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Evoluçâo da avaliaçâo curricular paradigmas e práticas

Krasilchik, M.

Abstract

The paper describes the evolution of curriculum evaluation during the last three decades in order to identify external and intemal pressures that affected research. The classical psychometnc cuniculum research evaluation is contrasted with naturalistic studies and the recent intemational projects evaluation. Changes in procedures and paradigms are strongly inflcienced by academic and professional institutions and funding agencies. Being aware of different sources of pressures researchers have more freedom to make options and take decisions about their work.

Full text

l OTROS TRABAJOS EVOLU~ÁO DA AVALIACÁO CURRICULAR PARADIGMAS E PRÁTICAS KRASILCHIK, M. Faculdade de Educaqáo, Sáo Paulo SUMMARY The pape desc ibes he e olu ion o cu iculum e alua ion du ing he las h ee decades in o de o iden i y ex e nal and in emal p essu es ha a ec ed esea ch. The classical psychome nc cuniculum esea ch e alua ion is con as ed wi h na u alis ic s udies and he ecen in ema ional p ojec s e alua ion. Changes in p ocedu es and pa adigms a e s ongly in lcienced by academic and p o essional ins i u ions and unding agencies. Being awa e o di e en sou ces o p essu es esea che s ha e mo e eedom o make op ions and ake decisions abou hei wo k. A pesquisa educacional ende a se ap esen ada como um p ocesso es u u ado com p esc icoes pa a execucao dos abalhos, jus i ica i as pa a uma ou ou a me odo- logia, c í ica a um ou ou o modelo, de esas de um ou ou o pa adigma. Ra amen e, a ealidade da pesquisa é discu ida indicando a ní ida di e enca en e o que as no mas de e minam e o que pode se ei o pelo in es i- gado . Mui as das decisoes des e sao de idas a a o es es anhos a um modelo eó ico ado ado, de i adas de p oblemas p á icos que acabam de e minando, inal- men e, os umos da in es igacao (MacG a h 1982). Re- conhecendo-se as condicoes ine en es da pesquisa e sua elaciio com as concepcoes de ciencia e educaciio do pesquisado , é necessá io ambém conside a in luen- cias ex e nas que in luenciam a pesquisa e de e minam o p edominio de ce as linhas de abalho e consequen e escolha de p oblemas e de p ocedimen os. A op@o en e os con li os que oco em en e uma si uacao ideal e uma soluciio p ossí el di eciona em mui os casos a qualidade e o ipo de pesquisa como é possí el exempli ica no iimbi o das a aliacoes dos cu ículos de Ciencias que em oco endo desde a déca- da de 60. A o igem, mo i acao, escopo e me odologia desses a- balhos em a iado em uncao de aspec os in ínsecos e ex ínsecos, dependendo da concepcao de educacao de seus au o es, dos pa adigmas po eles acei os e ambém dos obje i os e ecu sos das ins i uicoes inanciado as de pesquisa. Es es o am ao longo de odo o p ocesso a o es p imo diais no di ecionamen o da pesquisa em a alicao. O papel da a alicao e do a aliado a iou de aco do com a disponibilidade de ecu sos e ambém da inalidade da pesquisa que de e ia o ien a decisoes de au o es, p o esso es, adminis ado es, agencias de inanciamen o, sis emas educacionais. No pe íodo 1960-1970 a pesquisa em a aliacao concen- ou-se nos g andes p ojec os cu icula es de p imei a ge aciio, p oduzidos nos Es ados Unidos. Es es conjun- os de ma e iais didá icos compos os po li os do aluno, guia do p o esso e em mui os casos equipamen os de labo a ó io, ma e iais audio isuais e a é de p o as pa a a aliaciio dos alunos, demenda am ecu sos e seu esul ado de ia se comp o ado pa a jus i icá-los. Sob in luencia da psicome ia, media-se o endimen o educacional dos alunos com o uso de es es obje i os. Essas p o as, compos as po ques oes de múl ipla es- colha, e am p epa adas po ins i uicoes especialicadas, ambém enca egadas de sua aplicacao a g andes popu- lasoes de alunos. Usa am o Chemical Educa ional Ma- e ial S udy-Chem S udy no seu segundo ano de a a- liacao, 12.000 alunos (Me il 1969). O g upo u ilizado pa a e i ica o esul ado do Biological Science Cu icu- ENSENANZA DE LAS CIENCIAS, 1990,s (3), 268-273 OTROS TRABAJOS lum S udy-BSCS oi de ap oximadamen e 14.000 es u- dan es (Maye 1972). A a aliacao en áo ealizada inha duas uncoes. Segundo G obman (1969), "Há dois aspec os p incipais em e- lag20 á uncao a alia i a da aplicacáo de es es: uma é a alia a pe o mance dos es udan es em elacáo ao ma e ial e a ou a é a alia a e iciéncia do ma e ial em elag50 aos alunos". A pesquisa in luenciada pela isa0 compo amen alis a dos p ocessos de ensino e de ap endizagem busca a e i ica a compa ibilidade en e obje i os p opos os da o ma mais explíci a possí el e os esul ados ob idos pelos es uden es. G upos ep esen a i os da populacao de alunos e am di ididos em duas ca ego ias básicas: con ole e expe imen al. Em ge al o p oje o que es a a sendo a aliado e a usado apenas pelo g upo expe imen- al e os es es inais e am aplicados a odos. Uma a- ian e do mesmo esquema e a aplica p oje os al e na i- os co n g upos di e sos e analisa as di e encas nos esul ados. Em alguns ipos de expe imen os a o gani- za@~ obedecia a uma o ma denominada g upo único p é e pós- es e. En im, basicamen e, e am seguidos os esquemas da popula monog a ia em que Campbell e S anley (1963) esumi am as possibilidades do que cha- ma am esquemas expe imen al e quase-expe imen al pa a pesquisa educacional. No en an o, os dados desse ipo de pesquisa nao p eenchiam o almen e as necessi- dades de in o macáo dos que p e endiam ado a ou dissemina de e minados p oje os. Uma o ma de a en- de a essa p imei a exigencia oi a de p oduzi ins u- men os pa a análise de ma e ial cu icula , nos moldes pionei os elabo ados pelo Social Science Educa ion Conso ium, denominado Cu iculum Ma e ials Analy- sis Sys em (1 97 1) cuja inalidade e a o ien a o exame de p oje os nas á eas de Ciencias Sociais. Baseado nesse, o am p epa ados dois ou os ins umen os, mais ade- quados 2s disciplinas cien í icas. Um deles, The Analysis o Cu iculum Ma e ials, oi ampliado apa i do modelo básico pa a a ende a ou as disciplinas, além da á ea das Ciencias Sociais (E au 1975). O p oje o, sediado na Uni e sidade de Sussex, Ingla e a, oi desen ol ido co n a ajuda de um g upo in e nacional, co n pa icipan- es da Alemanha, Suécia e Es ados Unidos. Pa a análise de ma e ias especi icamen e na á ea de Ciencias oi p epa ado, no Ins i u u die Pedagogik de Na u wissenscha en-INP, A Cu iculum Ma e ial Analysis Sys em o Science (Haussle 1973). O p in- cipio ge al desses ins umen os e a en a quali ica , po meio de escalas, os elemen os de á ios p oje os, ais como: obje i os, con eúdos, me odologia, desc ic50 dos ma e iais, eo ias e ducacionais e psicológicas que un- damen am o p oje o. Embo a esse ma e ial enha sido planejado basica nen e pa a o ien acao dos que i iam usa os p oje os cu icula- es nas salas de aula, se iu pa a essal a a impo ancia das bases eó icas dos di e sos cu ículos. De ou o lado, os esponsá eis pelos p oje os que dese- ja am disseminá-los e incen i a sua adocao, passa am ambém a p omo e es udos pa a p omo e sua implan- acáo. Na década de 70 mui os abalhos decalcados em es udos ei os pa a ag icul u a e medicina, co n inspi- aciio em écnicas me cadológicas, es uda am o p oces- so educacional. De o ma ge al, as p eocupacoes incidiam sob e deci- soes de adminis ado es e p o esso es sob e os p oje os, sendo o ap endizado dos alunos apenas um elemen o de pe suasao pa a seus po enciais usuá ios. Busca a-se ealiza uma análise sociológica do planejamen o de mudanca educacional. No en an o, a ansposicao de esul ados sob e ino acoes écnicas ela i amen e sim- ples a sis emas escola es complexos oi de alo limi a- do. Pesquisas o am en ao conduzidas em sis emas esco- la es mas ambém nao chega am a uma o ien aciio ge al que ajudasse a adocao dos p oje os. Na e dade, o que a maio ia das pesquisas ei as nessa época, e mesmo pos e io men e, p e endia demons a aos usuá ios e agencias inanciado as, e a a supe io i- dade do ma e ial cu ucula p oduzido. No en an o, dados e e idos pelos in es ido es indica am que os alunos que equen a am os cu sos baseados nos no os cu iculos podiam a é sai -se pio , sob ce os aspec os, conside ando-se que os exames de admissiio ? Uni e si- dade eque iam as a in o macao ac ual baseada nos con eúdos dos li os didá icos mais popula es exis en es na época (Fo no 1969, Kas inos 1969). Os esul ados das in es igacoes, além de nao demons a- em a supe io idade do ma e ial, ambém nao indica am qual o seu g au de acei acao pelas escolas. C í icas me odológicas ge adas po essas pesquisas e am múl i- plas. Uma delas incidia sob e a eal di e sidade do a amen o dado aos g upos expe imen al e con ole que pa icipa am das expe iencias. Quando se es uda a o compo amen o em classes dos p o esso eas que usa am um mesmo p oje o, e i ica-se que nao há al a amen o homogeneo, mas sim, di e en es e sóes dependendo das in e p e acóes dos p o esso es que ans o mam em p og amacóes p óp ias os p oje os cu icula es. Ce os abalhos o am c uciais nessa mudanca da a a- liacao cu icula . Um deles, o a igo "E alua ion as ilumina ion" (Pa le 1977), con apoe o que os au o es chama am de a aliacao adicional, pa adigma ag ícolo- bo anicom 2 a aliacao ilumina i a que se segue um pa adigma sócio-an opológico. Ques ionamen os sob e a me odologia e o p óp io obje o da pesquisa con es a am a possibilidade de ealiza um es udo álido no campo educacional po meio de compa- acáo de g upos subme idos ao a amen o co n g upos con ole, nos moldes das expe iencias de campo ealiza- das nas Ciencias Biológicas. Tal modelo deixa ia esca- pa in o maqoes undamen ais pa a um p ocesso que nao pode se desmemb ado pa a es abelece elagoes casuais linea es. O esquema expe imen al exigi ia cuidados na compo- sic80 da amos a e na elabo acáo de inms umen os, na e dade, sem signi icado quando se lida co n es udan es, p o esso es, escolas, en im, indi íduos e g upos com- plexos cujos compo amen os nao podem se analisados ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS, 1990.8 (3) OTROS TRABAJOS de o ma pad onizada. Nao se pode ia simpli ica o p ocesso educacional, sob pena de adul e á-lo de al modo a o na oda expe iencia sem sen ido e inócua. Os p ocessos de ensino e de ap endizagem passam a se obje o de in ensa p eocupacao e a a encao comeca a se ol a pa a o que oco e nas escolas, nas salas de aula e nos labo a ó ios. P eocupacoes mais p o undas co n a docencia, co n o conheciman o dos alunos, assim como a discussáo sob e a na u eza da pesquisa cien í ica ambém p o ocou ans o macoes nos canones ado ados pela maio ia dos pesquisado es educacionais. A acei acao de que uma decisao me odológica nao e a apenas écnica, mas undamen almen e subje i a, dependendo das con iccóes do in es igado , al e ou ambém a na u eza da pesquisa sob e cu iculos. Es a, len amen e, oi e oluindo, pasando-se do cha- mado "modelo expe imen al" pa a a in ensi a u iizacao de medidas quali a i as, na en a i a de ob e in o - macóes que nao de o massem a a i idade educacional, mas a desc e essem na sua o alidade e complexidade. A busca de no as on es de dados, ais como a obse acao di e a das aulas, en e is as co n p o esso es e alunos, análise de documen os e de a os signi ica i os, a o ga- nizacao e obje i os dos expe imen os muda am signi i- ca i amen e o pano ama da pesquisa educacional em ensino de Ciencias. De aco do co n No ak (1977), "a c escen e popula idade dos simples mé odos clínicos de Piage oi pa a mui os pesquisado es uma abencoada libe acao da ba agem psicomé ica e es a ís ica, simpolizada pela lide anca da Ame ican Educa ional Resea ch Associa ion-AERA. Caso Piage anonimamen e subme esse uma p opos a de pes- quisa pa a inanciamen o em 1955-1960, as comissóes julgado as possi elmen e a conside a iam uma espécie de piada". To na a-se pois, impe a i o, encon a uma saída de o ma que a pesquisa le asse em con a esses elemen os e que a en a i a de medi apenas o e ei os de p oje os educacionais osse subsi uída po um es udo in ensi o do p og ama como um odo: sua undamen aciio e e o- lucao, sua o ma de ope a , seus sucessos e di iculdades. A ino acáo nao é examinada isoladamen e, mas sim, no con ex o da escola, ou seja, no ambien e de ap endizado. Em consequencia há necessidade de on es de dados que nao se ci cunsc e em 2 me a cole a e análise do esul- ado dos exames ei os pelos alunos. Passou-se assim a usa obse acao di e a, es udo de documen os, en e is- as co n os di e sos elemen os en ol idos no p oje o cu icula , alunos, p o esso es, adminis ado es, au o es, en im, odos que pudessem da in o macoes pe inen es ao exame da ques ao. De i a dessa concepciio a exp es- sao a aliacáo ilumina i a pa a con as a co n o p oce- dimen o adicional em que os alunos cons i uíam p a i- camen e as únicas on es de dados. Na e dade, o que con apoe sao di e en es concepcoes de pesquisa que se basea am em di e sas nocóes de odo o p ocesso educacional. De um lado uma isao p i ilie- giada o p e enso igo co n base em obje i os p é-es abe- lecidos e ins umen os moldados pa a medi quan i a i- amen e o que se deseja sabe sob e o ap endizado dos es udan es. De ou o lado, admi ia-se que o que oco e na escola é ao complexo de desc ic50 e julgamen o da alidade de um enomeno que en ol e pessoas, sen i- men os e p ocessos in elec uais in incados e in luencia- dos po múl iplos a o es. A linha expe imen al admi ia a possibilidades de medi p ecisamen e, a in luencia de a iá eis e es abelece elagoes causuais en e em de e minado p oje o e ap endizado dos alunos. Subjacen e a esse p ocedimen o ha ia uma concpecao eli is a de ducacáo se indo de pesquisa pa a clasi ica os es udan es em um espec o que os coloca a em di e en es ca ego ias. A a aliacao em ou os moldes é baseada na con iccao de que odos os alunos de em e podem ap ende mais do que me as in o macoes que sao passadas de uma ge acao pa a ou a. Pa a an o, é necessá io a alia a aquisicáo de habilidades complexas e comp eende mais p o undamen e o p ocesso de ap endizagem. Nes e con ex o, o mé odo clínico em um papel impo an e pois pe mi e comp een- de ambém a in luencia da amília, do ambien e onde i e a c ianca, dos meios de comunicac ío e do conheci- men o que ele le a pa a a escola. A p essuposicao básica é a de que " odas as c ianqas podem ap ende o que a escola em pa a ensina e que as ins i ucóes de ensino podem adap a seus p og amas e p ocedimen os pa a ajuda os es udan es a ap ende quando a in o macao es á disponí el, le ando em con a as habilidades e di icul ades de ap endizado de cada aluno (Tyle 1986). A mudanca do pa adigma de pesquisa p o ocou epe - cussao e esis encia (Pa le 1976). Essa esis encia en e os os pesquisado es que abalha am pa a a melho ia do ensino de Ciencias de ia-se basicamen e, 2 sua o - mas50 academica, que lhes impunha p ocedimen os a- dicionais na in es igaqao empí ica no campo de Cien- cias Exa as ou Biológicas. No en an o, con a essa esis encia lu a am as equipes dos p oje os que se de on a am co n obs áculos na conducao do abalho e econheciam as limi acóes do modelo de pesquisa igen e pa a o o necimen o de dados que undamen assem suas decisoes pa a e isa0 dos ma e iais e a i idades de elabo acao e disseminacao dos p oje os cu icula es. A si uacáo do pesquisado passa ambém a se obje o de con o é sias. O dis anciamen o en e 2 equipe espon- sá el pela con ecciío do p oje o e o esponsá el pela a aliacao ga an i iaimpa cialidade des e. Ou os obje a am que sendo ele o a, nao é alguém co n quem se possa ou de a pa ilha dú idas e espe angas, mas é quem ai julga o seu abalho, classi icando-o de bom ou mau, digno ou nao de se ado ado ou ecebe inanciamen o (K asilchik 1984). Po ou o lado, o des acamen o do pesquisado le a 2 pe da de dados essenciais pa a a comp eensao do que oco e nas salas de aula, nas eunioes de p o esso es, nos co edo es das escolas, nas salas dos adminis ado es. ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS, 1990,8 (3) OTROS TRABAJOS As di iculdades Da a omada de decisoes o na am o abalho das equipes di icil e desgas an e. Embo a as medidas adminis a i as nao causassem con o é sias. aquelas angen es 2 es u u a do ma e ial, seu con eúdo e o ganizacao p o oca am con li os que e am esol i- dos pela hie a quia in e na do g upo. Também a elacao do p oje o co n o sis ema educacional e seu mecanismo de di usáo, além das elagoes das equipes co n ou os segmen os do sis ema educacional, le a am o es udo das o mas co n os di e sos g upos cu icula es e am o ga- nizados e como suas idéias e am colocadas a se ico da comunidade educa i a. Um exemplo ma can e dessa no a linha de abalho oi o es udo de mudanca cu icu- la publicado co n o í ulo Inside a Cu iculum P ojec . O seu au o e a um obse ado ex e no, que abalhou co n a colabo acio do di e o e do ice di e o do p oje o na p epa acáo de um es udo de caso. Fo am o ocadas, p imo diamen e, as elacoes dos memb os da equipe esponsá el pelo p oje o co n as escolas e os p o esso es que a ua am na ase de u ilizacao expe imen al dos ma e iais (Shipman 1974). Esse abalho enca a a a ans o maciio educacional de um pon o de is a bas- an e di e so do que e a comum a é en ilo, ab indo uma no a e en e de pesquisa de campo. As elagoes humanas passam a e um luga impo an e na in es igacao de p oblemas que se elaciona am 2s mudancas de a i udes e alo es, as quais nao podiam se comple amen e es udadas, analisando-se apenas uma ace a da ques ao, ou seja, o p odu o de ais p oje os ino ado es (Pa le 1977). No a-se a ansicao de p ocedimen os e opcoes nos ela ó ios de a aliacao da g ande maio ia dos p oje os ingleses, desc i os e a aliados po meio de es udos em que se usa am in o macoes de á ios ipos, p o enien es de on es di e sas. Um bom exemplo dessa concep@io é a a aliacáo do p oje o pa a a escola p imá ia, Science 5- 13. Esc e e a au o a: "Do p imei o conjun o de expe imen os ap endeu-se que a in o macao p o enien e das p o as dos alunos oi uma en a i a que nao se p es ou acilmen e pa a o ien- a a e isa0 da edacáo do p oje o e, e e que se suplemen ada po ou os dados. Os esul ados i e am uma unciio ú il pa a con i ma que o en oque ge al do ma e ial e a e icien e pa a p omo e os obje i os es abelecidos (. . .), mas o am mui o menos ú eis do que dados de ou as on es pa a indica modi icacóes que ape eicoa iam as unidades" (Ha len 1975). Quando se cons a ou que os p oje os cu icula es nao da am odos os esul ados an ecipados, e a qualidade do ensino de Ciencias con inua a insa is a ó ia, a a aliacao passou a incidi sob e sis emas escola es na en a i a de o ien a os go e nos nas p oposicoes de polí icas pa a o ensino de Ciencias que a endessem as necesidades nacionais. Um abalho signi ica i o nessa no a linha de pesquisa oi o ganizado po S ake e Easley (1978) que p ocu ou e a a o ensino das Ciencias em escolas no e-ame ica- nas. Uma amos a de onze escolas oi selecionada pa a ep esen a di e sos ipos de es abelecimen os: u banos ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS, 1990,8 (3) e u ais, das á ias egioes geog á icas do país, de á ios ní eis sócio-econ6micos e de di e sas e nias, e escolas em á ios es ágios -algunas ecém-inaugu adas e ou as em p ocesso de quase echamen o, algumas ino ado as e ou as bas an e adicionais. Um dos c i é ios pa a a selec50 inal da amos a oi a possiblidade de dispo de um expe ien e pesquisado pa a ealiza um es udo de caso em cada escola escolhida. A complemen acáo da pesquisa oi ei a pelo le an a- men o de uma amos a es a i icada de 4.000 pessoas in e essadas no ensino de Ciencias, incluindo adminis- ado es, p o esso es, amilia es e alunos. O p oje o e e, po an o, ca ac e ís icas bas an e ab angen es, che- gando a algumas conclus6es ge ais sob e o ensino de Ciencias nos Es ados Unidos, embo a seus au o es in- o mem que: "O esumo é uma d ás ica simpli icacáo das ci cuns an- cias obse adas pelos pesquisado es de campo e desc i as em cada um dos es udos de caso. O e a o de cada um dos locais - is os pelos expe ien es mas singula es olhos do obse ado - é um quad o mui o in luenciado pelos admnis ado es, pais e es udan es encon ados, colo ido po p oblemas p o issionais, écnicos, econo- micos e sociais. De uma o ma ou de ou a, os quad os dos di e en es luga es nao se ag egam de modo nem a o ma o e a o da educacao nacional, al como é ap esen ado pela imp ensa popula (embo a nao menos a li i o), nem pelo compos o nas publicacoes educacionais p o issio- nais (embo a nao menos complicadas)". Em en a i a semelhan e de aze ambém um le an a- men o a ní el nacional, na G a-B e anha, o Depa amen- o de Educacáo e Ciencia ins alou uma unidade de pesquisa (Assessmen o Pe o mande Uni -APU) (1982) pa a analisa o compo amen o dos alunos de á ias idades em elacáo a alguns componen es cu icula es. Os p oje os o am inciados nas á eas de ma emá ica e ingles e, em 1980 comeca am os es udos sob e a si uacáo do ap endizado de Ciencias. As pesquisas incidi am sob e es udan es de es aixas e á ias: 11, 13 e 15 anos. Os a alhos i e am a pa i- cipa@~ de á ias uni e sidades e cen os de in es i- ga@~ enca egados de elabo a os ins umen os de a aliacao e analisa os esul ados. As amos as e am mui o ex en- sas: 11.000 c iancas de 11 e 13 anos e 16.301 alunos de 15 anos. Além de ques ioná ios, o am aplicadas ambém p o as p á icas. Os ins umen os o am cons uídos co n bases nos p og amas, ma e iais e documen os usados que na época especi ica am os obje i os do ensino de Ciencias. Os alunos de e iam e habilidades necessá ias 2 in es- igag80 cien í ica, conhecimen os e concei os sob e o mundo na u al. Os esul ados o am publicados na o ma de ela ó ios que i e am impac o no cená io educacional ingles. Os deba es sob e o signi icado e as implicacoes de al pesquisa o am amplos e acalo ados, pois se emia que a libe dade das escolas, na con uciio de seus cu í- culos, osse es ingida se os esul ados da pesquisa con ibuíssem pa a a composicáo de um cu ículo nacio- nal. Alguns e am a a o do abalho, pois "os es es OTROS TRABAJOS o nece iam os pa he os a pa i dos quais as escolas pode iam p epa a seus p óp ios cu ículos. De a o, a APU niio se iu a esses p opósi os e nao é um modelo cu icula . Faze-lo se ia ga an i a e e siio do ensino pa a os exames" (Skilbeck 1984). Países pe i é icos como B asil so em as mesmas in- luencias que já o am a oladas. No en an o, algunas di e encas dos cen os cul u ais, cuja li e a u a é mais disponí el podem se cons a adas. A escasses de ecu - sos e a al a de adicao de cob anca de qualidade da sociedade do sis ema educacional esul a am em pouca a enciio h a aliacao cu icula o a do ambi o academi- co. Os p óp ios g upos que elabo am cu ículos nao podem aze g andes in es imen os em a aliaciio, sob pena de nao e undos pa a o abalho de desen ol i- men o. Po ou o lado, es a a ma gem dos cen os p odu o es de modas pe mi e e acesso hs mais di e sas endencias em, esul ado uma isiio mais eclé ica e ab angen e. A ualmen e, o pendulo da a aliaciio de cu ículo ol a a uma posiciio pa ecida a da ase inicial de a aliaciio dos p oje os cu icula es, ago a niio mais sob in luencia da "gue a ia", mas de uma ou a gue a, "a gue a ecno- lógica". Um p oje o in e nacional -1n e na ional As- socia ion o E alua ion o Educa ional Achie emen - iniciado em 1970 em 19 países, epe ido em meados da década de 80 em 24 países, busca compa a esul ados das mesmas p o as obje i as aplicadas a alunos de di e en es ní eis escola es das á ias nacoes que pa i- cipam do es udo. Os au o es desse es udo p ome em elaciona a o es como enpo dedicado has aulas de Ciencias, aulas p á icas, es u u a cu icula , hs espos as dos alunos aos es es. Embo a cuidados me odológicos sejam omados, a dú ida sob e o alo desses dados eside na alidade de compa aciio en e países com cu ículos e con ex os di e en es. Além disso, di e encas cul u ais podem a e a a aduciio das ques óes, en iezando os esul ados. A di ulgaciio de bons ou maus esul ados em disciplinas cien í icas em se ido como elemen o pa a anga ia undos pa a seu ensino pelos "lobbys" in e esados. A g ande imp ensa em eco ido a esses dados mui o ge ais como elemen o de demons aciio de qualidades de ensino nes e ou naquele país. No B asil, o Minis é io da Educacao, sob in luencia des as mani es acoes, desen ol e p og amas de a a- liacao em á ios Es ados da ede ciio pa a e i icaciio do ní el de ensino nas escolas. C í icas a esse ipo de pesquisa se iam mui o pa ecidas hs que o am ei as as a aliacóes desen ol idas na década de 60. Finalmen e, é p eciso e p esen e que a pesquisa educa- cional da qual a a aliaciio de cu ículo é um exemplo, nao pode se comside ada como um p ocesso em que decisoes siio guiadas apenas po p oblemas e modelos eó icos e sim, po opo unidades ocasionais. P essoes ex e nas em igual ou maio impo ancia no di ecionamen o dos abalhos, do que as in encoes e decisoes dos cien is as. Exe cem ambém p essoes ex e nas associacóes p o issionais que o ganizam eunioes e pu- blicam e is as pa disseminacao dos esul ados das in es igacoes. Ins i uicoes academicas em papel essen- cial no p ocesso po meio de seus cu sos de g aduaciio e pós-g aduacao que omen am e p omo em a pesquisa sob e o ensino de Ciencias e ealizam escolhas de pa a- digmas e p á icas. A o al libe dade do pesquisado é um mi o e es e, es ando conscien e das in luencias que so e, pode abalha e ope a com maio au onomia. A sua eal lebe dade só se á conquis ada na medida que i e cla eza do que e po que az. Pa a an o, de e á se capaz de analiza o p ocesso em oda a sua complexidade e busca supe a obs áculos que se in e ponham en e suas con iccoes e suas possiblidades. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS APU, 1982. Science in Schools. Age 15: Repo No. 1, Depa - ERAUT, M. e al., 1979. The analysis o Cu iculum Ma e ials. meni o Educa ion And Science, 232 pp. Sussex, Uni e si y o Sussex, Occasional Pape , 2, 128 pp. , FORNOFF, F., 1969. A su ey o he eaching o Chemis y in CAMPBELL, D. y STANLEY, J. C., 1963. Expe imen al and Seconda y Schools. 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