black
and grey lines taking up the canva s . La unidad identificada, que pertenece a la AD
de Summertime no. 9A, de Pollock, podemos comprobar que, brindándole a las
líneas y grandes explosiones d e color un caráct er animado, que las hace capa ces
de adueñarse del lienzo, el audiodescriptor está confiriéndole a la obra una
imagen de gra ndiosidad. Describe la importancia de las línea s negr as y grises en
el lienzo mediante una personificación, que la s convierte en pr ot agonistas de la
obra. Volveremos a estos casos específicos en el apartado 6.3.6 .
Gráfi co 21 : Porcentaje metaf órico: Tate , nivel com unicativo
Por último, un 6% de las metáforas se refieren al contexto, muy en consonancia
con el Whitney y con el total del corpus.
56,33%
28,16%
15,51%
N , D , D sí
N , D , D no
Re s t o
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
257
Gráfi co 22 : Porcentaje meta fórico: Tate , nivel visua l
6.3.1.4 Resultados de MoM a
El último de los museos del corpus es el que ocupa la mayor proporción en la
suma total de AD, con 7678 palabr as y 738 unidades etiquetadas co mo metáfora,
lo qu e lo convierte en el museo con mayor porcentaje de peso en el corpus, con
32 obras. Es también el que mayor proporción tiene de metáforas, con casi un
10%.
Gráfi co 23 : Porcentaje met afórico: MoMa
De igual modo es el que más objetos tiene, con 326, es decir, un porcentaje del
44,17 %. En c uanto a las acciones, cuenta con 2 0 7, un 28 %. Solo tiene 22
modificado res, un 3% de las unidades metafór icas, y por último, 184
94,29%
5,71%
M. T exto
M. Contexto
90,39%
9,61%
P alabras
Metáforas
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
258
modificado res, una cu arta parte, como podemos ver en el gráfico que aparece a
continuación.
Gráfi co 24 : Porcentaje meta fórico: Mo Ma, niv el gramatic al
En el plano comunicativo, es también el museo con más unidades etiquetadas
con NDD sí , 432 (58, 54 %) frente a las 26 5 (35, 91 %) que son NDD no , muy por
debajo del 65% que había en e l Brooklyn, por ejemplo.
Gráfi co 25 : Porcentaje meta fórico: Mo Ma, niv el comun icativo
Para finalizar con el MoMa, o bservemos la aparición de metáforas de texto y
contexto. Tan solo un 1% pertenecen a la segun da categoría. Tomemos un
ejemplo de las m etáforas de contexto que se utilizan en las AD del MoMa para
observar en qué situaciones se opta por insertar contexto y, con esta inserción,
lenguaje metafórico. Tras introducir y describir la apariencia general de la obra de
44,11%
28,01%
2,98%
24,90% Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
58,54%
35,91%
5,56%
N , D , D sí
N , D , D no
Re s t o
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
259
Marcel Duchamp, Three bicycle Wheel , que es un a simple rueda de bicicleta sobre
una silla de madera, se crea un inciso en la AD para insertar una exp licación
contextual que ayuda continuar la A D de lo que, a simpe, vista, no es más que un
objeto cotidiano. El audiodescriptor expone que Duchamp exploded the idea that a
work of art has to be the unique creation of the artist’s hand para continuar describiendo
la escultura, partiendo de la concepción del artista. Esto no suele da rse en el
MoMa, que separa la informaci ón contextu al en casi todas sus AD. Sin embargo,
la natu raleza d e esta obra del género de arte enco ntrado parece r equerir de una
contextualización para que la AD no sea la de una simple bicicleta . La AD
comienza as í: The title of this work sa ys it all: it’s a bicycle w heel , por lo que el uso de
información contextual, que da lugar a metáforas de contexto, es quizá una
estrategia de traducción facilita dora y acertada. O curre de forma simila r con otra
metáfora de co ntexto, The title might refer to the notion of a parachute jumper , a
leap in to space , a leap into the void , de la obra de arte combinado y
encontrado de Rober t Rauschenberg, First Landing jump . La interpretación y
subjetividad que se trata de paliar por medio de caso s de suposición ( might ) y
opcionalidad (las tres o pciones que se ofrecen) es una estra tegia que se inserta en
una AD para ofrecer posibles interpretaciones de una obra abstr acta y
conceptual, cuyo título , que desde el comienzo es conocido por los receptores,
no es una traducción clara de la obra. Tras introducir metáforas que no están
relacionadas con la imagen en sí, sino con el conocimiento experto de la obra, se
posibilita la comprensión de la imagen.
Gráfi co 26 : Porcentaje meta fórico: Mo Ma, niv el visual
98,64%
1,36%
M. T exto
M. Contexto
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
260
Antes de pasar a la siguien te clasi ficación , por tipo de texto, presenta mos unos
gráficos comparativos que nos permitirán observar los datos de los cuatro
museos y las diferencias que exis ten: por tipo de unidad léxica , por estrategia
comunicativa y por su relación co n el texto visual.
Gráfi co 27 : Porcentaje meta fórico: todo s los muse os, nivel gra matical
Gráfi co 28 : Porcentaje meta fórico: todo s los muse os, nivel com unicativ o
0% 50% 100%
Brooklyn
Whitney
Ta t e
MoMA
Objeto
Acción
Cualificador
Modificador
0%
50%
100%
Brooklyn Whitney Ta t e MoMA
Re s t o
N , D , D no
N , D , D sí
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
261
Gráfi co 29 : Porcentaje meta fórico: todo s los muse os, nivel visu al
6.3.2 Resultados de la c lasificación por tipo de texto
La siguiente clasificación de la que presentamos los resultados es la que hace
alusión al tipo de texto de la AD: pintura, escultura e instalación. De nuevo h ay
diferencias notables entre el tanto por ciento que ocupan en la totalidad del
corpus. El primero, pin tura, es con diferencia el que tiene un peso m ayor.
Con sus 859 unidades identifi cadas como metáfora, lo que resulta en un
74,05% del total de las unidades del corpus, el tipo de texto de pintura es el que
mayor importancia tiene. Le sigue la escultura , con 231 unidades y un 19,91% y
luego aparece la instalación, con 70 un idades identificadas como metáfora y un
6,03% del cómpu to total. En el siguiente grá fico podemos observar esto s datos.
0%
50%
100%
Brooklyn W hitney Ta t e MoMA
M. Contexto
M. T exto
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
262
Gráfi co 30 : Porcentaje meta fórico por n ivel textua l
Pasemos ahora a exp oner los resultados de cada tipo de texto ten iendo en cuenta
la clasificación gramatical, co municativa y visu al.
6.3.2.1 Resultados de pintura
En pintura, se han identificado como objetos 345 unidades, un 40%. Hay 269
acciones, un 31,32%, seguido m uy de cerca por los cualificadores, con un
25,49%. Por último, solo hay 26 modificadores, un 3,03%.
Grá fico 31 : Porcentaje m etafórico p or nivel gra matical: p intura
En cuanto a la variable de NDD sí , 43 3 unidad es se h an etiquetad o así, lo que
significa que la mitad de las obras de pintura tienen m etáforas directas,
74,05%
19,91%
6,03%
Pintura
Escultura
Instalación
40,16%
31,32%
3,03%
25,49% Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
2 63
deliberadas y novedosas. Por su parte, las NDD no dan como suma 351, un 41%
de las unidades. El resto, 73 unidades, un 9%, no se ad scriben a esas categorías.
Gráfi co 32 : Porcentaje meta fórico por n ivel com unicativo: p intura
P or último, las metáforas de texto suman 826, un 96,16% del total, dejando solo
un 3,84% a las 33 unidades de contexto.
Gráfi co 33 : Porcentaje meta fórico: Pintu ra, nivel vis ual
6.3.2.2 Resultados de escultura
En relación con el tipo de unidad léxica , lo s datos de escultura ca mbian en más
de un 20% para la tipología que más aparece: hay 145 objetos, por lo que m ás del
62% de las unidades metafóricas están relacionadas co n objetos visuales. Solo
50,41%
40,86%
8,73%
N , D , D sí
N , D , D no
Re s t o
96,16%
3,84%
M. T exto
M. Contexto
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
270
había diferencias, pero centrándonos cada vez más en las obras y los géneros
podremos reconocer patrones en la discusión y conclusiones que llevaremos a
cabo más tarde.
OBRA
Unid ade s
met af ór ic as
Porcent aje
Lee Kra sner, Gae a
33
20,00%
Paul Céz anne, The Bath er
18
18,00%
Albe rt o Gi acome tt i, Th e c har iot
22
16,30%
Wil l em d e Ko oni n g, Wom an I
26
14,77%
Mar k Rot hk o, Seagr am Murals
22
13,75%
Pablo Pi casso, Gui t ar
28
12,73%
Pablo Pi casso, The Thr ee Danc ers
33
12,69%
Barnet t Ne wman , Vir h eroicus su blimis
25
12,63%
Umber to Boc ci oni , Uni que f or ms of con ti nui t y in sp ac e
30
12,40%
Claud e Mone t, Wa te r li l i es
27
11,54%
Albe rt o Gi acome tt i, Th e Pa lac e at 4 AM
42
11,51%
Nat al ya Gon cha ro va, Li ne n
27
11,49%
Gior gi o de Chi ri co, Gare Mont par na ss e (the melan ch ol y
of departure)
25
11,21%
Vasi ly Kan din sky , Panel s f or Edwi n R. Campbel l
20
10,53%
Geor ge Be ll ow s, De mps ey a nd Fi rp o
22
10,38%
Richa rd S err a, Trip - Hamme r
13
9,70%
Louise Bourge ois, Quarantania
43
9,66%
Salvador Dalí , The p ers ist enc e of memo ry
33
9,65%
Pablo Pi casso, Le s d emoi se ll es d’ Avi gnon
31
9,51%
Jackson Pollock, One: Numbe r 31
20
9,43%
Joseph Beuy s, Lig ht nin g wi th St ag in it s Glar e
29
9,39%
Henr i Ro uss ea u, The dr eam
26
9,29%
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
271
Henr i Mat is se , Dan ce ( I)
35
8,97%
Jackson Pollock, Summertime no . 9ª
27
8,94%
Jasper Johns, Dive rs
24
8,92%
Ernst L udwi g Ki rch ner, St reet Dresd en
36
8,85%
Pablo Pi casso, Thr ee musi ci ans
32
8,77%
Duch amp and Hamil to n, The Bride Stri ppe d Bare by
her Bache lors, Eve n ( The Lar ge Gl ass )
21
8,68%
Claud e Mone t, Wa te r li l i es
17
8,67%
Barnet t Ne wman, Br oken obel isk
17
8,59%
Joseph Beau ys, Eura si a S ibe ri an Symph ony
20
8,33%
Henr i Mat is se , The r ed stu dio
27
8,18%
Mona H at ou m, Ho me
16
7,96%
Cy Twombl y, Le da and th e s wan
16
7,84%
Alex ande r Cal der , Th e Bras s Fa mil y
17
7,69%
Robert Rau sche nberg , Firs t Land ing jump
15
7,39%
Piet Mondrian, Broadwa y boo gie woogi e
13
7,22%
Charl es Demut h, My Egy pt
33
7,07%
Davi d Smi th , Hud so n Ri ve r Lan ds ca pe
26
6,95%
Roy Li cht enst ein , Drow ni ng gi rl
15
6,88%
Jackson Pollock, Numbe r 27
24
6,80%
Paul Gaugu in, The moon and th e e art h
21
6,56%
Edward Hopp er, Ear ly Su nday Mor nin g
31
6,49%
Nik i de Sa in t Ph al le , Shoot ing Pi ctu re
9
6,29%
Geor ge s - Pie rre S eurat, Eve ni ng hon fl eur
17
6,09%
Thomas Har t Be nton, Lo uis ian a Ri ce Fi el ds
24
5,99%
Henr i Mat is se , The Sna il
14
5,28%
Robert Morr is, Untiltled
5
4,55%
Gerh ar d Ric ht er , Cage
7
4,38%
Mar ch el D uc ham p, Th ree bi cy cle Whee l
6
4,00%
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
272
Tabla 4 : Obras por porce ntaje meta fórico
En la segunda tabla , hemos ordenado las obras según el número de unidades
metafóric as. Este dato puede dar lugar a equívocos, ya que recorde mos que había
obras que contaban con 200 palabras y otras con más del doble. Sin embargo,
creemos que es necesario mostrar los dato s con ese orden porque las o bras con
pocas unidades metafóricas y un gran porcentaje nos habl an de AD cort as,
concisas, que hacen uso del lenguaje metafórico para tra sladar im ágenes
complejas en el menor tiempo posible. Tal es el caso de The Bather , de Paul
Céz anne, que es de las obras más cortas, con solo 100 palabras analizadas, que
tiene 18 unidades metafór icas y un 18% de a parición de m etáforas fin al. Por otro
lado, la tercera obra con m ás metáforas, Street Dresden de Ernst Ludwig Kirchner,
que tiene 36 unid ades etiquetadas como metáfora, solo cuenta con un 8,85% de
unidades metafóricas. La gran cantidad de información visual figurativa (ver
anexo II con las imágenes y texto de la AD) hace que la AD sea extensa y que la
cantidad de metáforas sea incluso menor que la media del corpus. Casi con el
mismo número de metáforas, 33, Gaea de Lee Krasner tiene la carga metafórica
más altas del corpus, un 20%, que nos conduce a ir resolviendo una de las
hipótesis de la tesis: las AD de las obras más abstractas hacen uso de
comparaciones para descifrar las im ágenes a bstractas que no pueden entenderse
con un simple concepto visual. También debemo s tener en cuenta la
complejidad formal de las obras, como es el caso de la AD de la obra de
Giacometti, The Palace at 4 AM , q ue cuenta con diversas partes y planos, por lo
que tiene una extensión media y además da lugar a un gran uso de metáforas, 42,
lo que sup one un 11 ,51% de lenguaje metafórico. En general, sin embargo, a
menor número de unidades metafóric as, menor porcentaje. T al es el caso de las
dos últimas obras de la tabla, Thr ee bicycle Wheel de Marcel Ducham p y Untiltled , de
Robert Morris, con 6 y 5 unidades respectivamente y 4% y 4,55% de porcentaje
respectivamente también.
OBRA
Unid ade s
met af ór ic as
Porcent aje
Louise Bourge ois, Quarantania
43
9,66%
Albe rt o Gi acome tt i, Th e Pa lac e at 4 AM
42
11,51%
Ernst L udwi g Ki rch ner, St reet Dresd en
36
8,85%
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
273
Henr i Mat is se , Dan ce ( I)
35
8,97%
Lee Kra sner, Gae a
33
20,00%
Pablo Pi casso, The Thr ee Danc ers
33
12,69%
Salvador Dalí , The p ers ist enc e of memo ry
33
9,65%
Charl es Demut h, My Egy pt
33
7,07%
Pablo Pi casso, Thr ee musi ci ans
32
8,77%
Pablo Pi casso, Le s d emoi se ll es d’ Avi gnon
31
9,51%
Edward Hopp er, Ear ly Su nday Mor nin g
31
6,49%
Umber to Boc ci oni , Uni que f or ms of continuity in space
30
12,40%
Joseph Beuy s, Lig ht nin g wi th St ag in it s Glar e
29
9,39%
Pablo Pi casso, Gui t ar :
28
12,73%
Claud e Mone t, Wa te r li l i es
27
11,54%
Nat al ya Gon cha ro va, Li ne n
27
11,49%
Jackson Pollock, Summertime no . 9ª
27
8,94%
Henr i Mat is se , The r ed stu dio
27
8,18%
Wil l em d e Ko oni n g, Wom an I
26
14,77%
Henr i Ro uss ea u, The dr eam
26
9,29%
Davi d Smi th , Hud so n Ri ve r Lan ds ca pe
26
6,95%
Barnet t Ne wman, Vi r h er o ic us su bl im is
25
12,63%
Gior gi o de Chi ri co, Gare Mont par na ss e (the mel anch oly
of departure)
25
11,21%
Jasper Johns, Dive rs
24
8,92%
Jackson Pollock, Numbe r 27
24
6,80%
Thomas Har t Be nton, Lo uis ian a Ri ce Fi el ds
24
5,99%
Albe rt o Gi acome tt i, Th e c har iot
22
16,30%
Mar k Rot hk o, Seagr am Murals
22
13,75%
Geor ge Be ll ow s, De mps ey a nd Fi rp o
22
10,38%
Duch amp and Hamilt on , The Bride Stri pped Bare by
her Bachelors, Even (The Large Glass)
21
8,68%
Paul Gaugu in, The moon and the e arth
21
6,56%
Vasi ly Kan din sky , Pane ls f or Edwin R. Ca mpbel l
20
10,53%
Jackson Pollock, One: Numb e r 31
20
9,43%
Joseph Beau ys, Eura si a S ibe ri an Symph ony
20
8,33%
Paul Céz anne, The Bath er
18
18,00%
Claud e Mone t, Wate r l il ie s
17
8,67%
Barnet t Ne wman, Br oken obel isk
17
8,59%
Alex ande r Cal der , Th e Bras s Fa mil y
17
7,69%
Geor ge s - Pie rre S eurat, Eve ni ng hon fl eur
17
6,09%
Mona H at ou m, Ho me
16
7,96%
Cy Twombl y, Le da and th e s wa n
16
7,84%
Robert Rau sche nberg , Firs t Land ing jump
15
7,39%
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
274
Roy Li cht enst ein , Drow ni ng gi rl
15
6,88%
Henr i Mat is se , The Sna il
14
5,28%
Richa rd S err a, Trip - Hamme r
13
9,70%
Piet Mondrian, Broadwa y boo gie woogi e
13
7,22%
Nik i de Sa in t Ph al le , Shoot ing Pictur e
9
6,29%
Gerh ar d Ric ht er , Cage
7
4,38%
Mar ch el D uc ham p, Th ree bi cy cle Whee l
6
4,00%
Robert Morr is, Untiltled
5
4,55%
Tabla 5 : Obras por unidades metafóri cas
Tras mostrar datos que consideramos muy necesarios para avanzar en la m uestra
de resultados, y que nos sirven de base en el análisis para completar las siguientes
clasificaciones, vamos a pasar en el siguiente a partado a ex poner los resultado s
de la clasificación por tipo de g énero.
6.3.4 Resultados de la clasif icación por tipo de género
El género es una de las variables más interes antes y que más datos pueden
aportarnos para conocer el uso de metáforas de diversos tipos en las gu ías
audiodescriptivas de arte contemporáneo, por lo que en el siguiente apartado
mostraremos de forma detallada los datos generale s de cad a uno de los géneros
más inte resantes , es decir, de los que hay más de una obra, que son 15: arte
conceptual, Fluxus , cubismo surrealismo, nuevo realismo, arte abstracto,
modernismo estadouni dense, expresioni smo abstracto, expresionis mo,
impresioni smo, posimpresion isimo, fauvismo realismo artístico, action painting y
escuela Ash can . Consideramos que hablar de un género por una sola obra es
extralimitar los resultados, po r lo que en esta cla sificación, tendremo s en cuenta
los géneros de los que hay d os o más obras. E n el anexo II se pueden consultar
todas las obras y comprobar a qué género o géneros corresponde cada una.
Además, en el docu mento de Excel que se adjunta a esta tesis pueden
consultarse los datos de todos los gén eros, ademá s de los porcen tajes de las
cuatro clasificaciones. En la siguiente tabla podemos observar por géneros el
porcentaje de aparición de unidades metafóricas del corpus de AD de obras
visuales.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
275
6.3.4.1 Resultados por aparición por género artístico
La primera clasif icación que puede servirnos de punto de partida para entender
la composición p or géneros del cor pus y, por con siguiente, el marco general de
la AD de los diferentes géneros y tipo logías de ar te contemporáneo, es la de la
aparición de unidades metafóricas y porcentajes por géneros. En la siguiente
tabla se han identificad o, de mayor a menor núm ero d e unida des m etafóricas, los
46 géneros totales del corpus, de los que en los siguientes apartados se
seleccionarán los l5 menciona dos con anterioridad.
Como podemos comproba r, el género de mayor aparición es expresionismo
abstracto, con 288 unidades y casi un cuarto de las unidades metafóricas del
corpus, 24,8%. En el apartado xx aparecen de for ma más detallada las obras que
componen cada uno de los 15 géneros, per o podemos e ntender que, cuantas más
unidades metafóricas, además de más metaforicidad en los textos, mayor
aparición tendrá ese género en el corpus. El expresionismo abstracto está
compuesto por 13 obras, lo que resulta en casi m ás del doble de unida des
metafóric as q ue el siguiente de la clasificación, el cubismo, con 151. Si dividimos
288 entre 13, obtenemos más de 22 unidades de media por o bra, lo que es muy
superior a las 13 del neoplasticismo, por ejemplo. Por eso, además de que el
neoplasticismo representa con su única obra de 13 unidades el 1,1% del co rpus
solamente, p odemos sab er que el expresionismo abstracto es tanto un género
que ap arece en el corpus muchas veces como un género con una alta
metaforic idad. Hablaremos de la metaforicidad de cada género en el si guiente
apartado. Volviendo a la mayor o menor aparición de géneros en el corpus, la
mayoría de los géneros con menos de 30 unidades corresponden a una sola obra.
Incluso algunos de los géneros, como Die Brücke, con 36 unidades metafóricas,
solo están repr esenta dos po r una obra, como es el caso de la obra d e Kir chner,
Street Dresden , con un 8,85% de unidades m etafóricas, de gr an extensión.
Conectando con esta obra, es también necesario especificar que much as de las
obras han s ido etiquetadas bajo varios gén eros, pues el arte contemporán eo
cuenta con movimientos entrelazados y artistas que enmarcaron sus obra s a
caballo entre varios géneros. Por lo tanto, hay algunas obras que aparecen dentro
de varios géneros, como Street D resden , que además d e Die Brücke, s e adscribe
dentro del género expresionismo, que sí es uno de los 15 géneros. Los géneros
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
276
con m ayor a parición de unid ades en el corpus son, después d el expresio nismo
abstracto, el cubismo, con 151 y el 13%; el expresionismo, con 124 y el 10,7%; el
arte abstracto, con 114 y el 9,8%; action painting , con 97 unidades y el 8,4%; y,
muy similares, el posimpresioni smo y el fauvismo, con 79 y 76 unidades y el 6,8 y
el 6,6% respectivamente. Vea mos en la tabla la clasificación de todos los género s
del corpus:
GÉNER O
METÁF ORAS
PORCENTA JE
METAF ÓRIC O
Expre sio nis mo a bst rac to
288
24,8%
Cubis mo
151
13,0%
Expre sio nis mo
124
10,7%
Arte a bst rac to
114
9,8%
Acti on pai nt ing
97
8,4%
Posimpresi onisi mo
79
6,8%
Fauvismo
76
6,6%
Impresion ismo
62
5,3%
Arte c once ptu al
57
4,9%
Mode rn i smo e st a dou ni de ns e
56
4,8%
Reali smo art íst ico
55
4,7%
Escue la Ash can
53
4,6%
Nuev o re al is mo
50
4,3%
Surreali smo
50
4,3%
Fluxus
47
4,1%
Arte c iné ti co
43
3,7%
Primit ivis imo
43
3,7%
Expre sio nis mo a bst rac to
americano
42
3,6%
Instalación artística
42
3,6%
Die Br üc ke
36
3,1%
Min im al is mo
34
2,9%
Precios ismo amer icano
33
2,8%
Reali smo cubi sta
33
2,8%
Arte mod ern o
31
2,7%
Futuri smo
30
2,6%
Vangu ard ias
30
2,6%
Dada ís mo
27
2,3%
Rayoni smo
26
2,2%
Arte Naï f
25
2,2%
Color fi el d
25
2,2%
Pintura metaf ísic a
25
2,2%
Reali smo soci al
24
2,1%
Regio nali smo
24
2,1%
Sincronismo
24
2,1%
Exis ten cia li smo
22
1,9%
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
277
Reali smo ameri cano
21
1,8%
Sinteti smo
21
1,8%
Abst rac ci ón l í ric a
20
1,7%
Puntil lis mo
17
1,5%
Arte c ont emporá neo
16
1,4%
Pop art
15
1,3%
Arte c ombin ado
14
1,2%
Mode rn i smo
14
1,2%
Neop la st ic is mo
13
1,1%
Arte e ncon tra do
6
0,5%
Tabla 6 : Ti pos de género por por centaj e metaf órico en el corpus
En el siguiente apartado, agruparemos las obras que pertenecen a los géneros
más importa ntes para nuestro estudio e n cada un o de sus géneros.
6.3.5 Resultados de a parición por géneros más importantes
Tal como acabamos de comentar, en este apartado pre sentamos los resultados de
los género s más importantes, esto es, expresio nismo ab stracto, cub ismo,
expresionismo, arte abstracto , action painting, posimpresionism o, fauvismo,
impresionismo, arte conceptual, m odernismo estadounidense, realismo artístico,
escuela Ashcan , nuevo realismo, su rrealismo y Fluxus , y analiza remos los datos
generales e individuales de las obras de cada género. Para entender los
resultados, m ostramos a continuación una tabla en la que, además de presentar
los porcentajes de cada género, ordenaremo s de mayor a men or porcentaje de
unidades metafóricas cada una de las obras de cada género.
El primer género en número de unidades, tal como expusimos en el apartado
1.1.4.1. anterior, es el exp resionismo abstracto. Las obras que lo compo nen
tienen un amplio rango de porcenta je de unidades m etafóricas. Gaea, de Krasner,
es la obra con mayor metaforicid ad del corpus, como ya hemos comentado en el
apartado 6.2 . Las siguientes cua tro son también a lgunas de las obra s con un
porcentaje mayor de unidades identificadas como m etáfora, The chariot , con el
16,30%, Woma n I , con el 14,77% Cage , de Richter, es u na de las qu e menos
porcentaje tienen. Es interesante que m ostremos llegados a este punto otro de
los ejemplos de la fo rma d e etiquetado de nuestra metodología, que considera
una sola unidad cada una de las exp resio nes que aluden a una característica
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
278
visual. Una de las pocas unidades identificadas como met áfora de Cage es la
siguiente: They ’ re a bit like a billboard where, in preparation for a new set of
posters being stuck on , the latest have been ripped off - revea ling fragments
of hundreds of past posters beneath , donde podemos observar en negrita la
unidad considerada como una metáfora directa y deliberada con doble marcado r,
es decir, con dos m arcadores, a bit y like . C omo vemos, aunque la u nidad cuenta
como una sola, hay una expresión de 27 palabras (22 palabras que pueden
etiquetarse y no son vacías) que está traduciendo una imagen o serie de imágenes
( Cage está formado por seis obras, co mo pod emos com probar en el anexo II ). Es
esta quiz á la ra zón por la que, a pesa r de tener una carga m etafórica mayor, solo
aparece con un 4,38% de unidades metafóricas. Tengamos en cuenta que de esas
22 palabras, 21 se marcan com o no metafóricas en comparación con el texto
completo. Siguien do con el expresionismo abstracto, la última obra, Summertime
no. 9A de Pollock es la que menor porcentaje tiene. Esta obra, de la colec ción del
Brooklyn, va en consonancia con el lenguaje meramente descriptivo que se sigue
en su guía aud iodescriptiva, pro bablemente por indicaciones generales superiores
a los audiodescriptores o por la formación de los mismos, como ya hemos
comentado con a nterioridad. La media de las 13 o bras es un 8,86% de unidades
utilizadas de forma metafórica.
El siguiente género es el cubismo , con cin co obras, cuatro de las cuales son de
Picasso. En general tienen un porcentaje elevado de metáforas: The three dancers
tiene el 12 ,69% y Guitar es incluso más metafórica, con 12,73% de unidades
marcadas c omo metáfora .
El expresionis mo cu enta con 9,18% de unidades metafóricas. Es sign ificativo
que las dos obras de Henri Matisse, The red studio y Dance (I) , tengan unos
porcentajes muy similares, alr ededor de 8,5% .
El arte abstracto, con 8,16% de metaforicida d, engloba a obras de artistas
abstractos, sobre todo de escultura, que no se adsc riben fácilmente a otros
géneros, como Serra, con Trip - Hammer y el 9,70%, o Giacometti, con The Palace
at 4 AM y un 11,51%.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
279
Las obras de Claude Monet, Water lilies de la Tate (11,5%) y Water lilies del M oMa
(8,7%), junto con la de Georges - Pierre Seurat, Even ing honfleur (6,1%) comp onen
las obr as de del género impresionismo, con un 8,6%. Será interesante en
apartados siguientes comprobar las diferencias entre las AD de ambos Water
lillies , de los que Monet pintó muchas versiones simila res.
El action painting , cuyo principa l artista es Pollock, es muy interesante, ya que
contamos co n una obra de cada un o de tres de los museos, Brooklyn, T ate y
MoMa, con 6 ,80%, 8 ,94% y 9,43% re specti vamente, muy en consonanc ia con los
resultados generales de cada museo. Además, este género cuenta con la obra de
Willem de Kooning, Woman I, con el 11,44% de unidades metafóricas. El
porcentaje total de 9,30%.
El fauvismo, con tres obras de Matisse , dos del MoMa, The red studio (8,18%) y
Dance (I) (8,97%) y u na de la Tate, The Snail (5,28%), mucho más conceptual y
tipo collage, ofrecen un total d e 7,72% de unidades meta fóricas.
El posimpresioni smo, con un 8,19% de unidades metafóricas, está com puesto
por obras de diferente metaforicidad: The Snail , de Matisse (5 ,28%) The dream , de
Henri Rousseau (9,29%), The moon and the earth , de Paul Gauguin (6,56%) y The
Bather , de Paul Cézanne (18,00% ), una de las obras más metafórica s del corpus.
Las tres obras que componen el género de arte conceptual son muy diferentes
entre sí, y pr obablemente esa sea la razón por la que tengan porcentajes tan
diferentes que dan lugar al 8,02%. Cage , de Gerhard R ichter (4,38%), que ya
hemos comentado en el expresionismo abstracto porque también se adscribe a
él; Lightning with Stag in its Glare , de Joseph Beuys (9 ,39%), qu e es una insta lación
escultórica; y The Bride Stripped Bare by her Bachelors, Even (The Large Glass) , de
Duchamp and Hamilton (8,68%), una escultura en varias fases, forman parte de
esta categoría.
El modernismo estadounidense, uno de los géneros más figurativos, tiene un
6,57% de unidades metafóricas, con las obras de Thomas Hart Benton, Louisiana
Rice Fields (5,9 9%), y Charles Demuth, My Egypt (7,07%).
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
286
o bra de Pollock. A través del uso de modificadores, se explica cómo se realizó la
obra o cómo se proyectó , y la metáfora ayuda a crear esta imagen.
GÉNERO
%
objeto
% ac ci ón
%
modi fi cado r
%
cualificador
Impresion ismo
36,07%
37,70%
6,56%
19,67%
Fauvismo
31,58%
40,79%
5,26%
22,37%
Expre sio nis mo
36,80%
31,20%
4,80%
27,20%
Acti on pai nt ing
29,90%
34,02%
4,12%
31,96%
Surreali smo
64,00%
8,00%
4,00%
24,00%
Nuev o re al is mo
60,78%
21,57%
3,92%
13,73%
Expre sio nis mo a bst rac to
36,93%
31,01%
2,09%
30,31%
Fluxus
77,55%
14,29%
2,04%
6,12%
Cubis mo
66,89%
16,56%
1,99%
14,57%
Arte c once ptu al
78,95%
8,77%
1,75%
10,53%
Arte a bst rac to
60,53%
20,18%
1,75%
17,54%
Posimpresi onisi mo
32,05%
29,49%
1,28%
37,18%
Mode rn i smo e st a dou ni de ns e
43,86%
38,60%
0,00%
17,54%
Reali smo art íst ico
30,91%
50,91%
0,00%
18,18%
Escue la Ash can
28,30%
54,72%
0,00%
16,98%
Tabla 10 : Tipos de géneros por nivel g ramatica l: modifica dor
Por último, en cuanto a los cualificadores, también hay diferencias palpables
entre los géneros. El posimpresion ismo (36,71% ) o el expresionismo abstracto
(30,21%) son dos d e los que cuentan con más tipos de palabras relacionadas con
la descripción de las cualidades de objetos. Los color es, las formas y las texturas
son muy caracter ísticos de estos géneros, como podem os comprobar en el
s iguiente ejemplo de Willem de Koonig: The woman of the painting is staring out at the
viewer with a kind of ferocity , que traduce las líneas duras, rápidas y expresivas de la
obra . Sin emba rgo, los g é neros con menos cualificadores, como el Fluxus
(6,38%), no parecen requ erir de demasiados cualificado res metafóricos al aludir a
elementos reales. Por ejemp lo, de nuevo en la obra Fluxus de Joseph Beuys,
Lightning with Stag in its Glare , encontramos dos un idades metafóricas iden tifica das
como cualificadores: The silver - coloured kart , giant toothpaste - tube no son ni siquiera
metáforas deliberadas, sino convencionali zadas e indirectas. La primera alude al
color del carro y lo com para con el de la plata, y el segundo hace uso de una
metáfora hiperbólica. Los demás elementos que aparecen identificad os como
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
287
metáforas son objeto s, y una acción que es, de nuevo, no deliberada ni directa: its
base just touches the floor .
GÉNERO
%
obj eto
% ac c ión
%
mod ificador
%
cualif icador
Posimpresi onisi mo
32,05%
29,49%
1,28%
37,18%
Acti on pai nt ing
29,90%
34,02%
4,12%
31,96%
Expre sio nis mo a bst rac to
36,93%
31,01%
2,09%
30,31%
Expre sio nis mo
36,80%
31,20%
4,80%
27,20%
Surreali smo
64,00%
8,00%
4,00%
24,00%
Fauvismo
31,58%
40,79%
5,26%
22,37%
Impresion ismo
36,07%
37,70%
6,56%
19,67%
Reali smo art íst ico
30,91%
50,91%
0,00%
18,18%
Arte a bst rac to
60,53%
20,18%
1,75%
17,54%
Mode rn i smo e st a dou ni de ns e
43,86%
38,60%
0,00%
17,54%
Escue la Ash can
28,30%
54,72%
0,00%
16,98%
Cubis mo
66,89%
16,56%
1,99%
14,57%
Nuev o re al is mo
60,78%
21,57%
3,92%
13,73%
Arte c once ptu al
78,95%
8,77%
1,75%
10,53%
Fluxus
77,55%
14,29%
2,04%
6,12%
Tabla 11 : Tipos de géneros por nivel g ramatica l: cualificado r
A continuación mostramos un gráfico de barras apiladas en las que se puede
observar con una mayor facilidad las diferencias notables entre géneros. M ientras
que la mayoría de los géneros, como el Fluxus , el surrealismo , el arte conceptual,
el cubismo, el a rte abstracto o el expresionismo abstracto, cuentan con un mayor
porcentaje de objetos (color violeta ), hay algun os géneros que están mu y
igualados entre ob jeto y acción (colo r frambuesa ), com o el modernism o, el
impresionismo y el fau vismo. Otro s géneros m uestran igual po rcentaje de
acciones y objetos que de cualif icadores (color yem a ), como el
posimpresionismo, el action painting o el expresionismo. Por su parte, hay pocos
modificado res (color naranja) en todos, pero el action pain ting o el
expresionismo m uestran una barra verde más alargada.
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
288
Gráfi co 43 : Tipos de género s por nivel g ramatica l
Para finalizar co n este apartado sobre los géneros artísticos, mostramos gráficos
circulares de cada un o de los géneros para observar estas diferencias de form a
más clara.
0% 50% 100%
Expresionismo abstracto
Cubismo
Expresionismo
Ar te abstracto
Action painting
P osimpresionisimo
F auvismo
Impresionismo
Ar te conceptual
Moder nismo estadounidense
R ealismo artístico
Escuela Ashcan
Nuev o realismo
Sur realismo
Fluxus
Expresionismo abstracto americano
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
289
37%
31%
2%
30%
Expresionismo abstracto
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
67%
16%
2% 15%
Cubismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
37%
31%
5%
27%
Expresionismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
60%
20%
2% 18%
Ar te abstracto
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
30%
34%
4%
32%
Action painting
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
32%
30%
1%
37%
P osimpresionisimo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
290
32%
41%
5%
22%
F auvismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
36%
38%
6%
20%
Impresionismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
79%
9%
2%
10%
Ar te conceptual
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
44%
39%
0% 17%
Moder nismo estadounidense
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
31%
51%
0% 18%
Realismo ar tístico
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
28%
55%
0% 17%
Escuela Ashcan
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
291
Gráfi cos 44 (1/16): Ti pos de Gé neros por nivel gra matic al
6.3.5.2 Resultados de la clasificación por naturaleza comunicativa
Tras haber expuesto los resultados según la clasificación por tipo de unidad
léxica en relación con los géner os a rtísticos d el cor pus, en el siguiente a partado
presentaremos los resultados que obtenemos tras cruzar los resultados de los
géneros con los que atañen a la naturaleza comunicativa de la metáfora, es decir,
los que separ an las m etáforas novedosa s, directas y deliberadas de las que son
convencionales, indirectas y no deliberadas. Para pod er com entar lo s res ultados
más significativ os, mostramos a continuac ión una tabla en la que están
ordenados de mayor a menor NDD sí los 15 géneros prin cipales del corpus. Tras
la tabla, comentaremo s los resultados.
61%
21%
4% 14%
Nuev o realismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
64%
8%
4%
24%
Sur r ealismo
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
78%
14%
2% 6%
F luxus
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
76%
12%
0% 12%
Expresionismo abstracto
americano
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
292
GÉNERO
NDD s í
NDD n o
Fluxus
83,67%
16,33%
Arte conceptual
78,95%
19,30%
Surreali smo
70,00%
22,00%
Nuev o re al is mo
66,67%
27,45%
Cubis mo
66,23%
26,49%
Arte a bst rac to
65,79%
25,44%
Expre sio nis mo a bst rac to
56,45%
35,89%
Posimpresi onisi mo
47,44%
46,15%
Expre sio nis mo
47,20%
47,20%
Acti on pai nt ing
46,39%
43,30%
Mode rn i smo e st a dou ni de ns e
45,61%
50,88%
Escue la Ash can
43,40%
49,06%
Fauvismo
36,84%
56,58%
Impresion ismo
36,07%
32,79%
Reali smo art íst ico
32,73%
61,82%
Tabla 12 : Tipos de géneros por nivel c omunic ativo
El primer resultado más característic o y que obtenemos tras conocer
previamente los tipos de palabra con más aparición en los géneros es que los que
contaban con más unidades metafórica s d e objeto (arte conceptual, Fluxus ,
cubismo y surrealismo, nuevo real ismo, arte abstracto y expr esionismo a bstracto)
son lo s mism os que cuentan con un mayor porcentaje de metáforas NDD sí . Por
su parte, los que tenían más acciones ( escuela Ashcan , realism o artístico o
fauvismo) son los que m ás metáforas NDD no tienen, y los que tienen más
cualificadores ( posimpresionismo y action painting) n o destacan por su cantidad
de objetos tampoco.
Con respecto a la metaforicidad de los géneros y su relación con el propósito
comunicativo, el arte abstra cto tiene una alta metaforicidad (casi 10% de
unidades metafóricas) y 65,79% de NDD sí , ad emás de muchos objetos. Esta
triple aparición a lta está relacionada con la necesidad de crear comp araciones con
elementos conocidos, ob jetos reales y palpables pa ra poder entender la
abstracción de las líneas y formas de géneros tan ambiguos y no figurativos. Si
observamos la unidad extraída de la obra Trip - Hammer , de Richard Serra, q ue
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
293
pertenece al arte abstracto , And viewe d from either side, the whole thing is a bit like an
upside - down ‘L’ – like a diving - board , la apariencia general de la obra se traduce a
través del objeto diving board , un trampolín. Es u n objeto conocido, real, qu e
traduce el minimalismo y la abstracción de la o bra de m etal de S erra para
convertirla en algo palpable. Algo parecido ocurre con e l Fluxus , que tiene 8,93%
de metaforicidad. Este dato puede parecer un porcentaje no excesivamente alto
en compara ción con otros géneros del corp us, pero lo interesante es que d e esas
unidades, casi su totalidad son NDD sí (83,67%) y lo mismo pasa con los
objetos, que son mayoría, con el 77%. En la instalación de Joseph Beuys, Eurasia
Siberian Symphony, la traslación de un elemento de la obra se lleva a cabo mediante
la comparación con una vivienda de los indi os nativo americanos, un tipi: The
rods are approximately five feet tall and extend outward, creating a triangular shape, like the
poles of a teepee , que, aunque desco ntextualizado, ayuda a entender la posición de
la obra de forma sencilla. El arte conceptual, que como el Fluxus explora la parte
no convencional del arte mediante objetos y formas convencionales, tambi én
cuenta con un alto grado de NDD sí , de objetos (más del 80%) y una
metaforic idad media. Un ejemplo muy interesan te lo encontramos en la obra de
Mona Hatoum, Home . La forma en la qu e se trasla da el do mini o meta (unas
barras de metal), tu bular m etal, like scaffolding poles , ayu da a entender u na obra
de intención artística mediante conceptos cotidianos, de forma similar al objetivo
del arte conceptual y el Fluxus . Es muy interesante considerar esta estrategia
como una estrategia de traducción, que adapta el texto meta a las características
del texto origen y a su id iosincrasia para ad ecuarse a él y contar con su fun ción
del lenguaje, teniendo en cuenta que es una traducción intersemiótica, pero que
se convierte en un texto con la misma intencion alidad que el origen en la medida
de lo posible. Por otro lado , contamos con dos géneros muy diferentes entre sí
como son el cubismo y el surrea lismo, en cuanto a que ambo s representan
escenas reales aunque abstractas tanto fo rmal (cubismo) como narrativamente
(surrealismo). El prim ero cuenta con pocos cua lificadores y much os ob jetos, es
decir, las AD de cubismo traducen la obra a través de objetos extraídos del
mundo cotidiano, en vez de calificando los que ya hay. Por ejemplo, en The Three
Dancers , de Picasso, los r ostros no se audiodescriben a través de adjetivos, sino
comparándose con objeto s, dada su complejid ad fo rmal: The face like a wild
mask or sk ull . En el surrealism o de Dalí encontram os ejem p los que incluso van
más allá: The lower half hangs limply over the edge, like an over - ripe cheese melting i n
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
294
the sun . La unidad metafór ica (de nuev o vemos q ue etiquetada como una pero
compuesta p or siete palabras, dos de ellas vacías) traduce la imagen de un reloj que
se d errite y el audiodescriptor encuentr a más sencillo compar ar un objeto que
parece derramars e y cae a ambos lados con la superficie rugosa con un queso
derretido. La imagen de un queso se aleja de la abstracción visual de un objeto
desconocido (un reloj derretido ) y, además, es más cor ta y sencilla de entender. Para
que el efecto de la comprensió n de la metáfora sea reconceptualizado y
entendido como tal, aparecen en ambos casos los m arcadores de deliberación,
like .
Siguiendo con el análisis, si observamos los géneros con menos NDD sí , el
modernismo estadounid ense, con 45,61%, y la escuela Ashcan , con 43,40%, son
dos de los que tienen un menor porcentaje de objetos (39% y 55%
respectivamente) y más cualificadores. Son dos de los géneros con menor
metaforic idad y más figurativos, pues muestran escenas cotidianas tocadas por
luces y texturas diferen tes que requ ieren descripciones m ás llenas de adjetivos.
Ese es el caso de la obra pictórica de Charles Demuth, My Egypt , en la q ue
aparecen adjetivos utilizados de manera metafórica convencionalizada, no
deliberada e indirecta. Tan solo en esta AD, en cont ramos estos tres ejemplos: to
produce a crisp painted surface , hard edges y cool colors . Tanto la escuela A shcan como
el m odernismo estadounidense son, adem ás, dos de lo s gén eros con un
equilibrio entre objetos, acciones y cualificadores, en contraposición con el
Fluxus , el arte conceptual o los género s relacionados con la abstracción. El
posimpresionismo y el action painting, tan diferentes en apariencia, cuentan con
un número m uy similar de NDD sí (47,44% y 46,39% respectivamente) y unos
parámetros muy similares en cuanto al tipo de unid ad léx ica, con alrededor de un
tercio para objeto, otro para acción y otro para modificador. Son géneros con
técnicas mu y concretas, de forma similar al expresio nismo y al expresio nismo
abstracto, que tienen resultados similares, que requieren de comparaciones con
objetos (existen elementos en las obras), acciones (la técnica se desa rrolla) y los
colores, las textur as y las fo rmas de lo s cualificadores so n esenciales en AD de
menos de 200 palabras que se centran en ofrecer una perspectiva, narrar la obra
siguiendo un patrón de objeto es calificad o y realiza una acción. El action
paint ing, por ejemp lo, cu enta con u n gr an número de acciones, traducciones de
la técnica de pintur a de autores com o Pollock, como en el siguiente ejemplo: One
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
295
can imagine the experience of running one’s hands over its knobbly surface,
and following the trails o f paint with one’s fingertips . E n esta un idad
metafóric a se utiliza el conocimiento del mundo y la experiencia de haber
pintado sobre una pared o el suelo a través de una acción metafórica, en tanto
que no ocurre directamente, y que invita a los receptores de la AD a imaginar
cómo se vería el lienzo si llevaran a cabo ellos mismos esa acción. El dominio
meta es la obra, y el dominio origen la idea de que los propios espectadores
pintasen sobre una superficie rugosa y crearan algo parecido a lo que tienen an te
los ojos que no les sirven.
En el siguiente gráfico puede comprobarse de forma clara cuáles son los géneros
con metáforas que tienen una finalid ad más comunicativa y deliberad a, directa y
además novedosa, que sirven para trasladar conceptos abstractos al
conocimiento del mundo de los usuarios. En general, los géneros relacionados
con lo conceptual y a bstracto p resentan m ás NDD sí , y los que se asemejan, en
mayor o menor medida, al figurativ ismo, cuentan con más NDD no . Sin
embargo, com o conclusión fin al , observamos que todos, excepto el r ealismo, el
fauvismo y el expresionism o no abstracto, que tienen un tanto por ciento
ligeramente superior de NDD no , todos los géneros cuentan con un gran
porcentaje de NDD s í .
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
302
6.3.6.1 Resultados de personific ación
La personificación, con 97 casos, en el segundo caso recurrente que más aparece
en el corpus. Representa el 8,36% de to das las metáforas y se usa norm almente
de forma no nov edosa, indirecta y no d elibera da, con un 84,15% de unidades
NDD no . Esto está relacionado con el tipo de unidad léx ica que se usa para crear
una p ersonificación en la AD de museos: la acción, es decir, las formas verbales
que sirven para crear sit uaciones, sirve para crear metáforas en un 83,51%,
mientras que los objetos, que son el tipo de unidad léxica más repetido en el
corpus, supone solo un 7,22%. Hay un 8,25% de cualifica dores y tan solo un
1,03% de modificadores.
Gráfi co 48 : Per sonifica ción por nivel gramatical
Muchas de las acciones que se han etiquetado como personificaciones tienen que
ver con la idea del arte com o viaje o camino, como en la obra de Barnett
Newman, Broken obelisk , donde encontram os metáforas The point at which the two
parts meet , que exp one la disposición de la im agen como si fuera un cr uce de
caminos o un viaje, de forma parecida a a steel pole, which runs b etween them , en la
misma obra. Las líneas y las formas se entrecruzan a la vez que los ojos o la AD
pasean por la obra. En la obra de Thomas Hart Benton, Louis iana Rice Fields , es la
propia línea la que guía a la obra, a diagonal line leading from aw ay , y en Dempsey
and Firpo , de George Bellows, de nuevo son las líneas las que se levantan y s e
convierten casi en personas: white lines stand out against the darkness . En la obra de
Pollock Summertime no. 9A black and grey lines tak ing up the canvas , ocurre lo
7,22%
83,51%
1,03%
8,25%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
303
mismo. En The red studio , de Henri Matisse, impera una metáfora extendida que
nos invita a explora r el cuadro con metáforas como The o utlined sides of the table
lead the eye back towards the far left hand corne r, this wall meets the back wal l o the eye
travels along the back wall of the room . También las imágenes pueden gobernar la
obra, y convertirse en entes que controlan lo que está ante nosotros, como en la
obra de Charles Demuth, My Egypt: Buldings dwarfed by the grain elevator behind
them . En ella el ascensor es capaz de convertir a los edificios en meros enanos.
Otras veces las imágenes incluso llegan a dominar las obras, como en la p intura
de Paul Cézanne, The Bather : It’s dominated by the figure of a young man o en Woman
I , de Willem de Kooning, en la que el per sonaje principal se trad uce como si
estuviera conquista ndo el lienzo, en a tall, rectangular paintin g, dominated by the
powerful, ferocious, more - than - life - size figure of a woman . También se crean
personificaciones a través de objetos, con estructuras cognitiva s m uy sim ilares .
En la misma obra, son los pegotes de pintura los que dominan una zona de la
obra, thick dominant globs of grey and w hite . También se utiliza con g ran profusión
la personificación con metáforas d el contexto, como en The Brass Family , d e
Calder, en la que el genio del artista es una especie de ser capaz de cambiar el
curso del arte moderno : Calder’s genius profoundly changed the course of modern art .
En otras ocasiones, la personificación a través de metáforas deliberadas sirve
para aportar juicios más o menos objetivos sobre las obras, que se apartan de los
puramente visual. Tal es el caso de Cage, de Gerhard Richter, these gouges too have
an anonym ous feel o en Summertime no. 9A de Pollock, the painting took on a life of
its own . En el primer caso, las h erramientas q ue aparecen en la obra parecen
seres anónim os y en el segundo, es la propia obra la que se convierte en r eal.
También hay espacio para los modificadores que sirven par crear una
personificación, como en la obra Water lilies de Monet, en la que el a gua es ca paz
de glow invitingly , como si fuera una p resencia que atrae mirada s y descripciones.
Hemos reunido la lista de la totalidad de las acciones que aparecen en el corpus
con el número de apariciones que tiene cada una, todas ellas relacionadas con la
metáfora de personificac ión. De entre ellos, hay dos grupos predominantes: las
acciones relacionadas con la comunicación ( el arte que habla ) y con el movimiento
y la dirección ( el arte como un cam ino ):
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
304
Acciones comunes
absorb 1
affect 1
anchor 1
apply 1
arch 5
attach 1
balance 1
bathe 1
battle 1
lose 1
blow 2
break 1
bridge 3
bring toget her
3
bring int o 1
budd off 1
build up 3
call 1
come out 2
come up 1
capture
carry
catch 3
celebrate 3
center 1
change 1
churn out 1
collapse 1
communicate
1
connect up 2
crane 1
creep 1
crowd 1
cut off 3
cut out 1
dance 2
defy 1
devote 1
do 1
disembark 1
dissolve 1
divide 2
dominate 10
draw 1
drip 2
dwarf 2
echo 1
emerge 7
enact 1
engulf 1
enter 1
eradicate 1
expand 2
explode 1
explore 2
express 2
extend 4
face 3
fades 1
fall 3
fill 5
flicker back 1
fling 1
float 2
flood 1
flow 1
follow 4
fracture 1
frame 1
furrow 1
give 2
gleam 1
grow 1
hang 1
hear 1
heel 1
help 5
hint 1
hold 2
hook 1
imagine 1
immers e 1
include 1
inhabit 1
interrupt 2
intersect 1
join 1
jump 1
kick up 2
kiss 1
lay 2
lead 3
leap 1
leave out 1
look out 2
loom o ut 1
loosen 1
make up 1 1
make out 2
meet 4
move 5
notice 1
obscure 1
paint 1
part 1
peek out 3
plant 1
pour 1
press 2
pull back 1
push up 1
put 3
reach 2
recede 1
reel 2
rest 5
reveal 2
rise 1
rising
run 14
see 1
shadow 1
shine 1
show 1
sit 15
skate 1
smooth 1
smudge 1
span 1
spark 1
speak 2
stand 3
straddle 1
stretch 3
strike 1
struggle 2
support
sweep 2
take up 6
tell 5
top 2
touch 7
tour 2
travel 2
traverse 1
turn 2
warn 2
wash ove r 1
wave 1
Comunicación y percepción
tell 5
speak 2
show 1
reveal 2
notice 1
interrupt 2
hear 1
express 2
communicate 1
call 1
imagine 1
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
305
Movimiento y dirección
absorb 1
anchor 1
arch 5
attach 1
balance 1
break 1
bridge 3
bring int o 1
bring toget her
3
budd off 1
build up 3
capture
carry 2
catch 3
center 1
collapse 1
come out 2
come up 1
communicate
1
connect up 2
creep 1
cut off 3
cut out 1
dance 2
disembark 1
dissolve 1
divide 2
emerge 7
engulf 1
enter 1
expand 2
explode 1
explore 2
fall 3
fill 5
flicker back 1
float 2
flood 1
flow 1
follow 4
hang 1
heel 1
hook 1
immers e 1
interrupt 2
intersect 1
lead 3
leap 1
leave out 1
loosen 1
meet 4
move 5
peek out 3
pour 1
press 2
pull back 1
push up 1
reach 2
recede 1
reel 2
rising
run 14 sit 14 skate 1
take up 6
tour 2
travel 2
traverse 1
turn 2
wave
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
306
6.3.6.2 Resultados de sinestes ia
En cuanto a la sinestesia, hay 36 unidades marcadas con este recurso recurrente,
lo que representa el 3,10% de las metáforas del corpus. De nu evo, la mayor ía de
los casos son NDD no , con u n 77,8%, frente al 16,67% de las m etáforas usa das
de forma deliberada, novedosa y directa. De esas unidades, el 83,33% son
cualificadores, es decir, a djetivos o similares, y solo 5,56% son objetos. Lo s
modificado res suman un 8,33% y las acc iones, u n 2,72%.
Gráfi co 49 : Sinestesia por nive l grama tica l
Recordemos que las metáforas sinestésicas recrean una sensación a través de un
sentido que le es ajeno, pero que trata de ayudar a comprenderla a través de la
experiencia corp oral, por ejemplo, d e lo visua l a lo táctil a través del frío. Es a
través d e la temperatu ra, p or ejem plo, en los ejemplos de la ob ra My Egypt , de
Demuth , la manera selec cionada para traducir colores: cool colors y warm colors . Otro
ejemplo es a hot pink , de la obra de Lee Krasner Gaea. También a través del
tacto, encontramos unidades como The second painting is denser , en la obra de
Vasily Kandinsky, Panels for Edwin R. Campbell , the sunlight in the painting is strong,
almost harsh , en la obra de Edward Hopper, Early Sunday Morning , The figures in his
paintings appear fluid , de David Smith y su obra Hudson River Landscape , ve l ve t y de pth
en Summe rtime no. 9A de Pollock, The figures in his paintings appear soft de Louisiana
Rice Fields, de Benton, o flat blac k , en la AD de la pintura de Paul Gauguin , The
moon and the earth . Todas estas metáforas traducen im ágenes visuales a través de la
5,56% 2,78%
8,33%
83,33%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
307
comparación co n texturas. Son metáforas convencionales que se usan de forma
indirecta. Otro tipo de metáforas sinestésicas son las rela cionadas con el so nido.
Una metáfora similar a las anteriores, en el sentido de que es indirecta y no
novedosa, es All t he colors in the paint ing are muted , d e la obra My Egypt , d e
Demuth o vibrant b lue , de The Three Dancers de Picasso . S in embargo, tam bién hay
metáforas sinestésicas relacionadas con el sonido más com plejas y deliberadas,
como la que aparece en la obra de ," Jackson Pollock, Summertime the closest anyone
could get to a visual representation of jazz o like hearing a piece of mu sic in the
distance, and not quite being able to make out the tune de Panels for Edwin R.
Campbell de V asily Kandinsky. En estos ejemplos, se crea una metáfora compleja
entre lo visual y l o auditivo, a partir de concepto s musicales. Por último, también
encontramos unidades relacionadas con el olor, como en la A D de la obra
Salvador Dalí, The persistence of memory , co n all sorts of wonderfully smelly connotations .
6.3.6.3 Resultados de contraposició n
El siguiente caso recurren te, la contr aposición, aparece en 63 ocasiones, lo que
significa que el 5,43% de unidad es identificadas como m etáfora son
contraposiciones. En cuanto al tipo de unidad léxica, 50,79% so n objetos,
20,63% son acciones, 4,66% son mod ificador es y 23 ,81% son cualificadores,
estos últimos por encim a de la media del corpus. Con respecto al n ivel
comunicativo, casi la totalidad de las contraposiciones, un 96,83% so n NDD sí .
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
308
Gráfi co 50 : Contraposición por nivel g ramatica l
Recordemos que el ti po de metáfo ra que denominamos contraposición es uno
de los casos más llamativos de nuestro corpus. En la contraposición, en lugar de
traducir la imagen visual (dom inio fuente) a una expresió n lingüística (dominio
meta) qu e cree un mapa entre ambos y facilite la comprensión de la obra, se hace
referencia a un elemento que no aparece en la obra para luego negarlo,
contraponerlo o ex plicar que no es como él, sino como lo contrario u otra cosa.
Se crea una antonomasia con un e lemento más sencillo de procesar y un
elemento que aparece en la obra, que puede ser desconocido, complejo o,
simplemente, ajeno a la imagen. De este modo se juega con el conocimiento del
mundo y las expectativas de los receptores para poder entender algo a través de
su contrario o diferente. Se suele poner en práctica mediante expresiones como
less than , nothing at all , in no way , no , etc.
En Her nose, like her face, is large and elongated, striped diagonally in green across her cheek,
suggesting less the face o f a human… than a n African Mask , de la ob ra Les demoiselles
d’Avignon de Picasso, la forma humana que se está describiend o contiene un
elemento ajeno de repente: su rostro no es humano, sin o parecido a una máscar a
africana, por lo que se introduce primero la idea de que no es una cara normal,
no es una cara humana, sino algo opuesto: una máscara. Otro ejemplo
interesante es el q ue se intr oduce en Home , de Mona Hatoum : The clinical - looking
utensils are more like medical instruments laid out on an oper ating - theatre trolley than
anything to do with food and nurture , rather than being sturdy and firmly planted on the floor,
as you’d expect from a solid - topped kitchen table , warning us off perhaps rather than
50,79%
20,63%
4,76%
23,81% Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
309
welcoming u s in . Es una expresión elabora da y comp leja que contr apone lo qu e
quizá esperamos de una obra o de un elemento con lo que es en realidad. Se
consigue así compren der algo a tra vés del conocimiento del mundo que se tiene.
En la obra de Picasso que acabamos de ex poner hay otra metáfora interesante:
the drapery behind them doesn’t ha ng in soft folds : it’s made up of flat, splintered planes
of color, like shards of glass . En ella se expone la forma de la que no cae una tela, que
es la normal y obvia, para po der ente nder que es al contrario en ese caso. Eso
sucede también con la técnica, expo niendo la que se espera para contraponerla
con la que es, en obras co mo , Dempsey and Firpo , de George B ellows: the style of
painting is not r ealistic, like a photograph o en Louisiana Rice Fields , de Thomas Hart
Benton: not drawn with hard edged lines . En el caso de One: Number 31 de
Pollock, la estrategia de explicar cómo se h a creado una obra da lugar a
metáforas de contraposic ión como He would not pour the paint directly from
the can o It wasn't a painting that one could do sitting down , or that one did
without a tremendous expenditure of energy . En ambas aparecen dos refer entes (el real y
el contrario) para explicar co nceptos complejo s o elab orados. En Broken obelisk,
de Barnett Newman, incluso se introduce la idea de contraposición con
marcadores como in fact y a través de la palab ra opposite : Knowing that the work is
made of steel, yo u might imagine it being smooth, shiny and reflective. In fact
it’s the opposite . Este c aso recurrente puede acompañarse de otros, como en el
siguiente, en el que aparece la opcionalidad y que tr ataremos en el ap artado
6.3.6.9 . En la obra de Barnett Newman, Vir heroicu s sublim is , aparece it’s not the
glossy red of a sports car , it’s not as bright as that , it’s not the dark liquid
red of blood either , en el que a tr avés de elementos prototíp icamente rojos se
introduce otro tipo.
6.3.6.4 Resultados de participación
Los casos recurrentes que han sido etiquetados como participaciones suman 52,
lo que supone un 4,48% de las unidades metafóricas. Es decir, en 52 ocasion es
se ha usado una estra tegia de particip ación con los usuar ios d e la guía
audiodescriptiva y se ha introducido algún tipo de comparación. Un 40,38% son
objetos, y más de la mitad son acciones, con un 51,92%. Tan solo 3,85% son
modificado res y l a misma cifra ilustra a los cualificadores. Hay un 15,4% de
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
310
metáforas que son NDD no , en contraposición con el 71,15% de las que son
NDD sí .
Gráfi co 51 : Participación por nivel gram atical
El tipo de metáforas de partici pación se lleva a cab o a través de tres modos. El
primero es la participación por medi o de preguntas, con preguntas que sugieren
una comparación pero que dejan abierta la interpretación. A través de esta
técnica, se persiguen dos objetivos: el primero es hacer partícipes a los receptores
de la experiencia de la obra, ofreciéndoles una imagen para que ellos puedan
desarrollar su imaginación, y el segundo es mostr arles , a través de la pregunta
directa, que es tan solo una apreciación y una posibilidad que el audiodescriptor
les ofrece, que él no está o no puede estar seguro. Algunos de los casos más
interesantes aparecen en la obra St reet Dresden, de Ki rchner And what are the y
of fe ring, if not themselv es ?”, “is she the daughte r of these p rostitutes ? y Is she a
nice, well brought up child from a bourgeois society ? Pe rhaps... En todos ellos
se plantea una suposición a tra v é s de un a preg u nt a directa a los receptores, que
tienen la última palabra para decidir qué es lo que ellos ven. En la obra de
Salvador Dalí, The persistence of memory , la d ificultad para interpretar las imágenes
surrealistas hace que se ofrezcan posibilidades para identificar elementos, como
en la pregunta is it a tongue ? , que deja abierta la AD.
El segundo caso es la pa rticipación por medio de movimie nto, con movilización
espacial dentro de la obra , como si los recepto res estuvieran dentro para poder
entenderla mejo r En Number 27 de Jackson Pollock : If you follow its path throu gh
40,38%
51,92%
3,85% 3,85%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
311
the painting , se invita a participar en un viaje a través de la pintura de Pollock, para
poder entender mejor su complejidad y su abstracción. Esta técnica puede
desarrollarse también a través de una serie de comparaciones con un viaje dentro
de una obra, como si se paseara o se interaccionara con los elementos desde
dentro. En Hudson River Landscape , de David Smith, Your eye can m ove freely tiene
el mismo efecto. En Dempsey and Firpo , de George Bellows , los espectadores se
introducen en la obra: Your point of view is as if you’re sitting on one side of the ring , o
en The Brass Family de Calder, se incita a que los espectadores se conviertan en la
obra misma: t ry this little exercise , as if you’re about to have a great weight
placed on your shoulders . Bend your knees slightly. Then extend your arms
straight out to the sides and clench your fists . You are now in the position of the
muscleman .
El tercer y último caso es la participación por medio de la experiencia, aludiendo
directamente a la experiencia de los receptores. En la obra de Henri Matisse,
Dance (I) , con you realize that you're not in some kind of specific place that can be
identified , but rather some kind of ideal place in the mind's eye se p resentan dos
opciones in some k ind of specific p la ce that can be identified y some k ind of ideal place in the
mind's eye , para negar la prim era, m ás concreta, y p oder introducir un dominio
más abstracto y subjetiv o, la segunda. Se hace partí cipe al receptor mediante el
uso de you , y se ofrecen varias posibi lidades y una negación (tr iple marcador) para
aumentar la idea de que lo que se describe es una idea subjetiva del
audiodescriptor. En la escultura de Umberto Boccioni, Unique forms of continuity in
space , ocurre algo similar like when you’re battling against a strong wind, and
you r dress or loose trousers are blown backwards alude a una situación
concreta y que los receptores ha n podido experim entar. E sto también se
consigue en la AD de One: Number 31 , de Pollock , That moment when... you're on
the verge of b reaking with the natural world . A través de u na comparación
con una situación compleja se trata de explicar una obra visual. El uso de
estrategias de participa ción sir ve para atenua r esa complejidad y ofrecer
herramientas para entender la obra de forma autónoma. Incluso se ofrece
información de la manera de entender y percibir la obra visual, dejando de lado
la falta de visión, y aceptando que la experiencia puede ser parecida a la visual,
como en you perceive and how you absorb that painting en la AD de la ob ra de Barnett
Newman, Vir heroicus sublimis . E s, de nuev o, un a estr ategia que acompaña a la
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
318
ordena de una forma específica para que se creen unos mapas, imágenes y
esquemas mentales potentes y claros sobre los que albergar las partes específicas.
Engloba a las comparaciones que hacen referencia a un elemen to q ue ya se ha
descrito y que se pueden entender mediante la memoria espacial y visual que se
tiene del elemento descrito (que pasaría a ser el dominio origen) para
comprender de forma rápida y sencilla el nuevo elem ento (que es el dominio
meta). Las caracter ísticas del primero pasan en mayo r o menor medida al
segundo, por lo que la comprensión se facilita y se acelera el proceso, gracias a
los mapas que se establecen entre lo ya conocido y lo nuevo.
En both face and hands are almost as dark brown as the backg round of the
painting , de la obr a Three musicians , d e Picasso, las ca racterísticas de co lor del
entorno de la obra, que ya se ha n descrito de forma pormen orizada, se tra sladan
a la piel del personaje, creándose una transferenc ia de características. La
comparación del color m arrón oscuro, que se ha descrito de for ma detallada al
comienzo de la AD de la obra de Picasso, con la ca ra y las ma nos del p ersonaje
que se introduce ayuda al receptor a componer una imagen mental de forma
rápida y sencilla. En ech oing t he two shirts ben eath , de Linen , de Natalya
Goncharova, una camisa ya descrita sirve para entender otra parte de la obra.
Uno de los ejemplos m ás llamativos e interesantes es el que aparece en la obra de
Henri Rous seau, The dream: The bird is perched on a branch in profile facing right, echoing
the pose of the woman whose head is tw o feet directly below . E n él, la imagen
de una mujer se proyecta en el pájaro que aparece. Tras haber introducido un
fragmento de AD en el que describe de fo rma pormenorizada a la mujer, se sirve
de esos datos para introd ucir otro elemento..
6.3.6.9 Resultados de opcionalidad
La opcionalidad a través de comparaciones dobles o triples aparece 50 veces en
el cor pus, lo que supone un 4,31% de aparición en el corpus con respecto a las
demás unidades metafóricas. Un 80% se lleva a cabo mediante objetos (80%), un
10% a través de acci ones y otro 10% a través de cualificadores . No existe ning ún
modificado r en esta categoría. De estas 50 unidades, un 96% son metáforas
deliberadas, novedosas y d irectas.
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
319
Gráfi co 56 : Opcionalidad por nivel g ramatica l
Hemos deno minado met áfora de opcionalidad a este tipo de metáfora porque se
utiliza para ofrecer opciones a los receptores y que su exper iencia sea lo más
individual posible, pudie ndo elegir de dos o más opciones con las que se
compara una referencia visual de la ob ra. Suele aparecer superpuesta a metáforas
de participación y tam bién suele incluir varios marcadores, indicadores de que el
receptor debe decidir a lo que está asistiendo.
En la obra de Picasso Les demoiselle s d’Avignon, aparece el sigu iente ejemplo: a large
ambiguous form recalling a boomerang — it might b e her hand, or a piece of melon she is
eating y tam bién sirve para describir la am bigüedad d el cubismo picassiano , en el
que una forma ab stracta y cubista podría verse e interpretarse de muchas
maneras, por lo que el audiodescriptor ofrece algunas de ellas, aunque sean
novedosas y subjetivas, para que el receptor tenga opciones para entender las
muchas facetas de la referencia a la forma del objeto que aparece en la obra de
Picasso. De este modo , la analogía entre todas ellas y las características que
comparten (un boomerang , un a mano , un trozo de melón ), puede incluso dar lugar a
una imagen mental nueva, más ab ierta y singula r. Se traduce normalm ente a
través d e pala bras co mo possible o possibly , como en el siguiente ejemplo : And then
you notice a small row of brown lumpy shapes, possible earth , p ossibly a big brown dog , de
Louisiana Rice Fields , de Thomas Hart Benton . La idea de introducir varios
elementos tiene su máximo expon ente en ejemplos como las cuatro opciones de
la obra de Barnett Newman, Vir heroicus sublim is , i t’s not the glossy red of a
sports car , it’s not as bright as that , i t’s not the dark liquid red o f blood either
80,00%
10,00%
0,00%
10,00%
Objeto
Acción
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
320
and perhaps, the shade of a field of poppies . También aparece un caso muy
llamativo e n la obra de Picasso Les dem oiselles d’Av ignon: a large ambiguous form
recalling a boomerang — it might be her hand, or a piece of m elon she is eating y también
sirve para describir la ambigüedad del cubismo picassiano: The face like a wild
mask or skull en The Three Dancers . Adem ás de objetos, puede utilizarse p ara
describir emociones, lo que resulta en una separación de la objetividad única: al
ofrecer varias o pciones, es el recep tor el que decid e qué quiere ver: Their
ambiguous expressions might convey joy , or peace, or bl iss , en la pin tura de Henri Matisse,
Dance (I) .
6.3.6.10 Resultados de forma
En cuanto a lo s casos recurrentes que tratan la forma y tamaño de los elementos
visuales de las metáforas del corpus, que suman 65 (un 5,60% del total de las
unidades metafóric as del corpus), un 82% se construye a través de objetos. El
18% restante lo hace con cualificadores y no existen modificadores o acciones.
El 93,8% de las unidades se han etiquetado como NDD sí y 4,18%, como NDD
no .
Gráfi co 57 : Forma por niv el gramatic al
La experiencia corporal y táctil está muy presente en las personas con DV . Con
metáforas de forma nos referimos a metáfor as que se crean a través de la
comparación de la forma de un elemento visual de la obra con la forma de otro
elemento conocido. No alud en directamente a un elemento que sea similar, sino
81,82%
18,18%
Objeto
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
321
que tenga alguna característica formal parecida que sirva de enlace en la
comprensión de una imagen com pleja. Pueden ser objetos de la naturaleza,
formas geométricas o partes del cuerpo, que hacen las vec es de “medidores” y
contenedores de partes de la obra. En el apartado 6.3.7 sobre los marcadores,
estudiaremos con detenimiento los dos marcadores que sirven para trasladar esta
comparación: form y shape .
6.3.6.11 Resultados de doble marcador
De entre las unidade s metafóricas del corpus que pertenecen a los casos
recurrentes que se han identificado en nuestra investigación, hay 44 que se
enmarcan de la categoría que venimos en denominar doble marcador, lo que
representa un 3,79% del corpus. En estos casos, se ha u tilizado y,
consecuentemente, marcado, más de un marcador para marcar como metafórica
de forma deliberada la misma unidad, por lo que casi el 98% son NDD sí .
Trataremos este 2% que no lo es, junto con los de las demás clasificaciones, en el
apartado xx. Se gún la categoría gramatical, el 61% son unidades con un dominio
origen identificado como objeto, 23% como acción, 11% como cualificador y
5% como modificador.
Gráfi co 58 : Doble marcad or por niv el grama tical
61,36%
22,73%
4,55% 11,36%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
322
El doble marcador no es sino una doble afirmación de que la obra de arte puede
ser subjetiva y el audiodescriptor no pretende dar indicaciones de lo que hay que
imaginar o ver, sino de opciones o caminos. A tr avés de la introducción de dos o
más marcadores, en palabras de Cameron y Deignan (2003 : 159): “It may be that
the use of multiple tuning devices accompanies metaphors in particular need of
tuning, perhaps because they are particularly strong, unexpected, or open to
several interpretations”.
Por lo tanto, el uso de v arios marcadores tanto facilita la comprensión como
ofrece una pista (o varias) de que el receptor asiste a un a descripción que puede
relacionarse con una interpretación, esto es, con el carácter más subjetivo de la
AD, incidiendo así en la idea de que es una interpretación. En Woman I , de
Willem de Kooning, se introduce una idea compleja y subjetiva y, además,
basada en el estudio de la obra y su contexto, no en lo plenamente visual: And if
what you see on the canvas before you has the feel or the look of something like a battlefield ,
there's a good reason, because indeed, this is a picture that de Kooning struggled and struggled
with . Por esas razones, se marca la deliberabilidad a través de if , feel , look y like .
Así, hay lugar para una interpretación tras la AD. En Gare Montparnasse (the
melancholy of departure) , de Giorgio de Chiric o, something that has not come to some
kind of comfortable resolution or conclusion, but something which is still in
a bit of a sta te of war es una idea compleja e interpretativa, por lo que los
marcadores ayudan a trasladarla. También en la obra de Jasper Johns, Divers , se
introduce la interpr etación con varios marcadores: but the scene does not seem to
be either mid - day or night. Rather, the light of the yellow, green and blue sky, and the
long shadows make it seem closer to dawn or dusk . La abstracción de la obra de Cy
Twombly, Leda and the swan , se t raslada con un doble marcador: And in fact,
perhaps this is a portrait of sorts , de igual modo que, en la misma obra, las líneas sin
forma concreta: Many of the scribbled lines look as though they might be written words .
En el último ejemplo, del artista puntillista Georges - Pierre Seurat, Evening
honfleur , la complejidad de la metáfora y la subjetividad de la idea se traduce con
un referente concreto ( fortress wall ) marcado con dos marcdores, like y some kind :
i nstead of using the frame to make a distinction, lik e some kind of f ortress wall between
the world of the picture and the world around it on the wall of the museum .
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
323
6.3.6.12 Resultados de técnica
El siguient e caso recurr ente es la té cnica, co n 33 unidades mar cadas como
metáfora, el 2,84%. De ellas, la acción es el tipo de unidad léxica más común,
con un 60,61%. Solo 24,24% so n objetos, seguidos de los 9,09 de los
modificado res y los 6,06 que son cualific adores. Con respecto al plano
comunicativo, hay un 72,73% d e unidades NDD sí y un 18,2% de unid ades
NDD no .
Gráfi co 59 : Técnica por niv el gramatic al
Este tipo de metáfora se basa en comparaciones con técnicas y movimientos
artísticos para explicar cómo se ha creado una obra en particular. Es decir,
muestran cómo se comporta el movimiento de pinc eles, la forma de colocar un
lienzo o la posición d el artista para entender de dón de vienen las formas y el
resultado final que hay an te nosotros. En the sweeping arcs give a real sense of Pollock’s
arm swinging just above the can vas , de la obra Number 27 de Pollock, el arco que se
dibuja en el lienzo se compara con el brazo de Pollock y con el movimiento que
tuvo que realizar probablemen te para conseguirlo. Una de las primeras metáforas
que se incluyen en la obra especifican que se va a explicar la forma d e la que se
pintó el cuadro: The tangled lines and layers of paint on the canvas are a record of
Pollock’s movements, fast or slow, arching or abrupt , para luego introdu cir a
través de los marcad ores impression , looks y like qué parece que ha ocurrido en el
lienzo: The first impression of Number 27 is that it looks like som eone dripped and
24,24%
60,61%
9,09%
6,06%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
324
splattered different colored paints all over a ca nvas . En esa misma obra se
introduce q ué movim ientos pudo hacer Pollock, y para ello se utiliza una
metáfora, como si ese traba jo fuera un baile: He continues to move energetically around
all four sides of the canvas, almost as if in a dance . En otra obra d e Pollock, One:
Number 31 también se utilizan esta estrategia: And there’s no better way of describing
the way it looks than to explain the wa y it wa s painted . Sorprendentemente,
comprobamos que en la tercera obra de Pollock del cor pus, Summertime no. 9A ,
también se utilizan metá foras de técnica para describir la obra : the sweeping arcs give
a real sense of Pollock’s arm swinging just above the canvas in trance - like bu rsts . Pollock no
es el único artista cuyas obras se audiodescriben con estrategias de este tipo.
Pablo Picasso, en su obra Three musicians , cuenta con u na metáfora de técnica: It
looks like he has cut out lots of pieces of colored paper into geometric shapes
and stuck them onto the canvas to make a sort of collage or jigsaw puzzle —
though, in reality, it’s all painted . También una obra de un pintor de vanguardias,
Georges - Pierre Seurat y su Evening honfleur , cuenta con la siguiente un idad
metafóric a: Seurat's technique gave this sense of the way that light in air, in the
world around us, is something that is actually d ynamic... is always in
movement . La pincelada se trad uce a través de metáforas que ayudan a
entenderla.
6.3.6.13 Resultados de objetividad
Aunque el caso recurrente objetividad solo tiene 10 unidades, un 0,86% del
corpus, nos parece llamativo e interesante, como veremos a continuación. Los
resultados cualitativos arrojan un 80% de objetos frente a los 10% de acción y
10% de cualificadores . Del total de las unidades, todas son NDD sí .
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
325
Gráfi co 60 : Objetividad po r nivel gram atical
El recurso que hemos llamado o bjetividad está de nuevo en sintonía con la serie
de metáforas que ayudan a que la experiencia sea individual para cada uno de los
receptores. A través de marcadores se muestra que las ideas que se presentan son
externas (d e inve stigadores, de visitantes del museo, de la sociedad en gen eral) y
no son una interpretación subjetiva del audiodescriptor. Así, si el audiodescriptor
introduce en la A D que lo s visita ntes su elen com entar que la o bra da la
sensación de tristeza o que se sue le decir que la figura pert enece a un fantasma, la
comparación es objetiva en tanto que es externa y no es una in terpretación de
quien la ha emitido. Como hemos comentado antes, suele usarse cuando se
introducen ideas de estudios sobre la obra o conocimien tos que no parten solo
de la experiencia visual, sino de la H istoria del Arte o de comentarios de
entendidos en la materia. Se introduce norm almente con expr esiones como to
some o for some , ( Early Sunday Morning , de Edward Hopper : To some people they’re
filled with loneliness… To others, they reflect Hopper’s deep interest in being alone
with his thoughts and feelings ; o en a grid that evokes for some the pulsating rhythm of
city streets , que aparece en Broadway boogie woogie , de Mondrian ), one can imagine ( One:
Number 31 , de Jackson Pollo ck, con One can imagine the experience of ru nning
one’s hands over its knobbly surface, and following the trails of paint with
one’s fingertips , it is thought (en la obra de Pablo Picasso, The Three Dancers , (the
painting) i s thought to relate to a tragic episode in his life from twenty - five years
earlier ) , a visitor to the museum could feel , que sirven para remarcar la diferencia entre
la descr ipción objetiva del aud iodescriptor y las interp ret aciones subjetivas de la
obra que se realizan de form a externa.
80,00%
10,00%
10,00%
Objeto
Acción
Cualificador
La metáf ora como herramie nta de acce so al conocimiento en la AD
326
6.3.6.14 Resultados de énfasis v ocal
Con respecto a las unidades metafóricas marcadas com o énfasis vocal, que
suman 18 y representan el 1,55% del total de las unidades metafóricas del
corpus, 61,11% son objetos, mientras que solo 16,67% so n acciones y el mismo
porcentaje son cualificadores. Por último, hay 5,56% de modificadores. Las
unidades marcadas como NDD sí son el 94,44% del corpus.
Gráfi co 61 : É nfasi s vocal por nivel gramatical
Nuestro corpus de trabajo es escrito, pero hace referencia a unos archivos de
audio que están o han estado disponibles en los museos en los que se
implementó la guía audio descriptiva en cuestión. Adem ás de por escrito, he mos
tenido acceso a los a rchivos d e trabajo de algunas de la s audiodescr iptoras, ya
que el texto escrito no está dispo nible para consulta externa. Gracias a esto,
hemos podido comprobar que hay una serie de expresiones lingüísticas que se
marcan a través d e un énfasis vocal que traduce una marca de énfasis escrito en
el texto . E s decir, el texto que se r edactó para ser lo cutado muestra cómo ha de
leerse. E sto o curre con todo tipo de expresiones, desde expresiones de asomb ro
hasta expresiones de humor. Ademá s, las pausas dramáticas o los requiebros de
voz sirven de apoyo a la idea de “sub jetividad” en lo que se dice, dejando de
nuevo libertad al receptor para procesar la información. Algunos de los casos
más interesantes del corpus son: The deeper the ‘p it’ t he greater the variety of contrastin g
colours , Cage , de Richter; At the top of the ‘ hat ’ , en The Three Dancers de Pablo
Picasso ; there are 34 ‘ sausage ’ or spiral shapes like squirts , de Beauys; drips running in
61,11%
16,67%
5,56%
16,67%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
Marí a Ol all a Lu que Co lme ne ro
327
the ‘ wrong ’ direction de Mark Rothko, en Seagram M urals , These are the ‘oculist
rings’, based on the equipment used by opticians – and they represent witnesses to
the ‘wedding’ , de The Bride Stripped Bare by her Bachelors, Even (The Large Glass), de
Duchamp y Hamilton; The plant ‘ creeps ’ around a sculpture , The red studio , de Henri
Matisse ; the top of the obelisk kissing, in a sense, the top of the ‘pyramid’ , de Broken
Obelisk , de Ba rnett N ewman , o la forma de llamar a una separación en la obra de
Barnett Newman, Vir heroicus sublimis , Newman called these ‘ zips ’ y The color of this
‘ zip ’ .
Con estos casos recurrentes, que representan el 57,24% de todas las metáf oras
del corpus, finaliza la exposición de las cinco clasificaciones que nos servirán
para entender y ejemplificar el tipo de mecanismos que aparecen en el corpus y,
en el siguiente c apítulo, analizar las unidades léxicas y las expresiones
identificadas como metáfora con la metodología de identificación y los tipos de
relaciones que se establecen entre ellas. Recapitulando, estas clasificaciones ha
sido según la naturaleza del texto or igen y los tipo s textuales; según el tipo de
unidad léxica , es decir, según su naturaleza gramatical; según la naturaleza
comunicativa de la metáfora; según la naturaleza visual de la met áfora; y según el
tipo de caso recurrente que aparece en el corpus. P asemos ahora al capítulo 7,
donde estableceremos los resultados de acuerdo con estas clasificaciones y las
relaciones entre ellas.
6.3.7 Resultados de la c lasificación según el marcador
Los marcadores l é xicos de los mapas entre dominios son aquellas palabras que
alertan al receptor de que existe alguna forma de contraste o comparació n
(Goatly, 19 97). En nuestro análisis, como ya hemos comentado en varias
ocasiones, nos decantamos por crear pequeños grupos de palabras relacionadas
para su posterior análisis. Nu estro análisis cualita tivo requiere de la iden tificación
desde un primer momento de las unidades de trabajo, a diferencia de una
investigación meramente cuantitativ a. Por esa razón, aunque unimos los
marcadores a las unidades que convierten en directas y d eliber adas, mantenem os
como paso separado la búsqueda e identificación de marcadores y su etiquetado
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
334
small tin can , de la obra First Landing jump , de Robert Rauschenberg, ocurre lo
mismo pero con un objeto: el audiodescri ptor no sabe o no puede estar seguro.
La obra es conceptual y abstracta, por lo que la introducción de los elementos
que la forman tiene que ser cauta y marcada, por lo que appear es un a gran
herramienta para llevarlo a c abo.
Gráfi co 64 : See m por nivel gramatical
En segundo lugar, de entre las unidades construidas a través de seem , seña lamos
algunos de las más características, casi todas perten ecientes a la ca tegoría de
acción, ya que como acabamos de señalar, acompaña a acciones en un 56% de
los casos, lo que lo convierte en el marcador qu e m ás porcentaje de acciones
acompaña. El mecanismo de este marcador es muy similar al de appear , dado que
su finalidad es crear una deliberación y una suposición en elem entos de la o bra.
En la unidad This bronze, glea ming figure... seems caught , someho w, to me, betw een the
classical p ast a nd th e 20th century , de la obra de Umberto Boccioni Unique forms of
cont inuity in space, el audiodescrip tor introduce varios m arcadores para h acer
hincapié en que la metáfora que ha seleccionado es subjetiva. Esto ocurre con
otras unidades con un tono más poético, como las que hacen uno de verbos
como bailar , danzar , flotar , etc. Little dabs and dashes of paint seem to dance over the
surface of the canvas , perteneciente a la AD de Panels for Edwin R. Campbell , de Vasily
Kandinsky, marca la metáfora de forma delib erada para que los receptores
comprendan que es una aprecia ción que puede comp lementar a la d escripción, y
que debe entenderse de forma metafórica, tal como In fact, he seems to floa t in
21,74%
56,52%
8,70%
13,04%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
M Olalla Luque Colmenero
335
space as though he were a vision, or an apparition , de Paul Gauguin en The moon and the
earth. Aunque hay muchas acciones, también contamos con unidades de objetos
que vienen marcadas con seem , como they seemed almost to be more like… paper
dolls … , de la obra de Henri Matisse, Dance (I) , o it seems to b e a desolate coa stal
region , y It seems to be a giant human face , de The persiste nce of memory de Dalí.
Todas ellas sirven para traducir imágenes controvertidas, que requieren de
marcadores.
Gráfi co 65 : Suggest por ni vel gramat ical
Por último, las unidades que se crean con el marcador suggest son más similares a
appear, ya que m arcan a objetos en vez de a acciones. En gener al, sirven para
marcar un elemento que no está muy claro en la obra o que puede ser varias
cosas, como there’s a narrow horizontal strip of blue across the entire painting, suggesting a
body of water like a river or a lake in the distance , de la obra de Thomas Hart
Benton, Louisiana Rice Fields . En ese ejemplo, el audiodescriptor da una pista
sobre lo que puede ser, pero la técnica no figurativa impsoibilita asegurarse.
Ocurre lo mismo en Ghostly pale blue circles floating across the whole w ork slightly
distorting what’s behind them suggest transp arent soap bubbles , de la pintura
abstracta de Natalya Goncharova, Line n . En ob ras más co nceptuales aparece
usado para sugerir conceptos más complejos: aluminium to suggest the flash , unidad
extraída de la insta lación Lightning with Stag in its Glare de Joseph Beuys o almost -
vertical thicker black lines at more or less regula r intervals, with blobs at top and bottom,
suggest a frieze of frenzied dancers , de la obr a de Jackson Pollock Summertime no. 9A.
88,89%
11,11%
Objeto
Acción
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
336
Suggest tam bién se utiliza pa ra trasladar idea s subjetivas y com plejas, como en el
caso de They suggest impermanence a nd insta bility – as do the ever - changing sounds
and lights – sin ister slow - flashing beacons warning us off perhaps rather than welcoming us in ,
que pertenece a Home , de Mona Hatoum, o absence of people may also suggest that
Demuth sensed something else… and that maybe his painting shows both a celebration of
industrial growth in the 1920s an d some anxiety abou t its effects on peop le
and society , en la obra de Charles Demuth, My Egypt.
En general, estos m arcadores verbales sirven para enfatizar una deliberación
subjetiva y compleja.
6.3.7.1.3 Resultados de as
El siguiente marcador es el adverbio as , que la mayoría de las veces, funciona
para crear símiles. Como todas las metáforas directas, se presentan los dos
referentes y puede construirse de diversas formas según hemo s observa do en el
corpus. Por ejemplo, aparecen ca sos como what might be described as, the same as,
suggested as, as much as, as though, as if, as in, as, as… as, the sam e shape as. Aparece 50
veces en el corpus y en casi su totalidad va aco mpañando a objetos, con un 64%.
El 22% de las veces se ha etiquetado junto con una unidad metafórica de acción
y el 16% con cualificadores. Tan so lo el 2% pertenece a modificado res.
Gráfi co 66 : As por nivel gramatical
Los objetos a los que acom paña as van desde objetos reconocibles y similares los
dominios que traducen, como e n Demuth saw the grain elevators as American
64%
22%
2% 12%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
M Olalla Luque Colmenero
337
monuments , de la obra de Charles D emuth My Egypt , que com para los ascenso res
de grano con monumentos, por su grandiosid ad y lugar de adoración en la
sociedad, hasta figuras más elaboradas y subjetiva s, como referred to the melting
watches as t he ‘cam embert of time’ de T he persistence of m emoir de Dalí. También sirven
para crear metáforas vívidas y simples que ayudan a comprender la imagen,
como en el caso de la unidad extraída de la obra de Pablo Picasso, Les demoiselles
d’Avignon: The slic e of melon is as sharp as the curved blade of a scythe , que de
forma sencilla traslada una imagen al imaginar io de lo s receptores. Con respecto
a las acciones, as se utiliza cuando se pretende traducir un a im agen subjetiva: It's
almost as if ... the flesh, the surface of the figure flickers back sort of in this
fluttering , de la obra de Umberto Boccioni , Unique forms of continuity in space , o la
unidad extraída de Les demoiselles d’Avignon de Picasso , The one on the left raises her
bent right elbow and places her hand behind her hand, as if po sing provocatively , que de
este modo da señales de la opinión del audiodescriptor y no de la postura
concreta y objetiva que tiene la m ujer del cuadro. Arma (2011: 479) expone en su
trabajo sobr e AD fílmica que la estructura as if es muy recurr ente en películas
para un públ ico adulto y lo explica de la siguiente maner a:
This type of struct ure plays the role of suggest ing more than describi ng and represent ing more
than n aming . Usin g this structure type, th e aud io de scriber can de scribe an attitud e, a b ehavio ur
or a state of mind witho ut stati ng it with extr eme pre cis io n but rat her compar ing it to simil ar
experiences than adult people already know.
También las comparaciones con cualificadores son muy interesantes, ya que a
través de as se consigue colocar dos elementos al mismo nivel y compararlos. En
It’s not the glossy red of a sports car , it’s not as bright as tha t , de la pintura de Ernst
Ludwig Kirchner, Street D resden, dos conceptos se asemejan y el dominio meta
bebe del dominio origen para ayudar a recrear la imagen visual de la obra.
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
338
6.3.7.1.4 Resultados de form y shape
Los siguientes marcadores están muy relacionados, ya que ambos aluden a la que
hemos denominado metáfora de forma. Con m etáforas de forma nos referimos a
metáforas que se crean a través de la comparación de la forma de un eleme nto
visual de la obra con la forma de otro elemento conocido. No aluden
directamente a un elemento que sea similar, sino que tenga alguna característica
formal parecida que sirva de enlace en la compr ensión de una imagen compleja.
Pueden ser objetos de la naturaleza, formas geométrica s o partes del cuerpo, que
hacen las veces de “medidores” y contenedores de partes de la obra. Los dos
marcadores principales para llevar a cabo esta traslación son form y shape . El
primero de ellos cuenta con 19 casos y, el segundo, con 38. Form marca a u n
95% de objetos como metafóricos, m ientras que shape marca a un 90%. El 5%
restante de form es cualificado r, y lo mismo ocurre con el 10% de shape .
Gráfi co 67 : Shape por nivel gramatical
Estos marcadores ayudan a crear metá fo ras que no alud en directamente a u n
elemento que sea similar, sino que tenga alguna cara cterística formal parecid a que
sirva de en lace en la com prensión de una imagen compleja. Ambos se refieren
casi en su totalidad a objetos, como acabamos de com entar. Shape sirve para
comparar un elemento de la obr a de forma sencilla con otra que tiene una forma
similar, como por ejem plo en las unidades almond - shaped ey e - sockets o breast - like
shapes , The Three Dancers de Pablo Picasso, o Eye - shaped areas of dark blue and mauve ,
de la obra de Claude Monet, Water lilies . Es un marcador que sirve para unir
90,00%
10,00%
Objeto
Cualificador
M Olalla Luque Colmenero
339
conceptos fácilmente, ya que marca que las ún icas características que se tr asladan
son las relativas a la forma, y deja lugar a imaginar el resto d e elemento. Da lugar
a casos vívidos y novedosos, que convierten la experiencia de ver a través de las
palabras en un acto artístico en sí mismo: It’s sha ped like a long string bean o a sha pe
that looks like a slice of pie , de la obra de Lee Krasner, Gaea , son claros ejemplos
de ello. En la obra de Louise Bourgeois, Quarantania , es también un expon ente de
este tipo de metáforas , con comparaciones gastronómica s que sirven para ilustrar un
grupo de esculturas y que van desde A white egg - shaped object a an object the size and
shape of a baking pota to y viajes a lugares m ás húm edos, co n The next pole is shaped
like a surfboard . C laramente las com paraciones no se llevan a cabo con elementos
del mismo campo que la escultura (ver anexo II para consultar cómo es), pero la
introducci ón de elementos ajenos para utilizar su forma resulta en una estrategia
perfecta para trasladar la información visual.
Gráfi co 68 : For m por nivel gramatical
En cuanto a form , que aparece en 19 ocasiones, también sirve para crea r
comparaciones de tamaños y formas vívidas, como en la AD de la obra de Pablo
Picasso, Les demoiselles d’Avignon , que soprende a los receptores con una forma
totalmente aje na a un prostíbulo de Avignon : a large ambiguous form recalling a
boomerang — it might be her hand, or a piece of melon she is eating . Cierto es que
también se utilizan formas más c omunes, como la de una cruz en This projects
forward in the form of a cross , en la obra de Umberto Boccion i, Unique forms of
continuity in space o la de un la drillo , a rectangular block of bronze about the form of a
common brick , en la misma obra, pero todas tienen en común la capacidad de
recrear una forma de manera sencilla y concreta.
94,74%
5,26%
Objeto
Cualificador
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
340
6.3.7.1.5 Resultados de like
Like es el m arcador metafór ico más repetido en nuestro corp us, ya que aparece
134 veces, es decir, más del 11% de las unidades identificadas como metáforas
están marcadas con like . Según Goatly (1997: 193), los marcadores más
frecuentes en un tipo de discu rso pueden sintonizar con las características
discursivas, y como veremos a continuación, ciertamente este marcador es un
ejemplo de herramienta concr eta y útil cuyo objetivo es trasladar información
visual a personas que no pueden acceder a ella de forma sen cilla. El 87% de las
unidades marcadas por like son objetos, en co ntraposición con el 8% de
acciones, el 3% de cualificador es y el 2% de modificadores.
Gráfi co 69 : Li ke por ni vel gramati cal
Su importancia dentro del corpus nos ha llevado a estudiar de forma aún más
detallada sus usos y cruzar los datos con variables como los museos, los géneros
y los tipos de texto visual. A continuación, exponemos un resumen de los
resultados más interesante s.
En la obra de Joseph Beuys, Lightning with Stag in its Glare , encontram os una serie
de ejemplos de unidades metafóricas marcadas con like que son muy
significativas y que pueden ayudarnos a entend er el objetivo de utilizarlo en una
obra tan conceptual y abstra cta como la de Beuys. Por ejemplo, utiliza unidades
como triangula r shape like a witch’s hat , (the triangle’s tip) like a gu ttering flame , Its
surface is lumpy and pitted like baked earth , there are 34 ‘ sausage’ or spiral shapes like
squirts , Some look like root vegetables , others like fru it with a stalk . Com o vemos,
87,31%
8,21% 1,49% 2,99%
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
M Olalla Luque Colmenero
341
y como venimos advirtiendo en la mayoría de los mar cadores, las unidades con
las que aparecen tienen dominios origen y m eta muy diferentes y q ue no
pertenecen al mismo dominio conc eptual. Ni siquier a lo son entre ellos: un gorro
de bruja, una llama, verduras podridas o tierra quemada. Sin embargo, el
marcador por antonomasia hace posible que se traduzcan imágenes ab stractas y
desconocidas a través de do minios concretos y conocidos.
Hay muchos otros ejemplos del uso de like en el corpus, de nuevo usos vívidos y
conceptuales: the hea d juts ou t like the prow of a ship , en la obr a de Bo ccioni;
Matisse floods the canvas with deep, rich red, like tomato soup , en The red stud io ; o las
figuras de Louise Bourgeois en Quarantania, She looks li ke a chess piece y the side is
shaped like an hourglas s . Todas so n metáfo ras mu y visuales, con elementos
concretos, ordinarios, más o menos palpables o recono cibles, que convierten la
experiencia de experimentar el arte a través de la AD en una exper iencia cercana.
Aparte del 87% de like que sirven para m arcar metafóricamente a objetos,
también hay algu nos ca sos de acciones que creemos son mu y rem arcables e
interesantes, en tanto que a yudan a trasla dar imágenes complejas de las obras y,
sobre todo y de manera más interesa ntes, utilizan imá genes aun má s complejas
para trasladar la información visual de las obras. Tal es el caso de like hearing a
piece of music in the distance, and not quite being able to make out the tune , Vasily
Kandinsky, Panels fo r Edwi n R. Campbell , que utiliza una metáfora sinestésica,
como h emos com entado co n anterio ridad en esta tesis, para trasladar la imagen.
Esto es llamativo, pues nos conduce a pensar que gracias a marcadores típicos y
arraigados en el habla se puede utilizar una función más compleja del lenguaje y
así trasladar imágenes complejas para personas que no pueden ver pero que
pueden sentirse conectados al conocimiento del mundo a través del sonido o,
com o en el siguiente ejemplo, a través de situaciones cotidianas que pueden
sustituir a la imagen: like when you’re battling against a strong wind, and you r d ress o r loo se
trousers are blown backwards , de la obra de Umberto Boccioni Unique forms of
continuity in space. También encontramos metáforas de técnica, que ayudan a
trasladar la form a de la que se ha construido una imagen de forma sen cilla: that
all the shaped pieces in the sculpture are connected and your eye can move freely from one to
anothe r easily, like following a line , en la o bra Hudson River Landscape de David Smith
o en It looks like he has cut out lots of pieces of colored paper into geometric shapes and stuck
them onto the can vas to m ake a sort of collage or jigsaw puzzle — though, in reality, it’s all
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
342
painted , para explicar el cubismo meramente visual de P ablo Pica sso en Three
musicians .
Estos son los nueve marcadores recurrentes que más aparecen en nuestro
corpus. Tras analizar su uso y su relación con los cuatro tipos de palabra de la
clasif icación gr amatical y presentar algunos de los ejem plos m ás interesan tes, a
continuación po demos ver en un gráfico la comparación entre todo s ellos y su
porcentaje de aparición en el corpus.
Gráfi co 70 : Todos los marc adores por nivel gramati cal
Para finalizar co n el análisis y resultados, en el siguiente apartado trataremos los
casos de unidades metafó ricas que n o se englo ban en la categorías de NDD sí ni
de NDD no , es decir, los casos de metáforas que no aparecen enmarca dos dentro
de las dos categorías princip ales de nuestra clasificación.
0% 50% 100%
Lik e
As
Sug gest*
Seem*
Shape
F or m
Almost
Appear*
Objeto
Acción
Modificador
Cualificador
M Olalla Luque Colmenero
343
6.3.7.2 Resultados de la c lasificación del resto de metáforas
Como vemos en la clasificación según la naturaleza comunicativa, hay un resto
de unidades metafóricas que no se engloban en la cat egor ías de NDD sí ni de
NDD no . Son pequeños porcentajes que, sobre todo, se r efieren a metáforas q ue
son novedosas pero que no son directas ni deliberad as , y que están relacionadas
con los cualificadores, a través de metáforas de colores y sinestesias, y, en su
mayor parte, con la personificación y las acciones, con significa dos novedosos de
acciones aplicadas a las partes de las obras o a la técnica utilizada. En el siguiente
apartado, repasaremos los casos que forman la categoría de resto y observaremos
en qué tipos d e obras o géneros se utilizan, además del tipo de unidad léxica del
que se los audiodescriptores hacen uso para crear estas metáforas.
El primer tipo de metáfora del que solo hay un caso en la totalidad del corpus es
la que es no novedosa pe ro d irecta y deliberada . Ya hablamos de este caso en
el a partado 6.1.2 con el proceso de identificación de metá foras con la obra de
Umberto Boccioni, Unique forms of continuity in space también del MoMa: This
bronze, gleaming figure... seems cau ght , somehow, to me, between the classical p ast and the
20th century . E s un caso especial porque aunque la acepción del verbo catch sea
metafóric a, aparece como segunda en el d iccionario, por lo que está
convencionalizada. Por otro lado, existe el referente en el texto que sirve pa ra
entender el dominio fuente, y la deliberabilidad hace que el dominio fuente
( caught ) sea parte del significado referencial de la expresión en la que se utiliza (la
apariencia de la estatua). Aparte, m arcamos como marcador metafórico el verbo
seems to que pertenece a la categoría de m arcadores de proceso perceptivo, y
también ten emos en cuenta el segundo marcador , somehow, to me , que ayuda a
profundizar en la idea de la deliberabilidad. Esta metáfora no novedosa requiere
de todos esto s mecan ismos porque es una a portación del audiodescriptor; to me
indica q ue está emitiendo un juicio y q ue la estatua está atrapada de forma
metafóric a según su entendimiento. Esta parte de la AD, y junto a ella, la unidad
metafóric a que forma parte de ell a, se aleja de la objetividad y carácter
descriptivo, por lo que audiodescriptor decide marcarlo para que los receptores
tengan constancia de ello.
La metáfora como herramienta de comunicación en la AD
350
corpus. En resumen, los objeto s son el tipo de unidad léxica bajo el que más se
han etiquetado las unidades metafóricas del texto, con má s de un 47%. Si
observamos de nuevo los datos de Hermann (2013: 137) los objetos solo suman
un 13,3%. Los cualificadores, que ellos conceptualizan como adjetivos, suman
un 18,4%, m ientras que los nuestros supo nen un 22%. Las acciones suponen un
18,7%, y en nuestro caso un 28%. Los modificadores, similares a nuestros
adverbios, suponen un 9,1%, mientras que en nuestra investigación solo son un
3% del total de las metáforas. Es interesante que mostremo s también el
porcentaje que aparece con preposiciones y de terminantes, unidades q ue
nosotros decidimos no etiquetar porque no se refieren a la imagen visual. Las
preposiciones son las unidades que más aparecen en su investigación, con un
38%, y los determinantes suponen un 8,9%. Aparte aparecen conjunciones
(1,2%) y resto, o palabr as que no se engloban en las categorías (1,1%). Estas
últimas cuatro categorías de la investigación de Hermann y la mayoría de
investigadores que utilizan el M IPVU nos h acen darnos cuenta de que el
porcentaje de metáforas que estamos eti quetando es probablemente menor que
el que podríam os ha cer, pues dejamo s fuera varias categoría s gram aticales. S in
embargo, nos reiter amos en 1) la necesidad de etiquetar unidades completas y
analizarlas como una, aunque comporten varias palabras, tal como hemos
comentado en este cap ítulo; y 2) basarnos solo en cuatro tipos de pa labras, que
corresponden al plano de lo visual y, p or lo tanto, son interesantes para nuestra
investigación. Aquí de nuevo hacemos hincap ié en la im portancia de un an álisis
cualitativo que se supedite al cuantitativo pa ra obtener resultados reales del uso
de la metáfora.
Además de todos los niveles y clasif icaciones de nuestra metodología, nuestros
estudios y proyectos previos y el análisis preliminar del corp us, nos llevó a
detectar una s erie de casos recurrentes que hemos denominado
p ersonificació n, sinestesia, contraposición, p articipación , color, s uposición,
r eferencia cult ural, referencia intratextual, opcionalidad, forma, doble marcador,
técnica, o bjetividad y é nfasis vocal. Este capítulo también nos ha servido para
exponer los interesantes resultados del análisis que hemos obtenido al estudiarlos
de forma individual y en relación a los resultados anteriores. H emos podido
observar el tipo de u nidad léx ica s que se utiliz an para llevar a cabo estas
estrategias relacionadas con la m etáfora, su forma comunicativa, es decir, qué
casos recurrentes son no vedosos, directos y deliberados y cuáles n o lo son, qué
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